sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A paz dá, a um só tempo, amor, alegria e felicidade


1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê a a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 230

Agora quero buscar e achar a paz de Deus.

1. Fui criado na paz. E, na paz, continuo. Não cabe a mim modificar o meu Ser. Deus, meu Pai, é tão misericordioso que, quando me criou, Ele me deu a paz eterna. Agora eu peço apenas para ser o que sou. E isso me pode ser negado, se é verdadeiro para sempre?

2. Pai, busco a paz que Tu me deste em minha criação. O que foi dado então tem de estar aqui agora, pois minha criação se deu à parte do tempo e ainda continua além de toda mudança. A paz em que Teu Filho nasceu em Tua Mente brilha aí inalterada. Eu sou como Tu me criaste. Eu só preciso Te chamar para descobrir a paz que Tu deste. Foi Tua Vontade que a deu a Teu Filho.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 230

Nossas práticas hoje se fazem mais uma vez com uma ideia que trata do óbvio, como eu já disse outras vezes. Mas daquele óbvio que só se torna óbvio a partir da tomada de decisão pelo Céu, neste caso, a paz de Deus. Isto é, no momento em que tomamos a decisão de buscar viver a paz de Deus, por querê-la acima de tudo, já a achamos, pois ela nunca está longe. Ao contrário, ela está muito, mas muito, muito mais perto do que pensamos. Pois basta apenas nossa decisão para que ela se apresente a nossa experiência. Ou como diz o Curso, "se queres a paz, ensina a paz para aprendê-la". 

A paz de Deus está diretamente relacionada à alegria, ao amor, à felicidade. E tudo isto, por sua vez, está inteiramente à disposição de todos e de cada um de nós, desde que tomemos a decisão. É por isto que, talvez, valha a pena voltarmos mais uma vez ao comentário feito a esta lição em anos passados. Para, quem sabe, acharmos mais uma oportunidade para aprender que, de fato, não sabemos nada e que tudo o que precisamos aprender é apenas o óbvio.

Vejamos, pois, algo que deveria ser óbvio para todos nós e que, no entanto, ainda não o é para muitos. Está registrado em livro de Vilma Guimarães Rosa, como uma das preciosidades que seu pai, João Guimarães Rosa, lhe passou, entre muitas outras, por ser "místico, espiritualista" e por cultivar a fé como elemento de ajuda, em sua busca de resposta aos muitos porquês que se apresentam na vida. Foi registrado como "Caminho para a Felicidade" e diz o seguinte:

"Conserve o seu coração livre do ódio 
e a sua mente livre da ansiedade. 
Viva simplesmente, espere pouco e dê muito. 
Encha a sua vida com amor. 
Espalhe a luz. 
Esqueça-se [de si, no sentido que o ego dá 
ao que cada um de nós é: corpos, personalidades] 
e pense nos outros. 
Faça o que gostaria lhe fizessem. 
Não fale mal de ninguém. 
Critique [apenas] os seus próprios atos, 
fazendo cuidadoso exame de suas ações diárias.

"Experimente isso por uma semana e se surpreenderá.

"Faça cada manhã antes de iniciar suas tarefas diárias."

Eis aí o que buscamos [e precisamos] aprender a fazer [se ainda não é o que fazemos com as práticas diárias] para buscar e achar a paz de Deus. 

Às práticas?

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Somos semelhantes a Deus pelo DNA de seres de luz


1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê a a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 229

O Amor, que me criou, é o que sou.

1. Busco minha própria Identidade e A encontro nestas palavras: "O Amor, que me criou, é o que sou". Agora não preciso buscar mais. O Amor venceu. Ele esperou tão calmamente minha volta para casa que não vou mais me desviar da face santa de Cristo. E aquilo que vejo me afirma a verdade da Identidade que busquei perder, mas que meu Pai mantém a salvo para mim.

