quarta-feira, 25 de março de 2026

Apenas reagimos a maior parte do tempo, não agimos

 

LIÇÃO 84

Estas são as ideias para a revisão de hoje:

1. (67) O amor me criou igual a si mesmo.

Eu existo na semelhança de meu Criador. Não posso sofrer, não posso experimentar perda e não posso morrer. Eu não sou um corpo. Quero reconhecer minha realidade hoje. Não vou adorar nenhum ídolo nem fortalecerei meu próprio autoconceito para substituir meu Ser. Eu existo na semelhança de meu Criador. O amor me criou igual a si mesmo.

2. Talvez aches estas formas específicas úteis para a aplicação da ideia:

Que eu não veja uma ilusão de mim mesmo nisto.
Ao olhar para isto, que eu me lembre de meu Criador.
Meu Criador não criou isto da forma como o vejo.

3. (68) O amor não guarda mágoas.

Mágoas são completamente estranhas ao amor. Mágoas atacam o amor e mantêm sua luz escondida. Se eu guardo mágoas, estou atacando o amor e, por isto, atacando meu Ser. Meu Ser, deste modo, se torna estranho para mim. Estou decidido a não atacar meu Ser hoje, para poder me lembrar de Quem sou.

4. Estas formas específicas para a aplicação desta ideia seriam úteis:

Isto não é razão para negar meu Ser.
Eu não usarei isto para atacar o amor.
Que isto não me tente a atacar a mim mesmo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 84

Caras, caros,

Hoje revisamos mais duas ideias de nossas práticas recentes, conforme proposto pela Curso nesta segunda revisão. Eis, aqui, pois, uma nova oportunidade para aceitarmos o desafio que a lição propõe e para desfrutarmos do milagre que ela oferece.

As ideias são as seguintes:
 
"O amor me criou igual a si mesmo."

E:

"O amor não guarda mágoas."

Eis aí o que significa viver a partir da crença de que somos filhos de Deus e de que ainda somos tal qual Ele nos criou.
 
O amor me criou igual a si mesmo.

Tudo o que Deus é é também o que somos. Como poderia ser diferente, se fomos criadas e criados a Sua imagem e semelhança? É isso que a lição quer que saibamos, quer que nos lembremos quando nos pede para praticar a partir disso:

Eu existo na semelhança de meu Criador. Não posso sofrer, não posso experimentar perda e não posso morrer. Eu não sou um corpo. Quero reconhecer minha realidade hoje. Não vou adorar nenhum ídolo nem fortalecerei meu próprio autoconceito para substituir meu Ser. Eu existo na semelhança de meu Criador. O amor me criou igual a si mesmo.

Só quando não acreditamos nisso é que podermos reforçar a crença na separação e pensar que há qualquer coisa de verdadeira no mundo ilusório criado pela a imagem que fizemos de nós mesmos/as, ao nos julgamos separados ou separadas de Deus.

Nada do que o mundo nos diga pode ser verdadeiro. O ego só pode sobreviver e tentar perpetuar sua pretensa existência buscando nos convencer de que os conflitos que vemos no mundo são reais. 

Ele tenta nos fazer crer que as outras pessoas têm uma existência diferente da nossa e quer nos atacar para manter sua posição de poder no mundo, seja ela qual for. É por isso que a estratégia do ego se baseia em guardar mágoas. As mágoas dão realidade ao ataque que pensamos que a outra pessoa fez. E nos fazem acreditar que ela, de fato, está separada de nós.

No entanto:

O amor não guarda mágoas.

É isso que a lição de hoje nos diz. É disso que precisamos nos convencer, ou estaremos negando nossa semelhança ao Criador.

É por isso que precisamos ouvir o que a lição nos diz. Pois quando pensamos estar atacando alguém fora de nós, na verdade, apenas negamos nosso Ser, conforme a lição ensina:

Mágoas são completamente estranhas ao amor. Mágoas atacam o amor e mantêm sua luz escondida. Se eu guardo mágoas, estou atacando o amor e, por isto, atacando meu Ser. Meu Ser, deste modo, se torna estranho para mim. Estou decidido a não atacar meu Ser hoje, para poder me lembrar de Quem sou.

Estaremos de fato decididas e decididos a abandonar o ataque e a separação, anulando toda e qualquer mágoa que porventura ainda exista em nossa mente com as práticas de hoje? 

Um adendo: 

A partir da leitura de Marco Zero, um dos livros mais recentes de Joe Vitale a respeito do Ho'oponopono, mas já não tão recente assim, é preciso que saibamos e aceitemos conscientemente a ideia de assumir toda a responsabilidade por absolutamente tudo o que nos chegue à consciência. E purificar, limpar, curar, tudo aquilo que nos afasta da alegria, que mina nossa paz de espírito.

