sábado, 2 de maio de 2026

Um modo prático para se experimentar um Deus vivo

 

LIÇÃO 122

O perdão oferece tudo o que quero.

1. O que poderias querer que o perdão não pode dar? Queres paz? O perdão a oferece. Queres felicidade, uma mente serena, uma clareza de objetivos e uma sensação de valor e de beleza que transcenda o mundo? Queres atenção e segurança e o calor da proteção garantido para sempre? Queres uma serenidade que não possa ser perturbada, uma bondade que não possa jamais ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão completo que não possa nunca ser perturbado?

2. O perdão te oferece tudo isto, e mais. Ele brilha nos teus olhos quando despertas e te dá a alegria com a qual enfrentar o dia. Ele conforta tua fronte enquanto dormes e descansa sobre tuas pálpebras para que não tenhas nenhum sonho de medo e de mal, de maldade e de ataque. E, quando despertas novamente, ele te oferece outro dia de felicidade e de paz. O perdão te oferece tudo isto, e mais.

3. O perdão permite que se levante o véu que esconde a face de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos que não perdoam. Ele te permite reconhecer o Filho de Deus e purifica tua memória de todos os pensamentos inúteis para que a lembrança de teu Pai possa surgir no limiar de tua mente. O que haverias de querer que o perdão não pode dar? Que dádiva a não ser estas são dignas de se buscar? Que valor imaginário, que efeito insignificante ou promessa passageira, que nunca será mantida, pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?

4. Por que buscarias uma resposta diferente do que a resposta que responderá a tudo? Eis aqui a resposta completa, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disposição para ouvir, a uma aplicação menor do que incompleta e a uma confiança tendenciosa. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás outra em seu lugar.

5. O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar e também não pode falhar. Sê grato por ele continuar a ser exatamente como Ele o planejou. Ele está constantemente diante de ti como uma porta aberta, com um chamado caloroso e acolhedor desde o umbral, convidando-te a entrar e a ficar à vontade aonde é o teu lugar.

6. Eis aqui a resposta! Queres ficar do lado de fora enquanto o Céu inteiro te espera no lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Receberás do mesmo modo que dás. Não há nenhum plano para a salvação do Filho de Deus a não ser este. Vamos nos regozijar hoje por isto ser verdade, pois aqui temos uma resposta, clara e simples, além do engano em sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo tece com teias frágeis desaparecem diante do poder e da autoridade desta afirmação extremamente simples da verdade.

7. Eis aqui a resposta! Não te afastes novamente em perambulações sem objetivo. Aceita a salvação agora. Ela é a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor a uma mente que recebe como seu aquilo que Deus dá. Deus quer que a salvação seja recebida hoje e que as dificuldades de teus sonhos não escondam mais de ti sua inutilidade.

8. Abre os olhos hoje e olha para um mundo feliz de segurança e de paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Ele se ergue em serenidade para saudar teus olhos abertos e para encher teu coração de profunda tranquilidade enquanto verdades antigas, sempre recém-nascidas, surgem na tua consciência. O que lembrarás, então, não pode ser descrito jamais. Contudo, teu perdão o oferece a ti.

9. Lembrando-nos das dádivas que o perdão oferece, empreendemos nossa prática hoje com esperança e fé que este será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscamos hoje com fervor e alegria, cientes de que trazemos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu para o inferno que fizemos, mas aonde não queremos mais permanecer.

10. Damos um quarto de hora alegremente pela manhã e à noite à busca na qual se garante o fim do inferno. Começa com esperança, pois chegamos a um ponto de mutação no qual a estrada se torna mais fácil. E agora o caminho que ainda temos a percorrer é curto. De fato, estamos perto do final estabelecido para o sonho.

11. Mergulha na felicidade quando começares estes períodos de prática, pois eles oferecem as recompensas infalíveis de perguntas respondidas e daquilo que tua aceitação da resposta traz. Hoje te será dado sentir a paz que o perdão oferece e a alegria que o erguer do véu estende para ti.

12. O mundo se desvanecerá até desaparecer diante da luz que receberás hoje e verás surgir outro mundo que não terás nenhuma palavra para retratar. Agora caminhamos diretamente para a luz e recebemos as dádivas que estão armazenadas para nós desde o início dos tempos à espera do dia de hoje.

13. O perdão oferece tudo o que queres. Hoje todas as coisas que queres te são dadas. Não deixes que tuas dádivas desapareçam ao longo do dia, enquanto voltas mais uma vez para enfrentar um mundo de mudanças passageiras e de tristes aparências. Conserva tuas dádivas com clareza em tua consciência enquanto percebes o imutável no coração do mutável; a luz da verdade atrás das aparências.

