segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tudo aquilo que fazemos é no amor que fazemos


LIÇÃO 353

Meus olhos, minha língua, minhas mãos, meus pés têm
Uma única finalidade hoje: serem oferecidos a Cristo
Para serem usados para abençoar o mundo com milagres.

1. Pai, hoje dou tudo o que é meu a Cristo, para ser usado de qualquer maneira que sirva melhor ao objetivo que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu temos um objetivo comum. Assim, o aprendizado quase chega ao fim estabelecido para ele. Trabalho com Ele mais um instante para atender a Seu objetivo. Em seguida me abandono em minha Identidade e reconheço que Cristo não é senão o meu Ser.

*

COMENTÁRIO:

A ideia para as práticas desta segunda-feira, dia 19 de dezembro, está relacionada ao que chamamos de amor. E também está relacionada àquilo que o ensinamento chama de entrega, e que se pode considerar a única forma verdadeira de amor. Isto é, o entregar-se à vida, ao Ser, ao Espírito Santo, a Deus, é que é viver, de fato, na prática, o que sabemos e falamos do amor na teoria. 


Na verdade, como só nos movemos em Deus, mesmo não tendo consciência disso, nós nos movemos o tempo inteiro no amor, que é também o que somos em Deus, com Ele. Assim tudo o que fazemos, que se estende a partir do Ser em nós, mesmo que não estejamos consciente de que o fazemos, é no amor que fazemos. E precisamos ser gratos por isso o tempo inteiro. 


Muitas vezes não sabemos manifestar nossa gratidão e achamos que um muito obrigado é pouco e, na falta de palavras melhores, mais grandiosas e eloquentes, acabamos por não dizer nada. Porém, quando agradecemos estamos emprestando nossa bênção ao mundo, à pessoa ou pessoas a quem agradecemos. Estamos, ao mesmo tempo, reconhecendo nossa ligação com o divino, aceitando esta ligação e contribuindo para que o mundo todo apague a crença na separação.


Não estamos separados, na verdade. Nem uns dos outros e nem de Deus. As distâncias que "aparentemente" nos separam devem-se apenas a escolhas que fizemos e são só ilusórias, uma vez que como o Curso ensina a comunicação se dá sempre entre as mentes e não entre corpos. Vejam pois, abaixo, um exemplo de extensão amorosa e de comunicação perfeita na mensagem que recebi da Sandra, que mora na Indonésia, em resposta a uma das postagens da semana passada.

Bom dia Moises,

Tudo bem?

Sou Sandra e moro na Indonesia. Faco parte do grupo de estudos que a Dani fazia parte aqui.
Acompanho seu blog sempre, mas nao estou na licao do dia. Por isso acabo nao comentando nada nas licoes, por estar atrasada nas licoes.

Conversando com a Dani, ela me disse que voce esta questionando se deveria ou nao continuar os comentarios para o proximo ano.

Adoraria se voce continuasse. Seus comentarios sao de grande importancia e me ajudam muito a compreender melhor a licao do dia.

Sei que poucas pessoas comentam. Mas acredito que muitas deva ser pelo mesmo motivo que eu, por estarem fazendo a licao de outro dia.

Adoro seus posts. Na mario parte das vezes seus post sao mais importantes para mim do que a propria licao. 

Nao consegui postar no blog...acho que talvez por eu nao estar cadastrada como seguidora. Mas o farei.
Bom final de semana!

Abracos,
Sandra 

Obrigado, Sandra por se manifestar desta forma. 

Às práticas, pois.

domingo, 18 de dezembro de 2011

A alegria tem de ser o ponto de partida


LIÇÃO 352

Julgamento e amor são opostos. Todas
As tristezas do mundo vêm de um deles. Do outro,
Porém, vem a paz do Próprio Deus.

1. O perdão olha apenas para a inocência e não julga. Eu venho a Ti a partir disso. O julgamento vai colar meus olhos e me deixar cego. Mas o amor, refletido aqui no perdão, me lembrará que Tu me deste um caminho para encontrar Tua paz mais uma vez. Quando sigo por esse caminho, sou livre. Tu não me deixas sem consolo. Tenho em mim tanto a lembrança de Ti, quanto Aquele Que me leva a ela. Pai, hoje quero ouvir Tua Voz e achar Tua paz. Pois quero amar minha própria Identidade e achá-La na lembrança de Ti.

