segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Todas as coisas do mundo são neutras

A lição 243, para este dia 31 de agosto, oferece uma ideia que nos permite aprender a pôr em prática o ensinamento do Curso segundo o qual todas as coisas do mundo são neutras. O pensamento a orientar nossas práticas diz: Hoje não julgarei nada do que acontecer. Nada mais adequado a se fazer quando temos consciência de que não sabemos, de fato, o que é o mundo, nem para que ele serve, não é mesmo?

Assim, a lição se apresenta do seguinte modo:

Hoje não julgarei nada do que acontecer.

1. Serei honesto comigo mesmo hoje. Não vou pensar que já sei aquilo que tem de permanecer além do meu entendimento atual. Não vou pensar que compreendo o todo a partir de fragmentos da minha percepção, que são tudo o que posso ver. Reconheço hoje que isso é assim. E, por isso, estou livre de julgamentos que não posso fazer. Desta forma me liberto e liberto aquilo que vejo para ficar em paz tal como Deus nos criou.

2. Pai, hoje deixo a criação livre para ser ela mesma. Louvo todas as suas partes nas quais me incluo. Somos um porque cada parte contém a memória de Ti e porque a verdade tem de brilhar em todos nós como em um só.

domingo, 30 de agosto de 2009

Entregar nossos caminhos a Deus

A lição 242, deste 30 de agosto, nos convida a oferecer este dia a Deus. Eu diria, aliás, melhor se aprendêssemos a oferecer a Ele todos os nossos dias, reconhecendo que não sabemos o que é melhor para nós, certos de que Seu Espírito Santo, que vai conosco aonde formos, sabe.

Dentro do tema, O que é o mundo?, a lição de hoje nos orienta a deixarmos a cargo de Deus a condução de nossos caminhos, para não retardarmos nossa volta a casa, ao lugar de onde nunca saímos. Assim, ela se apresenta do seguinte modo para nossas práticas:

Este dia é de Deus. É minha dádiva a Ele.

1. Eu não vou conduzir minha vida sozinho hoje. Eu não entendo o mundo e, por isso, tentar conduzir minha vida sozinho tem de ser apenas tolice. Mas há Alguém Que sabe tudo o que é melhor para mim. E Ele fica feliz por não fazer nenhuma escolha por mim a não ser aquelas que conduzem a Deus. Eu ofereço este dia a Ele, pois não quero atrasar minha volta a casa, e é Ele Quem conhece o caminho para Deus.

2. E assim Te damos o dia de hoje. Viemos com mentes inteiramente abertas. Não pedimos nada do que achamos que queremos. Dá-nos aquilo que Tu queres que recebamos. Tu conheces todos os nossos desejos e todas as nossas necessidades. E Tu vais nos dar tudo o que precisamos para nos ajudar a achar o caminho para Ti.

sábado, 29 de agosto de 2009

Aprender o que é o mundo

Damos início hoje, 29 de agosto, a uma nova série cujo tema central é: O que é o mundo? E para que pensemos melhor acerca de tudo que julgamos que o mundo é, ou não é, o Curso apresenta o tema central com a afirmação: "O mundo é percepção falsa". E por quê? Continua, porque "ele nasceu do erro, e não abandona sua fonte". Lembram das primeiras lições que nos diziam que as ideias não abandonam sua fonte? Assim também é com o mundo, que é apenas uma ideia que, como todas, não pode abandonar sua fonte.

Melhor ainda é que o UCEM nos informa que o mundo "não durará mais do que o tempo no qual o pensamento que lhe deu origem é cultivado". Isto é, vem a seguir, "quando a ideia de separação se tranformar em um pensamento de perdão verdadeiro, o mundo será visto sob outra luz; e uma luz que leva à verdade, na qual o mundo inteiro tem de desaparecer e todos os seus efeitos sumirem".

Assim, nossas práticas de hoje, da lição 241, devem utilizar a seguinte forma:

A salvação chegou neste instante santo.

