quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aprendendo a tomar a decisão em favor do Céu

LIÇÃO 335

Escolho ver a inocência de meu irmão.

1. O perdão é uma escolha. Nunca vejo meu irmão tal qual ele é, pois isso está muito além da percepção. O que vejo nele é apenas o que quero ver, porque isso representa o que quero que seja a verdade. É só a isso que reajo, não imorta o quanto eu pareça ser impelido por acontecimentos externos. Escolho ver aquilo que quero ver e é isso, e apenas isso, que vejo. A inocência de meu irmão me mostra que quero ver minha própria inocência. E eu a verei, se escolher ver meu irmão em sua luz santa.

2. O que poderia devolver a memória de Ti para mim, exceto ver a inocência de meu irmão? A santidade dele me lembra de que ele foi criado um comigo e igual a mim mesmo. Nele encontro meu Ser e em Teu Filho encontro também a memória de Ti.

*

COMENTÁRIO:

Talvez seja conveniente, e sirva de alguma ajuda, recapitular algumas ideias de lições que, a meu ver, têm algo a acrescentar a nossa reflexão desta quarta-feira, dia 1º de dezembro. Ideias que, ao mesmo tempo, podem oferecer exemplos bem claros da coerência do ensinamento, além de também se prestarem para aprofundar nossas práticas. E desde já lhes peço que me perdoem se o comentário lhes parecer demasiado longo. Podem ficar só com a lição, se lhes parecer melhor, por favor.

A primeira delas é a ideia da lição 22, lembram? O que eu vejo é uma forma de vingança. De acordo com o que aprendemos na lição 312, "a percepção vem depois do julgamento". Isto é, só depois que damos um nome à coisa, ou atribuímos um valor ou uma qualidade à pessoa, para que olhamos é que a vemos. E as vemos de um modo que representa aquilo que queremos que seja a verdade a respeito delas.

A segunda é a da lição 34: Eu poderia vez paz em vez disso. A prática desta ideia juntamente com a da ideia de hoje serve para reforçar em nossa consciência a ideia de que, conforme o Curso afirma: Existe outro modo de olhar para o mundo. E para todas as coisas e pessoas que existem no mundo. Um modo que pode nos devolver a segurança, a serenidade, a paz e a alegria, que são nossa herança natural.

A terceira das ideias que me ocorre como forma de aprofundar e estender as práticas da ideia da lição de hoje é a da lição 138: O Céu é a decisão que tenho de tomar. Cabe aqui que nos perguntemos - cada um de nós para si mesmo - "o que é o Céu para mim"?

Não seria viver o Céu, olhar para meu irmão, seja qual for a forma com que ele se apresente, e ver apenas sua inocência? Há como se experimentar isso? Há! - diz o Curso. Mas temos de tomar a decisão e mantê-la, não importa o que aconteça. Não importa que obstáculos se interponham entre nossa decisão e o necessário para cumprir o compromisso que assumimos ao tomá-la.

E aqui entra a quarta das ideias relacionadas à de hoje para recapitulação. É a da lição 152: O poder de decisão é meu. Aí já não há mais como fugir. É preciso que reconheçamos que não vivemos o Céu apenas porque ainda não nos decidimos por isso. Todavia, esta ideia nos ensina que não há ninguém a quem responsabilizar, a não ser a nós mesmos. Ninguém é culpado de nada. O que acontece é apenas que ainda não tomamos a decisão. Devemos nos culpar por isso? Não! Muitas vezes não sabemos como fazê-lo. Muitas vezes pensamos que já a tomamos, mas as experiências se apressam a nos mostrar coisas diferentes do Céu. São as práticas diárias que podem nos ajudar, sem dúvida -, e muito.

A última das ideias, para este comentário, que gostaria que recapitulássemos é a da lição 253: Meu Ser é o soberano do universo. E aqui cabe até voltar às primeiras frases da lição. Que são as seguintes:

"É impossível que qualquer coisa não solicitada por mim mesmo venha a mim. Mesmo neste mundo, sou eu que governo meu destino. Aquilo que eu desejo é o que acontece. O que não acontece é aquilo que não quero que aconteça."

