domingo, 4 de outubro de 2026

Até quando vamos tentar pôr limites ao Ser em nós?

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

*

LIÇÃO 277

Que eu não limite Teu Filho a leis que inventei.

1. Teu Filho é livre, meu Pai. Que eu não imagine que o prendo às leis que invento para dominar o corpo. Ele não está sujeito a nenhuma das leis que inventei, pelas quais tento tornar o corpo mais seguro. Ele não muda a partir daquilo que é mutável. Ele não é escravo de nenhuma das leis do tempo. Ele é tal como Tu o criaste, porque não conhece nenhuma lei a não ser a do amor.

2. Não vamos adorar ídolos, nem acreditar em qualquer lei que a idolatria quer inventar para esconder a liberdade do Filho de Deus. Ele não está limitado senão por suas crenças. O que ele é, porém, está muito além de sua fé em escravidão ou liberdade. Ele é livre porque é Filho de seu Pai. E não pode ser limitado a menos que a verdade de Deus possa mentir e Deus possa querer enganar a Si Mesmo.



*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 277

Caras, caros,

Comecemos, pois, mais uma vez, o comentário e a exploração da lição de hoje repetindo uma frase de Charlie Chaplin, que disse:


Estou sempre alegre. Essa é a maneira de resolver 
os problemas da vida. 

A melhor maneira, eu diria. A única talvez. Lembram do que o Dito ensinava a Miguilim? Acho que vale repetir, não?

"Miguilim, Miguilim, vou ensinar o que agorinha eu sei, demais: é que a gente pode ficar sempre alegre, alegre, mesmo com toda coisa ruim que acontece acontecendo. A gente deve de poder ficar então mais alegre, mais alegre, por dentro!..." 

E não é isso, a alegria completa e perfeita, que o Curso diz ser a Vontade de Deus para todos, todas, cada um e cada uma de nós? Não é essa, no fundo, bem no mais íntimo de nós mesmos e de nós mesmas, nossa própria vontade? Aquilo por que buscamos todos os dias? Viver de modo intenso a alegria, sempre e cada vez mais?

Mais. Voltando a um livro que li em 2011, encontro lá o seguinte: "... a falta de alegria é uma tortura diária, é um vazio que fica no coração, é um vazio que nada preenche porque é uma falta de si mesmo, é saudade dos sonhos que [se] tinha e [de] que se esqueceu, tendo[-se] esquecido também [de] como era sonhar".

"O mundo é sonho." E, em geral, é um sonho ruim, um verdadeiro pesadelo, para a grande maioria de nós, habitantes deste mundo de ilusões. E por quê? Porque esta grande maioria não percebe claramente sua capacidade, seu poder interior, de transformar o pesadelo em um "sonho feliz". Porque esta grande maioria acredita que há alguma coisa real nas experiências que escolhe viver diariamente para perpetuar a ilusão. Porque esta grande maioria acredita que é preciso mudar alguma coisa no mundo, nos outros, em si mesma. Esquece-se de que viver em harmonia com o mundo - a única coisa que pode nos dar a autêntica alegria - significa tão somente deixar que o mundo seja exatamente como é. Abrir mão de toda e qualquer tentativa de controle.

É disto que o Curso quer nos libertar, com o ensinamento, com as práticas das lições, oferecendo-nos, mesmo neste mundo de aparências apenas, a possibilidade de contato com "o mundo real", para que sejamos capazes de, de fato, transformar o pesadelo de viver neste mundo num "sonho feliz".

A tristeza, a dor, o sofrimento, a culpa, a morte e tudo mais que nos afasta da alegria, ao mesmo tempo em que fazem parte da experiência de viver, são também limites que nós mesmas, que nós mesmos, nos impusemos, que continuamos a impor, inconscientemente a mais das vezes, a nós mesmas, a nós mesmos e a todas, ou quase todas, as pessoas que partilham conosco a experiência do mundo da forma. Viciadas e viciados na "esperança" de um mundo melhor, de um futuro melhor, de podermos nos transformar em "um ser melhor", "numa pessoa melhor", continuamos a trazer o "medo" à cena diária de nossas vidas. Sem perceber que "esperança" e "medo" são apenas dois lados da mesma moeda, conforme vimos já outro dia.

