segunda-feira, 13 de abril de 2026

Separado da alegria e da felicidade, o amor não existe

 

LIÇÃO 103

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

1. A felicidade é uma característica do amor. Ela não pode estar separada dele. Tampouco pode ser experimentada onde não exista amor. O amor não tem limites, estando em todos os lugares. E, por isto, a alegria também está em todos os lugares. A mente, porém, pode negar que isto seja verdade, acreditando que há, no amor, brechas por onde o pecado pode entrar, trazendo dor em vez de alegria. Esta crença estranha quer limitar a felicidade redefinindo o amor como limitado e inserindo oposição naquilo que não tem limites nem opostos.

2. O medo fica, então, associado ao amor e seus resultados se tornam a herança de mentes que pensam que aquilo que elas fazem é verdadeiro. Estas imagens, que, na verdade, não têm nenhuma realidade, testemunham o medo de Deus, esquecendo que, sendo Amor, Ele tem de ser alegria. Hoje, tentaremos mais uma vez trazer este erro básico à verdade e ensinar a nós mesmos:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
Temê-Lo é ter medo da alegria.

Começa teus períodos de prática, hoje, com esta associação, que corrige e crença falsa de que Deus é medo. Ela também enfatiza que a felicidade te pertence, em razão daquilo que Ele é.

3. Permite que esta correção seja posta em tua mente em cada hora de vigília hoje. Depois, acolhe toda a felicidade que ela traz à medida que a verdade substitui o medo e a alegria se torna o que esperas para tomar o lugar da dor.  Porque, por Deus ser Amor, ela te será dada. Reforça esta expectativa com frequência ao longo do dia e silencia todos os teus medos com esta garantia, benigna e totalmente verdadeira:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
E é felicidade que eu busco hoje.
Não posso falhar, pois busco a verdade.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 103

Caras, caros,

Normalmente pensamos saber o que é amor, o que é felicidade, apesar de na maior parte do tempo não termos a menor ideia do que pode nos fazer felizes. O ego, a falsa imagem que construímos de nós mesmos, de nós mesmas, nos lança o tempo todo numa busca insana por coisas, pessoas, modos de vida, aventuras, viagens, empregos, profissões e muitas coisas mais, dizendo-nos que é aqui, ou ali, nisto ou naquilo, que vamos achar nossa felicidade. 

Tudo logro e ilusão. Nada do que nos oferece o ego pode nos fazer felizes. O ego - seu mundo - não pode nos dar a felicidade e a alegria completas, que são a Vontade de Deus para nós.

Por quê?

É o que vamos descobrir explorando a ideia que a lição nos traz para as práticas de hoje.

"Deus, sendo Amor, é também felicidade."

Que há para se dizer desta declaração? Desta lição? Que desafio ela oferece? Nada mais nada menos do que o convite a que abandonemos de uma vez por todas a crença segundo a qual a salvação pede algum sofrimento, algum sacrifício, como penitência por e para nossos "pecados". Ora, se o pecado não existe! Esta ideia é também o convite a que abandonemos a crença segundo a qual o pecado é real e que o Filho de Deus pode pecar, se lembrarmos da lição 101. E que milagre podemos descobrir nela, a não ser que é verdade o que ela nos diz? 

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

É isto que precisamos praticar. Pois de acordo com o começo da lição, "a felicidade é uma característica do amor". Vejamos:

A felicidade é uma característica do amor. Ela não pode estar separada dele. Tampouco pode ser experimentada onde não exista amor. O amor não tem limites, estando em todos os lugares. E, por isto, a alegria também está em todos os lugares. A mente, porém, pode negar que isto seja verdade, acreditando que há, no amor, brechas por onde o pecado pode entrar, trazendo dor em vez de alegria. Esta crença estranha quer limitar a felicidade redefinindo o amor como limitado e inserindo oposição naquilo que não tem limites nem opostos. 

Paremos por um instante para refletir acerca do que nos ensina o mundo. O mundo ensina que é preciso sofrer por amor, que o amor pede que nos sacrifiquemos. O amor exige sacrifícios. A partir do que ensina o sistema de pensamento do ego e do mundo, só sabemos que amamos alguém, quando sofremos longe dele ou dela, quando nos parece - por um pensamento equivocado e distorcido, um pensamento egoísta - que não é possível viver sem a sua presença, a dessa pessoa. Que amor é este? 

Não me canso de me surpreender com o quanto gosto - por acreditar que é profundamente verdadeiro - do que diz Leo Buscaglia a respeito da relação amorosa, em um de seus livros, e que é algo a respeito de que sempre é bom refletirmos, porque está em perfeita sintonia com o que diz a ideia da lição que praticamos hoje. 

Diz ele: 

Quando a relação amorosa não me conduz a mim mesmo, quando eu, numa relação de amor, não conduzo outra pessoa a si própria, este amor, mesmo que pareça a ligação mais segura e extasiante que já tive, não é amor verdadeiro.

Será que todos nós nos sentimos assim em relação ao sentimento que temos pelas pessoas que dizemos amar? Será que o amor que experimentamos em relação a todas as pessoas com quem convivemos é este de que fala Buscaglia? Não? Precisamos rever, então, o que pensamos a respeito do amor, porque este tipo de amor é um amor que liberta em lugar de um sentimento de posse, de apego, ou de carência e/ou dependência, ou co-dependência.

Lembremo-nos, pois, mais uma vez, de uma música de Sting [If you love somebody, set them free. Se amas alguém, liberta-o, em tradução livre.], para quem, assim como Buscaglia, o amor deve libertar as pessoas para serem o que são e permitir, ao mesmo tempo, que sejamos o que somos, livres de amarras, de apegos, ou de condicionamentos e condições. Se, no amor que pensamos sentir por alguém, há qualquer ideia de prendê-lo ou aprisioná-lo ou controlá-lo ou modificá-lo ou endireitá-lo ou qualquer coisa que o impeça de ser exatamente como é, então, é preciso que repensemos nosso sentimento a partir da Regra de Ouro: Faze ao outro só aquilo que gostarias que fizessem a ti. 

