sábado, 15 de agosto de 2026

Tão santo quanto nós, só existe "este" instante santo

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 227

Este é meu instante santo de liberação. 

1. Pai, é hoje que fico livre, porque minha vontade é Tua. Pensei atender a outra vontade. Porém não existe nada do que pensei separado de Ti. E sou livre porque estava equivocado, e não afetei de modo algum minha própria realidade com minhas ilusões. Agora desisto delas e as abandono aos pés da verdade, para serem eliminadas para sempre de minha mente. Este é meu instante santo de liberação. Pai, sei que minha vontade é una com a Tua.

2. E, assim, hoje, ficamos cientes de nossa volta alegre ao Céu, que, de fato, nunca deixamos. O Filho de Deus abandona seus sonhos neste dia. O Filho de Deus volta novamente para casa neste dia, liberado do pecado e coberto de santidade com sua mente correta devolvida a ele finalmente.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 227

Caras, caros,

Com o texto do Curso, que destaco abaixo, lido pelos grupos de leitura muitas vezes, com certeza, aprendemos que a única coisa que precisamos fazer para alcançar a visão e chegar à realização da Vontade de Deus de alegria e paz completas para nós é dizer, com convicção, isto é, dizê-lo apropriando-nos do sentido, decididos, decididas, a aceitar nosso papel na salvação - a nossa própria e a do mundo, o seguinte:

Eu sou responsável pelo que vejo.
Eu escolho os sentimentos que experimento e
eu decido quanto à meta que quero alcançar.
E todas as coisas que parecem me acontecer
eu as peço e as recebo conforme pedi.

Este é o instante, agora, o momento exato, em que podemos nos libertar de vez do jugo do mundo e das coisas e pessoas do mundo. O instante em que dizemos estas palavras com toda a certeza e convicção de que somos capazes, por sabermos no mais íntimo de nós mesmos e de nós mesmas que é isto o que queremos para nós e para o mundo inteiro. O instante em que tomamos a decisão de assumir toda a responsabilidade por nossa vida e pelas vidas de todas as pessoas que habitam o mundo conosco, por tudo o que aparentemente acontece nele e que nos chega à consciência. Ninguém, a não ser cada um, ou cada uma, de nós mesmos e de nós mesmas, é responsável por nada do que nos acontece. Ninguém, a não ser cada um de nós mesmos, ou cada uma de nós mesmas, escolhe os sentimentos que sentimos, as emoções que experimentamos, as experiências que vivemos.

Portanto, não há ninguém a quem culparmos por nada do que acontece em nossas vidas. Tampouco há algum culpado por qualquer coisa que aconteça em sua vida ou no mundo inteiro que você vê, ou que vemos todos em conjunto. Tudo o que existe é neutro. E tudo está sob nossa própria responsabilidade - a de cada um ou a de cada uma - apenas. É nosso olhar - o de cada um e de cada uma - que valoriza, classifica, compara e julga o que vê, quer em nós mesmos ou em nós mesmas, quer no(s) outro(s) ou na(s) outra(s) aparentemente fora de nós, quer no mundo inteiro. 

Assim, não há o que perdoar, não há a quem perdoar, a não ser a nós mesmos, ou a nós mesmas. E não porque pecamos, ou porque fizemos, fazemos ou podemos vir a fazer alguma coisa errada, mas apenas pelo equívoco de nos considerarmos separados, ou separadas, daquilo que somos na verdade, uns e umas dos outros e das outras e do divino em nós. 

É para que saibamos o quanto é urgente tomarmos a decisão de viver a partir do divino em nós que as lições nos orientam. Pois, afinal, o que prezamos tanto neste mundo de ilusões e de insatisfações? Alguém dentre nós ainda acredita mesmo que pode haver aqui, ou em qualquer lugar neste mundo, algo, alguém, alguma coisa que poderá satisfazê-lo(a) por completo e lhe dar a paz e a alegria que só o divino em nós pode dar? 

