sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Só o ego é que tem a necessidade louca de controle


11. O que é a criação?

1. A criação é a soma de todos os Pensamentos de Deus, em número infinito e sem qualquer limite. Só o amor cria, e só como ele mesmo. Nunca houve um tempo em que aquilo que ele criou não existia. Tampouco haverá um em que qualquer coisa que ele criou venha a sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para todo o sempre exatamente como eram e tal qual são, imutáveis ao longo do tempo e depois que o tempo acabar.

2. Os Pensamentos de Deus recebem todo o poder que seu próprio Criador tem. Pois Ele quer acrescentar ao amor por sua extensão. Deste modo, Seu Filho compartilha da criação e, por isso, tem de compartilhar do poder de criar. Aquilo que Deus quer que seja Um para sempre ainda será Um quando o tempo acabar; e não mudará ao longo do curso do tempo, permanecendo como era antes que a ideia de tempo começasse.

3. A criação é o contrário de todas as ilusões, pois criação é verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Vontade d'Ele é completa em todos os aspectos, tornando cada parte continente do todo. A inviolabilidade de sua unicidade fica garantida para sempre; preservada eternamente dentro de Sua Vontade santa, além de toda possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha em sua inocência.

4. Nós somos a criação; nós, os Filhos de Deus. Parecemos estar separados e não-cientes de nossa unidade com Ele. Mas, por trás de todas as nossas dúvidas, além de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o amor permanece com todos os seus Pensamentos, porque é deles a certeza do amor. A memória de Deus está em nossas mentes, que conhecem sua unicidade e sua unidade com seu Criador. Permite que nossa função seja apenas deixar que esta memória volte, apenas para permitir que a Vontade de Deus seja feita sobre a terra, apenas para sermos devolvidos à sanidade e para sermos apenas como Deus nos criou.

5. Nosso pai nos chama. Ouvimos Sua Voz e perdoamos a criação em Nome de Seu Criador, a Própria Santidade, Santidade Da Qual Sua Própria criação compartilha; Santidade Que ainda é uma parte de nós.


*


LIÇÃO 328

Escolho o segundo lugar para ganhar o primeiro.

1. Aquilo que parece ser o segundo lugar é o primeiro, porque todas as coisas que percebemos estão de cabeça para baixo até escutarmos a Voz por Deus. Parece que só ganharemos autonomia pela nossa luta para sermos separados, e que nossa independência do restante da criação de Deus é o modo pelo qual se alcança a salvação. Porém, tudo o que encontramos é doença, sofrimento e perda e morte. Isso não é o que nosso Pai quer para nós, e nem existe nenhum segundo para a Vontade de d'Ele. Unir-nos à Vontade d'Ele é apenas achar nossa própria vontade. E, uma vez que nossa vontade é a d'Ele, é a Ele que temos de recorrer para reconhecer nossa vontade.

2. Não existe nenhuma vontade senão a Tua. E fico contente de que nada do que imagino contradiga aquilo que Tu queres que eu seja. É Tua Vontade que eu esteja completamente seguro, eternamente em paz. E compartilho com alegria esta Vontade que Tu, meu Pai, me deste como parte de mim.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 328

Nossas práticas de hoje vão se dar mais uma vez com uma ideia que, de certo modo, complementa e amplia a que praticamos na última segunda-feira: Eu apenas sigo, pois não quero conduzir. Uma ideia que nos oferece a fórmula para fazer calar o falso eu - o ego do Curso -, deixando em nossas mãos a decisão de entregar ao Espírito Santo, ao divino em nós, a responsabilidade por toda e qualquer escolha que fizermos. E, se aprendermos a sempre escolher em sintonia com o Espírito Santo, quais serão as chances de que alguma coisa saia errado? 

O que pode, pois, significar: 

Escolho o segundo lugar para ganhar o primeiro?

Creio, como penso já lhes ter dito outras vezes, que tanto esta ideia quanto a da lição que citei se referem e ratificam o "tu não precisas fazer nada" que o Curso ensina. Para aprender a "apenas seguir", precisamos abrir mão do "conduzir", isto é, da necessidade obsessiva e louca de controle do falso eu. É apenas esta necessidade aparentemente absoluta de controle do ego - que pensamos ser o que somos - que nos impede de ver e de viver o que somos na verdade. Pois, como o Curso não cansa de repetir, sempre fomos, continuamos a ser e seremos eternamente aquilo que pensamos buscar. Ou, dito em outras palavras, como também o próprio Curso repete em suas lições, ainda somos como Deus nos criou, por mais que o ego tente nos fazer acreditar que não. 

A ideia de que há um primeiro lugar a ser conquistado a qualquer preço só pode ser do ego. Pois é apenas o falso eu que quer ter o controle, que quer conduzir e que não suporta a ideia de ficar em segundo lugar. Na verdade, como a lição ensina:

Aquilo que parece ser o segundo lugar é o primeiro, porque todas as coisas que percebemos estão de cabeça para baixo até escutarmos a Voz por Deus. Parece que só ganharemos autonomia pela nossa luta para sermos separados, e que nossa independência do restante da criação de Deus é o modo pelo qual se alcança a salvação. Porém, tudo o que encontramos é doença, sofrimento e perda e morte. Isso não é o que nosso Pai quer para nós, e nem existe nenhum segundo para a Vontade de d'Ele. Unir-nos à Vontade d'Ele é apenas achar nossa própria vontade. E, uma vez que nossa vontade é a d'Ele, é a Ele que temos de recorrer para reconhecer nossa vontade.  

A ideia de que nalgum momento houve uma separação, ou a crença de que estamos de algum modo separados de Deus e uns dos outros é tão somente um equívoco. Pois nunca houve um tempo em que Deus Se separou de nós ou que nós tenhamos nos separado d'Ele. Ele não nos abandonou a uma sorte que não sabemos qual será. O contrário é a verdade. Ele está, sempre esteve e sempre estará conosco, em nós. E nós n'Ele.

