quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Da memória de Deus em ti nasce tua real Identidade

 

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passar algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

*

LIÇÃO 231

Pai, eu quero apenas me lembrar de Ti.

1. Pai, o que posso buscar a não ser Teu Amor? Talvez eu pense que busco alguma outra coisa; alguma coisa à qual dei muitos nomes. No entanto, Teu Amor é a única coisa que busco ou já busquei. Pois não há, verdadeiramente, nada mais que eu possa querer encontrar. O que mais eu poderia desejar a não ser a verdade acerca de mim mesmo?

2. Esta é tua vontade, meu irmão. E compartilhar esta verdade comigo e também com Aquele Que é nosso Pai. Lembrar d'Ele é o Céu. É isto que buscamos. E é só isto que nos será dado achar.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 231

Caras, caros,

Recebemos agora, uma vez mais, a segunda das instruções que vão orientar as práticas das ideias contidas nesta segunda parte do Livro de Exercícios, cujo objetivo é nos levar à percepção verdadeira. Isto é, à percepção do mundo que tem por filtro o olhar amoroso do Espírito Santo em nós. Assim, a segunda das instruções, como vemos, é: O que é a salvação?. É esta instrução que vai orientar os próximos dez passos de nossa caminhada.

O primeiro deles é a prática com a ideia para hoje, que vem para revelar nosso anseio mais profundo. Um anseio que, em geral, não sabemos definir e que se manifesta sempre que não nos sentimos satisfeitos, ou satisfeitas, com qualquer coisa que o mundo nos ofereça, depois de obtê-la, por mais interessante ou grandiosa que ela seja.

Aquela sensação de insatisfação, aquele sentimento que nos traz a impressão de que estamos deslocados, ou deslocadas, no lugar em que estamos, por vezes - a maior parte delas, eu diria -, nada mais é do que a saudade de casa. É a saudade do divino, com quem pensamos ter perdido o contato e a sintonia, envolvidos e envolvidas pelas atividades e atribulações de um mundo que exige cada vez mais que nos escondamos de nós mesmos e de nós mesmas. Ou que escondamos uns dos outros e umas das outras aquilo que nos vai pela alma.

Para encontrares tua verdadeira identidade, precisas acessar a memória de Deus em ti, que traz à tua memória a lembrança daquilo que és de fato, a memória de tua Identidade verdadeira. É para isso que praticamos hoje, e dia após dia. Pois só as práticas dia a dia podem, de verdade, devolver a ti, a mim, e a todos e todas nós, a memória de Deus.

Às práticas?

terça-feira, 18 de agosto de 2026

É somente o óbvio tudo o que precisamos aprender

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê a a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 230

Agora quero buscar e achar a paz de Deus.

1. Fui criado na paz. E, na paz, continuo. Não cabe a mim modificar o meu Ser. Deus, meu Pai, é tão misericordioso que, quando me criou, Ele me deu a paz eterna. Agora eu peço apenas para ser o que sou. E isso me pode ser negado, se é verdadeiro para sempre?

2. Pai, busco a paz que Tu me deste em minha criação. O que foi dado então tem de estar aqui agora, pois minha criação se deu à parte do tempo e ainda continua além de toda mudança. A paz em que Teu Filho nasceu em Tua Mente brilha aí inalterada. Eu sou como Tu me criaste. Eu só preciso Te chamar para descobrir a paz que Tu deste. Foi Tua Vontade que a deu a Teu Filho.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 230

Caras, caros,

Nossas práticas hoje se fazem mais uma vez com uma ideia que trata do óbvio, como eu já disse outras vezes. Mas daquele óbvio que só se torna óbvio a partir da tomada de decisão pelo Céu, e por consequência, pela paz de Deus. Isto é, no momento em que tomamos a decisão de buscar viver a paz de Deus, por querê-la acima de tudo, já a achamos, pois ela nunca está longe. Ao contrário, ela está muito, mas muito, muito mais perto do que pensamos. Pois basta apenas nossa decisão de ensinar a paz para que ela se apresente a nossa experiência. Ou como diz o Curso, "se queres a paz, ensina a paz para aprendê-la". 

