quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Isso não precisa ser assim

Muito proveitoso e esclarecedor nosso encontro de ontem. Ou só eu penso assim? É preciso, antes de mais nada, agradecer à Carmen, nossa colega, que, com sua contribuição e comentários ao exercício de ontem no blogue e com sua reflexão acerca dos últimos encontros, trouxe à luz alguns pontos a respeito dos quais precisamos aprofundar nossa própria reflexão. Individualmente, dia a dia, para, quem sabe, nalgum momento repartir com todos as conclusões a que chegamos. Ou não. O que nos parecer melhor.

É claro que ainda estamos todos, ou quase todos, eu diria, praticamente o tempo todo cercados, quando não inteiramente imersos, ou até mesmo esmagados, por situações advindas do mundo criado pelo sistema de pensamento do ego. Mas, como o ensinamento nos diz, isso não precisa ser assim. Os encontros semanais e o blogue, ou os exercícios diários, têm de - e podem, se decidirmos assim - ser para nós uma oportunidade para o recolhimento, para o afastamento temporário daquele sistema e daquelas situações. Uma oportunidade para nos voltarmos para nós mesmos, deixando de lado o julgamento que o ego faz deste mundo em que pensamos viver, e que ainda não nos pôs em contato com a alegria perfeita, com a Vontade de Deus para nós.

Creio estar bastante claro que esta oportunidade vai depender de abandonarmos as resistências que o ego oferece ao se perceber ameaçado. Precisamos também ficar muito atentos ao fato de que, apesar de os símbolos de que nos valemos para falar de um mundo diferente daquele que o sistema de pensamento do ego cria estarem sempre sujeitos à controvérsia, a interpretações, parece-me claro também que só podemos falar desse mundo diferente, do mundo que queremos, utilizando símbolos. Pois como o Curso diz, na lição 184:

Seria, de fato, estranho se te fosse pedido para ires além de todos os símbolos do mundo, esquecendo-os para sempre; e que, ao mesmo tempo, te fosse pedido para assumires uma função de professor. Tu tens necessidade de utilizar os símbolos do mundo por algum tempo. Mas não te deixes enganar por eles também. Eles não representam absolutamente nada e, na tua prática, é esta ideia que vai te libertar deles. Eles virão a ser apenas meios pelos quais podes te comunicar de forma que mundo possa compreender, mas que tu reconheces que não são a unidade na qual se pode encontrar a comunicação verdadeira.

Parafraseando Kenneth Wapnick, o Curso define o ego como o falso eu que construímos como substituto do Ser que Deus criou. Se, de fato, quisermos adquirir consciência - e eu acredito que todos queremos - de nossa Identidade verdadeira e de nossa vida em Deus, precisamos nos desfazer das intromissões do ego. O objetivo do Curso é oferecer uma forma de fazê-lo.

Continuemos, pois, a "jornada sem distância", de que nos fala o UCEM, com o terceiro parágrafodo texto que oferece resposta à questão: O que é o Cristo? Questão que dá unidade à série de lições que ora praticamos. Ele diz o seguinte:

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo continua em paz no interior do Céu de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que tem realidade. O resto são sonhos. Esses sonhos também serão entregues ao Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e para, enfim, revelarem a ti teu Ser santo, o Cristo.

Dito isto, vamos à lição 273 que, neste dia 30 de setembro, convida a receber e aceitar hoje como nossa a serenidade da paz de Deus. Do seguinte modo:

A serenidade da paz de Deus é minha.

1. Agora talvez estejamos prontos para um dia de tranquilidade imperturbada. Se isso ainda não for possível, ficamos contentes e até mesmo mais do que satisfeitos em aprender de que modo se pode alcançar tal dia. Se dermos espaço para um incômodo, vamos aprender como desfazê-lo para voltar à paz. Precisamos apenas dizer a nossas mentes com convicção: "A serenidade da paz de Deus é minha", e nada pode se intrometer na paz que o Próprio Deus dá a Seu Filho.