Nada disso se refere ao que somos na verdade. É por isso que as práticas de hoje, como todas aliás, têm de ser feitas com toda a atenção possível, para que nos libertemos de todos os limites que ainda tentamos impor ao Filho de Deus, ao Ser, em nós mesmas, em nós mesmos e nas outras e outros, extensões de nós mesmas e de nós mesmos na unidade de que fazemos parte em Deus, com Ele. 

Uma lição anterior, logo depois da primeira revisão, a de número 76, já nos convidava a praticar de forma um pouco diferente a libertação do Filho de Deus, pedindo que reconhecêssemos que não estamos sujeitas nem sujeitos a nenhuma lei a não ser a de Deus. 

Da mesma forma a lição de número 132, uma das minhas favoritas, nos pede para liberarmos o mundo de tudo o que pensamos que ele é. Isto é, na prática, parar de tentar impor limites ao Filho de Deus por meio de leis que só podem reger um mundo de sonhos. Um mundo que não tem nada que queiramos. Até quando vais tentar impor limites ao Ser em ti, calá-Lo, deixar de dar ouvidos a Ele? Até q
uando vamos continuar as tentativas de impor limites ao que somos, ao Ser em nós?

Às práticas?

sábado, 3 de outubro de 2026

O que fazer para viver em harmonia com o mundo?

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 276

Cabe a mim manifestar a Palavra de Deus.

1. Qual é a Palavra de Deus? "Meu Filho é puro e santo como Eu Mesmo." E deste modo Deus se tornou, de fato, Pai do Filho que Ele ama, pois ele foi criado assim. Esta é a Palavra que Seu Filho não criou com Ele, porque Seu Filho nasceu nela. Vamos aceitar Sua Paternidade e tudo o que nos é dado. Neguemos que fomos criados em Seu Amor e negaremos nosso Ser, para ficarmos inseguros de Quem somos, de Quem é nosso Pai e com que propósito viemos. E, não obstante, precisamos apenas reconhecer Aquele Que nos deu Sua Palavra em nossa criação para nos lembrarmos d'Ele e, então, lembrar de nosso Ser.

2. Pai, Tua Palavra é minha. E é ela que quero manifestar a todos os meus irmãos, que me são dados para estimar como a mim mesmo, de mesmo modo com que sou amado e abençoado e salvo por Ti.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 276

Caras, caros,

Repetindo: hoje, o Curso, mais uma vez, nos oferece para as práticas uma ideia que já praticamos de outra forma. Uma ideia que convida a assumirmos a responsabilidade pela salvação. A nossa própria salvação, a de cada um e de cada uma de nós mesmos, de nós mesmas, e a do mundo inteiro, conforme comentários outros que fiz no passado para esta mesma lição. 

Mas o que é a salvação? Lembram-se da segunda das instruções para as práticas das lições desta segunda parte do Livro de Exercícios? "A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que encontrarias finalmente o teu caminho até Ele." Uma promessa que será certamente cumprida, quando aprendermos a viver em harmonia com o mundo que aparentemente nos cerca e com tudo o que há nele. Até porque teremos aprendido que o mundo só existe para nos mostrar aquilo que trazemos dentro de nós. 

É por isso que a salvação depende de sermos capazes de manifestar a Palavra de Deus. E quando fazemos isso? Ou como podemos fazer isso? Ora, é muito simples, tudo o que dizemos é a manifestação da Palavra, quando dizemos a partir do Ser em nós, do divino em nós. Quer dizer, se o que dizemos não mexe com a harmonia do mundo, não questiona as coisas ou as pessoas todas em seu estado natural, permitindo que elas sejam apenas o que elas são, sem qualquer julgamento, o que fazemos, ao dizê-lo, é, sim, a manifestação da Palavra de Deus.  

É isto o que se pode entender por viver em harmonia com o mundo: o que Curso nos ensinou em lição recente, cuja ideia é: Que todas as coisas sejam exatamente como são. Aliás, essa lição poderia de forma perfeita ser traduzida também como: Deixa as coisas serem exatamente como são. Porque, de modo geral, muitos e muitas de nós achamos ser necessário reformar o mundo, Isto é, deixá-lo - e as coisas e pessoas nele - melhor. Mas o que seria deixar o mundo melhor? "Não existe mundo", afirma o Curso. Então, o que há para melhorar em qualquer mundo em que pensamos viver, se não apenas nossa percepção, uma vez que o mundo nos mostra apenas aquilo que há dentro de nós? 