A paz de Deus está diretamente relacionada à alegria, ao amor, à felicidade. E tudo isto, por sua vez, está inteiramente à disposição de todos, todas, de cada um e de cada uma de nós, desde que tomemos a decisão. Sim, desde que tomemos a decisão, é preciso frisar bem isto. E é por isto também que, talvez, valha a pena voltarmos mais uma vez ao comentário feito a esta lição em anos passados. Para, quem sabe, acharmos mais uma oportunidade para aprender que, de fato, não sabemos nada e que tudo o que precisamos aprender é apenas o óbvio.

Vejamos, pois, algo que deveria ser óbvio para todas as pessoas e que, no entanto, ainda não o é para muitos e muitas de nós. Está registrado em livro de Vilma Guimarães Rosa, como uma das preciosidades que seu pai, João Guimarães Rosa, lhe passou, entre muitas outras, por ser "místico, espiritualista" e por cultivar a fé como elemento de ajuda, em sua busca de resposta aos muitos porquês que se apresentam na vida. Foi registrado como "Caminho para a Felicidade" e diz o seguinte:

"Conserve o seu coração livre do ódio 
e a sua mente livre da ansiedade. 
Viva simplesmente, espere pouco e dê muito. 
Encha a sua vida com amor. 
Espalhe a luz. 
Esqueça-se*
e pense nos outros. 
Faça o que gostaria lhe fizessem. 
Não fale mal de ninguém. 
Critique os seus próprios atos, 
fazendo cuidadoso exame de suas ações diárias.

"Experimente isso por uma semana e se surpreenderá.

"Faça cada manhã antes de iniciar suas tarefas diárias."

Eis aí o que buscamos [e precisamos] aprender a fazer [se ainda não é o que fazemos com as práticas diárias] para buscar e achar a paz de Deus.

Às práticas?

*Nota: O "se" esqueça-se aqui pode - deve -, acho, ser entendido como [de si, no sentido que o ego dá 
ao que cada um, ou cada uma, de nós é: corpos, personalidades].

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Está na luz e no espírito nossa semelhança com Deus

 

 1. O que é o perdão?


1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê a a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 229

O Amor, que me criou, é o que sou.

1. Busco minha própria Identidade e A encontro nestas palavras: "O Amor, que me criou, é o que sou". Agora não preciso buscar mais. O Amor venceu. Ele esperou tão calmamente minha volta para casa que não vou mais me desviar da face santa de Cristo. E aquilo que vejo me afirma a verdade da Identidade que busquei perder, mas que meu Pai mantém a salvo para mim.

2. Pai, meus agradecimentos a Ti pelo que sou; por manteres minha Identidade intocada e inocente em meio a todos os pensamentos de pecado que minha mente tola inventou. E obrigado a Ti por me salvar deles. Amém.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 229

Caras, caros,

Vamos praticar mais uma vez uma ideia que pode, se assim o quisermos, se assim nos decidirmos, devolver-nos à verdadeira Identidade, a todos, todas, a cada um e a cada uma de nós. Enfim, uma ideia que oferece a todos e a todas nós mais uma oportunidade para o aprendizado - melhor seria dizer, talvez, para a lembrança -, daquilo que, na verdade, somos. Aquilo que sempre fomos e que nunca deixaremos de ser. 

Lembrando em parte um comentário de anos anteriores: "Tal pai, tal filho" ou "tal mãe, tal filha", não é assim que dizemos neste mundo, para ressaltar a semelhança entre uma pessoa e seu pai ou sua mãe? Vocês acham que poderia ser diferente em se tratando de Deus e de Seu Filho? É só na ilusão que somos levados por um falso eu - o ego - a pensar que, de alguma forma, em algum momento, podemos nos separar do Pai, ou pensar em Deus, Pai/Mãe, como alguém muito diferente daquilo que somos.

