quarta-feira, 27 de maio de 2026

O mundo que queremos mora no mais íntimo de nós

 

LIÇÃO 147

Minha mente contém só o que penso com Deus.

(133) Não darei valor àquilo que não tem valor.

(134) Que eu perceba o perdão tal como ele é.

*

COMENTÁRIO:

Caras, caros,

Uma pessoa que conheço afirma que o autoconhecimento é impossível. E, se a gente pensar bem, é preciso reconhecer que essa pessoa tem razão. Não acham?

Explico por quê?

À luz do ensinamento que o Curso nos oferece, nossa caminhada é uma viagem que se dá sem distância. Quer dizer, não vamos sair daqui, do ponto em que estamos, por exemplo, e chegar a um ponto bem distante daquele do qual partimos. Não!

A caminhada vai sempre se dar na direção de nós mesmos, de nós mesmas. Por quê? Porque ainda não nos conhecemos, não sabemos aonde estamos e nem para onde vamos. Assim, o Curso nos oferece uma jornada na direção do autoconhecimento, que significa conhecer a nós mesmos, a nós mesmas, e conhecer Deus.

Ora, o Curso também afirma que Deus é apenas uma ideia. E, mais, diz que nós, cada um e cada uma de nós, também somos apenas uma ideia. Se a Criação não tem princípio nem fim, ela está sempre acontecendo, de modo que aquilo que somos num dado momento já não é mais o que seremos no momento seguinte, como chegaremos a nos conhecer? Quando? Nunca! Porque assim também é a ideia de Deus, que só pode Se conhecer experimentando as miríades de Si Mesmos, Si Mesmas, que brotam no universo a cada instante.

Daí a importância de praticarmos mais uma vez as ideias que o Curso nos pede para revisarmos hoje.


Explorando a LIÇÃO 147

"Minha mente contém só o que penso com Deus."

Não darei valor àquilo que não tem valor.

Que eu perceba o perdão tal como ele é.

Hoje, mais uma vez, vamos buscar reforçar em nossa consciência o aprendizado de duas ideias que também são vitais em nossa busca do autoconhecimento, isto é, o aprendizado, o reconhecimento e a aceitação da verdade do que somos, que é o que o ensinamento do Curso oferece a quem se dispõe a seguir as orientações que ele traz a cada um, a cada uma. Sempre nos lembrando também de que nestes dias de revisão somos convidados e convidadas a plantar em nossa consciência a verdade que há na afirmação que abre todas as lições: Minha mente contém só o que penso com Deus. E este contém também poderia ser "guarda", "mantém", "retém". Quer dizer, é só o que pensamos com Deus que nos sustenta, que tem valor, que é verdadeiro.

A primeira das ideias que revisamos nos convida a praticar e a reforçar o entendimento de que o mundo que vemos não contém nada daquilo que, de fato, queremos, conforme uma lição que já praticamos anteriormente. Ou alguém entre nós, querendo muito alguma coisa, já se satisfez por completo com ela, após obtê-la? Isto é, obteve o que queria e nunca mais desejou nada do mundo?

Esta ideia, pelo convite a aprendermos a não dar valor àquilo que não tem valor, nos incita a abandonarmos o apego às coisas todas do mundo, animadas ou inanimadas, reconhecendo a neutralidade delas, a fim de aprendermos a usá-las apenas como instrumentos que podem nos servir de auxílio na caminhada em direção ao mundo que há além deste, e que é o mundo que queremos. 

Não nos enganemos, porém, pensando que o mundo que queremos tem alguma coisa a ver com a aparente materialidade deste. Não! Na verdade, o mundo que queremos mora no mais íntimo de nós mesmos e de nós mesmas e é a melhor expressão do Céu que podemos encontrar, exatamente porque não está fora e pode ser acessado a qualquer instante a partir do momento em que nos decidirmos por ele.

A segunda ideia que revisamos hoje indica o melhor instrumento a ser usado para nos livrarmos do apego às coisas do mundo. É só o perdão que pode curar nossa percepção equivocada. Ao aprendermos a perceber o perdão como ele é, ou seja, um meio de eliminar a crença na separação, que apenas a percepção equivocada pode reforçar, seremos capazes de dar valor apenas àquilo que, de verdade, tem valor. À paz, à alegria e à felicidade completas, que são a Vontade de Deus para nós, em Seu Amor Infinito. 