Na verdade, reconhecer, acolher, aceitar e ser grato por poder pôr em prática a ideia que o Curso nos oferece para hoje é tudo o que precisamos fazer para aprender que não precisamos, de fato, fazer nada. Até porque, conforme eu já disse várias vezes antes, de acordo com o que o Curso ensina, não há nada fora de nós. E ser o segundo em Deus elimina qualquer necessidade de competir por qualquer outra posição. Aliás, aceitar ser o segundo, praticar para ser o segundo em, e com, Deus nos põe diretamente na posição de primeiro, pois nos coloca direto na unidade. 

Praticar, reconhecer e aceitar a ideia que o Curso propõe é reconhecer e aceitar a Vontade de Deus para nós como sendo a nossa própria vontade, para podermos dizer com a lição:

Não existe nenhuma vontade senão a Tua. E fico contente de que nada do que imagino contradiga aquilo que Tu queres que eu seja. É Tua Vontade que eu esteja completamente seguro, eternamente em paz. E compartilho com alegria esta Vontade que Tu, meu Pai, me deste como parte de mim.

Às práticas?


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Fora de nós mesmos não há ninguém a quem recorrer


11. O que é a criação?

1. A criação é a soma de todos os Pensamentos de Deus, em número infinito e sem qualquer limite. Só o amor cria, e só como ele mesmo. Nunca houve um tempo em que aquilo que ele criou não existia. Tampouco haverá um em que qualquer coisa que ele criou venha a sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para todo o sempre exatamente como eram e tal qual são, imutáveis ao longo do tempo e depois que o tempo acabar.

2. Os Pensamentos de Deus recebem todo o poder que seu próprio Criador tem. Pois Ele quer acrescentar ao amor por sua extensão. Deste modo, Seu Filho compartilha da criação e, por isso, tem de compartilhar do poder de criar. Aquilo que Deus quer que seja Um para sempre ainda será Um quando o tempo acabar; e não mudará ao longo do curso do tempo, permanecendo como era antes que a ideia de tempo começasse.

3. A criação é o contrário de todas as ilusões, pois criação é verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Vontade d'Ele é completa em todos os aspectos, tornando cada parte continente do todo. A inviolabilidade de sua unicidade fica garantida para sempre; preservada eternamente dentro de Sua Vontade santa, além de toda possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha em sua inocência.

4. Nós somos a criação; nós, os Filhos de Deus. Parecemos estar separados e não-cientes de nossa unidade com Ele. Mas, por trás de todas as nossas dúvidas, além de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o amor permanece com todos os seus Pensamentos, porque é deles a certeza do amor. A memória de Deus está em nossas mentes, que conhecem sua unicidade e sua unidade com seu Criador. Permite que nossa função seja apenas deixar que esta memória volte, apenas para permitir que a Vontade de Deus seja feita sobre a terra, apenas para sermos devolvidos à sanidade e para sermos apenas como Deus nos criou.

5. Nosso pai nos chama. Ouvimos Sua Voz e perdoamos a criação em Nome de Seu Criador, a Própria Santidade, Santidade Da Qual Sua Própria criação compartilha; Santidade Que ainda é uma parte de nós.

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LIÇÃO 327

Só preciso chamar e Tu me responderás.

1. Não se pede de mim que aceite a salvação com base em uma fé insustentável. Pois Deus garante que Ele ouvirá meu chamado e que Ele Mesmo responderá. Deixa apenas que eu aprenda de minha experiência que isso é verdadeiro e a fé n'Ele tem de vir a mim com certeza. Essa é a fé que irá durar e que me levará cada vez mais adiante pela estrada que conduz a Ele. Pois, deste modo, ficarei certo de que Ele não vai me abandonar e de que ainda me ama, e de que espera apenas meu chamado para me dar toda a ajuda de que preciso para chegar até Ele.

2. Pai, eu Te agradeço porque Tuas promessas nunca falharão em minha experiência, se eu apenas testá-las. Permite, portanto, que eu tente testá-las e que não as julgue. Tua Palavra é uma só Contigo. Tu dás o meio a partir do qual a convicção vem, e a certeza da qual se ganha, enfim, Teu Amor duradouro.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 327

Só preciso chamar e Tu me responderás.

Pergunto-lhes novamente: Quem tem tal certeza? Quem de nós vive a partir de tal certeza? E, no entanto, não há mesmo, na verdade, ninguém a quem chamar, a quem recorrer, fora de nós. O que precisamos de fato é começar a acreditar no divino interior como a verdade do que somos. Pois aí eliminaremos toda e qualquer dúvida.

E o que a lição pede de nós? 

Vejamos:

Não se pede de mim que aceite a salvação com base em uma fé insustentável. Pois Deus garante que Ele ouvirá meu chamado e que Ele Mesmo responderá. Deixa apenas que eu aprenda de minha experiência que isso é verdadeiro e a fé n'Ele tem de vir a mim com certeza. Essa é a fé que irá durar e que me levará cada vez mais adiante pela estrada que conduz a Ele. Pois, deste modo, ficarei certo de que Ele não vai me abandonar e de que ainda me ama, e de que espera apenas meu chamado para me dar toda a ajuda de que preciso para chegar até Ele.

Como já disse pessoalmente a todos que em algum momento frequentaram algum dos grupos de estudo, não há que se ter uma fé que não se sustente. Todos os termos que o Curso usa para se referir "Àquilo Que Sabe" em nós sempre se referem a Algo que está dentro de nós - de todos e de cada um de nós, mesmo que de forma diferente para cada um -, porque não há nada fora. Por isso os termos Tu, Deus, o Espírito Santo, o Guia, o Amigo, o Irmão, Cristo, o Consolador, Pai, o Filho de Deus se referem ao divino EM nós. Dentro. Não-separado. O Todo e a Unidade de que somos parte.

Sabendo disso não fica mais fácil praticar a ideia de hoje?