1. Que alegria existe hoje! É um momento de celebração especial. Pois o dia de hoje oferece ao mundo sombrio o instante em que se estabelece sua liberação. Chegou o dia em que a tristeza acaba e a dor desaparece. Hoje a glória da salvação desponte sobre um mundo liberto. Este é o momento da esperança para milhões incontáveis. Eles serão reunidos agora à medida que os perdoas a todos. Pois hoje eu serei perdoado por ti.

2. Agora nós nos perdoamos uns aos outros e, deste modo, enfim, chegamos a Ti novamente. Pai, Teu Filho, que nunca partiu, volta ao Céu e a seu lar. Quão alegres estamos por ter de volta nossa santidade e por lembrar que somos todos um só.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Salvar-se é libertar-se do medo

Não quero me alongar muito neste comentário que antecede a lição 240, deste dia 28 de agosto. Encerramos hoje a segunda série de lições dedicadas à "aquisição de percepção verdadeira". E, para tanto, o Curso nos oferece uma ideia capaz de, por si só, nos salvar - a cada um de nós individualmente - e ao mundo inteiro, por consequência. Lembram-se de que o tema central desta série é a salvação? O que poderia ser mais libertador do que abolir o medo de nossas vidas? Qualquer medo? O que poderia nos dar mais liberdade do que aprender que nunca há justificativa para o medo?

Vejamos, pois, de que forma a lição se apresenta [as diferenças, quando houver, se devem ao fato de eu estar traduzindo direto do original, como já expliquei]:

O medo não se justifica de forma alguma.

1. Medo é engano. Ele declara que vês a ti mesmo de uma forma que nunca poderias ser e, por isso, olhas para um mundo que é impossível. Nem uma única coisa neste mundo é verdadeira. Não importa a forma com a qual ela se apresente. Ela apenas testemunha tuas próprias ilusões a respeito de ti mesmo. Não nos deixemos enganar hoje. Somos os Filhos de Deus. Não existe medo em nós, porque cada um de nós é uma parte do Próprio Amor.

2. Quão tolos são nossos medos! Tu permitirias que Teu Filho sofresse? Dá-nos fé para reconhecermos Teu Filho hoje e para o libertarmos. Vamos perdoá-lo em Teu Nome, para podermos entender sua santidade e sentir por ele o amor que é Teu Próprio Amor também.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Todas as coisas cooperam para o bem!

Neste dia 27 de agosto, antes de passarmos à lição 239, gostaria de aproveitar o momento para agradecer pelos comentários postados ontem por Marilisa, Carmen, Nina, Duda e Dani, dois deles falando a respeito das percepções acerca do encontro de terça.

É claro que é o ego que cria toda a confusão e toda a discussão, e busca argumentos e alega se apoiar na lógica e na razão. E também é ele que gosta e se alegra com tais situações. Sempre! Isto, porém, não significa dizer que o que aconteceu é bom ou ruim. É neutro, como tudo o que existe neste mundo, apenas para situar as sensações resultantes do embate de ideias desencontradas a respeito do que é e do que não é o ego, do questionamento acerca da possibilidade de se viver ou não neste mundo sem ele. Significa somente que, de acordo com o ensinamento do UCEM, ainda não aprendemos que todas as coisas cooperam para o bem, que todas as situações por que passamos, mesmo as experimentadas a partir do ego, na ilusão, podem ser - e são - aproveitadas pelo Espírito Santo para nos mostrar o caminho que leva na direção do Ser. Para nos ajudar a lembrar, por assim dizer, daquilo que verdadeiramente somos.

Agradeço imensamente pela oportunidade de compartilhar com cada um de vocês meu modo de ver e entender o que o Curso tenta nos ensinar. Creio, pedindo licença para citá-lo, que nosso amigo, colega, estudante e também trabalhador/professor de UCEM, Roberto Gaensly, recém chegado a nosso grupo, é capaz de se referir ao ensinamento a partir de uma reflexão bastante profunda quanto à possibilidade de que as práticas a que o Curso nos convida sirvam como um instrumento para que, de verdade, abandonemos o ego. Pois, quem, de fato, acredita na mensagem e na fonte da qual ela veio até nós, tem de se lembrar que Jesus dizia que cada um de nós é capaz de fazer tudo o que ele fez da mesma forma que ele, ou mais e melhor. Isso não significará que, sim, podemos aprender a viver neste mundo "o sonho feliz", por saber que o que vivemos aqui, na forma, por meio dos sentidos, é um sonho?