Às práticas?

terça-feira, 26 de maio de 2026

É do que pensas das coisas que brota seu significado

 

LIÇÃO 146

Minha mente contém só o que penso com Deus.

(131) Ninguém que busque alcançar a verdade pode falhar.

(132) Libero o mundo de tudo o que eu pensava que ele fosse.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 146

Caras, caros,

Não há como não fazer uma ligação entre as ideias que vamos praticar com esta lição e aquela ideia que às vezes se repete na práticas e diz que ainda somos como Deus nos criou.

Explico: se ainda somos como Deus nos criou, é óbvio que não nos separamos jamais d'Ele/Ela e que nossa mente só pode conter aquilo que pensamos com Ele/Ela. É também óbvio que, se mantivermos esta ideia em mente, aceitando-a e compreendendo o que ela quer dizer, o que ela representa em nosso caminhada neste mundo, não há como falharmos em nossa busca pela verdade. E ainda que caminhemos sem muita certeza do que pode vir pela frente, com esta ideia em mente, vamos ser capazes de liberar o mundo de tudo o que quer que tivéssemos imaginado que ele era.

É assim que começamos nossas práticas de hoje.

"Minha mente contém só o que penso com Deus."

Ninguém que busque alcançar a verdade pode falhar.

Libero o mundo de tudo o que eu pensava que ele fosse.

Voltemos mais uma vez nossa atenção para a primeira das ideias que revisamos hoje. Uma ideia que nos põe em contato direto com a possibilidade de alcançarmos a verdade a nosso próprio respeito, além de qualquer sombra de dúvida, além de qualquer idade e de qualquer medida no tempo. 

Aliás, só quem pode duvidar disso é o falso eu [o ego do Curso], aquela parte de nossa mente que acredita na separação e que busca nos convencer de que a ilusão que este mundo nos oferece é que é a verdade.

Lembremo-nos de que o Curso ensina que o estado natural de todo Filho de Deus é o estado de graça, ressaltando que "quando ele [o Filho de Deus] não está em estado de graça, está fora de seu ambiente natural e não funciona bem".

Noutro ponto do texto o Curso diz que só fora de nosso ambiente natural é que podemos nos perguntar: "O que é a verdade?", já que a verdade é o ambiente pelo qual e para o qual fomos criados. Isto, sem dúvida, dá todo o sentido à primeira das ideias que revisamos hoje.

A segunda ideia de nossa revisão indica a maneira pela qual podemos alcançar a verdade. Isto é, pela liberação do mundo, pela compreensão de que tudo o que já pensamos no passado a respeito do mundo foi mudando com a ilusão da passagem do tempo, que, como o Curso ensina, não existe como uma linha linear sobre a qual vão se depositando nossas vivências dia a dia.

Porque, assim como mudamos o modo de pensar ao longo do tempo em que acreditamos viver, o mundo vai mudando, bem de acordo com a mudança que operamos em nosso modo de pensar, não é mesmo? Então, resta-nos a alternativa de alinhar o que pensamos ao que o Curso ensina acerca do mundo. Isto é, que ele, e tudo o que aparentemente existe nele, é neutro. 

Isto quer dizer, conforme já vimos lá atrás, nas primeiras lições, que todas as coisas só adquirem significado a partir daquilo que pensamos delas. Em outras palavras, o mundo, as coisas e as pessoas do, e no, mundo têm apenas o significado que queremos que tenham. 

Refazendo, portanto, a pergunta feita antes, compreender isto não é, de fato, um grande passo em direção à liberdade e, por consequência, em direção à verdade? E mais: um grande passo na direção do estado de graça, nosso estado natural, que fica além do tempo e de qualquer medida que possamos inventar na experiência dos sentidos e da forma? 

Às práticas?

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Uma mudança só é possível quando começa dentro

 

LIÇÃO 145

Minha mente contém só o que penso com Deus.

(129) Além deste mundo há um mundo que eu quero.