14. Não fiques tentado a permitir que tuas dádivas escapem e sejam levadas ao esquecimento, mas mantém-nas em tua mente de forma decidida com tua tentativa de pensar nelas pelo menos durante um minuto à passagem de cada quarto de hora. Lembra-te de quão preciosas são estas dádivas com este lembrete, que tem o poder para mantê-las em tua consciência ao longo do dia:

O perdão oferece tudo o que quero.
Aceito isto como verdadeiro hoje.
Recebo as dádivas de Deus hoje.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 122

Caras, caros,

Para as práticas com a lição de hoje,

"O perdão oferece tudo o que quero."

o comentário que se segue repete os comentários feitos em alguns dos anos anteriores.

Caso esta seja a primeira vez que chegas aqui, ou mesmo que não, que seja a segunda ou a terceira, nunca é demais lembrar que a ideia que a lição de hoje oferece mais uma vez para as práticas complementa e estende a ideia que praticamos ontem e traz consigo mais uma oportunidade para o aprendizado, na prática, de que só o perdão pode nos oferecer tudo o que queremos. 

Basta colocarmos de forma honesta e sincera, apenas pelo pouco tempo que a lição pede, todo o foco de nossa atenção para o que a lição diz:

O que poderias querer que o perdão não pode dar? Queres paz? O perdão a oferece. Queres felicidade, uma mente serena, uma clareza de objetivos e uma sensação de valor e de beleza que transcenda o mundo? Queres atenção e segurança e o calor da proteção garantido para sempre? Queres uma serenidade que não possa ser perturbada, uma bondade que não possa jamais ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão completo que não possa nunca ser perturbado?

O perdão te oferece tudo isto, e mais. Ele brilha nos teus olhos quando despertas e te dá a alegria com a qual enfrentar o dia. Ele conforta tua fronte enquanto dormes e descansa sobre tuas pálpebras para que não tenhas nenhum sonho de medo e de mal, de maldade e de ataque. E, quando despertas novamente, ele te oferece outro dia de felicidade e de paz. O perdão te oferece tudo isto, e mais.

O perdão permite que se levante o véu que esconde a face de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos que não perdoam. Ele te permite reconhecer o Filho de Deus e purifica tua memória de todos os pensamentos inúteis para que a lembrança de teu Pai possa surgir no limiar de tua mente. O que haverias de querer que o perdão não pode dar? Que dádivas a não ser estas são dignas de se buscar? Que valor imaginário, que efeito insignificante ou promessa passageira, que nunca será mantida, pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?

Mesmo quando aquela vozinha interna em nós nos convida a manter o rancor, a cultivar a mágoa e a alimentar o ressentimento, o perdão ainda vai ser o único meio de chegarmos, à leveza, à paz, à alegria e à felicidade. Já aprendemos que, por mais doce que nos pareça o sabor da vingança, ela sempre deixa as marcas amargas da infelicidade, da insatisfação e da culpa, que nos roubam a paz de espírito e nos separam da humanidade, do contato com o divino em nossa condição humana.
 
O perdão oferece tudo o que eu quero. 

Como o Curso ensina, tudo o que vemos fora é apenas uma projeção daquilo que existe dentro de nós. Por isso é possível compreendermos que não há nada a se perdoar fora de nós. É só a nós mesmos e a nós mesmas que precisamos perdoar. É só nossa percepção equivocada que precisa de perdão. Sempre. Não importa o que aparentemente tenha acontecido. Pois já sabemos de nossa responsabilidade em relação a tudo o que acontece.

Não há nenhum lugar fora de nós mesmos e de nó mesmas aonde buscar respostas. A lição continua. E pergunta:

Por que buscarias uma resposta diferente do que a resposta que responderá a tudo? Eis aqui a resposta completa, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disposição para ouvir, a uma aplicação menor do que incompleta e a uma confiança tendenciosa. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás outra em seu lugar.

De acordo com Frederic Luskin, em seu livro O poder do perdão, sempre é possível nos perdoarmos "quando entendemos que, mesmo em relação a nossas próprias ações, não temos total controle. Ninguém é perfeito [na forma, enquanto se acredita separado do divino e dos outros]. Todos cometemos erros. Todos tomamos decisões equivocadas e agimos a partir de informações insatisfatórias [e incompletas, uma vez que não temos nunca como perceber o quadro inteiro em qualquer situação]. Ser humano significa falhar em algumas coisas e fazer [o que aparentemente é o] mal a outras pessoas [mesmo quando a nossa intenção é a melhor]. [Atentemos para o fato de que] A necessidade de ser perfeito é uma regra não-executável. [Não querer fazer com que ninguém sofra nunca] é uma regra não-executável. Precisar ser bem-sucedido sempre é uma regra não-executável. Ser humano [ou ter a consciência de que se é humano é exatamente o que] nos permite oferecer o perdão a nós mesmos"... 