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

Porque não há limites para Deus, também não há limites para o amor. E, se "a felicidade é uma característica do amor", ela tem de ser constante, assim como a alegria, que é a condição natural do filho de Deus, conforme já vimos. No amor, só pode existir alegria. Na alegria, só pode haver felicidade duradoura, que é a que Deus quer para nós.

E o medo? 

A lição continua:

O medo fica, então, associado ao amor e seus resultados se tornam a herança de mentes que pensam que aquilo que elas fazem é verdadeiro. Estas imagens, que, na verdade, não têm nenhuma realidade, testemunham o medo de Deus, esquecendo que, sendo Amor, Ele tem de ser alegria. Hoje, tentaremos mais uma vez trazer este erro básico à verdade e ensinar a nós mesmos:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
Temê-Lo é ter medo da alegria.

Começa teus períodos de prática, hoje, com esta associação, que corrige e crença falsa de que Deus é medo. Ela também enfatiza que a felicidade te pertence, em razão daquilo que Ele é.

Mas isso só acontece quando a mente nega que a felicidade seja uma característica do amor e pensa que pode haver amor separado da alegria e da felicidade. É este tipo de pensamento que vamos aprender a evitar hoje com as práticas da lição. Para corrigir qualquer pensamento, qualquer crença que possa induzir ao medo de Deus.

Pois: 

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

O milagre, portanto, que a lição nos oferece hoje é a correção da crença falsa de que pode haver amor sem alegria, sem felicidade. Ou a de que o amor pede sacrifícios, ou precisa possuir o objeto amado, ou depender dele. Para chegarmos a ele [ao amor], ou, melhor dizendo, para permitir que ele chegue a nós, precisamos praticar de forma honesta, com toda a sinceridade de que somos capazes. Mais do que isso até, precisamos ter em mente que o amor não vem a nós, a ninguém, se, primeiro, não o oferecemos a partir do amor que devemos sentir por nós mesmos e por nós mesmas.

Fazemos isto seguindo a orientação que a lição nos dá, por fim:

Permite que esta correção seja posta em tua mente em cada hora de vigília hoje. Depois, acolhe toda a felicidade que ela traz à medida que a verdade substitui o medo e a alegria se torna o que esperas para tomar o lugar da dor. Deus, sendo Amor, ela te será dada. Reforça esta expectativa com frequência ao longo do dia e silencia todos os teus medos com esta garantia, benigna e totalmente verdadeira:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
E é felicidade que eu busco hoje.
Não posso falhar, pois busco a verdade.

É isto!

Às práticas?

domingo, 12 de abril de 2026

Viver só na alegria é aceitar nossa condição natural

 

LIÇÃO 102

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

1. Tu não queres sofrer. Podes pensar que o sofrimento compra alguma coisa para ti e ainda podes acreditar que ele compra o que tu queres para ti. Mas agora esta crença está certamente abalada, pelo menos o suficiente para permitir que a questiones e para que suspeites que ela realmente não faz sentido. Ela ainda não desapareceu, mas faltam-lhe as raízes que outrora a ligavam firmemente à escuridão e escondiam os lugares secretos de tua mente.

2. Hoje tentamos afrouxar ainda mais seu controle enfraquecido e perceber de forma clara que a dor é sem sentido, não tem uma razão e não tem nenhum poder para realizar coisa alguma. Ela não pode comprar absolutamente nada. Ela não oferece nada e não existe. E tudo o que pensas que ela te oferece não existe, como ela mesma. És escravo do nada. Liberta-te hoje para te unires à Vontade feliz de Deus.

3. Continuaremos, por vários dias, a dedicar nossos períodos de prática a exercícios planejados para te ajudar a alcançar a felicidade que a Vontade de Deus colocou em ti. Aqui é o teu lar e aqui está tua segurança. Aqui está tua paz e aqui não existe nenhum medo. Aqui está a salvação. Aqui, enfim, está o descanso.

4. Começa teus períodos de prática hoje com esta aceitação da Vontade de Deus para ti:

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade
para mim e a aceito agora como minha função.

Em seguida, busca esta função no fundo de tua mente, pois ela está lá, esperando apenas tua escolha. Não podes deixar de encontrá-la, quando aprenderes que ela é tua escolha e que compartilhas a Vontade de Deus.

5. Sê feliz, pois tua única função aqui é a felicidade. Tu não tens nenhuma necessidade de ser menos amoroso para com o Filho de Deus do que Aquele Cujo Amor o criou tão amoroso quanto Ele Mesmo. Além destas pausas de cinco minutos a cada hora, para com frequência hoje para dizer a ti mesmo que agora aceitas a felicidade como tua única função. E fica certo de que, ao fazê-lo, te unes à Vontade de Deus.

*

COMENTÁRIO: 

Explorando a LIÇÃO 102

Caras, caros,

Neste dia temos a seguinte ideia para as práticas:

"Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim."

Vamos explorá-la?

Compartilho? Compartilhas? Compartilhamos? Quem, dentre nós, de fato, compartilha? Quem, dentre nós, de verdade, se acha merecedor, merecedora, da felicidade plena, perfeita, completa, para ser vivida todos os dias? Quem, dentre nós, se considera capaz de ser feliz de forma constante, dia a dia? Ou não é fato que a maioria de nós não tem coragem de se declarar feliz, mesmo quando se sente assim?

Vale também, mais uma vez, repetir todas as perguntas que fiz no comentário à lição de ontem. Para que pensemos, para nos impormos uma reflexão. Não é bem verdade que se, de fato, compartilhássemos a Vontade de Deus de felicidade perfeita para nós, seríamos todos e todas felizes o tempo inteiro?

Quem dentre nós, neste mundo, se considera feliz o tempo todo? Na alegria, na tristeza, na saúde, na doença, na dor, no sofrimento, na pobreza e na riqueza, na presença da morte? Quem? Algum, alguma, de nós conhece alguém que...?