(130) É impossível ver dois mundos.

*

COMENTÁRIO: 

Caras, caros,

Antes de nos debruçarmos sobre as ideias para a revisão de hoje, antes da exploração de cada uma delas, vamos voltar nossa atenção mais uma vez por alguns instantes para uma questão a respeito da dor e de sua realidade, postada há alguns anos por nosso colega e companheiro de jornada, David, ao fazer um comentário sobre a lição 142 e a anterior, e sobre os comentários que fiz a elas. 

Óbvio é que, para a maioria de nós, estudantes do Curso, como o próprio David reconhece, quase todas as nossas experiências dizem respeito na maior parte do tempo à ilusão de que vivemos num mundo [se não estivermos vivendo a experiência de um "instante santo", se não estivermos no aqui e agora, inteiramente imersos e imersas no momento presente]. Neste mundo que, se pensarmos bem, só pode ser ilusório, uma vez que ele não bate em praticamente nenhuma de suas características com qualquer mundo em que viva qualquer uma das cerca de oito bilhões de pessoas que o dividem conosco. Ou haverá algo comum no mundo que pensamos viver com qualquer outro mundo em que viva algum de nossos semelhantes, nossos contemporâneos, hoje? Com o mundo em que vive David, por exemplo? 

Numa tentativa de resposta, o que posso dizer é que a experiência da dor, David, como toda e qualquer outra experiência que se apresenta em nossa vida, é também, por menos que pareça, uma escolha que fazemos - claro que na grande maioria das vezes esta escolha é inconsciente. Seja ela uma dor física, em função de uma doença, ou de um acidente, seja ela uma dor psicológica, uma angústia, uma depressão, ou outra qualquer do gênero. [Talvez seja interessante voltarmos às lições 135 e 136, entre outras, que nos dão o significado da doença, na visão do ensinamento.]

É claro que ela é "real", por assim dizer, para quem a sente. No entanto, se já aprendemos que somos nós que criamos e construímos o mundo e as experiências que queremos viver nele, certamente seremos capazes de assumir cem por cento da responsabilidade por tudo o que acontece em nossa vida. É isso que pode nos dar a possibilidade de fazer escolhas diferentes, quando os resultados das que fizemos nos afastam da alegria, que é, ou deveria ser de acordo com o ensinamento, nossa condição natural. 

Então, David e colegas, a dor pode acontecer e ser inevitável em algum momento em nossa vida. Porém, não podemos nos identificar com ela, podemos escolher não transformá-la em sofrimento, acreditando em sua terrível realidade e nos deixando abater por ela. Ela, na verdade, não tem nunca nenhum poder, a não ser aquele que damos a ela. 

Ramana Maharshi, que faz parte mais uma vez deste comentário logo abaixo, passou os últimos longos anos de sua vida no corpo, acometido de uma doença que causaria uma dor insuportável dia após dia a qualquer ser humano comum, não desperto, segundo todos os médicos que o examinaram. No entanto, pelo que dizem os que o conheceram e escreveram sobre ele ao longo dos anos, ele nunca se queixou em momento algum. Espero que estas observações lhe sirvam de algum auxílio, David, e fique à vontade para continuar a conversa, se achar necessário. 

Vamos, então, à exploração da nossa lição de hoje.

*

Explorando a LIÇÃO 145

"Minha mente contém só o que penso com Deus."

Além deste mundo há um mundo que eu quero.

É impossível ver dois mundos.

As ideias que revisamos hoje são a sequência natural das ideias da revisão de ontem. Abrem nova porta para entrarmos em contato com a verdade a respeito do que vemos a partir da percepção do corpo e dos sentidos. Permitem que nos debrucemos sobre nossas escolhas para refletir a respeito do que nos mantém presos e presas a este mundo. O que há nele que ainda queiramos? A que estamos apegados, apegadas? 

São as práticas com estas duas ideias que podem explicar e nos fazer ver a razão pela qual não há nada que, de fato, queiramos neste mundo. Ele não é verdadeiro. Pelo menos não da maneira como o percebemos.