Somos sempre nós que atraímos aquilo que vamos experimentar. Conscientes disso ou não. E guardar mágoas, em sintonia com o que ensina o ho'oponopono e com o que o Curso ensina, apenas reforça programas passados em nossa mente e impede o acesso ao novo. Impede o contato com a pureza original do Ser, que é nossa verdadeira Identidade.

O que a maioria de nós pensa que faz é agir mas, pode-se dizer, o que fazemos, de fato, a maior parte do tempo nem sequer chega perto do significado de agir, e sim de reagir apenas. Reagimos às pessoas, às ideias de outras pessoas, a pensamentos diferentes dos nossos, às posições das outras pessoas, que não sejam iguais às nossas, às condições de vida que temos e às condições de vida das outras pessoas, reagimos a velhos programas, a dados antigos e também reagimos a dados novos, a novos programas. Na verdade, neste caso, é melhor dizer que não estamos, de fato vivendo, mas apenas reagindo à vida em todas as formas com que ela se apresenta.

Não estamos sendo inspiradas ou inspirados, nem nos deixamos inspirar, quer dizer, não nos deixamos guiar pelo espírito em nós. Não deixamos espaço em nossos dias, em nossa mente, para voltarmos à ligação e ao contato com o Divino. Preferimos cultivar as mágoas e alimentar os hábitos novos e antigos, para justificar o julgamento que fazemos de tudo e de todos.

As práticas diárias das lições e as práticas com as frases do ho'oponopono [lembram-se de quais são elas?: Sinto muito! Me perdoa, por favor. Obrigado! Eu te amo.] servem para nos auxiliar a fazer a limpeza dos programas, para purificar nossos pensamentos e permitir que a inspiração seja o motor de nossas ações. Se continuarmos a fazer esta limpeza, esta purificação todos os dias, de forma constante, em todo e qualquer momento possível poderemos chegar lá.

E chegar lá, no entanto, é apenas uma forma de dizer, de reconhecer e entender, aceitando que já estamos lá, que sempre estivemos e sempre estaremos, que não há como sair de Deus, porque não há como sairmos de nós mesmos ou de nós mesmas, a não ser em momentos de loucura, de insanidade ou de inconsciência, de dissociação. Por quanto tempo ainda vamos nos manter inconscientes de que somos partes do divino e que o que somos é muito mais do que isso que aparentemente vivemos na forma a partir dos sentidos?

Às práticas?

terça-feira, 24 de março de 2026

É mais fácil experimentar a Presença divina na alegria

 

LIÇÃO 83

Vamos revisar estas ideias hoje:

1. (65) Minha única função é a que Deus me deu.

Eu não tenho nenhuma função a não ser aquela que Deus me deu. Este reconhecimento me libera de todo conflito, porque ele significa que eu não posso ter metas contraditórias. Com um único objetivo, estou sempre certo do que fazer, do que dizer e do que pensar. Todas as dúvidas têm de desaparecer, quando eu reconheço que minha única função é a que Deus me deu.

2. Aplicações mais específicas desta ideia podem tomar estas formas:

Minha percepção disto não altera minha função.
Isto não me dá uma função diferente da que Deus me deu.
Que eu não use isto para justificar uma função que Deus não me deu.

3. (66) Minha felicidade e minha função são a mesma coisa.

Todas as coisas que vêm de Deus são a mesma. Elas vêm da Unidade e têm de ser recebidas como uma só. Cumprir minha função é minha felicidade porque ambas vêm da mesma Fonte. E eu tenho de aprender a reconhecer o que me faz feliz, se quiser achar a felicidade.

4. Algumas formas úteis para a aplicação específica desta ideia são:

Isto não pode separar minha felicidade de minha função.
A unidade de minha felicidade e de minha função permanece inteiramente inalterado por isto.
Nada, inclusive isto, pode justificar a ilusão da felicidade.

*

COMENTÁRIO: 

Explorando a LIÇÃO 83

Caras, caros,

Conforme já vimos em anos passados, aquelas e aqueles que estão aqui há já algum tempo, a lição de revisão de hoje pede, de novo, que voltemos nossa atenção para duas ideias extremamente importantes em nossa jornada de busca do autoconhecimento, que é o objetivo que o Curso nos propõe.

A primeira delas é:

"Minha única função é a que Deus me deu."

A segunda:
 
"Minha felicidade e minha função são a mesma coisa."

Estas ideias devem servir para reforçar em nós a certeza de que não há nenhuma separação entre o que somos e o que nos cabe fazer para cumprir nosso papel na salvação. Mais até: para aprendermos que só podemos ser felizes cumprindo a função que Deus nos dá. Ou que cumprir a função que Deus nos dá é a única maneira pela qual vamos poder ser felizes.