O que nos leva, às vezes, a pensar que somos capazes de melhorar o que está aí posto neste mundo que vemos? Só a ideia de onipotência do ego, é claro. É só o ego em nós que não consegue viver em harmonia com o mundo, que dá a ele e às coisas nele, as qualidades e defeitos que só o próprio ego pode ter, uma vez que, como sabemos, o mundo, qualquer mundo, e tudo o que há nele, é neutro.

Em geral, só não vivemos em harmonia com o mundo, com as coisas e pessoas nele, porque queremos que elas sejam diferentes do que são. Queremos modificá-las todas para que adéquem a nosso modo de pensar e de viver. Quando constatamos que isso não é possível, projetamos sobre o mundo, na forma de julgamento todos os equívocos que trazemos interiormente. Nada mais lógico, pois, que o mundo corresponda para a maioria de nós à imagem perfeita do inferno e do caos.

Paramahansa Yogananda, no livro Onde Existe Luz, entre outras coisas, como já lhes disse anteriormente, fala a respeito das formas pelas quais é possível nos darmos bem - viver em harmonia - com as pessoas com quem convivemos, com as que encontramos ocasionalmente e com todas as que nos chegam à consciência de algum modo, nalgum momento, quer presentes fisicamente, quer apenas passeando por nossos pensamentos. 

Um exemplo, para casos em que é necessário superar uma crítica, relevar um comentário ferino ou algo que alguém diz com intenção de nos ferir, e que serve como uma forma de aplicarmos na prática a ideia que o Curso nos oferece hoje, diz o seguinte:

"Quando um ente querido (...) testa nossa paciência além dos limites, devemos nos retirar para um lugar quieto, trancar a porta, praticar alguns exercícios físicos e relaxar da seguinte maneira: sente-se numa cadeira firme, com a coluna vertebral ereta. Lentamente inspire e expire doze vezes. Então afirme, profunda e mentalmente, dez vezes ou mais: 'Pai, Tu és harmonia. Possa eu refletir Tua harmonia. Harmoniza esse meu ente querido atacado pelo erro'." 


Um outro mestre que li em algum lugar aconselha a dormir.

Não lhes parece isso uma forma de nos tornar capazes de "manifestar a Palavra de Deus"?

Às práticas, pois!

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O mundo todo é curado quando curas tua percepção

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.
 
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LIÇÃO 275

A Voz reparadora de Deus protege todas as coisas hoje.

1. Vamos prestar atenção hoje à Voz por Deus, que traz uma lição antiga, não mais verdadeira hoje do que em outro dia qualquer. Porém, este dia foi escolhido para ser o momento em que buscaremos e ouviremos e aprenderemos e entenderemos. Une-te a mim para ouvir. Pois a Voz por Deus nos fala de coisas que não podemos entender sozinhos, nem aprender separados. É nisto que todas as coisas ficam protegidas. E é nisto que se encontra a cura da Voz por Deus.

2. Tua Voz reparadora protege todas as coisas hoje e, por isto, deixo todas as coisas para Ti. Não preciso ficar ansioso com nada. Pois Tua Voz me dirá o que fazer e onde ir; a quem falar e o que lhe dizer, que pensamentos ter, que palavras oferecer ao mundo. A segurança que trago me é dada. Pai, Tua Voz protege todas as coisas por meu intermédio.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 275

Caras, caros,

Para aproveitar ao máximo aquilo que o Curso busca ensinar, podemos, de vez em quando, associar nossas práticas ao que lemos lá no livro-texto, conforme já lhes disse em comentários anteriores. É por isso que gostaria de lembrá-los e lembrá-las de que a ideia que praticamos hoje está estreitamente ligada ao que ele nos diz logo em seu início, conforme destaco abaixo: 

"Tu podes fazer muito em benefício de tua própria cura e em favor da cura de outros se, em uma situação na qual a ajuda se fizer necessária, pensares nela deste modo:

Eu estou aqui apenas para ser verdadeiramente útil.                            
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho de me preocupar com o que dizer ou o que fazer, 
porque Aquele Que me enviou me orientará.
Eu estou contente de estar em qualquer lugar que Ele deseje, 
sabendo que Ele está aí comigo.
Eu serei curado na medida em que permitir que Ele me ensine a curar."