Há ainda outro trecho do texto que gostaria de destacar, como fiz no comentário de anos passados para esta lição. É o seguinte - e a partir dele o comentário se repete:   

O perdão é para todos. Mas quando ele está em todos, está completo e todas as funções deste mundo estão completas com ele. Então, o tempo não mais existe. Entretanto, enquanto ainda se está no tempo, há muito a se fazer. E cada um tem de fazer o que lhe cabe, pois o plano todo depende da parte de cada um. 

Este texto, em meu modo de ver, é claro, abre, mais uma vez, as portas todas para a tomada de decisão de que lhes falei acima e também nos comentários feitos a esta lição em anos anteriores. Vejam, por favor, se já não é  chegada a hora de se pensar em tomar a decisão pelo Céu, de se alinhar com o ensinamento e de se estabelecer, em conjunto com ele - e com todas as pessoas e coisas que vivem no mundo conosco -, a meta da verdade. Até quando pensamos poder adiá-la? Até quando vamos seguir nos auto-enganando? Ou alguém entre nós ainda acredita que engana alguém que não a si mesmo, a si mesma? 

E será que alguém, algum, ou alguma, de nós, pode, de verdade, enganar a si mesmo, a si mesma? Não sabemos todos e todas, o tempo todo, o que nos move, mesmo quando fingimos não saber? Mesmo quando dizemos que foi sem intenção o que fizemos? Mesmo quando alegamos que não estávamos conscientes do que fazíamos? Ou quando alguém argumenta estar fora de si? Isso é possível? Sim, sim, talvez, mas apenas na ilusão.

É por isso que ideia das práticas de hoje leva ao aprendizado que se refere à tomada de decisão, repetindo. Nunca é demais. Como já perguntei antes, em que momento devemos tomar a decisão? Em que momento fazer a escolha pelo Céu? Será que podemos deixar para depois, daqui a pouco, amanhã? Um dia, talvez, quem sabe? 

Lembremo-nos de algo que eu disse há pouco, numa lição anterior. De acordo com Einstein, "as coisas só acontecem quando algo se move". E, conforme a terceira lei espiritual que se ensina na Índia, "sempre que você começar algo, é o momento certo". A pergunta é, então, de novo, até quando vamos adiar a tomada de decisão? Até quando vamos nos contentar em viver uma vida de auto-enganos, percebendo-nos como vítimas de um mundo cruel, impiedoso, que não nos oferece nada? Vejam que as perguntas se repetem, assim como as experiências. Às vezes, para alguns e algumas de nós, é preciso desenhar, não é mesmo?

Como lhes tenho dito ao longo destas práticas neste tempo todo em que caminhamos juntos e juntas, de acordo com o que nos diz o ensinamento, o único tempo que existe é o presente. Só podemos ser livres agora. No momento em que escolhemos sê-lo, no instante em que tomamos efetivamente a decisão de ser livres. Não há outro tempo, nem outro lugar. 

Na verdade, nós - todos, todas, cada um e cada uma de nós - só possuímos o agora, o momento presente, e é nele - neste agora e aqui, precisamente, qualquer que seja ele - que Deus está. É o único lugar em que Ele/Ela pode estar. Agora. Aqui. Neste momento presente. E só aqui e agora podemos, de fato, tomar a decisão.

O lugar em que nos encontramos é sempre o lugar certo, seja ele qual for. E o que nos acontece é sempre a única coisa que poderia ter acontecido, lembrando-nos de mais uma das leis espirituais da Índia. Quando tomamos a decisão de viver a experiência do mundo, no mundo, a partir daquilo de mais santo que sabemos existir em nós, do divino em nós, nada mais pode nos impedir de sermos livres.

É para aprender que é este o instante de nossa liberação que praticamos. Não há outro. Pois, na verdade, reforçando, só existe este instante e ele é tão santo quanto cada um, ou cada uma, de nós é santo, ou santa.

Às práticas?

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

É a eternidade, e não o tempo, o teu lugar de direito

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 226

Meu lar me espera. Eu me apresso na direção dele.

