quarta-feira, 15 de abril de 2026

O Amor, quando repartido, pode apenas se expandir

 

LIÇÃO 105

A paz e a alegria de Deus são minhas.

1. A paz e a alegria de Deus são tuas. Hoje nós as aceitaremos, sabendo que elas nos pertencem. E tentaremos compreender que estas dádivas aumentam quando as recebemos. Elas não são como as dádivas que o mundo pode dar, em que o doador perde quando dá e o recebedor fica mais rico com a perda dele. Estas não são dádivas mas barganhas feitas com culpa. A dádiva dada de modo verdadeiro não envolve nenhuma perda. É impossível que alguém possa ganhar porque outro perde. Isto pressupõe um limite e uma insuficiência.

2. Não se dá nenhuma dádiva deste modo. Tais "dádivas" são apenas uma oferta visando a um retorno mais valioso; um empréstimo com juros a serem pagos integralmente; um empréstimo temporário, que visa a ser um compromisso de dívida a ser paga com mais do que o que foi recebido por aquele que aceitou a dádiva. Esta distorção estranha do que significa dar permeia todos os níveis do mundo que vês. Ela tira todo o significado das dádivas que dás e não te deixa nada naquelas que recebes.

3. Uma das metas mais importantes que este curso estabelece é inverter tua visão a respeito do dar, para que possas receber. Pois dar se tornou uma fonte de medo e, por isto, queres evitar o único meio pelo qual podes receber. Aceita a paz e a alegria de Deus e aprenderás uma nova maneira de olhar para uma dádiva. As dádivas de Deus nunca diminuirão quando forem dadas. Elas só aumentam desta forma.

4. Do mesmo modo que a paz e a alegria do Céu se intensificam quando as aceitas como dádivas de Deus para ti, a alegria de teu Criador também cresce quando aceitas Sua alegria e Sua paz como tuas. O verdadeiro dar é criação. Ele estende o sem limites ao ilimitado, a eternidade à intemporalidade e o amor a si mesmo. Ele acrescenta a tudo o que já é completo, não apenas em termos de adicionar mais, pois isto pressupõe que era menos antes. Ele acrescenta permitindo que aquilo que não se contém realize seu objetivo de dar tudo o que tem, assegurando-o para si mesmo para sempre.

5. Aceita a paz e a alegria de Deus como tuas hoje. Permite que Ele complete a Si Mesmo da forma com que Ele define completude. Compreenderás que aquilo que O completa também tem de completar Seu Filho. Ele não pode dar por meio da perda. Tu também não podes. Recebe Sua dádiva de alegria e de paz hoje e Ele te agradecerá por tua dádiva a Ele.

6. Hoje nosso períodos de prática começarão de um modo um pouco diferente. Começa, hoje, pensando naqueles irmãos a quem negas a paz e a alegria que é direito deles sob as leis uniformes de Deus. Neste ponto, tu as negas para ti mesmo. E deves voltar a este ponto para reivindicá-las como tuas.

7. Pensa em teus "inimigos" por um instante e dize a cada um, à medida que te ocorrerem:

Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria,
Para que eu possa receber como minhas a paz e a alegria de Deus.

Deste modo tu te preparas para reconhecer as dádivas de Deus para ti e permites que tua mente fique livre de tudo o que impediria o sucesso hoje. Agora estás pronto para aceitar a dádiva de paz e de alegria que Deus te dá. Agora estás pronto para experimentar a alegria e a paz que negas a ti mesmo. Agora podes dizer: "A paz e a alegria de Deus são minhas", porque dás o que queres receber.

8. Tens de ser bem-sucedido hoje, se preparares tua mente conforme sugerimos. Porque permites que todos os obstáculos à paz e à alegria sejam erguidos, e o que é teu pode finalmente vir para ti. Então, dize a ti mesmo: "A paz e a alegria de Deus são minhas", e fecha os olhos por um instante, e deixa que a Voz d'Ele te assegure que as palavras que dizes são verdadeiras.

9. Passa teus cinco minutos com Ele desta forma hoje cada vez que puderes, mas não penses que menos do que isto seja sem valor, se não puderes Lhe dar mais. Lembra-te ao menos uma vez a cada hora de dizer as palavras que O invocam para te dar aquilo que Ele quer dar e quer que recebas. Decide-te hoje a não atrapalhar aquilo que Ele quer. E, se um irmão parecer te tentar a negar as dádivas de Deus para ele, vê isto apenas como outra chance de permitir a ti mesmo que recebas as dádivas de Deus como tuas. Neste caso, abençoa teu irmão com gratidão e dize:

Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria,
Para que eu possa receber como minhas a paz e a alegria de Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 105

Caras, caros,

Trabalhamos ontem com a ideia segundo a qual só queremos o que nos pertence na verdade, não é mesmo? Bem, a conclusão a que podemos chegar a partir disso é que, na verdade, tudo nos pertence, quando nos aceitamos como herdeiros, herdeiras e filhos e filhas de Deus. Pois tudo o que Ele/Ela tem é nosso, conforme vamos poder perceber também ao explorarmos a ideia para as práticas de hoje.

