domingo, 20 de setembro de 2026

E daí?

 

5. O que é o corpo?


1. O corpo é uma cerca que o Filho de Deus imagina ter construído para separar partes de seu Ser de outras partes. É dentro desta cerca que ele pensa viver para morrer quando ela enfraquecer e se deteriorar. Pois dentro desta cerca ele pensa estar a salvo do amor. Identificando-se com sua segurança, ele percebe a si mesmo como aquilo que sua segurança é. De que outra forma ele poderia ter certeza de que permanece no interior do corpo e de que mantém o amor do lado de fora?

2. O corpo não permanecerá. Mas ele vê isto como segurança em dobro. Pois a impermanência do Filho de Deus é "prova" de que suas cercas funcionam e cumprem a tarefa que sua mente atribui a elas. Pois, se sua unidade ainda permanecesse intocada, quem poderia atacar e quem poderia ser atacado? Quem poderia ser vitorioso? Quem poderia ser sua presa? Quem poderia ser vítima? Quem o assassino? E, se ele não morresse, que "prova" haveria de que o Filho de Deus pode ser destruído?

3. O corpo é sonho. Igual a outros sonhos, algumas vezes ele parece retratar a felicidade, mas pode bem repentinamente retroceder para o medo, onde nascem todos os sonhos. Pois só o amor cria na verdade e a verdade nunca pode ter medo. Criado para ser medroso, o corpo tem de servir ao propósito que lhe foi dado. Mas nós podemos mudar o propósito a que o corpo obedecerá mudando o que pensamos acerca de sua finalidade.

4. O corpo é o meio pelo qual o Filho de Deus volta à sanidade. Ainda que ele tenha sido feito para prendê-lo no inferno de forma irremediável, apesar de a meta do Céu ter sido trocada pela busca do inferno. O Filho de Deus estende sua mão para alcançar seu irmão e para ajudá-lo a caminhar pela estrada junto com ele. O corpo se torna sagrado imediatamente. Agora ele serve para curar a mente à qual ele tinha feito para matar.

5. Tu te identificarás com aquilo que pensas que te deixará seguro. Seja isso o que for, acreditarás que é um contigo. Tua segurança está na verdade, e não em mentiras. O amor é tua segurança. O medo não existe. Identifica-te com o amor e estás seguro. Identifica-te com o amor e estás em casa. Identifica-te com o amor e encontras teu Ser.

*

LIÇÃO 263

Minha visão sagrada vê todas as coisas como puras.

1. Pai, Tua Mente criou tudo o que existe, Teu Espírito penetrou em tudo, Teu Amor deu vida a tudo. E eu olharia para aquilo que Tu criaste como se ele pudesse se tornar pecaminoso? Eu não quero perceber tais imagens sombrias e ameaçadoras. Dificilmente o sonho de um louco serve para ser minha escolha, em lugar de toda a beleza com a qual Tu abençoaste a criação; toda sua pureza, sua alegria e sua morada eterna em Ti.

2. E, enquanto ainda permanecemos do lado de fora do portão do Céu, olhemos para tudo o que vemos pela visão sagrada e com os olhos de Cristo. Que todas as manifestações pareçam puras para nós, para podermos ir além delas na inocência e caminhar juntos na direção da casa de nosso Pai como irmãos e como os Filhos santos de Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 263

Caras, caros,

Ainda desta vez, não vou mudar praticamente nada do comentário - nem o título que dei a ele - feito nos últimos anos para as práticas da ideia que o Curso nos oferece na lição de hoje, a não ser pela adição de um poema, como vocês vão ver abaixo [esta adição foi feita, se não me engano, em 2014]. Continuo a acreditar que é importante fazermos mais uma vez as perguntas que sugeri então. Por isso, então, aí vai de novo:

Vocês alguma vez já pararam para pensar que, na ilusão da forma e dos sentidos, na percepção, "... estamos nos movendo [permanente e constantemente] sem sentir"? Que "além da rotação diária da Terra e de sua revolução anual em torno do Sol, somos passageiros do Sistema Solar, que gira numa órbita não-especificada pela Via-Láctea, a qual, de seu lado, avança não se sabe para onde universo afora" [conforme Lawrence E. Joseph]?

Rivaldo, meu amigo, meu irmão internético, já encantado, diria: E daí?

Daí, eu diria, como já disse aqui antes, continuamos a dar demasiada importância aos nossos dramas pessoais, aparentemente "particulares", distraindo-nos, a maior parte do tempo, de nós mesmas e de nós mesmos e daquilo que, de verdade, é essencial a
nossas vidas. Melhor dizendo, distraindo-nos da própria vida em si mesma. Inconscientes da vida e do viver. Em um transe hipnótico sob a influência das ilusões do ego, avançamos "não se sabe para onde universo afora".

Vivemos, pois, em geral, olhando para o mundo, e para as coisas do mundo, como se precisássemos "ganhar todo o mundo", mesmo à custa de perder a alma. "O Espírito Santo te ensina que não podes perder a tua alma e que não há nenhum ganho no mundo, pois, por si mesmo, ele não favorece a nada" [T-12.VI.1:2].

Para o ensinamento deste Curso, que buscamos aprender, a única coisa de valor que existe no mundo são aquelas partes para as quais olhamos com amor. É isto que as práticas da ideia da lição de hoje nos convidam a fazer. Olhar para o mundo e para tudo o que aparentemente existe nele com amor. Só isto pode dar ao mundo o valor "e a realidade que ele alguma vez terá". Pois o valor do mundo não está no mundo em si mesmo, mas nosso valor está em nós mesmas, em nós mesmos. E, como "a valorização do ser vem de sua própria extensão, ... a percepção do valor do ser [também] vem da extensão dos pensamentos amorosos para aquilo que está fora" [T-12.VI.3:5].


Por isso, é importante, na busca do autoconhecimento, aprender a "olhar para dentro", pois o que fazemos aqui é "empreender uma jornada", uma vez que não estamos em casa neste mundo. E nossa jornada tem por fim 
buscar nosso lar, "reconhecendo ou não onde ele está". Se acreditarmos que ele está fora de nós, a busca será inútil pois buscaremos aonde ele não está. E esqueceremos de "olhar para dentro", pois não acreditamos que lá é nosso lar.

O Curso diz, porém: "Não podes ver o invisível. Entretanto, se vires os seus efeitos, saberás que ele tem de estar aí. Percebendo o que ele faz, reconheces sua realidade. E, por aquilo que ele faz, aprendes o que ele é" [T-12.VII.2:2-5].

Assim, a partir das práticas, podemos até re-criar em nós a consciência de que a verdade acerca de cada uma e de cada um de nós mesmas, ou de nós mesmos, pode ser que, diferentemente, das perguntas iniciais deste comentário, a Via-Láctea de nossa consciência, em nossa jornada [no universo interior], avance na direção de nós mesmas, de nós mesmos, com todos os passageiros e todas as passageiras do Sistema Solar girando em uma órbita não-especificada, enquanto nos movemos e fazemos a Terra girar em sua rotação diária e em sua revolução anual em torno do Sol.


Ou, quem sabe, podemos aprender com o anti-poeta chileno, Nicanor Parra, que tudo o que existe no mundo do ego, mesmo a poesia, existe apenas para ser questionado. Vejam um exemplo da anti-poesia do poeta, que viveu mais do que 103 anos, extraído do site poesia.net de meu amigo, e poeta, Carlos Machado:

CRONOS

Em Santiago do Chile
Os
    dias
          são
               interminavelmente
                                           longos:
Várias eternidades num só dia.

Nos deslocamos em lombo de mula
Como os vendedores de cochayuyo: *
A gente boceja. E volta a bocejar.

No entanto as semanas são curtas
Os meses passam a todo vapor
Eosanosparecequevoaram.


* Cochayuyo, palavra de origem quíchua, é uma alga marinha comestível. 

Ou podemos escolher também continuar no autoengano acreditando que existe alguma coisa fora de nós mesmas, fora de nós mesmos.

E daí?

sábado, 19 de setembro de 2026

Como olhamos para o mundo? Com o olhar correto?

 

5. O que é o corpo?

1. O corpo é uma cerca que o Filho de Deus imagina ter construído para separar partes de seu Ser de outras partes. É dentro desta cerca que ele pensa viver para morrer quando ela enfraquecer e se deteriorar. Pois dentro desta cerca ele pensa estar a salvo do amor. Identificando-se com sua segurança, ele percebe a si mesmo como aquilo que sua segurança é. De que outra forma ele poderia ter certeza de que permanece no interior do corpo e de que mantém o amor do lado de fora?