E Wayne Dyer, no mesmo livro a que me referi ontem, termina o capítulo sobre o perdão com o seguinte: 

"Conscientiza-te de que teus pais (e quaisquer outras pessoas em teu passado) fizeram o que sabiam fazer dadas as condições de suas vidas. Tu não podes pedir mais do que isso a ninguém. Talvez [ainda] não o tenhas feito deste modo, então aprende a fazê-lo. Perdoar é reconhecer que as feridas mais profundas não cicatrizarão enquanto não perdoares. Faze, pois, esta escolha e imediatamente vais te sentir mais livre do que jamais te sentiste."

A salvação que buscamos só precisa ser buscada na ilusão que pensamos viver. Na verdade, não há salvação possível porque não há ninguém a ser salvo. Isto é, todos e todas nós já estamos salvos e salvas. Daí, a lição dizer o seguinte:

O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar e também não pode falhar. Sê grato por ele continuar a ser exatamente como Ele o planejou. Ele está constantemente diante de ti como uma porta aberta, com um chamado caloroso e acolhedor desde o umbral, convidando-te a entrar e a ficar à vontade aonde é o teu lugar.

Eis aqui a resposta! Queres ficar do lado de fora enquanto o Céu inteiro te espera no lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Receberás do mesmo modo que dás. Não há nenhum plano para a salvação do Filho de Deus a não ser este. Vamos nos regozijar hoje por isto ser verdade, pois aqui temos uma resposta, clara e simples, além do engano em sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo tece com teias frágeis desaparecem diante do poder e da autoridade desta afirmação extremamente simples da verdade.

Eis aqui a resposta! Não te afastes novamente em perambulações sem objetivo. Aceita a salvação agora. Ela é a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor a uma mente que recebe como seu aquilo que Deus dá. Deus quer que a salvação seja recebida hoje e que as dificuldades de teus sonhos não escondam mais de ti sua inutilidade.

Abre os olhos hoje e olha para um mundo feliz de segurança e de paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Ele se ergue em serenidade para saudar teus olhos abertos e para encher teu coração de profunda tranquilidade enquanto verdade antigas, sempre recém-nascidas, surgem na tua consciência. O que lembrarás, então, não pode ser descrito jamais. Contudo, teu perdão o oferece a ti.

Isto é tudo o que precisamos fazer: abrir os olhos, abrir-nos por inteiro para ver "um mundo feliz de segurança e de paz". Pois:
 
O perdão oferece tudo o que eu quero.

Para alcançarmos a percepção clara da verdade que há na ideia que praticamos, precisamos nos lembrar de seguir, com toda a atenção e do modo mais honesto e sincero de que somos capazes, as orientações que a lição nos dá para as práticas de hoje. Começando com:

Lembrando-nos das dádivas que o perdão oferece, empreendemos nossa prática hoje com esperança e fé que este será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscamos hoje com fervor e alegria, cientes de que trazemos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu para o inferno que fizemos, mas aonde não queremos mais permanecer.

É esta ideia que, mais do que simplesmente nos oferecer uma nova oportunidade para a compreensão de que a salvação que buscamos só se dá pelo perdão, se oferece como uma maneira prática de experimentarmos um Deus Vivo dando sentido a nossas vidas. Nem é preciso que recorramos à mente, ao intelecto, ou à razão. Basta querermos, de fato, a experiência do perdão para incorporá-la em nossos dias.

O perdão oferece tudo o que quero.

É possível se obter resultados práticos imediatos e visíveis tão logo nos dediquemos aos exercícios, quer para perdoar a nós mesmos e a nós mesmas por quaisquer equívocos em nossa mente, quer para oferecer o perdão a quem quer que se apresente em nossa mente aprisionado, ou aprisionada. por uma imagem equivocada que fazemos dele, ou dela, julgando-o, ou a ela, menos digno ou menos digna do que o Filho de Deus.

Seguindo atentamente o roteiro que a lição oferece em seus parágrafos finais, certamente vamos experimentar a paz e a tranquilidade que resultam de abandonarmos toda a carga de culpa e de medo que carregamos, que desaparecem a partir do perdão que oferecemos a nós mesmos e a nós mesmas, a tudo e a todas as pessoas no mundo inteiro. 

Às práticas?

sexta-feira, 1 de maio de 2026

A tentativa de obter segurança só leva à insegurança

 

LIÇÃO 121

O perdão é a chave para a felicidade.

1. Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave para o sentido em um mundo que parece não fazer nenhum sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem te ameaçar a cada esquina e trazer incerteza para todas as tuas esperanças de encontrar serenidade e paz em algum momento. Nisto, todas as perguntas são respondidas; nisto, finalmente, garante-se o fim de toda incerteza.