Vamos a ela? 

"A paz e a alegria de Deus são minhas."

Repetindo: "a paz e a alegria de Deus são minhas". Porque tudo o que Deus tem é meu. É teu, é nosso e é de todos e todas nós, Seus Filhos, Suas Filhas, criados e criadas a Sua imagem e semelhança. É por isso, com toda a certeza, que podemos reconhecer como verdadeira, aceitar, acolher e afirmar a ideia que a lição de hoje nos oferece para as práticas.

A paz e a alegria de Deus são minhas.

E já na ideia o desafio. Pois quem de nós ousa se afirmar portador da paz e da alegria de Deus de modo claro, conscientemente? É certo que costumamos dizer: Graças a Deus! Mas, em geral, não temos consciência do que dizemos ao fazer tal afirmação, ou teremos? Em geral, é uma coisa mais ou menos automática, não é mesmo? Algo que fazemos sem pensar, porque já se tornou hábito, não?

No entanto é isso que vamos aprender a fazer com a lição de hoje: chegar à consciência de que ainda somos como Deus nos criou e que, por isso, podemos dizer, reconhecer, aceitar e acolher de bom grado que a paz e a alegria d'Ele/d'Ela nos pertencem. Graças ao que Deus é e graças ao que nós somos n'Ele/n'Ela, na unidade com Ele/Ela.

Ou como a lição diz:

A paz e a alegria de Deus são tuas. Hoje nós as aceitaremos, sabendo que elas nos pertencem. E tentaremos compreender que estas dádivas aumentam quando as recebemos. Elas não são como as dádivas que o mundo pode dar, em que o doador perde quando dá e o recebedor fica mais rico com a perda dele. Estas não são dádivas mas barganhas feitas com culpa. A dádiva dada de modo verdadeiro não envolve nenhuma perda. É impossível que alguém possa ganhar porque outro perde. Isto pressupõe um limite e uma insuficiência.

Nunca é demais lembrar, ou repetir, a que se refere, de fato, a ideia para as práticas deste dia. Uma ideia que ainda nos parece muito difícil de aceitar, porque ainda não estamos de todo convencidos, ou convencidas, de que nunca nos separamos de Deus. Porém, para tornar mais fácil a compreensão e a aceitação desta ideia, podemos nos valer de um dos ensinamentos cruciais do Curso: Não há nada fora de ti

A paz e a alegria de Deus são minhas.

Assim, ao aceitarmos a ideia que o Curso oferece mais uma vez para as práticas do dia de hoje, garantimos a posse daquilo que Deus quer para nós: a paz e a alegria completas e perfeitas. E as recebemos. Ao fazê-lo, ao contrário de diminuí-las, como pensamos acontecer neste mundo quando recebemos alguma coisa de alguém, nós as aumentamos. E Deus tem Sua paz e alegria aumentadas por nossa aceitação de Suas dádivas. Em lugar de ficar com menos paz e com menos alegria Ele/Ela fica com mais. Cada um e cada uma de nós também. E o mundo todo fica ainda mais em paz e mais alegre.

E mais:

Não se dá nenhuma dádiva deste modo. Tais "dádivas" são apenas uma oferta visando a um retorno mais valioso; um empréstimo com juros a serem pagos integralmente; um empréstimo temporário, que visa a ser um compromisso de dívida a ser paga com mais do que foi recebido por aquele que aceitou a dádiva. Esta distorção estranha do que significa dar permeia todos os níveis do mundo que vês. Ela tira todo o significado das dádivas que dás e não te deixa nada naquelas que recebes.

Falando, é claro, a respeito do modo como o mundo, a partir do sistema de pensamento do ego, entende "dar". Se, ao darmos alguma coisa, ficamos sem ela, nós, de fato, a perdemos. Mas não é assim que funciona a ação de dar, de acordo com a visão do Espírito Santo, que faz valerem apenas a leis de Deus.

A paz e a alegria de Deus são minhas.

As leis de Deus, que regem a realidade do mundo verdadeiro, o único que existe, de fato, funcionam de forma diferente das leis do ego, que regem este mundo dos sentidos e das formas. O Amor, ao ser dividido, repartido, só pode se expandir, cabendo mais Amor a quem O dá e a quem O recebe. É por isto, entre outras coisas, que podemos perceber como faz sentido uma ideia anterior, que praticamos há pouco: Deus, sendo Amor, é também felicidade.