Elas também servem para assegurar que não nos sintamos perdidos em um mundo que é apenas fruto de uma ilusão da percepção equivocada. Uma percepção que tem por ponto de partida a crença na possibilidade de uma existência separada daquilo que somos verdadeiramente e, por consequência, separada de Deus e apartada de todas as manifestações d'Ele.

A segunda das ideia de nossa revisão de hoje, ao garantir que não é possível ver dois mundos, nos assegura a existência de apenas um mundo verdadeiro: aquele que está além do que vemos na ilusão e que é o que queremos.

E, mais uma vez - para nos lembrarmos -, o que o Curso nos pede não é que desistamos deste mundo, mas que o troquemos por um mundo muito mais satisfatório, mais pleno de alegria. Um mundo que pode nos oferecer a paz. Para tanto, basta escolhermos mudar nossa forma de pensar a respeito deste mundo que vemos. Como todos e todas nós já aprendemos, não há nada a mudar fora de nós. Qualquer mudança só é possível a partir do interior. É só dentro que precisamos mudar.

Precisamos nos lembrar também de que o mundo que vemos apenas reflete nossa forma de pensar, que, por sua vez, é influenciada por nossas crenças, para se tornar o reflexo de nossa escolha do que queremos ver. É só a partir de um ponto de vista equivocado que podemos pensar em mundo no qual possam existir o ódio e o amor ao mesmo tempo.

As práticas ensejam a mudança na forma de pensar, de que precisamos para limpar nossa consciência do auto-engano a que nos induz o sistema de pensamento do falso eu, em que este mundo de ilusões se baseia.

Às práticas, pois!

domingo, 24 de maio de 2026

Não satisfaremos nosso desejo de Céu neste mundo

 

LIÇÃO 144

Minha mente contém só o que penso com Deus.

(127) Não há nenhum amor a não ser o de Deus.

(128) O mundo que vejo não tem nada que eu queira.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 144

Caras, caros,

Fica cada vez mais fácil aceitar, compreender e praticar as lições do Curso a cada revisão. Porque se deixamos escapar alguma coisa quando praticamos alguma ideia pela primeira vez, ao tempo da revisão podemos recuperar aquilo que perdemos. Sem contar que os milagres que o Curso põe a nossa disposição se tornam cada vez mais claros. Podemos percebê-los, senti-los, vivê-los a cada nova experiência que se apresenta a nós.

Não é assim com vocês? Não tem sido assim, desde que tomaram a decisão de praticar como o Curso pede, com toda a honestidade possível? Tomando a decisão de praticar a cada novo dia, a cada nova hora, a cada minuto?

Bem, é fato que podemos encontrar alguns percalços pelo caminho, mas o que praticamos nesta revisão, repetindo que "minha mente contém só o que penso com Deus" durante dez dias tem todo o poder que existe para nos mostrar todos os milagres que precisamos ver. E, principalmente, nos fazer ver o milagre que precisamos ser.

Vamos, pois, à lição de hoje:

"Minha mente contém só o que penso com Deus."

Não há nenhum amor a não ser o de Deus.

O mundo que vejo não tem nada que eu queira.

Revisamos hoje, mais uma vez, duas ideias que, com as práticas, devem servir para reforçar em nossa consciência o fato de que todo amor vem de Deus e o aprendizado de que não há nenhum amor a não ser o d'Ele. Isto é, a partir desta ideia, tudo aquilo que aparentemente não vem d'Ele é ilusão, não existe e não é amor.

A segunda das ideias que praticamos nos convida a reconhecer que o mundo que vemos não tem nada que, de fato, queiramos. Pois, quando paramos para refletir, podemos perceber claramente que, na verdade, tudo o que vemos no mundo é passageiro, é efêmero, e não pode - e nem vai - durar.

Como também sabemos que nossos anseios mais profundos sempre nos levam em direção ao duradouro, ao eterno, as duas ideias que praticamos servem ainda para ajudar a abrir nossos sentidos, nossas mentes e nossos corações à Voz por Deus, que nos fala interiormente de nosso desejo mais profundo pelo Céu. 