2. A mente que não perdoa está cheia de temor e não oferece nenhum espaço para que o amor seja ele mesmo; nenhum lugar em que ele possa estender suas asas em paz e se elevar acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, não tem esperança de descanso e de alívio da dor. Ela sofre e habita no sofrimento, perscrutando no escuro, sem ver, mas certa do perigo que a espreita lá.

3. A mente que não perdoa está dilacerada pela dúvida, confusa acerca de si mesma e de tudo o que vê; amedrontada e com raiva, fraca e violenta, com medo de seguir adiante, com medo de ficar, com medo de acordar ou de ir dormir, com medo de qualquer som e com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pelo escuro e ainda mais aterrorizada com a aproximação da luz. O que a mente que não perdoa pode perceber a não ser sua condenação? O que ela pode ver exceto a prova de que todos os seus pecados são reais?

4. A mente que não perdoa não vê nenhum erro, mas apenas pecados. Ela olha para o mundo com olhos cegos e grita estridentemente quando vê suas próprias projeções se erguerem para atacar sua paródia lamentável da vida. Ela quer viver, mas deseja estar morta. Ela quer o perdão, mas não vê nenhuma esperança. Ela quer uma saída, mas não pode conceber nenhuma porque vê o pecado em todos os lugares.

5. A mente que não perdoa está em desespero, sem perspectiva de um futuro que possa oferecer qualquer coisa a não ser mais desespero. Porém, considera seu julgamento do mundo irreversível, e não percebe que condenou a si mesma a este desespero. Ela pensa que não pode mudar, porque o que vê testemunha que seu julgamento está correto. Ela não pergunta porque pensa que sabe. Ela não questiona, segura de que está correta.

6. O perdão é conquistado. Ele não é inerente à mente, que não pode pecar. Uma vez que o pecado é uma ideia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem de ser aprendido por ti, mas de um Professor diferente de ti mesmo, Que representa o outro Ser em ti. Por meio d'Ele tu aprendes como perdoar o ser que pensas que fizeste e permites que ele desapareça. Deste modo, devolves tua mente unificada Àquele Que é teu Ser e Que jamais pode pecar.

7. Toda mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade de ensinares a tua própria mente como se perdoar. Cada uma delas espera liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando pelo Céu aqui e agora. Ela não tem nenhuma esperança, mas tu te tornas a esperança dela. E, na condição de esperança dela, tu, de fato, te tornas tua própria esperança. A mente que não perdoa tem de aprender com o teu perdão que ela está salva do inferno. E, à medida que ensinas a salvação, tu aprenderás. Contudo, todo o teu ensinamento e todo o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para te mostrar o caminho.

8. Hoje praticamos aprender a perdoar. Se estiveres disposto, podes aprender hoje a pegar a chave da felicidade e a usá-la em teu próprio benefício. Dedicaremos dez minutos pela manhã e outros dez à noite, para aprender como oferecer o perdão e também como recebê-lo.

9. A mente que não perdoa não acredita que dar e receber são a mesma coisa. No entanto, tentaremos aprender que eles são a mesma coisa pela prática do perdão a alguém em quem pensas como sendo um inimigo e a alguém que consideras um amigo. E, enquanto aprendes a vê-los como um só, estenderemos a lição a ti mesmo e veremos que a saída deles incluía a tua.

10. Começa os períodos de prática mais longos pensando em alguém de quem não gostas, que parece te irritar ou te causar desgosto caso tenhas de encontrá-lo; alguém a quem desprezas vivamente ou a quem simplesmente tentas ignorar. Não importa a forma que tua raiva toma. É provável que já o tenhas escolhido. Ele servirá.

11. Agora fecha os olhos e vê-o em tua mente, e olha para ele por um momento. Tenta perceber alguma luz nele em algum lugar; um pequeno raio que nunca notaste. Tenta achar uma pequena centelha de alegria brilhando através do retrato desagradável que manténs dele. Olha para este retrato até veres uma luz em algum lugar nele e tenta, em seguida, permitir que esta luz se estenda até envolvê-lo e tornar o retrato bonito e bom.

12. Olha para esta percepção transformada por um momento e volta tua mente para aquele a quem chamas de amigo. Tenta transferir para ele a luz que aprendeste a ver em torno de teu "inimigo" anterior. Percebe-o agora como mais do que amigo para ti, pois nesta luz a santidade dele te mostra teu salvador, salvo e capaz de salvar, curado e íntegro.