1. Posso desistir inteiramente deste mundo, se assim eu escolher. Não é a morte que torna isto possível, mas a mudança do modo de pensar acerca da finalidade do mundo. Se eu acreditar que ele tem algum valor da forma com que o vejo agora, ele permanecerá assim para mim. Mas se eu não vir nenhum valor no mundo assim como o vejo, nada que eu queria manter como meu ou buscar como uma meta, ele se afastará de mim. Pois não busco ilusões para substituir a verdade.

2. Pai, meu lar espera minha volta alegre. Teus Braços estão abertos e eu ouço Tua Voz. Que necessidade tenho de me demorar em um lugar de desejos vãos e de sonhos despedaçados, se o Céu pode ser meu de modo tão fácil?

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 226

Caras, caros,

Atenção, atenção! Muita atenção novamente! É só isto que precisamos dedicar à ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje. Toda a atenção de que formos capazes. Assim como é de atenção que precisamos em relação a todas as práticas, uma vez que são elas que vão apressar nossa jornada na direção de casa.

E a ideia de hoje pode nos dar a certeza e a confiança - se é que elas ainda nos faltam - de que precisamos para continuar nossa jornada em direção da alegria e da paz completas e perfeitas, que são a Vontade de Deus para nós.

Lembremo-nos também de que, como diz uma lição anterior, Deus vai conosco aonde formos. Isto significa dizer também que tudo o que fazemos é n'Ele/Ela que fazemos e é n'Ele/Ela também que nos movemos conforme outra das lições que já praticamos. Mas não basta que saibamos disso intelectualmente apenas. É preciso que tenhamos e vivamos isto como uma experiência pessoal. 

Na verdade, não podemos - nem devemos - pensar em Deus como um ser, à nossa imagem e/ou semelhança, como se Ele/Ela fosse uma pessoa. Precisamos pensar em Deus como uma Presença, uma Presença que está conosco o tempo inteiro, uma Presença com a qual estamos em contato o tempo todo. Precisamos aprender a carregar conosco esta Presença aonde formos, pois Ela não nos deixa, não Se separa nem Se afasta de nós, a não ser quando nós, quer consciente, quer inconscientemente, acreditamos nos afastar d'Ela.

O Pai/Mãe [Deus, a Presença] nos espera sempre no lar, na direção do qual nos apressamos. Tudo aquilo por que ansiamos, tudo aquilo que mais queremos está o tempo todo a nossa espera, porque, apesar de nos pensarmos e percebermos separados e separadas de Deus, na verdade, nunca nos separamos d'Ele/Ela. E Ele/Ela está sempre conosco. 

Há um ponto do texto - que já citei antes - em que lemos: "Deus, em Sua sabedoria, não está esperando [por nós], mas Seu Reino fica incompleto enquanto [nós] esperamos. Todos os Filhos de Deus esperam [nossa] volta, exatamente da mesma forma que [nós esperamos] pela deles. O atraso não tem importância na eternidade, mas é trágico no tempo".

Esta é uma das razões pelas quais precisamos nos apressar a tomar a decisão de voltar à casa do Pai/Mãe. Quanto mais nos demoramos para tomar nossa decisão, tanto mais somos guiados, ou guiadas, pela impressão, equivocada, de que estamos separados e separadas d'Ele/Ela e de que vivemos vidas separadas uns e umas dos outros e das outras.

Vivekananda respondia o seguinte a seus devotos quando lhe perguntavam de que forma podiam se libertar das energias inferiores, as energias da crença na separação:

"Na primavera, observem as flores nas árvores frutíferas. Elas desaparecem por si mesmas quando o fruto se desenvolve. Assim, também, o eu inferior desaparecerá quando o divino crescer dentro de vocês."

É para permitir o crescimento do divino em nós que praticamos. É para tanto que o Curso nos oferece lição após lição. Para que tomemos a decisão de abandonar a crença que diz que estamos separados e separadas da Presença de Deus. 