2. Pai, Tua paz é minha. Que necessidade tenho de temer que qualquer coisa possa roubar de mim aquilo que Tu queres que eu conserve? Eu não posso perder Tuas dádivas para mim. E, assim, a paz que Tu deste a Teu Filho ainda está comigo, na quietude e no meu amor eterno por ti.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O sonho de Borges e o nosso

Neste dia 29 de setembro, a lição de número 272 nos convida a refletir a respeito das ilusões que criamos e construímos para a satisfação do ego, neste mundo de formas e sentidos. E a pergunta/ideia para as práticas é bem clara: Como ilusões podem satisfazer o Filho de Deus? Eu diria que, se pensarmos bem, as ilusões não satisfazem nem mesmo o ego. Ou já não nos apercebemos de que os egos não se satisfazem com nada? Querem sempre mais. Sonham sempre mais.

Agora, em se tratando deste mundo, existe alguma coisa além da ilusão? Do sonho? Em um poema intitulado Descartes, Jorge Luis Borges, o grande poeta argentino, e desculpem-me se me alongo nesta introdução, mas creio que vale a pena pensar um pouco mais a respeito do que imaginamos ser o mundo, diz o seguinte:

Sou o único homem sobre a terra e talvez não exista terra nem homem.
Talvez um deus me engane.
Talvez um deus tenha-me condenado ao tempo, essa longa ilusão.
Sonho a lua e sonho meus olhos, que percebem a lua.
Sonhei a tarde e a manhã do primeiro dia.
Sonhei Cartago e as legiões que desolaram Cartago.
Sonhei Lucano.
Sonhei a colina do Gólgota e as cruzes de Roma.
Sonhei a geometria.
Sonhei o ponto, a linha, o plano e o volume.
Sonhei o amarelo, o azul e o vermelho.
Sonhei minha enfermiça infância.
Sonhei os mapas e os reinos e aquele duelo ao alvorecer.
Sonhei a inconcebível dor.
Sonhei minha espada.
Sonhei Elizabeth da Boêmia.
Sonhei a dúvida e a certeza.
Sonhei o dia de ontem.
Não tive ontem, talvez; talvez não tenha nascido.
Quem sabe eu sonhe ter sonhado...

Dando sequência à parte introdutória e tema central desta nova série de lições, conforme prometi ontem, vamos ao segundo paráfrafo do texto, que buscando responder à pergunta: O que é o Cristo? e diz o seguinte [amanhã teremos o terceiro paráfrafo]:

2. Cristo é o elo que te mantém uno com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está; aonde todas as decisões já foram tomadas e os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois, embora Seu Pai tenha posto n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, do mesmo modo que Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

Lembrando que as práticas de cada lição em cada série pedem que estudemos o tema que as unifica, a lição de hoje se apresenta assim:

Como ilusões podem satisfazer o Filho de Deus?

1. Pai, a verdade me pertence. Meu lar está estabelecido no Céu por Tua Vontade e pela minha. Sonhos podem me satisfazer? Ilusões podem me trazer felicidade? O que, a não ser a lembrança de Ti, pode satisfazer Teu Filho? Não aceitarei nada menos do que Tu me deste. Estou cercado por Teu Amor, sereno para sempre, eternamente bondoso e seguro para sempre. O Filho de Deus tem de ser tal qual Tu o criaste.

2. Hoje não tomaremos conhecimento das ilusões. E, se ouvirmos a tentação nos chamar para pararmos e nos demorarmos em um sonho, nós nos desviaremos e nos perguntaremos se nós, os Filhos de Deus, poderíamos nos contentar com sonhos, quando tão facilmente quanto o inferno podemos escolher o Céu, e o amor substituirá todo o medo com alegria.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Agradecer e compartilhar

Gostaria de começar hoje com um agradecimento especial a todos que acessam este espaço e leem as postagens, ou já as leram alguma vez. Ou seja, a todos que se cadastraram e aparecem na condição de seguidores do blogue. Entendo que isso significa que, de vez em quando, depois do cadastramento, eles e elas acessam, ou acessaram em algum momento, as postagens e praticam as lições. Ou não. Isso, no entanto, não pode e nem deve ser objeto de especulação. Eles e elas estão lá e basta.