Lembram-se da citação de que lhes falei duas semanas atrás?

"Quando ainda estás fragmentado,
e inseguro - que diferença
faz quais sejam as tuas decisões?" (Hakim Sarai)

Simplificando ao extremo, é mais ou menos isso, eu diria, que o Curso busca nos fazer ver. E mais, que, enquanto acreditarmos na separação, vamos ter medo da unidade e de tudo o que ela nos oferece.

Talvez possamos aproveitar a lição de hoje para aprofundar a reflexão a respeito de tudo quanto falamos. Vamos, então, a ela:

A glória de meu Pai é minha.

1. Não deixemos que a verdade sobre nós mesmos fique escondida hoje por uma humildade falsa. Sejamos gratos, em vez disso, pelas dádivas que nosso Pai nos deu. Podemos ver qualquer traço de culpa naqueles com quem Ele compartilha Sua glória? E é possível que não estejamos entre eles, se Ele ama Seu Filho para sempre com fidelidade perfeita, sabendo que ele é como Ele o criou?

2. Nós Te agradecemos, Pai, pela luz que brilha em nós para sempre. E nós a reverenciamos porque Tu a compartilhas conosco. Somos um só, unidos nessa luz e um Contigo, em paz com toda a criação e com nós mesmos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sabemos o quanto Deus nos ama?

Antes de passarmos à lição 238 deste dia 26 de agosto, quero aproveitar para fazer um breve comentário a respeito da leitura que fizemos em grupo ontem e da conversa que tivemos acerca do que lemos, e de nosso entendimento - o de cada um - do significado de alguns dos conceitos e do objetivo do Curso.

Antes de mais nada, gostaria de dizer, é necessário termos em mente que o que se espera dos encontros é que eles sejam um momento em que buscamos deixar o ego de lado, para, abrindo-nos ao divino em nós mesmos, nos ligarmos ao Espírito Santo, entregando a Ele todos os nossos equívocos, todas as nossas dúvidas, todas as nossas questões. Não é preciso, de modo algum, que busquemos defender qualquer ponto de vista próprio [do ego], nem que reforcemos o quanto ainda nos sentimos separados uns dos outros, discordando ou fechando nossas mentes e corações aos modos pelos quais os outros se expressam ou exprimem seu modo de entender.

O que buscamos, via UCEM, na verdade, é aprender uma forma de olhar para o outro [e para o mundo todo] amorosamente, sabendo-o um aspecto diferente do divino em nós, que se revela sem deixar de ser parte da unidade de que todos somos partes e completamos. Enfim, o que buscamos é "um outro jeito" de lidar com o mundo e com tudo o que aparentemente existe, isto é, a mesma coisa que Bill dizia a Helen antes da existência do Curso. E, de acordo, com Helen, o Curso, aparentemente, é este "outro jeito".

Apenas para situar um ponto muito importante para todos os que tomam contato com o UCEM, e que participam de grupos de estudos, é, eu diria, primordial, crucial, vital [e poupa muito tempo e discussão] a leitura, antes de qualquer coisa, da Introdução Geral ao Curso, das notas a respeito da tradução e do Prefácio. Da mesma forma que é preciso dar o primeiro passo para se começar a caminhar em qualquer direção, é também necessário que se leia, ao final do livro, um pequeno capítulo intitulado Esclarecimento de Termos. Não há como se lidar com os conceitos que o Curso trabalha sem se estar atento, sem se estar ciente do significado de tais termos para o ensinamento com que estamos em contato.

Dito isto, vamos, hoje, buscar nos lembrar de que o tema central que norteia esta série de lições que praticamos é a salvação: O que é a salvação? Reforçando, o texto introdutório a esta série nos diz que "a salvação é uma promessa, feita por Deus, de que encontrarias finalmente teu caminho até Ele", uma promessa que será cumprida sem sombra de dúvida. Pois "ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos nascidos do tempo também terão um fim"... Assim, a salvação é tão somente um "desfazer", isto é, um não dar crédito às ilusões que construímos neste mundo, o que as afasta e as abandona.