Quando não estamos vivendo a alegria inteiramente, diz o Curso, já nos afastamos da condição natural de filhos de Deus e experimentamos os resultados da crença na separação. Mas já paramos para observar de que modo nos sentimos a maior parte do tempo? Ou estamos tão assoberbados e assoberbadas pelas "tarefas e obrigações" do mundo do ego que não nos sobra tempo para um instante de quietude para nos voltarmos para Deus, como recomenda o Curso? 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

A lição que praticamos hoje traz mais uma oportunidade de escolhermos de modo diferente, de tomarmos a decisão de ver de modo diferente, de reconhecer que ainda somos como Deus nos criou, e de aceitar que a Vontade d'Ele/d'Ela e a nossa, para nós mesmos e para nós mesmas, são uma só: a felicidade perfeita. Ou não é o que queres? 

Ela começa por nos chamar a atenção para o fato de que:

Tu não queres sofrer. Podes pensar que o sofrimento compra alguma coisa para ti e ainda podes acreditar que ele compra o que tu queres para ti. Mas agora esta crença está certamente abalada, pelo menos o suficiente para permitir que a questiones e para que suspeites que ela realmente não faz sentido. Ela ainda não desapareceu, mas faltam-lhe as raízes que outrora a ligavam firmemente à escuridão e escondiam os lugares secretos de tua mente.

Ninguém quer sofrer. Por que, em geral, a maioria de nós sofre, então? Não será pelo fato de que ainda não nos decidimos verdadeiramente a abandonar a crença na separação? Não será porque ainda acreditamos que o mundo, este mundo que é pura ilusão, pode nos dar alguma coisa que dure para sempre, que ele tenha alguma coisa que possa nos trazer a felicidade? 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

O mundo, este mundo em que aparentemente vivemos todos e todas nós a experiência de corpos e dos sentidos, não foi criado por Deus. Por mais incrível que isto possa parecer, esta ideia é fundamental para se entender o ensinamento do Curso. Este é um mundo criado, melhor seria dizer inventado, fantasiado, pelo ego - aquela imagem falsa que fazemos de nós mesmos e de nós mesmas -, desde o momento em que ele, o ego, ou a imagem, se acreditou separado, ou separada de Deus. Este "mundo" que vemos não existe. Assim como o ego, é apenas uma imagem inventada para dar existência ao ego, que, para provar sua existência, precisa que acreditemos na existência e no valor do mundo, no valor do corpo, no valor do sacrifício, da dor, do medo, da culpa e do julgamento.

Não é bem isso que a lição pede que pratiquemos, quando nos aconselha a tentarmos afrouxar ainda mais o controle da crença no sofrimento e na dor? Vejamos:

Hoje tentamos afrouxar ainda mais seu controle enfraquecido e perceber de forma clara que a dor é sem sentido, não tem uma razão e não tem nenhum poder para realizar coisa alguma. Ela não pode comprar absolutamente nada. Ela não oferece nada e não existe. E tudo o que pensas que ela te oferece não existe, como ela mesma. És escravo do nada. Liberta-te hoje para te unires à Vontade feliz de Deus.

As orientações que a lição traz em seguida servem para conduzir nossas práticas, neste e nos próximos dias, na direção da felicidade que Deus quer para nós. Por isso é importante afirmar sempre que possível, sempre que lembrarmos: 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

É também importante que nos lembremos de que nossa função e nossa felicidade são a mesma coisa. É por esta razão também que a lição termina por nos dizer:

Sê feliz, pois tua única função aqui é a felicidade. Tu não tens nenhuma necessidade de ser menos amoroso para com o Filho de Deus do que Aquele Cujo Amor o criou tão amoroso quanto Ele Mesmo. Além destas pausas de cinco minutos a cada hora, para com frequência hoje para dizer a ti mesmo que agora aceitas a felicidade como tua única função. E fica certo de que, ao fazê-lo, te unes à Vontade de Deus.

Afinal, como o Curso pergunta a certa altura, "o que queres: ter razão ou ser feliz"? Como sabemos, pelos resultados que temos e pelas experiências que se apresentam a nós dia após dia, distraídos e distraídas de nós mesmos e de nós mesmas, vivendo o transe das escolhas mundanas que o sistema de pensamento do ego nos oferece, buscamos sempre, ou quase sempre, ter razão, mesmo, às vezes, ou na maioria delas, à custa de nossa alegria, de nossa felicidade e de nossa paz.

Não será isto um exemplo de insanidade? 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

Aceitemos a verdade eterna que há nas palavras que a lição nos oferece para as práticas hoje. Preparemo-nos para receber o milagre que ela reserva a cada um e a cada uma de nós, renunciando à dor, ao sofrimento, ao sacrifício e a tudo o que nos oferece o ego que só quer nossa morte.

Às práticas?

sábado, 11 de abril de 2026

Que tal abandonares a ideia de transformar o mundo?

 

LIÇÃO 101

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

1. Continuaremos, hoje, com o tema da felicidade. Esta é uma ideia fundamental para se compreender o que a salvação significa. Tu ainda acreditas que ela pede sofrimento como penitência por teus "pecados". Isto não é verdade. No entanto, tens de pensar que é, enquanto acreditares que o pecado é real e que o Filho de Deus pode pecar.

2. Se o pecado for real, então a punição é justa e não se pode escapar dela. Desta forma, não se pode comprar a salvação a não ser pelo sofrimento. Se o pecado for real, então a felicidade tem de ser ilusão, pois ambos não podem ser verdadeiros. Os pecadores só garantem morte e dor e é isto que eles pedem. Pois eles sabem que isto os espera e os buscará e os achará em algum lugar, em algum momento, de alguma forma que saldará a dívida que têm para com Deus. Em seu medo, eles querem escapar d'Ele. E, não obstante, Ele os perseguirá e eles não podem escapar.

3. Se o pecado for real, a salvação tem de ser dor. A dor é o custo do pecado e não se pode jamais escapar do sofrimento, se o pecado for real. A salvação tem de ser temida, pois ela matará, ainda que lentamente, e levará tudo embora antes de conceder o benefício agradável de morte a vítimas que são pouco mais do que ossos antes que a salvação fique saciada. Sua ira é ilimitada, impiedosa, mas inteiramente justa.