2. Pai, meus agradecimentos a Ti pelo que sou; por manteres minha Identidade intocada e inocente em meio a todos os pensamentos de pecado que minha mente tola inventou. E obrigado a Ti por me salvar deles. Amém.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 229

Vamos praticar mais uma vez uma ideia que pode, se assim o quisermos, devolver a todos e a cada um de nós a Identidade verdadeira. Enfim, uma ideia que nos oferece a todos mais uma oportunidade para o aprendizado - melhor seria dizer, talvez, para a lembrança -, daquilo que, na verdade, somos. Aquilo que sempre fomos e que nunca deixaremos de ser. 

Lembrando em parte um comentário de anos anteriores: "Tal pai, tal filho", não é assim que dizemos neste mundo, para ressaltar a semelhança entre uma pessoa e seu pai? Vocês acham que poderia ser diferente em se tratando de Deus e de Seu Filho? É só na ilusão que somos levados por um falso eu - o ego - a pensar que, de alguma forma, em algum momento, podemos nos separar do Pai, ou pensar em Deus, Pai-Mãe, como alguém muito diferente daquilo que somos.

E, para concluir, também como em anos anteriores, se o DNA de Luz de Deus - caso se possa dizer que Ele tem algum, ou que a Luz é um DNA, uma marca do divino - é só amor, por que o nosso seria diferente? É para aprender isso que praticamos hoje. Para nos tranquilizarmos com a certeza de que é verdade que nossa criação se deu "à imagem e semelhança" de Deus e que continuamos a ser tal como fomos criados. Se, na forma, o que nos define, ou o que nos dá a identidade que pensamos ter é o DNA, sem forma, como espíritos, é forçoso que acreditemos num DNA de Luz como o que somos para além do corpo. E como diz um amigo meu, que já se encantou, a Luz cuida de tudo.

Lembrando-nos ainda, mais uma vez, de que "à imagem e semelhança" de Deus não tem absolutamente nada a ver com aquilo que pensamos de nós mesmos enquanto corpos, forma, sentidos, mente ou percepção. O que nos assemelha a Deus é o fato de nossa verdadeira Identidade ser "espírito", como praticamos em uma das lições da primeira parte do livro. 

Às práticas?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Quem ainda poderá ter medo do dito Juízo Final?


1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

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LIÇÃO 228

Deus não me condena. Eu também não.

1. Meu Pai conhece minha santidade. Negarei o conhecimento d'Ele para acreditar naquilo que Seu conhecimento torna impossível? Aceitarei como verdadeiro aquilo que Ele declara ser falso? Ou aceitarei Sua Palavra como aquilo que sou, uma vez que Ele é meu Criador e Aquele Que conhece a verdadeira condição de Seu Filho?

2. Pai, eu estava equivocado em relação a mim mesmo porque deixei de perceber claramente a Fonte de onde vim. Não deixei aquela Fonte para entrar em um corpo e para morrer. Minha santidade continua a ser uma parte de mim, da mesma forma que sou parte de Ti. E meus erros acerca de mim mesmo são sonhos. Hoje eu os abandono. E fico pronto para receber apenas Tua Palavra por aquilo que sou verdadeiramente.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 228

Na última segunda-feira, praticamos a ideia que nos levava a afirmar, como um desejo que queremos que se realize, ou como uma meta que escolhemos para nós mesmos, que nosso lar nos espera e que nos apressamos em direção a ele. Uma prática que afirmava que podemos desistir do mundo tão logo queiramos, sem precisar morrer, o que no imaginário comum significaria ter de enfrentar o Juízo Final, de que todos, ou quase todos, têm muito medo.

Ora, o Curso nos oferece um texto que fala a respeito do verdadeiro significado do Juízo Final. Um texto onde se lê: 

"Uma das formas pelas quais podes corrigir a confusão entre mágica e milagre é lembrar que não criaste a ti mesmo". 