Aliás, isto é algo que me parece bastante óbvio. Mas, como o Curso ensina, uma das grandes dificuldades que temos é justamente a de lidar com o óbvio. Ele muitas vezes nos parece simples demais, fácil demais, para ser a verdade a nosso próprio respeito. Todos dizemos que somos filhos e filhas de Deus. Quem acredita? Quem age no mundo, quem vive no mundo como se o fosse realmente?

Não seria, de fato, muito mais fácil viver neste mundo e passar por todas as experiências que se apresentam a nós, se acreditássemos que só podemos ser felizes vivendo aquilo que é a Vontade de Deus para nós? Por que será que pensamos que Deus tem para nós uma função que não somos capazes de cumprir?

Na verdade:

Eu não tenho nenhuma função a não ser aquela que Deus me deu. Este reconhecimento me libera de todo conflito, porque ele significa que eu não posso ter metas contraditórias. Com um único objetivo, estou sempre certo do que fazer, do que dizer e do que pensar. Todas as dúvidas têm de desaparecer, quando eu reconheço que minha única função é a que Deus me deu.

Mais: 

Não lhes parece muito interessante pensar quão mais simples é viver a alegria, mesmo neste mundo, quando vivemos a partir da certeza de que nossa função e nossa felicidade são a mesma coisa?

Isso significa dizer que ser feliz é cumprir a função que nos cabe na salvação. E como se faz isso?

Não se faz, como o Curso ensina, "tu não precisas fazer nada", a não ser reconhecer que ainda és como Deus te criou e que nada do que aparentemente vives na ilusão deste mundo que crê em uma separação que não existe pode macular tua inocência ou tua pureza.

Isto é a mesma coisa que dizer que:

Todas as coisas que vêm de Deus são a mesma. Elas vêm da Unidade e têm de ser recebidas como uma só. Cumprir minha função é minha felicidade porque ambas vêm da mesma Fonte. E eu tenho de aprender a reconhecer o que me faz feliz, se quiser achar a felicidade.

É isto. As ideias que vamos praticar não são nada mais do que a expressão da verdade que trazemos dentro de nós, mesmo sem reconhecê-la a maior parte do tempo, por mais que isso possa soar estranho. Ou não lhes parece óbvio que o único papel que nos cabe no mundo - viver e demonstrar a alegria - é aquele que nos foi dado por Deus - a primeira das ideias? 

Quem dentre nós já não teve, experimentou, um vislumbre da alegria que se apresenta a nossa experiência, quando nos sentimos plenas e completas, ou plenos e completos, por fazer aquilo que representa o que somos e que se revela na extensão do amor que dedicamos ao que fazemos? Isto é, quando nos encontramos imersos em uma paz infinita e indizível, que advém do experimentar a profunda comunhão com tudo, todas e todos, a que o Curso chama de "instante santo".

Quanto à segunda delas, pode-se inferir que, a partir do que eu disse acima a respeito da primeira, nada mais fácil de reconhecer do que a verdade eterna que a ideia nos oferece. Pois só podemos ser felizes, quando cumprimos nossa função no mundo, seja ela qual for. 

Isso vale também, é claro, para todos e todas e para cada um e cada uma de nós, que já passamos por experiências que nos afastaram da alegria, da felicidade e da paz. Experiências que nos levaram a exercer um papel que não nos cabia. Fazer alguma coisa que não fazia sentido para nós. Ou vocês não sabem do que falo?

Daí a necessidade de voltarmos toda a atenção de que somos capazes às práticas de forma honesta e sincera, para reconhecermos que é só na alegria que alcançamos a expressão do divino em nós e é também apenas quando vivemos nossas experiências no mundo a partir da alegria que estamos cumprindo a função que nos cabe no plano de Deus para a salvação.

Às práticas?

segunda-feira, 23 de março de 2026

Não é necessário compreender. As práticas bastam!

 

LIÇÃO 82

Revisaremos estas ideias hoje:

1. (63) A luz do mundo leva paz a todas as mentes pelo meu perdão.

Meu perdão é o meio pelo qual a luz do mundo encontra expressão por meu intermédio. Meu perdão é o meio pelo qual me torno consciente da luz do mundo em mim. Meu perdão é o meio pelo qual o mundo é curado juntamente comigo. Que eu perdoe o mundo, então, para que ele possa ser curado comigo.

2. As sugestões de formas específicas para a aplicação desta ideia são:

Que a paz se estenda de minha mente para a tua, [nome].
Eu compartilho a luz do mundo contigo, [nome].
Pelo meu perdão posso ver isto tal como é.

3. (64) Que eu não me esqueça de minha função.

Eu não quero me esquecer de minha função porque quero me lembrar de meu Ser. Não posso cumprir minha função se eu a esquecer. E, a menos que eu cumpra minha função, não experimentarei a alegria que Deus pretende para mim.