Dito isto, resta nos voltamos para as práticas com a ideia de hoje: Escolho ver a inocência de meu irmão. E a lição começa dizendo, ainda que de modo diferente, a mesma coisa que nos dizem as lições que trouxemos de volta à lembrança: "O perdão é uma escolha". Isto é, somos nós - cada um de nós -, e apenas nós, que decidimos aquilo que queremos viver.

Ninguém, por mais que queiramos, em determinadas ocasiões, abrir mão de nossa responsabilidade por qualquer coisa que se apresente a nossa consciência, pode escolher ou decidir por nós, a não ser quando, equivocados, entregamos a outro o poder que nos pertence por direito.

Vamos, então, aprofundar a reflexão acerca do que queremos? Acerca do que estamos fazendo para chegar lá?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aprendendo a perdoar e a abandonar o mundo

LIÇÃO 334

Reivindico, hoje, as dádivas que o perdão dá.

1. Não vou esperar outro dia para achar os tesouros que meu Pai me oferece. Todas as ilusões são vãs e os sonhos desaparecem, mesmo porque se baseiam em percepções falsas. Permite que hoje eu não aceite dádivas tão mesquinhas novamente. A Voz de Deus oferece a paz de Deus a todos que ouvem e escolhem seguí-Lo. Esta é minha escolha hoje. E, assim, vou encontrar os tesouros que Deus me dá.

2. Busco apenas o eterno. Pois Teu Filho não pode se satisfazer com nada menos do que isso. O que, então, pode servir de consolo para ele, a não ser aquilo que Tu ofereces a sua mente confusa e coração amedrontado, para lhe dar segurança e lhe trazer paz? Quero ver meu irmão sem pecado hoje. Esta é Tua Vontade para mim, pois deste modo verei minha inocência.

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COMENTÁRIO:

Perdoar o mundo é o mesmo que abandoná-lo, abrir mão dele para ganhá-lo por inteiro, à luz da percepção verdadeira, sabendo que ele não vai durar, que ele não é eterno e não tem senão o valor que damos a ele.

Perdoar o mundo é esquecer o passado. É entregar o mundo e seu futuro a seu próprio destino, sem qualquer pretensão de lhe ditar modos e comportamentos.

Perdoar o mundo é reconhecer que ele não tem nada que queiramos realmente, dando a ele apenas o valor que lhe é devido, sabendo-o passageiro e mutável, reconhecendo a diversidade apenas como aspectos da mesma ilusão, que o cria e constrói a partir de pensamentos baseados na crença na ideia da separação.

Vejam de que maneira Guimarães Rosa nos apresenta a compreensão disto, a partir da percepção do Menino, em um trecho de uma das estórias de seu livro Primeiras Estórias:

"E, vindo outro dia, não no não-estar-mais-dormindo e não-estar-ainda-acordado, o Menino recebia uma claridade de juízo - feito um assopro - doce, solta. Quase como assistir às certezas lembradas por um outro; era que nem uma espécie de cinema de desconhecidos pensamentos; feito ele estivesse podendo copiar no espírito ideias de gente muito grande. Tanto, que, por aí, desapareciam, esfiapadas.

"Mas naquele raiar, ele sabia e achava: que a gente nunca podia apreciar, direito, mesmo as coisas bonitas ou boas, que aconteciam. Às vezes, porque sobrevinham depressa e inesperadamente, a gente nem estando arrumado. Ou esperadas, e então não tinham gosto de tão boas, eram só um arremedo grosseiro. Ou porque as outras coisas, as ruins, prosseguiam também, de lado e do outro, não deixando limpo lugar. Ou porque faltavam ainda outras coisas, acontecidas em diferentes ocasiões, mas que careciam de formar junto com aquelas, para o completo. Ou porque, mesmo enquanto estavam acontecendo, a gente já sabia que elas já estavam caminhando para se acabar roídas pelas horas, desmanchadas..."

Perdoar o mundo é compreender isto, eu diria, e voltar-se para o eterno apenas. O que podemos fazer a partir das práticas da ideia que o Curso nos oferece nesta terça-feira, dia 30 de novembro. Pois o Filho de Deus "... não pode se satisfazer com nada menos do que isso".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

É possível criar um círculo mental de perdão

LIÇÃO 333

O perdão acaba com o sonho de conflito aqui.