A lição continua:

Uma das metas mais importantes que este curso estabelece é inverter tua visão a respeito do dar, para que possas receber. Pois dar se tornou uma fonte de medo e, por isto, queres evitar o único meio pelo qual podes receber. Aceita a paz e a alegria de Deus e aprenderás uma nova maneira de olhar para uma dádiva. As dádivas de Deus nunca diminuirão quando forem dadas. Elas só aumentam desta forma.

No Amor, com Amor e para o Amor não existe perda. Não existe insuficiência. Não existe falta nem escassez. Diferentemente do que pensa o ego, tudo o que se dá é o que se recebe multiplicado. Dividir o Amor só faz aumentá-lo. Da mesma forma que dar só pode ser a mesma coisa que receber. Daí, quem dá não poder ficar sem, ou perder qualquer coisa. Na verdade, de acordo com o ensinamento, como é possível ver em algum ponto do livro, "só temos verdadeiramente aquilo que damos". E, por consequência, sempre vai nos faltar tão somente aquilo que nos recusamos a dar.

A paz e a alegria de Deus são minhas.

É para aprender isto que praticamos hoje, pois como a lição diz:

Do mesmo modo que a paz e a alegria do Céu se intensificam quando as aceitas como dádivas de Deus para ti, a alegria de teu Criador também cresce quando aceitas Sua alegria e Sua paz como tuas. O verdadeiro dar é criação. Ele estende o sem limites ao ilimitado, a eternidade à intemporalidade e o amor a si mesmo. Ele acrescenta a tudo o que já é completo, não apenas em termos de adicionar mais, pois isto pressupõe que era menos antes. Ele acrescenta permitindo que aquilo que não se contém realize seu objetivo de dar tudo o que tem, assegurando-o para si mesmo para sempre.

E não precisamos fazer nada, além de reconhecer como verdadeiras as palavras da lição de hoje. Aceitando-as como a melhor forma de manifestar o divino em nós. Dando tudo o que temos, aceitando as dádivas de Deus como nossas, o que é a mais pura verdade.

É ainda a partir do que nos diz a lição que podemos intensificar nossa prática, seguindo a orientação que ela nos dá:

Aceita a paz e a alegria de Deus como tuas hoje. Permite que Ele complete a Si Mesmo da forma com que Ele define completude. Compreenderás que aquilo que O completa também tem de completar Seu Filho. Ele não pode dar por meio da perda. Tu também não podes. Recebe Sua dádiva de alegria e de paz hoje e Ele te agradecerá por tua dádiva a Ele.

Fiquemos atentos e atentas ao que a lição ensina, em seguida, a respeito da forma de praticar hoje e, certamente, vamos ver, reconhecer e aceitar o milagre que é resultado da aplicação prática da ideia que o Curso nos oferece para as práticas com a lição de hoje.

Pratiquemos da melhor forma que pudermos e passaremos a viver, todos os dias a contar de hoje, a verdade segundo a qual

A paz e a alegria de Deus são minhas.

 Às práticas? 

terça-feira, 14 de abril de 2026

O que mais posso querer, se Deus me oferece tudo?

 

LIÇÃO 104

Busco apenas o que me pertence na verdade.

1. A ideia de hoje continua com o pensamento de que alegria e paz não são apenas sonhos vãos. Elas são teu direito, em razão do que és. Elas vêm para ti de Deus, Que não pode deixar de te dar o que Ele quer. No entanto, tem de haver um lugar preparado para receber as dádivas d'Ele. Elas não são acolhidas com alegria por uma mente que, no lugar que pertence às dádivas d'Ele, recebe as que ela mesma fez como substitutos para as dádivas de Deus.

2. Hoje queremos eliminar todas as dádivas inúteis e feitas por nós mesmos, que colocamos no altar sagrado que pertence às dádivas de Deus. As dádivas que, na verdade, são nossas são as d'Ele. As dádivas que herdamos antes do tempo existir, e que ainda serão nossas quando o tempo se transformar em eternidade, são as d'Ele. As dádivas que estão em nós agora são as d'Ele, pois elas são intemporais. E não precisamos esperar para tê-las. Elas nos pertencem hoje.

3. Por isto, escolhemos tê-las agora e saber que, ao escolhê-las em lugar daquilo que fizemos, nós apenas unimos nossa vontade àquilo que Deus quer e reconhecemos o mesmo como um só. Nossos períodos de prática mais longos, hoje, os cinco minutos de cada hora dados à verdade para tua salvação, devem começar com isto:

Busco apenas o que me pertence na verdade,
E a alegria e a paz são minha herança.

Deixa de lado, então, os conflitos do mundo, que oferecem outras dádivas e outras metas feitas de ilusões, testemunhadas por elas e buscadas apenas em um mundo de sonhos.