Em particular gostaria de enviar meu muito obrigado, de coração, às pessoas que se dão, ou já se deram, ao trabalho de comentar ou compartilhar suas dúvidas e descobertas. Enfim, aos que resolvem se manifestar de alguma forma, nalgum momento. Isso é muito bom e faz muito bem. Principalmente porque ajuda a dissipar a sensação de que falo sozinho, uma sensação própria do ego, que se manifesta às vezes, mesmo quando sei que isso não é bem verdade. Acho que todos sabemos do que se trata, não é mesmo? Ora, todos nós sabemos também que quem sai na chuva tem de estar preparado para se molhar. O que não mata ninguém. Em condições normais.

E digo isto hoje a propósito da postagem de sábado e ao comentário que fiz a seu respeito na de domingo. Apenas para ressaltar a orientação de que ninguém deve se sentir na obrigação de fazer qualquer comentário e/ou agradecer pelo que digo ou por qualquer mensagem que, eventualmente, venha a extrair desta ou daquela postagem. Apenas para reforçar a atenção que devemos ter para aquilo que o ensinamento do UCEM diz em uma de suas lições, por que já passamos: tudo o que dou é dado a mim mesmo. Ou ainda, dito de outra forma no texto, só temos, de verdade, aquilo que damos. É isto que busco praticar com este blogue.

Isto posto, podemos seguir adiante, não? Com a lição 271, damos início, hoje, a uma nova série de exercícios. Uma série que tem como tema central a pergunta: O que é o Cristo? Pergunta a que o texto introdutório à série vai responder e nos ajudar a aprender a resposta em cinco parágrafos, que devem ser visitados diariamente, e dez lições. Comecemos com o primeiro parágrafo aqui e, em seguida, com a lição.

O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandonou Seu lar santo, tampouco perdeu a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus imutável para sempre.

Amanhã teremos a continuação, com o segundo parágrafo. Hoje, a lição 271, a primeira desta nova série traz para as práticas a seguinte ideia:

A visão de Cristo é a que usarei hoje.

1. Todo dia, toda hora, todo instante escolho o que quero ver, os sons que quero ouvir, as evidências daquilo que quero que seja a verdade para mim. Hoje escolho ver aquilo que Cristo quer que eu veja, escutar a Voz de Deus e buscar as provas para aquilo que é verdadeiro na criação de Deus. Na visão de Cristo, o mundo e a criação de Deus se encontram e, ao se reunirem, toda a percepção desaparece. Sua visão generosa redime o mundo da morte, pois nada do que Ele olha não deve senão viver, lembrando o Pai e o Filho, Criador e criação unificados.

2. Pai, a visão de Cristo é o caminho para Ti. O que Ele vê solicita que Tua lembrança me seja devolvida. E escolho isso para ser o que quero ver hoje.

domingo, 27 de setembro de 2009

Aprender a abandonar as expectativas

É muito interessante notar o quanto, em geral, nossas expectativas se - e nos - frustram, quando as temos. Quando, por exemplo, estimulados por alguém que nos fala de um filme, buscamos assistí-lo esperando que ele traga, no mínimo, uma revelação. Não acontece nada! Nada! Ou quando um(a) amigo(a) nos indica um livro e o abrimos esperando encontrar nele a resposta para todas as perguntas que temos. Ou a expressão definitiva da beleza, do amor, da alegria e de tudo o que julgamos importante ter bem definido em nossas vidas. Nada! Às vezes nem conseguimos passar das primeiras páginas do livro. Digo isso, hoje, agora, em função do que escrevi ontem neste blogue, por ter imaginado que, em virtude da importância do tema, e também porque achei que tinha escrito bem - direitinho, bonitinho -, os comentários choveriam. Pois vejam só. O único comentário que recebi [Obrigado, Duda!] nem sequer se referia ao que eu havia dito.

Não, não! Não estou frustrado. Mesmo! Já aprendi que as expectativas só existem para serem frustradas. Na verdade, elas mais impedem do que ajudam as coisas a acontecerem, pois limitam as possibilidades. E nós nunca sabemos, de fato, o que pode nos fazer felizes. De acordo com o UCEM, os problemas que somos levados a enfrentar nesta vida, neste mundo, se devem ao fato, não de pedirmos muito, de termos grandes expectativas, e sim de pedirmos e esperarmos muito pouco. Isto é, ao fato de não termos consciência de que não é necessário ter nenhuma expectativa nunca, porque temos direito a tudo. Tudo o que existe está a nossa disposição o tempo todo. Por isso, é que, quando, aparentemente, uma qualquer de nossas expectativas se realiza, isto é, desobedece ao princípio de que elas existem para serem frustradas, sua realização sempre supera o que esperávamos. Pois, na verdade, não somos nem de longe capazes de imaginar o tamanho de nossa herança como Filhos de Deus. Só por isso limitamos nossos pedidos. Por isso e por, na maior parte do tempo, não nos julgarmos merecedores de mais. De tudo.

