quarta-feira, 6 de maio de 2026

A melhor ferramenta do Curso é a prática das lições

 

LIÇÃO 126

Tudo o que dou é dado a mim mesmo.

1. A ideia de hoje, completamente estranha para o ego e para o modo de pensar do mundo, é vital para a inversão da forma de pensar que este curso trará. Se acreditasses nesta afirmação, não haveria nenhum problema em relação ao perdão completo, à certeza da meta e à direção correta. Tu compreenderias o meio pelo qual a salvação vem a ti e não hesitarias em usá-lo agora.

2. Consideremos aquilo em que de fato acreditas em lugar desta ideia. Parece-te que as outras pessoas estão separadas de ti e que são capazes de se comportar de maneiras que não têm nenhuma relação com teus pensamentos, nem os teus com os delas. Por isto, tuas atitudes não têm nenhum efeito sobre elas e os pedidos de ajuda delas não estão de nenhuma forma relacionados aos teus. Pensas, além disso, que elas podem pecar sem afetar tua percepção de ti mesmo, enquanto que tu podes julgar o pecado delas e, ainda assim, permanecer livre de condenação e em paz.

3. Quando "perdoas" um pecado não há francamente nenhum ganho para ti. Tu ofereces caridade a alguém indigno apenas para salientar que és melhor, que estás em um plano mais elevado do que aquele a quem perdoas. Ele não merece tua tolerância generosa, que concedes a alguém não merecedor da dádiva, porque seus pecados o reduzem a uma condição inferior à de uma verdadeira igualdade contigo. Ele não tem nenhum direito a teu perdão. Teu perdão estende uma dádiva a ele, mas dificilmente a ti mesmo.

4. Deste modo, o perdão é basicamente deletério; uma generosa extravagância, benevolente, apesar de não merecida, uma dádiva às vezes concedida, noutras negada. Não merecido, é justo negá-lo e não é justo que sofras quando ele é negado. O pecado que perdoas não é teu. Alguém separado de ti o cometeu. E se, então, fores bondoso para com ele, dando-lhe aquilo que ele não merece, a dádiva não é mais tua do que o pecado era dele.

5. Se isto for verdadeiro, o perdão não tem nenhuma base confiável e segura sobre a qual se apoiar. Ele é uma excentricidade, na qual tu, algumas vezes, escolhes dar de forma bondosa um alívio não merecido. Entretanto, continua a ser teu direito não permitir que o pecador escape do pagamento justo por seu pecado. Pensas que o Senhor do Céu permitiria que a salvação do mundo dependesse disto? O cuidado d'Ele por ti não seria, de fato, pequeno se tua salvação se baseasse em uma extravagância?

6. Tu não compreendes o perdão. Do modo como o vês, ele é apenas um controle imposto ao ataque aberto, que não exige correção em tua mente. Do modo como o percebes, ele não pode te oferecer a paz. Ele não é um meio para tua liberação daquilo que vês em alguém diferente de ti mesmo. Ele não tem nenhum poder para restabelecer tua unidade com ele em tua consciência. Ele não é o que Deus pretendia que ele fosse para ti.

7. Ao não Lhe dares a dádiva que Ele te pede, tu não podes reconhecer as dádivas d'Ele e pensas que Ele não as deu a ti. Porém, Ele te pediria uma dádiva a menos que ela fosse para ti? Ele poderia ficar satisfeito com gestos vazios e avaliar tais dádivas mesquinhas como dignas de Seu Filho? A salvação é uma dádiva melhor do que isto. E o perdão verdadeiro, como a forma pela qual ela é obtida, tem de curar a mente que dá, porque dar é receber. Aquilo que permanece não recebido não foi dado, mas aquilo que foi dado tem de ser recebido.

8. Hoje tentamos compreender a verdade segundo a qual doador e receptor são o mesmo. Precisarás de ajuda para tornar isto significativo, porque é muito estranho ao modo de pensar a que estás acostumado. Mas a Ajuda de que precisas está aí. Oferece tua fé a Ele hoje e pede a Ele que compartilhe de tua prática com a verdade hoje. E se captares apenas um vislumbre pequenino do alívio que há na ideia que praticamos hoje, este será um dia de glória para o mundo.

9. Dá, hoje, quinze minutos duas vezes à tentativa de compreensão da ideia de hoje. Ela é o pensamento a partir do qual o perdão assume o lugar correto em tuas prioridades. Ela é o pensamento que vai liberar tua mente de todos os obstáculos àquilo que o perdão significa e permitir que percebas claramente o valor dele para ti.

10. Em silêncio, fecha os olhos sobre o mundo que não compreende o perdão e busca refúgio no lugar sereno em que os pensamentos se transformam e as falsas crenças são abandonadas. Repete a ideia de hoje e pede ajuda para compreender o que ela significa realmente. Dispõe-te a ser instruído. Alegra-te em ouvir a Voz da verdade e da cura falar contigo e compreenderás as palavras que Ele diz, e reconhecerás que Ele te diz tuas próprias palavras.

11. Tantas vezes quantas puderes, lembra a ti mesmo de que tens um objetivo hoje; um objetivo que torna este dia de valor especial para ti mesmo e para todos os teus irmãos. Não deixes que tua mente se esqueça deste objetivo por muito tempo, mas dize a ti mesmo:

Tudo o que dou é dado a mim mesmo. A Ajuda de que preciso para
aprender que isto é verdadeiro está comigo agora. E confiarei n'Ele.

Em seguida passa um momento tranquilo, abrindo tua mente para a correção d'Ele e para Seu Amor. E acreditarás no que ouves d'Ele porque o que Ele dá será recebido por ti.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 126

Caras, caros,

A ideia que temos para as práticas hoje tem tudo a ver com uma ideia que já praticamos e que é sempre um espinho no sistema de pensamento do ego. É aquela ideia que diz que dar e receber são uma coisa só na verdade. Algo inimaginável para o ego e seu sistema de pensamento. O sistema que faz o mundo girar do modo como a maioria das pessoas que o habitam pensam que ele gira.

A ideia é a seguinte:

"Tudo o que dou é dado a mim mesmo."