4. Deixamos tudo isto de lado e buscamos, em seu lugar, aquilo que é verdadeiramente nosso, à medida que pedimos para reconhecer aquilo que Deus nos dá. Abrimos um espaço sagrado em nossas mentes diante de Seu altar, onde Suas dádivas de paz e alegria são acolhidas e ao qual vimos para achar o que nos é dado por Ele. Vimos em confiança hoje, cientes de que o que nos pertence na verdade é o que Ele dá. E queremos não desejar mais nada, pois nada mais nos pertence na verdade.

5. Assim, abrimos o caminho para Ele, reconhecendo simplesmente que Sua Vontade já está feita e que a alegria e a paz nos pertencem como Suas dádivas eternas. Não nos permitiremos perdê-las de vista nos intervalos entre os momentos em que vimos buscá-las aonde Ele as deposita. Traremos à mente este lembrete tantas vezes quanto pudermos:

Busco apenas o que me pertence na verdade.
As dádivas de Deus de alegria e de paz são tudo o que quero.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 104

Caras, caros,

O que queremos da vida? O que buscamos ao longo de nossa vida, neste mundo de ilusões? Alguém dentre nós já parou para pensar em como vive sua vida e o que busca fazer com ela? Por que pensamos viver num mundo feito para o caos e para tudo o que não nos interessa de verdade, se tudo o que podemos obter aqui nunca nos dá satisfação por completo? Será que este mundo é verdadeiro, quer dizer, será que há alguma coisa de verdadeiro  nele, alguma coisa que nos pertença?

É isto que vamos tentar descobrir a partir das práticas com a ideia que o Curso nos oferece para hoje.

"Busco apenas o que me pertence na verdade."

Perguntemo-nos, uma vez mais, para encaminhar e facilitar o processo de reflexão a respeito da ideia que a lição nos oferece para as práticas de hoje: Que mais posso querer, além daquilo que me pertence na verdade, se o que Deus me oferece é tudo o que Ele/Ela possui? Posso querer alguma coisa mais do que simplesmente tudo? E se acredito que alguma coisa me falta, não será porque renunciei à herança que é minha por direito, como filho de Deus, acreditando que Ele/Ela e eu estamos separados?

Vejamos como começa a lição de hoje:

A ideia de hoje continua com o pensamento de que alegria e paz não são apenas sonhos vãos. Elas são teu direito, em razão do que és. Elas vêm para ti de Deus, Que não pode deixar de te dar o que Ele quer. No entanto, tem de haver um lugar preparado para receber as dádivas d'Ele. Elas não são acolhidas com alegria por uma mente que, no lugar que pertence às dádivas d'Ele, recebe as que ela mesma fez como substitutos para as dádivas de Deus.

"Alegria e paz não são apenas sonhos vãos", elas nos pertencem por direito porque vêm de Deus para nós. E o melhor de tudo é que não precisamos fazer nada para desfrutar daquilo que é nosso por direito. Pois Deus não pode deixar de nos dar aquilo que Ele/Ela quer dar a cada um e a cada uma de nós. A todos e a todas nós. Basta abandonarmos a crença na separação.

É em função dessa crença que estamos, neste mundo de aparências e formas ilusórias, sujeitos e sujeitas ao engano em que quer nos aprisionar o ego e, por isso, precisamos ficar atentos e atentas para abrir espaço em nossas mentes e em nossos corações para reconhecer nosso direito, para aceitar as dádivas de Deus e acolhê-las em nossa vida.

Para tanto, Hoje...

... queremos eliminar todas as dádivas inúteis e feitas por nós mesmos, que colocamos no altar sagrado que pertence às dádivas de Deus. As dádivas que, na verdade, são nossas são as d'Ele. As dádivas que herdamos antes do tempo existir, e que ainda serão nossas quando o tempo se transformar em eternidade, são as d'Ele. As dádivas que estão em nós agora são as d'Ele, pois elas são intemporais. E não precisamos esperar para tê-las. Elas nos pertencem hoje.

É o desafio que nos propõe a lição: deixar de lado tudo aquilo que o ego nos oferece, abandonar, por inúteis, todas as dádivas do mundo, abandonando inclusive o mundo. Este que nos mostra a percepção dos sentidos. Este que nos mostra o ego, que nos põe separados uns dos outros, separadas umas das outras e de Deus. O que nos interessa, na verdade, são as dádivas do Pai, que já são nossas. Nada mais! E as práticas vão mostrar que podemos tê-las hoje, agora, porque elas nos pertencem desde sempre.

Busco apenas o que me pertence na verdade.

É esta a ideia que pode nos livrar de todos os auto-enganos. Pois ela mostra que tudo o que há no mundo - neste mundo de aparências e de formas que mudam a cada instante -, e que é do mundo, não pode durar. Está destinado à deterioração e vai perecer. Só o que Deus nos dá é que pode e vai durar para todo o sempre. E:

Por isto, escolhemos tê-las agora e saber que, ao escolhê-las em lugar daquilo que fizemos, nós apenas unimos nossa vontade àquilo que Deus quer e reconhecemos o mesmo como um só. Nossos períodos de prática mais longos, hoje, os cinco minutos de cada hora dados à verdade para tua salvação, devem começar com isto:

Busco apenas o que me pertence na verdade,
E a alegria e a paz são minha herança.