É isto que podemos aprender com as práticas da ideia de hoje. É ela, a ideia, e as práticas que vão nos permitir limpar e curar a percepção. Nossa própria percepção de nós mesmas, de nós mesmos, que é a única coisa que precisa ser curada. E, claro, a percepção que temos das outras pessoas e coisas do mundo, que são apenas extensões/projeções de nós mesmas, de nós mesmos. É por isso, pois, como já vimos muitas vezes antes, que o Curso ensina que tudo está certo exatamente da forma como está, por mais que o ego nos diga que há algo de errado no mundo, com as pessoas e coisas do mundo. Se não vemos assim, isto é, que tudo está absolutamente certo da forma que está, é porque estamos julgando. Como se pudéssemos saber, em qualquer dado momento, o que pode ser melhor nesta ou naquela situação, seja ela qual for.

À medida que trabalharmos em nós mesmas e em nós mesmos, comprometendo-nos a mudar a percepção, para olhar para tudo e para todos de modo diferente, vamos aprender que, uma vez curada nossa percepção - a tua e a minha - a cura se dá para todos, todas e tudo o que aparentemente habita este mundo conosco. Automaticamente.

Isto também é aprender a salvação.

Às práticas?

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Esperança e medo são as raízes de nosso sofrimento

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 274

Este dia pertence ao amor. Que eu não tenha medo.

1. Pai, hoje quero deixar que todas as coisas sejam tais como Tu as criaste e oferecer a Teu Filho o respeito devido a sua inocência; o amor do irmão a seu irmão e Amigo. Por meio disso sou redimido. Também por meio disso a verdade penetrará no lugar aonde as ilusões estavam, a luz substituirá toda a escuridão e Teu Filho saberá que é como Tu o criaste.

2. Hoje chega a nós uma bênção especial d'Aquele Que é nosso Pai. Dá este dia a Ele e não haverá nenhum medo hoje, porque o dia é dado ao amor.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 274

Caras, caros,

A ideia que o Curso oferece para as práticas de hoje nos convida a dedicarmos, mais uma vez, um dia inteiro ao amor. Pois é só o amor que pode - e vai - nos fazer abandonar e esquecer por completo quaisquer medos. É possível existir coisa melhor a se fazer? Mas, pergunto-lhes mais uma vez, será que somos capazes de dedicar um só dia dos nossos que seja inteiramente ao amor? Quem sabe? Como eu disse antes, se nos decidirmos a ficar atentos e atentas, é possível. Se nos decidirmos a estar presentes a tudo o que nos acontecer neste dia, é possível.

Quem sabe será possível? Se dedicarmos, de fato, o dia todo ao silêncio, que é a única forma de direcionar nossas vidas para melhorar as possibilidades de chegarmos perto do autoconhecimento, que é algo que se vai construindo à medida que vamos passando pelas experiências que escolhemos e que se nos apresentam. Deixando de lado tudo o que nos oferece o mundo das ilusões, a partir de nossa sintonia com o sistema de pensamento do falso eu, talvez seja possível, sim, dedicarmos um dia todo ao silêncio. 

Repetindo pela enésima vez o que diz Krishnamurti a respeito do autoconhecimento: "autoconhecimento não significa acumular conhecimentos sobre si próprio; significa observar a si próprio. Se aprendo acumulando conhecimentos, nada aprendo a respeito de mim mesmo". Aprendendo apenas a respeito do conhecimento do mundo que vejo, continuo a encher minhas reservas de informações velhas em lugar de esvaziar a mente para que o novo possa entrar. Lembremo-nos da necessidade de esvaziar a xícara antes de servir um chá novo.

Ele diz ainda que devemos "recusar, não apenas verbal, intelectual ou teoricamente, mas negar realmente tudo o que o homem" diz e precisamos incluir aí tudo o que cada um e cada uma de nós diz a si mesmo, a si mesma - e às outras pessoas - a partir do que a percepção nos leva a pensar. Cabe a cada um e a cada uma de nós descobrir, por si próprio, ou por si própria, o que é a Verdade. Porque não é possível obtermos a Verdade de outrem. E a Verdade também não está fixada em um ponto particular.

