quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Controlar o mecanismo da tomada de decisões


LIÇÃO 236

Eu controlo minha mente, que só eu tenho de controlar.

1. Possuo um reino que tenho de governar. Às vezes não parece absolutamente que sou seu rei. Ele parece triunfar sobre mim e me dizer o que fazer e o que sentir. E, não obstante, ele me foi dado para servir a qualquer propósito que eu perceba nele. Minha mente só pode servir. Hoje ofereço os préstimos dela para que o Espírito Santo os utilize como achar melhor. Deste modo, controlo minha mente, que só eu tenho de controlar. E, assim, eu a liberto para fazer a Vontade de Deus.

2. Pai, hoje minha mente está aberta para Teus Pensamentos e fechada para qualquer pensamento que não os Teus. Eu controlo minha mente e a ofereço a Ti. Aceita minha dádiva, pois ela é Tua para mim.

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COMENTÁRIO:

Desculpem-me os que já se cansaram de me ouvir falar a respeito de uma das primeiras coisas que aprendi em meus contatos iniciais com o UCEM. Mas devido à importância do tema, e para que nos apercebamos de forma muito clara, que cabe apenas a nós - a cada um de nós - a escolha do mundo em que queremos viver, vou repetir, com algumas pequenas modificações, o que disse no ano passado a título de comentário para a lição que vamos praticar nesta quinta-feira, dia 23 de agosto. 

Quero dizer, uma das primeiras coisas que aprendi, se não a primeira, foi a ideia que as práticas de hoje nos orientam a exercitar. A ideia que, em certa medida, talvez seja a mais importante que podemos aprender, pois de seu aprendizado dependem e resultam todos, ou quase todos, os outros aprendizados. Até mesmo o aprender o que é a salvação.

A ideia para as práticas de hoje traz em si o aprendizado de que tudo o que aparentemente existe é fruto de meu pensamento e me ensina e assegura que meus pensamentos são só meus e que só eu os posso e devo controlar. A lição primeira, de onde extraí este conhecimento, foi, é e continua sendo a mais importante, pois ela revela que todas as transformações por que passa meu corpo são resultado de alterações químicas provocadas na biologia pelas mudanças nas emoções, pelas mudanças em meu estado de consciência.

Hoje, é claro para mim, como deveria ser para todos nós, que estas alterações nas emoções só podem ser - e são - provocadas, desencadeadas, por meus pensamentos. Ou seja, toda a gama de emoções que experimento pode ser modificada, se eu decidir mudar meu modo de pensar, em qualquer momento ou em qualquer situação que se apresente a minha experiência.

Assim, por exemplo, quando sou tomado de uma raiva incontrolável por alguém, por acreditar que este alguém tenha feito alguma coisa que me prejudicou, envergonhou ou humilhou, tudo o que faço na verdade é entregar o controle de minha mente, de meus pensamentos, à emoção. Isto é, à raiva e, por consequência, entregar o controle de minha vida, naquele momento, à pessoa a quem responsabilizei por minha raiva aparentemente incontrolável, mas, na verdade, controlável, desde que eu o queira.

E isto funciona para tudo, para todas as situações, para todas as emoções e para quaisquer experiências que se apresentem em minha vida. Sou eu quem as cria. Só eu. E se não tenho consciência disto e não aceito a responsabilidade total pelo mundo que vejo e faço, ainda não aprendi, como a lição de hoje ensina, que sou eu quem controla minha mente e que só eu tenho de controlá-la. 


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