quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Reconhecermo-nos Filhos de Deus é a humildade real

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passar algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

*

LIÇÃO 239

A glória de meu Pai é minha própria glória.

1. Não deixemos que a verdade acerca de nós mesmo fique escondida hoje por uma humildade falsa. Sejamos gratos, em vez disto, pelas dádivas que nosso Pai nos concedeu. Podemos ver qualquer sinal de pecado ou culpa naqueles com quem Ele compartilha Sua glória? E é possível que não estejamos entre eles, se Ele ama Seu Filho para sempre, e com total fidelidade, sabendo que ele é como Ele o criou?

2. Nós Te agradecemos, Pai, pela luz que brilha em nós para sempre. E nós a exaltamos porque Tu a compartilhas conosco. Somos um só, unidos nesta luz Contigo, em paz com toda a criação e com nós mesmos.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 239

Caras, caros,

Parece-me que vale a pena repetir uma vez mais quase que de forma integral o comentário feito a esta lição em anos anteriores. É claro que há necessidade de algumas poucas e pequenas alterações. Para, quem sabe (?), facilitar um aprofundamento da ideia que vamos praticar novamente hoje. Uma ideia que oferece a cada um e a cada uma de nós oportunidade e ocasião para o reconhecimento de que somos portadores e portadoras da glória e da luz de Deus, nosso Pai/nossa Mãe, conforme já falamos outras vezes antes, se formos capazes de nos aproximar das práticas com a verdadeira humildade, que é consentir, permitir e trazer a presença divina a toda realidade.

Vamos hoje também, tomar a decisão de buscar, em sintonia com a verdadeira humildade, que é reconhecer-nos filhos de Deus, reconhecer também que todas as pessoas que andam pelo mundo conosco são igualmente portadoras desta glória e desta luz, pois sabemos que Deus compartilha tudo de Si com todas, todos, cada uma e cada um de Seus Filhos, na unidade e na totalidade de que somos parte.

Observemos, para tanto, que a "cola" natural a unir os membros de um grupo (seja ele de que natureza for), em meio à diversidade de dons de cada um, ou cada uma, tem de ser "o amor de Cristo e o amor de um pelo outro. Quanto mais profunda for a unidade tanto maior o pluralismo que a comunidade [o grupo] pode absorver. A variedade dos pontos de vista e dos dons é experimentada não como ameaça às práticas e às visões de cada um, mas como enriquecimento", conforme nos ensina Thomas Keating em seu livro Convite ao Amor, que já citei outras vezes em comentários anteriores. 

Isso também lembra, repetindo, o que diz Mia Couto, escritor moçambicano, a respeito de Guimarães Rosa e dos motivos que o levaram [a ele, Mia] a receber uma grande influência do escritor brasileiro. Diz ele, em um de seus livros mais recentes - E se Obama fosse africano? -, que Rosa, como autor, oferece uma alternativa à "hegemonia da lógica racionalista como modo único e exclusivo de nos apropriarmos do real. A realidade é tão múltipla e dinâmica que pede o concurso de inúmeras visões. Em resposta ao to be or not to be [ser ou não ser], de Hamlet, o brasileiro avança outra postura: 'Tudo é e não é'. O que ele sugere é a aceitação da possibilidade de todas as possibilidades: o desabrochar das muitas pétalas, cada uma sendo o todo da flor".

Ora - para se ir na direção de um raciocínio conclusivo parecido ou igual ao oferecido em comentário anterior -, o posicionamento, que tanto Keating quanto Mia Couto nos oferecem, só pode ser alcançado se aceitarmos como verdade a ideia que o Curso traz para as práticas de hoje, reconhecendo ao mesmo tempo, como eu disse acima, que todas as pessoas que vivem no mundo conosco são igualmente portadoras da glória do Pai/Mãe. Isto é, somos todos, todas, cada um e cada uma "uma das muitas pétalas" e todos e todas contemos em nós "o todo da flor".

Às práticas?

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Nossa responsabilidade por tudo que acontece é total

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passar algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

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LIÇÃO 238

A salvação inteira depende de minha decisão.