4. Formas específicas adequadas desta ideia incluem:

Que eu não utilize isto para esconder minha função de mim.
Quero usar isto como uma oportunidade para cumprir minha função.
Isto pode ameaçar meu ego, mas não pode alterar minha função de modo algum.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 82

Caras, caros,

Estamos agora, mais uma vez, em nossa segunda revisão neste ano. A lição de hoje traz mais duas ideias para revermos e, com elas, novos desafios, novos milagres, para aqueles e aquelas de nós que se encontram em "estado de prontidão para os milagres".

As ideias de hoje são as seguintes:

"A luz do mundo leva paz a todas as mentes pelo meu perdão."

"Que eu não me esqueça de minha função."

Vamos a elas?

Rever, revisar, revisitar, todos estes verbos trazem em seu significado a possibilidade de uma nova promessa. A promessa que traz a cada um, cada uma, a todos e a todas nós, de novo, a oportunidade de lidar com algo que já vimos antes, uma ideia pela qual já passamos e, quem sabe, se estivermos dispostos, a oportunidade de olhar de modo diferente para aquilo que ainda não aprendemos bem. Aquilo que não praticamos bem e que não nos trouxe o milagre correspondente à aceitação do desafio.

Lembremo-nos por um instante do que diz a instrução que antecede as lições de revisão neste período. Vamos, entre outras coisas, encontrar lá o seguinte:

Considera estes períodos de prática como oferendas ao caminho, à verdade e à vida. Recusa-te a te deixares desviar para digressões, ilusões e pensamentos de morte. Tu te dedicas à salvação. Decide-te a cada dia a não deixar tua função inconclusa. 

É isso que estamos fazendo com nossas práticas? Nós as estamos considerando "oferendas ao caminho, à verdade e à vida"? Ou temos tido de dispender um esforço muito grande para nos mantermos atentos, atentas, e para fazer o que cada lição pede que façamos?

A luz do mundo leva paz a todas as pessoas pelo meu perdão.

Quem é a luz do mundo? Já me acostumei à ideia de que "sou a luz do mundo" e que minha função como luz do mundo é estender o perdão a tudo e a todos? Já a aceitei em mim e, a partir de sua aceitação, estou disposto, disposta, a fazer minha parte no plano de Deus para a salvação?

Voltemos ainda um pouco mais no tempo e nas lições e lembremo-nos de que lá, no comentário que iniciava as lições da primeira revisão, Tara Singh nos chamava a atenção para o fato de que a compreensão daquilo que o Curso nos pede para fazermos não é uma necessidade. Basta que o façamos. Basta que o pratiquemos. Isto continua verdadeiro. E, se o fizermos, com certeza vamos experimentar os milagres que cada lição nos reserva. Isto tampouco é diferente no que diz respeito a esta nova revisão e a cada uma das ideias que vamos praticar com cada lição a que dedicamos mais uma vez nossa atenção.

Mais uma vez: é o teu perdão que pode levar a paz a todas as pessoas, a começar por ti mesmo.

Que eu não me esqueça de minha função.

É ainda a instrução inicial para este período de revisão que vai nos dar a chave para nos mantermos firmes em nossa decisão de nos lembrarmos de que somos a luz do mundo.

É isto que ela diz:

Não permitas que tua intenção vacile diante de pensamentos distrativos. Percebe de maneira clara que, seja qual for a forma que tais pensamentos possam tomar, eles não têm nenhum significado e nenhuma força. Substitui-os por tua determinação de ser bem-sucedido. Não te esqueças de que tua vontade tem poder sobre todas as fantasias e sonhos. Confia nela para passar por eles e para te carregar para além de todos.

É assim que vamos renovar nossa decisão durante as práticas, quer nos períodos mais longos, quer nos mais breves. É por isso que a lição nos lembra de que não queremos esquecer de nossa função, pois é mantê-la em mente que vai nos fazer ter de volta na consciência o Ser, que somos na unidade com Deus.

Para tanto podemos nos valer ainda da orientação que nos oferece a instrução inicial:

Reafirma tua decisão nos períodos mais breves de prática também, usando a forma original da ideia para aplicações generalizadas e formas mais específicas quando necessário. Incluem-se algumas formas específicas nos comentários que se seguem às enunciações das ideias. Contudo, elas são apenas sugestões. O que importa não são as palavras específicas que usas. 

Às práticas?

domingo, 22 de março de 2026

Pára de julgar se queres começar a espalhar o perdão

 

REVISÃO II

Introdução

1. Agora estamos prontos para outra revisão. Começaremos onde a última parou e abordaremos duas ideias a cada dia. Dedicaremos a primeira parte de cada dia a uma destas ideias e a parte seguinte à outra. Faremos um período de exercícios mais longo e frequentes períodos mais breves nos quais praticaremos cada uma das ideias.