Lembremo-nos novamente do comentário anterior a esta lição. Krishnamurti vai ainda além, dizendo que nos cumpre ser sérios e sérias para rejeitar toda espécie de propaganda - e toda religião institucionalizada é uma contínua propaganda -, a fim de que possamos descobrir por nós mesmos e por nós mesmas "o que é a Verdade, se tal coisa existe". 

O que importa, ele diz ainda, é que compreendamos por nós mesmos e por nós mesmas e não pelo que dizem a nosso respeito psicólogos, filósofos, analistas, intelectuais, velhos mestres, mesmo os mais antigos e venerados, pois, fazendo isto, estaríamos apenas seguindo o que eles dizem a respeito de nós. 

O próprio Buda, de acordo com um livro que li há algum tempo, e conforme já lhes disse aqui há alguns anos, se recusava, por julgar inútil, repetidamente a discutir a respeito de 14 temas, todos eles buscando uma certeza absoluta, que ninguém pode encontrar no mundo. Vejam aí, por favor, quais são eles e vamos refletir, para mudar, caso algum destes temas seja parte de nossas próprias discussões: 

1) Se o mundo é eterno, ou não, ou ambos, ou nenhuma das duas coisas.
2) Se o mundo é finito (no espaço), ou infinito, ou ambos, ou nenhuma das duas coisas.
3) Se um ser iluminado existe depois da morte, ou não, ou ambos, ou nenhuma das coisas.
4) Se a alma é idêntica ao corpo ou diferente dele. 

Vejam bem, o próprio Buda diz que é inútil se discutir acerca destes temas. Não há reposta possível a nenhuma destas questões. Não é possível haver certeza absoluta nenhuma acerca de nada. Nunca. Abandonemos, pois, a busca por certezas e busquemos nos contentar com "a sabedoria da insegurança", ou da incerteza, como também nos ensina o Curso.

Daí, pois, ser interessante notar também, como já ressaltei outras vezes antes, que o próprio Curso, em uma de suas lições iniciais, nos convida a abandonarmos tudo, inclusive o próprio Curso, e a irmos, de coração e mente abertos, na direção do mais profundo de nós mesmos e de nós mesmas. Pois é só lá, diz ele, que vamos poder, de fato, encontrar o que buscamos. E que é, na verdade, o que já somos.

Ampliando um pouquinho este comentário antes de finalizá-lo, em função de um livro que eu lia no momento em que ele foi reescrito (o comentário), e que também tem a ver com a ideia que praticamos hoje, preciso lhes dizer que, além do medo, no abandonar tudo a que nos orienta o Curso, há que se incluir igualmente o abandono de toda esperança.


Por quê?

Porque esperança e medo são duas faces da mesma moeda. Enquanto mantivermos uma, necessariamente a outra vai se apresentar. E o que significa abandonar a esperança? Significa aceitarmos que não há base alguma no mundo para qualquer tipo de segurança. Tudo é impermanência e mudança. 

Pema Chödrön, a autora do livro, afirma, por exemplo, que: 

"Sem desistir da esperança - de que há um lugar melhor para [se] estar, de que há alguém melhor para ser - nunca relaxaremos onde estamos ou naquilo que somos". 

Diz ela ainda: 

"A primeira nobre verdade que Buda ensinou diz que, quando sofremos, isso não significa que algo está errado. Que alívio! Finalmente alguém falou a verdade. O sofrimento faz parte da vida e não devemos achar que o estamos sentindo por termos feito, pessoalmente, algo errado. Entretanto, o fato é que, quando sofremos, achamos que algo está errado. Enquanto estivermos viciados em esperança, pensaremos que podemos abrandar nossa experiência, torná-la mais intensa ou, de algum modo, modificá-la - e continuaremos a sofrer muito."

Ambos, esperança e medo, "são a raiz de nosso sofrimento. No mundo da esperança e do medo, sempre teremos que mudar de canal, ajustar a temperatura ou procurar outra música, porque algo está se tornando desconfortável, algo está se tornando inquieto, algo está começando a doer, e nós continuamos a procurar alternativas".