Uell Stanley Andersen, citado por Wayne Dyer em um de seus livros, diz o seguinte, para que fiquemos atentos ao que pensamos acerca do que somos, para que busquemos corrigir os equívocos que nos levam a pensar que, de algum modo, podemos estar separados da divindade, que é a verdade do que somos. Nossa santidade, e divindade, é a mesma de Deus. É o que temos em comum com Ele e com todos os outros seres que povoam nosso universo:

Tudo aquilo que podes conceber e aceitar é teu! Não alimentes nenhuma dúvida! Recusa-te a aceitar preocupação ou pressa ou medo. Aquilo que sabe e faz todas as coisas está dentro de ti e escuta o mais leve sussurro. 

É por esta razão que podemos nos dar ao direito de testar o contato com o divino em nós, de chamá-lo, na certeza de que ele está em nós e vai nos responder. É também por esta razão que podemos desde já agradecer como nos convida a fazer a lição:

Pai, eu Te agradeço porque Tuas promessas nunca falharão em minha experiência, se eu apenas testá-las. Permite, portanto, que eu tente testá-las e que não as julgue. Tua Palavra é uma só Contigo. Tu dás o meio a partir do qual a convicção vem, e a certeza da qual se ganha, enfim, Teu Amor duradouro. 

Às práticas?


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A resposta à questão: "Quem sou eu?". Novamente


11. O que é a criação?

1. A criação é a soma de todos os Pensamentos de Deus, em número infinito e sem qualquer limite. Só o amor cria, e só como ele mesmo. Nunca houve um tempo em que aquilo que ele criou não existia. Tampouco haverá um em que qualquer coisa que ele criou venha a sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para todo o sempre exatamente como eram e tal qual são, imutáveis ao longo do tempo e depois que o tempo acabar.

2. Os Pensamentos de Deus recebem todo o poder que seu próprio Criador tem. Pois Ele quer acrescentar ao amor por sua extensão. Deste modo, Seu Filho compartilha da criação e, por isso, tem de compartilhar do poder de criar. Aquilo que Deus quer que seja Um para sempre ainda será Um quando o tempo acabar; e não mudará ao longo do curso do tempo, permanecendo como era antes que a ideia de tempo começasse.

3. A criação é o contrário de todas as ilusões, pois criação é verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Vontade d'Ele é completa em todos os aspectos, tornando cada parte continente do todo. A inviolabilidade de sua unicidade fica garantida para sempre; preservada eternamente dentro de Sua Vontade santa, além de toda possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha em sua inocência.

4. Nós somos a criação; nós, os Filhos de Deus. Parecemos estar separados e não-cientes de nossa unidade com Ele. Mas, por trás de todas as nossas dúvidas, além de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o amor permanece com todos os seus Pensamentos, porque é deles a certeza do amor. A memória de Deus está em nossas mentes, que conhecem sua unicidade e sua unidade com seu Criador. Permite que nossa função seja apenas deixar que esta memória volte, apenas para permitir que a Vontade de Deus seja feita sobre a terra, apenas para sermos devolvidos à sanidade e para sermos apenas como Deus nos criou.

5. Nosso pai nos chama. Ouvimos Sua Voz e perdoamos a criação em Nome de Seu Criador, a Própria Santidade, Santidade Da Qual Sua Própria criação compartilha; Santidade Que ainda é uma parte de nós. 

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LIÇÃO 326

Sou um Efeito de Deus para sempre.

1. Pai, fui criado em Tua Mente, um Pensamento santo que nunca deixou seu lar. Sou Teu Efeito para sempre e Tu és minha Causa para todo o sempre. Continuo a ser tal qual Tu me criaste. Ainda habito o lugar em que Tu me puseste. E todos os Teus atributos moram em mim, porque é Tua Vontade ter um Filho tão semelhante a sua Causa, que a Causa e Seu Efeito são indistinguíveis. Deixa-me saber que sou um Efeito de Deus e que, por isso, tenho o poder de criar do mesmo modo que Tu. E que é assim tanto no Céu quanto na terra. Sigo Teu plano aqui e sei que no fim Tu reunirás Teus efeitos no Céu sossegado de Teu Amor, onde a terra se desvanecerá e todos os pensamentos separados se unirão na glória na condição de Filho de Deus.

2. Vejamos a terra desaparecer hoje, primeiramente transformada e, em seguida, perdoada, inteiramente desvanecida na Vontade santa de Deus.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 326

A ideia para as práticas de hoje, como eu já disse outras vezes, oferece novamente a resposta à pergunta: "O que eu sou?". Uma pergunta extremamente necessária e, mesmo que não pareça assim, prática, que cada um de nós tem de se fazer, e se faz em algum momento de sua vida. Porém, quando nos questionamos a respeito do que somos a partir da orientação do falso eu, é provável que as respostas que podemos obter não nos levem na direção correta. E, uma vez que tudo o que vivemos e experimentamos está diretamente relacionado àquilo que pensamos ser, é necessário que nos voltemos para dentro de nós mesmos, à procura da orientação do divino em nós, do Ser, do EU SOU, que é a verdade do que somos. 

É nessa direção que as práticas nos levam. Vejamos de que forma a lição responde à questão: "O que eu sou?"

Sou um Efeito de Deus para sempre.

Como fazer com que esta ideia penetre em nossa mente, se instale e permaneça de modo a não ser jamais abalada por quaisquer crenças que nos ofereça o falso eu e seu sistema de pensamento, que "cria" e constrói um mundo com base em uma separação que não existe.

Praticando, talvez, como um mantra, como uma oração, como uma prece, aquilo que nos oferece a lição? Assim:

Pai, 

fui criado em Tua Mente, 
um Pensamento santo que nunca deixou seu lar. 
Sou Teu Efeito para sempre 
e Tu és minha Causa para todo o sempre. 
Continuo a ser tal qual Tu me criaste. 
Ainda habito o lugar em que Tu me puseste. 
E todos os Teus atributos moram em mim, 
porque é Tua Vontade ter um Filho tão semelhante a sua Causa, 
que a Causa e Seu Efeito são indistinguíveis. 
Deixa-me saber que sou um Efeito de Deus e que, por isso, 
tenho o poder de criar do mesmo modo que Tu. 
E que é assim tanto no Céu quanto na terra. 
Sigo Teu plano aqui e sei que no fim Tu reunirás 
Teus efeitos no Céu sossegado de Teu Amor, 
onde a terra se desvanecerá 
e todos os pensamentos separados 
se unirão na glória na condição de Filho de Deus.