Pois tudo aquilo que passa e pode mudar para atender a nossos desejos, que variam como variam as marés, ou mudam tantas vezes quanto mudamos de roupas todos os dias, não pode, de fato, nos satisfazer. Isto é bastante claro quando pensamos nas coisas todas que já obtivemos e que deixaram de nos interessar depois que foram obtidas, depois de as conseguirmos. Não lhes parece, pois, que isto é uma confirmação de que nada no mundo ou deste mundo pode satisfazer nosso desejo de Céu? Seja Céu o que for para cada um e cada uma de nós.

Sugiro, pois, que pratiquemos com disposição para nos abrirmos ao amor de Deus em nós, que é a única coisa que existe de verdade. Para aprendermos a renunciar ao mundo, abrindo-nos, deste modo, à eternidade do que somos em Deus, com Ele.

Pois não há como negar a verdade da afirmação de que tudo passa neste mundo. Nada daquilo que vemos dura para sempre. Nem nossos corpos, que também são ideias que fazemos de nós, e não têm realidade em si mesmos, nem nosso olhar, pois, em muitas ocasiões, ao olharmos para uma mesma coisa repetidas vezes, a coisa muda. Mesmo os corpos, que achamos (de modo equivocado) que é o que somos, mudam a cada respiração, a cada interação com outros corpos e com o mundo. 

É por isso que vale praticar com afinco as ideias desta revisão. Elas nos dão mais uma vez a oportunidade de escolher o desapego das coisas do mundo, mesmo que por vezes algumas delas nos pareçam por demais valiosas.

Tudo o que vale realmente é o que somos, além do que pensamos a respeito de nós mesmos e de nós mesmas, que é apenas uma ideia falsa, uma vez que não somos nem de longe a imagem que fazemos de nós.

Tudo o que fazemos no mundo é sonhar. 

E como diz Ramana Maharshi: 

"Não há nenhuma diferença entre o estado do sonho e o estado de vigília, exceto que o sonho é curto e a vigília longa. Ambos são o resultado da mente."

Às práticas?

sábado, 23 de maio de 2026

Para a luz se apresentar é preciso dar-lhe permissão

 

LIÇÃO 143

Minha mente contém só o que penso com Deus.

(125) Hoje recebo a Palavra de Deus em paz.

(126) Tudo o que dou é dado a mim mesmo.


*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 143

Caras, caros,

"Minha mente contém só o que penso com Deus."

Hoje recebo a Palavra de Deus em paz.

Tudo o que dou é dado a mim mesmo.

Hoje vamos revisar mais duas ideias das práticas recentes, com o firme propósito de nos aquietarmos para, em primeiro lugar, ouvir e receber em nós a Palavra de Deus e para, em seguida, aprender que tudo o que damos damos apenas a nós mesmos, a nós mesmas. Sempre. Em toda e qualquer circunstância.

Se voltarmos ao  texto que apresentava a ideia para as práticas da lição 126, leremos lá que a ideia - a de que tudo o que damos é apenas a nós mesmos e a nós mesmas que damos - é completamente estranha para o ego, que se vê separado e distante de tudo e de todos, lutando para tentar manter em pé as ilusões que criou e nas quais acredita.

Seguindo, pois, as orientações que recebemos antes, podemos descobrir nisto a importância das práticas. Em primeiro lugar, para aprendermos que é só no silêncio e em paz que nós podemos nos abrir à Voz por Deus e receber em nós Sua Palavra com alegria.

Em segundo, para compreendermos que, em contato com o divino em nós, podemos abandonar todas as crenças a que o ego quer nos induzir, eliminando, assim, as ilusões que nos impedem de chegar ao conhecimento de nós mesmos e de nós mesmas e de entrar em contato com o que somos, na verdade, em Deus.

Para auxiliar nas práticas e estender a reflexão a respeito do que fazemos ao praticar, ofereço-lhes também aqui, mais uma vez, um pequeno texto inspirado no que diz Joel Goldsmith acerca dos benefícios que advêm da busca de viver uma vida espiritual.