Oxalá seja este o dia em que vamos nos sentir prontos e prontas para tomar a decisão. Por que esperar amanhã? Como o Curso diz, ainda no mesmo ponto do texto citado acima: "tu escolheste viver no tempo em lugar de viver na eternidade, e por isso acreditas que vives no tempo. Tua escolha, porém é tão livre quanto mutável [ou passível de ser alterada]. O tempo não é o teu lugar. Teu lugar é somente na eternidade, onde o Próprio Deus te colocou para sempre".

Por que não escolher viver a eternidade hoje?

Às práticas?

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

É só quando algo se move que as coisas acontecem

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

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LIÇÃO 225

Deus é meu Pai e Seu Filho O ama.

1. Pai, eu tenho de retribuir Teu Amor por mim, pois dar e receber são a mesma coisa. Tu me dás todo o Teu Amor. Eu tenho de retribuí-lo, pois o quero meu em plena consciência, proclamando-o em minha mente e mantendo-o ao alcance de sua luz benigna, inviolado, amado, com o medo deixado para trás e apenas a paz pela frente. Quão sereno é o modo pelo qual Teu Filho amado é conduzido a Ti!

2. Irmão, nós encontramos esta serenidade agora. O caminho está aberto. Agora nós o seguimos juntos, em paz. Tu estendeste tua mão para mim e nunca te abandonarei. Somos um só e é só esta verdade que buscamos enquanto damos estes passos finais que concluem uma jornada que não começou.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 225

Caras, caros,

Repetindo o comentário feito em anos anteriores a esta lição, parafraseio a frase de Einstein, que disse: "As coisas só acontecem quando algo se move".

Que lhes parece que isso significa ou pode significar à luz do ensinamento que o Curso oferece e que buscamos compartilhar?

Wayne Dyer, em um de seus livros, se refere ao trabalho de uma cientista de nome Valerie Hunt, que concluiu, a partir de suas pesquisas que, à maneira de Einstein, não podemos considerar o corpo somente algo formado por sistemas ou tecidos orgânicos, porque, na verdade, o corpo "é um campo de energia eletrodinâmica fluente e interativo", que está em constante modificação, a partir da informação que recebe do mundo.

Isto quer dizer, como conclui a própria pesquisadora, que "o movimento é mais natural do que o não-movimento - as coisas que se mantêm em circulação são inerentemente boas" [não no sentido de valor, mas no sentido de naturais]. E que "qualquer coisa que interfira no fluxo produzirá efeitos prejudiciais". Quer dizer a água parada, por exemplo, cria limo, cria vermes, bactérias, torna-se imprópria para o consumo. Deixa de ser saudável.

Ora, o Curso ensina que somos "espírito", e não corpos. Corpos são ilusões. Espírito é energia. De que modo podemos, então, viver na prática o ensinamento do Curso? Isto é, de que maneira podemos transformar as experiências da vida, em que vivemos um aparente pesadelo, em um sonho feliz?

Aprendendo, como diz Dyer, que "qualquer coisa que desaparece quando o espírito é colocado no seu lugar sempre foi uma ilusão. Quando ela pode desaparecer sem deixar vestígios, você sabe que ela nunca foi real".

Assim, o que o Curso nos oferece com as práticas diárias é a oportunidade de abandonarmos quaisquer ilusões. As práticas, principalmente as que começam na segunda parte do livro de exercícios, visam a nos levar ao contato com a percepção verdadeira. Aquela que mostra a cada um e a cada uma de nós o que, na verdade, somos. Além da ilusão, além daquilo que pensamos experimentar e perceber a partir dos sentidos.

Então, como o Curso sugere em relação às lições, lá na Introdução ao Livro de Exercícios, tudo o que precisamos fazer é aplicar as ideias, independentemente do que pensamos acreditar. Isto é, no dizer de Dyer, precisamos aprender que nossa função primordial não é dizer "Como?". É dizer "Sim"!

Às práticas?

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

As práticas nos mostram de que modo fazer a entrega

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê a a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

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LIÇÃO 224

Deus é meu Pai e Ele ama Seu Filho.

