sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

É preciso atenção às sensações que nos chegam

 

LIÇÃO 6

Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.

1. Os exercícios com esta ideia são muito parecidos aos anteriores. Novamente, é necessário dar nome tanto à forma de transtorno (raiva, medo, preocupação, depressão e assim por diante) quanto à fonte percebida de forma muito específica para qualquer aplicação da ideia. Por exemplo:

Eu estou com raiva de _______ porque vejo algo que não existe.
Eu estou preocupado com _______ porque vejo algo que não existe.

2. A ideia de hoje é útil para a aplicação a qualquer coisa que pareça te transtornar e, para este fim, pode ser usada com proveito ao longo do dia. No entanto, os três ou quatro períodos de prática pedidos devem ser precedidos de mais ou menos um minuto de busca mental, como antes, e pela aplicação da ideia a cada pensamento de transtorno descoberto na busca.

3. Mais uma vez, se resistires a aplicar a ideia a alguns pensamentos de transtorno mais do que a outros, lembra-te dos dois avisos expressos na lição anterior:

Não há nenhum transtorno pequeno. Todos eles
perturbam minha paz de espírito do mesmo modo.

E:

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar
as outras. Então, para os objetivos destes exercícios, vou
considerá-las todas como a mesma.

*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO  6

"Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe."

Caras, caros,

Buscando fazer, neste ano, os comentários de modo diferente, como lhes disse ao iniciarmos as práticas, pode acontecer, como hoje, de o comentário não ir ao ar no horário costumeiramente programado, por razões que não necessitam ser explicadas aqui.

Então, continuando, a ideia para as práticas de hoje, a que voltamos nossa atenção já algumas vezes - pelo menos as pessoas que circulam por este espaço há algum tempo - está, de forma muito clara, relacionada à que praticamos ontem: Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

Está claro para vocês, não?

O transtorno, em qualquer de suas formas, como o Curso ensina: medo, preocupação, depressão, ansiedade, raiva, ódio, ciúme, desânimo, ou outras, só faz nos afastar do presente momento.

Quer dizer, quando embarcamos num estado desses, saímos do eixo, do centro, afastamo-nos do real em nós, de nós mesmos, de nós mesmas.

E isso nunca, ou quase nunca, se dá pela razão que usamos para justificar nosso transtorno, tenha ele a forma que tiver.

É mais ou menos aquela historinha da gota d'água que faz transbordar o copo. Vamos acumulando sensações ao longo de um dia, por exemplo, sem nos darmos conta do que elas estão fazendo conosco, e, ao final do dia, qualquer pessoa ou coisa que cruze nosso caminho, e amplie aquelas sensações, pode vir a ser a vítima de uma explosão nossa.

A pessoa que explode, nós quando explodimos - em nosso transtorno - saímos de nós mesmos, de nós mesmas. No sentido de que nos deixamos tomar pela emoção desencadeada pelas sensações que acumularam. Sem nem ao menos ter ideia do que nos levou a reagirmos - ou a nos comportarmos - daquela forma.

Justificado é dizer, pois, que o transtorno normalmente não tem nada a ver com a razão que imaginamos.

Do mesmo modo, a ideia para as práticas de hoje fica bem clara, se pensarmos que a partir do momento em que a pessoa explode, e não percebe o motivo para sua explosão, está agindo por um impulso vindo não se sabe de onde. Quer dizer, a pessoa não está agindo a partir de seu centro, de si mesma, mas das emoções e sensações acumuladas, que ela não consegue perceber ou controlar.

É óbvio, pois, que grande parte de nossas ações se devem a coisas que não existem. No presente. No instante mesmo em que agimos. Um impulso, uma faísca, nos leva a dizer e a fazer coisas que em nosso estado "normal" não faríamos, ou diríamos, não é mesmo?

Daí o ensinamento nos oferecer a ideia para hoje. Para chegarmos à consciência da necessidade da atenção, do questionamento das razões para nossos transtornos. Elas existem? São o que imaginamos?

Às práticas?
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário