quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

As práticas ajudam na tomada da decisão

LIÇÃO 20

Estou decidido a ver.

1. Até agora fomos bem displicentes em relação a nossos períodos de prática. Não houve realmente nenhuma tentativa de determinar o momento para empreendê-los, pediu-se esforço mínimo e nem mesmo se pediu cooperação e interesses efetivos. Esta abordagem é intencional e planejada de forma muito cuidadosa. Não perdemos de vista a importância vital da mudança radical de teu modo de pensar. A salvação do mundo depende dela. Contudo, não verás se considerares que estás sendo coagido e se te entregares ao ressentimento e à contrariedade.

2. Esta é nossa primeira tentativa de introduzir uma estrutura. Não a interpretes de modo equivocado como um esforço para exercer força ou pressão. Tu queres a salvação. Tu queres ser feliz. Tu queres paz. Tu não as tens agora porque tua mente é totalmente indisciplinada e porque não podes distinguir entre alegria e pesar, prazer e dor, amor e medo. Agora está aprendendo a distinguí-las. E, de fato, tua recompensa será grande.

3. Tua decisão de ver é tudo o que a visão pede. Aquilo que queres é teu. Não confundas o pequeno esforço que se pede a ti com um sinal de que nossa meta tem pouco valor. A salvação do mundo pode ser um objetivo sem importância? E o mundo pode ser salvo se tu não fores? Deus tem um único Filho e ele é a ressurreiçãoa e a vida. A vontade dele se faz porque todo o poder lhe foi dado no Céu e na terra. A visão te é dada a partir de tua decisão de ver.

4. Os exercícios para hoje consistem em lembrares a ti mesmo durante todo o dia que queres ver. A ideia de hoje também pressupõe, tacitamente, o reconhecimento de que não vês agora. Por isso, enquanto repetes a ideia, declaras que estás decidido a mudar teu estado presente por um melhor, por um que queres realmente.

5. Repete a ideia de hoje devagar e de forma inequívoca pelo menos duas vezes por hora hoje, tentando fazê-lo a cada meia hora. Não te aflijas se esqueceres de fazê-lo, mas faze um esforço verdadeiro para lembrar. As repetições adicionais devem ser aplicadas a qualquer situação, pessoa ou acontecimento que te transtorne. Podes vê-los de modo diferente, e verás. Tu verás aquilo que desejas. Assim é a verdadeira lei de causa e efeito do modo como ela opera no mundo.

*

COMENTÁRIO:

Se, de fato, tomarmos a decisão de experimentar as práticas destes exercícios do modo que o Curso nos pede, agora, ou a partir de agora, vamos começar a perceber de que forma criamos o mundo que nos cerca. O que o exercício de hoje nos pede é apenas que tomemos a decisão de ver. Afinal queremos ver ou não?

É claro que todos nós já passamos por muitas situações em que fingimos não ver, por comodidade, para evitar conflitos e, muitas vezes, por medo de ter de assumir mais responsabilidades do que as que já tínhamos.

Aqui, porém, não há espaço para fingimentos, acomodações e medos. Até porque ninguém nos está cobrando nada. Não há fiscais. Ou assumimos, para nós mesmos, a responsabilidade por nós mesmos e pelo mundo que criamos ou vamos continuar a marcar passo e a viver a repetição de experiências, situações e relacionamentos que nos afastam da alegria e da paz, pressupostos básicos da felicidade a que todos aspiramos.

É bom salientar que as práticas sempre vão ajudar nesta tomada de decisão.

6 comentários:

  1. Olá meus queridos...
    Quero agradecer pela reunião de ontem, pela oportunidade que me deram de mais uma vez, aprender com vocês. Obrigada a todos.

    E nessa reunião, nos foi feita uma pergunta simples, mas cuja resposta não conseguimos dar num simples "sinônimo", e não o podemos, apenas pq as nossa egóicas limitações se negam a compreender a sua completude, na sua infinita simplicidade... e essa importantíssima, necessária mas simples pergunta foi...

    - E o que é o Amor ?????

    Tentando responder ontem, a resposta parece que ficou meio incompleta,( ao meu ver ) mas aqui vai um adendo, que espero "ampliar" um pouco mais nossa compreensão do que seja O Amor...
    com essa resposta em linguagem um tanto arcaica, mas de entendimento universal e emprestada e extraída do livro
    " O livro de Mirdad "
    do iluminado Mikhail Naimy.
    .

    O que é o Amor ?
    O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.

    E que é amar, senão aquele que ama absorver o amado de modo a que os dois sejam um?
    A quem ou a que devemos amar? podemos escolher uma certa folha da Árvore da Vida e despejar sobre ela todo o nosso coração? E o ramo que produziu esta folha? E a haste que sustenta este ramo? E a casca que protege esta haste? E as raízes que alimentam a casca, os ramos e as folhas? E o solo que envolve as raízes? E o sol, o mar e o ar que fertilizam o solo?