4. Quem buscaria punição tão cruel? Quem não fugiria da salvação e não tentaria abafar a Voz que a oferece de todas as formas que pudesse? Por que alguém tentaria aceitar Sua oferta? Se o pecado for real, sua oferta é a morte, e distribuída de maneira cruel para corresponder aos desejos perversos dos quais o pecado nasceu. Se o pecado for real, a salvação se transforma em teu inimigo implacável, a maldição de Deus sobre ti, que crucificas o Filho d'Ele.

5. Tu precisas dos períodos de prática hoje. Os exercícios ensinam que o pecado não é real e que tudo o que acreditas que tem de vir do pecado nunca acontecerá, porque não tem nenhuma causa. Aceita a Expiação com uma mente aberta, que não acalenta nenhuma crença duradoura de que transformaste o Filho de Deus em um demônio. O pecado não existe. Praticamos com este pensamento tantas vezes quanto pudermos hoje, porque ele é a base para a ideia de hoje.

6. A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita porque o pecado não existe, e o sofrimento é infundado. A alegria é justa e a dor é apenas um sinal de que te interpretas mal. Não temas a Vontade de Deus. Mas volta-te para ela confiante de que ela te libertará de todas as consequências que o pecado forjou com imaginação febril. Dize:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
O pecado não existe; não tem nenhuma consequência.

Deves começar assim teus períodos de prática e tentar, em seguida, mais uma vez, achar a alegria que estes pensamentos trarão a tua mente.

7. Dá estes cinco minutos alegremente para retirar a carga pesada que depositaste sobre ti mesmo com a crença insana de que o pecado é real. Escapa da loucura hoje. Tu estás na estrada da liberdade e agora a ideia de hoje traz asas para acelerar teu avanço, e esperança para ires ainda mais depressa em direção à meta esperada da paz. O pecado não existe. Lembra-te disto hoje e dize a ti mesmo sempre que puderes:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
Esta é a verdade porque o pecado não existe.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 101

Caras, caros,

Que tal descobrir e aceitar que nossa maior vontade é a mesma que a de Deus para nós? Isto é que vamos descobrir com as práticas com a ideia para este dia.

"A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita."

Acreditas de verdade na ideia que a lição te oferece mais uma vez - para quem já está por aqui há mais de um ano -  para as práticas de hoje? Queres mesmo acreditar nela? Alguém de nós, de fato, acredita nesta ideia? Será que há alguém no mundo todo que acredite mesmo, pra valer, nesta ideia?

Se, de fato, acreditasses, não viverias tantos conflitos em tua vida. Na verdade, não haveria nenhum conflito. Se, de fato, algum, ou alguma, de nós acreditasse, viver seria uma coisa muito mais simples e experimentaríamos somente a alegria e a felicidade constante em todos os momentos de nossa vida. 

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

Acreditas nisto, ou acreditas na separação? Acreditando que estás separado ou separada de Deus, acreditas, no corpo, no ego e no sistema de pensamento que ele trouxe ao mundo, que nos trouxe ao mundo e que cria, constrói e mantém este mundo, acreditando que há alguma coisa verdadeira nele. O sistema de pensamento de ego é um sistema que precisa do corpo, da dor, da mágoa, do sofrimento, do ressentimento, do pecado, da culpa, da crença na separação e de todas as formas de conflito para se manter. 

É disso que trata a lição hoje desde seu começo:

Continuaremos, hoje, com o tema da felicidade. Esta é uma ideia fundamental para se compreender o que a salvação significa. Tu ainda acreditas que ela pede sofrimento como penitência por teus "pecados". Isto não é verdade. No entanto, tens de pensar que é, enquanto acreditares que o pecado é real e que o Filho de Deus pode pecar.

Se o pecado for real, então a punição é justa e não se pode escapar dela. Desta forma, não se pode comprar a salvação a não ser pelo sofrimento. Se o pecado for real, então a felicidade tem de ser ilusão, pois ambos não podem ser verdadeiros. Os pecadores só garantem morte e dor e é isto que eles pedem. Pois eles sabem que isto os espera e os buscará e os achará em algum lugar, em algum momento, de alguma forma que saldará a dívida que têm para com Deus. Em seu medo, eles querem escapar d'Ele. E, não obstante, Ele os perseguirá e eles não podem escapar. 

Busquemos nos lembrar mais uma vez de um ensinamento antigo, que o Curso renova, ao afirmar, como já devíamos saber, que "todas as coisas cooperam para o bem". Vamos praticar uma ideia que pode nos dar a comprovação de que não sabemos nada, principalmente se ainda somos daqueles ou daquelas que acreditam que cabe a cada um e a cada uma de nós uma parcela de sofrimento e dor, como parte do aprendizado do mundo, que nos ensina ser preciso muito esforço para se alcançar a felicidade. E que ela, a felicidade, só pode ser alcançada depois de muito sofrimento e de muita dor. É parte ainda das crenças do ego a ideia do sacrifício, como forma de se atingir a felicidade, de se chegar à alegria. E mais: o ego acredita que este mundo é verdadeiro e imperfeito e que nossa tarefa é a de mudá-lo, transformá-lo, para fazer dele um lugar de perfeição. Será? 

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

No entanto, continua a lição:

Se o pecado for real, a salvação tem de ser dor. A dor é o custo do pecado e não se pode jamais escapar do sofrimento, se o pecado for real. A salvação tem de ser temida, pois ela matará, ainda que lentamente, e levará tudo embora antes de conceder o benefício agradável de morte a vítimas que são pouco mais do que ossos antes que a salvação fique saciada. Sua ira é ilimitada, impiedosa, mas inteiramente justa.

O desafio que a lição de hoje traz pede que enfrentemos o sistema de pensamento do ego e abandonemos de uma vez por todas a ideia de transformar o mundo, de melhorá-lo, de sacrifício, de culpa, de pecado e da necessidade de punição para qualquer coisa que tenhamos feito, façamos ou venhamos a fazer. Qualquer culpa que tenhamos, ou qualquer "pecado" - se ele existisse - que possamos ter cometido, está no passado. E o passado não existe, o Curso diz.