13. Deixa, então, que ele te ofereça a luz que vês nele e permite que teu "inimigo" e teu amigo se unam para te abençoar com o que deste. Agora és um só com eles e eles contigo. Agora estás perdoado por ti mesmo. Ao longo de todo o dia, não te esqueças do papel que o perdão desempenha para trazer a felicidade a todas as mentes que não perdoam, a tua entre elas. Dize a ti mesmo a cada hora:

O perdão é a chave para a felicidade.
Despertarei do sonho de que sou mortal,
falível e pecador, e saberei que sou o Filho perfeito de Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 121

Caras, caros,

Passado o período de nossa terceira revisão, voltamos às lições para dar continuidade ao aprendizado, ou, melhor dizendo, para dar continuidade à tentativa de desfazer o aprendizado do que o mundo do ego nos ensinou até aqui, continua a nos ensinar e vai continuar nos ensinando, enquanto nos voltarmos para o sistema de pensamento do ego à procura de orientação. Quer dizer, então, nossa volta às lições é para dar continuidade ao aprendizado a partir do que ensina o espírito em nós.

Para continuar, então, nossas práticas vamos lidar hoje com a seguinte ideia:

"O perdão é a chave para a felicidade."

E aí, repetindo em grande parte aquilo que eu já disse em anos anteriores, comecemos a exploração: 

Que maravilha, não? Retomar a caminhada, após uma revisão, que termina com o descanso em Deus e a garantia de que ainda és como Deus te criou, e descobrir, assim, disponível, a teu alcance a todo momento, a chave para a felicidade, ao abrir o livro para a lição de hoje, de modo tão simples e tão fácil.

Ou não te parece fácil perdoar? Por quê? Nem sabendo que tua felicidade depende apenas do perdão que ofereces, a ti mesmo, ou a ti mesma, e a tudo e a todas as pessoas e ao mundo inteiro, te sentes impelido, ou impelida a a praticar o perdão de forma indiscriminada? Não?

E se soubesses, se compreendesses no mais íntimo de ti mesmo, ou de ti mesma, que só podes perdoar a ti mesmo, a ti mesma? Que só tens de perdoar a ti mesmo, a ti mesma? Ou se entendesses, como diz Gilberto Gil, na letra de sua música 'Drão": "não há o que perdoar, por isso é que de haver mais compaixão".

Sim, sim, "não há o que perdoar" e só tens de perdoar a ti mesmo, a ti mesma, apenas quando tua percepção equivocada te mostra algo que te fere e magoa, mas que, na verdade, não existe, a não ser como invenção de teu julgamento, da interpretação equivocada que fizeste de algo que algum ou alguma semelhante disse ou fez. É a  uma parte tua que não queres reconhecer e perdoar.

Não te parece que fica mais fácil oferecer o perdão, quando sabes que é só a ti mesmo, a ti mesma, que precisas perdoar? E que só podes perdoar ilusões, porque a verdade é simplesmente, e não há nada a se perdoar naquilo que é.

Ou achas que tens de perdoar o sol por ser sol? A lua por ser lua? A luz por ser luz? As aves por serem aves? Os peixes por serem peixes e assim por diante? 

Num dos livro de Wayne Dyer, de que falei em anos passados, no capítulo que se refere ao perdão, em perfeita sintonia com o que o Curso ensina, ele afirma o seguinte: 

"A liberdade em um simples ato de perdão economiza o custo da raiva e o alto custo do ódio. O perdão pode comprar a paz de espírito. Pensa em tudo o que já foi enviado em tua direção alguma vez, porque guardas rancor e hostilidade. Cada ferida ou ferroada é como ser picado por uma cobra. Raramente morres pelo machucado, mas uma vez picado, é impossível deixar de sê-lo, e o estrago é feito pelo veneno que continua a circular pelo teu próprio sistema. O veneno é tua amargura e o ódio a que te agarras muito depois de teres sido machucado. É este veneno que, por fim, vai destruir tua paz de espírito. 

"O antídoto é o perdão, que não é tão difícil quanto podes querer acreditar. Se acreditas que o perdão é um desafio e um ato de livrar-se de conflitos com o qual tens de lidar a vida inteira, tenho a dizer que é exatamente o contrário que é verdade. O perdão é alegre, fácil e, mais que tudo, extremamente libertador. Ele nos livra dos fardos do ressentimento e de mágoas passadas e é apenas outra palavra para esquecer simplesmente."

O perdão é a chave para a felicidade.

Nas práticas desta ideia para hoje vamos encontrar tudo aquilo de que precisamos para dar significado à vida que vivemos, ao mundo aparentemente caótico em que pensamos viver. A verdade é que as lutas em que nos empenhamos para sobreviver num corpo, neste mundo, são todas injustificadas. Não têm significado, porque enquanto ainda acreditarmos que é preciso lutar por algo, contra algo ou alguém, não será possível chegar à paz. Pacificar o mundo exige a paz interior, que só pode brotar do perdão que oferecemos a nós mesmos, a nós mesmas, por não sermos capazes de ver de modo diferente a maior parte de o tempo. É por isso que a lição ensina:

Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave para o sentido em um mundo que parece não fazer nenhum sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem te ameaçar a cada esquina e trazer incerteza para todas as tuas esperanças de encontrar serenidade e paz em algum momento. Nisto, todas as perguntas são respondidas; nisto, finalmente, garante-se o fim de toda incerteza.