Isto é, só confundimos magia e milagre, quando nos deixamos enganar pelo sistema de pensamento do falso eu - o ego -, que é apenas uma imagem de nós mesmos, um personagem - uma persona - de que nos valemos para andar no mundo, e que muda ao sabor dos ventos, do clima, dos lugares em que nos encontramos, das emoções, do sentimento, das situações, das circunstâncias, da companhia, do noticiário, da queda ou da elevação das ações na bolsa e, claro, como não podia deixar de ser, da qualidade de nossos pensamentos. Porque é uma imagem construída a partir da crença na separação.

O texto diz ainda: 

"O Juízo Final é uma das ideias mais ameaçadoras em teu sistema de pensamento. Mas apenas porque não o compreendes de verdade". E, em seguida: "O julgamento não é um atributo de Deus". E eis aí a sintonia com a ideia para nossas práticas de hoje: Deus não me condena. Eu também não. Mas este "eu" que não me condena certamente não é o ego, a persona. Ele é a Identidade que compartilhamos com Deus, na unidade com Ele, nosso verdadeiro Ser. É em função disto - e do fato de que o ego, na verdade, não existe, a não ser como personagem ilusório - que podemos ficar tranquilos e aceitar com alegria a afirmação da lição, segundo a qual Deus não condena. Nem a mim, nem a qualquer um de nós. 

Leituras que já fizemos algumas vezes nos grupos de estudo do Curso, dentro do capítulo A Justiça de Deus, nos levam a concluir, em perfeita sintonia com a ideia para as práticas de hoje, que podemos pensar na "justiça de Deus" como aquilo a que chamamos de livre arbítrio. Isto é, todos e cada um de nós temos a mais completa e perfeita liberdade para fazer o que quer que queiramos fazer, em qualquer lugar, em qualquer tempo, sem que Deus nos condene por isso. É apenas o ego que julga poder ser o árbitro de nossas ações e das ações de todos aqueles com quem dividimos a percepção deste mundo em que aparentemente vivemos. 

É só o ego que se julga onipotente, com poder para dizer o que é melhor para nós e para o mundo. Lembremo-nos, porém, de que o ponto de partida para o julgamento do ego é tão somente a percepção. E a percepção não é senão a escolha daquilo que queremos ver, ouvir, tocar, cheirar ou provar. Assim é que, em primeiro lugar, julgamos. Só percebemos depois, como consequência ou resultado de nossa escolha, ou julgamento.

A ideia para as práticas deste dia, ainda dentro do tema O que é o perdão?, conforme eu disse também nos comentários de anos anteriores, nos fala, entre outras coisas, de nossa santidade e do conhecimento que Deus tem da verdade a nosso respeito, a respeito de cada um de nós. Um conhecimento que Ele compartilha com cada um de nós, com nossa verdadeira Identidade.

Voltando ainda ao texto revelador do verdadeiro significado de Juízo Final, vamos encontrar a razão pela qual não podemos também nos condenar, a segunda parte da ideia para as práticas de hoje. Ele diz que o Juízo Final está, geralmente, associado a um procedimento que Deus toma, mas que, na verdade, ele é um procedimento que vamos empreender com nossos irmãos, sob a orientação de Jesus - não o homem, de cuja existência histórica podemos até duvidar, mas o Cristo - a Voz, que segundo consta ditou o texto a Helen, e que podemos pensar como a porção divina, a única porção real nela. 

Diz mais: que o Juízo Final, em vez de ser um castigo de que nos julgamos merecedores, é uma cura final, pois nada mais é do que a devolução da mente certa a cada um de nós. Ele é, em última instância, um processo de avaliação correta. Quer dizer, a partir do momento em que voltarmos a ter a mente certa - a que não percebe nem acredita em separação -, seremos capazes de compreender o que tem valor e o que não tem. Isto nos dará a capacidade de fazer as escolhas a partir da razão, que nada mais é do que aquela parte em nós que está em contato permanente com a Luz, com o divino. E, pela razão, vamos escolher acreditar que Deus não condena. Nem nós.

É para compreender e aceitar a verdade disto que praticamos hoje.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Só existe este instante santo, tão santo quanto nós


1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

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LIÇÃO 227

Este é meu instante santo de liberação. 