E, para concluir, também como em anos anteriores, se o DNA de Luz de Deus - caso se possa dizer que Ele/Ela tem algum, ou que a Luz é um DNA, uma marca do divino - é só amor, por que o nosso seria diferente? É para aprender isso que praticamos hoje. Para nos tranquilizarmos com a certeza de que é verdade que nossa criação se deu "à imagem e semelhança" de Deus e que continuamos a ser tal como fomos criados, criadas. Se, na forma, o que nos define, ou o que nos dá a identidade que pensamos ter é o DNA, sem forma, como espíritos, é forçoso que acreditemos num DNA de Luz como o que somos para além do corpo. E, como diz um amigo meu, que já se encantou, a Luz cuida de tudo.

Lembrando-nos ainda, mais uma vez, de que "à imagem e semelhança" de Deus não tem absolutamente nada a ver com aquilo que pensamos de nós mesmos, de nós mesmas, enquanto corpos, forma, sentidos, mente ou percepção. O que nos assemelha a Deus é o fato de nossa verdadeira Identidade ser "espírito", e ser espírito de luz, como já praticamos em uma das lições da primeira parte do livro. 

Às práticas?

domingo, 16 de agosto de 2026

O Juízo Final é somente a devolução da mente certa

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 228

Deus não me condena. Eu também não.

1. Meu Pai conhece minha santidade. Negarei o conhecimento d'Ele para acreditar naquilo que Seu conhecimento torna impossível? Aceitarei como verdadeiro aquilo que Ele declara ser falso? Ou aceitarei Sua Palavra como aquilo que sou, uma vez que Ele é meu Criador e Aquele Que conhece a verdadeira condição de Seu Filho?

2. Pai, eu estava equivocado em relação a mim mesmo porque deixei de perceber claramente a Fonte de onde vim. Não deixei aquela Fonte para entrar em um corpo e para morrer. Minha santidade continua a ser uma parte de mim, da mesma forma que sou parte de Ti. E meus erros acerca de mim mesmo são sonhos. Hoje eu os abandono. E fico pronto para receber apenas Tua Palavra por aquilo que sou verdadeiramente.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 228

Caras, caros,

Praticamos há pouco uma ideia que nos levava a afirmar, como um desejo que queremos que se realize, ou como uma meta que escolhemos para nós mesmos e para nós mesmas, que nosso lar nos espera e que nos apressamos em direção a ele. Uma prática que afirmava que podemos desistir do mundo tão logo queiramos, sem precisar morrer, o que no imaginário comum significaria ter de enfrentar o Juízo Final, de que todos, ou quase todas, têm muito medo.

Ora, o Curso nos oferece um texto que fala a respeito do verdadeiro significado do Juízo Final. Um texto onde se lê: 

"Uma das formas pelas quais podes corrigir a confusão entre mágica e milagre é lembrar que não criaste a ti mesmo". 

Isto é, só confundimos magia e milagre, quando nos deixamos enganar pelo sistema de pensamento do falso eu - o ego -, que é apenas uma imagem de nós mesmos, ou de nós mesmas, um personagem - uma persona - de que nos valemos para andar no mundo, e que muda ao sabor dos ventos, do clima, dos lugares em que nos encontramos, das emoções, do sentimento, das situações, das circunstâncias, da companhia, do noticiário, da queda ou da elevação das ações na bolsa e, claro, como não podia deixar de ser, da qualidade de nossos pensamentos. Porque é uma imagem construída a partir da crença na separação. Pode-se acrescentar aqui também, desde o ano de 2020, o ano do início da pandemia do Covid-19, como um dos fatores da mudança na persona, o vírus que a originou, e que o mundo vai continuar enfrentando enquanto durar o aparente tempo de vida das pessoas num corpo, porque, ao que se percebe, uma vez instalado no inconsciente do ego das pessoas, é claro, o vírus vai permanecer - como, de fato, permanece - até o fim dos tempos como uma ameaça, uma causa de preocupação para a saúde dos corpos, a morada dos egos neste mundo ilusório.