No presente, aqui e agora, somos incapazes de julgar, porque o ego desaparece. Seu sistema de pensamento deixa de existir e anulamos tudo o que depende do tempo e do espaço, que só existem para atender o modo de pensar do ego.

A vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita. 

Mas a vontade do ego para mim é a morte, mesmo à custa de sua existência. Isso não revela a insanidade de seu modo de pensar? A quem queres dar ouvidos: ao ego que fala em nome da ilusão e te condena por toda e qualquer ação ou pensamento, ou à Voz que fala por Deus e te diz que és Seu Filho muito amado em quem Ele se compraz? E que ainda és como Deus te criou?

O ego reserva a punição da morte aos culpados, às culpadas, com o argumento de que nada, a não ser a morte pode salvar. E, para o ego, todos e todas somos culpados e culpadas. Quem vai nos salvar, então?  A lição pergunta:

Quem buscaria punição tão cruel? Quem não fugiria da salvação e não tentaria abafar a Voz que a oferece de todas as formas que pudesse? Por que alguém tentaria aceitar Sua oferta? Se o pecado for real, sua oferta é a morte, e distribuída de maneira cruel para corresponder aos desejos perversos dos quais o pecado nasceu. Se o pecado for real, a salvação se transforma em teu inimigo implacável, a maldição de Deus sobre ti, que crucificas o Filho d'Ele.

É por isso que, a lição continua:

Tu precisas dos períodos de prática hoje. Os exercícios ensinam que o pecado não é real e que tudo o que acreditas que tem de vir do pecado nunca acontecerá, porque não tem nenhuma causa. Aceita a Expiação com uma mente aberta, que não acalenta nenhuma crença duradoura de que transformaste o Filho de Deus em um demônio. O pecado não existe. Praticamos com este pensamento tantas vezes quanto pudermos hoje, porque ele é a base para a ideia de hoje.

De fato, precisamos da ideia que praticamos hoje. Ela é a expressão de nossa vontade verdadeira, que é a mesma de Deus. Se pararmos para pensar e refletir profundamente acerca da ideia que o Curso oferece para as práticas deste dia, não há como não chegarmos à conclusão de que, na verdade, não temos nem meios nem instrumentos para classificar - sem incorrer em julgamento - nada do que nos acontece, nem nada do que acontece no mundo, que, aliás, como o Curso ensina, não existe. 

Li, há pouco, não lembro em que lugar, que quando achamos que algo é belo, imediatamente damos vida e forma ao feio. E tudo bem, porque um não existe sem o outro, na verdade. Mas se nos fixamos na ideia de que tudo o que é belo, e só o que é belo, é bom, é aí que incorremos no julgamento, porque, a bem da verdade, precisamos aceitar e acolher  como parte nossa tudo o que aparentemente existe e se apresenta a nossa experiência.

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

Reconhecer a verdade por detrás das palavras desta lição é o que vai nos fazer entender por que razão o Curso diz a certa altura que não precisamos fazer nada. Não no sentido de que podemos cruzar os braços e deitar numa rede vendo a vida passar, mas no sentido de que, uma vez que não sabemos o que é melhor para nós e que não há como sermos capazes de julgar absolutamente nada do que aparentemente acontece, tudo o que precisamos é aprender a entregar ao espírito divino em nós, aceitando, ou reconhecendo, por assim dizer, o que quer que se apresente como resultado de uma escolha que fizemos - conscientes dela ou não.

Este reconhecimento é o primeiro passo para mudarmos o modo de pensar a respeito do mundo e de tudo o que acontece nele. Depois de reconhecer, o passo seguinte é acolher, receber o que se apresenta, e agradecer por ele se ter apresentado seja na forma que for. A partir daí, podemos escolher novamente, tendo em vista que a Vontade de Deus e a nossa são a mesma: a felicidade perfeita. 

Ou como a lição ensina:

A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita porque o pecado não existe, e o sofrimento é infundado. A alegria é justa e a dor é apenas um sinal de que te interpretas mal. Não temas a Vontade de Deus. Mas volta-te para ela confiante de que ela te libertará de todas as consequências que o pecado forjou com imaginação febril. Dize:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
O pecado não existe; não tem nenhuma consequência.

Deves começar assim teus períodos de prática e tentar, em seguida, mais uma vez, achar a alegria que estes pensamentos trarão a tua mente.

Uma vez revelada a Vontade de Deus para cada um, cada uma, para todos e para todas nós, a partir desta lição, podemos nos tranquilizar na certeza de que "não há nada a temer". Tudo o que podemos, e precisamos, fazer é entregar-nos ao espírito e esperar, praticando, e praticando, e praticando para chegar à cura de nossa percepção equivocada, que é para onde as práticas levam. Mais dia, menos dia, há, então, de se revelar a nós que a própria busca é desnecessária, uma vez que, como o Curso ensina, já "somos aquilo que buscamos".

Emprestemos, por fim, toda a nossa atenção, toda a nossa honestidade, toda a nossa sinceridade para o que nos orienta a fazer a lição. Empenhemo-nos para achar, por ser o que mais queremos, a sintonia perfeita que existe entre nossa vontade e a Vontade de Deus para nós, que aprendemos hoje qual é. Atenção:

Dá estes cinco minutos alegremente para retirar a carga pesada que depositaste sobre ti mesmo com a crença insana de que o pecado é real. Escapa da loucura hoje. Tu estás na estrada da liberdade e agora a ideia de hoje traz asas para acelerar teu avanço, e esperança para ires ainda mais depressa em direção à meta esperada da paz. O pecado não existe. Lembra-te disto hoje e dize a ti mesmo sempre que puderes:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
Esta é a verdade porque o pecado não existe. 

*

ADENDO

Repetindo por pertinente: 

Volto, uma vez mais, a pedir sua atenção, amigos, amigas, colegas estudantes e professores de milagres e pessoas que entram em contato com o Curso a partir deste espaço, para o seguinte: algo que eu já disse antes, muitas vezes, e que repito para que não fiquem dúvidas a respeito do que posto, na condição de mais um estudante deste Curso. 