1. O conflito tem de ser resolvido. Se se quiser se livrar dele, não se pode evitá-lo, pô-lo de lado, negá-lo, disfarçá-lo, vê-lo em outro lugar, dar-lhe outro nome ou escondê-lo por meio de qualquer tipo de truque. Ele tem de ser visto exatamente como é, onde se pensa que está, na realidade que lhe foi dada e com o propósito que a mente conferiu a ele. Pois só assim suas defesas são suspensas e a verdade pode brilhar sobre ele à medida que ele desaparece.

2. Pai, o perdão é a luz que Tu escolheste para eliminar todo conflito e toda dúvida, e para iluminar o caminho de nossa volta a Ti. Nenhuma luz a não ser essa pode pôr fim a nosso sonho mau. Nenhuma luz a não ser essa pode salvar o mundo. Pois apenas essa não falhará em nada jamais, pois é Tua dádiva para Teu Filho amado.

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COMENTÁRIO:

Gerald Jampolsky, um dos primeiros estudantes de UCEM e fundador do primeiro Center for Attitudinal Healing [Centro para Cura das Atitudes - CCA], escreveu, a partir de suas interpretações dos ensinamentos do UCEM, entre outros, um livro inteiro a respeito do perdão.

O livro se chama Perdão e vale a pena ser lido, pois traz explicações para as muitas razões pelas quais achamos difícil perdoar e ilustra os motivos por que "apegar-se a sentimentos de revanche e de vingança é uma atitude que só pode causar sofrimento".

É claro que o livro tem tudo a ver com a ideia para as práticas desta segunda-feira, dia 29 de novembro. Pois descreve, de forma clara e simples, "os motivos pelos quais [muitas vezes] nos negamos a perdoar e como a nossa mente trabalha para justificar essa atitude".

Além disso, a fim de ajudar a nos decidirmos pelo perdão, o livro "aponta os efeitos colaterais tóxicos causados [pela] intolerância e os males que isso pode provocar no nosso corpo e na nossa vida em geral. Mas, acima de tudo, revela-nos os incomensuráveis benefícios do perdão".

Entre as várias histórias que Jampolsky conta, "que abrem nossos corações aos milagres que acontecem quando acreditamos verdadeiramente que todas as pessoas merecem o nosso amor", está a seguinte:

"Na tribo Babemba, da África do Sul, quanto uma pessoa age de maneira injusta ou irresponsável, ela é colocada sozinha no centro da aldeia, mas não é de maneira alguma impedida de fugir.

"Todos os habitantes da aldeia param de trabalhar e formam um círculo em volta da pessoa acusada. Em seguida, cada um, independentemente de sua idade, começa a lembrar o acusado de todas as boas ações que ele praticou ao longo da vida.

"Tudo o que é lembrado sobre a pessoa em questão é descrito em pormenores. Todos os atributos positivos do acusado, suas boas ações, seus pontos fortes e generosidades são ressaltados em benefício dela. Cada pessoa do círculo faz isso de forma detalhada.

"Todos os fatos da vida dessa pessoa são expostos com o máximo de sinceridade e amor. Ninguém pode exagerar os acontecimentos e todos sabem que não podem inventar histórias. Ninguém mente nem é irônico ao fazer esse relato.

"Essa cerimônia prossegue até que todos os habitantes da aldeia tenham relembrado os feitos dessa pessoa como membro respeitado de sua comunidade. Esse procedimento pode prolongar-se por vários dias. No final, a tribo desfaz o círculo e começa uma celebração jubilosa em que a pessoa é recebida de volta à tribo.

"Pelos olhos do amor, que essa cerimônia descreve de maneira tão bela, só a reconciliação e o perdão têm lugar. Cada pessoa no círculo, bem como a pessoa colocada em seu centro, é lembrada [de] que o perdão nos dá a oportunidade de abandonar o passado e os medos do futuro. A pessoa que está no centro não é considerada uma pessoa má nem é excluída da comunidade. Em vez disso, ela é lembrada do amor que existe em seu interior e é acolhida por todos à sua volta."

É isto o que fazemos quando alguém à volta de nós age de maneira injusta e irresponsável? E se, mesmo que apenas na imaginação, adotássemos o hábito de criar na mente um círculo de perdão, no qual colocássemos todas as pessoas que ainda nos parece difícil perdoar, por qualquer razão? É possivel! As práticas de hoje se destinam a nos ensinar a encontrar a alegria e a liberdade que só o perdão dá.