2. O corpo não permanecerá. Mas ele vê isto como segurança em dobro. Pois a impermanência do Filho de Deus é "prova" de que suas cercas funcionam e cumprem a tarefa que sua mente atribui a elas. Pois, se sua unidade ainda permanecesse intocada, quem poderia atacar e quem poderia ser atacado? Quem poderia ser vitorioso? Quem poderia ser sua presa? Quem poderia ser vítima? Quem o assassino? E, se ele não morresse, que "prova" haveria de que o Filho de Deus pode ser destruído?

3. O corpo é sonho. Igual a outros sonhos, algumas vezes ele parece retratar a felicidade, mas pode bem repentinamente retroceder para o medo, onde nascem todos os sonhos. Pois só o amor cria na verdade e a verdade nunca pode ter medo. Criado para ser medroso, o corpo tem de servir ao propósito que lhe foi dado. Mas nós podemos mudar o propósito a que o corpo obedecerá mudando o que pensamos acerca de sua finalidade.

4. O corpo é o meio pelo qual o Filho de Deus volta à sanidade. Ainda que ele tenha sido feito para prendê-lo no inferno de forma irremediável, apesar de a meta do Céu ter sido trocada pela busca do inferno. O Filho de Deus estende sua mão para alcançar seu irmão e para ajudá-lo a caminhar pela estrada junto com ele. O corpo se torna sagrado imediatamente. Agora ele serve para curar a mente à qual ele tinha feito para matar.

5. Tu te identificarás com aquilo que pensas que te deixará seguro. Seja isso o que for, acreditarás que é um contigo. Tua segurança está na verdade, e não em mentiras. O amor é tua segurança. O medo não existe. Identifica-te com o amor e estás seguro. Identifica-te com o amor e estás em casa. Identifica-te com o amor e encontras teu Ser.

*

LIÇÃO 262

Que eu não perceba nenhuma diferença hoje.

1. Pai, Tu tens um único Filho. E é para ele que quero olhar hoje. Ele é Tua única criação. Por que eu deveria perceber mil formas naquilo que continua a ser único? Por que eu deveria dar a este único mil nomes quando um só basta? Pois Teu Filho tem de levar Teu Nome, porque Tu o criaste. Que eu não o veja como um estranho para Seu Pai, nem como um estranho para mim. Pois ele é parte de mim e eu dele, e nós, eternamente unidos em Teu Amor, somos parte de Ti Que és nossa Fonte; somos o Filho santo de Deus eternamente.

2. Nós, que somos um só, queremos reconhecer a verdade acerca de nós mesmos neste dia. Queremos ir para casa e descansar na unidade. Pois a paz está lá e não pode ser buscada e encontrada em nenhum outro lugar.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 262

Caras, caros,

Que tal nos lembrarmos, hoje, mais uma vez do que o que o Curso nos pede? 

Sim, sim, mas o que é que ele nos pede? Entre outras coisas, como todas e todos sabemos já há algum tempo, e com a ideia para as práticas deste dia, o Curso nos pede que, nos orienta no sentido de que, deixemos de lado todas as diferenças. Até porque elas são apenas aparentes e se referem tão somente àquilo que projetamos à volta de nós, à ilusão. É desta projeção de aparentes diferenças que nasce um mundo inteiro de ilusões. Que todas a ilusões nascem. 

Assim, aquilo que aparentemente não nos parece correto no mundo é só o que não queremos aceitar como parte de nós mesmas, de nós mesmos. Pois, como já lhes disse antes - e não poucas vezes -, é a ideia de que existe alguma diferença entre o que somos e o que são todas as pessoas e coisas que habitam este mundo das formas e dos sentidos conosco que nos leva a comparações e nos prende a julgamentos. Isso, é claro, só pode redundar em reforço na crença na separação.

Temos de ter sempre presente que não importa nada do que o ego nos diz. Pois tudo o que ele pode dizer se refere unicamente à percepção dos sentidos, de que ele se nutre, e que lhe dão a ilusão de uma existência à qual ele se aferra de todas as formas possíveis, defendendo-a com unhas e dentes, e até pegando em armas, se necessário. Os sentidos não podem ser confiáveis, em nenhuma circunstância, quando a serviço do sistema de pensamento do ego. Uma vez que tudo o que vemos é fruto da percepção, é necessário que pratiquemos a escolha e decisão de ver, ouvir, tocar, cheirar e provar apenas a partir da percepção que nos dá o espírito em nós. A percepção que nos devolve à unidade, mesmo em meio a toda a diversidade das aparências que o mundo mostra. 