1. Pai, Tua confiança em mim é tão grande que eu tenho de ser digno dela. Tu me criaste e me conheces como sou. E, mesmo assim, Tu puseste a salvação de Teu Filho em minhas mãos e permitiste que ela dependa de minha decisão. Tenho de ser, de fato, amado por Ti. E tenho também de permanecer imperturbável na santidade para que Tu queiras, na certeza de que ele está seguro, me entregar Teu Filho, Que ainda é parte de Ti e, ao mesmo tempo parte de mim, porque Ele é meu Ser.

2. E, por isto, mais uma vez hoje, paramos para pensar o quanto nosso Pai nos ama. E quão caro Seu Filho, criado por Seu Amor, continua sendo para Aquele Cujo Amor se torna completo nele.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 238

Caras, caros,

Vamos buscar nos lembrar hoje, uma vez mais, juntamente com as práticas da ideia que o Curso nos reserva para este dia, do que falamos também no comentário feito em anos passados para esta lição: a responsabilidade total e completa que temos para com o mundo inteiro e para com tudo o que vemos, construímos e colocamos nele. Se não com tudo de forma absoluta, no mínimo para com tudo aquilo que nos chega à consciência. Já aprendemos que tudo aquilo que vemos no mundo das aparências é apenas aquilo que colocamos nele. Lembram-se do livro Limite Zero, de Joe Vitale, sobre o qual falamos várias vezes, e suas práticas de ho'oponopono?

Pois, como já vimos e falamos, a palavra havaiana "ho'oponopono" tem exatamente, ou quase exatamente, o mesmo significado que a palavra Expiação, conforme a aprendemos no Curso. Isto é, desfazer o erro. E desfazê-lo aonde ele está: na percepção que nos diz que podemos cometer erros e no julgamento que fazemos de nós mesmos, de nós mesmas, quando pensamos ter errado e nos culpamos pelo erro. No julgamento que fazemos de tudo e de todos e todas a partir dos sentidos. E, aqui, podemos aproveitar para lembrar também que a mensagem central do ensinamento do Curso é o perdão. Ainda é possível que nos lembremos também de que uma das acepções de perdoar é (des)culpar: isto é, tirar a culpa, eliminar a culpa, tornar sem culpa.

Conscientes, pois, de que tudo, tudo, tudo, absolutamente tudo, o que vemos no mundo é tão somente fruto de nossos próprios pensamentos, como eu já disse tantas outras vezes, torna-se óbvio o fato de que, se quisermos que qualquer coisa mude nele [no mundo] - seja ela na aparência - isto é, na percepção - a mais insignificante, seja a mais deslumbrante que for -, é preciso, primeiro, que a mudemos em nós mesmos, em nós mesmas, no interior de nós mesmos, no interior de nós mesmas, em nossa forma de pensar a respeito dela e do mundo.

É isto que praticamos, na tentativa de aprender e de integrar a nossa experiência a ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje, atentos para o fato de que ela é a mesma do ho'oponopono, dita de modo diferente, usando outras palavras.

Ou - repetindo uma vez mais a pergunta feita anteriormente -, não lhes parece que dizer que "a salvação inteira depende de minha decisão" é o mesmo que dizer [e assumir conscientemente, ao dizer] que eu tenho total e completa responsabilidade por tudo o que acontece no mundo [pelo menos por tudo aquilo me chega à consciência], inclusive por sua [dele, do mundo] salvação, que está diretamente ligada a minha salvação? Ampliando ainda um pouco a pergunta: como posso querer que o mundo seja salvo, se eu não vejo possibilidade de minha salvação, ou se acredito que há no mundo pessoas que não merecem ser salvas?

Às práticas?

terça-feira, 25 de agosto de 2026

As nossas próprias sensações são tudo o que temos

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passar algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

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LIÇÃO 237

Agora quero ser como Deus me criou.

1. Hoje aceitarei a verdade acerca de mim mesmo. Eu me elevarei em glória e deixarei que a luz em mim brilhe sobre o mundo ao longo de todo o dia. Trago ao mundo as boas novas da salvação que ouço quando Deus, meu Pai, fala comigo. E vejo o mundo que Cristo quer que eu veja, ciente de que põe fim ao sonho amargo de morte, ciente de que ele é o Chamado de meu Pai para mim.