Às práticas, pois! 

domingo, 28 de novembro de 2010

O medo não é real. O amor não tem opostos.

LIÇÃO 332

O medo aprisiona. O perdão liberta.

1. O ego cria ilusões. A verdade desfaz seus sonhos maus, afastando-os com sua luz. A verdade nunca ataca. Ela é simplesmente. E a partir da presença dela a mente se lembra das fantasias e acorda para o real. O perdão convida esta presença a entrar e a tomar seu lugar legítimo na mente. Sem o perdão, a mente fica aprisionada, acreditando em sua própria inutilidade. Com o perdão, entretanto, a luz brilha, de fato, por entre as trevas, oferecendo-lhe esperança e lhe dá o meio para perceber claramente a liberdade que é sua herança.

2. Não queremos aprisionar o mundo novamente hoje. O medo o mantém prisioneiro. E, não obstante, Teu Amor nos dá o meio de libertá-lo. Pai, queremos libertar o mundo agor. Pois na medida em que oferecemos a liberdade ela nos é dada. E não queremos continuar a ser prisioneiros, quanto Tu nos ofereces a liberdade.

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COMENTÁRIO:

Vamos aprender a libertar o mundo neste domingo, 28 de novembro. Vamos aprender a libertá-lo, libertando-nos de toda ideia de medo, que o mantém prisioneiro e nos aprisiona a todos ao mesmo tempo.

A ideia para as práticas de hoje nos oferece o meio pelo qual escolher libertar-nos e, por consequência, libertar o mundo. É só a ideia de medo que nos aprisiona a ambos. Mas o medo não é real. O medo é só uma das ilusões do ego.

Lembram-se da Introdução ao Curso?

Lá esta dito que seu objetivo não é "ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objetiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas aquilo que é todo-abrangente não pode ter opostos".

O medo, pois, não é real. E o perdão é o meio de "remover os bloqueios à consciência da presença do amor" e da verdade, que "nunca ataca" e "é simplesmente". E é o perdão o meio de que precisamos nos utilizar para a nossa libertação. Para tanto, é preciso, primeiro, que deixemos a verdade tomar seu lugar legítimo em nossa mente, para desfazer as trevas que nos impedem de ver a luz.

A luz, por sua vez, vai permitir que nos perdoemos, que abandonemos toda e qualquer condenação, de nós mesmos de quem quer que seja, e que nos libertemos, oferecendo nosso perdão ao mundo todo que se libertará conosco.

sábado, 27 de novembro de 2010

Todo conflito atende apenas às necessidades do ego


12. O que é o ego?

1. O ego é idolatria; o sinal do ser limitado e separado, nascido em um corpo, condenado a sofrer e a terminar sua vida na morte. Ele é a "vontade" que percebe a Vontade de Deus como inimiga e toma uma forma na qual ela é negada. O ego é a "prova" de que a força é fraca e de que o amor é amedrontador, de que a vida é, na verdade, morte e de que só aquilo que contraria Deus é verdadeiro.

2. O ego é louvo. Com medo, ele se põe diante de Todos os Lugares, separado do Todo, separado do Infinito. Em sua loucura, ele pensa ter se tornado um vitorioso sobre o Próprio Deus. E, em sua autonomia insuportável, ele "percebe" que a Vontade de Deus foi destruída. Ele sonha com castigo e treme diante das imagens de seus sonhos; seus inimigos, que buscam assassiná-lo antes de ele poder garantir sua segurança atacando-os.

3. O Filho de Deus não tem ego. O que ele pode saber da loucrua e da morte de Deus, se habita n'Ele? O que ele pode saber da tristeza e do sofrimento, se vive na alegria eterna? O que ele pode saber do medo e do castigo, do pecado e da culpa, do ódio e do ataque, se tudo o que existe à volta dele é a paz perene, livre de conflitos e imperturbada para sempre, no silêncio e na tranquilidade mais profundos?

4. Conhecer a realidade é não ver o ego e seus pensamentos, seus esforços, seus atos, suas leis e crenças, seus sonhos, suas eperanças, seus planos para a própria salvação e o custo que a crença nele cobra. Em termos de sofrimento, o preço pela fé no ego é tão imenso que a crucificação do Filho de Deus é oferecida diariamente em seu santuários sombrio, e o sangue tem de jorrar diante do altar em que seus seguidores doentios se preparam para morrer.