Não é assim que lhes parece? Ora, o Curso ensina que é possível viver sem medo, o que significa certamente que também é bem possível viver sem esperança. Sem expectativas. Deixando que o mundo seja exatamente como é no momento que se apresenta. Ele e todas as coisas nele.

Convido, pois, vocês todos e todas, então, mais uma vez, a se entregarem às práticas, deixando este dia aos cuidados do amor, que é o que somos para descobrir que "não há nada a temer", como nos ensina uma das lições da primeira parte do livro de exercícios. 

Às práticas?

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

"O silêncio é a primeira linguagem de Deus." T.K.

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 273

A serenidade da paz de Deus é minha.

1. Agora talvez estejamos prontos para um dia de tranquilidade imperturbável. Se isso ainda não for possível, ficamos contentes e até mesmo mais do que satisfeitos em aprender de que modo se pode alcançar um dia assim. Se dermos espaço para um incômodo, vamos aprender como desfazê-lo e voltar à paz. Precisamos apenas dizer a nossas mentes com convicção: "A serenidade da paz de Deus é minha." e nada pode penetrar na paz que o Próprio Deus dá a Seu Filho.

2. Pai, Tua paz é minha. Que necessidade eu tenho de temer que qualquer coisa possa roubar de mim aquilo que Tu queres que eu conserve? Eu não posso perder Tuas dádivas para mim. E, por isso, a paz que Tu deste a Teu Filho ainda está comigo, no silêncio e no meu amor eterno por Ti.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 273

Caras, caros,

Esta ideia que vamos praticar hoje - a serenidade da paz de Deus é minha - oferece-nos, mais uma vez, a oportunidade de vivermos um dia inteiro na paz de Deus. Ela nos dá os meios para descansarmos em Deus, longe de toda a turbulência e dos ruídos do mundo, livres da estática que nos oferece o sistema de pensamento do falso eu, neste mundo em que aparentemente vivemos.

Repetindo algo de que eu já falei muitas outras vezes, talvez seja bom lembrarmos do que nos diz Thomas Keating em um de seus livros, quando se refere à linguagem de Deus. Diz ele: "o silêncio é a primeira linguagem de Deus", pois é só no silêncio que podemos experimentar em nós mesmas, em nós mesmos, a serenidade da paz de Deus. 

Dizendo com outras palavras, só quando deixarmos de dar qualquer atenção ao que nos sussurra aos ouvidos o falso eu - o ego a que se refere o Curso -, por saber que tudo o que ele diz só nos faz mergulhar mais fundo na ilusão, é que vamos ser capazes de dar espaço para a Voz por Deus em nossas vidas. Lembram-se do comentário de dias atrás? Quando eu uso apenas meus órgãos dos sentidos para ficar atento ao que se passa a minha volta, percebendo tudo e todos fora de mim, deixo de oferecê-los ao Espírito Santo em mim, para acreditar que a ilusão que me cerca é real.

Aproveitando mais uma vez de algumas partes de comentários anteriores, vale lembrar também que na jornada que empreendemos em conjunto, a partir das práticas diárias, "o desafio [que aparentemente enfrentamos todos, todas, cada um e cada uma de nós] é estritamente interno. O convite [que nos faz a prática] é para que nos elevemos acima de nossa mediocridade, para abdicarmos do hábito de dar desculpas por nossa própria preguiça, para pararmos de nos desculpar por sermos quem somos [nenhum ou nenhuma de nós precisa nunca se desculpar por ser o Eu Sou que, na realidade, é], e para pararmos de culpar os outros ou nossa infância por aquilo que nos tornamos".

Ainda de acordo com Keating, "quando nos comprometemos com a jornada espiritual, a primeira coisa que o Espírito faz é começar a remover o lixo emocional de dentro de nós". É por isso que, muitas vezes, temos dúvidas a respeito do progresso que fazemos, ou pomos em dúvida a eficácia das práticas, quando parece que não estamos indo a lugar nenhum. Ou mesmo quando nos parece que, comparada ao que tínhamos de enfrentar anteriormente, a pressão aumentou, em lugar de diminuir. 


Isso não é verdade. O que acontece é que, ao deixarmos de dar ouvidos ao falso eu por alguns instantes todos os dias, ele passa a se sentir ameaçado e busca voltar ao controle, solicitando que voltemos a nos identificar com ele. Para tanto, ele se vale de tudo o que estiver ao seu alcance na ilusão do mundo. 