E tem mais. Lembram-se de que já lhes falei da forma pela qual Ken Wilber, em seu livro O Espectro da Consciência, dá a orientação que nos permite avaliar se estamos vendo de forma correta aquilo que estamos vendo? Para termos bem claro se estamos vendo o que, de fato, se apresenta a nossa experiência ou se estamos vendo apenas nossa interpretação do que vemos? Quer dizer, para descobrirmos se estamos oferecendo ao que se nos apresenta o olhar correto ou o olhar do julgamento do falso eu, que só vê de modo equivocado.

Diz ele o seguinte: quando olhamos para alguma coisa, pessoa ou situação, seja em que momento for, seja em que circunstância for, e o que vemos apenas nos informa, isto é, acrescenta alguma informação nova a nosso repertório, estamos olhando de forma correta. Se, por outro lado, olhamos para alguma coisa, pessoa ou situação, em qualquer dado momento ou circunstância, e o que vemos nos perturba, incomoda ou nos deixa irritados ou deprimidos, inquietos e preocupados, é preciso que mudemos nossa forma de olhar. Pois isto é uma indicação segura de que estamos reagindo, não ao que vemos, mas à interpretação que fazemos do que vemos.

Não lhes parece, pois, que faz todo o sentido trabalhar de novo com a ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje? Para nos tornarmos capazes de olhar para o mundo e ver nele só o mesmo. Isto é, ver que tudo o que existe e é verdadeiro é a manifestação do divino por trás da diversidade de formas que projetamos para completar nossa experimentação do mundo. 

Às práticas?

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O corpo é neutro: deve servir à comunicação perfeita

 

5. O que é o corpo?

1. O corpo é uma cerca que o Filho de Deus imagina ter construído para separar partes de seu Ser de outras partes. É dentro desta cerca que ele pensa viver para morrer quando ela enfraquecer e se deteriorar. Pois dentro desta cerca ele pensa estar a salvo do amor. Identificando-se com sua segurança, ele percebe a si mesmo como aquilo que sua segurança é. De que outra forma ele poderia ter certeza de que permanece no interior do corpo e de que mantém o amor do lado de fora?

2. O corpo não permanecerá. Mas ele vê isto como segurança em dobro. Pois a impermanência do Filho de Deus é "prova" de que suas cercas funcionam e cumprem a tarefa que sua mente atribui a elas. Pois, se sua unidade ainda permanecesse intocada, quem poderia atacar e quem poderia ser atacado? Quem poderia ser vitorioso? Quem poderia ser sua presa? Quem poderia ser vítima? Quem o assassino? E, se ele não morresse, que "prova" haveria de que o Filho de Deus pode ser destruído?

3. O corpo é sonho. Igual a outros sonhos, algumas vezes ele parece retratar a felicidade, mas pode bem repentinamente retroceder para o medo, onde nascem todos os sonhos. Pois só o amor cria na verdade e a verdade nunca pode ter medo. Criado para ser medroso, o corpo tem de servir ao propósito que lhe foi dado. Mas nós podemos mudar o propósito a que o corpo obedecerá mudando o que pensamos acerca de sua finalidade.

4. O corpo é o meio pelo qual o Filho de Deus volta à sanidade. Ainda que ele tenha sido feito para prendê-lo no inferno de forma irremediável, apesar de a meta do Céu ter sido trocada pela busca do inferno. O Filho de Deus estende sua mão para alcançar seu irmão e para ajudá-lo a caminhar pela estrada junto com ele. O corpo se torna sagrado imediatamente. Agora ele serve para curar a mente à qual ele tinha feito para matar.

5. Tu te identificarás com aquilo que pensas que te deixará seguro. Seja isso o que for, acreditarás que é um contigo. Tua segurança está na verdade, e não em mentiras. O amor é tua segurança. O medo não existe. Identifica-te com o amor e estás seguro. Identifica-te com o amor e estás em casa. Identifica-te com o amor e encontras teu Ser.