Isso também se deve, entre outras coisas, ao fato de que a orientação que recebemos para nossas vidas neste mundo foi a de ver com os olhos do corpo. E isso é ver de modo limitado. Ou todos nós não sabemos que existe muito mais do que sonha "nossa vã filosofia"? Não sabemos que há muito mais mundos do que sequer somos capazes de imaginar? Não nos apercebemos ainda de que há tantos mundos quantas são as criaturas [Torga, em A Criação do Mundo]? E que até mesmo no interior de cada um de nós existem infinitos mundos a espera de serem descobertos? E que isso significa que nenhum deles, visto com os olhos do corpo, corresponde à realidade?

Roberto Crema, no livro Normose, de que já falei outras vezes, diz que "... todos nós somos filhos e filhas de uma promessa que fizemos. Encarnamos para lembrar e cumprir essa promessa através da realização de uma tarefa individual intransferível. É essa aventura que nos convida a penetrar no labirinto de nós mesmos, em direção ao diamante do ser, no coração de pedra bruta de nossa existência". Isso demanda um jeito diferente de olhar, um jeito diferente de ver.

E é deste jeito diferente que se ocupam nossas práticas da ideia da lição 270, neste domingo, dia 27 de setembro. Ela se apresenta assim:

Hoje não usarei os olhos do corpo.

1. Pai, a visão de Cristo é Tua dádiva para mim e ela tem poder para traduzir tudo aquilo que os olhos do corpo veem na visão de um mundo perdoado. Quão sublime e generoso é este mundo! E quão mais vou perceber nele além do que a visão pode dar. O mundo perdoado exprime de forma clara que Teu Filho reconhece seu Pai, permite que seus sonhos sejam trazidos à verdade e espera ansioso aquele único instante a mais que resta do tempo, que se acaba para sempre, quando Tua lembrança volta a ele. E, nesse momento, a vontade dele é a mesma que a Tua. A função dele, agora, é apenas Tua Própria função, e todos os pensamentos, não ser Teus Próprios Pensamentos, desaparecem.

2. A tranquilidade de hoje abençoará nossos corações e, por meio deles, a paz virá para todos. Cristo é os nossos olhos hoje. E pela visão d'Ele oferecemos a cura ao mundo, por intermédio d'Ele, o Filho santo a quem Deus criou íntegro, o Filho santo a quem Deus criou uno.

sábado, 26 de setembro de 2009

Para refletir um pouco acerca do amor

Leo Buscaglia publicou, há muitos anos, um livro intitulado Amor, resultado de um curso, dedicado ao crescimento pessoal, ao qual ele deu o nome de "Curso do Amor", ciente de que não poderia "ensinar", no sentido acadêmico, o significado daquilo que dava nome a seu curso. Interessante, porém, é o motivo que o levou a organizar e levar adiante a ideia do curso, que resultou no livro, algo que ele conta logo na introdução do livro e que, é claro, não vou contar aqui para não estragar a surpresa de quem quer que resolva lê-lo.

Na introdução do texto de Um Curso em Milagres, aonde lemos a respeito do objetivo do Curso, de forma que lembra a consciência de Buscaglia, há a seguinte informação: O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objetiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural.

Ora, o UCEM nos oferece um caminho para o auto-conhecimento. Logo, remover os bloqueios à consciência do amor só pode significar remover os obstáculos do caminho que pode nos conduzir a nós mesmos, à consciência do que somos, na verdade. À descoberta, ou à lembrança, de nossa verdadeira Identidade. Ao encontro com nossa Fonte, de onde nunca saímos.