Porém, quanto mais profundo for o silêncio interior que buscamos alcançar, tanto mais profundamente Deus vai trabalhar em nós. Quanto mais profundo for o silêncio interior, tanto mais profundamente o Espírito em nós vai assumir o controle. Mesmo sem o nosso conhecimento consciente. É isto que vai permitir que nos rendamos ao mistério último de Deus como Ele/Ela é, não como pensamos que Ele/Ela é, ou como alguém nos disse ou diz que Ele/Ela é, mas como Ele/Ela é em Si Mesmo. E em nós mesmos, e em nós mesmas.

Lembremo-nos, pois, mais uma vez, de que é só praticando deste modo que seremos capazes de alcançar a "serenidade da paz de Deus". 

Às práticas?

terça-feira, 29 de setembro de 2026

O mundo é somente um véu que encobre a verdade

 

6. O que é o Cristo?


1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

*

LIÇÃO 272

Como ilusões podem satisfazer o Filho de Deus?

1. Pai, a verdade me pertence. Meu lar está localizado no Céu por Tua Vontade e pela minha. Sonhos podem me satisfazer? Ilusões podem me trazer felicidade? O que, a não ser ser a lembrança de Ti, pode satisfazer Teu Filho? Não aceitarei nada menos do que Tu me dás. Estou cercado por Teu Amor, sempre tranquilo, sempre bondoso e sempre seguro. O Filho de Deus tem de ser como Tu o criaste.

2. Hoje vamos ignorar as ilusões. E, se ouvirmos a tentação nos chamar para ficarmos e nos demorarmos em um sonho, nós nos desviaremos e nos perguntaremos se nós, os Filhos de Deus, que podemos escolher o Céu tão facilmente quanto o inferno, poderíamos ficar satisfeitos com sonhos, e o amor substituirá todo o medo com alegria.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 272

Caras, caros,

Conforme já vimos muitas vezes ao longo das práticas nestes anos todos - ou mesmo nas práticas recentes de quem começou apenas agora a fazer os exercícios, precisamos aprender e fixar em nós mesmos e em nós mesmas a ideia de que tudo o que o mundo pode nos oferecer são apenas ilusões. Não há nada que, de fato, queiramos no mundo, uma vez que nada daquilo que aparentemente existe no mundo vai durar até a eternidade. Pois, de acordo com o que já aprendemos, o mundo em si mesmo não tem nenhum valor. Lembram-se do texto O amigo indicado, no capítulo 26, do qual já falei várias vezes, citando-o de novo, inclusive, há não muito tempo?

O mundo é apenas um véu que encobre a verdade e não permite ver a realidade, enquanto olharmos para ele apenas com os olhos do corpo, que também é parte deste véu. Neste período, o tema que unifica nossas práticas ensina o que é o Cristo. É a visão d'Ele que vai nos permitir ignorar o mundo, as coisas do mundo, as ilusões todas, para vermos, além delas, o Céu, nosso verdadeiro lar. 

Que tal, portanto, tomar posse do poder que temos todos e todas, herança legítima do Filho de Deus, que somos? Que lhes parece a proposta de assumirmos nosso lugar no Céu? Não num lugar que só exista na fantasia, como contraponto ao aparente inferno que se diz que é viver aqui, mas, sim, como um lugar construído interiormente, a partir do qual possamos estender o amor, a paz, a felicidade e a alegria que são as características que nos unem e igualam ao divino. 

Este lugar existe, de fato, em cada um e em cada uma de nós. Está à espera de que nos voltemos para ele, esquecendo de uma vez por todas as ilusões que nos oferece o falso eu. Basta, pois, que tomemos a decisão de deixar de lado este pesadelo em que aparentemente vivemos, trocando-o pelo sonho feliz que pode advir - se assim quisermos - da escolha da percepção correta em lugar da percepção equivocada do ego.

Assim, a ideia que praticamos hoje, como já disse tantas outras vezes em comentários anteriores - e a respeito de várias outras lições -, é um instrumento precioso para aprendermos a questionar nossos desejos. A partir dela podemos avaliar quão apegados estamos às ilusões. A partir dela podemos voltar nosso olhar para dentro de nós mesmos e de nós mesmas e decidir olhar para o mundo de modo diferente.