E mesmo que a incerteza se apresente ao longo dos dias em que ainda vamos viver esta experiência no corpo e nos sentidos, o perdão pode garantir que nossa segurança está apenas em Deus. N'Ele descansamos, pois ainda somos como Ele nos criou.

A mente que não perdoa está cheia de temor e não oferece nenhum espaço para que o amor seja ele mesmo; nenhum lugar em que ele possa estender suas asas em paz e se elevar acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, não tem esperança de descanso e de alívio da dor. Ela sofre e habita no sofrimento, perscrutando no escuro, sem ver, mas certa do perigo que a espreita lá.

A mente que não perdoa está dilacerada pela dúvida, confusa acerca de si mesma e de tudo o que vê; amedrontada e com raiva, fraca e violenta, com medo de seguir adiante, com medo de ficar, com medo de acordar ou de ir dormir, com medo de qualquer som e com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pelo escuro e ainda mais aterrorizada com a aproximação da luz. O que a mente que não perdoa pode perceber a não ser sua condenação? O que ela pode ver exceto a prova de que todos os seus pecados são reais?

A mente que não perdoa não vê nenhum erro, mas apenas pecados. Ela olha para o mundo com olhos cegos e grita estridentemente quando vê suas próprias projeções se erguerem para atacar sua paródia lamentável da vida. Ela quer viver, mas deseja estar morta. Ela quer o perdão, mas não vê nenhuma esperança. Ela quer uma saída, mas não pode conceber nenhuma porque vê o pecado em todos os lugares.

A mente que não perdoa está em desespero, sem perspectiva de um futuro que possa oferecer qualquer coisa a não ser mais desespero. Porém, considera seu julgamento do mundo irreversível, e não percebe que condenou a si mesma a este desespero. Ela pensa que não pode mudar, porque o que vê testemunha que seu julgamento está correto. Ela não pergunta porque pensa que sabe. Ela não questiona, segura de que está correta.

Os quatro parágrafos acima, retirados da lição, descrevem a experiência que todos e todas nós temos, quando nos deixamos envolver pelo modo de pensar do ego - o falso eu, com quem nos identificamos em nossa experiência de corpos no mundo das formas, dos sentidos e dos eventos -, pela maneira de pensar do mundo, que busca segurança onde não se pode achar nenhuma e busca a salvação no único lugar onde ela não pode ser encontrada: no mundo e nas coisas e pessoas do mundo.

A incerteza, a insegurança e os medos que aprendemos desde a mais tenra infância a partir dos ensinamentos do mundo são frutos de interpretações equivocadas que fazemos do mundo, das pessoas e coisas do mundo e da busca de uma segurança que jamais poderemos obter do mundo e no mundo. Na verdade, segundo Alan Watts, "a insegurança é o resultado da tentativa de se obter segurança". Sempre, eu diria. Ainda segundo ele, "a salvação e a razão consistem no reconhecimento mais radical de que não há meio de nos salvarmos", uma vez que, como o Curso ensina, já estamos salvos, sempre estivemos e sempre estaremos. A aparente necessidade de salvação e segurança brota de uma identificação equivocada com o corpo e com tudo o que é impermanente. 

O perdão é a chave da felicidade.

O ponto mais importante talvez de se praticar a ideia de hoje, que vai permitir que entremos em contato, que reconheçamos e aceitemos a verdade por detrás dela, está no seguinte:

O perdão é conquistado. Ele não é inerente à mente, que não pode pecar. Uma vez que o pecado é uma ideia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem de ser aprendido por ti, mas de um Professor diferente de ti mesmo, Que representa o outro Ser em ti. Por meio d'Ele tu aprendes como perdoar o ser que pensas que fizeste e permites que ele desapareça. Deste modo, devolves tua mente unificada Àquele Que é teu Ser e Que jamais pode pecar.

Do mesmo modo que aprendemos a percepção e construímos, por meio dela, o ego a partir do qual vivemos a experiência dos sentidos neste mundo de aparências, podemos aprender que, como ensinam as primeiras lições, o mundo não contém nada que realmente queiramos. Nada do que o mundo oferece pode nos dar a alegria e a paz, que são a Vontade de Deus para nós.