E o que é? 

Eu não sou um especialista no estudo do Curso, sou só um estudante, minhas opiniões a respeito dele aparecem, são transparentes, nos comentários que faço. Faço-os da forma que faço, porque penso que o tempo que dedico a seu estudo e a suas práticas já me deu uma certa intimidade com o ensinamento. Faço-os também porque eu também tive algumas dificuldades para entender algumas coisas, alguns conceitos que o Curso oferece. 

Sei que ao se chegar pelas primeiras vezes ao contato com o ensinamento, as pessoas ficam como que perdidas em meio a tanta informação. É no sentido de auxiliar a compreensão - lembrando sempre que compreender e aceitar são sinônimos - dos novos e novas e até dos mais antigos e das mais antigas estudantes do Curso, que faço e posto os comentários que aparecem depois de cada lição. 

Diferentemente de alguns outros grupos de estudo, que são milhares pelas redes, se alguém se der ao trabalho de pesquisar, eu não pratico a "xenofobia", quer dizer, meus comentários e minhas postagens estão abertas e se valem de outros ensinamentos, de outras leituras, de outras fontes de sabedoria que não só o Curso em si mesmo. 

Por quê? 

Porque não acredito que sejamos capazes de aprender a lidar e a tentar driblar o ego e seu sistema de pensamento, com todas as suas artimanhas e astúcias, se ficarmos, por assim dizer, dando voltas em torno de nossos próprios umbigos, ou andando em círculos no que o Curso diz. Até porque qualquer um, qualquer uma, de nós, após suas práticas no contato com o Curso, parte para seus afazeres que normalmente estão repletos dos apelos do sistema de pensamento do ego, e, muitas vezes, estes apelos podem não ser reconhecíveis como sendo do ego. 

Assim, de vez em quando, me valho de exemplos que acredito serem práticos e se ampararem em informações que são comuns à maioria das pessoas que frequenta este espaço. 

Isso, porém, não quer dizer que me acredito o dono da verdade e que os exemplos não poderiam ser outros, ou que a interpretação dos exemplos não possa ser diferente da que faço. Lembremo-nos de que nossa percepção pode estar - geralmente está - equivocada. Pois, como o Curso ensina, em geral, não reagimos aos fatos, mas sim à interpretação que fazemos dos fatos, que é sempre uma interpretação que usa os filtros de nossa própria e egoica percepção - sempre equivocada -, enquanto não a submetemos ao crivo da Voz por Deus em nós. 

Então, para finalizar, é também por isso que aconselho - sempre aconselhei - a todos e todas a se orientarem pelo que diz o texto, pelo que diz o Curso e a lição no caso de terem dúvidas ou acharem que o comentário que fiz, a interpretação que dei, os exemplos que usei, não servem para a lição ou para a ideia que se está praticando. Atenham-se, por favor, ao texto da lição, à ideia para as práticas e ao ensinamento. Para quaisquer dúvidas e esclarecimentos, se quiserem falar comigo, fiquem sempre à vontade, mas mantenham em mente que a orientação do divino em cada um e cada uma de vocês, de nós, é sempre a melhor fonte, o melhor recurso. 

Paz e bem! 

Às práticas?

sexta-feira, 10 de abril de 2026

As práticas são um experimento com rigor científico

 

LIÇÃO 100

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

1. Da mesma forma que o Filho de Deus completa seu Pai, também teu papel nele completa o plano de teu Pai. A salvação tem de anular a crença louca em pensamentos e corpos separados, que conduzem a vidas separadas, que seguem caminhos separados. Uma única função compartilhada por mentes separadas as une em um único objetivo, pois cada uma delas é igualmente essencial a todas.

2. A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita. Por que deverias escolher ir contra a Vontade d'Ele? O papel que Ele reservou para tu assumires na realização de Seu plano te é dado para que possas voltar à condição que Ele quer. Este papel é tão essencial ao plano d'Ele quanto para a tua felicidade. Tua alegria tem de ser total para permitir que o plano d'Ele seja compreendido por aqueles a quem Ele te envia. Eles verão sua função em tua face resplandecente e ouvirão o chamado de Deus por eles em teu riso feliz.

3. Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Sem tua alegria, a alegria d'Ele fica incompleta. Sem teu sorriso, o mundo não pode ser salvo. Enquanto estiveres triste, a luz que o Próprio Deus designou como o meio para salvar o mundo fica opaca e sem brilho e ninguém ri porque todo riso só pode ecoar o teu.

4. Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Do mesmo modo que tua luz aumenta cada luz que brilha no Céu, também tua alegria na terra invoca todas as mentes para que abandonem suas tristezas e tomem seu lugar a teu lado no plano de Deus. Os mensageiros de Deus são alegres e a alegria deles cura a tristeza e o desespero. Eles são a prova de que Deus quer a felicidade perfeita para todos que aceitarem como suas as dádivas de seu Pai.

5. Não nos permitiremos ficar tristes hoje. Pois, se o fizermos, deixaremos de assumir o papel que é essencial ao plano de Deus, bem como para nossa visão. A tristeza é o sinal de que queres desempenhar outro papel, em lugar daquele que te foi designado por Deus. Desta forma, deixas de mostrar ao mundo quão grande é a felicidade que Ele quer para ti. E, assim, não reconheces que ela é tua.

6. Hoje tentaremos compreender que a alegria é nossa função aqui. Se estás triste, teu papel não é cumprido e, assim, todo o mundo fica privado da alegria, junto contigo. Deus te pede que sejas feliz, para que o mundo possa ver o quanto Ele ama Seu Filho e não quer que nenhuma tristeza surja para diminuir a alegria dele; nenhum medo o assalte para perturbar sua paz. Tu és o mensageiro de Deus hoje. Tu trazes a felicidade d'Ele a todos para quem olhas; a paz d'Ele para todos que olham para ti e veem a mensagem de Deus em teu rosto feliz.