Esta ideia, como eu disse antes, passa ao largo das questões da ciência e das religiões, ou de quaisquer questões mundanas. Ela ensina a nos considerarmos efeitos da Causa Primeira, efeitos de Deus, Pensamentos d'Ele, que criam da mesma forma que Ele. Isto é, que criam para a eternidade e não têm absolutamente nada a ver com qualquer coisa que seja temporária ou perecível. 

Por isso, podemos dizer tranquilamente:

Vejamos a terra desaparecer hoje, primeiramente transformada e, em seguida, perdoada, inteiramente desvanecida na Vontade santa de Deus.

Pois não há razão alguma para sentirmos qualquer receio com o desaparecimento da terra que vemos a partir dos sentidos do corpo e dos pensamentos, daquela parte da mente que se acredita separada de tudo e de todos. Tudo o que vai desaparecer é tão somente a ilusão e todas as coisas que advêm dela. Como também nos ensinava uma lição recente:

Só posso desistir do que nunca foi real.

Vejam bem o que diz Neville, citado por Wayne Dyer num de seus livros, que li há algum tempo, e que tem tudo a ver com a ideia que praticamos:

É o próprio conceito de EU SOU que decide a forma e o cenário de sua existência. Tudo depende de sua atitude em relação a si mesmo; aquilo que ele não afirma como verdadeiro de si mesmo não pode despertar em seu mundo.

Assim é que, como nos diz poema de Elizabeth Barret Browning:

A terra está transbordante de céu,
E todo arbusto comum arde com Deus;
Mas só aquele que vê retira suas sandálias,
Os demais sentam a seu redor e colhem amoras. 

Às práticas?


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Quando nos vamos dispor a questionar tudo, tudo?


11. O que é a criação?

1. A criação é a soma de todos os Pensamentos de Deus, em número infinito e sem qualquer limite. Só o amor cria, e só como ele mesmo. Nunca houve um tempo em que aquilo que ele criou não existia. Tampouco haverá um em que qualquer coisa que ele criou venha a sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para todo o sempre exatamente como eram e tal qual são, imutáveis ao longo do tempo e depois que o tempo acabar.

2. Os Pensamentos de Deus recebem todo o poder que seu próprio Criador tem. Pois Ele quer acrescentar ao amor por sua extensão. Deste modo, Seu Filho compartilha da criação e, por isso, tem de compartilhar do poder de criar. Aquilo que Deus quer que seja Um para sempre ainda será Um quando o tempo acabar; e não mudará ao longo do curso do tempo, permanecendo como era antes que a ideia de tempo começasse.

3. A criação é o contrário de todas as ilusões, pois criação é verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Vontade d'Ele é completa em todos os aspectos, tornando cada parte continente do todo. A inviolabilidade de sua unicidade fica garantida para sempre; preservada eternamente dentro de Sua Vontade santa, além de toda possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha em sua inocência.

4. Nós somos a criação; nós, os Filhos de Deus. Parecemos estar separados e não-cientes de nossa unidade com Ele. Mas, por trás de todas as nossas dúvidas, além de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o amor permanece com todos os seus Pensamentos, porque é deles a certeza do amor. A memória de Deus está em nossas mentes, que conhecem sua unicidade e sua unidade com seu Criador. Permite que nossa função seja apenas deixar que esta memória volte, apenas para permitir que a Vontade de Deus seja feita sobre a terra, apenas para sermos devolvidos à sanidade e para sermos apenas como Deus nos criou.

5. Nosso pai nos chama. Ouvimos Sua Voz e perdoamos a criação em Nome de Seu Criador, a Própria Santidade, Santidade Da Qual Sua Própria criação compartilha; Santidade Que ainda é uma parte de nós.

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LIÇÃO 325

Todas as coisas que penso ver refletem ideias.

1. Este é o princípio fundamental da salvação: o que vejo reflete um processo em minha mente, que começa com minha ideia do que quero. A partir disso, a mente constrói uma imagem da coisa que deseja, julga favorável e, portanto, busca encontrar. Essas imagens são, em seguida, projetadas para fora, examinadas, consideradas reais e preservadas como pessoais. Dos desejos loucos, surge um mundo louco. Do julgamento, surge um mundo condenado. E, de pensamentos de perdão, surge um mundo pacífico, misericordioso para com o Filho de Deus, para lhe oferecer um lar benigno no qual ele possa descansar por um momento antes de seguir adiante, para ajudar seus irmãos a andarem para frente com ele e encontrarem o caminho para o Céu e para Deus.

2. Pai Nosso, Tuas ideias refletem a verdade, e as minhas, separadas das Tuas, apenas inventam sonhos. Deixa-me ver apenas aquilo que reflete Tuas ideias, pois as Tuas, e só as Tuas, estabelecem a verdade.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 325

A ideia que vamos praticar novamente hoje traz consigo a revelação do modo de que nos valemos [a maior parte do tempo induzidos pelas crenças do falso eu] para "aparentemente" criar este mundo. Ou será que algum de nós acredita que tudo aquilo que vê existe na forma que se apresenta a ele e é real daquela forma para todos os que povoam seu mundo? 

Será que já não nos passou pela cabeça em algum momento a dúvida, uma pequena intuição do fato de que o que vemos pode não ser exatamente como vemos? A descoberta de que outros veem de modo diferente do nosso não é suficiente para pôr em dúvida a pretensa certeza de que aquilo que vemos  pode ser da forma que vemos? E saber que cada um vê um mundo diferente não é prova suficiente de que o que vemos é só uma das miríades de formas da ilusão? Pode ser real alguma coisa que milhões, bilhões, veem de modo diferente?