2. Os períodos de prática mais longos obedecerão a esta forma geral: reserva cerca de quinze minutos para cada um deles e começa pensando a respeito das ideias para o dia e nos comentários incluídos nas lições. Dedica três ou quatro minutos a lê-los devagar, várias vezes se desejares, e, em seguida, fecha os olhos e escuta.

3. Repete a primeira fase do período de exercícios se perceberes que tua mente se desvia, mas tenta passar a maior parte do tempo escutando tranquilamente, porém, com cuidado. Há uma mensagem a tua espera. Confia que a receberás. Lembra-te de que ela te pertence e de que a queres.

4. Não permitas que tua intenção vacile diante de pensamentos distrativos. Percebe de maneira clara que, seja qual for a forma que tais pensamentos possam tomar, eles não têm nenhum significado e nenhuma força. Substitui-os por tua determinação de ser bem-sucedido. Não te esqueças de que tua vontade tem poder sobre todas as fantasias e sonhos. Confia nela para passar por eles e para te carregar para além de todos.

5. Considera estes períodos de prática como oferendas ao caminho, à verdade e à vida. Recusa-te a te deixares desviar para digressões, ilusões e pensamentos de morte. Tu te dedicas à salvação. Decide-te a cada dia a não deixar tua função inconclusa.

6. Reafirma tua decisão nos períodos mais breves de prática também, usando a forma original da ideia para aplicações generalizadas e formas mais específicas quando necessário. Incluem-se algumas formas específicas nos comentários que se seguem às enunciações das ideias. Contudo, elas são apenas sugestões. O que importa não são as palavras específicas que usas.

*

LIÇÃO 81

Nossas ideias para a revisão, hoje, são:

1. (61) Eu sou a luz do mundo.

Quão santo sou eu, a quem foi dada a função de iluminar o mundo! Que eu silencie diante de minha santidade. Que todos os meus conflitos desapareçam em sua luz serena. Que eu me lembre Quem sou em sua paz.

2. Algumas formas específicas para a aplicação desta ideia quando parecerem surgir dificuldades especiais poderiam ser:

Que eu não esconda a luz do mundo em mim.
Que a luz do mundo brilhe por meio desta experiência.
Esta sombra desaparecerá diante da luz.

3. (62) O perdão é minha função como a luz do mundo.

É aceitando minha função que verei a luz em mim. E nesta luz minha função se mostrará perfeitamente clara e inequívoca diante de minha vista. Minha aceitação não depende de meu reconhecimento do que minha função é, pois eu ainda não compreendo o perdão. Mas confiarei que, na luz, eu a verei tal qual é.

4. Formas específicas para o uso desta ideia poderiam incluir:

Que isto me ajude a aprender o que o perdão significa.
Que eu não separe minha função de minha vontade.
Não usarei isto para um objetivo impróprio.

*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 81

Caras, caros,

Começamos hoje a segunda revisão do Curso. Esta revisão vai se ater às últimas vinte lições com que praticamos, como todas e todos vocês já sabem. 

Por que revisar? 

Porque precisamos de uma pausa para refletir com calma, com vagar e atenção sobre as ideias que as lições nos oferecem. Lembrem-se de que estamos tentando apagar o que o mundo nos ensinou e continua a ensinar a partir do sistema de pensamento do ego. É isto tudo que precisamos "desaprender", para zerar nossas mentes, deixá-las prontas para viverem a partir do Ser, daquele que é real em nós.

Assim, as ideias que vamos praticar nesta primeira lição de revisão são as seguintes:

"Eu sou a luz do mundo."

"O perdão é minha função como a luz do mundo."

"Agora estamos prontos para outra revisão." 

Pergunto-lhes novamente: estamos?

Quantos e quantas de nós nos damos ao trabalho de olhar com bastante atenção aquilo tudo que vivemos durante o dia, antes de nos prepararmos para mais uma noite de sono tranquilo? Isto é, quantos e quantas de nós revisamos as ações que praticamos e os pensamentos que tivemos ao longo do dia, trazendo-os à luz para que possam ser curados de quaisquer equívocos que porventura tenham provocado, em nós, em nossa experiência e nas experiências das pessoas que nos são próximas e partilham seus dias conosco?

Eu sou a luz do mundo.

A primeira das ideias que a lição apresenta para as práticas de hoje é a ideia que nos coloca em contato com a verdade a respeito de nós mesmos e de nós mesmas, apesar e além do modo de pensar do ego. Este diria ser muita pretensão de cada um, ou de cada uma, de nós nos considerarmos "a luz do mundo".