Nesta postagem, que de certa forma meio que repete comentários anteriores feitos para explorar a lição, é preciso ressaltar mais uma vez a necessidade de que pratiquemos. De nada adianta estudar e estudar e estudar..., sem levar o objeto do estudo à prática. Também não serve de nada nascer com algum talento para alguma coisa, se não praticarmos com esse talento. E é certo que todos nós nascemos com um talento, um talento único, que leva o Curso a nos autorizar a afirmar: "o próprio Deus é incompleto sem mim". É isso o que vocês vão ver no vídeo abaixo, que recebi de um amigo, alguém que frequentou o grupo conosco durante algum tempo, e que compartilho com vocês: 

(Um pequeno parêntese, antes de prosseguirmos, ou se preferirem também podem deixar para assistir ao vídeo depois da leitura de todo o comentário.)

https://youtu.be/tpfvJ9Qw6K

[Para assistir ao vídeo basta passear com o cursor do mouse sobre o endereço clicando com o botão esquerdo e, em seguida, clicando com o direito sobre o endereço, seguir a orientação que ele dá: Ir até...] 

Como eu já disse antes muitos e muitas estudantes do Curso se queixam de que ele não dá instruções práticas para as questões que se apresentam no dia a dia, mas será que, de fato, já paramos para fazer o que o Curso pede para fazermos? Com a maior disposição possível para dar o melhor de nós mesmos e de nós mesmas à mais simples das tarefas? Se de fato nos abrirmos para o que o Curso pede que façamos, vamos perceber que as instruções práticas são as experiências que se apresentam como resultado de nossas escolhas.

Não estamos gostando dos resultados, das experiências que se estão apresentando? É sempre possível escolher de novo, afinal, somos nós que criamos o mundo que vemos, tocamos, cheiramos, provamos e ouvimos. Ou vocês pensam que há alguém dirigindo o universo para ir na direção contrária à direção que gostaríamos que ele fosse? Não há, não! Não há mesmo! Somos tu e eu, nós todos e todas, que escolhemos a direção em que queremos que nossas vidas vão e, por consequência e extensão, todas as vidas do mundo. Ou seja, cada um e cada uma de nós é que escolhe a direção e as experiências que quer viver e que quer que o mundo todo viva, as lições que quer aprender e as lições que quer que o mundo todo aprenda, ou não.

Então...

Eis aqui, nesta lição, com esta ideia, a oportunidade - mais uma - para a virada de nossas vidas. Para virá-las de cabeça para baixo, de sorte a ver o mundo e tudo mais com um olhar diferente. Ou, quem sabe?, para pôr o mundo de cabeça para baixo, de modo a vê-lo simplesmente como uma imagem daquilo que projetamos sobre ele, com nossas ideias e pensamentos. 

Ou como a lição diz:

A ideia de hoje, completamente estranha para o ego e para o modo de pensar do mundo, é vital para a inversão da forma de pensar que este curso trará. Se acreditasses nesta afirmação, não haveria nenhum problema em relação ao perdão completo, à certeza da meta e à direção correta. Tu compreenderias o meio pelo qual a salvação vem a ti e não hesitarias em usá-lo agora.

E que ganhas ao inverter a forma de pensar? É a lição que responde:

Consideremos aquilo em que de fato acreditas em lugar desta ideia. Parece-te que as outras pessoas estão separadas de ti e que são capazes de se comportarem de maneiras que não têm nenhuma relação com teus pensamentos, nem os teus com os delas. Por isto, tuas atitudes não têm nenhum efeito sobre elas e os pedidos de ajuda delas não estão de nenhuma forma relacionados aos teus. Pensas, além disso, que elas podem pecar sem afetar tua percepção de ti mesmo, enquanto que tu podes julgar o pecado delas e, ainda assim, permanecer livre de condenação e em paz.

Quando "perdoas" um pecado não há francamente nenhum ganho para ti. Tu ofereces caridade a alguém indigno apenas para salientar que és melhor, que estás em um plano mais elevado do que aquele a quem perdoas. Ele não merece tua tolerância generosa, que concedes a alguém não merecedor da dádiva, porque seus pecados o reduzem a uma condição inferior à de uma verdadeira igualdade contigo. Ele não tem nenhum direito a teu perdão. Teu perdão estende uma dádiva a ele, mas dificilmente a ti mesmo.

Deste modo, o perdão é basicamente deletério; uma generosa extravagância, benevolente, apesar de não merecida, uma dádiva às vezes concedida, noutras negada. Não merecido, é justo negá-lo e não é justo que sofras quando ele é negado. O pecado que perdoas não é teu. Alguém separado de ti o cometeu. E se, então, fores bondoso para com ele, dando-lhe aquilo que ele não merece, a dádiva não é mais tua do que o pecado era dele.

Se isto for verdadeiro, o perdão não tem nenhuma base confiável e segura sobre a qual se apoiar. Ele é uma excentricidade, na qual tu, algumas vezes, escolhes dar de forma bondosa um alívio não merecido. Entretanto, continua a ser teu direito não permitir que o pecador escape do pagamento justo por seu pecado. Pensas que o Senhor do Céu permitiria que a salvação do mundo dependesse disto? O cuidado d'Ele por ti não seria, de fato, pequeno se tua salvação se baseasse em uma extravagância?

Não é assim mesmo que pensas? Não é assim que, em geral, pensamos todos e todas nós? Não é isso que o mundo ensina? Não é assim que as religiões ensinam? Não é isto que padres, pastores, bispos e representantes das religiões organizadas fazem no mundo, quando não perdoam que uma religião diferente da sua - normalmente a única certa - esteja "roubando" seus fiéis, diminuindo o tamanho de seu rebanho? Lembremo-nos de que a preocupação maior de todas as igrejas institucionalizadas é apenas com o dinheiro que os fiéis contribuem para que padres, pastores e representantes possam viver a vida com a fartura que negam à maioria das pessoas. Há exceções, é claro. Mas são sempre muito poucas.
 
Tudo o que dou é dado a mim mesmo. 

Quando nosso ponto de partida é a ideia segundo a qual aquilo que dou está perdido para mim, não há como compreender, não há como reconhecer ou aceitar a verdade que a lição de hoje oferece.