É o seguinte:

O que tu e eu recebemos como benefício de nosso estudo e das práticas das lições é muito menos importante do que aquilo que o ensinamento faz no sentido de elevar o mundo inteiro. Devemos nos lembrar, tu e eu, que não existe um Curso separado e apartado de nossa consciência e da Consciência Única, Una e Infinita. Não existe um Curso pairando no espaço. Só existe no mundo um Curso que é ativo na consciência e, a menos que seus princípios encontrem atividade e expressão na tua [e na minha] consciência individual, eles não se expressarão no mundo. Daí a responsabilidade que cada um [e cada uma] de nós tem de viver a partir destes princípios, de viver estes princípios em sua vida.

Ou ainda, parafraseando o que diz Elio D'Anna:

Toda a ação verdadeira nasce - só pode nascer - de um estado de imobilidade, de paz, de silêncio e de tranquilidade, que permitem à luz que se apresente e inunde a vida do ser. Tudo o que aparentemente alguém cria e se manifesta é apenas resultado da permissão que esse alguém dá à luz de se apresentar nesta ou naquela forma escolhida.

Às práticas?

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Na verdade, aquilo que nós pensamos ser não existe

 

LIÇÃO 142

Minha mente contém só o que penso com Deus.

(123) Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.

(124) Que eu me lembre de que sou um com Deus.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 142

Caras, caros,

Continuemos nossas práticas de revisão da seguinte forma:

"Minha mente contém só o que penso com Deus."

Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

Revisamos hoje, mais uma vez, duas ideias de vital importância para se chegar ao aprendizado de abandonar os ensinamentos do ego e os do mundo. Ambas podem servir para nos levar a entender que, na verdade, aquilo que pensamos ser não existe. É apenas uma falsa imagem de nós mesmos e de nós mesmas que construímos, claro que sob a orientação do ego, "o grande impostor", no dizer do Curso. O que somos é parte da Unidade com Deus. Vive em Deus e com Ele, mesmo quando nos percebemos e acreditamos separados, separadas e distantes, de nós mesmos e de nós mesmas, uns dos outros, umas das outras e de Deus.

As práticas, se feitas de acordo com as orientações do texto introdutório a esta nova revisão, devem - e, com certeza, vão - nos levar a dar os primeiros passos na direção do despertar, auxiliando-nos a perceber o quanto nossa identificação [o apego ao] com o falso eu [o ego do Curso], com o corpo e com a mente nos atrapalha e impede de andar na direção do reconhecimento, da aceitação e do cumprimento da Vontade de Deus para nós.

Repetindo o que Eckhart Tolle diz em seu livro O Poder do Agora

Estamos tão identificados [com a mente] que nem percebemos que somos seus escravos. É quase como se algo nos dominasse sem termos consciência disso e passássemos a viver como se fôssemos a entidade dominadora. A liberdade começa quando percebemos que não somos a entidade dominadora, o pensador. Saber disso nos permite observar a entidade. No momento em que começamos a observar o pensador, ativamos um nível mais alto da consciência. Começamos a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento, e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência. Percebemos também que as coisas realmente importantes como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e a paz interior surgem de um ponto além da mente. É quando começamos a acordar.

É para este nível e para este despertar que as práticas das ideias da revisão de hoje, e as práticas em geral com todas as ideias do Curso, podem nos remeter. 

Às práticas?

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Vamos nos colocar em sintonia com o divino em nós?

 

REVISÃO IV

Introdução

1. Agora revisamos de novo, desta vez conscientes de que nos preparamos para a segunda parte do aprendizado de como se pode aplicar a verdade. Hoje, vamos começar a nos concentrar no preparo para o que virá a seguir. É este nosso objetivo para esta revisão e para as lições que se seguem. Desta forma, revisamos as lições recentes e o pensamento central delas de tal modo que facilitará a prontidão que queremos alcançar agora.

2. Há um tema central que unifica cada passo nesta revisão que empreendemos, que pode ser declarado simplesmente nestas palavras:

Minha mente contém só o que eu penso com Deus.

Isto é um fato e representa a verdade do Que tu és e do Que teu Pai é. É este pensamento pelo qual o Pai deu a criação ao Filho, estabelecendo o Filho como co-criador com Ele Mesmo. É este pensamento que garante plenamente a salvação para o Filho. Pois em sua mente não pode habitar nenhum pensamento a não ser aqueles que seu Pai compartilha. A ausência do perdão bloqueia este pensamento de sua consciência. No entanto, ele é verdadeiro para sempre.