Às práticas?

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

É preciso ignorar a impressão que vem dos sentidos

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 271

É a visão de Cristo que usarei hoje.

1. Todo dia, toda hora, todo instante escolho o que quero ver, os sons que quero ouvir, as evidências daquilo que quero que seja a verdade para mim. Hoje escolho ver aquilo que Cristo quer que eu veja, escutar a Voz de Deus e buscar provas para aquilo que é verdadeiro na criação de Deus. Na visão de Cristo, o mundo e a criação de Deus combinam e, quando eles se reúnem, toda a percepção desaparece. Sua visão generosa redime o mundo da morte, pois nada do que Ele olha não deve senão viver, lembrando o Pai e o Filho; Criador e criação unificados.

2. Pai, a visão de Cristo é o caminho para Ti. O que Ele vê solicita que Tua lembrança me seja devolvida. E escolho isso para ser o que quero ver hoje.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 271

Caras, caros,

E eis que chegamos hoje, mais uma vez, à sexta das instruções que o Curso oferece para as práticas das lições desta segunda parte do livro de exercícios. Como bem sabemos, cada uma das instruções se refere a um tema de especial importância para o aprendizado que buscamos com as lições diárias, repetindo o que eu já disse várias outras vezes no passado, em sintonia com o que o Curso ensina. Não poderia ser diferente com a que temos hoje.

Como eu já disse antes também, esta instrução, este tema, assim como o Curso todo, se refere ao aprendizado acerca de nós mesmas, de nós mesmos, do que somos na verdade, e do que é nossa função neste mundo. Esta sexta instrução, O que é o Cristo?, deve nos guiar, ou orientar nossas práticas ao longo dos próximos dez dias. E, como o Curso orienta, é importante que voltemos nosso olhar para ela diariamente antes das práticas da ideia para o dia. Por isso, como passei a fazer desde a primeira lição e instrução para esta segunda parte há já alguns anos, vou publicar esta instrução também antes de cada uma das lições desta sexta série.

Assim, hoje, praticamos a ideia de olhar para o mundo, e para todas as pessoas e coisas animadas ou inanimadas do mundo, mais uma vez, utilizando a visão de Cristo. Isto é, olhando para todas as coisas com os olhos do Ser, do divino, em nós, ignorando o que nos mostra a percepção dada pelos sentidos do corpo. Isto não deve nem ser muito difícil, se mantivermos em mente o que nos diz a instrução acerca do que é o Cristo, que O revela a nós, para que O encontremos em nós mesmos e em nós mesmas, uma vez que Ele é nossa única parte verdadeira, sendo todo o resto apenas ilusão, sonho.

Voltar ao comentário que lhes ofereci para a lição da última terça-feira também pode ajudar a perceber isto de forma mais clara, se lembrarmos que o texto lá dizia existir em nossa aparente dualidade "o pensamento dentro do pensamento, o desejo dentro do desejo", pensamento e desejo que estão sempre na raiz de todas as nossas impressões passageiras e humores momentâneos. Isto é, quando alguma coisa que desejamos ou pensamos querer, a partir da consciência do falso eu, não vem a nós é porque, inconscientemente, deixamos que o Cristo em nós, o Ser verdadeiro, tomasse a decisão, uma vez que bem no fundo de nós mesmos e de nós mesmas sempre sabemos, mesmo que de forma não consciente [é o divino em nós, o Cristo, que sabe], o que é melhor para nós.

É por isto que, naquele comentário, emprestado do texto do livro Christ in You [Cristo em Ti], aprendemos que, ao aceitarmos, mesmo que inconscientemente a sugestão do "pensamento dentro do pensamento", do "desejo dentro do desejo", estamos, de fato nos unindo à vontade de Deus, que é nossa própria vontade. E é por isto que aquele texto aconselha a prestarmos uma atenção cada vez maior aos sussurros dessa voz interior, dessa voz do espírito. E nos lembra de que cada um e cada uma de nós está exatamente onde está apenas para fazer cumprir a Vontade Deus, que é a mesma vontade que a nossa. Só pode ser, aliás.

Às práticas?