Vamos um pouco mais adiante:

Tu não compreendes o perdão. Do modo como o vês, ele é apenas um controle imposto ao ataque aberto, que não exige correção em tua mente. Do modo como o percebes, ele não pode te oferecer a paz. Ele não é um meio para tua liberação daquilo que vês em alguém diferente de ti mesmo. Ele não tem nenhum poder para restabelecer tua unidade com ele em tua consciência. Ele não é o que Deus pretendia que ele fosse para ti.

Ao não Lhe dares a dádiva que Ele te pede, tu não podes reconhecer as dádivas d'Ele e pensas que Ele não as deu a ti. Porém, Ele te pediria uma dádiva a menos que ela fosse para ti? Ele poderia ficar satisfeito com gestos vazios e avaliar tais dádivas mesquinhas como dignas de Seu Filho? A salvação é uma dádiva melhor do que isto. E o perdão verdadeiro, como a forma pela qual ela é obtida, tem de curar a mente que dá, porque dar é receber. Aquilo que permanece não recebido não foi dado, mas aquilo que foi dado tem de ser recebido.

Dar e receber são a mesma coisa. Já passamos por esta lição, conforme lhes chamei a atenção lá no início. O que fazes, então, quando negas alguma coisa a um semelhante, a um irmão, a uma irmã, que precisa da dádiva que lhe podes oferecer, quando podes? A quem negas?
 
Tudo o que dou é dado a mim mesmo. 

Voltando a algo de que já falamos e que costuma ser uma das questões comuns que se apresentam a nossa experiência nos relacionamentos que temos: o que fazer quando a raiva ou o orgulho impedem de exercitarmos o perdão? O que fazer quando acreditamos já nos termos perdoado - e a todas as pessoas envolvidas - por determinado problema e o problema se apresenta mais uma vez?

É disso que a lição fala. Assim:

Hoje tentamos compreender a verdade segundo a qual doador e receptor são o mesmo. Precisarás de ajuda para tornar isto significativo, porque é muito estranho ao modo de pensar a que estás acostumado. Mas a Ajuda de que precisas está aí. Oferece tua fé a Ele hoje e pede a Ele que compartilhe de tua prática com a verdade hoje. E se captares apenas um vislumbre pequenino do alívio que há na ideia que praticamos hoje, este será um dia de glória para o mundo.

Não está aí a resposta para todas as questões que fazemos acerca do perdão? 

Só podes perdoar a ti mesmo! A ti mesma! Não há um pecador e um salvador. Ou uma pecadora e uma salvadora. Cada um e cada uma de nós é apenas salvador, salvadora. Mas precisamos olhar para nós mesmos e para nós mesmas e para todas as pessoas que povoam nosso mundo com o mesmo olhar de Cristo. Precisamos ver o Cristo na outra pessoa, em todas as pessoas. E enquanto não formos capazes de fazer isto, estaremos vendo apenas as imagens que fizemos de outros e outras aparentemente separados e separadas de nós. Melhores que nós, piores que nós? Não importa! Importa, sim, perceber a divindade, a santidade, em nós e estendê-la a cada uma das pessoas que se apresentam em nossas vidas. Pois: 

Tudo o que dou é dado a mim mesmo.

Verdade!

Assim a lição nos instrui:

Dá, hoje, quinze minutos duas vezes à tentativa de compreensão da ideia de hoje. Ela é o pensamento a partir do qual o perdão assume o lugar correto em tuas prioridades. Ela é o pensamento que vai liberar tua mente de todos os obstáculos àquilo que o perdão significa e permitir que percebas claramente o valor dele para ti.

Em silêncio, fecha os olhos sobre o mundo que não compreende o perdão e busca refúgio no lugar sereno em que os pensamentos se transformam e as falsas crenças são abandonadas. Repete a ideia de hoje e pede ajuda para compreender o que ela significa realmente. Dispõe-te a ser instruído. Alegra-te em ouvir a Voz da verdade e da cura falar contigo e compreenderás as palavras que Ele diz, e reconhecerás que Ele te diz tuas próprias palavras.

Tantas vezes quantas puderes, lembra a ti mesmo de que tens um objetivo hoje; um objetivo que torna este dia de valor especial para ti mesmo e para todos os teus irmãos. Não deixes que tua mente se esqueça deste objetivo por muito tempo, mas dize a ti mesmo:

Tudo o que dou é dado a mim mesmo. A Ajuda de que preciso para
aprender que isto é verdadeiro está comigo agora. E confiarei n'Ele.

Em seguida passa um momento tranquilo, abrindo tua mente para a correção d'Ele e para Seu Amor. E acreditarás no que ouves d'Ele porque o que Ele dá será recebido por ti.

De acordo com o Curso, não se pode transformar em verdadeiro o pecado de alguém. É impossível, porque o pecado não existe, de verdade. Não podemos lidar com algo que realmente acreditamos que tenha acontecido para depois perdoar, pois só podemos perdoar ilusões. Por isso, é que é preciso que pensemos no pecado como algo que não existe. Isso torna mais fácil o exercício do perdão. Aliás, talvez seja até mais fácil abrir-nos para o perdão se tirarmos a ideia de pecado de nosso repertório. 

Mas como assim? Perdoar alguma coisa que não existe? Se não existe, por que perdoar? Para que evitemos transformar a ilusão em algo verdadeiro, em algo que acreditamos ter de fato acontecido. Ainda que o fato nos pareça um pecado, é preciso lidar com ele como algo que só aconteceu na ilusão. Como fazê-lo?

Lembrando que o que vemos sempre é: ou apenas uma projeção daquilo que trazemos interiormente, que se manifesta para confirmar nossas crenças, que se manifesta para atender a um pedido nosso de uma determinada experiência, para nos ensinar algo que ainda não aprendemos a respeito de nós mesmos ou de nós mesmas, algo de que esquecemos, na verdade, e de que queremos nos lembrar; ou um pedido de amor, venha na forma que vier; ou uma extensão do amor, que é o que somos todos e todas intrinsecamente.

O mundo, e todas coisas do mundo, as pessoas, os seres animados e inanimados, tudo e todos são neutros, bem como todas as experiências. O que muda então? Apenas o modo de ver, a maneira de olhar para tudo e para todos. Se houver algum equívoco, ele é sempre apenas um equívoco da percepção dos sentidos.
 
