sábado, 14 de novembro de 2009

Harmonizar os papéis para a salvação

Espero que todos já tenham realizado suas práticas com a ideia da lição 318, deste dia 14 de novembro, apesar de meu atraso para a postagem, pelo que peço que me desculpem todos. Foi um dia atípico, porém, para mim. E só agora pude ligar o computador e entrar no blogue.

As práticas do dia buscaram nos levar a aprender que todos os papéis necessários para a salvação do mundo se harmonizam em cada um de nós, por nossa condição de Filhos santos de Deus. Da seguinte forma:

O meio e o fim da salvação são um só em mim.

1. Todos os papéis do plano do Céu para salvar o mundo se harmonizam em mim, Filho santo de Deus. O que poderia estar em desacordo, quando todos os papéis têm apenas uma finalidade e um único objetivo? Como poderia haver um só papel que fique isolado, ou um de maior ou menor importância do que os restantes? Eu sou o meio pelo qual o Filho de Deus é salvo, porque a finalidade da salvação é encontrar a inocência que Deus pôs em mim. Eu fui criado como a coisa que busco. Eu sou a meta que o mundo procura. Eu sou o Filho de Deus, Seu único Amor eterno. Eu sou o meio também o fim da salvação.

2. Meu Pai, permite que eu assuma hoje o papel que Tu me ofereces em Tua solicitação de que eu aceite a Expiação para mim mesmo. Pois dessa forma aquilo que se harmoniza em mim por meio dela se torna certamente harmonizado para Ti.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O "estado natural de todo Filho de Deus"

Comecemos agradecendo a volta da Duda aos comentários. Obrigado, Duda. É sempre um prazer saber que o objetivo do blogue, que é facilitar o acesso de todos às lições do UCEM, está sendo alcançado. Também há que agradecer a Nina por sua presença constante, por sua força, apoio e incentivo a que mais se manifestem, a que todos se manifestem cada vez mais para, juntos, chegarmos ao entendimento de que todos somos um só: o Filho de Deus, muito amado.

Neste dia 13 de novembro, sexta-feira, a lição de número 317 nos convida a praticar a ideia de que seguimos pelo caminho indicado por Deus. E, mais importante do que qualquer coisa, eu diria, é cada um de nós aprender e aceitar de coração que qualquer que seja o caminho que trilhamos, se encontramos nele a alegria de viver, a paz, a tranquilidade e a certeza de que nada nos pode ameaçar, estamos no caminho que Deus designou para nós. Caso não nos sintamos em casa, em paz, no caminho em que nos encontramos, podemos escolher novamente, pois, como diz o Curso, "a graça é o estado natural de todo Filho de Deus. Quando ele não está em estado de graça, está fora de seu ambiente natural e não funciona bem. (...) Um Filho de Deus só é feliz quando sabe que está em Deus".

É isso, então, que vamos praticar com a lição de hoje. Da seguinte forma:

Sigo pelo caminho que me foi designado.

1. Tenho um lugar específico a ocupar; um papel só para mim. A salvação espera até eu aceitar este papel como aquilo que escolho fazer. Até eu fazer esta escolha, sou escravo do tempo e do destino humano. Mas, quando eu, com boa vontade e alegria, seguir pelo caminho que o plano de meu Pai designou para eu seguir, então, reconhecerei que a salvação já está aqui, já foi dada a todos os meus irmãos e já é minha também.

2. Pai, é Teu caminho que escolho hoje. Escolho ir aonde ele me levar; escolho fazer aquilo que ele quer que eu faça. Teu caminho é inevitável e o fim é certo. A lembrança de Ti me espera lá. E todas as minhas tristezas terminam no Teu abraço, no abraço que Tu prometeste a Teu Filho, que pensou equivocadamente ter se perdido da proteção segura de Teus Braços amorosos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ideias básicas para mudar a percepção

Do mesmo modo como buscamos aprender a reconhecer que todos os dons que nossos irmãos possuem nos pertencem, com a ideia que praticamos ontem, a lição 316, deste dia 12 de novembro, nos dá a oportunidade de reconhecer que todas as dádivas que oferecemos a nossos irmãos também são nossas. Isso é como voltar ao reconhecimento de que "as ideias não deixam sua fonte". Ou de que "só temos, de fato, aquilo que damos". Ou ao conselho do Curso em um de seus capítulos "para ter, dá tudo a todos". Conceitos, ideias que são básicas para a mudança da percepção, a mudança necessária para se alcançar a "percepção verdadeira".