1. Pai, é hoje que fico livre, porque minha vontade é Tua. Pensei atender a outra vontade. Porém não existe nada do que pensei separado de Ti. E sou livre porque estava equivocado, e não afetei de modo algum minha própria realidade com minhas ilusões. Agora desisto delas e as abandono aos pés da verdade, para serem eliminadas para sempre de minha mente. Este é meu instante santo de liberação. Pai, sei que minha vontade é una com a Tua.

2. E, assim, hoje, ficamos cientes de nossa volta alegre ao Céu, que, de fato, nunca deixamos. O Filho de Deus abandona seus sonhos neste dia. O Filho de Deus volta novamente para casa neste dia, liberado do pecado e coberto de santidade com sua mente correta devolvida a ele finalmente.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 227

Em texto do Curso, lido pelos grupos de leitura muitas vezes, com certeza, aprendemos que a única coisa que precisamos fazer para alcançarmos a visão e chegarmos à realização da Vontade de Deus de alegria e paz completas para nós é dizer o seguinte com convicção, isto é, dizê-lo apropriando-nos do sentido, decididos a aceitar nosso papel na salvação - a nossa própria e a do mundo: 


Eu sou responsável pelo que vejo.
Eu escolho os sentimentos que experimento e
eu decido quanto à meta que quero alcançar.
E todas as coisas que parecem me acontecer
eu as peço e as recebo conforme pedi.


Este é o instante, agora, o momento exato, em que podemos nos libertar de vez do jugo do mundo e das coisas e pessoas do mundo. O instante em que dizemos estas palavras com toda a certeza de que somos capazes de que é isto o que queremos para nós mesmos e para o mundo inteiro. O instante em que tomamos a decisão de assumir toda a responsabilidade por nossa vida e por todo o mundo, por tudo o que aparentemente acontece nele e que nos chega à consciência. Ninguém, a não ser cada um de nós mesmos, é responsável por nada do que nos acontece. Ninguém, a não ser cada um de nós mesmos, escolhe os sentimentos que sentimos, as emoções que experimentamos, as experiências que vivemos.

Portanto, não há ninguém a quem culparmos por nada do que acontece em nossas vidas. Tampouco há algum culpado por qualquer coisa que aconteça em sua vida ou no mundo inteiro que você vê, ou que vemos todos em conjunto. Tudo o que existe é neutro. E tudo está sob nossa própria responsabilidade - a de cada um - apenas. É nosso olhar - o de cada um - que valoriza, classifica, compara e julga o que vê, quer em nós mesmos, quer no(s) outro(s) aparentemente fora de nós, quer no mundo inteiro. 

Assim, não há o que perdoar, não há a quem perdoar, a não ser a nós mesmos. E não porque pecamos, ou porque fizemos, fazemos ou podemos vir a fazer alguma coisa errada, mas apenas pelo equívoco de nos considerarmos separados daquilo que somos na verdade, uns dos outros e do divino em nós. 

É para que saibamos o quanto é urgente tomarmos a decisão de viver a partir do divino em nós que as lições nos orientam. Pois, afinal, o que prezamos tanto neste mundo de ilusões e de insatisfações? Alguém dentre nós ainda acredita mesmo que pode haver aqui, ou em qualquer lugar neste mundo, algo, alguém, alguma coisa que poderá satisfazê-lo(a) por completo e lhe dar a paz e a alegria que só o divino em nós pode dar? 

Há ainda outro trecho do texto que gostaria de destacar, como fiz no comentário de anos passados para esta lição. É o seguinte - e a partir dele o comentário se repete:   

O perdão é para todos. Mas quando ele está em todos, está completo e todas as funções deste mundo estão completas com ele. Então, o tempo não mais existe. Entretanto, enquanto ainda se está no tempo, há muito a se fazer. E cada um tem de fazer o que lhe cabe, pois o plano todo depende da parte de cada um. 