O texto diz ainda:

"O Juízo Final é uma das ideias mais ameaçadoras em teu sistema de pensamento. Mas apenas porque não o compreendes de verdade". E, em seguida: "O julgamento não é um atributo de Deus". E eis aí a sintonia com a ideia para nossas práticas de hoje: Deus não me condena. Eu também não. Mas este "eu" que não me condena certamente não é o ego, a persona. Ele é a Identidade que compartilhamos com Deus, na unidade com Ele/Ela, nosso verdadeiro Ser. É em função disto - e do fato de que o ego, na verdade, não existe, a não ser como personagem ilusório - que podemos ficar tranquilos, tranquilas, e aceitar com alegria a afirmação da lição, segundo a qual Deus não condena. Nem a mim, nem a qualquer um ou qualquer uma de nós. 

Leituras que já fizemos algumas vezes nos grupos de estudo do Curso, dentro do capítulo A Justiça de Deus, nos levam a concluir, em perfeita sintonia com a ideia para as práticas de hoje, que podemos pensar na "justiça de Deus" como aquilo a que chamamos de livre arbítrio. Isto é, todos, todas, cada um e cada uma de nós temos a mais completa e perfeita liberdade para fazer o que quer que queiramos fazer, em qualquer lugar, em qualquer tempo, sem que Deus nos condene por isso. É apenas o ego que julga poder ser o árbitro de nossas ações e das ações de todos aqueles com quem dividimos a percepção deste mundo em que aparentemente vivemos. 

É só o ego que se julga onipotente, com poder para dizer o que é melhor para nós e para o mundo. Lembremo-nos, porém, de que o ponto de partida para o julgamento do ego é tão somente a percepção. E a percepção não é senão a escolha daquilo que queremos ver, ouvir, tocar, cheirar ou provar. Assim é que, em primeiro lugar, julgamos. Só percebemos depois, como consequência ou resultado de nossa escolha, ou julgamento.

A ideia para as práticas deste dia, ainda dentro do tema O que é o perdão?, conforme eu disse também nos comentários de anos anteriores, nos fala, entre outras coisas, de nossa santidade e do conhecimento que Deus tem da verdade a nosso respeito, a respeito de cada um e de cada uma de nós. Um conhecimento que Ele/Ela compartilha com cada um e com cada uma de nós, em nossa verdadeira Identidade.

Voltando ainda ao texto revelador do verdadeiro significado de Juízo Final, vamos encontrar a razão pela qual não podemos também nos condenar, a segunda parte da ideia para as práticas de hoje. Ele diz que o Juízo Final está, geralmente, associado a um procedimento que Deus toma, mas que, na verdade, é um procedimento que vamos empreender com nossos irmãos e irmãs, sob a orientação de Jesus - não o homem, de cuja existência histórica podemos até duvidar, mas o Cristo - a Voz, que segundo consta ditou o texto do Curso a Helen, sobre a qual podemos pensar como a porção divina, a única porção real nela. 

Diz mais: que o Juízo Final, em vez de ser um castigo de que nos julgamos merecedores, ou merecedoras, é uma cura final, pois nada mais é do que a devolução da mente certa a cada um e a cada uma de nós. Ele é, em última instância, um processo de avaliação correta. Quer dizer, a partir do momento em que voltarmos a ter a mente certa - a que não percebe nem acredita em separação, a mente que o Espírito Santo nos oferece com as lições desta segunda parte do livro de exercícios -, seremos capazes de compreender o que tem valor e o que não tem. Isto nos dará a capacidade de fazer as escolhas a partir da razão, que nada mais é do que aquela parte em nós que está em contato permanente com a Luz, com o divino. E, pela razão, vamos escolher acreditar que Deus não condena. Nem nós.

É para compreender e aceitar a verdade disto que praticamos hoje.

Às práticas?

sábado, 15 de agosto de 2026

Tão santo quanto nós, só existe "este" instante santo

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

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LIÇÃO 227

Este é meu instante santo de liberação. 