2. Cristo é os meus olhos hoje e Ele é os ouvidos que ouvem a Voz por Deus hoje. Pai, venho a Ti por meio d'Ele, Que é Teu Filho e também meu Ser verdadeiro. Amém.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 237

Caras, caros,

"Agora quero ser com Deus me criou". Podemos querer mais do que isto? Mais do que a ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje? Como eu já disse em anos passados, nós nos esquecemos de que isto é tudo, e esquecemos de que isto é a única coisa que podemos querer de verdade no mais íntimo de nós mesmos, no mais fundo de nós mesmas. 

Dizendo de outra forma, tudo o que precisamos aprender a fazer - e que é o que vai nos colocar em contato com a alegria e com a paz perfeitas e completas, que são a Vontade de Deus para nós - é reconhecer que só existe um poder, e que este único poder é Deus. E que somos um com Ele/Ela, hoje e sempre. E que, exatamente por isso, podemos nos satisfazer, na entrega, com a ideia de que não precisamos fazer nada, como ensina o Curso.

Quando nos decidimos a dar ouvidos ao mundo da ilusão, e às coisas do mundo da ilusão, perdemos - mas só aparentemente -, nossa Identidade verdadeira. Afastamo-nos do Ser. Pensamos, com isto, estar separados e separadas de Deus, da Fonte. Isto não é verdade. É só uma ilusão passageira da qual podemos nos libertar num piscar de olhos. 

Como eu já disse tantas outras vezes e repito agora, basta que tomemos a decisão a que nos convida a ideia que praticamos hoje. A decisão de ser. A decisão de ser [ou de trazer de volta à consciência o fato que só podemos ser] como Deus nos criou. Pois não pode existir outra forma. Não há como ser diferente, a não ser nos delírios do ego, que acredita numa separação que nunca aconteceu.

Voltemos, pois, mais uma vez, nossa atenção à visão de Bernardo Soares, um dos heterônimos, talvez menos conhecido, de Fernando Pessoa, em seu Livro do Desassossego:

"A vida é para nós o que concebemos nela. Para o rústico cujo campo próprio lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe é ainda pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais do que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas veem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida". 

Agora, o melhor de tudo é que, como vimos na lição de ontem, as sensações que temos dependem de nossa mente, que só nós podemos governar, que só nos podemos controlar. Quer dizer, se nossas sensações estão estreitamente ligadas ao que pensamos, e em algum momento elas não são as sensações que queremos, basta mudarmos nosso modo de pensar para que vivamos as sensações que queremos. Não é mesmo?

E voltemos uma vez mais a Ken Wilber, ao texto a que já me referi várias vezes antes. Um texto de que é bom lembrar sempre para trazermos de volta à lembrança, à consciência, aquilo que pode nos auxiliar na caminhada em direção à construção do autoconhecimento, objetivo que nos propõe o Curso, e que não tem um fim, pelo menos não neste mundo ilusório que vivemos, a menos que nos chegue a iluminação.

Diz Ken Wilber a respeito da Mente, ou Deus, ou o nível mais profundo do espectro da consciência, em um capítulo intitulado "Aquilo que é sempre já", em seu livro O Espectro da Consciência:

"Embora por conveniência falemos da Mente como o 'nível mais profundo' do espectro, ela não é, de fato, um nível particular, que dirá 'profundo'. O 'nível' da Mente não está de forma alguma enterrado ou escondido nas profundezas ocultas de nossa psique - ao contrário, o nível da Mente é nosso estado de consciência atual e comum, pois, sendo infinito e todo-abrangente de forma absoluta, ele é compatível com cada nível ou estado de consciência imaginável. Isto é, o 'não-nível' da Mente não pode ser um nível particular separado de outros níveis, pois isso imporia uma limitação espacial à Mente. A Mente é, antes, a realidade todo-abrangente, embora sem dimensão, da qual cada nível representa um desvio ilusório. Por esta razão deve-se enfatizar isto - nosso estado de consciência atual, do dia-a-dia, seja ele qual for, triste, alegre, deprimido, em êxtase, agitado, calmo, preocupado ou com medo - justamente este, tal qual ele é, é o Nível da Mente. Brahman [Deus, O Divino] não é uma experiência particular, um nível de consciência ou estado de alma - em vez disso ele é precisamente qualquer nível de consciência que tenhamos agora, e perceber isto claramente dá-nos um vívido centro de paz, que se sustenta e subsiste ao longo das piores depressões, ansiedades e medos."

Por isso volto a lhes perguntar: aprender isto não será parte de aprender: O que é a salvação?, o tema que orienta as práticas desta segunda série de lições?

Às práticas?

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

A quem acreditas que dás o controle sobre tua vida?

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passarmos algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

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LIÇÃO 236

Eu controlo minha mente, que só eu tenho de controlar.

1. Possuo um reino que tenho de governar. Às vezes não parece absolutamente que sou seu rei. Ele parece triunfar sobre mim e me dizer o que fazer e o que sentir. E, não obstante, ele me foi dado para servir a qualquer propósito que eu perceba nele. Minha mente só pode servir. Hoje, ofereço os préstimos dela para que o Espírito Santo os utilize como achar melhor. Deste modo, controlo minha mente, que só eu tenho de controlar. E, assim, eu a liberto para fazer a Vontade de Deus.

2. Pai, hoje minha mente está aberta para Teus Pensamentos e fechada para qualquer pensamento que não os Teus. Eu controlo minha mente e a ofereço a Ti. Aceita minha dádiva, pois ela é Tua para mim.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 236

Caras, caros,

Peço-lhes, mais uma vez, que me desculpem, e outra vez mais, se vocês já se cansaram de me ouvir falar [escrever] a respeito de uma das primeiras coisas que aprendi em meus contatos iniciais com o Curso. Mas devido à importância do tema, e para que nos apercebamos de forma muito clara, que cabe apenas a nós - a cada um e a cada uma de nós - a escolha do mundo em que queremos viver, vou repetir, com algumas pequenas modificações, o que já disse em anos passados a título de comentário para a lição que vamos praticar hoje. Pensando também, é claro, naquelas pessoas todas que podem estar acessando este espaço pela primeira vez. O título da postagem também sofreu uma pequena mudança.

Quero dizer de novo que uma das primeiras coisas que aprendi com o Curso, se não a primeira, foi a ideia que as práticas de hoje nos orientam a exercitar. A ideia que, em certa medida, talvez seja uma, entre outras, das mais importantes que podemos aprender, pois de seu aprendizado dependem e resultam todos, ou quase todos, os outros aprendizados. Dela depende até mesmo o aprendizado do que é a salvação.

A ideia para as práticas de hoje traz em si o aprendizado de que tudo o que aparentemente existe é fruto de meu pensamento, e me ensina e assegura que meus pensamentos são só meus e que só eu os posso e devo controlar. A lição primeira, de onde extraí este conhecimento, foi, é e continua sendo a mais importante, pois ela revela que todas as transformações por que passa o corpo, que me serve de veículo de comunicação, são resultantes de alterações químicas provocadas na biologia pelas mudanças nas emoções, causadas por meus pensamentos e pelas mudanças em meu estado de consciência.

Hoje, é claro para mim - como deveria ser para todos e todas nós -, que estas alterações nas minhas emoções só podem ser - e, de fato, são - provocadas, desencadeadas, por meus pensamentos. Ou seja, toda a gama de emoções que experimento pode ser modificada, se eu decidir mudar meu modo de pensar, em qualquer momento ou em qualquer situação que se apresente a minha experiência.

Assim, por exemplo, quando sou tomado de uma raiva incontrolável por alguém, por acreditar que este alguém tenha feito alguma coisa que me prejudicou, envergonhou ou humilhou, tudo o que faço na verdade é entregar o controle de minha mente, de meus pensamentos, àquela emoção. Isto é, à raiva e, por consequência, entregar o controle de minha vida, naquele momento, àquela pessoa a quem responsabilizei por minha raiva aparentemente incontrolável, mas, na verdade, controlável, desde que eu o queira.

E isto funciona para tudo, para todas as situações, para todas as emoções e para quaisquer experiências que se apresentem em minha vida. Sou eu quem as cria. Só eu. E se não tenho consciência disto e não aceito a responsabilidade total pelo mundo que vejo e faço, ainda não aprendi, como a lição de hoje ensina, que sou eu quem controla minha mente e que só eu tenho de controlá-la, porque só eu a posso, e devo, controlar. Ninguém mais.