    Se uma pequena folha merece o vosso amor, quanto mais merecerá a árvore toda! O amor que corta uma fração do todo, antecipadamente se condena ao sofrimento.

    Direis: "Mas há muitas e muitas folhas em uma única árvore: umas são sadias, outras são doentes; umas são belas, outras, feias; algumas são gigantes, outras são anãs. Como poderemos deixar de escolher?"

    E vos direis: "Da palidez do doente provém a vitalidade do sadio. E vos direi ainda mais, que a fealdade é a paleta, a tinta e o pincel da Beleza; e que o anão não seria anão se não tivesse dado parte de sua estatura ao gigante.
    Vós sois a Árvore da Vida. Cuidado para não dividirdes a vós mesmos! Não ponhais um fruto contra outro fruto, uma folha contra outra folha, um ramo contra outro ramo; nem ponhais o ramo contra as raízes, ou a árvore contra a terra-mãe: é exatamente isso que fazeis quando amais uma parte mais do que o restante, ou com exclusão do restante.
    Vós sois a Árvore da Vida. Vossas raízes estão em toda a parte. Vossos ramos e folhas estão em toda parte. Vossos frutos estão em todas as bocas. Sejam quais forem os frutos de árvore, sejam quais forem os seus ramos e folhas; sejam quais forem as suas raízes, serão os vossos frutos; serão as vossas folhas e ramos; serão as vossas raízes. Se quiserdes que a árvore de frutos doces e aromáticos, se a desejardes sempre forte e verde, cuidai da seiva com que alimentais as suas raízes.

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  2. Continua...

    O Amor é a seiva da Vida. O Ódio é o pus da Morte. Mas o Amor, tal como o sangue, precisa não encontrar obstáculos para circular as veias. Reprimi o movimento do sangue e ele se tornará uma ameaça, uma praga. E que é o Ódio senão o Amor reprimido, ou Amor Retido, tornando-se uma veneno tanto para o que o alimenta como para o alimentado, tanto para o que odeia como para o que é odiado.

    Uma folha amarela na vossa Árvore da Vida é somente uma folha à qual faltou Amor. Não culpeis nem julgueis a folha amarela.
    Um ramo ressequido é somente um ramo faminto de Amor. Não culpeis o ramo ressequido.
    Uma fruta podre é somente uma fruta que foi amamentada com Ódio.
    Não culpeis a fruta podre. Culpai antes o vosso coração cego e egoísta que repartiu a seiva da vida a uns poucos e a negou a muitos, negando-a assim a ela própria.
    Não há outro amor possível senão o amor a si próprio. Mas nenhum ser é real, senão aquele que abrange o Todo. Eis porque Deus é Amor; porque Deus se Ama a Si Mesmo.

    Se o Amor vos faz sofrer, é porque ainda não encontrastes o vosso próprio ser, nem achastes ainda a chave de ouro do Amor, pois se amais a um ser efêmero, o vosso amor é efêmero.

    O amor do homem pela mulher não é Amor. É algo muito diferente. O amor dos pais pelos filhos é tão somente o limiar do sagrado templo do Amor. Enquanto cada homem não amar a todas as mulheres, e vice-versa; enquanto cada criança não for filho de todos os pais e de todas as mães, e vice-versa, deixai que os homens se gabem de carnes e ossos que se apegam a outras carnes e ossos, mas jamais deis a isso o sagrado nome de Amor. Será blasfêmia.

    Não tereis um único amigo enquanto vos considerardes inimigo, ainda que seja de um único homem. Como pode o coração que abriga inimizade ser um refúgio seguro para a amizade?

    Não conhecereis a alegria do Amor enquanto houver ódio em vossos corações. Se alimentásseis com a seiva da Vida todas as coisas, menos um pequenino verme, esse pequenino verme sozinho tornaria amarga a vossa vida, pois quando amais alguém ou alguma coisa, na realidade somente amais a vós próprios.

    Do mesmo modo, quando odiais alguém ou alguma coisa, em verdade odiais a vós mesmos, pois aquilo que odiais está inseparavelmente ligado àquilo que amais, como o verso e o reverso da mesma moeda. Se quiserdes ser honestos convosco mesmos tereis que amar aqueles e aquilo que odiais e aqueles e aquilo que vos odeia, antes de amar o que amais e o que vos ama.

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  3. Continua...

    O Amor não é uma virtude. O Amor é uma necessidade; mais necessidade é do que o pão e a água; mais do que a luz e o ar.
    Que ninguém se orgulhe de amar. Deveis respirar no Amor tão natural e livremente como respirais o ar, para dentro e para fora de vossos pulmões, pois o Amor não precisa que ninguém o exalte.
    O Amor exaltará o coração que considerar digno de si.
    Não espereis recompensa do Amor. O Amor é, em si mesmo, recompensa suficiente para o Amor, assim como o Ódio é, em si mesmo, castigo bastante para o Ódio.
    Não peçais contas ao Amor, pois o Amor não presta contas senão a si mesmo.