Deixa de lado, então, os conflitos do mundo, que oferecem outras dádivas e outras metas feitas de ilusões, testemunhadas por elas e buscadas apenas em um mundo de sonhos.

É muito importante termos em mente que não precisamos e, de verdade, nem queremos nada que não seja apenas aquilo que Deus nos oferece, pois, na verdade, não existe nada além daquilo que Deus dá, a não ser na ilusão. E as ilusões não nos interessam. As ilusões não nos oferecem nem alegria, nem paz, que dirá, então, felicidade? As ilusões só nos afastam da Vontade de Deus de felicidade perfeita para nós.

Assim é que:

Deixamos tudo isto de lado e buscamos, em seu lugar, aquilo que é verdadeiramente nosso, à medida que pedimos para reconhecer aquilo que Deus nos dá. Abrimos um espaço sagrado em nossas mentes diante de Seu altar, onde Suas dádivas de paz e alegria são acolhidas e ao qual vimos para achar o que nos é dado por Ele. Vimos em confiança hoje, cientes de que o que nos pertence na verdade é o que Ele dá. E queremos não desejar mais nada, pois nada mais nos pertence na verdade.

É por isso, entre outras coisas, que as práticas se fazem necessárias, para que aprendamos a abrir mão das ilusões, para que aprendamos a entrega, por confiar que é apenas o espírito em nós que sabe o que é melhor para nós, por entender claramente que as ilusões não podem nunca oferecer nada que dure para sempre.

Assim é que reconhecemos a verdade eterna que há nas palavras e por detrás das palavras que o Curso oferece para a práticas de hoje. Assim é que vamos receber, reconhecer, aceitar e acolher o milagre que a lição de hoje traz.

Assim, abrimos o caminho para Ele, reconhecendo simplesmente que Sua Vontade já está feita e que a alegria e a paz nos pertencem como Suas dádivas eternas. Não nos permitiremos perdê-las de vista nos intervalos entre os momento em que vimos buscá-las aonde Ele as deposita. Traremos à mente este lembrete tantas vezes quanto pudermos:

Busco apenas o que me pertence na verdade.
As dádivas de Deus de alegria e de paz são tudo o que quero.

Às práticas?

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Separado da alegria e da felicidade, o amor não existe

 

LIÇÃO 103

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

1. A felicidade é uma característica do amor. Ela não pode estar separada dele. Tampouco pode ser experimentada onde não exista amor. O amor não tem limites, estando em todos os lugares. E, por isto, a alegria também está em todos os lugares. A mente, porém, pode negar que isto seja verdade, acreditando que há, no amor, brechas por onde o pecado pode entrar, trazendo dor em vez de alegria. Esta crença estranha quer limitar a felicidade redefinindo o amor como limitado e inserindo oposição naquilo que não tem limites nem opostos.

2. O medo fica, então, associado ao amor e seus resultados se tornam a herança de mentes que pensam que aquilo que elas fazem é verdadeiro. Estas imagens, que, na verdade, não têm nenhuma realidade, testemunham o medo de Deus, esquecendo que, sendo Amor, Ele tem de ser alegria. Hoje, tentaremos mais uma vez trazer este erro básico à verdade e ensinar a nós mesmos:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
Temê-Lo é ter medo da alegria.

Começa teus períodos de prática, hoje, com esta associação, que corrige e crença falsa de que Deus é medo. Ela também enfatiza que a felicidade te pertence, em razão daquilo que Ele é.

3. Permite que esta correção seja posta em tua mente em cada hora de vigília hoje. Depois, acolhe toda a felicidade que ela traz à medida que a verdade substitui o medo e a alegria se torna o que esperas para tomar o lugar da dor.  Porque, por Deus ser Amor, ela te será dada. Reforça esta expectativa com frequência ao longo do dia e silencia todos os teus medos com esta garantia, benigna e totalmente verdadeira:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
E é felicidade que eu busco hoje.
Não posso falhar, pois busco a verdade.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 103

Caras, caros,

Normalmente pensamos saber o que é amor, o que é felicidade, apesar de na maior parte do tempo não termos a menor ideia do que pode nos fazer felizes. O ego, a falsa imagem que construímos de nós mesmos, de nós mesmas, nos lança o tempo todo numa busca insana por coisas, pessoas, modos de vida, aventuras, viagens, empregos, profissões e muitas coisas mais, dizendo-nos que é aqui, ou ali, nisto ou naquilo, que vamos achar nossa felicidade. 

Tudo logro e ilusão. Nada do que nos oferece o ego pode nos fazer felizes. O ego - seu mundo - não pode nos dar a felicidade e a alegria completas, que são a Vontade de Deus para nós.