1. Pai, é hoje que fico livre, porque minha vontade é Tua. Pensei atender a outra vontade. Porém não existe nada do que pensei separado de Ti. E sou livre porque estava equivocado, e não afetei de modo algum minha própria realidade com minhas ilusões. Agora desisto delas e as abandono aos pés da verdade, para serem eliminadas para sempre de minha mente. Este é meu instante santo de liberação. Pai, sei que minha vontade é una com a Tua.

2. E, assim, hoje, ficamos cientes de nossa volta alegre ao Céu, que, de fato, nunca deixamos. O Filho de Deus abandona seus sonhos neste dia. O Filho de Deus volta novamente para casa neste dia, liberado do pecado e coberto de santidade com sua mente correta devolvida a ele finalmente.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 227

Caras, caros,

Com o texto do Curso, que destaco abaixo, lido pelos grupos de leitura muitas vezes, com certeza, aprendemos que a única coisa que precisamos fazer para alcançar a visão e chegar à realização da Vontade de Deus de alegria e paz completas para nós é dizer, com convicção, isto é, dizê-lo apropriando-nos do sentido, decididos, decididas, a aceitar nosso papel na salvação - a nossa própria e a do mundo, o seguinte:

Eu sou responsável pelo que vejo.
Eu escolho os sentimentos que experimento e
eu decido quanto à meta que quero alcançar.
E todas as coisas que parecem me acontecer
eu as peço e as recebo conforme pedi.

Este é o instante, agora, o momento exato, em que podemos nos libertar de vez do jugo do mundo e das coisas e pessoas do mundo. O instante em que dizemos estas palavras com toda a certeza e convicção de que somos capazes, por sabermos no mais íntimo de nós mesmos e de nós mesmas que é isto o que queremos para nós e para o mundo inteiro. O instante em que tomamos a decisão de assumir toda a responsabilidade por nossa vida e pelas vidas de todas as pessoas que habitam o mundo conosco, por tudo o que aparentemente acontece nele e que nos chega à consciência. Ninguém, a não ser cada um, ou cada uma, de nós mesmos e de nós mesmas, é responsável por nada do que nos acontece. Ninguém, a não ser cada um de nós mesmos, ou cada uma de nós mesmas, escolhe os sentimentos que sentimos, as emoções que experimentamos, as experiências que vivemos.

Portanto, não há ninguém a quem culparmos por nada do que acontece em nossas vidas. Tampouco há algum culpado por qualquer coisa que aconteça em sua vida ou no mundo inteiro que você vê, ou que vemos todos em conjunto. Tudo o que existe é neutro. E tudo está sob nossa própria responsabilidade - a de cada um ou a de cada uma - apenas. É nosso olhar - o de cada um e de cada uma - que valoriza, classifica, compara e julga o que vê, quer em nós mesmos ou em nós mesmas, quer no(s) outro(s) ou na(s) outra(s) aparentemente fora de nós, quer no mundo inteiro. 

Assim, não há o que perdoar, não há a quem perdoar, a não ser a nós mesmos, ou a nós mesmas. E não porque pecamos, ou porque fizemos, fazemos ou podemos vir a fazer alguma coisa errada, mas apenas pelo equívoco de nos considerarmos separados, ou separadas, daquilo que somos na verdade, uns e umas dos outros e das outras e do divino em nós. 

É para que saibamos o quanto é urgente tomarmos a decisão de viver a partir do divino em nós que as lições nos orientam. Pois, afinal, o que prezamos tanto neste mundo de ilusões e de insatisfações? Alguém dentre nós ainda acredita mesmo que pode haver aqui, ou em qualquer lugar neste mundo, algo, alguém, alguma coisa que poderá satisfazê-lo(a) por completo e lhe dar a paz e a alegria que só o divino em nós pode dar? 

Há ainda outro trecho do texto que gostaria de destacar, como fiz no comentário de anos passados para esta lição. É o seguinte - e a partir dele o comentário se repete:   

O perdão é para todos. Mas quando ele está em todos, está completo e todas as funções deste mundo estão completas com ele. Então, o tempo não mais existe. Entretanto, enquanto ainda se está no tempo, há muito a se fazer. E cada um tem de fazer o que lhe cabe, pois o plano todo depende da parte de cada um. 