Como já disse antes, tudo o que aparentemente existe em nosso mundo, antes de existir, foi uma ideia. Daí ser possível acreditarmos na veracidade da ideia que o Curso apresenta para as nossas práticas:

Todas as coisas que penso ver refletem ideias.

Não lhes parece claro isso? Lembram-se da ideia que praticamos com a lição de número sete: Eu só vejo o passado? Lá já éramos orientados a perguntar a nós mesmos a respeito de nossa experiência com uma xícara. O que sabemos a respeito da xícara a não ser aquilo que aprendemos a respeito dela no passado. O que é uma xícara, senão uma ideia de um recipiente para se tomar chá, café, ou outro líquido qualquer, materializada? Será que a vemos verdadeiramente? 

Como se dá este processo e como ele pode facilitar que nos aproximemos da salvação? Vejamos o que a lição diz:

Este é o princípio fundamental da salvação: o que vejo reflete um processo em minha mente, que começa com minha ideia do que quero. A partir disso, a mente constrói uma imagem da coisa que deseja, julga favorável e, portanto, busca encontrar. Essas imagens são, em seguida, projetadas para fora, examinadas, consideradas reais e preservadas como pessoais. Dos desejos loucos, surge um mundo louco. Do julgamento, surge um mundo condenado. E, de pensamentos de perdão, surge um mundo pacífico, misericordioso para com o Filho de Deus, para lhe oferecer um lar benigno no qual ele possa descansar por um momento antes de seguir adiante, para ajudar seus irmãos a andarem para frente com ele e encontrarem o caminho para o Céu e para Deus.

Ora, não há como não pensar no que a ideia nos sugere para as práticas. ... Dos desejos loucos, surge um mundo louco. Do julgamento, surge um mundo condenado. Basta, pois, que tomemos nossa decisão de escolher o Céu para que o Céu se apresente a nossa experiência. Mesmo neste mundo.

Para tanto, é necessário abrir mão de todas as crenças. É preciso que estejamos dispostos a reformular todos os conceitos que temos, de nós mesmos, dos outros, da vida e do significado deste mundo. Ou como o Curso diz:

Aprender este curso exige disposição para questionar todos os valores que manténs. Um só mantido oculto ou indefinido pode comprometer teu aprendizado. Nenhuma crença é neutra. Cada uma delas tem o poder de ditar cada decisão que tomas. Pois uma decisão é uma conclusão baseada em tudo o que acreditas.

Mas teremos - algum de nós terá - disposição para questionar todos os valores? O tempo todo. Para tanto, é preciso que, nalgum momento, tomemos a decisão de viver apenas o presente. O agora. Pois, também como o ensina o Curso, não há nenhum outro tempo. É preciso também que tomemos a decisão pelo Céu, pelo amor, pela alegria e pela paz, que são a Vontade de Deus para todos e cada um de nós.

Quando estivermos dispostos a abandonar tudo aquilo que o mundo nos oferece, abrindo mão de nossas ideias e crenças, construídas a partir de uma lógica que considera verdadeiro e certo apenas aquilo que vemos do modo que vemos, é que vamos ser capazes de deixar de lado quaisquer certezas, para buscar a sintonia com os Pensamentos de Deus, que é o que somos na verdade, n'Ele e com Ele. 

Aí vamos ser capazes também de abandonar nossa identificação com um corpo para experimentar viver a liberdade, a paz e a alegria que só o perdão ao mundo, e a nós mesmos, pode oferecer. E vamos poder dizer como a lição nos orienta: 

Pai Nosso, Tuas ideias refletem a verdade, e as minhas, separadas das Tuas, apenas inventam sonhos. Deixa-me ver apenas aquilo que reflete Tuas ideias, pois as Tuas, e só as Tuas, estabelecem a verdade. 

Às práticas?


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Quem quer - e acha que pode - conduzir é só o ego


11. O que é a criação?

1. A criação é a soma de todos os Pensamentos de Deus, em número infinito e sem qualquer limite. Só o amor cria, e só como ele mesmo. Nunca houve um tempo em que aquilo que ele criou não existia. Tampouco haverá um em que qualquer coisa que ele criou venha a sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para todo o sempre exatamente como eram e tal qual são, imutáveis ao longo do tempo e depois que o tempo acabar.

2. Os Pensamentos de Deus recebem todo o poder que seu próprio Criador tem. Pois Ele quer acrescentar ao amor por sua extensão. Deste modo, Seu Filho compartilha da criação e, por isso, tem de compartilhar do poder de criar. Aquilo que Deus quer que seja Um para sempre ainda será Um quando o tempo acabar; e não mudará ao longo do curso do tempo, permanecendo como era antes que a ideia de tempo começasse.

3. A criação é o contrário de todas as ilusões, pois criação é verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Vontade d'Ele é completa em todos os aspectos, tornando cada parte continente do todo. A inviolabilidade de sua unicidade fica garantida para sempre; preservada eternamente dentro de Sua Vontade santa, além de toda possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha em sua inocência.

4. Nós somos a criação; nós, os Filhos de Deus. Parecemos estar separados e não-cientes de nossa unidade com Ele. Mas, por trás de todas as nossas dúvidas, além de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o amor permanece com todos os seus Pensamentos, porque é deles a certeza do amor. A memória de Deus está em nossas mentes, que conhecem sua unicidade e sua unidade com seu Criador. Permite que nossa função seja apenas deixar que esta memória volte, apenas para permitir que a Vontade de Deus seja feita sobre a terra, apenas para sermos devolvidos à sanidade e para sermos apenas como Deus nos criou.

5. Nosso pai nos chama. Ouvimos Sua Voz e perdoamos a criação em Nome de Seu Criador, a Própria Santidade, Santidade Da Qual Sua Própria criação compartilha; Santidade Que ainda é uma parte de nós.


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LIÇÃO 324

Eu apenas sigo, pois não quero conduzir.