5. Porém, um único lírio de perdão transformará as trevas em luz; o altar às ilusões no santuário à Própria Vida. E a paz será devolvida para sempre às mentes santas que Deus criou como Seu Filho, Sua morada, Sua alegria, Seu amor, inteiramente Seu, um só com Ele totalmente.

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LIÇÃO 331

Não há nenhum conflito, pois minha vontade é Tua.

1. Quão tolo, Pai, acreditar que Teu Filho pudesse causar sofrimento a si mesmo! Ele poderia fazer um plano para sua própria maldição e ser deixado sem uma forma segura de liberação? Tu me amas, Pai. Tu nunca poderias me deixar abandonado, para morrer em um mundo de dor e de crueldade. Como pude pensar que o Amor abandona a Si Mesmo? Não existe nenhuma vontade a não ser a Vontade do Amor. O medo é um sonho, e não existe nenhuma vontade que possa entrar em conflito com a Tua. Conflito é sono, e paz despertar. Morte é ilusão; vida, verdade eterna. Não existe nenhuma oposição a Tua Vontade. Não existe nenhum conflito, pois minha vontade é Tua.

2. O perdão nos mostra que a Vontade de Deus é Uma Só, e que nós a compartilhamos. Vamos olhar para as imagens sagradas que o perdão nos mostra hoje, a fim de podermos encontrar a paz de Deus. Amém.

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COMENTÁRIO:

Neste sábado, 27 de novemto, chegamos à décima segunda das quatorze instruções que o Curso nos oferece para acompanhar as práticas das lições desta segunda parte do Livro de Exercícios. A parte cujo objetivo é o de nos oferecer os meios para alcançarmos a percepção verdadeira. O tema de que trata esta instrução é: O que é o ego? E é necessário que voltemos nossa atenção para ele diariamente nos próximos dez dias. Ao menos uma vez antes da prática com a ideia para o dia.

Conforme vocês podem perceber, esta instrução traz informações preciosas a respeito do ego e de seu sistema de pensamento, ao mesmo tempo em que nos ensina a olhar além dele, para entrarmos em contato com a verdade do que somos, para nos colocarmos na posição e no lugar que a Vontade de Deus, em Seu Amor infinito, quer que estejamos. E que é o único lugar em que podemos estar.

Para tanto, a primeira das dez ideias para as práticas deste período, da mesma forma que o fez a ideia da lição 329, volta a garantir que não é possível nenhum conflito entre nossa vontade e a Vontade de Deus. Elas são uma só. E a mesma.

Se vocês estiverem atentos às práticas e às ideias que o Curso nos oferece para elas, há de notar que a lição 329 já nos encaminhava para o reconhecimento e a aceitação do fato de que não há espaço para conflito, se já nos decidimos a escolher a Vontade de Deus como nossa.

E a lição de ontem também já antecipava o reconhecimento de que o ego é apenas ilusão, ensinando a nos decidirmos a abandonar o sofrimento e a abrir mão da ideia de que podemos nos ferir.

As práticas diárias vão nos ensinar ao longo do tempo a perceber que é só a necessidade de auto-preservação do ego que admite a ideia de conflito. Mais do que isso é apenas o conflito que pode manter e conservar suas ilusões.  

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Aceitar o perdão como nossa única função aqui

LIÇÃO 330

Não vou me ferir novamente hoje.

1. Vamos aceitar o perdão como nossa única função neste dia. Por que deveríamos atacar nossas mentes e lhes dar imagens de dor? Por que deveríamos ensinar-lhes que são impotentes, se Deus oferece Seu poder e Seu Amor e as convida a aceitarem aquilo que já é delas? A mente que se torna disposta a aceitar a dádivas de Deus é devolvida ao espírito e estende sua liberdade e sua alegria, uma vez que a Vontade de Deus está unida à vontade dela mesma. O Ser que Deus criou não pode pecar e, por isso, não pode sofrer. Vamos escolher que Ele seja nossa Identidade hoje e, deste modo, escapar para sempre de todas as coisas que o sonho de medo parece nos oferecer.

2. Pai, Teu Filho não pode ser ferido. E, se pensamos sofrer, nós apenas deixamos de conhecer nossa Identidade una, que compartilhamos Contigo. Queremos voltar para Ela hoje, para nos tornarmos livres de todos os nossos erros e para sermos salvos daquilo que pensávamos ser.