Porém foi esta, pelo que se diz, a instrução que Jesus deixou a cada uma das pessoas que viveram em seu tempo, ao dizer que cada uma delas também poderia fazer tudo o que ele fazia ou fez. E melhor. Isto também vale para cada um e cada uma de nós, desde que cheguemos à mesma consciência que ele alcançou. O que é bem possível a partir das práticas.

Mas é preciso que acreditemos que somos a luz do mundo. Simplesmente repetir as palavras não serve de muita coisa. É preciso que saibamos, ainda que de modo muitas vezes inconsciente, que ainda somos, de fato, como Deus nos criou e isto é suficiente para nos acreditarmos "a luz do mundo".

O perdão é minha função como a luz do mundo.

A experiência que temos do mundo a partir dos sentidos nos mostra um lugar e um tempo que vive mergulhado nas trevas da ignorância, da violência, da dor, do sofrimento, da aflição, das doenças, da escassez, das guerras, da miséria, da corrupção, da injustiça, da vergonha e da insensibilidade.

Tudo isso é fruto do julgamento. Fruto da crença na separação, o único problema que temos, mas que já está resolvido, graças a Deus, de acordo com as práticas das duas lições anteriores e de acordo com o plano d'Ele para a salvação.

No entanto, na condição de "a luz do mundo", é preciso que nos disponhamos a abandonar o julgamento e a espalhar o perdão a todos os julgamentos que fizemos, fazemos ou faremos ao longo de nossa experiência. Estaremos dispostos e dispostas a tanto?

São as práticas, melhor dizendo, nosso compromisso para com nós mesmos e com nós mesmas, que nos leva às práticas, que vai fazer que mudemos nosso modo de olhar para nós mesmos e para nós mesmas e, por consequência, para tudo, para todas e para todos no mundo.

Às práticas?

sábado, 21 de março de 2026

A solução definitiva de todos os problemas está aqui

 

LIÇÃO 80

Que eu reconheça que meus problemas estão resolvidos.

1. Se estiveres disposto a reconhecer teus problemas, reconhecerás que não tens nenhum problema. Teu único problema básico está resolvido e não tens nenhum outro. Por isto, tens de ficar em paz. Deste modo, a salvação depende do reconhecimento deste único problema e da compreensão de que ele está resolvido. Um só problema, uma única solução. A salvação é realizada. A libertação do conflito te é dada. Aceita este fato e estás pronto para assumir teu lugar legítimo no plano de Deus para a salvação.

2. Teu único problema está resolvido! Repete isto muitas vezes hoje, com gratidão e confiança. Reconheces ter um único problema e abres o caminho para que o Espírito Santo te ofereça a resposta de Deus. Abandonas o engano e vês a luz da verdade. Aceitas a salvação para ti mesmo trazendo o problema à resposta. E podes reconhecer a resposta, porque o problema está identificado.

3. Tens direito à paz hoje. Um problema que está resolvido não pode te incomodar. Certifica-te apenas de não te esqueceres de que todos os problemas são o mesmo. Enquanto te lembrares disto, suas muitas formas não te enganarão. Um só problema, uma única solução. Aceita a paz que esta simples declaração traz.

4. Em nossos períodos de prática mais longos hoje, reivindicaremos a paz que tem de ser nossa quando o problema e a resposta são reunidos. O problema tem de desaparecer porque a resposta de Deus não pode falhar. Reconhecendo um, reconheces o outro. A solução é inseparável do problema. Tens a solução e aceitas a resposta. Estás salvo.

5. Agora, deixa que te seja dada a paz que tua aceitação traz. Fecha os olhos e recebe tua recompensa. Reconhece que teus problemas estão resolvidos. Reconhece que estás fora do conflito; livre e em paz. Acima de tudo, lembra-te de que tens um só problema e de que este problema tem uma única solução. É nisto que a simplicidade da salvação está. É por esta razão que é certo que ela funciona.

6. Afirma para ti mesmo várias vezes que teus problemas estão resolvidos. Repete a ideia com profunda certeza com a maior frequência possível. E certifica-te especialmente de aplicar a ideia para hoje a qualquer problema específico que surja. Dize imediatamente:

Que eu reconheça que este problema está resolvido.

7. Vamos nos decidir a não acumular mágoas hoje. Vamos nos decidir a ficar livres de problemas que não existem. O meio para isto é a sinceridade absoluta. Não te enganes acerca de qual é o problema e tens de reconhecer que ele está resolvido.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 80

Caras, caros,

Chegamos novamente hoje a um ponto de mutação, ou a um ponto de virada, quer dizer, um ponto a partir do qual tudo em nossa vida pode tomar cores novas, novas características, novas formas, e nos levar a uma vida parecida ao "sonho feliz" de que fala o Curso em seu texto.

E como será possível tal coisa? Simples, simples. Basta que atentemos para o que nos diz a lição a respeito da ideia que temos para praticar hoje. Amanhã, para quem continuar, começaremos um novo período de revisão. Há, pois, que se pôr toda a atenção de que somos capazes no treino que vamos fazer com a ideia abaixo.