1. Pai, Tu és Aquele Que me deu o plano para minha salvação. Tu estabeleceste o caminho que devo seguir, o papel que devo assumir e todos os passos do caminho designado para mim. Eu não posso me perder. Só posso escolher me desviar por algum tempo e depois voltar. Tua Voz amorosa sempre vai me chamar de volta e guiar meus passos corretamente. Todos os meus meus irmãos podem seguir pelo caminho que lhes indico. No entanto, eu apenas sigo no caminho que leva a Ti, conforme Tu me orientas e queres que eu siga.

2. Sigamos, pois, Aquele Que conhece o caminho. Não precisamos hesitar porque não podemos nos perder de Sua Mão amorosa exceto por um instante. Caminhamos juntos porque O seguimos. E é Ele que torna certo o final e garante um volta segura para casa.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 324

A ideia que vamos praticar hoje visa a nos mostrar a verdade daquilo que diz o texto a certa altura: "tu não precisas fazer nada". Ou, aproveitando o mesmo mote, podemos nos valer daquele título de um dos livros de Anna Sharp, uma das pessoas que trouxe o Curso para este país, que é: A Vida Tende a Dar Certo Nós é que Atrapalhamos

Se, de fato, nos ativermos a estas duas ideias acima, quer dizer, a de que não precisamos fazer nada e a de que a vida tende a dar certo desde que não atrapalhemos, veremos que tudo o que é preciso é apenas seguir, como orienta a ideia das práticas de hoje:

Eu apenas sigo, pois não quero conduzir.

Quem, de fato, quer conduzir, e busca sempre se manter no controle é o ego, o falso eu, que não tem nada a ver com o que, na verdade, somos. Aí, a partir da orientação dele, em lugar de seguir e deixar que as coisas fluam e que a vida dê certo do jeito que tem de dar, nós atrapalhamos. E atrapalhamos todas as vezes que damos ouvidos e crédito ao que nos aconselha o falso eu - a imagem que construímos de nós mesmos, a que o Curso denomina ego. Pois, na verdade, "ainda somos como Deus nos criou". 

E para agirmos como o Filho de Deus é preciso que aceitemos o plano de salvação d'Ele. Isto é, como nos pede que façamos a lição:

Pai, Tu és Aquele Que me deu o plano para minha salvação. Tu estabeleceste o caminho que devo seguir, o papel que devo assumir e todos os passos do caminho designado para mim. Eu não posso me perder. Só posso escolher me desviar por algum tempo e depois voltar. Tua Voz amorosa sempre vai me chamar de volta e guiar meus passos corretamente. Todos os meus meus irmãos podem seguir pelo caminho que lhes indico. No entanto, eu apenas sigo no caminho que leva a Ti, conforme Tu me orientas e queres que eu siga.

Conforme eu já disse tantas outras vezes, de acordo com Joel Goldsmith, cujo ensinamento penso estar em sintonia com o que o Curso quer que aprendamos, o milagre é este: Nossa união consciente com Deus - uma unidade que não pode ser desfeita, não importa o que pensemos, digamos, façamos ou acreditemos - torna tudo, absolutamente tudo aquilo de que precisamos, disponível, mesmo neste mundo, no momento em que sentimos a necessidade de algo, seja o que for. E nada, nem ninguém, pode afastar isso de nós, de modo algum - nada, absolutamente nada, nem ninguém.

Sabendo disso, quem acha que é preciso conduzir? Quem está disposto a se arriscar a viver a ilusão da separação de Deus apenas para ter, na aparência, o controle sobre sua vida? Ou sobre a vida de outros? Só o ego, que não quer abrir mão do controle, que tem dificuldade para seguir e que acha que é capaz de conduzir não só a sua vida, mas que também, muitas vezes, se acha no direito de dizer, por acreditar, equivocadamente, que sabe, o que é melhor até mesmo para os outros com quem convive. 

É por isso que precisamos praticar como nos diz a lição:

Sigamos, pois, Aquele Que conhece o caminho. Não precisamos hesitar porque não podemos nos perder de Sua Mão amorosa exceto por um instante. Caminhamos juntos porque O seguimos. E é Ele que torna certo o final e garante um volta segura para casa.

Às práticas?


domingo, 19 de novembro de 2017

O que o julgamento faz que nos tira a alegria, a paz?


11. O que é a criação?

1. A criação é a soma de todos os Pensamentos de Deus, em número infinito e sem qualquer limite. Só o amor cria, e só como ele mesmo. Nunca houve um tempo em que aquilo que ele criou não existia. Tampouco haverá um em que qualquer coisa que ele criou venha a sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para todo o sempre exatamente como eram e tal qual são, imutáveis ao longo do tempo e depois que o tempo acabar.

2. Os Pensamentos de Deus recebem todo o poder que seu próprio Criador tem. Pois Ele quer acrescentar ao amor por sua extensão. Deste modo, Seu Filho compartilha da criação e, por isso, tem de compartilhar do poder de criar. Aquilo que Deus quer que seja Um para sempre ainda será Um quando o tempo acabar; e não mudará ao longo do curso do tempo, permanecendo como era antes que a ideia de tempo começasse.

3. A criação é o contrário de todas as ilusões, pois criação é verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Vontade d'Ele é completa em todos os aspectos, tornando cada parte continente do todo. A inviolabilidade de sua unicidade fica garantida para sempre; preservada eternamente dentro de Sua Vontade santa, além de toda possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha em sua inocência.

4. Nós somos a criação; nós, os Filhos de Deus. Parecemos estar separados e não-cientes de nossa unidade com Ele. Mas, por trás de todas as nossas dúvidas, além de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o amor permanece com todos os seus Pensamentos, porque é deles a certeza do amor. A memória de Deus está em nossas mentes, que conhecem sua unicidade e sua unidade com seu Criador. Permite que nossa função seja apenas deixar que esta memória volte, apenas para permitir que a Vontade de Deus seja feita sobre a terra, apenas para sermos devolvidos à sanidade e para sermos apenas como Deus nos criou.