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COMENTÁRIO:

Nesta sexta-feira, 26 de novembro, a ideia que o Curso nos oferece para as práticas vai ensinar a nos livrarmos para sempre do sofrimento.

Ela é uma ideia que nos convida a aceitarmos "o perdão como nossa única função neste dia", neste mundo. E aceitar "o perdão como nossa única função" é compreender que "o Ser que Deus criou não pode pecar" e que, se ainda somos como Deus nos criou, de acordo com o ensinamento e de acordo com várias de nossas práticas anteriores, podemos escolher voltar a nossa Identidade una com Deus a qualquer momento e, assim, pôr fim a todas as ilusões "que o sonho de medo parece nos oferecer".

Para tanto, basta que estejamos dispostos a aceitar as dádivas de Deus. Para sermos devolvidos ao espírito. Para partilharmos a liberdade e a alegria, e a paz sem fim que é a Vontade de Deus para nós. E que, é claro, é também nossa própria vontade.

Tudo aquilo de que temos de nos livrar é apenas o medo de morrer, conforme nos diz Cecília Meirelles em um de seus poemas: o Cântico VI:

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Podemos nos decidir pelo Céu em qualquer momento

LIÇÃO 329

Eu já escolhi aquilo que Tu queres.

1. Pai, pensei que me desviava de Tua Vontade, que a desafiava, desobedecia suas leis e interpunha uma segunda vontade mais poderosa do que a Tua. Todavia, o que sou, na verdade, é apenas Tua Vontade estendida e se estendendo. Sou isto e isto nunca vai mudar. Da mesma forma que Tu és Um, eu também sou um Contigo. E escolhi isto na minha criação, quando minha vontade se tornou para sempre uma só com a Tua. Essa escolha foi feita para toda a eternidade. Ela não pode mudar para ficar em oposição a si mesma. Pai, minha vontade é a Tua. E eu estou seguro, tranquilo e sereno, em alegria sem fim, porque é Tua Vontade que seja assim.

2. Hoje aceitaremos nossa união uns com os outros e com nossa Fonte. Não temos nenhuma vontade separada da d'Ele e todos somos um porque todos compartilhamos a Vontade d'Ele. A partir dela descobrimos, enfim, nosso caminho para Deus.

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COMENTÁRIO:

Nossa maior dificuldade de escolher no confronto aparente entre ilusão e realidade se deve à tentativa que fazemos de dar realidade às ilusões. Esquecemo-nos de que nossos sentidos não conseguem ver, tocar, cheirar, saborear ou ouvir a realidade. Esquecemo-nos de que, conforme buscava nos lembrar a lição 312, "a percepção vem depois do julgamento". Isto é, somos sempre nós mesmos, após julgar, que escolhemos o que vamos ver, porque é o que queremos ver que vemos, tocamos, cheiramos, saboreamos e ouvimos.

É claro que um sem número de vezes não temos consciência disso. Daí acreditarmos que a confusão em que nos encontramos muitas vezes pode ser atribuída a alguma coisa ou a alguém fora de nós mesmos. Como se algo, ou alguém, a quem não somos capazes de dar nome, tivesse feito, por e para nós, uma série interminável de escolhas inescapáveis.

Inescapáveis?

Aqui podemos trazer de volta a reflexão feita por Riobaldo na última terça-feira: "Quem sabe, tudo o que já está escrito tem constante reforma - mas que a gente não sabe em que rumo está - em bem ou mal, todo-o-tempo reformando?"

A ideia que vamos praticar nesta quinta-feira, dia 25 de novembro, serve - ou deve servir - pra nos livrar destas confusões. Pois ela afirma que já escolhemos aquilo que Deus quer para nós. O que isto significa? Significa que nossa realidade, aquilo que é verdadeiro em nós, o divino, o Ser em nós, sabe e compreende que a Vontade de Deus e a dele são a mesma e são uma só.

Escolher aqui, na ideia para as práticas de hoje, significa dizer que eu já me decidi por aquilo que Tu queres. Uma escolha que foi, continua e continuará a ser feita por toda a eternidade na criação, que não tem começo nem fim. Isto significa dizer que a todo momento podemos escolher a Vontade de Deus para nós. A qualquer instante podemos tomar a decisão pelo Céu.