A lição 238, então, se apresenta da seguinte forma [estou traduzindo do original utilizando palavras um pouco diferentes das do livro]:

Toda a salvação depende de minha decisão.

1. Pai, Tua confiança em mim é tão grande que eu tenho de ser digno. Tu me criaste e me conheces tal como sou. E, mesmo assim, Tu puseste em minhas mãos a salvação de Teu Filho e a deixaste depender de minha decisão. Eu, realmente, tenho de ser Teu amado. E devo permanecer imperturbável na santidade também, para que, na certeza de que ele está seguro, queiras me dar Teu Filho, Que ainda é parte de Ti e que, não obstante, é meu, porque Ele é meu Ser.

2. E, assim, mais uma vez hoje, paramos para pensar o quanto nosso Pai nos ama. E quão caro Seu Filho, criado por Seu Amor, continua sendo para Aquele Cujo Amor se torna completo nele.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Aceitar a verdade a nosso próprio respeito

Caros, caras, vocês já repararam como todas as ideias que o Curso oferece estão intimamente ligadas umas às outras para formar um sistema de pensamento perfeitamente orientado pelo Espírito Santo, o único capaz de permitir a correção dos equívocos a que nos induz o sistema de pensamento do ego?

Se não, vejamos. Não lhes parece ficar bem claro que a lição de ontem foi apenas uma preparação para a de hoje, uma vez que a lição 237, deste dia 25 de agosto, para nossa alegria e salvação, convida a sermos agora como Deus nos criou? E deixa claro também que, para "eu ser como Deus me criou", preciso aprender a dominar e a dirigir minha mente, conforme ensinava a ideia de nossas práticas de ontem?

Nossa salvação, a de cada um de nós e a do mundo inteiro, tema central desta série de exercícios, objeto de nossas práticas atuais, está diretamente relacionada à aceitação da verdade a respeito de nós mesmos. Só aceitando que "ainda sou como Deus me criou", uma ideia que já vimos várias vezes, posso permitir que a luz da alegria perfeita e da perfeita inocência em mim se mostre, e venha iluminar o mundo, oferecendo-lhe a paz e o amor que Deus estende a tudo e a todos, por meu intermédio e por intermédio de todos e de cada um de nós, uma vez aceita a Expiação.

Nossas práticas de hoje, obedecendo às instruções dadas anteriormente para elas, se fazem, então, do seguinte modo:

Agora quero ser como Deus me criou.

1. Aceitarei a verdade acerca de mim mesmo hoje. E me elevarei em glória e permitirei que a luz em mim brilhe sobre o mundo ao longo de todo o dia. Trago ao mundo as boas novas da salvação que ouço quando Deus, meu Pai, fala comigo. E vejo o mundo que Cristo quer que eu veja, ciente de que ele põe fim ao sonho amargo de morte, ciente de que ele é o Chamado de meu Pai para mim.

2. Cristo é os meus olhos hoje, e Ele é os ouvidos que escutam a Voz por Deus hoje. Pai, venho a Ti por intermédio d'Aquele Que é Teu Filho e também meu Ser verdadeiro. Amém.

Post Scriptum:
Acho que sempre vale a pena e aconselho a leitura dos comentários de nossos colegas, alunos e mestres, estudantes e professores de milagres, quando eles aparecem após uma postagem. Muitas vezes eles se referem a dúvidas e/ou certezas comuns a nós todos e podem servir também, noutras, para revelar aspectos de nós mesmos que não conhecíamos, ou dos quais não tínhamos consciência, entre outras coisas.

Para os que não as conhecem, Dani (bobdaniela) e Cristiane (cristianemadsen) - vejam os comentários da lição de ontem - são duas amigas brasileiras, que moram na Indonésia e em Cingapura, respectivamente, e que nos oferecem o privilégio de sua amizade e compartilham conosco seu interesse pelo UCEM. Mais interessante ainda foi descobrir há alguns dias que a família da Dani é minha vizinha no bairro onde moro. Ela já disse que em uma das vindas ao Brasil vai tentar participar de um encontro em um de nossos grupos de estudo.