Conforme já havia dito ontem, é sempre interessante perceber a maneira pela qual o Curso nos conduz de um jeito sutil, suave, paciente e amoroso na direção da mudança de nossa forma de pensar a respeito do mundo, que criamos e construímos a partir da ilusão fundada pelo sistema de pensamento do ego. Todas as lições vão se apresentando de um modo tão sereno e pacífico, que basta abrirmos um pequenina brecha para a luz se apresentar, convidando-nos a voltar para casa. A voltar para o lugar de onde nunca saímos, a não ser na ilusão.
É assim com a lição 314, deste dia 10 de novembro, que complementa de forma perfeita as ideias que praticamos com as três lições anteriores. A primeira delas nos dizia que julgamos todas as coisas de acordo com o que queremos que elas sejam. A segunda, que vemos todas as coisas como queremos que sejam. Isto é, ambas as ideias nos apresentam um atestado de nossa própria responsabilidade em relação a tudo o que criamos e construímos, a partir de nossas crenças. A terceira, por fim, a de ontem, nos ensinava a pedir que o Espírito Santo, Deus, deixasse vir a nós "uma nova percepção". Pois só uma nova percepção do mundo, baseada em nossa aceitação da responsabilidade total e absoluta por tudo e por todos, é que pode nos oferecer a cura, a salvação. E nos devolver à alegria e à paz completas, à Vontade de Deus para nós todos, e para cada um de nós.
A ideia para as práticas de hoje, ampliando a lição a respeito do presente, o único tempo que existe, conforme já vimos anteriormente, nos convida a buscar "um futuro diferente do passado". Ou seja, nos ensina a abandonar o passado, acreditando verdadeiramente que ele se foi e que não pode nos atingir de nenhuma forma. A não ser que, de modo equivocado, nos queiramos manter presos a ele, aprisionando tudo e todos à volta de nós em uma condição que já não existe. Para tanto, nossas práticas se fazem da seguinte forma:
Busco um futuro diferente do passado.
1. A partir da nova percepção do mundo vem um futuro muito diferente do passado. Agora, o futuro é reconhecido apenas como uma extensão do presente. Erros do passado não podem lançar sombras sobre ele, de tal modo que o medo perde seus ídolos e suas imagens e, por não ter mais forma, não tem nenhum efeito. A morte não reivindicará o futuro agora, pois a meta do futuro no presente é a vida e todos os meios necessários são oferecidos com alegria. Quem pode se lamentar e sofrer quando o presente foi libertado e estende sua segurança e sua paz a um futuro tranquilo e cheio de alegria?
2.
Pai, estávamos equivocados no passado e escolhemos usar o presente para ser livres. Agora, de fato, deixamos o futuro em Tuas Mãos, abandonando nossos erros passados, e na certeza de que Tu cumprirás Tuas promessas presentes e guiarás o futuro na luz santa delas.