7. Vamos nos preparar para isto hoje; em nosso períodos de prática de cinco minutos, sentindo a felicidade despontar em nós de acordo com a Vontade de nosso Pai e com a nossa. Começa os exercícios com o pensamento que a ideia de hoje contém. Compreende claramente, então, que teu papel é ser feliz. É só isto que se pede de ti ou de qualquer um que queira toma seu lugar entre os mensageiros de Deus. Pensa no que isto significa. De fato, estavas errado em tua crença de que se pede algum sacrifício. Tu só recebes de acordo com o plano de Deus e nunca perdes ou te sacrificas ou morres.

8. Tentemos agora achar essa alegria que confirma para nós e para o mundo inteiro a Vontade de Deus para nós. É tua função achá-la e achá-la agora. Vieste para isto. Permite que este seja o dia em que serás bem-sucedido! Olha bem fundo dentro de ti sem desanimar com todos os pensamentos insignificantes e metas tolas por que passas enquanto te elevas para encontrar Cristo em ti.

9. Ele estará lá. E tu podes alcançá-Lo agora. O que poderias preferir ver em lugar d'Aquele Que espera que possas vê-Lo? Que pensamento insignificante tem poder para te impedir? Que meta tola pode te afastar do sucesso se Aquele Que te chama é o Próprio Deus?

10. Ele estará lá. Tu és essencial ao plano d'Ele. Tu és o mensageiro d'Ele hoje. E tens de achar aquilo que Ele quer que dês. Não te esqueças da ideia para hoje nos intervalos entre os períodos de prática de cada hora. É teu Ser Que te chama hoje. E é a Ele que respondes, cada vez que dizes a ti mesmo que és essencial ao plano de Deus para a salvação do mundo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 100

Caras, caros,

Para este dia a ideia que vamos praticar é a seguinte:

"Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação."

Vamos explorá-la?

Eis-nos aqui outra vez - mais uma - chegando ao marco dos 100 dias. Cem dias, cem lições. 

Em um dos anos passados, ao tempo em que preparava este comentário estava lendo um livro de D. Patrick Miller, Living with Miracles [Vivendo com os Milagres, numa tradução livre]. Patrick é o jornalista que escreveu, há alguns anos, "A história completa do Curso em Milagres", um livro muito interessante, e que ele já reescreveu com novo título - Understanding A Course in Miracles [Entendendo Um Curso em Milagres - ou Para entender Um Curso em Milagres] -, mas que ainda não foi traduzido. Living with Miracles, o primeiro citado, era um livro novo para mim, também sem tradução. Ele conta no livro sua experiência, à época, de mais de 25 anos como estudante do Curso. E é uma maravilha o que ele tem a dizer a respeito das mudanças que aconteceram em sua vida a partir do contato com o Curso. E, claro, também das que podem acontecer na nossa.

Digo isto apenas para salientar um fato a respeito do qual não damos a devida atenção a maior parte do tempo. No entender de Patrick, as lições fazem parte de uma verdadeira experiência científica. Pois como pede/orienta a introdução ao livro de exercícios, o/a estudante não tem de acreditar nas ideias que pratica, pode até ter certa resistência a algumas delas ou rejeitar outras com veemência. Não tem importância. Tudo o que se pede é que ele, ou ela, as pratique conforme a orientação. Nada mais do que isso. Os resultados é que vão revelar se a ideia, ou ideias, é/são verdadeira(s). Isso é, sim, sem dúvida, um experimento que segue o rigor da ciência.

Assim, dito isto, e voltando a falar deste nosso novo centésimo dia de práticas conjuntas, há que se dizer que a ideia para as práticas de hoje traz de novo consigo o desafio de nos afirmarmos, de nos aceitarmos, de, de fato, nos entendermos, como essenciais ao plano de Deus para a salvação, diferentemente do que o ego quer pensemos e acreditemos a nosso próprio respeito. 

Vamos aceitar o desafio e reconhecer a importância de nosso papel? Vamos reconhecer e aceitar o milagre que advém disso: saber que ainda somos como Deus nos criou e que Ele/Ela conta conosco para a realização de Seu plano? Pois, como o texto diz a certa altura, precisamos saber que "o Próprio Deus é incompleto sem mim". 

Aliás, penso que mais do que apenas saber disso, precisamos viver na certeza e na confiança de que tudo o que fazemos fazemos em Deus, com Ele/Ela. E que não há nada diferente que possamos fazer além daquilo que nos cabe fazer como filhos e filhas de Deus, salvadores e salvadoras do mundo. Eu, de mim para mim mesmo, em unidade com o divino em mim, penso ser isto o que faço com a postagem das lições e dos comentários que as seguem, como forma de buscar aprofundar as reflexões e as práticas, e de chegar mais próximo do conhecimento de mim mesmo, para poder responder à questão: "Quem sou?", que, em última análise, é tudo o que buscamos fazer em nossa experiência mundana.

Comecemos, pois, para início de conversa, a refletir a respeito do que a lição oferece para as práticas de hoje:

Da mesma forma que o Filho de Deus completa seu Pai, também teu papel nele completa o plano de teu Pai. A salvação tem de inverter a crença louca em pensamentos e corpos separados, que conduzem a vidas separadas, que seguem caminhos separados. Uma única função compartilhada por mentes separadas as une em um único objetivo, pois cada uma delas é igualmente essencial a todas.

Lembremo-nos de que vimos ontem que salvação e perdão são a mesma coisa. E lembremo-nos também de que é o perdão a nós mesmos e a nós mesmas que pode fazer com que compreendamos quão essencial é nosso papel no plano de Deus. É preciso que sejamos capazes de inverter o modo de pensar do mundo. A separação não existe, não pode existir, nem nunca poderá. Mesmo que a maioria das pessoas do mundo ainda mantenha sua crença na separação e busque incentivá-la, reforçá-la, sempre que possível. Inconscientemente a maioria das vezes, é claro. Daí, a recomendação do Curso a certa altura de que estejamos dispostos e dispostas a questionar absolutamente tudo o que o mundo nos mostra e busca ensinar.