1. Minha identidade verdadeira é tão segura, tão sublime, inocente, gloriosa e formidável, tão completamente benéfica e livre de culpa que o Céu olha para Ela para lhe oferecer luz. Ela ilumina o mundo também. Ela é a dádiva que meu Pai me deu; a dádiva que eu também dou ao mundo. Não há nenhuma dádiva, a não ser esta, que possa tanto ser dada quanto recebida. Isto, e apenas isto, é realidade. Isto é o fim da ilusão. É a verdade.

2. Meu Nome, ó Pai, ainda é conhecido por Ti. Eu O esqueci e não sei para onde vou, quem sou ou o que faço. Lembra-me agora, Pai, pois estou cansado do mundo que vejo. Revela o que Tu queres que eu veja em seu lugar.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 224

Caras, caros,

Continuemos hoje nossa jornada com mais um passo em direção à aquisição da, ou ao contato com a, percepção verdadeira, conforme nos oferece e assegura o Curso, que deve vir a ser o resultado das práticas desta segunda parte dos exercícios. 

Elas, as práticas, sem dúvida, vão servir para que aprendamos a reconhecer que não sabemos quem somos, nem para onde vamos, pelo menos não na maior parte do tempo. 

Como eu já disse muitas vezes antes, nossas práticas têm de se dar de modo a aprendermos a fazer a entrega, ao Espírito em nós, daquilo tudo que nos afasta da paz e da alegria de Deus. Devem também nos ensinar a alegria que há nessa entrega ao Pai/Mãe - que é ainda a escolha que fazemos de viver a partir do que somos, na verdade -, esperando que Deus nos revele o que Ele/Ela quer que vejamos [que, sem sombra de dúvida, também é o que nós queremos ver] no lugar do mundo da ilusão, que já não nos satisfaz.

É por isso que a ideia para nossas práticas de hoje assegura que somos o Filho de Deus e que o Pai/Mãe nos ama. Esta verdade é tudo o que podemos querer. Pois com ela somos capazes de perceber que tudo o que o mundo nos ensinou - ensina e continuará a nos ensinar - não passa de fantasia, de sonho. 

Entretanto, nosso compromisso, se o assumimos conscientemente, com as práticas é revelador do fato de que estamos, se não todo o tempo, a maior parte dele, à procura de nossa Identidade verdadeira. Pois sabemos que só ela pode nos dar a segurança e a certeza de que precisamos para aprender e para ensinar a paz e o amor que recebemos do Pai/Mãe. 

Talvez seja de alguma ajuda repetir o que aconselha o poeta Rumi, em um poema intitulado: 

A Casa de Hóspedes

Este ser humano é uma casa de hóspedes.
Cada manhã uma nova chegada.

Uma alegria, uma depressão, uma maldade,
Uma percepção momentânea chegam
Como um visitante inesperado.

Dê as boas vindas e entretenha a todos!
Mesmo que se trate de um bando de aflições,
Que violentamente varram sua casa
Toda a mobília,
Ainda assim, trate cada hóspede com respeito.
Ele pode estar esvaziando-o
Para que você receba uma nova alegria.

O pensamento sombrio, a vergonha, a malevolência,
Encontre-os na porta, sorrindo,
E convide-os a entrar.
Seja grato a qualquer um que se aproxime,

Porque cada um foi enviado
Como um guia da eternidade.

Às práticas?

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Há uma ação certa para cada situação que se mostra

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

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LIÇÃO 223

Deus é minha vida. Não tenho nenhuma vida a não ser a d'Ele.

1. Eu estava errado quando pensava que vivia separado de Deus, uma existência separada que se movimentava no isolamento, independente, alojada dentro de um corpo. Agora sei que minha vida é a de Deus, não tenho nenhum outro lar e não existo separado d'Ele. Ele não tem nenhum Pensamento que não seja parte de mim e eu não tenho nenhum a não ser aqueles que são d'Ele.