Este texto, em meu modo de ver, é claro, abre, mais uma vez, as portas todas para a tomada de decisão de que lhes falei acima e também nos comentários feitos a esta lição em anos anteriores. Vejam, por favor, se já não é  chegada a hora de se pensar em tomar a decisão pelo Céu, de se alinhar com o ensinamento e de se estabelecer, em conjunto com ele - e com todas as pessoas e coisas que vivem no mundo conosco -, a meta da verdade. Até quando pensamos poder adiá-la? Até quando vamos seguir nos auto-enganando? Ou alguém entre nós ainda acredita que engana alguém que não a si mesmo, a si mesma? 

E será que alguém, algum, ou alguma, de nós, pode, de verdade, enganar a si mesmo, a si mesma? Não sabemos todos e todas, o tempo todo, o que nos move, mesmo quando fingimos não saber? Mesmo quando dizemos que foi sem intenção o que fizemos? Mesmo quando alegamos que não estávamos conscientes do que fazíamos? Ou quando alguém argumenta estar fora de si? Isso é possível? Sim, sim, talvez, mas apenas na ilusão.

É por isso que ideia das práticas de hoje leva ao aprendizado que se refere à tomada de decisão, repetindo. Nunca é demais. Como já perguntei antes, em que momento devemos tomar a decisão? Em que momento fazer a escolha pelo Céu? Será que podemos deixar para depois, daqui a pouco, amanhã? Um dia, talvez, quem sabe? 

Lembremo-nos de algo que eu disse há pouco, numa lição anterior. De acordo com Einstein, "as coisas só acontecem quando algo se move". E, conforme a terceira lei espiritual que se ensina na Índia, "sempre que você começar algo, é o momento certo". A pergunta é, então, de novo, até quando vamos adiar a tomada de decisão? Até quando vamos nos contentar em viver uma vida de auto-enganos, percebendo-nos como vítimas de um mundo cruel, impiedoso, que não nos oferece nada? Vejam que as perguntas se repetem, assim como as experiências. Às vezes, para alguns e algumas de nós, é preciso desenhar, não é mesmo?

Como lhes tenho dito ao longo destas práticas neste tempo todo em que caminhamos juntos e juntas, de acordo com o que nos diz o ensinamento, o único tempo que existe é o presente. Só podemos ser livres agora. No momento em que escolhemos sê-lo, no instante em que tomamos efetivamente a decisão de ser livres. Não há outro tempo, nem outro lugar. 

Na verdade, nós - todos, todas, cada um e cada uma de nós - só possuímos o agora, o momento presente, e é nele - neste agora e aqui, precisamente, qualquer que seja ele - que Deus está. É o único lugar em que Ele/Ela pode estar. Agora. Aqui. Neste momento presente. E só aqui e agora podemos, de fato, tomar a decisão.

O lugar em que nos encontramos é sempre o lugar certo, seja ele qual for. E o que nos acontece é sempre a única coisa que poderia ter acontecido, lembrando-nos de mais uma das leis espirituais da Índia. Quando tomamos a decisão de viver a experiência do mundo, no mundo, a partir daquilo de mais santo que sabemos existir em nós, do divino em nós, nada mais pode nos impedir de sermos livres.

É para aprender que é este o instante de nossa liberação que praticamos. Não há outro. Pois, na verdade, reforçando, só existe este instante e ele é tão santo quanto cada um, ou cada uma, de nós é santo, ou santa.

Às práticas?

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

É a eternidade, e não o tempo, o teu lugar de direito

 

1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 226

Meu lar me espera. Eu me apresso na direção dele.

1. Posso desistir inteiramente deste mundo, se assim eu escolher. Não é a morte que torna isto possível, mas a mudança do modo de pensar acerca da finalidade do mundo. Se eu acreditar que ele tem algum valor da forma com que o vejo agora, ele permanecerá assim para mim. Mas se eu não vir nenhum valor no mundo assim como o vejo, nada que eu queria manter como meu ou buscar como uma meta, ele se afastará de mim. Pois não busco ilusões para substituir a verdade.