Tudo o que dou é dado a mim mesmo. 

Para perceber a verdade da ideia de hoje e para receber o milagre que ela oferece, nada melhor do que fazer uso de um dos melhores instrumentos que o Curso oferece para aprendermos a fazer melhores escolhas [e melhores aqui não significa que uma escolha pode ser melhor do que outra qualquer, mas apenas que as podemos fazer de forma mais consciente]: a prática dos exercícios. 

E, tanto em relação ao perdão, quanto a tudo o que é necessário aprendermos para viver o "sonho feliz" neste mundo, a ideia para as práticas de hoje oferece o único grande segredo [que não é segredo nenhum] que vale a pena aprender, praticar e trazer sempre em mente, se, de fato, quisermos nos salvar e assumir o papel que nos cabe no plano de Deus para a salvação.

Às práticas, pois.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Não há distância na jornada que fazemos no Curso

 

LIÇÃO 125

Eu recebo a Palavra de Deus em paz hoje.

1. Que este dia seja um dia de serenidade e de escuta tranquila. Teu Pai quer que ouças a Palavra d'Ele hoje. Ele te chama das profundezas de tua mente onde Ele habita. Ouve-O hoje. Nenhuma paz é possível até que Sua Palavra seja ouvida por todo o mundo; até que tua mente, em escuta tranquila, aceite a mensagem que o mundo tem de ouvir para anunciar o tempo sereno da paz.

2. Este mundo mudará por teu intermédio. Nenhum outro meio pode salvá-lo, pois o plano de Deus é este simplesmente: o Filho de Deus é livre para salvar a si mesmo, recebeu a Palavra de Deus para ser seu Guia, para estar sempre em sua mente e a seu lado para conduzi-lo em segurança a casa de seu Pai por sua própria vontade, sempre tão livre quanto a de Deus. Ele não é conduzido pela força, mas apenas pelo amor. Ele não é julgado, mas apenas santificado.

3. Hoje ouvimos a Voz de Deus em serenidade, sem a intromissão de nossos pensamentos mesquinhos, sem nossos desejos pessoais e sem qualquer julgamento de Sua Palavra santa. Não nos julgaremos hoje, pois não é possível julgar aquilo que somos. Estamos além de quaisquer julgamentos que o mundo impõe ao Filho de Deus. O mundo não o conhece. Não daremos ouvidos ao mundo hoje, mas esperaremos em silêncio pela Palavra de Deus.

4. Ouve teu Pai falar, Filho santo de Deus. Sua Voz quer te dar Sua Palavra santa, para espalhares pelo mundo as boas novas da salvação e do tempo sagrado da paz. Hoje nos reunimos no trono de Deus, o lugar sereno dentro da mente aonde Ele habita para sempre, na santidade que Ele criou e que nunca deixará.

5. Ele não espera até que voltes tua mente para Ele para te dar Sua Palavra. Ele não Se esconde de ti, enquanto te desvias d'Ele por algum tempo. Ele não nutre as ilusões que tu manténs acerca de ti mesmo. Ele conhece Seu Filho e quer que ele permaneça como parte d'Ele independente de seus sonhos; independentemente de sua loucura de achar que sua própria vontade não lhe pertence.

6. Ele fala contigo hoje. A Voz d'Ele espera teu silêncio, pois Sua Palavra não pode ser ouvida enquanto tua mente não estiver tranquila por algum tempo e enquanto os desejos sem sentido não estiverem calados. Espera pela Palavra d'Ele em paz. Há paz em teu interior, à qual se invocar, para te ajudar a preparar tua mente mais sagrada para ouvir falar a Voz por seu Criador.

7. Nos momentos adequados ao silêncio, três vezes hoje, dá dez dos minutos reservados à escuta do mundo para, em lugar disto, escolher uma escuta tranquila da Palavra de Deus. Ele te fala desde um lugar mais perto do que teu coração. A Voz d'Ele está mais próxima do que tua mão. Seu Amor é tudo o que és e o que Ele é; o mesmo que tu e tu o mesmo que Ele.

8. É tua voz que escutas quando Ele fala contigo. É tua Palavra que Ele diz. É a Palavra da liberdade e da paz, da unidade de vontade e de objetivo, sem nenhuma separação nem divisão na Mente única do Pai e do Filho. Escuta em paz teu Ser hoje e deixa Ele te dizer que Deus nunca abandona Seu Filho e que tu nunca abandonas teu Ser.

9. Apenas fica em paz. Não necessitarás de nenhuma regra a não ser esta para permitir que tua prática hoje te eleve acima do modo de pensar do mundo e liberte tua visão dos olhos do corpo. Apenas fica em silêncio e escuta. Ouvirás a Palavra na qual a Vontade de Deus Filho se junta à Vontade do Pai, na unidade com ela, sem nenhuma ilusão se interpondo entre o totalmente indivisível e verdadeiro. À passagem de cada hora, hoje, fica quieto por um momento e lembra a ti mesmo de que tens um objetivo particular para este dia: receber a Palavra de Deus em paz.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 125

Caras, caros,

Em geral, temos muita dificuldade para ouvir. Quer estejamos atentos, ou atentas, quer distraídos, ou distraídas, nossa mente viaja de um pensamento a outro, de uma ideia a outra com uma velocidade que não há como medir. E mesmo em meio ao burburinho de uma multidão, em meio à estática e aos ruídos do mundo, muitas vezes temos dificuldade para manter o foco e viajamos longas distâncias. Visitamos mundos, muitos, que só existem em nossas cabeças. E, noutras vezes, mesmo no meio da multidão, nos sentimos sós, sozinhos.

Não é assim com vocês?

É óbvio também que, quando queremos, somos capazes de focalizar nossa atenção e nos mantermos atentos, ou atentas, ao que se passa à volta de nós. Quando o que estamos presenciando nos interessa de modo particular. E é também óbvio que isso só acontece quando silenciamos o ego, a voz do ego em nossas cabeças, para deixar que o que acontece entre em nossa consciência. 

É disto que vamos tratar nas práticas com a ideia que o Curso nos oferece para hoje.

Vamos a ela? 