Buscaglia, lá pelo final de seu livro, esculpiu em seu texto uma frase que considero memorável a respeito do amor e da relação amorosa. A frase que me levou a pensar a respeito desta introdução para a lição 269 deste dia 26 de setembro, que nos convida, hoje, a exercitar a visão para ver em todos [e em tudo] apenas o amor [a face de Cristo]. A frase é a seguinte:

Quando a relação amorosa não me conduz a mim mesmo, quando eu, numa relação de amor, não conduzo outra pessoa a si própria, este amor, mesmo que pareça a ligação mais segura e extasiante que já tive, não é amor verdadeiro.

Vamos, pois, à ideia para as práticas de hoje. Mais uma vez estou lhes oferecendo aqui uma versão diferente da que está no livro. Não se preocupem, por favor, com isto. Sigam a orientação de seus corações e mentes e utilizem a lhes soar melhor.

Minha visão se apressa para ver a face de Cristo.

1. Peço Tua bênção para minha visão hoje. Ela é a forma que Tu escolheste para vir a ser o modo de me mostrar meus erros e de olhar para além deles. Cabe a mim encontrar uma nova percepção a partir do Guia que me deste e ultrapassar a percepção e voltar à verdade por meio das lições d'Ele. Peço a ilusão que transcende todas as que criei. Hoje escolho ver um mundo perdoado, no qual todos me mostram a face de Cristo e me ensinam que aquilo que vejo me pertence, que não existe nada a não ser Teu Filho santo.

2. Hoje, nossa visão é, de fato, abençoada. Compartilhamos uma única visão, quando olhamos para a face d'Aquele Cujo Ser é o nosso. Somos um só por causa d'Ele Que é o Filho de Deus; d'Ele Que é nossa própria Identidade.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Algumas respostas ao questionamento

Além do comentário que fiz ao comentário da Duda a respeito da lição de ontem, gostaria de dizer que, aparentemente, a ideia que vamos praticar neste dia 25 de setembro, com a lição de número 268, é uma espécie de complementação ao que eu dizia a ela [Poder-se-ia até pensar na lição de hoje como uma mensagem endereçada especifa e diretamente a ela. Vejam depois, por favor, e me digam se estou equivocado.]. Por isso, é claro, serve perfeitamente de resposta aos questionamentos que ela faz, além, é claro, de servir também de orientação quanto às direções a serem tomadas. E, sem dúvida, assim como atende às necessidades que ela exprime, atende também a todos e a cada um de nós, por nos trazer, no exato momento - este em que nos encontramos -, como sempre, as respostas de que precisamos para as perguntas mais cruciais de nossas vidas. Uma resposta que serve a cada um de uma maneira peculiar e própria, e que respeita sempre a capacidade de compreensão que cada um de nós tem.

E para que não fiquemos apenas no questionamento como propus ontem, gostaria de lhes indicar a leitura de dois pontos do livro, que podem vir a ser muito esclarecedores, no sentido de nos deixar em paz com tudo o que experimentamos e, ao mesmo tempo, nos trazer alguma luz acerca do sentido de tudo o que estudamos, do sentido de tudo o que experimentamos, inclusive a respeito de todas as questões com as quais nos defrontamos no processo que é viver "neste mundo". Leiam, e releiam, se preciso for, pois, os subtítulos I. Ensinamento certo e aprendizado certo e II. O ego e a falsa autonomia, que fazem parte do capítulo 4, AS ILUSÕES DO EGO, do UCEM. E comentem aqui, se possível, para eu - e todos os que acompanham este blogue - saber se encontraram lá alguma resposta. E algumas tantas outras dúvidas.

Agora, a ideia para nossas práticas de hoje, que se apresenta assim:

Que todas as coisas sejam exatamente como são.

1. Senhor, permite que, hoje, eu não seja Teu crítico e julgue contra Ti. Que eu não tente me intrometer com Tua criação para distorcê-la em formas doentias. Permite-me ficar disposto a retirar meus desejos da unidade dela e a permitir, assim, que ela seja tal qual Tu a criaste. Pois assim também serei capaz de reconhecer meu Ser tal qual Tu me criaste. Fui criado no amor e permanecerei para sempre no amor. O que pode me assustar, se eu permitir que todas as coisas sejam exatamente com são?