    O Amor não empresta nem pode ser emprestado; o Amor não compra nem vende; mas quando dá, ele se dá todo inteiro; e quando toma, toma tudo. E o seu dar-se é tomar. Consequentemente é o mesmo hoje, amanhã e sempre.

    Assim como um poderoso rio que se esvazia no mar é reabastecido pelo mar, assim deveis esvaziar-vos no Amor para que sejais para sempre enchidos de Amor. A lagoa que retém o presente que o mar lhe dá torna-se uma lagoa de água estagnada.

    Não há mais nem menos no Amor. No momento em que tentardes graduar e medir o Amor ele desaparecerá, deixando só amargas recordações.
    Nem há agora nem depois, ou aqui e acolá no Amor. Todas as estações são estações do Amor. Todos os locais são próprios para serem habitados pelo Amor.

    O Amor não conhece fronteiras nem obstáculos. Um amor cuja ação é impedida por qualquer obstáculo não merece o nome de Amor. Sempre vos ouço dizer que o Amor é cego, no sentido de que não vê defeitos naquele que é amado.
    Essa espécie de cegueira é o máximo da visão.
    Desejaríeis ser sempre tão cegos quenão encontrásseis faltas em coisa alguma!
    Não! É claro e penetrante o olhar do Amor. Por isso ele não vê faltas. Quando o Amor houver purificado a vossa visão não vereis jamais nada que não sejam digno de vosso Amor. Só uma vista despojada de Amor, um olho faltoso, está sempre ocupado em encontrar faltas. E quaisquer faltas que encontre serão sempre as próprias faltas.
    O Amor integra. O Ódio desintegra. Esta imensa e pesada massa de terra e pedra a que dais o nome de pico do Altar voaria rapidamente para todos os lados se não fosse conservada unida pela mão do Amor. - Mesmo os vossos corpos, perecíveis como parecem ser, resistiriam à desintegração se amásseis com a mesma intensidade cada uma das células que o constituem.
    O Amor é paz cheia das melodias da Vida. O Ódio é a guerra ansioso pelos golpes satânicos da Morte.
    Que preferis o Amor para gozardes a paz eterna, ou o ódio para estardes para sempre em guerra?
    Toda a terra está viva em vós. O céu e suas hostes estão vivos em vós. Amai, pois, a Terra e todos os seus habitantes, se amais a vós mesmos.
    Amai o Céu e todos os seus habitantes, se amais a vós mesmos.
    E um detalhe a mais ...
    Não odiar não é amar. O Amor é uma força ativa; a não ser que ela guie todas as tuas ações e passos, não poderás encontrar teu caminho; a não ser que ela satisfaça todos os teus desejos e pensamentos, os pensamentos serão urtigas em teus sonhos; os pensamentos serão canções fúnebres em teus dias.

    Espero ter conseguido ampliar um pouco mais nossa compreenção do que seja O Amor, que nada mais é do que nossa própria essência, O Deus em nós, apenas temporariamente encoberta pelo véu do nosso esquecimento de quem realmente somos.

    Milagres e Milagres... a todos !

    Carmen.

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  4. queridos amigos, Queria agradecer a todos que foram ontem e se manifestaram pois sempre qdo. vou embora lembro de tudo o que ouvi e absolutamente tudo me faz bem. Está certo que algumas informações me são mais preciosas e particularmente ontem retirei alguns ensinamentos que precisava. A questão da culpa dos anos de colégio religioso sempre me vem a mente quando acontece alguma desgraça maior no mundo e ontem vcs. todos me esclareceram bem a direção e ensinamento dos Milagres.
    Carmem, amei a mensagem de hoje tb. Todas essas informações me foram importantes pois juntei tudo na lição de hoje: a disponibilidade para ver. O querer ver e a certeza que um dia verei a verdade. Bem, eu quero sim! rs e de vcs eu não desgrudo mais! rs.
    Bjs e luz para todos, Ana

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  5. .
    Ana querida... que alegria poder partilhar de seu alívio... que tmb se torna o meu/nosso.

    E gostaria de acrescentar aqui, que se alguém quiser o e-book do livro que mencionei,
    ( O Livro de Mirdad ) e que ensina exatamente o mesmo que o UCEM, mas com parábolas, como as de Jesus, e que é simplesmente "Maravilhoso"
    eu posso enviar-lo por e-mail...
    Está em Doc-Word, para ler off-line ok ?

    Carmen.

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  6. Moisés, Ana, Carmen e todos os nossos colegas daqui de perto e os que estão fisicamente longe...
    "PESSOAS MARAVILHOSAS" !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Estou melhorando graças a vocês !!! Tenho tanto a dizer, mas não quero me adiantar e falar bobagens, pois "Acima de tudo eu quero VER".
    Em breve...espero...Estou no tratamento...
    OBRIGADA !!!!!!!
    Fiquem com Deus!
    Bjs

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