3. Comecemos nossa preparação com alguma compreensão das muitas formas pelas quais a ausência do verdadeiro perdão pode ser cuidadosamente escondida. Em função de elas serem ilusões, elas não são percebidas como sendo apenas o que são: defesas que protegem teus pensamentos rancorosos de serem vistos e reconhecidos. O propósito deles é te mostrar outra coisa e impedir a correção por meio de auto-enganos feitos para tomarem o lugar dela.

4. E, não obstante, tua mente contém só o que pensas com Deus. Teus auto-enganos não podem tomar o lugar da verdade. Não mais do que uma criança que joga um pedaço de pau no oceano pode mudar o movimento das marés, o aquecimento da água pelo sol, a lua de prata sobre ela à noite. Por isto começamos cada um de nossos períodos de prática nesta revisão aprontando nossas mentes para compreenderem as lições que lemos e perceberem o sentido que elas nos oferecem.

5. Começa cada dia com tempo dedicado à preparação de tua mente para aprender o que cada ideia que vais revisar pode te oferecer em termos de liberdade e paz. Abre tua mente e purifica-a de todos os pensamentos que querem enganar e deixa que apenas este a ocupe por inteiro, e elimina o resto:

Minha mente contém só o que penso com Deus.

Cinco minutos com este pensamento serão suficientes para ajustar o dia de acordo com a linhas que Deus designou e para colocar todos os pensamentos que receberás naquele dia sob o comando da Mente d'Ele.

6. Eles não virão só de ti, pois todos serão compartilhados com Ele. E, assim, cada um deles trará a mensagem de Seu Amor para ti, devolvendo mensagens do teu para Ele. Então, a comunhão com o Senhor dos Anfitriões será tua, como Ele Próprio quer que seja. E, enquanto Sua Própria completude se junta a Ele, da mesma forma Ele Se une a ti que ficas completo quando te juntas a Ele e Ele a ti.

7. Depois de tua preparação, lê simplesmente cada uma das duas ideias designadas para ti para serem revistas naquele dia. Fecha os olhos, em seguida, e dize-as lentamente para ti mesmo. Não há nenhuma pressa agora, pois usas o tempo com a finalidade para a qual ele foi destinado. Deixa que cada palavra brilhe com o significado que Deus lhe dá, tal qual ela te foi dada por Sua Voz. Deixa que cada ideia que revisas naquele dia te dê a dádiva que Ele colocou nela para a que a tivesses d'Ele. E não usaremos nenhum formato para nossa prática a não ser este:

8. Traze a tua mente, a cada hora do dia, o pensamento com o qual o dia começou e passa um momento tranquilo com ele. Em seguida, repete as duas ideias que praticas no dia, sem pressa, com tempo suficiente para perceber as dádivas que elas contêm para ti e deixa que elas sejam recebidas no lugar destinado a elas.

9. Não acrescentamos nenhum outro pensamento, mas deixamos que estas sejam as mensagens que são. Não precisamos mais do que isto para nos dar felicidade e descanso, tranquilidade sem fim, completa convicção e tudo o que nosso Pai quer que recebamos como a herança que temos d'Ele. Terminamos cada dia de prática, à medida que revisamos, da forma que começamos, repetindo em primeiro lugar o pensamento que tornou o dia uma momento especial de bênção e de felicidade para nós e que, por nossa fidelidade devolveu o mundo das trevas à luz, da aflição à alegria, da dor à paz, do pecado à santidade.

10. Deus dá graças a ti que praticas desta forma o cumprimento de Sua Palavra. E, ao entregares tua mente às ideias para o dia mais uma vez antes de dormir, Sua gratidão te envolve na paz aonde Ele quer que fiques para sempre, a qual aprendes agora a reclamar novamente como tua herança.

*

LIÇÃO 141

Minha mente contém só o que penso com Deus.

(121) O perdão é a chave para a felicidade.