*

LIÇÃO 261

Deus é meu abrigo e minha proteção.

1. Eu me identificarei com aquilo que penso ser abrigo e proteção. Eu me verei aonde percebo minha força, e penso viver no interior da fortaleza na qual estou seguro e não posso ser atacado. Que hoje eu não busque proteção no perigo e nem tente achar minha paz no ataque assassino. Vivo em Deus. Encontro n'Ele meu abrigo e minha força. Minha Identidade está n'Ele. A paz duradoura está n'Ele. E só n'Ele me lembrarei de Quem sou verdadeiramente.

2. Que eu não busque ídolos. Hoje quero voltar para Ti, meu Pai. Decido ser como Tu me criaste e achar o Filho a quem Tu criaste como meu Ser.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 261

Caras. caros,

Eis-nos aqui, agora, mais uma vez, com a quinta instrução que vai orientar e dar unidade às próximas dez lições que começamos a contar de hoje. E, para continuar os comentários e a exploração das lições desta segunda parte da mesma forma de que tenho me valido nos últimos anos, esta quinta instrução vai ser publicada também a cada nova lição desta série. A instrução, desta vez, é: 

O que é o corpo? 

Sabes? Sabemos? Sabem?

Bem, como já lhes disse, a partir do que o Curso orienta, as questões que abrem as séries de lições, bem como toda esta segunda parte do livro de exercícios, se destinam a iluminar nossa percepção para harmonizá-la à do Espírito Santo, à do divino no interior de cada um e de cada uma de nós. Para que cheguemos à percepção correta. É isto que vocês estão percebendo? Os temas estão lhes trazendo alguma luz? Vocês estão conseguindo ligar os temas às lições que se seguem como forma de se abrirem ao olhar amoroso do Espírito Santo em vocês? Ou estão conseguindo abrir seu modo de olhar para ver como o Espírito Santo vê? 

A instrução que o Curso apresenta novamente hoje, este tema em particular, como lhes disse outras vezes, trata de nos ensinar de que forma podemos mudar a percepção que temos do corpo, transformando-o em um instrumento que serve para nos devolver a sanidade, em lugar de ser o símbolo de nossa separação de Deus e o meio que serve para nos levar à morte, conforme o propósito que lhe dá o falso eu - o ego. 

O Curso ensina que é preciso aprendermos a utilizar o corpo apenas como um veículo para nos levar à comunicação perfeita com nossos irmãos e irmãs, com nós mesmos, com nós mesmas e com toda a criação. Visto deste modo, usado para a finalidade da comunicação, o corpo não é um fim em si mesmo e pode ser considerado neutro. Vendo-nos, e vendo tudo, todos e todas as coisas como extensões amorosas do Pensamento de Deus, devolvemos aos corpos, aos nossos próprios corpos e a todos os outros corpos com que temos contato, animados ou inanimados, a condição do sagrado. E eles podem voltar a ser um meio para curar a mente.

Assim é que a primeira das ideias que praticamos neste período serve também para reforçar nossa condição de Filhos de Deus. Ela nos ajuda a identificar em Deus, e a encontrar n'Ele/Ela, o verdadeiro abrigo, a única verdadeira proteção de que precisamos.

Na verdade, como eu já disse antes também, libertando-nos de nossa identificação com o corpo, aprendemos a certeza de que só em Deus vamos encontrar abrigo, proteção, força, paz duradoura, amor infinito e Identidade. 

Às práticas?

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Estamos aqui "para lembrar e recriar Quem Somos"

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ela verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

*

LIÇÃO 260

Que eu me lembre de que Deus me criou.

1. Pai, eu não fiz a mim mesmo, embora em minha loucura tenha pensado que sim. Entretanto, como Pensamento Teu, não deixei minha Fonte, e continuo a ser parte d'Aquele Que me criou. Teu Filho, meu Pai, chama por Ti hoje. Permite que eu me lembre de que Tu me criaste. Permite que eu me lembre de minha Identidade. E permite que minha inocência se eleve novamente diante da visão de Cristo, por meio da qual quero olhar para meus irmãos e para mim mesmo hoje.