Assim, hoje, praticamos do seguinte modo:

Todas as dádivas que dou aos meus irmãos são minhas.

1. Assim como todas as dádivas que meus irmãos dão são minhas, cada dádiva que dou também me pertence. Cada uma permite que um erro passado se vá e não deixe nenhuma sombra sobre a mente santa que meu Pai ama. Sua graça me é dada em cada dádiva que um irmão recebe ao longo de todo o tempo e também além de todo o tempo. A casa de meu tesouro está cheia e anjos guardam suas portas para que nenhuma dádiva se perca e para que apenas se acrescente mais. Deixa que eu chegue aonde estão meus tesouros e entre no lugar aonde sou verdadeiramente bem-vindo e fico à vontade, entre as dádivas que Deus me dá.

2. Pai, quero aceitar Tuas dádivas hoje. Eu não as reconheço. Mas confio que Tu, Que as deu, vais prover o meio pelo qual eu possa vê-las, perceber seu valor e apreciar apenas elas como aquilo que quero.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Todas as dádivas são de Deus e de todos

Neste dia 11 de novembro, a ideia da lição 315 nos convida a reconhecer que temos todas as dádivas. É o Pai que dá todas as dádivas e não há nada que as possa retirar de nós. Como uma lição praticada anteriormente diz que tudo o que damos é a nós mesmos que damos, a lição de hoje nos presenteia com a possibilidade de aprendermos que todas as dádivas de qualquer um de nossos irmãos também são nossas. Porque todas as dádivas são de Deus e pertencem a todos.

Por isso praticamos da seguinte maneira:

Todas as dádivas que meus irmãos dão me pertencem.

1. A cada dia mil tesouros vêm a mim a todo momento que passa. Ao longo de todo o dia sou abençoado com dádivas cujo valor está muito além das coisas que eu possa imaginar. Um irmão sorri para outro e meu coração se alegra. Alguém diz uma palavra de gratidão ou misericórdia e minha mente recebe essa dádiva e a aceita como sua. E cada um que acha o caminho para Deus se torna meu salvador, indicando o caminho para mim e me dando sua convicção de que o que ele aprendeu certamente é meu também.

2. Eu te agradeço, Pai, pelas muitas dádivas que vêm a mim hoje e todos os dias de cada Filho de Deus. As dádivas de meus irmãos para mim não têm limites. Que eu possa agora lhes oferecer meus agradecimentos, para que a gratidão a eles possa me levar adiante em direção ao meu Criador e à lembrança d'Ele.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aprendendo a voltar para casa

Conforme já havia dito ontem, é sempre interessante perceber a maneira pela qual o Curso nos conduz de um jeito sutil, suave, paciente e amoroso na direção da mudança de nossa forma de pensar a respeito do mundo, que criamos e construímos a partir da ilusão fundada pelo sistema de pensamento do ego. Todas as lições vão se apresentando de um modo tão sereno e pacífico, que basta abrirmos um pequenina brecha para a luz se apresentar, convidando-nos a voltar para casa. A voltar para o lugar de onde nunca saímos, a não ser na ilusão.

É assim com a lição 314, deste dia 10 de novembro, que complementa de forma perfeita as ideias que praticamos com as três lições anteriores. A primeira delas nos dizia que julgamos todas as coisas de acordo com o que queremos que elas sejam. A segunda, que vemos todas as coisas como queremos que sejam. Isto é, ambas as ideias nos apresentam um atestado de nossa própria responsabilidade em relação a tudo o que criamos e construímos, a partir de nossas crenças. A terceira, por fim, a de ontem, nos ensinava a pedir que o Espírito Santo, Deus, deixasse vir a nós "uma nova percepção". Pois só uma nova percepção do mundo, baseada em nossa aceitação da responsabilidade total e absoluta por tudo e por todos, é que pode nos oferecer a cura, a salvação. E nos devolver à alegria e à paz completas, à Vontade de Deus para nós todos, e para cada um de nós.

A ideia para as práticas de hoje, ampliando a lição a respeito do presente, o único tempo que existe, conforme já vimos anteriormente, nos convida a buscar "um futuro diferente do passado". Ou seja, nos ensina a abandonar o passado, acreditando verdadeiramente que ele se foi e que não pode nos atingir de nenhuma forma. A não ser que, de modo equivocado, nos queiramos manter presos a ele, aprisionando tudo e todos à volta de nós em uma condição que já não existe. Para tanto, nossas práticas se fazem da seguinte forma:

Busco um futuro diferente do passado.