Este texto, a meu modo de ver, é claro, abre, mais uma vez, as portas todas para a tomada de decisão de que lhes falei acima e também nos comentários feitos a esta lição em anos anteriores. Vejam, por favor, se não é já chegada a hora de se pensar em tomar a decisão pelo Céu, de se alinhar com o ensinamento e de se estabelecer, em conjunto com ele - e com todos os que vivem no mundo conosco -, a meta da verdade. Até quando pensamos poder adiá-la? Até quando vamos seguir nos auto-enganando? Ou alguém entre nós ainda acredita que engana alguém que não a si mesmo(a)? 

E será que alguém, algum de nós, pode, de verdade, enganar a si mesmo? Não sabemos todos, o tempo todo, o que nos move, mesmo quando fingimos não saber? Mesmo quando dizemos que foi sem intenção o que fizemos? Mesmo quando alegamos que não estávamos conscientes de nós mesmos? Ou quando alguém argumenta estar fora de si? Isso é possível? Sim, sim, talvez, mas apenas na ilusão.

É por isso que ideia das práticas de hoje leva ao aprendizado que se refere à tomada de decisão, repetindo. Nunca é demais. Como já perguntei antes, em que momento devemos tomar a decisão? Em que momento fazer a escolha pelo Céu? Será que podemos deixar para depois, daqui a pouco, amanhã? Um dia, talvez, quem sabe? 

Lembremo-nos de algo que eu disse há pouco, numa lição anterior. De acordo com Einstein, "as coisas só acontecem quando algo se move". E, conforme a terceira lei espiritual que se ensina na Índia, "sempre que você começar algo, é o momento certo". A pergunta é, então, até quando vamos adiar a tomada de decisão? Até quando vamos nos contentar em viver uma vida de auto-enganos, percebendo-nos como vítimas de um mundo cruel, impiedoso, que não nos oferece nada? Vejam que as perguntas se repetem. Às vezes, para alguns de nós, é preciso desenhar, não é mesmo?

Como lhes tenho dito ao longo destas práticas neste tempo todo, de acordo com o que nos diz o ensinamento, o único tempo que existe é o presente. Só podemos ser livres agora. No momento em que escolhemos sê-lo, no instante em que tomamos efetivamente a decisão de ser livres. Não há outro tempo, nem outro lugar. 

Na verdade, nós - todos e cada um de nós - só possuímos o agora, o momento presente, e é nele - neste agora, precisamente - que Deus está. É o único lugar em que Ele pode estar. Agora. Aqui. Neste momento presente. E só aqui e agora podemos, de fato, tomar a decisão.

O lugar em que nos encontramos é sempre o lugar certo. E o que nos acontece é sempre a única coisa que poderia ter acontecido, lembrando-nos de mais uma das leis espirituais da Índia. Quando tomamos a decisão de viver a experiência do mundo, no mundo, a partir daquilo de mais santo que sabemos existir em nós, do divino em nós, nada mais pode nos impedir de sermos livres.

É para aprender que é este o instante de nossa liberação que praticamos. Não há outro. Pois, na verdade, reforçando, só existe este instante e ele é tão santo quanto cada um de nós é santo.

Às práticas?

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Só a eternidade é que é o teu lugar, e não o tempo


1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 226

Meu lar me espera. Eu me apresso na direção dele.

1. Posso desistir inteiramente deste mundo, se assim eu escolher. Não é a morte que torna isto possível, mas a mudança do modo de pensar acerca da finalidade do mundo. Se eu acreditar que ele tem algum valor da forma com que o vejo agora, ele permanecerá assim para mim. Mas se eu não vir nenhum valor no mundo assim como o vejo, nada que eu queria manter como meu ou buscar como uma meta, ele se afastará de mim. Pois não busco ilusões para substituir a verdade.

2. Pai, meu lar espera minha volta alegre. Teus Braços estão abertos e eu ouço Tua Voz. Que necessidade tenho de me demorar em um lugar de desejos vãos e de sonhos despedaçados, se o Céu pode ser meu de modo tão fácil?

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 226

Atenção, atenção! Muita atenção! É só isto que precisamos dedicar à ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje. Toda a atenção de que somos capazes. Assim como é de atenção que precisamos em relação a todas as práticas, uma vez que são elas que vão apressar nossa jornada na direção de casa.

E a ideia de hoje pode nos dar a certeza e a confiança - se é que elas ainda nos faltam - de que precisamos para continuar nossa jornada em direção da alegria e da paz completas e perfeitas, que são a Vontade de Deus para nós.

Lembremo-nos também de que, como diz uma lição anterior, Deus vai conosco aonde formos. Isto significa dizer também que tudo o que fazemos é n'Ele que fazemos e é n'Ele também que nos movemos conforme outra das lições que já praticamos. Mas não basta que saibamos disso intelectualmente apenas. É preciso que tenhamos e vivamos isto como uma experiência pessoal. 

Na verdade, não podemos - nem devemos - pensar em Deus como um ser, à nossa imagem e/ou semelhança, como se Ele fosse uma pessoa. Precisamos pensar em Deus como uma Presença, uma Presença que está conosco o tempo inteiro, uma Presença com a qual estamos em contato o tempo todo. Precisamos aprender a carregar conosco esta Presença aonde formos, pois Ela não nos deixa, não Se separa nem Se afasta de nós, a não ser quando nós, quer consciente, quer inconscientemente, acreditamos nos afastar d'Ela.

O Pai/a Mãe [Deus, a Presença] nos espera sempre no lar, na direção do qual nos apressamos. Tudo aquilo por que ansiamos, tudo aquilo que mais queremos está o tempo todo a nossa espera, porque, apesar de nos pensarmos e percebermos separados de Deus, na verdade, nunca nos separamos d'Ele e Ele está sempre conosco. 

Há um ponto do texto - que já citei antes - em que lemos: "Deus, em Sua sabedoria, não está esperando [por nós], mas Seu Reino fica incompleto enquanto [nós] esperamos. Todos os Filhos de Deus esperam [nossa] volta, exatamente da mesma forma que [nós esperamos] pela deles. O atraso não tem importância na eternidade, mas é trágico no tempo".

Esta é uma das razões pelas quais precisamos nos apressar a tomar a decisão de voltar a casa do Pai. Quanto mais nos demoramos para tomar nossa decisão, tanto mais somos guiados pela impressão, equivocada, de que estamos separados d'Ele e de que vivemos vidas separadas uns dos outros.

Vivekananda respondia o seguinte a seus devotos quando lhe perguntavam de que forma podiam se libertar das energias inferiores, as energias da crença na separação:

"Na primavera, observem as flores nas árvores frutíferas. Elas desaparecem por si mesmas quando o fruto se desenvolve. Assim, também, o eu inferior desaparecerá quando o divino crescer dentro de vocês."

É para permitir o crescimento do divino em nós que praticamos. É para tanto que o Curso nos oferece lição após lição. Para que tomemos a decisão de abandonar a crença que diz que estamos separados da Presença de Deus. 

Oxalá seja este o dia em que vamos nos sentir prontos para tomar a decisão. Por que esperar amanhã? Como o Curso diz, ainda no mesmo ponto do texto citado acima: "tu escolheste viver no tempo em lugar de viver na eternidade, e por isso acreditas que vives no tempo. Tua escolha, porém é tão livre quanto mutável [ou passível de ser alterada]. O tempo não é o teu lugar. Teu lugar é somente na eternidade, onde o Próprio Deus te colocou para sempre".

Por que não escolher viver a eternidade hoje?

Às práticas?

domingo, 13 de agosto de 2017

"As coisas só acontecem quando algo se move."


1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê e a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.

*

LIÇÃO 225

Deus é meu Pai e Seu Filho O ama.