Por quê?

É o que vamos descobrir explorando a ideia que a lição nos traz para as práticas de hoje.

"Deus, sendo Amor, é também felicidade."

Que há para se dizer desta declaração? Desta lição? Que desafio ela oferece? Nada mais nada menos do que o convite a que abandonemos de uma vez por todas a crença segundo a qual a salvação pede algum sofrimento, algum sacrifício, como penitência por e para nossos "pecados". Ora, se o pecado não existe! Esta ideia é também o convite a que abandonemos a crença segundo a qual o pecado é real e que o Filho de Deus pode pecar, se lembrarmos da lição 101. E que milagre podemos descobrir nela, a não ser que é verdade o que ela nos diz? 

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

É isto que precisamos praticar. Pois de acordo com o começo da lição, "a felicidade é uma característica do amor". Vejamos:

A felicidade é uma característica do amor. Ela não pode estar separada dele. Tampouco pode ser experimentada onde não exista amor. O amor não tem limites, estando em todos os lugares. E, por isto, a alegria também está em todos os lugares. A mente, porém, pode negar que isto seja verdade, acreditando que há, no amor, brechas por onde o pecado pode entrar, trazendo dor em vez de alegria. Esta crença estranha quer limitar a felicidade redefinindo o amor como limitado e inserindo oposição naquilo que não tem limites nem opostos. 

Paremos por um instante para refletir acerca do que nos ensina o mundo. O mundo ensina que é preciso sofrer por amor, que o amor pede que nos sacrifiquemos. O amor exige sacrifícios. A partir do que ensina o sistema de pensamento do ego e do mundo, só sabemos que amamos alguém, quando sofremos longe dele ou dela, quando nos parece - por um pensamento equivocado e distorcido, um pensamento egoísta - que não é possível viver sem a sua presença, a dessa pessoa. Que amor é este? 

Não me canso de me surpreender com o quanto gosto - por acreditar que é profundamente verdadeiro - do que diz Leo Buscaglia a respeito da relação amorosa, em um de seus livros, e que é algo a respeito de que sempre é bom refletirmos, porque está em perfeita sintonia com o que diz a ideia da lição que praticamos hoje. 

Diz ele: 

Quando a relação amorosa não me conduz a mim mesmo, quando eu, numa relação de amor, não conduzo outra pessoa a si própria, este amor, mesmo que pareça a ligação mais segura e extasiante que já tive, não é amor verdadeiro.

Será que todos nós nos sentimos assim em relação ao sentimento que temos pelas pessoas que dizemos amar? Será que o amor que experimentamos em relação a todas as pessoas com quem convivemos é este de que fala Buscaglia? Não? Precisamos rever, então, o que pensamos a respeito do amor, porque este tipo de amor é um amor que liberta em lugar de um sentimento de posse, de apego, ou de carência e/ou dependência, ou co-dependência.

Lembremo-nos, pois, mais uma vez, de uma música de Sting [If you love somebody, set them free. Se amas alguém, liberta-o, em tradução livre.], para quem, assim como Buscaglia, o amor deve libertar as pessoas para serem o que são e permitir, ao mesmo tempo, que sejamos o que somos, livres de amarras, de apegos, ou de condicionamentos e condições. Se, no amor que pensamos sentir por alguém, há qualquer ideia de prendê-lo ou aprisioná-lo ou controlá-lo ou modificá-lo ou endireitá-lo ou qualquer coisa que o impeça de ser exatamente como é, então, é preciso que repensemos nosso sentimento a partir da Regra de Ouro: Faze ao outro só aquilo que gostarias que fizessem a ti. 

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

Porque não há limites para Deus, também não há limites para o amor. E, se "a felicidade é uma característica do amor", ela tem de ser constante, assim como a alegria, que é a condição natural do filho de Deus, conforme já vimos. No amor, só pode existir alegria. Na alegria, só pode haver felicidade duradoura, que é a que Deus quer para nós.

E o medo? 

A lição continua:

O medo fica, então, associado ao amor e seus resultados se tornam a herança de mentes que pensam que aquilo que elas fazem é verdadeiro. Estas imagens, que, na verdade, não têm nenhuma realidade, testemunham o medo de Deus, esquecendo que, sendo Amor, Ele tem de ser alegria. Hoje, tentaremos mais uma vez trazer este erro básico à verdade e ensinar a nós mesmos:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
Temê-Lo é ter medo da alegria.

Começa teus períodos de prática, hoje, com esta associação, que corrige e crença falsa de que Deus é medo. Ela também enfatiza que a felicidade te pertence, em razão daquilo que Ele é.