(122) O perdão oferece tudo o que quero.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 141

Caras, caros,

Novo período de revisão. Sempre é tempo de. Começamos assim:

"Minha mente contém só o que penso com Deus."

O perdão é a chave para a felicidade.

O perdão oferece tudo o que quero.

Hoje, damos início, mais uma vez para os e as que estão nesta jornada há mais de um ano, à quarta de nossas revisões deste período. Com ela teremos, de novo, a oportunidade de praticar, para fixar em nossas mentes, as ideias que aprendemos, com as quais treinamos nos últimos vinte dias e que podem nos colocar de forma mais rápida e fácil no caminho que leva à salvação.

As ideias que vamos revisar servem também como uma preparação para a segunda parte do aprendizado, pois ensinam de que maneira abandonar os ensinamentos do mundo, cuja existência, ilusória, está embasada em uma separação que nunca aconteceu, nem nunca virá a acontecer, e que, por isso, não pode levar a lugar nenhum.

Não sem razão as duas primeiras ideias falam do perdão como forma de chegarmos à felicidade e de obtermos tudo o que queremos. Para tanto, é preciso que nos conscientizemos de que só são verdadeiros em nós, em nossa mente, aqueles pensamentos que temos com Deus. Tudo o mais é ilusão, quer passe por nossa mente com insistência, com regularidade, de forma lógica, louca, ou de qualquer outra forma. A lógica do ego nunca será páreo para a lógica do divino, a mente que nos serve de ligação ao Espírito Santo, a Deus, em nós de modo permanente e constante.

Para estimular as práticas, vejamos um pequeno trecho de um dos livros de Joel Goldsmith, que fala do perdão e do amor como atividades de consciência.

Diz ele: 

O ministério do Cristo [o divino em você, dentro de você] revela que a Consciência divina dentro de você veio para que você possa ter vida e possa tê-la mais abundantemente; veio para que você possa ser alimentado e ainda restem doze cestos cheios. Veio para que você possa perdoar e ser perdoado por ignorância e estupidez passadas. Veio para que você possa ter paz na terra.

Perdoe; perdoe. Perdoe todos os homens [ e todas as mulheres também], porque você não pode entrar na vida espiritual antes de tê-los perdoado por suas ofensas passadas e de ter perdoado também a si próprio [por ter transformado as ofensas ilusórias em ofensas reais a partir de sua percepção equivocada].

Você precisa fechar os olhos, olhar para trás através dos anos e compreender: "Sim, aqueles anos foram cheios de insultos a Deus e a meus semelhantes. Foram cheios de pecado, mas agora eu sei disso e sei que era errado. Talvez eu nunca possa corrigir os erros em relação a determinadas pessoas envolvidas, mas pelo menos posso reconhecer a natureza de meus pecados e deixá-los de lado. Eu tenho controle sobre este minuto e sobre cada minuto subsequente, e posso agora fechar meus olhos e ficar em paz porque sei que não estou fazendo injustiça a ninguém. Sei agora que eu sou meu próximo e que meu próximo é eu; sei agora que nós somos um e, quando eu for um com meu vizinho dessa maneira, estarei amando meu vizinho e, portanto, amando a Deus supremamente".

É assim também que precisamos olhar para o mundo inteiro. É assim também que vamos nos colocar em sintonia com o olhar do Espírito Santo em nós. É assim ainda que vamos alinhar nossa vontade à de Deus e experimentar a alegria e a paz completas e perfeitas que Ele quer para nós. Pois como diz também Goldsmith em um de seus livros, a crença na separação, de que fala o Curso, continua presente, enquanto pensamos haver um Deus e um eu. Não há! Na verdade só existe Deus. O "eu" que pensamos ser o que somos só existe em Deus, na unidade com Ele.

São as práticas que nos trazem de forma consciente a Presença de Deus em nossos dias e que podem colocar a nossa disposição todo o Poder que Ele reserva para Seu Filho. E as ideias que praticamos hoje, revisando, são especialmente poderosas para apagar tudo o que passou e que já não existe, deixando limpo o caminho para que a alegria do perdão presente em nossa vida hoje, seja a alegria que vamos experimentar no instante presente que vai suceder a este instante. 

Às práticas?