*

COMENTÁRIO:

Neste domingo, 18 de dezembro, a ideia que vamos praticar mostra claramente a diferença que há em se olhar para uma pessoa, para uma situação, para uma experiência, com o olhar amoroso do Espírito Santo e se olhar para tudo isto - ou até mesmo para o mundo inteiro, ou ainda para qualquer aspecto dele, grande ou pequeno - com os olhos julgadores do falso eu. Um destes olhares nos leva à alegria e à paz. O outro nos afasta delas. E da felicidade. 


Aqui posso repetir a pergunta que abria o comentário a esta lição no ano passado: "Se a felicidade é uma escolha, então, por que alguém escolheria outra coisa que não a felicidade?" (Jill Bolte Taylor, no livro A Cientista que Curou seu Próprio Cérebro).

A resposta a esta pergunta nos dá a dimensão do quanto estamos alienados de nós mesmos nas situações comuns, em nossas experiência diárias, nos encontros com o(s) outro(s) ao longo de nossas vidas. Pois são raros aqueles de nós que acreditam de fato que a felicidade é uma escolha. A maioria ainda acha que existe algo, alguém ou alguma coisa no mundo que pode nos dar a felicidade. Estou enganado?


No ano passado, em resposta a uma mensagem de uma moça que me perguntava que diferença o Curso havia feito em minha vida, de que forma ele tinha me encaminhado na direção da alegria ou da felicidade e da paz, disse que, na verdade, o Curso veio apenas confirmar aquilo que eu sempre soube "dentro de mim". Isto é, não há nada fora de mim que possa me fazer mais ou menos feliz ou infeliz. Tudo é escolha! E o ponto de partida tem de ser a alegria. O que vamos fazer com as situações que se apresentarem depende de nos decidirmos primeiro pela alegria, que é a Vontade de Deus para todos e cada um de nós.


Toma esta decisão é possível ver claramente, como a ideia das prática de hoje diz, que o responsável por todas as tristezas do mundo é o julgamento, porque ele nasce da crença na separação, a única crença que precisamos mudar para perceber o mundo a partir dos olhos amorosos do divino em nós. Na verdade, como o Curso ensina, esta crença é o único problema que temos de resolver.

Lembrando do que diz Jill em seu livro, muitas vezes não temos consciência de que podemos escolher e, por isso, não exercitamos esta capacidade. Ou a exercitamos de forma equivocada, julgando que não merecemos a felicidade, ou que não somos dignos de uma alegria que por vezes se nos apresenta muito maior do que aquela que esperávamos, acreditando que "tudo o que é bom dura pouco". Um dos enganos a que fomos ensinados a acreditar. Não é verdade! Tudo o que é bom dura para sempre! Aliás, a única coisa que é real e que pode durar pela eternidade é o que vem do amor. Isso nunca acaba.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A instrução que se refere à meta do ensinamento


14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nós é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

*

LIÇÃO 351

Meu irmão inocente é meu guia para a paz.
Meu irmão pecador é meu guia para a dor.
E verei aquele que eu escolher ver.

1. Quem é meu irmão a não ser Teu Filho santo? E, se eu o vir como pecador, eu me declaro um pecador, não um Filho de Deus; só e sem amigos em um mundo assustador. Porém, esta percepção é uma escolha que faço e que posso abandonar. Eu também posso ver meu irmão inocente, como Teu Filho santo. E, com esta escolha, vejo minha inocência, meu Consolador e Amigo eterno a meu lado e meu caminho seguro e desimpedido. Escolhe por mim, então, meu Pai, por meio de Tua Voz. Pois só Ele oferece juízo em Teu Nome.

*

COMENTÁRIO:

Neste sábado, dia 17 de dezembro, chegamos mais uma vez à última das instruções especiais para as práticas deste ano. A instrução [O que sou?] que vai dar unidade às lições e ideias que vamos aprender e praticar nestes próximos dez dias, antes das lições finais. Uma instrução que responde a todas as perguntas que fizemos, e continuamos a fazer, a respeito de nossa identidade. A verdadeira. Aquilo que a maior parte do tempo não podemos ver porque imersos na ilusão dos sentidos e das formas do mundo.


Há alguns dias me perguntava por que razão o Curso deixava para o final esta pergunta-instrução [O que sou?], por me parecer que ela deveria ser o ponto de partida. E ao mesmo tempo me vinha à mente que ela se refere ao objetivo central do ensinamento: o autoconhecimento. E que todas as perguntas-instruções anteriores são os passos que precisamos dar na direção desta meta. Sem eles não é possível atingirmos nosso objetivo. E é só a partir de todas as práticas anteriores que podemos vir a ser capazes de reconhecer o que, na verdade, somos.  