Mas isso só acontece quando a mente nega que a felicidade seja uma característica do amor e pensa que pode haver amor separado da alegria e da felicidade. É este tipo de pensamento que vamos aprender a evitar hoje com as práticas da lição. Para corrigir qualquer pensamento, qualquer crença que possa induzir ao medo de Deus.

Pois: 

Deus, sendo Amor, é também felicidade.

O milagre, portanto, que a lição nos oferece hoje é a correção da crença falsa de que pode haver amor sem alegria, sem felicidade. Ou a de que o amor pede sacrifícios, ou precisa possuir o objeto amado, ou depender dele. Para chegarmos a ele [ao amor], ou, melhor dizendo, para permitir que ele chegue a nós, precisamos praticar de forma honesta, com toda a sinceridade de que somos capazes. Mais do que isso até, precisamos ter em mente que o amor não vem a nós, a ninguém, se, primeiro, não o oferecemos a partir do amor que devemos sentir por nós mesmos e por nós mesmas.

Fazemos isto seguindo a orientação que a lição nos dá, por fim:

Permite que esta correção seja posta em tua mente em cada hora de vigília hoje. Depois, acolhe toda a felicidade que ela traz à medida que a verdade substitui o medo e a alegria se torna o que esperas para tomar o lugar da dor. Deus, sendo Amor, ela te será dada. Reforça esta expectativa com frequência ao longo do dia e silencia todos os teus medos com esta garantia, benigna e totalmente verdadeira:

Deus, sendo Amor, é também felicidade.
E é felicidade que eu busco hoje.
Não posso falhar, pois busco a verdade.

É isto!

Às práticas?

domingo, 12 de abril de 2026

Viver só na alegria é aceitar nossa condição natural

 

LIÇÃO 102

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

1. Tu não queres sofrer. Podes pensar que o sofrimento compra alguma coisa para ti e ainda podes acreditar que ele compra o que tu queres para ti. Mas agora esta crença está certamente abalada, pelo menos o suficiente para permitir que a questiones e para que suspeites que ela realmente não faz sentido. Ela ainda não desapareceu, mas faltam-lhe as raízes que outrora a ligavam firmemente à escuridão e escondiam os lugares secretos de tua mente.

2. Hoje tentamos afrouxar ainda mais seu controle enfraquecido e perceber de forma clara que a dor é sem sentido, não tem uma razão e não tem nenhum poder para realizar coisa alguma. Ela não pode comprar absolutamente nada. Ela não oferece nada e não existe. E tudo o que pensas que ela te oferece não existe, como ela mesma. És escravo do nada. Liberta-te hoje para te unires à Vontade feliz de Deus.

3. Continuaremos, por vários dias, a dedicar nossos períodos de prática a exercícios planejados para te ajudar a alcançar a felicidade que a Vontade de Deus colocou em ti. Aqui é o teu lar e aqui está tua segurança. Aqui está tua paz e aqui não existe nenhum medo. Aqui está a salvação. Aqui, enfim, está o descanso.

4. Começa teus períodos de prática hoje com esta aceitação da Vontade de Deus para ti:

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade
para mim e a aceito agora como minha função.

Em seguida, busca esta função no fundo de tua mente, pois ela está lá, esperando apenas tua escolha. Não podes deixar de encontrá-la, quando aprenderes que ela é tua escolha e que compartilhas a Vontade de Deus.

5. Sê feliz, pois tua única função aqui é a felicidade. Tu não tens nenhuma necessidade de ser menos amoroso para com o Filho de Deus do que Aquele Cujo Amor o criou tão amoroso quanto Ele Mesmo. Além destas pausas de cinco minutos a cada hora, para com frequência hoje para dizer a ti mesmo que agora aceitas a felicidade como tua única função. E fica certo de que, ao fazê-lo, te unes à Vontade de Deus.

*

COMENTÁRIO: 

Explorando a LIÇÃO 102

Caras, caros,

Neste dia temos a seguinte ideia para as práticas:

"Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim."

Vamos explorá-la?

Compartilho? Compartilhas? Compartilhamos? Quem, dentre nós, de fato, compartilha? Quem, dentre nós, de verdade, se acha merecedor, merecedora, da felicidade plena, perfeita, completa, para ser vivida todos os dias? Quem, dentre nós, se considera capaz de ser feliz de forma constante, dia a dia? Ou não é fato que a maioria de nós não tem coragem de se declarar feliz, mesmo quando se sente assim?

Vale também, mais uma vez, repetir todas as perguntas que fiz no comentário à lição de ontem. Para que pensemos, para nos impormos uma reflexão. Não é bem verdade que se, de fato, compartilhássemos a Vontade de Deus de felicidade perfeita para nós, seríamos todos e todas felizes o tempo inteiro?

Quem dentre nós, neste mundo, se considera feliz o tempo todo? Na alegria, na tristeza, na saúde, na doença, na dor, no sofrimento, na pobreza e na riqueza, na presença da morte? Quem? Algum, alguma, de nós conhece alguém que...?