Assim, é óbvio que podemos conquistar também o perdão. A mente, na verdade, não pode pecar. É apenas a percepção equivocada que nos leva a interpretar uma experiência qualquer como um erro, que precisa ser corrigido, ou como um pecado, que precisa de perdão. O pecado, como a lição diz, é algo que ensinamos a nós mesmos e a nós mesmas via ego. O perdão, embora também possa ser aprendido, não o pode ser a partir do ego. Para aprendê-lo é preciso que nos voltemos para o divino interior, para o Espírito Santo em nós, que é o único Professor que nos pode ensinar o perdão.

O perdão é a chave da felicidade.

Esta a ideia que praticamos hoje, como forma de obter a cura para todos os nossos males e para todos os males do mundo. É importante, pois, que a pratiquemos de todo o coração, com toda a alma e com a maior atenção possível. Pois é só aprendendo a importância de se fazer do perdão uma prática diária que vamos ser capazes de ter acesso à paz ilimitada, sem obstáculos, sem medos, sem dúvidas.

Precisamos aprender com as práticas desta ideia que:

Toda mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade de ensinares a tua própria mente como se perdoar. Cada uma delas espera liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando pelo Céu aqui e agora. Ela não tem nenhuma esperança, mas tu te tornas a esperança dela. E, na condição de esperança dela, tu, de fato, te tornas tua própria esperança. A mente que não perdoa tem de aprender com o teu perdão que ela está salva do inferno. E, à medida que ensinas a salvação, tu aprenderás. Contudo, todo o teu ensinamento e todo o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para te mostrar o caminho.

Não percamos, então, a oportunidade que a lição de hoje nos oferece. Vamos seguir com toda a atenção de que somos capazes o restante das instruções para passarmos o dia a oferecer o perdão, a nós mesmos, a nós mesmas, a tudo e a todas as pessoas que se apresentarem em nosso caminho, ou para quem se voltarem nossos pensamentos.

Às práticas?

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Não há perigo algum neste mundo para o que somos

 

LIÇÃO 120

Para revisão pela manhã e à noite:

1. (109) Eu descanso em Deus.

Eu descanso em Deus hoje e O deixo trabalhar em mim,
e por meu intermédio, enquanto descanso n'Ele em paz e
em perfeita segurança.

2. (110) Eu sou como Deus me criou.

Eu sou o Filho de Deus. Hoje deixo de lado
todas as ilusões doentias acerca de mim mesmo e permito que
meu Pai me diga Quem eu sou realmente.

3. Para a hora:
Eu descanso em Deus.

Para a meia hora:
Eu sou com Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 120

Caras, caros,

E eis que chegamos ao fim de mais uma revisão. Novamente. Para tanto, voltamos a atenção e dirigimos nossas práticas de hoje a duas ideias, que trazem em si - cada uma delas com sua peculiaridade - toda a força e todo o poder para nos libertar para todo o sempre de toda e qualquer ilusão que possamos inventar acerca do que somos e do que pensamos ser o mundo.

É bom termos sempre em mente que "todas as coisas cooperam para o bem" e que, diferentemente do que nos mostra a percepção dos sentidos, fazendo o que quer que façamos, pensando o que quer que pensemos, é em Deus que o fazemos, pois vivemos e nos movemos n'Ele/d'Ela. 

E, ainda que não tenhamos consciência disso o tempo todo, descansamos em Deus, enquanto a ilusão de nós mesmos e de nós mesmas, que criamos, pensando-nos separados e separadas d'Ele/d'Ela, se debate em um mundo de fantasias, um mundo de ilusão, que não leva a lugar nenhum. 

O melhor de tudo isso, porém, é que, por ser  o mundo ilusório, podemos, se assim o quisermos, abandoná-lo tranquilamente a qualquer instante. Agora mesmo, neste exato momento, se este for o nosso desejo. Basta acreditar de fato nesta ideia para reconhecermos que este mundo de ilusões não tem nada que queiramos e que não há nada nele que queiramos mudar, nem em nós mesmos ou em nós mesmas, porque ainda somos como Deus nos criou. E porque o mundo e tudo nele só pode ser exatamente como é em todo e qualquer momento em que voltamos nossa atenção para ele.

Reforçando: independente do que fizermos, somos como Deus nos criou. Sempre seremos. E descansamos n'Ele/n'Ela. Nada, nem ninguém, neste mundo, nada nesta vida ilusória de separação, de sofrimento, de dor e de morte que pensamos levar pode mudar a verdade do que somos. Nunca, em tempo algum. O mundo, este mundo é apenas um mundo imaginário, não é real. Por isso, a verdade do que somos não corre perigo algum neste mundo. Saber disso deve bastar para nos dar a tranquilidade, a serenidade e a paz, que completam a alegria perfeita, que é a Vontade de Deus para nós.

N'Ele/n'Ela e só n'Ele/n'Ela podemos descansar.