2. Não permitas que nossa visão seja blasfema hoje, nem permitas que nossos ouvidos deem atenção a línguas mentirosas. Só a realidade está livre da dor. Só a realidade está livre da perda. Só a realidade está inteiramente segura. E é só isso que buscamos hoje.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Questões para se pensar

Neste dia 24 de setembro, antes de nos voltarmos à ideia da lição 267 para as práticas, gostaria de lhes oferecer alguns pontos para questionamento. E sei que a lição vai ajudar a esclarecer muitos deles, se não todos.

A primeira questão se refere ao que ainda não aprendemos. E o que é que ainda não aprendemos, em meio a tanta informação que recebemos, em meio a tantos conteúdos que estudamos, em meio a tantos caminhos que se apresentam e que as vezes nos deixam confusos quanto a qual, ou quais, escolher?

É claro que tudo isso remete a muitas outras questões, mas eu diria que a primeira coisa que precisamos aprender, e que ainda não aprendemos - a maioria de nós -, é que não sabemos nada. Na verdade, a condição básica para aprendermos alguma coisa é reconhecer que não sabemos. Ou alguém alguma vez se matricula para fazer qualquer curso a respeito de um assunto que julga dominar? Lembram-se da historinha da taça cheia? Não há como colocar mais nada em uma taça que já está cheia. Eu acho que podemos dizer que todas as nossas dificuldades têm origem neste fato. Estamos tão cheios de nós mesmos e de nossa própria sabedoria que julgamos não precisar aprender mais nada.

A segunda se refere a algo que o ensinamento do UCEM recomenda e que temos também muita dificuldade em reconhecer - que dirá fazer. É reconhecer nossa total e completa dependência de Deus. E, eu diria, reconhecer, primeiro, que não sabemos nada facilita muito dar este segundo passo. Creio que, é mais ou menos óbvio, não?, enquanto não dermos aquele primeiro passo, não seremos capazes do segundo.

Para finalizar, por enquanto, para não me alongar muito, um terceiro ponto. O ego. Ah, o ego! O ego que, para o ensinamento do UCEM, é o reponsável por toda a ilusão de mundo que construímos e "criamos" a partir de pensamentos equivocados, a partir de crenças a respeito de nós mesmos que não têm fundamento. O ego, que não existe, que é ilusão, conforme o Curso diz com todas as letras em vários pontos, quer no texto, quer no Livro de Exercícios, quer no Manual de Professores.

Assim, de acordo com um ensinamento muito antigo, precisamos reconhecer que "todo o mal do mundo, e toda a infelicidade, vem do conceito de eu" [o ego que separa]. Ou ainda, aprender a reconhecer que "nós não possuímos um 'ego'. Somos possuídos pela ideia de um". Para dizer ainda de outra forma, de acordo com este mesmo ensinamento milenar, que está em consonância com o que o UCEM ensina:

Por que tu és infeliz?
Porque 99,9 por cento
De tudo o que pensas,
E tudo o que fazes,
É para ti mesmo -
E não existe um.
Dito isto vamos à ideia para as práticas de hoje, que se apresenta da seguinte maneira:
Meu coração pulsa na paz de Deus.
1. Toda a vida que Deus criou em Seu Amor está a minha volta. Ela me chama a cada batida do coração e em cada respiração; em cada ação e em cada pensamento. A paz enche meu coração e inunda meu corpo com o propósito do perdão. Minha mente está curada agora, e tudo o que preciso para salvar o mundo me é dado. Cada batida do coração me traz paz; cada respiração me infunde força. Eu sou um mensageiro de Deus, guiado por Sua Voz, animado por Ele no amor, e mantido em serenidade e paz para sempre em Seus Braços amorosos. Cada batida do coração chama Seu Nome e cada uma recebe a resposta da Sua Voz, que me garante que n'Ele estou em casa.
2. Que eu dê ouvidos a Tua Resposta, não a minha. Pai, meu coração pulsa na paz que o Coração do Amor* criou. É aí, e só aí, que eu posso estar em casa.

*No original: the Heart of Love. A palavra heart, em seu uso corrente no inglês, muitas vezes tem o significado de núcleo, centro, o ponto básico, a origem, o cerne de alguma coisa. Ter isso em mente talvez facilite o entendimento de que é só em Deus, tendo-O como o Centro de todo o amor, que podemos nos sentir em casa.