A ela?

"Que eu reconheça que meus problemas estão resolvidos."

Será fácil? 

Será difícil? 

Como será a experiência de cada um, de cada uma, para aceitar o desafio que esta lição apresenta? Como será descobrir e aceitar o milagre que ela nos traz.

Como assim: "meus problemas estão resolvidos"? 

Quem diz isso não sabe o que se passa em meu dia-a-dia. É um tal de já acordar atrasado para o primeiro compromisso, com vontade de ficar um pouco-muito mais na cama. Não tenho a menor vontade de ir para o trabalho, para a escola, para a academia. Academia! Ir à feira. Levar as crianças para a escola. Esperar a condução, o "busão", que está sempre lotado. Ou o Uber, nos dias que correm. Ou enfrentar o trânsito sempre e cada vez mais congestionado. 

E as notícias que chegam então? Nos jornais e revistas nas bancas, no computador, nas mensagens eletrônicas, no "zap", no "fb", no "insta". "Amigas" e "amigos" disputando verbalmente para terem razão sobre este ou aquele ponto. Gente destratando gente. Gente matando gente. Políticos propondo e aprovando leis para "ferrar" com os cidadãos comuns, com o povão. A corrupção comendo solta para a alegria e a impunidade de uns enquanto outros, quem sabe inocentes, são acusados e perseguidos pela "justiça" cada vez mais parcial. Ainda continuamos a ter notícias da guerra - que já se desenrola há mais de três anos -, desencadeada por Putin que, ao que ele diz, em protesto contra os Estados Unidos, abre fogo contra a Ucrânia, um país seu irmão, um vizinho. Temos também a guerra iniciada por Israel e os Estados Unidos contra o Irã. Tudo em nome da democracia e, no entanto, debaixo dos panos, sabe-se que o interesse dos Estados de Unidos é apenas ter controle sobre o petróleo dos países daquela parte do mundo.

A pandemia já comemorou seu sexto aniversário - nos Estados Unidos até inventaram o termo "coronaversary", que, traduzido, seria algo como "coronaversário"? E as mortes continuam, apesar das vacinas. De forma mais esporádica, mas ainda por conta das novas variantes do vírus. Os hospitais, apesar de menos lotados, e de se ter menos médicos, médicas, enfermeiros, enfermeiras morrendo, ainda há gente morrendo, como eu disse acima. E não há sinal de que a coisa vá melhorar num espaço de tempo curto, pois as variantes do vírus continuam aparecendo. E já passamos próximos do ponto em que todas as pessoas vão ter alguém, ou da família, ou próximo, ou conhecido, que foram vitimados pelo Covid-19. 

Qual dessas experiências parece mais próxima de descrever a tua? Há muitas outras formas, é claro. Todos sabemos. Não há necessidade de nos alongarmos na descrição das atividades das pessoas todos os dias. Há pais, mães, alunos, professores, empregadas domésticas [que me parece uma profissão que só existe aqui, no Brasil, como resquício da escravatura], executivos, padres, freiras, psicólogos, psicólogas, terapeutas, médicos, enfermeiros e enfermeiras e toda uma enorme gama de profissionais ou não profissionais se preparando para "a luta diária". Todos os dias. E ainda mais neste dias.

E o que buscam todas essas pessoas? Melhor dizendo o que buscamos todas e todos nós nesta experiência que escolhemos viver neste mundo?

Eu tenho um único problema. E mesmo este único problema está resolvido. O que significa dizer que eu, aquilo que sou na verdade: O EU SOU O QUE SOU, não tenho nenhum problema. É esta ideia que vamos praticar hoje. Nossas práticas se destinam, pois, ao reconhecimento de que só temos um problema [ou de que, na verdade, não temos nenhum problema] e reconhecer isso é aceitar que ele [o único problema que aparentemente temos] já está resolvido. 

Como vamos fazer isso? A lição vai ensinar o passo a passo. Comecemos:

Se estiveres disposto a reconhecer teus problemas, reconhecerás que não tens nenhum problema. Teu único problema básico está resolvido e não tens nenhum outro. Por isto, tens de ficar em paz. Deste modo, a salvação depende do reconhecimento deste único problema e da compreensão de que ele está resolvido. Um só problema, uma única solução. A salvação é realizada. A libertação do conflito te é dada. Aceita este fato e estás pronto para assumir teu lugar legítimo no plano de Deus para a salvação.