Esta última instrução, à qual devemos voltar nossa atenção pelo menos uma vez por dia antes da prática da ideia da lição, também esclarece de uma vez por todas o objetivo de nossa vinda ao mundo, dando-nos ciência de nosso papel de mensageiros de Deus, portadores de Sua Palavra, da Boa Nova ao Filho de Deus, a quem trazemos, enfim, a liberdade que vai lhe permitir voltar ao lar, no Coração de Deus, como eu lhes dizia também no ano passado.

Voltemos, pois, nossa atenção para a primeira ideia selecionada para as práticas com esta nova e última instrução, que, em sintonia com ela também, nos lembra de que somos nós que escolhemos a forma pela qual queremos ver o mundo, e todas as coisas do mundo e, aparentemente, no mundo. Mas, ao mesmo tempo, ela nos lembra de que é possível mudar nossas escolhas sempre que elas nos afastem da alegria, da condição natural do Ser que somos para nos mergulhar em um mundo de trevas e escuridão assustadores. 

Às práticas, pois.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Não é fácil pôr em prática o que o amor nos pede


LIÇÃO 350

Milagres refletem o Amor eterno de Deus.
Oferecê-los é lembrar d'Ele,
E salvar o mundo a partir de Sua lembrança.

1. Aquilo que perdoamos se torna uma parte de nós, do modo pelo qual nos percebemos. O Filho de Deus combina todas as coisas em si mesmo tal qual Tu o criaste. A lembrança de Ti depende do perdão dele. Aquilo que ele é é imune a seus pensamentos. Mas aquilo para que ele olha é resultado direto deles. Por isso, meu Pai, quero me voltar para Ti. Só a lembrança de Ti me libertará. E só meu perdão me ensina a deixar que a lembrança de Ti volte para mim e a dá-la ao mundo com gratidão.

2. E, quando reunirmos os milagres d'Ele, ficaremos realmente gratos. Pois, à medida que nos lembramos d'Ele, Seu Filho nos será devolvido na realidade do Amor.

*

COMENTÁRIO:

Leo Buscaglia, em seu livro intitulado Amor, diz que "viver no amor é o maior desafio da vida". Viver no amor, segundo ele, "exige mais sutileza, flexibilidade, sensibilidade, compreensão, aceitação, tolerância, conhecimento e força do que qualquer outro esforço ou emoção, pois o amor e o mundo de hoje atuam como se fossem duas grandes forças contraditórias", o que, de fato, são, se levarmos em consideração o fato de que o mundo, da forma como o vemos, é apenas uma projeção de nossos pensamentos.

A ideia que praticamos nesta sexta-feira, 16 de dezembro, diz a mesma coisa de forma muito clara ao afirmar que aquilo que somos - na verdade, no amor, em Deus - é imune ao que pensamos, mas que aquilo que vemos ou percebemos com os sentidos é resultado direto de nossos pensamentos.

Voltando a Buscaglia, vamos ouví-lo dizer que "o amor e as práticas do mundo [em que pensamos viver, e que pensamos ser] real parecem estranhos, separados". Parece haver um vão enorme entre o que o amor nos convida a fazer e aquilo que a sociedade e o mundo nos pedem que façamos. Por isso, ele diz, "não é surpreendente que tanta gente não tenha coragem de construir uma ponte sobre o vão, pois na prática, o vão parece intransponível. O homem tem, por um lado, a compreensão e o desejo de crescer no amor, mas a sociedade torna esse conhecimento difícil de ser colocado em prática".

É exatamente para este fim, o de aprendermos a construir esta ponte, que praticamos diariamente. E exercitar, aceitar e pôr em prática a orientação que a ideia de hoje nos oferece é dar mais um passo na direção da percepção verdadeira, a percepção do Espírito Santo, a percepção que vai permitir que nos salvemos - e ao mundo -, libertando-nos e libertando o mundo de todos os julgamentos, para olhá-lo apenas com os olhos amorosos de Cristo. Oferecendo-lhe apenas os milagres que queremos receber.


OBSERVAÇÃO: Este comentário, por pertinente, é o mesmo feito para esta lição no ano passado.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Libertando todas as coisas e libertando-nos delas

LIÇÃO 349

Hoje deixo a visão de Cristo olhar
Todas as coisas por mim e não as julgo, mas dou,
Em vez disso, a cada uma um milagre de amor.

