Antes de passarmos à lição 238 deste dia 26 de agosto, quero aproveitar para fazer um breve comentário a respeito da leitura que fizemos em grupo ontem e da conversa que tivemos acerca do que lemos, e de nosso entendimento - o de cada um - do significado de alguns dos conceitos e do objetivo do Curso.
Antes de mais nada, gostaria de dizer, é necessário termos em mente que o que se espera dos encontros é que eles sejam um momento em que buscamos deixar o ego de lado, para, abrindo-nos ao divino em nós mesmos, nos ligarmos ao Espírito Santo, entregando a Ele todos os nossos equívocos, todas as nossas dúvidas, todas as nossas questões. Não é preciso, de modo algum, que busquemos defender qualquer ponto de vista próprio [do ego], nem que reforcemos o quanto ainda nos sentimos separados uns dos outros, discordando ou fechando nossas mentes e corações aos modos pelos quais os outros se expressam ou exprimem seu modo de entender.
O que buscamos, via UCEM, na verdade, é aprender uma forma de olhar para o outro [e para o mundo todo] amorosamente, sabendo-o um aspecto diferente do divino em nós, que se revela sem deixar de ser parte da unidade de que todos somos partes e completamos. Enfim, o que buscamos é "um outro jeito" de lidar com o mundo e com tudo o que aparentemente existe, isto é, a mesma coisa que Bill dizia a Helen antes da existência do Curso. E, de acordo, com Helen, o Curso, aparentemente,
é este "outro jeito".
Apenas para situar um ponto muito importante para todos os que tomam contato com o UCEM, e que participam de grupos de estudos, é, eu diria, primordial, crucial, vital [e poupa muito tempo e discussão] a leitura, antes de qualquer coisa, da Introdução Geral ao Curso, das notas a respeito da tradução e do Prefácio. Da mesma forma que é preciso dar o primeiro passo para se começar a caminhar em qualquer direção, é também necessário que se leia, ao final do livro, um pequeno capítulo intitulado Esclarecimento de Termos. Não há como se lidar com os conceitos que o Curso trabalha sem se estar atento, sem se estar ciente do significado de tais termos para o ensinamento com que estamos em contato.
Dito isto, vamos, hoje, buscar nos lembrar de que o tema central que norteia esta série de lições que praticamos é a salvação:
O que é a salvação? Reforçando, o texto introdutório a esta série nos diz que "a salvação é uma promessa, feita por Deus, de que encontrarias finalmente teu caminho até Ele", uma promessa que será cumprida sem sombra de dúvida. Pois "ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos nascidos do tempo também terão um fim"... Assim, a salvação é tão somente um "desfazer", isto é, um não dar crédito às ilusões que construímos neste mundo, o que as afasta e as abandona.
A lição 238, então, se apresenta da seguinte forma [estou traduzindo do original utilizando palavras um pouco diferentes das do livro]:
Toda a salvação depende de minha decisão.
1.
Pai, Tua confiança em mim é tão grande que eu tenho de ser digno. Tu me criaste e me conheces tal como sou. E, mesmo assim, Tu puseste em minhas mãos a salvação de Teu Filho e a deixaste depender de minha decisão. Eu, realmente, tenho de ser Teu amado. E devo permanecer imperturbável na santidade também, para que, na certeza de que ele está seguro, queiras me dar Teu Filho, Que ainda é parte de Ti e que, não obstante, é meu, porque Ele é meu Ser.
2. E, assim, mais uma vez hoje, paramos para pensar o quanto nosso Pai nos ama. E quão caro Seu Filho, criado por Seu Amor, continua sendo para Aquele Cujo Amor se torna completo nele.