1. Pai, eu tenho de retribuir Teu Amor por mim, pois dar e receber são a mesma coisa. Tu me dás todo o Teu Amor. Eu tenho de retribuí-lo, pois o quero meu em plena consciência, proclamando-o em minha mente e mantendo-o ao alcance de sua luz benigna, inviolado, amado, com o medo deixado para trás e apenas a paz pela frente. Quão sereno é o modo pelo qual Teu Filho amado é conduzido a Ti!

2. Irmão, nós encontramos esta serenidade agora. O caminho está aberto. Agora nós o seguimos juntos, em paz. Tu estendeste tua mão para mim e nunca te abandonarei. Somos um só e é só esta verdade que buscamos enquanto damos estes passos finais que concluem uma jornada que não começou.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 225

Repetindo Einstein, e o comentário a esta lição feito em anos anteriores, que disse: "As coisas só acontecem quando algo se move".

Que lhes parece que isso significa ou pode significar à luz do ensinamento que o Curso oferece e que buscamos compartilhar?

Wayne Dyer, em um de seus livros, se refere ao trabalho de uma cientista de nome Valerie Hunt, que concluiu, a partir de suas pesquisas que, à maneira de Einstein, não podemos considerar o corpo formado por sistemas ou tecidos orgânicos, porque o corpo "é um campo de energia eletrodinâmica fluente e interativo".

Isto quer dizer, como conclui a própria pesquisadora, que "o movimento é mais natural do que o não-movimento - as coisas que se mantêm em circulação são inerentemente boas". E que "qualquer coisa que interfira no fluxo produzirá efeitos prejudiciais".

Ora, o Curso ensina que somos "espírito", e não corpos. Corpos são ilusões. Espírito é energia. De que modo podemos, então, viver na prática o ensinamento do Curso? Isto é, de que maneira podemos transformar as experiências da vida, em que vivemos um aparente pesadelo, em um sonho feliz?

Aprendendo que, como diz Dyer, "qualquer coisa que desaparece quando o espírito é colocado no seu lugar sempre foi uma ilusão. Quando ela pode desaparecer sem deixar vestígios, você sabe que ela nunca foi real".

Assim, o que o Curso nos oferece com as práticas diárias é a oportunidade de abandonarmos quaisquer ilusões. As práticas, principalmente as que começam na segunda parte do livro de exercícios, visam a nos levar ao contato com a percepção verdadeira. Aquela que mostra a cada um de nós o que somos, na verdade. Além da ilusão daquilo que pensamos experimentar e perceber a partir dos sentidos.

Então, como o Curso sugere em relação às lições, lá na Introdução ao Livro de Exercícios, tudo o que precisamos fazer é aplicar as ideias, independentemente do que pensamos acreditar. Isto é, no dizer de Dyer, precisamos aprender que nossa função primordial não é dizer "Como?". É dizer "Sim"!

Às práticas?

sábado, 12 de agosto de 2017

O modo de fazer a entrega nos é dado pelas práticas



1. O que é o perdão?

1. O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não aconteceu. Ele não perdoa os pecados e os torna reais. Ele vê que não houve pecado. E, em vista disso, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado exceto uma ideia falsa acerca do Filho de Deus? O perdão simplesmente vê sua falsidade e, em razão disso, a abandona. Agora, então, o que fica livre para ocupar seu lugar é a Vontade de Deus.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um juízo ao qual não porá em dúvida, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será liberada. O pensamento oculta a projeção, apertando suas correntes a fim de que as distorções fiquem mais veladas e mais disfarçadas; menos facilmente sujeitas à dúvida e mantidas mais distante do bom senso. O que pode se interpor entre uma projeção rígida e o objetivo que ela escolhe como a meta que quer?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas. Busca seu objetivo numa ação frenética, torcendo e destruindo aquilo que vê como intromissões ao caminho que escolheu. Seu objetivo, e também o meio pelo qual quer alcançá-lo, é a distorção. Ele inicia suas tentativas furiosas de esmagar a realidade sem preocupação com qualquer coisa que pareça apresentar uma contradição a seu ponto de vista.