"Eu recebo a Palavra de Deus em paz hoje."

É esta a lição que vai abrir os caminhos todos para a chegada e permanência da felicidade, da alegria e da paz em nossas vidas. Pois a aceitação da Palavra de Deus e, com Ela, de Seu Amor é o que vai nos devolver à consciência da unidade com Deus, que praticamos há pouco com a lição de ontem.

Deixemos, pois, que hoje seja um dia de serenidade e de paz, em que nos colocamos à disposição para ouvir a Palavra de Deus em nós mesmos e em nós mesmas, como a lição nos convida a fazer:

Que este dia seja um dia de serenidade e de escuta tranquila. Teu Pai quer que ouças a Palavra d'Ele hoje. Ele te chama das profundezas de tua mente onde Ele habita. Ouve-O hoje. Nenhuma paz é possível até que Sua Palavra seja ouvida por todo o mundo; até que tua mente, em escuta tranquila, aceite a mensagem que o mundo tem de ouvir para anunciar o tempo sereno da paz.

E, ao receber a Palavra de Deus em nós, fiquemos também dispostos e dispostas a estendê-la ao mundo, para que todos e todas o possam ver de modo diferente, para que o mundo mude a partir da mudança que a Palavra de Deus oferece a cada um e a cada uma de nós. Pois, conforme a lição:

Este mundo mudará por teu intermédio. Nenhum outro meio pode salvá-lo, pois o plano de Deus é simplesmente este: o Filho de Deus é livre para salvar a si mesmo, recebeu a Palavra de Deus para ser seu Guia, para estar sempre em sua mente e a seu lado para conduzi-lo em segurança a casa de seu Pai por sua própria vontade, sempre tão livre quanto a de Deus. Ele não é conduzido pela força, mas apenas pelo amor. Ele não é julgado, mas apenas santificado.

Pratiquemos, então, com calma e serenidade em silêncio, calar o que não sabemos dizer, para ouvir o que precisamos aprender a dizer, ou a calar. Para aprender o que Deus quer que saibamos - ou lembremos -  a respeito de nós mesmos e de nós mesmas e a respeito d'Ele/d'Ela também. Para aprender que nossa vontade e a d'Ele/d'Ela são a mesma e que tudo o que precisamos fazer é permitir que Sua Voz Se faça ouvir em nós, e no mundo inteiro, por nosso intermédio. 

Eu recebo a Palavra de Deus em paz hoje.

Isto é tudo o que precisamos fazer. E não apenas hoje. Mas, a partir de hoje, todos os dias. É para isso que a lição nos treina. As práticas são um treinamento para que mudemos nosso modo de pensar, para que sejamos capazes de calar a voz do falso eu, este ser mesquinho que inventamos e pensamos que é o que somos. Uma imagem de nós mesmos e de nós mesmas que nem de longe se aproxima do Ser em nós, que a Palavra de Deus quer revelar.

Assim:

Hoje ouvimos a Voz de Deus em serenidade, sem a intromissão de nossos pensamentos mesquinhos, sem nossos desejos pessoais e sem qualquer julgamento de Sua Palavra santa. Não nos julgaremos hoje, pois não é possível julgar aquilo que somos. Estamos além de quaisquer julgamentos que o mundo impõe ao Filho de Deus. O mundo não o conhece. Não daremos ouvidos ao mundo hoje, mas esperaremos em silêncio pela Palavra de Deus.

É da Palavra de Deus que precisamos, para fazer calar "o falso eu" - o ego. É da Palavra de Deus que precisamos para nos libertarmos da ideia de um "eu", que não é o que somos. Um "eu" que não tem nada a ver com o Ser, que permanece em contato constante com o Pai/Mãe e só quer ouvir a Voz que fala por Ele/Ela.

Eu recebo a Palavra de Deus em paz hoje.

Apesar de nos valermos, com o Curso, das palavras comuns de nossa linguagem do dia-a-dia, quando nos abrimos por inteiro para ouvir a Voz que fala por Deus em nós, as palavras assumem outro significado, as entrelinhas significam muito mais do que quaisquer palavras, quando estamos com as mentes e os corações abertos. É assim com a música. São as pausas - os espaços minúsculos de silêncio - entre as notas que nos permitem ouvir e perceber a beleza da música, de qualquer música que ouçamos.

Assim também é com a Palavra de Deus. Para recebê-La e chegar à consciência de seu significado é preciso que façamos silêncio. Como pedia uma música antiga que a liturgia utilizava nas missas há algum tempo antes das leituras dos evangelhos: "Faça silêncio em seu coração, pois o Senhor lhe quer falar".

A lição nos orienta no mesmo sentido:

Ouve teu Pai falar, Filho santo de Deus. Sua Voz quer te dar Sua Palavra santa, para espalhares pelo mundo as boas novas da salvação e do tempo sagrado da paz. Hoje nos reunimos no trono de Deus, o lugar sereno dentro da mente aonde Ele habita para sempre, na santidade que Ele criou e que nunca deixará.

Ele não espera até que voltes tua mente para Ele para te dar Sua Palavra. Ele não Se esconde de ti, enquanto te desvias d'Ele por algum tempo. Ele não nutre as ilusões que tu manténs acerca de ti mesmo. Ele conhece Seu Filho e quer que ele permaneça como parte d'Ele independente de seus sonhos; independentemente de sua loucura de achar que sua própria vontade não lhe pertence.

Ele fala contigo hoje. A Voz d'Ele espera teu silêncio, pois Sua Palavra não pode ser ouvida enquanto tua mente não estiver tranquila por algum tempo e enquanto os desejos sem sentido não estiverem calados. Espera pela Palavra d'Ele em paz. Há paz em teu interior, à qual se invocar, para te ajudar a preparar tua mente mais sagrada para ouvir falar a Voz por seu Criador.