Podemos até aproveitar para rever o que nos diz o jagunço Riobaldo, em Grande Sertão: Veredas, a este respeito, se vocês me permitem relembrar. Diz ele a certa altura em seu aparente diálogo com alguém a quem ele conta a história de sua vida na jagunçagem: 

"Do que de uma feita, por me valer, eu entendi o casco de uma coisa. Que quando eu estava assim, cada de-manhã, com raiva de uma pessoa, bastava eu mudar querendo pensar em outra, para passar a ter raiva dessa outra, também, igualzinho, soflagrante. E todas as pessoas, seguidas, que meu pensamento ia pegando, eu ia sentindo ódio delas, uma por uma, do mesmo jeito, ainda que fossem muito mais minhas amigas e eu em outras horas delas nunca tivesse tido quizília nem queixa. Mas o sarro do pensamento alterava as lembranças, e eu ficava achando que, o que um dia tivessem falado, seria por me ofender, e punha significado de culpa em todas as conversas e ações. O senhor me crê? E foi então que eu acertei com a verdade fiel: que aquela raiva estava em mim, produzida, era minha sem outro dono, como coisa solta e cega. As pessoas não tinham culpa de naquela hora eu estar passeando pensar nelas. (...) Mas, na ocasião, me lembrei dum conselho que Zé Bebelo... um dia tinha me dado. Que era: que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é."

Ás práticas?

domingo, 23 de agosto de 2026

Já é a salvação compreender a misericórdia de Deus

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passar algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

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LIÇÃO 235

Deus, em Sua misericórdia, quer que eu seja salvo.

1. Eu só preciso olhar para todas as coisas que parecem me ferir e assegurar a mim mesmo com perfeita certeza: "Deus quer que eu seja salvo disto", para vê-las desaparecerem simplesmente. Eu só preciso ter em mente que a Vontade de meu Pai para mim é só a felicidade para descobrir que só a felicidade veio a mim. E eu só preciso lembrar que o Amor de Deus envolve Seu Filho e conserva sua inocência perfeita para sempre, para ter certeza de que estou salvo e seguro para sempre nos Braços d'Ele. Eu sou o Filho que Ele ama. E estou salvo porque Deus, em Sua misericórdia, quer assim.

2. Pai, Tua Santidade é minha. Teu Amor me criou e tornou minha inocência parte de Ti para sempre. Não tenho nenhuma culpa nem pecado em mim, porque não há nenhum em Ti.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 235

Caras, caros,

Hoje vamos praticar uma vez mais uma ideia que pode nos libertar de uma vez por todas de quaisquer problemas e dificuldades que estejamos encontrando, já no momento mesmo em que o problema, ou a dificuldade, se apresenta. A ideia que praticamos hoje, se transformada em crença, vai resolver o único problema que precisamos seja resolvido: vai substituir a crença na separação que, conforme o Curso ensina, é a única questão que nos faz ver todos os conflitos que aparentemente percebemos a partir dos sentidos, pela certeza de que ainda somos como Deus nos criou. E, por isso, já estamos salvos e salvas. 

Ora, se acreditarmos de fato que Deus quer que sejamos salvos, ou salvas, vamos entender que já estamos salvos e salvas, pois a Vontade de Deus e a nossa são a mesma e única vontade que existe para cada um e cada uma de nós. E, claro, para todos e todas nós também. Uma vez que encontrar Deus significa encontrar a paz que dura para sempre, vou me valer novamente de parte de um texto de Wayne Dyer, de um livro que li há já algum tempo, para nos ajudar a refletir acerca das formas pelas quais podemos transformar o mundo que vivemos em um lugar pacífico. Isto é, um mundo em que já estamos todos e todas salvos/as, pela misericórdia de Deus. 

Dyer, em seu livro, valendo-se da Oração de São Francisco para nos ensinar a sermos pessoas pacíficas, diz o seguinte:

Exercita o hábito de ter pensamentos de paz. Lembra-te de que tu te tornas aquilo em que pensas o dia inteiro. Com que frequência entopes tua mente com pensamentos que não são de paz? Quantas vezes por dia declaras em voz alta que o mundo é um lugar terrível? Que nós nos tornamos seres extremamente violentos? Que não nos importamos uns com os outros, nem umas com as outras? Que somos extremamente racistas? Que o governo não dá a mínima para nós?