5. Nosso pai nos chama. Ouvimos Sua Voz e perdoamos a criação em Nome de Seu Criador, a Própria Santidade, Santidade Da Qual Sua Própria criação compartilha; Santidade Que ainda é uma parte de nós.


*

LIÇÃO 323

Faço o "sacrifício" do medo com alegria.

1. Eis aqui o único "sacrifício" que Tu pedes a Teu Filho amado: pedes que ele desista de todo o sofrimento, de toda a sensação de perda e de tristeza, de toda ansiedade e dúvida e permita livremente que Teu Amor venha a se derramar em sua consciência, curando-o da dor e lhe dando Tua Própria alegria eterna. É este o "sacrifício" que Tu me pedes e ele é um que faço com prazer; o único "custo" do restabelecimento de Tua memória em mim, para a salvação do mundo.

2. E, quando pagamos a dívida que temos para com a verdade - uma dívida que é apenas o abandono dos auto-enganos e das imagens que adorávamos falsamente -, a verdade volta para nós na integridade e na alegria. Não somos mais enganados. O amor volta então a nossa consciência. E ficamos em paz mais uma vez, pois o medo se foi e só o amor permanece.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 323

Comecemos, pois, mais uma vez, a explorar a ideia para as práticas de hoje, voltando em parte aos comentários anteriores a esta mesma lição, em que eu dizia que ela nos coloca em contato com uma verdade inegável: a de que todos nós abriríamos mão do medo, de qualquer medo, de todo o medo, com alegria.

Como eu disse, então, não há ninguém que, de modo consciente goste ou queira viver com medo, sentir medo do que quer que seja. Ou estou enganado? Será, então, um "sacrifício" abrir mão da crença na separação, que nos põe o fardo da culpa e nos abre ao julgamento, de nós mesmos, e de tudo e de todos? Será um sacrifício abrir mão da onipotência que o falso eu quer atribuir a si mesmo para usurpar o lugar do divino em nós?

E a lição diz a respeito:

Eis aqui o único "sacrifício" que Tu pedes a Teu Filho amado: ... que ele desista de todo o sofrimento, de toda a sensação de perda e de tristeza, de toda ansiedade e dúvida e permita livremente que Teu Amor venha a se derramar em sua consciência, curando-o da dor e lhe dando Tua Própria alegria eterna. É este o "sacrifício" que Tu me pedes e ele é um que faço com prazer; o único "custo" do restabelecimento de Tua memória em mim, para a salvação do mundo.

Vejamos se há um modo de descobrir o que é o julgamento e o que ele faz para nos afastar da alegria, para nos tirar a paz e nos deixar com medo e fazer com que nos sintamos culpados quase que o tempo todo. Pelo que fizemos, pelo que não fizemos. Pelo que deixamos de fazer. E até pelo que pensamos em fazer. De acordo com Sara Paddison, no livro O Poder Oculto do Coração:

"O modo como você vê a vida - pessoas, lugares e situação - é da maior importância. Existe uma linha muito tênue entre avaliar uma coisa e julgá-la. As avaliações, quando feitas sem o coração, transformam-se com facilidade em julgamentos. Julgar a si mesmo e aos outros constitui um hábito absolutamente mecânico, uma frequência em geral aceita pela nossa sociedade que gera uma quantidade extraordinária de stress [culpa e medo]."

Diz ela ainda que:

"Os julgamentos costumam ser sutis, formados com base em velhas mágoas, pressões, stress, pressa e comparações entre você mesmo e os outros. As comparações enganam. (...) Os julgamentos nos impedem de estabelecer uma ligação com a essência de outra pessoa [e, por conseguinte, com nossa própria essência], além de promoverem desequilíbrio e desarmonia no nosso sistema."

Tudo isso, é claro, nos afasta da verdade de nós mesmos e nos afasta dos outros todos, que também são o que somos na unidade, impedindo-nos de perceber o auto-engano em que estamos vivendo. Tudo o que temos de fazer, então, é levar nossos julgamentos, culpas e medos à verdade, para voltarmos ao contato com aquilo que somos verdadeiramente.

Pois, como diz a lição:

... quando pagamos a dívida que temos para com a verdade - uma dívida que é apenas o abandono dos auto-enganos e das imagens que adorávamos falsamente -, a verdade volta para nós na integridade e na alegria. Não somos mais enganados. O amor volta então a nossa consciência. E ficamos em paz mais uma vez, pois o medo se foi e só o amor permanece.

Para isso praticamos. 

Às práticas?


sábado, 18 de novembro de 2017

A percepção dos sentidos nunca apreende a realidade


11. O que é a criação?

1. A criação é a soma de todos os Pensamentos de Deus, em número infinito e sem qualquer limite. Só o amor cria, e só como ele mesmo. Nunca houve um tempo em que aquilo que ele criou não existia. Tampouco haverá um em que qualquer coisa que ele criou venha a sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para todo o sempre exatamente como eram e tal qual são, imutáveis ao longo do tempo e depois que o tempo acabar.

2. Os Pensamentos de Deus recebem todo o poder que seu próprio Criador tem. Pois Ele quer acrescentar ao amor por sua extensão. Deste modo, Seu Filho compartilha da criação e, por isso, tem de compartilhar do poder de criar. Aquilo que Deus quer que seja Um para sempre ainda será Um quando o tempo acabar; e não mudará ao longo do curso do tempo, permanecendo como era antes que a ideia de tempo começasse.

3. A criação é o contrário de todas as ilusões, pois criação é verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Vontade d'Ele é completa em todos os aspectos, tornando cada parte continente do todo. A inviolabilidade de sua unicidade fica garantida para sempre; preservada eternamente dentro de Sua Vontade santa, além de toda possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha em sua inocência.