O fato é que, como eu já disse aqui antes, o Curso fala o tempo todo de Jesus [a Voz], que se refere a si mesmo em letras minúsculas, colocando-se como um igual a nós, um irmão mais velho, por assim dizer, do Filho de Deus, da Filiação [todos e todas os Filhos e as Filhas de Deus, na unidade], do Espírito Santo e do Próprio Deus, referindo-se a qualquer um deles, ou a qualquer uma delas, por força de expressão e de sintaxe, das leis gramaticais, além das letras maiúsculas iniciais, como sendo uma pessoa, um ser, uma entidade, diferente de nós. Isto não é verdade! E é para isto que devemos ficar atentos e atentas. Quando, no Curso, Jesus [a Voz] nos fala de Deus ou do Espírito Santo, a Voz por Deus, ele não está falando de nada "fora de nós". Não! Não pode nem mesmo haver um Jesus fora de nós, que nos ensine como chegar a Deus, uma vez que como o próprio Curso diz, a viagem, a jornada que fazemos com o Curso, com seu ensinamento, é uma jornada sem distância. Uma jornada ao interior de nós mesmos e de nós mesmas apenas. Uma viagem na direção do Coração de Deus. Em nós mesmos e em nós mesmas, é claro.

Eu recebo a Palavra de Deus em paz hoje. 

Por isso podemos, sem sombra de dúvida, fazer o que a lição pede. Isto é:

Nos momentos adequados ao silêncio, três vezes hoje, dá dez dos minutos reservados à escuta do mundo para, em lugar disto, escolher uma escuta tranquila da Palavra de Deus. Ele te fala desde um lugar mais perto do que teu coração. A Voz d'Ele está mais próxima do que tua mão. Seu Amor é tudo o que és e o que Ele é; o mesmo que tu e tu o mesmo que Ele.

É tua voz que escutas quando Ele fala contigo. É tua Palavra de Ele diz. É a Palavra da liberdade e da paz, da unidade de vontade e de objetivo, sem nenhuma separação nem divisão na Mente única do Pai e do Filho. Escuta em paz teu Ser hoje e deixa Ele te dizer que Deus nunca abandona Seu Filho e que tu nunca abandonas teu Ser.

Pois como já sabemos não existe nada fora de nós! Lembram-se? E é aí que mora o xis da questão. Quando nos colocamos na posição de ouvintes de algo exterior a nós, corremos o risco de nos tornarmos idólatras, reverenciando algo que não pede reverência. 

Na verdade, quando o Curso fala do divino, ele só fala do divino em cada um e em cada uma de nós. Porque não há divino sem "um", ou "uma" de nós, qualquer que seja esse "um", ou essa "uma". É apenas para ouvir o divino em nós que precisamos fazer silêncio e abrir os ouvidos.

Eu recebo a Palavra de Deus em paz hoje. 

Quando não estamos ouvindo o "divino" em nós, estamos apenas dando ouvidos à estática sem sentido, ao que nos diz o "falso eu", a quem o Curso recomenda que fechemos os ouvidos, abrigando-nos no silêncio e calando quaisquer vozes que não sejam a de Deus, a de Seu Espírito Santo em nós.

Para tanto, atentemos ao que nos aconselha, por fim a lição:

Apenas fica em paz. Não necessitarás de nenhuma regra a não ser esta para permitir que tua prática hoje te eleve acima do modo de pensar do mundo e liberte tua visão dos olhos do corpo. Apenas fica em silêncio e escuta. Ouvirás a Palavra na qual a Vontade de Deus Filho se junta à Vontade do Pai, na unidade com ela, sem nenhuma ilusão se interpondo entre o totalmente indivisível e verdadeiro. À passagem de cada hora, hoje, fica quieto por um momento e lembra a ti mesmo de que tens um objetivo particular para este dia: receber a Palavra de Deus em paz.

Sim! É preciso que calemos todas as vozes do mundo em nós, ou não seremos capazes de ouvir a Voz por Deus em nossas mentes e corações. A menos que aprendamos a silenciar todos os desejos e anseios sem sentido pelas coisas e situações do mundo da ilusão, não seremos capazes de abrir espaço em nossas mentes e corações para preenchê-los com a única coisa capaz de satisfazer todas as nossas necessidades e de realizar todos as nossas aspirações: o Amor que Deus [em nós - poderia ser diferente?] nos oferece a cada passo da caminhada, quando escolhemos dedicá-los a Ele/Ela [em nós, não pode ser diferente], deixando a Seu cargo [a cargo do divino em nós] o controle de nossas vidas, sabedores e sabedoras de que não conhecemos nada. Pois, de fato, não sabemos o que pode nos fazer felizes, se não nos abrimos para a Voz por Deus em nós mesmos, em nós mesmas. 

Às práticas?

segunda-feira, 4 de maio de 2026

O milagre vem da consciência da unidade com Deus

 

LIÇÃO 124

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

1. Hoje vamos dar graças mais uma vez por nossa Identidade em Deus. Nosso lar está salvo, a proteção em tudo o que fazemos está garantida, o poder e a força estão disponíveis para nós em todos os nossos empreendimentos. Não podemos fracassar em nada. Tudo o que tocamos se reveste de uma luz brilhante que abençoa e cura. Em unidade com Deus e com o universo, seguimos nosso caminho regozijando-nos com o pensamento de que o Próprio Deus vai conosco aonde formos.

2. Quão santas são nossas mentes! E tudo o que vemos reflete a santidade no interior da mente em unidade com Deus e consigo mesma. Quão facilmente os erros desaparecem e a morte dá lugar à vida eterna. Nossas pegadas brilhantes indicam o caminho para a verdade, pois Deus é nosso Companheiro enquanto andamos pelo mundo por algum tempo. E aqueles que vêm para nos seguir reconhecerão o caminho porque a luz que carregamos fica para trás, embora ainda continue conosco enquanto caminhamos.

3. O que recebemos é nossa dádiva eterna para aqueles que nos seguem e para aqueles que foram antes ou ficaram algum tempo conosco. E Deus, Que nos ama com amor igual àquele em que fomos criados, sorri para nós e nos oferece a felicidade que demos.

4. Hoje não duvidaremos do Amor d'Ele por nós, nem questionaremos Sua proteção e Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem sentido pode se interpor entre nossa fé e nossa consciência da Presença d'Ele. Somos um com Ele hoje em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Pensamentos d'Ele; nossos olhos veem a beleza d'Ele em tudo o que olhamos. Hoje vemos apenas o amoroso e o amável.