Quando não estamos vivendo a alegria inteiramente, diz o Curso, já nos afastamos da condição natural de filhos de Deus e experimentamos os resultados da crença na separação. Mas já paramos para observar de que modo nos sentimos a maior parte do tempo? Ou estamos tão assoberbados e assoberbadas pelas "tarefas e obrigações" do mundo do ego que não nos sobra tempo para um instante de quietude para nos voltarmos para Deus, como recomenda o Curso? 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

A lição que praticamos hoje traz mais uma oportunidade de escolhermos de modo diferente, de tomarmos a decisão de ver de modo diferente, de reconhecer que ainda somos como Deus nos criou, e de aceitar que a Vontade d'Ele/d'Ela e a nossa, para nós mesmos e para nós mesmas, são uma só: a felicidade perfeita. Ou não é o que queres? 

Ela começa por nos chamar a atenção para o fato de que:

Tu não queres sofrer. Podes pensar que o sofrimento compra alguma coisa para ti e ainda podes acreditar que ele compra o que tu queres para ti. Mas agora esta crença está certamente abalada, pelo menos o suficiente para permitir que a questiones e para que suspeites que ela realmente não faz sentido. Ela ainda não desapareceu, mas faltam-lhe as raízes que outrora a ligavam firmemente à escuridão e escondiam os lugares secretos de tua mente.

Ninguém quer sofrer. Por que, em geral, a maioria de nós sofre, então? Não será pelo fato de que ainda não nos decidimos verdadeiramente a abandonar a crença na separação? Não será porque ainda acreditamos que o mundo, este mundo que é pura ilusão, pode nos dar alguma coisa que dure para sempre, que ele tenha alguma coisa que possa nos trazer a felicidade? 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

O mundo, este mundo em que aparentemente vivemos todos e todas nós a experiência de corpos e dos sentidos, não foi criado por Deus. Por mais incrível que isto possa parecer, esta ideia é fundamental para se entender o ensinamento do Curso. Este é um mundo criado, melhor seria dizer inventado, fantasiado, pelo ego - aquela imagem falsa que fazemos de nós mesmos e de nós mesmas -, desde o momento em que ele, o ego, ou a imagem, se acreditou separado, ou separada de Deus. Este "mundo" que vemos não existe. Assim como o ego, é apenas uma imagem inventada para dar existência ao ego, que, para provar sua existência, precisa que acreditemos na existência e no valor do mundo, no valor do corpo, no valor do sacrifício, da dor, do medo, da culpa e do julgamento.

Não é bem isso que a lição pede que pratiquemos, quando nos aconselha a tentarmos afrouxar ainda mais o controle da crença no sofrimento e na dor? Vejamos:

Hoje tentamos afrouxar ainda mais seu controle enfraquecido e perceber de forma clara que a dor é sem sentido, não tem uma razão e não tem nenhum poder para realizar coisa alguma. Ela não pode comprar absolutamente nada. Ela não oferece nada e não existe. E tudo o que pensas que ela te oferece não existe, como ela mesma. És escravo do nada. Liberta-te hoje para te unires à Vontade feliz de Deus.

As orientações que a lição traz em seguida servem para conduzir nossas práticas, neste e nos próximos dias, na direção da felicidade que Deus quer para nós. Por isso é importante afirmar sempre que possível, sempre que lembrarmos: 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

É também importante que nos lembremos de que nossa função e nossa felicidade são a mesma coisa. É por esta razão também que a lição termina por nos dizer:

Sê feliz, pois tua única função aqui é a felicidade. Tu não tens nenhuma necessidade de ser menos amoroso para com o Filho de Deus do que Aquele Cujo Amor o criou tão amoroso quanto Ele Mesmo. Além destas pausas de cinco minutos a cada hora, para com frequência hoje para dizer a ti mesmo que agora aceitas a felicidade como tua única função. E fica certo de que, ao fazê-lo, te unes à Vontade de Deus.

Afinal, como o Curso pergunta a certa altura, "o que queres: ter razão ou ser feliz"? Como sabemos, pelos resultados que temos e pelas experiências que se apresentam a nós dia após dia, distraídos e distraídas de nós mesmos e de nós mesmas, vivendo o transe das escolhas mundanas que o sistema de pensamento do ego nos oferece, buscamos sempre, ou quase sempre, ter razão, mesmo, às vezes, ou na maioria delas, à custa de nossa alegria, de nossa felicidade e de nossa paz.

Não será isto um exemplo de insanidade? 

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

Aceitemos a verdade eterna que há nas palavras que a lição nos oferece para as práticas hoje. Preparemo-nos para receber o milagre que ela reserva a cada um e a cada uma de nós, renunciando à dor, ao sofrimento, ao sacrifício e a tudo o que nos oferece o ego que só quer nossa morte.

Às práticas?