2. Pai, meu lar espera minha volta alegre. Teus Braços estão abertos e eu ouço Tua Voz. Que necessidade tenho de me demorar em um lugar de desejos vãos e de sonhos despedaçados, se o Céu pode ser meu de modo tão fácil?

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 226

Caras, caros,

Atenção, atenção! Muita atenção novamente! É só isto que precisamos dedicar à ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje. Toda a atenção de que formos capazes. Assim como é de atenção que precisamos em relação a todas as práticas, uma vez que são elas que vão apressar nossa jornada na direção de casa.

E a ideia de hoje pode nos dar a certeza e a confiança - se é que elas ainda nos faltam - de que precisamos para continuar nossa jornada em direção da alegria e da paz completas e perfeitas, que são a Vontade de Deus para nós.

Lembremo-nos também de que, como diz uma lição anterior, Deus vai conosco aonde formos. Isto significa dizer também que tudo o que fazemos é n'Ele/Ela que fazemos e é n'Ele/Ela também que nos movemos conforme outra das lições que já praticamos. Mas não basta que saibamos disso intelectualmente apenas. É preciso que tenhamos e vivamos isto como uma experiência pessoal. 

Na verdade, não podemos - nem devemos - pensar em Deus como um ser, à nossa imagem e/ou semelhança, como se Ele/Ela fosse uma pessoa. Precisamos pensar em Deus como uma Presença, uma Presença que está conosco o tempo inteiro, uma Presença com a qual estamos em contato o tempo todo. Precisamos aprender a carregar conosco esta Presença aonde formos, pois Ela não nos deixa, não Se separa nem Se afasta de nós, a não ser quando nós, quer consciente, quer inconscientemente, acreditamos nos afastar d'Ela.

O Pai/Mãe [Deus, a Presença] nos espera sempre no lar, na direção do qual nos apressamos. Tudo aquilo por que ansiamos, tudo aquilo que mais queremos está o tempo todo a nossa espera, porque, apesar de nos pensarmos e percebermos separados e separadas de Deus, na verdade, nunca nos separamos d'Ele/Ela. E Ele/Ela está sempre conosco. 

Há um ponto do texto - que já citei antes - em que lemos: "Deus, em Sua sabedoria, não está esperando [por nós], mas Seu Reino fica incompleto enquanto [nós] esperamos. Todos os Filhos de Deus esperam [nossa] volta, exatamente da mesma forma que [nós esperamos] pela deles. O atraso não tem importância na eternidade, mas é trágico no tempo".

Esta é uma das razões pelas quais precisamos nos apressar a tomar a decisão de voltar à casa do Pai/Mãe. Quanto mais nos demoramos para tomar nossa decisão, tanto mais somos guiados, ou guiadas, pela impressão, equivocada, de que estamos separados e separadas d'Ele/Ela e de que vivemos vidas separadas uns e umas dos outros e das outras.

Vivekananda respondia o seguinte a seus devotos quando lhe perguntavam de que forma podiam se libertar das energias inferiores, as energias da crença na separação:

"Na primavera, observem as flores nas árvores frutíferas. Elas desaparecem por si mesmas quando o fruto se desenvolve. Assim, também, o eu inferior desaparecerá quando o divino crescer dentro de vocês."

É para permitir o crescimento do divino em nós que praticamos. É para tanto que o Curso nos oferece lição após lição. Para que tomemos a decisão de abandonar a crença que diz que estamos separados e separadas da Presença de Deus. 

Oxalá seja este o dia em que vamos nos sentir prontos e prontas para tomar a decisão. Por que esperar amanhã? Como o Curso diz, ainda no mesmo ponto do texto citado acima: "tu escolheste viver no tempo em lugar de viver na eternidade, e por isso acreditas que vives no tempo. Tua escolha, porém é tão livre quanto mutável [ou passível de ser alterada]. O tempo não é o teu lugar. Teu lugar é somente na eternidade, onde o Próprio Deus te colocou para sempre".

Por que não escolher viver a eternidade hoje?

Às práticas?