2. Pai nosso, permite que vejamos a face de Cristo em lugar de nossos erros. Pois nós, que somos Teu Filho santo, somos inocentes. Queremos olhar para nossa inocência, pois a culpa afirma que não somos Teu Filho. E nós não queremos esquecer de Ti por mais tempo. Sentimo-nos solitários aqui e ansiamos pelo Céu, onde estamos em casa. Queremos voltar hoje. Nosso Nome é o Teu e reconhecemos que somos Teu Filho.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 223

Caras, caros,

Repito, para a lição de hoje - com alguns acréscimos necessários, porém - comentário feito anteriormente:

Continuemos, pois, com as práticas a que nos orientam as instruções para o primeiro dos temas que abre esta segunda parte do Livro de Exercícios, a parte que nos leva na direção da percepção verdadeira: O que é o perdão? Um tema que temos de nos lembrar de ler antes de cada lição como ajuda para nossa reflexão a respeito da ideia de cada dia.

Para auxiliar mais uma vez o treino com o exercício, não posso resistir à tentação de lhes oferecer, como fiz em anos passados, a reflexão do jagunço Riobaldo a respeito de sua própria sabedoria interior - uma sabedoria que está igualmente disponível a todos e todas nós -, e a respeito de existir um plano [para a salvação]. No livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Diz ele:

Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era só uma coisa - a inteira - cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver - e essa pauta cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber? Mas, esse norteado, tem. Tem que ter. Se não, a vida de todos ficava sendo sempre o confuso dessa doideira que é. E que: para cada dia, e cada hora, só uma ação possível da gente é que consegue ser a certa. Aquilo está no encoberto; mas fora dessa consequência, tudo o que eu fizer, o que o senhor fizer, o que o beltrano fizer, o que todo-o-mundo fizer, ou deixar de fazer, fica sendo falso, e é o errado. Ah, porque aquela outra é a lei, escondido e vivível mas não achável, do verdadeiro viver; que para cada pessoa, sua continuação, já foi projetada, como o que se põe, em teatro, para cada representador - sua parte, que antes já foi inventada, num papel...

(...) Mas minha alma tem de ser de Deus: se não, como é que ela podia ser minha? ... Olhe: tudo o que não é oração é maluqueira...

Atenção: como o jagunço diz "para cada dia, e cada hora, só uma ação possível da gente é que consegue ser a certa". E qual é ela? A que fizermos, é claro, qualquer que ela seja. Porque só podemos pensar em uma de nossas ações como sendo errada se as julgarmos. E só antes de fazê-las. Porque, depois de feitas, elas serão sempre a ação certa. É preciso que nos lembremos sempre de que não existe erro, só a experiência.

Assim, continuando, não lhes parece que faz todo o sentido pensar que Deus é minha vida, pois se não fosse, "como é que ela podia ser minha"? E ampliar o pensamento para concluir que não tenho nenhuma vida a não ser a d'Ele

Quando, em se tratando das coisas do espírito, a regra é crer para ver. Em geral, porém, vivemos a partir da orientação dita de São Tomé, queremos ver para crer. Daí que muitos de nós perguntam, como diz Sai Baba, "Então, por que Ele [Deus] não é visto?" E responde: "Bem, Ele [Deus] é como manteiga no leite. Ela está em cada gota. Se [se] quiser ver a manteiga, certos processos têm de ser realizados: ferver, coalhar, bater, etc. Assim também, mediante certas disciplinas espirituais como a de repetir o Nome [de Deus] na língua, Aquele que mora no coração pode ser vislumbrado; o imanente Deus pode ser experimentado como o Real". 

Quantos e quantas de nós estamos dispostos, ou dispostas, a realizar os tais processos, praticar as tais disciplinas espirituais, fazer as lições que o Curso nos pede todos os dias?

Às práticas?

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

É só o ego que julga, condena ou dá valor ao mundo

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê a a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 222

Deus está comigo. Vivo e me movimento n'Ele.