Todos esses pensamentos, bem como a expressão deles, indicam que estás preso, ou presa, em uma mente da qual a paz está ausente e, portanto, que estás em um mundo não-pacífico. Todas as vezes que deploras os horrores do mundo, assistes às reportagens da mídia a respeito de tudo o que é nocivo, ou lês os jornais e revistas que exploram os fatos desagradáveis da vida das outras pessoas, estás dando seguimento ao condicionamento que te impede de te tornares um instrumento da paz de Deus.

Lembra-te, de que não podes dar o que não tens e de que, se não estás em paz contigo mesmo, ou contigo mesma, não podes oferecer a paz. E, se não outorgares a paz, nunca te tornarás um instrumento de paz. Decide-te a perdoar a ti mesmo, ou a ti mesma, por todos teus fracassos e fraquezas e a abandonar tua culpa autodestrutiva por erros que pensas ter cometido no passado. Conscientiza-te de que houve valor em tua jornada pela noite escura da alma. Faze as pazes contigo mesmo, contigo mesma.

Com isso vais compreender a misericórdia de Deus e, com certeza, te sentirás salvo, salva. E lembra-te de que compreender sempre significa aceitar, porque tudo aquilo que não aceitamos torna-se incompreensível para nós. A incompreensão - pode-se dizer a não aceitação de que todas as coisas são o que são, todas as pessoas são o que são, independentemente do que possamos pensar que elas sejam em nosso julgamento - é a fonte de todos os conflitos do mundo. E de nossos próprios conflitos.

Às práticas?

sábado, 22 de agosto de 2026

O sentido para tudo está na sintonia com o espírito

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passar algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

*

LIÇÃO 234

Pai, hoje sou de novo o Teu Filho.

1. Hoje experimentaremos de antemão o momento em que os sonhos de pecado e de culpa desaparecem e no qual alcançamos a santa paz que nunca deixamos. Passou-se apenas um instante muito pequeno entre a eternidade e a intemporalidade. O intervalo foi tão breve que não houve lapso na continuidade nem interrupção nos pensamentos que estão unificados como um só para sempre. Nada jamais acontece para perturbar a paz de Deus Pai e Filho. Hoje aceitamos isto como inteiramente verdadeiro.

2. Pai, nós Te agradecemos porque não podemos perder a lembrança de Ti e do Teu Amor. Reconhecemos nossa segurança e damos graças por todas as dádivas que Tu nos dás, por toda a ajuda amorosa que recebemos, por Tua paciência e pela Palavra que Tu nos dás, que garante que estamos salvos.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 234

Caras, caros,

Repetindo, creio que pela enésima vez: gosto muito, mas muito mesmo, de uma parte do capítulo 17 do texto. Há nele, um subtítulo, em particular - o sexto -, sob o nome de Estabelecer a meta, onde lemos que tudo o que precisamos fazer é tomar uma decisão inequívoca de alinhar nossos objetivos aos do Espírito Santo. Isto é, aos objetivos do divino em nós mesmos e em nós mesmas. Algo a que para o Curso é o que ele chama de entrega, como vimos ontem, abrir mão de qualquer tipo de controle.

É interessante notar, como o texto diz, que a meta do Espírito Santo é a verdade, e que tomar a decisão pela verdade, em sintonia com o divino em nós, é o que pode dar - e dá - sentido a tudo o que fazemos, a tudo o que fizemos e a tudo o que viremos a fazer a partir da tomada de decisão. Tudo e todas as coisas, pessoas e situações, por mais estranho que possa parecer, vão se colocar de forma natural a serviço da meta que estabelecemos, quer conscientes disso, quer não. 

Quando nos pomos em sintonia com o espírito de luz em nós, o Curso ensina, todas as coisas passam a servir para nos levar na direção da meta da verdade. Uma frase, um som, uma música, um livro, uma fala de alguém, um encontro aparentemente ao acaso, uma pessoa que nos é apresentada, tudo serve para nos levar de volta a nós mesmos e a nós mesmas, ao que somos na unidade com o divino.