2. Agora nossa Fonte é lembrada e, Nela, enfim, encontramos nossa verdadeira Identidade. Somos santos, de fato, porque nossa Fonte não pode conhecer nenhum pecado. E nós, que somos Filhos d'Ele, somos iguais uns aos outros e semelhantes a Ele.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 260

Caras, caros,

Repetindo ainda uma vez os comentários dos últimos anos para esta lição, hoje vamos voltar a praticar aquela ideia que nos remete à Fonte, da qual nunca nos afastamos. Uma das poucas ideias que o Curso oferece como tema de mais de uma lição, que é a que diz: Eu sou como Deus me criou.

A ideia que praticamos hoje diz a mesma coisa com outras palavras. Isto é, ela nos convida a exercitarmos o pensamento de lembrar que foi Deus quem nos criou. E, como já sabemos, Ele nos criou, e cria, a Sua imagem e semelhança, o que não tem absolutamente nada a ver com os corpos, com as formas, ou com este mundo de aparências em que pensamos viver, conforme eu já disse antes. À imagem e semelhança de Deus, como fomos criados, se refere tão somente ao nosso estado natural no Ser, na Luz, no Espírito, no EU SOU, que é o que somos na unidade com Ele/Ela, n'Ele/Ela, uma vez que não há nada fora de Deus. Nem fora de nós. Quer dizer, nem mesmo Deus, que é o que somos, está fora de cada um ou cada uma de nós.

Isto significa dizer que, em última instância, sempre fomos, ainda somos e, na verdade, sempre vamos ser como Ele/Ela nos criou. E também que não há nada que precisemos aprender, uma vez que trazemos tudo dentro de nós.

Para nos lembrarmos de que isso também está de acordo com o que o Curso diz e com o que eu já disse em comentários anteriores, voltemos a atenção mais uma vez a um pequeno trecho do primeiro livro da trilogia Conversando com Deus, de Neale Donald Walsch.

"A vida não é uma escola... Por que estamos aqui? Para lembrar e recriar Quem Somos. A vida [esta vida ilusória do mundo dos sentidos] é uma oportunidade para sabermos experimentalmente aquilo que já sabemos conceitualmente. Não precisamos aprender nada para fazer isso. Basta lembrar do que já sabemos e agir de acordo com este conhecimento. Nossa alma [o Ser, o divino em nós] sabe tudo o que há para saber o tempo todo. Nada é misterioso ou desconhecido para ela. Contudo, saber não é suficiente para a alma. Ela quer experimentar."

É isso que a ideia para as práticas de hoje nos convida a fazer. 

Às práticas, pois.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Acreditar no pecado só pode ser insanidade, loucura

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ela verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

*

LIÇÃO 259

Que eu me lembre de que não existe pecado.

1. O pecado é o único pensamento que faz parecer a meta de Deus* inatingível. O que mais poderia nos cegar para o óbvio e fazer o estranho e o tortuoso parecerem mais claros? O que além do pecado gera nossos ataques? O que mais a não ser o pecado poderia ser a fonte da culpa que exige castigo e sofrimento? E o que, exceto o pecado, poderia ser  a fonte do medo, que esconde a criação de Deus; e dá ao amor as características do medo do ataque?

2. Pai, hoje não quero ser louco. Não quero ter medo do amor nem buscar abrigo no oposto dele. Pois o amor não pode ter nenhum oposto. Tu és a Fonte de tudo o que existe. E todas as coisas que existem permanecem Contigo, e Tu com elas.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 259

Caras, caros,

Repito, com pequenas alterações, o comentário feito a esta lição nos últimos anos. Por quê?

Porque a ideia que vamos praticar hoje busca nos mostrar novamente, de um jeito diferente, que acreditar no pecado, ou na possibilidade de pecado é insanidade, é loucura. É a única coisa que pode nos dar a impressão de que é impossível chegarmos à meta de conhecer Deus. 

Basta, porém, que nos decidamos a mudar nosso modo de perceber, isto é, que nos decidamos a olhar para o mundo de forma diferente para entendermos que tudo o que vemos de errado - quando olhamos para o mundo e vemos algo de errado nele - é apenas um equívoco de nossa percepção, que, atrelada aos sentidos, não é confiável.