1. Quero, deste modo, liberar todas as coisas que vejo e lhes dar a liberdade que busco. Pois assim obedeço à lei do amor e dou aquilo que quero achar e transformar em meu. Isso me será dado porque o escolho como  a dádiva que quero dar. Pai, Tuas dádivas são minhas. Cada uma que aceito me oferece um milagre para dar. E, ao dar da mesma forma que quero receber, aprendo que Teus milagres que curam me pertencem.

2. Nosso Pai conhece nossas necessidades. Ele nos dá a graça para satisfazer a todas elas. E, por isso, confiamos que Ele nos envie milagres para abençoar o mundo e para curar nossas mentes enquando voltamos para Ele.

*

COMENTÁRIO:

Nesta quinta-feira, 15 de dezembro, repetindo o que eu dizia lá no comentário para esta mesma lição no ano passado, vamos praticar uma ideia que nos põe em contato com o exemplo vivo de Jesus, em sua passagem por este mundo. 


Continuando a reprisar o comentário feito anteriormente, Isto significa dizer, de acordo com o livro O Evangelho Segundo Jesus, de Stephen Mitchell, que, "como todos os grandes mestres espirituais, Jesus ensinou apenas uma coisa: a presença". Tal afirmação reforça o que o UCEM nos ensina quando assegura que o único tempo que existe é o presente, o "aqui e agora".


Pois ficando atentos ao que nos diz Mitchell na sequência: "A derradeira realidade, a luminosa e compassiva inteligência do universo, não está em qualquer outro lugar, em 'céus' a anos-luz de distância. Não se manifestou mais plenamente a Abraão ou a Moisés do que se manifesta a cada um de nós, e nem tampouco estará mais presente para algum Messias no longínquo final dos tempos. Está sempre aqui e agora. É isto que a Bíblia quer dizer quando afirma que o verdadeiro nome de Deus é Eu sou".

É apenas o viver a presença, o "aqui e agora", a todo instante que pode permitir que libertemos todas as coisas, ao mesmo tempo em que nos libertamos de todas as coisas. Não as aprisionamos num nome, num conceito ou numa imagem que fizemos delas no passado, nem em imagem ou conceito que fazemos delas a partir do que ouvimos dizer a seu respeito, ou do que aprendemos sobre elas ao longo do tempo. Sabemos que não é o tempo que lhes dá significado, mas nós mesmos. É só com esta consciência que podemos olhar para tudo e para todos com a visão de Cristo, que não julga, mas oferece a cada um de nós, a todos nós e a todas as coisas, um milagre de amor permanente.

É isso que queremos, e podemos, aprender hoje de nossas práticas. Não é assim que lhes parece?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vemos as pegadas de Deus junto às nossas?

LIÇÃO 348

Não tenho nenhum motivo para raiva ou medo,
Pois Tu me envolves. E, em cada necessidade
Que percebo, Tua graça me satisfaz.

1. Pai, deixa que eu me lembre de que Tu estás aqui e de que não estou sozinho. O Amor eterno me envolve. Não tenho nenhum motivo para nada a não ser para a paz e para a alegria perfeitas que compartilho Contigo. Que necessidade tenho da raiva ou do medo? A segurança total me envolve. Posso ter medo, se Tua promessa eterna vai comigo? A inocência perfeita me envolve. O que posso temer, se Tu me criaste na santidade tão perfeita quanto Tua Própria Santidade?

2. A graça de Deus nos satisfaz em tudo o que Ele quer que façamos. E escolhemos só ela para ser nossa vontade assim como a d'Ele.

*

COMENTÁRIO:

Nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, a ideia que vamos praticar deve servir para que nos lembremos de que, como eu disse no ano passado, nenhum de nós em tempo algum tem motivos para sentir raiva ou medo, se aprender a olhar para dentro à procura da centelha divina que o move e lhe dá razão e sentido para o viver, para seu aparente estar-no-mundo.

Não estamos sozinhos e, todavia, estamos sozinhos, a se pensar que não há nada fora de nos. Entretanto, o que somos com e em Deus é tudo o que existe. E quem poderia experimentar algum tipo de solidão com a certeza de que aquilo que ele é serve para tornar o Próprio Deus completo? Lembram-se de que há um ponto do texto, em que o ensinamento nos pede, caso nos sintamos de algum modo inferiorizados, para repetirmos a seguinte frase: O Próprio Deus é incompleto sem mim. O que nos dá a verdadeira dimensão do que somos.