Vejam mais uma vez, por exemplo, a música de Jason Mraz no link do vídeo abaixo, que recebi da Nina [obrigado de novo!]. Prestem atenção à letra, por favor:

http://youtu.be/MZJN4e0nzls

Às práticas?

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Abrir mão do controle: eis aí a decisão para se tomar

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passar algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

*

LIÇÃO 233

Dou minha vida a Deus para que Ele a guie hoje.

1. Pai, hoje Te dou todos os meus pensamentos. Não quero ter nenhum. Dá-me Teus Próprios Pensamentos em lugar deles. Também Te dou todas as minhas ações para eu poder fazer Tua Vontade em vez de buscar objetivos que não podem ser alcançados e perder tempo com fantasias inúteis. Venho a Ti hoje. Recuarei e simplesmente Te seguirei. Sê, Tu, o Guia e eu o seguidor que não questiona a sabedoria infinita, nem o Amor cuja ternura não posso compreender, mas que é, não obstante, Tua dádiva perfeita para mim.

2. Hoje temos um único Guia para nos conduzir adiante. E, enquanto caminhamos juntos, daremos este dia a Ele sem nenhuma reserva sequer. Este é o dia d'Ele. E, por esta razão, é um dia de inúmeras dádivas e graças para nós.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 233

Caras, caros,

Este comentário repete de forma praticamente literal o comentário para esta lição postado nos últimos anos, a não ser por pequenos ajustes e correções. 

Uma das maiores dificuldades - e eu já disse isto antes - que enfrentamos ao nos aproximarmos do ensinamento do Curso diz respeito àquilo a que chamamos, ou que o ensinamento chama, de entrega. Isto é, à necessidade de aprendermos a abandonar qualquer tentativa de controle em favor do espírito em nós. Ou ainda, melhor dizendo talvez, à decisão que precisamos tomar de abrir mão, de abandonar o controle, qualquer tipo de controle, que de forma equivocada pensamos poder ter sobre qualquer coisa na vida. Porque é uma enorme ilusão pensar que podemos, de fato, exercer qualquer controle sobre qualquer manifestação de vida no mundo, ou sobre qualquer coisa que exista. 

Nossa dificuldade em tomar esta decisão - a de abandonar de vez qualquer tipo de tentativa de exercer o controle sobre alguma coisa se deve a um equívoco, a algo que pensamos existir, mas que, na verdade, não existe. E qual é este equívoco? A falsa imagem de nós mesmos e de nós mesmas. Aquela imagem que construímos ao longo de nossa experiência no mundo: o falso eu, a quem o Curso chama de ego. O ego - que não existe -  é absolutamente resistente à ideia de abrir mão do controle, e quer nos convencer de que tem, de fato, algum controle sobre alguma coisa neste mundo de ilusão. 

Ora, ninguém, de verdade, tem nenhum controle sobre a ilusão, que se multiplica em miríades de formas sem que aparentemente possamos fazer nada para contê-la. Daí o insucesso se repetir ad infinitum para todos aqueles e todas aquelas que tentam, de um modo ou de outro, controlar suas vidas e circunstâncias, e, muitas vezes, a vida das pessoas outras que lhe são próximas. 

O próprio Curso, em texto sob o título de A atração do amor pelo amor, no décimo-segundo capítulo, fala disso da seguinte forma: 

Tu, que não podes nem ao menos controlar a ti mesmo, dificilmente deverias aspirar a controlar o universo. Mas olha para o que fazes dele e alegra-te por ele não ser verdadeiro.

Tudo o que o Curso nos ensina e pede é que nos deixemos guiar pelo divino em nós mesmos e em nós mesmas, pelo Espírito Santo, que é aquela parte de nós que está em contato permanente com Deus, e que sabe quem ou o que de fato somos. Isto é, Aquele que conhece nossa Identidade verdadeira, que não tem absolutamente nada a ver com aquilo que o falso eu nos diz.

E é apenas isto que vamos exercitar com a ideia para as práticas de hoje, porque, na verdade, conforme o Curso ensina, não precisamos fazer nada, desde que saibamos, e queiramos de fato, deixar a cargo de Deus - do divino em nós mesmos e em nós mesmas, que é nossa Identidade verdadeira -, tudo o que vamos viver a cada dia, a cada instante.

Às práticas?