Fiquei muito tentado a repetir, falando desta lição, tudo que tinha dito aqui nos anos anteriores, mas algo que li recentemente me levou a fazer uma pequena mudança no comentário, voltando-o para uma linha de raciocínio diferente, mas não menos importante e nem menos capaz de servir de estímulo a cada um e a cada uma de nós para que nos voltemos para o interior de nós mesmos e de nós mesmas em busca daquela parte que tem certeza de que não existe nenhuma separação entre Deus e nós e que, em função disto, não é possível a existência do pecado.

O que li está também no livro Onde Existe Luz, de Paramahansa Yogananda, e de, certa forma, complementa e estende o que eu já lhes ofereci dos pensamentos dele em comentários anteriores. Diz ele agora:

"Enquanto tua consciência não estiver convencida da absoluta importância de Deus, tu não O encontrarás. Não permitas que a vida te engane. (...) Os minutos são mais importantes do que os anos. Se não preencheres os minutos da tua vida com o pensar em Deus, os anos vão passar e, quando mais precisares d'Ele, talvez não consigas sentir a Sua presença. Mas se ocupares os minutos de tua vida com aspirações divinas, os anos ficarão automaticamente saturados por elas." 

Ou ainda [o que nos traz diretamente à ideia das práticas de hoje ou de duas das últimas lições]:

"Cultiva o relacionamento com Ele. É possível conhecer Deus tão bem quanto conheces teu amigo mais querido. Essa é a verdade. (...) Busca Deus por amor a Ele próprio [e a ti mesmo, ou a ti mesma, obviamente]. A percepção suprema é senti-Lo como Bem-aventurança brotando das infinitas profundezas de ti mesmo. Não anseies por visões, fenômenos espirituais, nem por experiências emocionantes. O caminho para o Divino não é um circo!" [O que nem por um momento sequer significa que um circo não possa nos levar a Deus, por outro lado, se visto por olhos que não julgam, impregnados pelo espírito do amor divino.]

E, para ilustrar de forma um tanto mais poética a razão para nos voltarmos cada vez mais para o amor, deixando de lado qualquer ideia de pecado, talvez possamos nos valer de novo de um dos poemas de Carlos Drummond de Andrade, que já citei outras vezes. É ele:

 As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
semeado no vento, 
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo**
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

É, por isso, entre outras coisas, como eu já disse várias vezes antes, que precisamos ficar vigilantes com relação às opções que o falso eu - o ego - nos oferece como forma de mudar o mundo, como aquele amor que quer mudar a outra pessoa, em lugar de aceitá-la exatamente como é. Qual é o mundo que queremos mudar? Que tipo de amor queremos oferecer? O Curso afirma com todas as letras: "Não há mundo."! A não ser aquele que construímos a partir de nossos pensamentos. Ou ainda não percebemos que tudo o que aparentemente vemos fora de nós é apenas a manifestação, por assim dizer, "concreta" daquilo que trazemos aqui dentro? 

É para aprender isso que praticamos.

*OBSERVAÇÃO 1

Entenda-se, na primeira frase da lição: a meta de chegar a Deus, de conhecê-Lo.

**OBSERVAÇÃO 2: 

Mas também talvez porque me amo o bastante para perceber que tudo o que existe é também parte de mim.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Agora, já, é o momento certo para tomares a decisão

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ela verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

*

LIÇÃO 258

Que eu me lembre de que minha meta é Deus.

1. Tudo o que é necessário é treinarmos nossas mentes para relevarem todos os objetivos mesquinhos e insignificantes e para lembrarem que nossa meta é Deus. A lembrança d'Ele está escondida em nossas mentes, oculta apenas por nossos objetivos mesquinhos e inúteis, que não oferecem nada e que não existem. Devemos continuar a permitir que a graça de Deus brilhe na inconsciência, enquanto buscamos as bugigangas e ninharias do mundo em seu lugar? Deus é nossa única meta, nosso único Amor. Não temos nenhum objetivo a não ser lembrar d'Ele.

2. Nossa meta é apenas seguir nos caminho que conduz a Ti. Não temos nenhuma meta a não ser esta. O que poderíamos querer senão lembrar de Ti? O que poderíamos buscar a não ser nossa Identidade?