4. O perdão, por outro lado, é tranquilo e, de modo sereno, não faz nada. Ele não transgride nenhum aspecto da realidade, nem busca alterá-la para formas que lhe agradem. Ele olha simplesmente e espera, e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois precisa justificar seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar tem de aprender a receber a verdade exatamente como ela é.

5. Não faças nada, então, e permite que o perdão te mostre o que fazer, por intermédio d'Aquele Que é teu Guia, teu Salvador e Protetor, forte em esperança e certo de teu êxito final. Ele já te perdoou, porque esta é Sua função, que Lhe foi dada por Deus. Agora tu tens de compartilhar a função d'Ele e perdoar aquele que Ele salvou, cuja inocência Ele vê a a quem Ele reconhece como o Filho de Deus.


*

LIÇÃO 224

Deus é meu Pai e Ele ama Seu Filho.

1. Minha identidade verdadeira é tão segura, tão sublime, inocente, gloriosa e formidável, tão completamente benéfica e livre de culpa que o Céu olha para Ela para lhe oferecer luz. Ela ilumina o mundo também. Ela é a dádiva que meu Pai me deu; a dádiva que eu também dou ao mundo. Não há nenhuma dádiva, a não ser esta, que possa tanto ser dada quanto recebida. Isto, e apenas isto, é realidade. Isto é o fim da ilusão. É a verdade.

2. Meu Nome, ó Pai, ainda é conhecido por Ti. Eu O esqueci e não sei para onde vou, quem sou ou o que faço. Lembra-me agora, Pai, pois estou cansado do mundo que vejo. Revela o que Tu queres que eu veja em seu lugar.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 224

Continuamos hoje nossa jornada com mais um passo em direção à aquisição da, ou ao contato com a, percepção verdadeira, conforme nos oferece e assegura o Curso, que deve vir a ser o resultado das práticas desta segunda parte dos exercícios. Elas, sem dúvida, vão servir para que aprendamos a reconhecer que não sabemos quem somos, nem para onde vamos. 

Como eu já disse muitas vezes antes, nossas práticas têm de se dar de modo a aprendermos a fazer a entrega, ao Espírito em nós, daquilo tudo que nos afasta da paz e da alegria de Deus. Devem também nos ensinar a alegria que há nessa entrega ao Pai - que é ainda a escolha que fazemos de viver a partir do que somos, na verdade -, esperando que Deus nos revele o que Ele quer que vejamos [que, sem sombra de dúvida, também é o que nós queremos ver] no lugar do mundo da ilusão, que já não nos satisfaz.

É por isso que a ideia para nossas práticas de hoje assegura que somos o Filho de Deus e que o Pai nos ama. Esta verdade é tudo o que podemos querer. Pois com ela somos capazes de perceber que tudo o que o mundo nos ensinou - ensina e continuará a nos ensinar - não passa de fantasia, de sonho. 

Entretanto, nosso compromisso com as práticas é revelador do fato de que estamos à procura de nossa Identidade verdadeira. Pois sabemos que só ela pode nos dar a segurança e a certeza de que precisamos para aprender e para ensinar a paz e o amor que recebemos do Pai. 

Talvez seja de alguma ajuda repetir o que aconselha o poeta Rumi, em um poema intitulado: 

A Casa de Hóspedes

Este ser humano é uma casa de hóspedes.
Cada manhã uma nova chegada.

Uma alegria, uma depressão, uma maldade,
Uma percepção momentânea chegam
Como um visitante inesperado.

Dê as boas vindas e entretenha a todos!
Mesmo que se trate de um bando de aflições,
Que violentamente varram sua casa
Toda a mobília,
Ainda assim, trate cada hóspede com respeito.
Ele pode estar esvaziando-o
Para que você receba uma nova alegria.

O pensamento sombrio, a vergonha, a malevolência,
Encontre-os na porta, sorrindo,
E convide-os a entrar.
Seja grato a qualquer um que se aproxime,

Porque cada um foi enviado
Como um guia da eternidade.

Às práticas?