Quantas vezes já passaste pela experiência de te sentires só, desamparado, abandonado e triste? Desamparada, só, abandonada e triste? Quantas vezes já olhaste para dentro de ti mesmo, de ti mesma, e te perguntaste o que fazer agora? Como resolver os problemas que se apresentam em tua vida? Como driblar o medo que ameaça a tua vida, com este vírus, e outros similares que têm surgido, se espalhando de todos os modos possíveis pelos dias, pelos lugares, pelas casas das pessoas? Com estas guerras que parecem prenunciar o início de uma terceira guerra mundial?

Se te lembrares bem, todas as vezes em que te voltaste para Deus, mesmo sem acreditar muito que Ele/Ela resolveria, mas pensando que já não tinhas forças para fazer nada, nem sabias mais o que fazer, uma solução surgiu e a questão que te afligia foi resolvida e de uma forma muito melhor do que aquela por que esperavas. Não foi? Há que se ser honesto, há que se ser honesta, ao responder a esta questão. 

Que eu reconheça que meus problemas estão resolvidos.

Já aprendemos que "não há nada a temer". Aprendemos também que Deus está em tudo o que vemos e que Ele/Ela vai conosco aonde formos. É Ele/Ela nossa força, e é d'Ele/d'Ela que recebemos a dádiva da visão. Ele/Ela é a Fonte e a Luz na qual vemos, a Mente com a qual pensamos e o Amor em que perdoamos. Que problemas podemos ter então?

A lição continua:

Teu único problema está resolvido! Repete isto muitas vezes hoje, com gratidão e confiança. Reconheces ter um único problema e abres o caminho para que o Espírito Santo de ofereça a resposta de Deus. Abandonas o engano e vês a luz da verdade. Aceitas a salvação para ti mesmo trazendo o problema à resposta. E podes reconhecer a resposta, porque o problema está identificado.

Tens direito à paz hoje. Um problema que está resolvido não pode te incomodar. Certifica-te apenas de não te esqueceres de que todos os problemas são o mesmo. Enquanto te lembrares disto, suas muitas formas não te enganarão. Um só problema, uma única solução. Aceita a paz que esta simples declaração traz.

É hoje que vais reconhecer e aceitar isto tudo como verdadeiro? Vais permitir que isso se transforme na própria energia de que és feito, feita? Vais incluir isto em teu DNA? Vais incluir tua herança divina em teu DNA?

Isto é tudo o que precisas fazer. É tudo o que precisamos fazer conforme ensina a lição:

Em nossos períodos de prática mais longos hoje, reivindicaremos a paz que tem de ser nossa quando o problema e a resposta são reunidos. O problema tem de desaparecer porque a resposta de Deus não pode falhar. Reconhecendo um, reconheces o outro. A solução é inseparável do problema. Tens a solução e aceitas a resposta. Estás salvo.

Agora, deixa que te seja dada a paz que tua aceitação traz. Fecha os olhos e recebe tua recompensa. Reconhece que teus problemas estão resolvidos. Reconhece que estás fora do conflito; livre e em paz. Acima de tudo, lembra-te de que tens um só problema e de que este problema tem uma única solução. É nisto que a simplicidade da salvação está. É por esta razão que é certo que ela funciona.

Não achas possível reconhecer que o único problema que tens já está resolvido? Não queres aceitar que todos os problemas, que são um só apesar da variedade de formas com que se apresentam, já estão resolvidos? Não queres reconhecer e aceitar teu direito a milagres, que outra lição ensinou a reconhecer há pouco? Como pode ser possível acreditares que ainda há algum problema a resolver?
 
Que eu reconheça que meus problemas estão resolvidos.

Olha com atenção e te esforça para praticar da forma que a lição orienta. Assim:

Afirma para ti mesmo várias vezes que teus problemas estão resolvidos. Repete a ideia com profunda certeza com a maior frequência possível. E certifica-te especialmente de aplicar a ideia para hoje a qualquer problema específico que surja. Dize imediatamente:

Que eu reconheça que este problema está resolvido.

Vamos nos decidir a não acumular mágoas hoje. Vamos nos decidir a ficar livres de problemas que não existem. O meio para isto é a sinceridade absoluta. Não te enganes acerca de qual é o problema e tens de reconhecer que ele está resolvido.

Se ainda te restarem quaisquer dúvidas, apressa-te a praticar a ideia que o Curso traz hoje. Ela oferece a solução definitiva para todos os problemas que pensavas ter. A partir das práticas deste dia, podes chegar à libertação completa de tudo aquilo que te amarrava às ilusões criadas pelo ego, o falso eu, e reconhecer que não precisas fazer nada a não ser aceitar a verdade a respeito do que és.

Podemos, portanto, repetindo o que eu já disse tantas vezes, ficar em paz. A luz veio. E trouxe consigo a salvação. Aceitá-la ou não é uma escolha, uma decisão, que cabe apenas a cada uma, a cada um de nós. Eis, pois, aí de novo a solução para todos os problemas.

Às práticas?