5. Nós o vemos nas aparências de dor e a dor abre caminho para a paz. Nós o vemos nos desvairados, nos tristes e nos aflitos, nos solitários e medrosos, que são devolvidos à tranquilidade e à paz de espírito em que foram criados. E o vemos nos moribundos e também nos mortos, devolvendo-os à vida. Vemos tudo isto porque o vimos primeiro em nós mesmos.

6. Nenhum milagre pode jamais ser negado àqueles que sabem que são um com Deus. Nenhum dos pensamentos deles deixa de ter o poder para curar todas as formas de sofrimento em qualquer pessoa, em tempos idos e em tempos ainda por vir, tão facilmente quanto naqueles que andam ao lado deles agora. Os pensamentos deles são intemporais e independentes, tanto da distância quanto do tempo.

7. Nós nos unimos a esta consciência quando dizemos que somos um com Deus. Pois nestas palavras dizemos também que estamos salvos e curados; que, como consequência, podemos salvar e curar. Aceitamos, e agora queremos dar. Pois queremos conservar as dádivas que nosso Pai deu. Hoje vamos nos experimentar na unidade com Ele, para que o mundo possa compartilhar nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência o mundo se liberta. Ao negarmos nossa separação de nosso Pai, o mundo se cura junto conosco.

8. Que a paz esteja contigo hoje. Assegura tua paz praticando a consciência de que és um com teu Criador, assim como Ele é um contigo. Em algum momento hoje, quando parecer melhor, dedica meia hora à ideia de que és um com Deus. Esta é nossa primeira tentativa de um período longo para o qual não damos nenhuma regra nem palavras específicas para orientar tua meditação. Confiaremos na Voz de Deus para falar como Ele achar melhor hoje, certos de que Ele não falhará. Fica com Ele nesta meia hora. Ele fará o resto.

9. Teu benefício não será menor se acreditares que não acontece nada. Podes não estar pronto para aceitar o ganho hoje. Porém, em algum momento, em algum lugar, ele virá a ti, e não deixarás de reconhecê-lo quando ele despertar com convicção em tua mente. Esta meia hora será emoldurada em ouro e cada minuto será como um diamante disposto em volta do espelho que este exercício te oferecerá. E verás a face de Cristo sobre ele, num reflexo da tua.

10. Talvez hoje, talvez amanhã, verás tua própria transfiguração no espelho que esta meia hora sagrada te oferecerá para veres a ti mesmo. Quando estiveres preparado, tu a encontrarás aí, no interior de tua mente, e esperando para ser encontrada. Lembrarás, então, da ideia à qual deste esta meia hora conscientemente agradecido de que nenhum tempo foi melhor empregado.

11. Talvez hoje, talvez amanhã, olharás para este espelho e compreenderás que a luz inocente que vês te pertence; a beleza pura para a qual olhas é a tua própria beleza. Considera esta meia hora como tua dádiva para Deus, na certeza de que o que Ele devolverá será uma sensação de amor que não podes entender, uma alegria profunda demais para compreenderes, uma visão santa demais para os olhos do corpo verem. E, ainda assim, podes ficar certo de que algum dia, talvez hoje, talvez amanhã, compreenderás, apreenderás e verás.

12. Acrescenta mais joias à moldura dourada que segura o espelho oferecido a ti hoje, repetindo para ti mesmo de hora em hora:

Que eu me lembre de que sou um com Deus, na unidade com
todos os meus irmãos e com meu Ser, em santidade e paz eternas.


COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 124

Caras, caros,

Continuando a explorar, para, quem sabe?, aprofundar o entendimento das lições e das ideias que elas nos oferecem para as práticas diárias, hoje vamos "trabalhar" com a seguinte idea:

"Que eu me lembre de que sou um com Deus."

O que esta ideia pode significar para cada uma, para cada um de nós, além de uma ideia? O que ela pode trazer de prático a nossa vida diária, à vida de cada uma das pessoas que se decidem a praticar com ela?

Comecemos, pois, a exploração!

Eu penso que lembrar-me de que sou um com Deus só pode fazer com que eu continue a dar graças, como pedia a lição de ontem. Quando me ponho em sintonia com a Voz que fala por Deus em mim, reconheço que preciso dar graças sem parar por tudo o que recebo de Deus a todo instante. E que tudo se renova a cada instante. A criação se renova, porque, de fato, a criação não começou nalgum ponto do tempo para terminar nalgum outro. Não! A criação continua a acontecer o tempo todo, sempre que nos ligamos à consciência da unidade com o divino. Aí também nasce o milagre.

É isso que vamos buscar fazer novamente com a lição de hoje, trazer de volta a nossa consciência - a de cada um e de cada uma de nós - a consciência de nossa unidade com o divino para aprendermos a dar graças por tudo o tempo todo. Vejamos, pois, como fazer isso:

Hoje vamos dar graças mais uma vez por nossa Identidade em Deus. Nosso lar está salvo, a proteção em tudo o que fazemos está garantida, o poder e a força estão disponíveis para nós em todos os nossos empreendimentos. Não podemos fracassar em nada. Tudo o que tocamos se reveste de uma luz brilhante que abençoa e cura. Em unidade com Deus e com o universo, seguimos nosso caminho regozijando-nos com o pensamento de que o Próprio Deus vai conosco aonde formos.

No entanto, não basta termos a vaga impressão de termos ouvido dizer que Deus vai conosco aonde formos. É preciso que busquemos a consciência de Sua Presença em nós a todo instante. Precisamos estar "ligados", "ligadas". Ficar "ligados", "ligadas", na Presença de Deus, ou não vai nos servir de nada o fato de Ele/Ela ser onipresente, onisciente e onipotente. 

Para fazer isto, no entanto, buscar a consciência da Presença, não é para fora que devemos dirigir nosso olhar, nossa atenção. O que vemos fora é sempre, e apenas, um reflexo, uma representação daquilo que trazemos dentro e, quando ainda não temos consciência da Presença do divino, somos muitas vezes levados ou levadas a julgar o que vemos, o que significa também julgar a nós mesmos, a nós mesmas, dando realidade à ilusão que nos oferece a crença na separação. Daí, a necessidade de 

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

É esta a ideia para as práticas. É esta a ideia que pode nos deixar "ligados", "ligadas", a Deus, que pode nos devolver a santidade, que nunca perdemos. É esta ideia que pode curar nossas mentes equivocadas pela ideia de separação e permitir que a Presença de Deus atue em nossa vida em todos os momentos.