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 258

Caras, caros,

Nunca é demais lembrar que as lições que praticamos nesta segunda parte do livro de exercícios se dispõem em séries de dez, cada uma delas relacionada a um tema específico, dado sempre após o final de uma série, para o início da seguinte. Como vocês podem ver, este é mais um ano em que, diferentemente dos anos anteriores, para facilitar o acesso de cada uma das praticantes e da cada um dos praticantes, estou publicando o tema antes de cada uma das lições. Nosso tema, agora, para esta quarta série é: O que é o pecado?. O tema para o qual também devemos voltar nossa atenção todos os dias, conforme nos orienta o Curso.

Por que chamo novamente sua atenção para tal? Porque, todos sabem, para se chegar a algum lugar é, certamente, necessário começar a caminhada. Ou como dizia o poeta "é caminhando que se faz o caminho". Por outro lado, sempre é bom lembrar também que, por vezes, somos tentados a acreditar que o Curso é difícil e que o caminho e a alegria que ele nos oferece não valem o esforço que ele pede que façamos.

Será? O texto nos chama a atenção repetidas vezes para "quão pouco" o Curso pede de cada um, ou de cada uma, de nós em troca de aprendermos com seu ensinamento e de ganharmos tudo. É só um pouco de boa vontade o que precisamos oferecer para que todos os nossos relacionamentos se transformem em alegria, em relacionamentos alegres [nada daquela bobagem que o mundo de ilusões e das redes sociais convencionou chamar de relacionamentos sérios], uma pequena dádiva que damos ao Espírito para ele, em troca, nos dar tudo. Uma pequena mudança em nosso modo de pensar pode fazer que a crucificação se transforme em ressurreição.

Ora, uma vez que estamos acostumados e acostumadas a uma rotina e o falso eu não quer fazer nenhum esforço, que possa vir a provar sua incoerência, sua inconsistência e sua fraqueza, o primeiro passo pode, de fato, nos parecer difícil. Então, para justificar nossas indecisões, podemos pensar que "outros, outras, nasceram com algum talento especial", que não temos, mas que gostaríamos de ter, para perseverar na direção da meta, que é Deus e que é, ao mesmo tempo, a meta do autoconhecimento, quiçá inalcançável - porque mudamos a todo momento -, mas nem por isto menos digno de busca e de perseverança. Quem sabe aprendamos que, na verdade, o dito "autoconhecimento" é o processo de autoconstrução, na direção do qual andamos a vida inteira para, no fim, reconhecer que não sabemos nada: o que significa, sim, ao contrário do que podemos pensar, saber muito. Ou será talvez o reconhecimento de que, assim como o mundo, apesar de ilusório, que se cria e muda a cada instante, nós também, cada um e cada uma de nós, mudamos o tempo inteiro. 

Sim, sim, voltando um pouco atrás, pode até ser verdade que dentre todas as pessoas algumas nasceram com um talento dito "especial". Só delas. Mas, isto, apenas neste mundo de ilusão, e de relacionamentos especiais, porque, na verdade, todas e todos nós nascemos com um talento que é só nosso. Pensa, mesmo assim e apesar do talento, será que "os outros", "as outras", não precisam cultivar tal habilidade, seja ela qual for, ou tal hábito ou tal talento, sejam eles quais forem, de algum modo, em algum momento? Pensa também que, assim como todas as outras pessoas, os "talentos" que elas receberam, e que são só delas, são diferentes dos teus, dos que recebeste. Porque, sim, repetindo, tu também recebeste talentos que são apenas teus. Resta saber o que fazes com eles. 

Num dos livros que leio no momento consta a seguinte informação, caso penses que é necessário alguma pressa, ou que os resultados da tomada de decisão na direção de uma vida diferente aparecem assim de "bate-pronto":

"Há um boato a ser levado a sério que diz que, do momento em que surge um questionamento a respeito de uma mudança de vida ('Devo mudar minha vida ou apenas continuar chorando?') até a entrada nessa vida modificada ('Sim! E parece que foi tudo tão de repente'), se passam em média sete anos."

É por isso que, independentemente do que quiseres ser, de qual experiência queres viver neste mundo, é preciso começares. AGORA! JÁ! Neste exato momento. É preciso tomares a decisão e é preciso que comeces a desenvolver a característica que acreditas que pode te oferecer a chance de chegar aonde queres. 

Lembra-te de que és perfeitamente capaz de "instilar qualquer tendência" em tua consciência, agora mesmo, desde que tenhas tomado a decisão, desde que tenhas estabelecido tua meta em sintonia com a do Espírito Santo em ti. 

Às práticas?