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

É a crença na separação que criou este mundo, como um lugar em que aprisionamos a nós mesmos e a nós mesmas em corpos destinados à dor, ao sofrimento, à escassez, à perda, à violência, às guerras e à morte e a tudo o que a ilusão pode nos oferecer. Não é isso que Deus quer para Seu Filho, não é esta a Vontade de Deus para nós, como diz a lição:

A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita. Por que deverias escolher ir contra a Vontade d'Ele? O papel que Ele reservou para tu assumires na realização de Seu plano te é dado para que possas voltar à condição que Ele quer. Este papel é tão essencial ao plano d'Ele quanto para a tua felicidade. Tua alegria tem de ser total para permitir que o plano d'Ele seja compreendido por aqueles a quem Ele te envia. Eles verão sua função em tua face resplandecente e ouvirão o chamado de Deus por eles em teu riso feliz.

Ou como diz Joel Goldsmith em um de seus livros:

"O amor é a única razão de viver. Parece estranho, mas é verdade. Não existe outro motivo para se permanecer na terra, senão a oportunidade de amar, e quem quer que já tenha experimentado isto sabe que não existe alegria como a do amor: nenhuma alegria se compara à de compartilhar, conceder, compreender e dar, coisas que não passam de sinônimos de amor."

É por esta razão que estamos aqui. É por esta razão que:

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

É pelo amor, pelo perdão e pela alegria que vou ser capaz de cumprir meu papel. Para tanto é preciso que reconheçamos, aceitemos e pratiquemos o que a lição traz, vendo-nos como ela pede que nos vejamos. Assim:

Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Sem tua alegria, a alegria d'Ele fica incompleta. Sem teu sorriso, o mundo não pode ser salvo. Enquanto estiveres triste, a luz que o Próprio Deus designou como o meio para salvar o mundo fica opaca e sem brilho e ninguém ri porque todo riso só pode ecoar o teu.

Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Do mesmo modo que tua luz aumenta cada luz que brilha no Céu, também tua alegria na terra invoca todas as mentes para que abandonem suas tristezas e tomem seu lugar a teu lado no plano de Deus. Os mensageiros de Deus são alegres e a alegria deles cura a tristeza e o desespero. Eles são a prova de que Deus quer a felicidade perfeita para todos que aceitarem como suas as dádivas de seu Pai.

E mais:

Não nos permitiremos ficar tristes hoje. Pois, se o fizermos, deixaremos de assumir o papel que é essencial ao plano de Deus, bem como para nossa visão. A tristeza é o sinal de que queres desempenhar outro papel, em lugar daquele que te foi designado por Deus. Desta forma, deixas de mostrar ao mundo quão grande é a felicidade que Ele quer para ti. E, assim, não reconheces que ela é tua.

A esta altura já devemos ser capazes de compreender a importância de nossas práticas. Nestes cem dias que praticamos juntos, juntas - e a maioria, acredito, mais do que uma vez -,  já aprendemos que, mesmo não sendo ainda capazes de uma total e completa dedicação, as práticas nos oferecem um vislumbre do Céu na terra. Isto porque já conseguimos ver, ainda que por breves instantes de cada vez, a centelha divina em nós, que é a mesma que podemos ver nas outras pessoas todas, e em cada uma das que cruzam nossos caminhos. Já provamos a alegria e a paz que as lições e suas práticas trazem consigo. E testemunhamos o milagre que há em cada uma, quando aceitamos o desafio que cada uma delas oferece. Este desafio hoje é aceitar que:

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

O milagre vai depender da honestidade e da sinceridade que dedicarmos às práticas. Pois:

Hoje tentaremos compreender que a alegria é nossa função aqui. Se estás triste, teu papel não é cumprido e, assim, todo o mundo fica privado da alegria, junto contigo. Deus te pede que sejas feliz, para que o mundo possa ver o quanto Ele ama Seu Filho e não quer que nenhuma tristeza surja para diminuir a alegria dele; nenhum medo o assalte para perturbar sua paz. Tu és o mensageiro de Deus hoje. Tu trazes a felicidade d'Ele a todos para quem olhas; a paz d'Ele para todos que olham para ti e veem a mensagem de Deus em teu rosto feliz.

"A alegria é nossa função aqui." E a alegria passa pela aceitação do papel que Deus reserva a cada um, a cada uma de nós. A alegria depende de nossa disposição para o perdão. E o perdão nos salva. Pois "salvação e perdão são a mesma coisa". Já não experimentamos a alegria que há em perdoar? Quem ainda não se sentiu como que nas nuvens, depois de ter conseguido perdoar uma ofensa que pensava que alguém lhe tinha feito? Por que isso acontece? Porque só podemos perdoar a nós mesmos, a nós mesmas, pelo julgamento que fazemos ou fizemos do que o outro, ou a outra, fez. O outro, a outra, não fez nada de errado, foi nossa percepção que interpretou o feito como ofensivo.

Shakespeare já dizia isso pela fala de Hamlet: "As coisas, em si mesmas, não são nem boas nem más; é o pensamento que as torna deste ou daquele jeito". É por isso que uma lição recente nos dizia: "Minha salvação depende de mim". De quem mais dependeria? Se preciso ser salvo, tenho de querer ser salvo. E no instante em que manifesto minha vontade de ser salvo já estou. É também por isso que:

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

É crucial que pratiquemos de modo sincero e honesto, acreditando que o milagre virá, se seguirmos as orientações que a lição traz. Fiquemos atentos e atentas ao que ela nos diz a respeito de como praticar e atentemos também às palavras. Mais: atentemos para o que ela diz além das palavras. É certo que seremos bem-sucedidos e bem-sucedidas hoje.

Tudo o que buscamos a cada lição é a revelação, a re-descoberta, o encontro com o Ser que verdadeiramente somos. Um Ser de Deus. Um ser em Deus. Um ser com Deus. Um Ser que só pode se completar na unidade com seu Criador. Nossa perseverança nos torna dignos e dignas de receber o milagre. A meta está garantida. O caminho está sendo preparado, aplainado para que possamos caminhar com leveza. 

Às práticas?