4. Nós somos a criação; nós, os Filhos de Deus. Parecemos estar separados e não-cientes de nossa unidade com Ele. Mas, por trás de todas as nossas dúvidas, além de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o amor permanece com todos os seus Pensamentos, porque é deles a certeza do amor. A memória de Deus está em nossas mentes, que conhecem sua unicidade e sua unidade com seu Criador. Permite que nossa função seja apenas deixar que esta memória volte, apenas para permitir que a Vontade de Deus seja feita sobre a terra, apenas para sermos devolvidos à sanidade e para sermos apenas como Deus nos criou.

5. Nosso pai nos chama. Ouvimos Sua Voz e perdoamos a criação em Nome de Seu Criador, a Própria Santidade, Santidade Da Qual Sua Própria criação compartilha; Santidade Que ainda é uma parte de nós.

*

LIÇÃO 322

Só posso desistir do que nunca foi real.

1. Eu sacrifico ilusões, nada mais. E, quando as ilusões se vão, encontro as dádivas que elas tentavam esconder esperando por mim em acolhida luminosa e prontas para dar as mensagens milenares de Deus para mim. A lembrança de Deus habita em cada dádiva que recebo d'Ele. E cada sonho serve apenas para esconder o Ser que é o único Filho de Deus, à semelhança d'Ele, o Santo Que ainda habita n'Ele para sempre do mesmo modo que Ele ainda habita em mim.

2. Pai, todo sacrifício continua a ser eternamente inconcebível para Ti. E, por isso,  eu não posso sacrificar nada a não ser em sonhos. Do modo que Tu me criaste, não posso desistir de nada do que Tu me deste. Aquilo que Tu não deste não é real. Que perda posso prever exceto a perda do medo e a volta do amor a minha mente?


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 322

Repetindo mais uma vez o comentário já feito a esta lição em anos anteriores, com uma ou outra pequena mudança aqui e ali: 

Em algum ponto do texto do Curso, como já lhes disse algumas vezes antes, encontramos a informação de que não vamos encontrar nem a paz, nem a alegria, nem a felicidade a que aspiramos - e que também é a Vontade de Deus para cada um de nós -, enquanto não nos rendermos à orientação do divino, do espírito, no interior. Por isso, sempre que em nossa caminhada pelo mundo abandonamos qualquer coisa, uma atividade, uma pessoa, uma propriedade, um lugar, estamos apenas abandonando ilusões.

Ou, como diz a lição de hoje:

Eu sacrifico ilusões, nada mais.

E o que acontece a partir do momento em que abandonamos as ilusões?

... quando as ilusões se vão, encontro as dádivas que elas tentavam esconder esperando por mim em acolhida luminosa e prontas para dar as mensagens milenares de Deus para mim.

É disto que trata a ideia para as práticas de hoje: da verdade a respeito deste mundo. E daquilo que fazemos no mundo, que é apenas uma ilusão. Tanto é assim que podemos observar facilmente que o mundo é diferente para cada um de nós, como eu disse ontem. Ou não é assim que o veem? Acreditam que há algo de verdadeiro no mundo?

Voltemos nossa atenção mais uma vez para o que nos diz outra parte do texto à qual já me referi várias vezes.

Qualquer coisa neste mundo que acredites ser boa e de valor, e pela qual vale a pena lutar, pode te ferir, e o fará. Não porque tenha o poder de ferir, mas apenas porque tu negaste que ela é apenas uma ilusão e a tornaste real. E ela é real para ti. Deixou de ser nada. E a partir da realidade percebida para ela entram todas as ilusões doentias do mundo. Toda a crença no pecado, no poder do ataque, em dano e ferimento, em sacrifício e morte vem a ti. Pois ninguém pode tornar uma única ilusão real, e mesmo assim escapar das demais. Pois quem pode escolher manter aquelas que prefere e encontrar a segurança que só a verdade pode oferecer? Quem pode crer que as ilusões são todas a mesma e ainda assim afirmar que uma delas é melhor?

Eis aí, pois, o enorme problema que aparentemente temos de enfrentar para "viver" num mundo como este, que nos oferece inúmeras coisas que podem, e querem, a partir da orientação do falso eu nos parecer verdadeiras. É deste modo que o falso eu trabalha para nos convencer de que há algumas coisas a que devemos/podemos, de fato, nos apegar neste mundo, dar-lhes realidade. 

É claro que isso não significa que não devemos estar atentos ao que acontece aparentemente a nossa volta, nem descuidar do amor e da caridade para com tudo e com todos os que se apresentam em nossos caminhos. Afinal eles são nós mesmos vestidos com outras roupas. E tudo o que damos damos a nós mesmos apenas. Há, porém que se fazer a ressalva de que é necessário termos sempre em mente que tudo o que vemos, ouvimos, tocamos, cheiramos e provamos não passa de ilusão da percepção dos sentidos. A realidade está além da percepção. A percepção dos sentidos não consegue apreender a realidade. Nunca. E nada daquilo que seja perceptível dura para sempre.

É, pois, só no entender do ego que há no mundo coisas a que devemos dar valor. No entanto, quando damos ouvidos a ele, tudo o que fazemos é dar realidade à ilusão. Pois, de verdade, só as dádivas que recebemos de Deus é que têm valor, como nos diz a lição.

A lembrança de Deus habita em cada dádiva que recebo d'Ele. E cada sonho serve apenas para esconder o Ser que é o único Filho de Deus, à semelhança d'Ele, o Santo Que ainda habita n'Ele para sempre do mesmo modo que Ele ainda habita em mim.

É por isso que o Curso ensina que a verdade a nosso próprio respeito não pode mudar. Não importa o que façamos na ilusão, continuamos a ser tal como Deus nos criou. Nossa herança é a santidade do Filho de Deus. O poder que temos, e que não tem limites, vem da inocência que Ele nos garante não poder ser maculada em nenhuma instância.

É também por isso que:

... todo sacrifício continua a ser eternamente inconcebível para [Deus]. E, por isso,  eu não posso sacrificar nada a não ser em sonhos. Do modo que Tu me criaste, não posso desistir de nada do que Tu me deste. Aquilo que Tu não deste não é real. Que perda posso prever exceto a perda do medo e a volta do amor a minha mente?

Às práticas?