A lição continua:

Quão santas são nossas mentes! E tudo o que vemos reflete a santidade no interior da mente em unidade com Deus e consigo mesma. Quão facilmente os erros desaparecem e a morte dá lugar à vida eterna. Nossas pegadas brilhantes indicam o caminho para a verdade, pois Deus é nosso Companheiro enquanto andamos pelo mundo por algum tempo. E aqueles que vêm para nos seguir reconhecerão o caminho porque a luz que carregamos fica para trás, embora ainda continue conosco enquanto caminhamos.

O que recebemos é nossa dádiva eterna para aqueles que nos seguem e para aqueles que foram antes ou ficaram algum tempo conosco. E Deus, Que nos ama com amor igual àquele em que fomos criados, sorri para nós e nos oferece a felicidade que demos.

São as práticas desta lição que vão permitir que aprendamos a receber, a aceitar e a integrar em nossa mente todas as dádivas a que temos direito como Filhos. Para aprendermos a ir além da mente e chegar à alma, ao espírito, que é a Identidade que compartilhamos com Deus, dê-se a Ele/Ela o nome que nos pareça mais apropriado. 

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

As práticas a que nos dedicamos a cada dia funcionam como uma espécie de busca arqueológica do Espírito em nós, para usar uma expressão similar à de Ken Wilber, em seu livro Psicologia Integral, referindo-se aos níveis de desenvolvimento da consciência.

Diz ele, a certa altura do livro, que "como costuma acontecer, quanto mais fundo exploramos o nosso interior, mais longe vamos. Na extraordinária arqueologia do Espírito, quanto mais profundo for o nível, mais amplo será o abraço - o interior que o leva mais além".

É aí, no interior, neste abraço amplíssimo, que vamos encontrar a unidade com Deus. E na lição, que diz:

Hoje não duvidaremos do Amor d'Ele por nós, nem questionaremos Sua proteção e Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem sentido pode se interpor entre nossa fé e nossa consciência da Presença d'Ele. Somos um com Ele hoje em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Pensamentos d'Ele; nossos olhos veem a beleza d'Ele em tudo o que olhamos. Hoje vemos apenas o amoroso e o amável.

Nós o vemos nas aparências de dor e a dor abre caminho para a paz. Nós o vemos nos desvairados, nos tristes e nos aflitos, nos solitários e medrosos, que são devolvidos à tranquilidade e à paz de espírito em que foram criados. E o vemos nos moribundos e também nos mortos, devolvendo-os à vida. Vemos tudo isto porque o vimos primeiro em nós mesmos.

vemos tudo isto porque o vimos primeiro em nós mesmos. É em nós mesmos, em nós mesmas, que tudo começa, e é em nós mesmos e em nós mesmas que toda a ilusão tem fim. Basta 

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

É apenas quando mergulhamos cada vez mais fundo em nós mesmos e em nós mesmas que podemos chegar à compreensão daquilo de que nos fala Ken Wilber, em seu livro, ao dizer:

 "... quando olhamos para as profundezas do interior da mente, para a região mais íntima do eu, quando a mente se torna muito, muito tranquila, e procuramos escutar com muito cuidado, nesse Silêncio infinito, percebemos que a alma começa a sussurrar e que a sua voz, macia como uma pluma, nos conduz muito além do que a mente [sozinha] seria capaz de imaginar, além de qualquer coisa que a racionalidade poderia tolerar, além de qualquer coisa que a lógica conseguiria suportar. Em seus gentis sussurros estão as mais lânguidas sugestões de amor infinito, vislumbres de uma vida que o tempo esqueceu, lampejos de uma felicidade que não precisa ser mencionada, uma intersecção infinita na qual os mistérios da eternidade insuflam vida no tempo mortal, na qual o sofrimento e a dor se esqueceram de como pronunciar os seus próprios nomes, essa quieta e secreta intersecção do tempo e da eternidade, uma intersecção chamada de alma".

Eis aí o milagre que a lição reserva para aqueles e aquelas entre nós que percebem sua unidade com Deus. Ou como a lição diz:

Nenhum milagre pode jamais ser negado àqueles que sabem que são um com Deus. Nenhum dos pensamentos deles deixa de ter o poder para curar todas as formas de sofrimento em qualquer pessoa, em tempos idos e em tempos ainda por vir, tão facilmente quanto naqueles que andam ao lado deles agora. Os pensamentos deles são intemporais e independentes, tanto da distância quanto do tempo.

Nós nos unimos a esta consciência quando dizemos que somos um com Deus. Pois nestas palavras dizemos também que estamos salvos e curados; que, como consequência, podemos salvar e curar. Aceitamos, e agora queremos dar. Pois queremos conservar as dádivas que nosso Pai deu. Hoje vamos nos experimentar na unidade com Ele, para que o mundo possa compartilhar nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência o mundo se liberta. Ao negarmos nossa separação de nosso Pai, o mundo se cura junto conosco.

Nunca é demais repetir que as práticas deste dia - assim como a de outro dia qualquer -, feitas de forma honesta e sincera, com toda a disposição de que somos capazes, oferecem a possibilidade do reconhecimento, da compreensão, do aprendizado, da visão e da experiência do Ser, do contato com o Espírito, nossa Identidade verdadeira, que é a direção a que nos leva a busca do desenvolvimento da consciência. Isso pode acontecer hoje mesmo, talvez. Talvez amanhã. Não importa! Pois a certeza da Presença em nós é suficiente para o estágio em que nos encontramos. E, sem dúvida, também é suficiente para reforçar nossa disposição de continuar. 

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

Aproveitemos, pois, com toda a vontade e disposição de que somos capazes, a oportunidade de continuar a exercitar, como orienta a lição, a ideia de que somos um com Deus, de viver com esta ideia e de pô-la em prática em nossos dias, para percebermos que, de fato, não há nada que não possamos fazer a partir da consciência de nossa unidade com o divino. Nem de que haja qualquer coisa que nos possa provocar qualquer temor. 

Às práticas?