1. Deus está comigo. Ele é minha Fonte de vida, a vida interior, o ar que respiro, o alimento que me sustenta, a água que reanima e me purifica. Ele é meu lar, onde vivo e me movimento; o Espírito que orienta minhas ações, que me oferece Seus Pensamentos e garante minha segurança contra toda dor. Ele me cumula de bondade e de atenção e conserva no amor o Filho que Ele ilumina, que também O ilumina. Quão tranquilo é aquele que conhece a verdade daquilo que Ele fala hoje!

2. Pai, não temos nenhuma palavra exceto Teu Nome em nossos lábios e em nossas mentes, ao virmos calmamente a Tua Presença agora, e ao pedirmos para descansar em paz Contigo por um momento.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 222

Caras, caros,

Esta é apenas a segunda das lições desta segunda parte do Livro de Exercícios, com o primeiro dos pensamentos que precisamos aprender e com o qual vamos permanecer nestas dez primeiras lições. E a lição de hoje tem muito a nos ensinar a respeito do perdão, tema que dá unidade às práticas deste primeiro movimento que fazemos na direção da percepção verdadeira, conforme nos ensina o Curso. 

Se nos concentrarmos e dedicarmos toda a atenção de que somos capazes à ideia que praticamos hoje, vamos descobrir - melhor seria dizer experimentar - que o mundo já está perdoado e que não há nada a perdoar quando compreendemos - sempre no sentido de aceitar - que só podemos viver na unidade com Deus, que é como, de verdade, vivemos. Não há vida fora desta unidade. Na verdade não há nada fora de nós mesmos, ou de nós mesmas, nem Deus. E viver a unidade com Ele/Ela é apenas uma forma de dizer que vivemos a partir de nossa identidade verdadeira. É por isso que é possível, a partir das práticas da ideia de hoje, aceitar e vivenciar Deus como nossa única e verdadeira Identidade. 

Compreender - e aceitar - a verdade da ideia que praticamos é compreender - e aceitar, é óbvio - que não existe qualquer lugar onde Deus não esteja. Não há como nos separarmos d'Ele/Ela, pois vivemos e nos movimentamos n'Ele/Ela, e só n'Ele/Ela podemos viver e nos movimentar.

É preciso, pois, reforçando a orientação do livro, que nos lembremos de ler e refletir todos os dias acerca desta primeira instrução [O que é o perdão?] como forma de facilitar nossos períodos de prática. De acordo com ela, na verdade, "o perdão reconhece que aquilo que pensaste que teu irmão [ou tua irmã] fez a ti não aconteceu". Assim como não aconteceu aquilo, seja o que for, que pensaste que teu irmão fez a qualquer outra pessoa, a qualquer outro irmão, ou outra irmã.

Por isto, como eu já disse outras vezes antes, nada do que penso que alguém faz ou fez a mim ou contra mim, de fato, aconteceu. A não ser como resposta a [ou como projeção de] um pedido meu por uma experiência que desejei ou desejo viver. Disto se conclui que ninguém pode fazer nada para mim, nem por mim, seja a favor, seja contra. Nem bem, nem mal. Tudo começa e termina em mim. E em mim na unidade com Deus. Pois não existe nada fora desta unidade. 

Reforçando ainda uma vez aquilo de que já falamos tantas vezes ao longo de nossa jornada, só eu posso atribuir valor, julgar, condenar ou emitir qualquer opinião a respeito do mundo que invento em pensamentos e que construo a partir da materialização de meus pensamentos. Se o construo com os pensamentos em sintonia com o Ser, que é Deus em mim - o que sou realmente -, o mundo, e tudo o que há nele, tem de ser neutro por completo, e servir apenas para me pôr em contato com as experiências que busco e quero viver. Estas, por sua vez, não podem receber o rótulo de boas ou ruins. São experiências tão somente. E basta.

Assim, como ensina o Dr. Hew Len, no Limite Zero - lembram? -, tudo o que precisamos perdoar é apenas a nós mesmos, a nós mesmas, em todas as ocasiões e circunstâncias, e tão somente por nossa percepção equivocada. É para aprender a reconhecer isso e aceitar a responsabilidade por nossa salvação, que é também a salvação do mundo, que praticamos com confiança a ideia de hoje. 

Às práticas?