1. A partir da nova percepção do mundo vem um futuro muito diferente do passado. Agora, o futuro é reconhecido apenas como uma extensão do presente. Erros do passado não podem lançar sombras sobre ele, de tal modo que o medo perde seus ídolos e suas imagens e, por não ter mais forma, não tem nenhum efeito. A morte não reivindicará o futuro agora, pois a meta do futuro no presente é a vida e todos os meios necessários são oferecidos com alegria. Quem pode se lamentar e sofrer quando o presente foi libertado e estende sua segurança e sua paz a um futuro tranquilo e cheio de alegria?

2. Pai, estávamos equivocados no passado e escolhemos usar o presente para ser livres. Agora, de fato, deixamos o futuro em Tuas Mãos, abandonando nossos erros passados, e na certeza de que Tu cumprirás Tuas promessas presentes e guiarás o futuro na luz santa delas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Abrir corações e mentes à percepção verdadeira

Na busca da "percepção verdadeira", que o Curso nos oferece como meta para esta segunda parte do Livro de Exercícios, aprendemos, com as duas lições anteriores, que, diferentemente do que nos ensina o mundo da ilusão, criado a partir do sistema de pensamento do ego, só nós mesmos somos os responsáveis por aquilo que vemos e sentimos. Ou não lhes parece que é exatamente isso o que quer dizer: "julgo todas as coisas como quero que sejam" e "vejo todas as coisas como quero que sejam"?

Nas práticas da ideia da lição 313, para este dia 9 de novembro, vamos pedir a Correção do Espírito Santo e do Juízo Final, para nossa percepção, abrindo nossos corações e mentes para um novo modo de julgar, de perceber, e de ver e sentir o mundo e todas as coisas que aparentemente existem na ilusão, pois é só a ilusão que precisa de correção. Da seguinte forma:

Agora, deixa vir a mim uma nova percepção.

1. Pai, há uma visão que percebe todas as coisas como inocentes, de forma que o medo acaba e, aonde ele estava, o amor é convidado a entrar. E o amor virá sempre que for solicitado. Essa visão é Tua dádiva. Os olhos de Cristo olham para um mundo perdoado. Na visão d'Ele todos os pecados estão perdoados, porque Ele não vê nenhum pecado em nada daquilo para que olha. Permite que a percepção verdadeira d'Ele venha a mim, agora, para que eu possa despertar do sonho de pecado e olhar para a inocência dentro de mim, que Tu mantiveste inteiramente inviolada sobre o altar a Teu Filho santo, o Ser com o qual quero me identificar.

2. Olhemos uns para os outros, hoje, com a visão de Cristo. Quão belos somos! Quão santos e quão amorosos! Vem e te junta a mim hoje, irmão. Nós salvamos o mundo, quando nos unimos. Pois em nossa visão ele se torna tão santo quanto a luz em nós.

domingo, 8 de novembro de 2009

"É impossível não ver aquilo que queremos ver."

Neste dia 8 de novembro, a lição 312 nos oferece mais uma oportunidade de mudança, oferecendo mais uma ideia que pode nos ajudar a mudar nosso modo de perceber o mundo. A ideia para as nossas práticas hoje aponta o caminho que pode nos levar a alcançar a "percepção verdadeira", a atingir a meta desta segunda parte do Livro de Exercícios. Ela se apresenta da seguinte forma:

Vejo todas as coisas como quero que sejam.

1. A percepção se segue ao julgamento. Depois de julgar, vemos então aquilo que queremos ver. Pois a vista serve simplesmente para nos oferecer o que queremos. É impossível não ver aquilo que queremos ver e deixar de ver aquilo que escolhemos ver. Com quanta certeza, então, o mundo real tem de vir saudar a visão santa de qualquer pessoa que adota o objetivo do Espírito Santo como sua meta para a visão. Aí, ela não pode deixar de olhar para aquilo que Cristo quer que ela veja e de compartilhar o Amor de Cristo por aquilo que vê.

2. Eu não tenho nenhum objetivo hoje a não ser o de olhar para um mundo liberado, livre de todos os julgamentos que fiz. Pai, esta é a Tua Vontade para mim hoje e, por isso, ela também tem de ser a minha meta.