Às práticas, pois?

quarta-feira, 29 de abril de 2026

O que nos pode tornar livres, de fato, é só a verdade

 

LIÇÃO 119

Para revisão pela manhã e à noite:

1. (107) A verdade corrigirá todos os erros em minha mente.

Estou errado quando penso que posso
 ser ferido de alguma forma. Eu sou o Filho de Deus,
cujo Ser repousa em segurança na Mente de Deus.

2. (108) Dar e receber são a mesma coisa na verdade.

Vou perdoar todas as coisas hoje, para poder aprender como
aceitar a verdade em mim, para vir a reconhecer minha inocência.

3. Para a hora:
A verdade corrigirá todos os erros em minha mente.

Para a meia hora:
Dar e receber são a mesma coisa na verdade.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 119

Caras, caros,

Aproximamo-nos, mais uma vez, do final desta revisão - a terceira delas neste ano, a terceira delas em todos os anos que temos praticado juntas, juntos. 

As ideias que vamos praticar hoje são extremamente importantes para reconhecermos, aceitarmos e cumprirmos nosso papel no plano de Deus para a salvação. Elas são também instrumentos importantes que buscam nos preparar para os passos que virão a seguir.

A primeira ideia que revisamos busca nos tornar capazes de apagar de nossa memória aquilo que nos deu - e continua a dar - a educação do mundo, que nos fez, e faz até hoje, acreditar que a verdade, tanto quanto Deus, é perigosa e deve ser temida.

A realidade mesmo, que o ego quer esconder de nós, é que só a verdade nos pode tornar livres. Porque só a verdade pode nos levar à paz infinita e inabalável. É só o ego - o falso eu - que pode ter medo da verdade. Pois a verdade faz ver que não há nenhum valor em nenhuma das ilusões que o mundo oferece. Todas são a mesma. Todas são perecíveis, finitas, imperfeitas. Só podem nos levar a mais ilusões, quando lhes damos nossa atenção.

A segunda, como já vimos, resolve todos os conflitos que aparentemente existem no mundo, por desmentir a crença de que dar alguma coisa significa perdê-la. Não, não e não! Na verdade, como o Curso ensina, só temos de fato aquilo que damos. Ou ainda, dito de outra forma, "só não tens aquilo que não dás". E não existe perda, a não ser na ilusão. E a ilusão não existe.

Para isso praticamos.

terça-feira, 28 de abril de 2026

O silêncio é essencial para a Presença habitar em nós

 

LIÇÃO 118

Para revisão pela manhã e à noite:

1. (105) A paz e a alegria de Deus são minhas.

Hoje, aceitarei a paz e a alegria de Deus, em uma troca feliz
por todos os substitutos que invento para a felicidade e para a paz.

2. (106) Que eu me aquiete e escute a verdade.

Que minha voz insignificante se cale e me permita ouvir a Voz poderosa
pela Própria Verdade me assegurar que sou o Filho perfeito de Deus.

3. Para a hora:
A paz e a alegria de Deus são minhas.

Para a meia hora:
Que eu me aquiete e escute a verdade.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 118

Caras, caros,

Conforme eu já disse em comentário anterior, nós podemos até inverter a ordem das ideias que revisamos hoje e o resultado não será diferente da verdade que buscamos aprender a respeito do que somos em Deus, com Ele/Ela.

Assim: Que eu me aquiete e escute a verdade. O que vou ouvir não será nada diferente de: A paz e a alegria de Deus são minhas. Porque tudo o que eu quero para mim é também aquilo que Deus quer, e é aquilo que Ele/Ela me permite ter. 

Entretanto, Ele/Ela me permite ter o que eu quiser, em qualquer circunstância, mesmo quando, equivocado por me acreditar separado d'Ele/d'Ela, desejo algo diferente da paz, da alegria, do amor e da felicidade que Deus quer para mim, o resultado pode até ser dor, sofrimento, depressão, doença, medo, morte, que são escolhas minhas que me fazem acreditar na separação. São escolhas que faço ao julgar imperfeita a criação, ou qualquer parte dela. Aí, mergulhei na ilusão de uma separação que não existe.

É por isso também que é sempre valioso praticar a lembrança de que Deus vai comigo aonde eu for, mas apenas se eu O/A convidar a ir ou vir comigo. Se eu O/A excluir de minha consciência, Ele/Ela não vai estar lá? Vai, porque Ele/Ela sempre vai comigo aonde eu for, mas, ao exclui-Lo/La, eu não vou poder desfrutar de Sua Presença, nem da alegria, da paz, do amor e da felicidade que são a Vontade d'Ele/d'Ela para mim.

É esta a razão pela qual é fundamental que eu me cale, que eu me aquiete, para deixar espaço para a Presença de Deus se instalar em mim, para eu poder escutar a verdade, que me dá a paz e a alegria de Deus. 

Às práticas?