Lembram-se de que no ano passado chamei sua atenção para uma mensagem que circulou há muitos anos e que, se não me engano, se intitulava Pegadas, em que um homem questionava Deus pelos momentos em que aparentemente Ele o abandonara pelos caminhos do mundo e da vida, porque, ao olhar para trás, percebia nalguns pontos de sua caminhada apenas a marca de suas próprias pegadas? Vejam a mensagem abaixo, que tem a ver com a lição que praticamos hoje.



Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia
com o Senhor
e no céu passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava,
percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia:
um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida
passou diante de nós, olhei para trás,
para as pegadas na areia,
e notei que muitas vezes,
no caminho da minha vida,
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu
nos momentos mais difíceis
e angustiantes da minha vida.
Isso aborreceu-me deveras
e perguntei então ao meu Senhor:
- Senhor, tu não me disseste que,
tendo eu resolvido te seguir,
tu andarias sempre comigo,
em todo o caminho?
Contudo, notei que durante
as maiores tribulações do meu viver,
havia apenas um par de pegadas na areia.
Não compreendo por que nas horas
em que eu mais necessitava de ti,
tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho.
Jamais te deixaria nas horas
de prova e de sofrimento.
Quando viste na areia,
apenas um par de pegadas,
eram as minhas.
Foi exatamente aí,
que te carreguei nos braços.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Praticar para corrigir percepções equivocadas

LIÇÃO 347

A raiva tem de vir do julgamento. O julgamento é
A arma que quero usar contra mim mesmo
Para manter o milagre distante de mim.

1. Pai, eu quero o que vai contra minha vontade e não quero o que é minha vontade ter. Põe minha cabeça no lugar, meu Pai. Ela está doente. Mas Tu ofereces liberdade e hoje escolho reclamar Tua dádiva. E, assim, dou todo o julgamento Áquele Que Tu me deste para julgar por mim. Ele vê o que vejo e, ainda assim, Ele conhece a verdade. Ele olha para a dor e, ainda assim, compreende que ela não é real e em Sua compreensão ela é curada. Ele dá os milagres que meus sonhos querem esconder de minha consciência. Deixa que Ele julgue hoje. Eu não conheço minha vontade, mas Ele tem certeza de que ela é Tua Própria Vontade. E Ele falara por mim hoje e pedirá que Teus milagres venham a mim.

2. Ouve hoje. Fica bem quieto e ouve a Voz benigna por Deus, que te assegura que Ele te julga igual ao Filho que Ele ama.

*

COMENTÁRIO:

Vou adaptar o comentário feito a esta lição no ano passado, porque o acredito pertinente o oportuno ao momento que vivemos. Nós que compartilhamos as práticas aqui e nós que aparentemente acreditamos nos encontrar em um mundo, que vive um período de muita insegurança e incerteza. Um mundo que vive aparentemente uma crise. A ideia, pois, que vamos praticar nesta terça-feira, dia 13 de dezembro, pode ilustrar as razões pelas quais vivemos a(s) crise(s) que vivemos. E, de acordo com o que o Curso ensina, tudo o que vivemos na ilusão só é diferente na aparência, na forma. A crença subjacente a tudo é a da separação.


E separação, como todos sabem, não tem nada a ver com empatia, não é mesmo? Pois vejamos então, dois trechos de leituras que fizemos em grupo há algum tempo, e que têm tudo a ver com a ideia para as práticas de hoje e, ao mesmo tempo, tudo a ver com aquilo que chamamos de crise. E, melhor ainda, com a identificação da verdadeira causa da crise.

O primeiro deles está no início do capítulo 16, em um texto intitulado A verdadeira empatia, que merece ser lido com toda a atenção, e que diz:

A verdadeira empatia é [a] d'Aquele Que sabe o que ela é. Tu aprenderás a interpretação da empatia d'Ele se O deixares usar tua capacidade para a força, e não para a fraqueza. Ele não te abandonará, mas certifica-te de não O abandonares. A humildade é força apenas neste sentido: o de que reconhecer e aceitar o fato de que não sabes é reconhecer e aceitar o fato de que Ele, sim, sabe. Tu não tens certeza de que Ele fará a parte d'Ele, porque tu, até agora, nunca fizeste a tua completamente.

O segundo trecho está no capítulo 12. É, na verdade, apenas uma frase do VII. Olhar para dentro, que também está relacionada ao texto destacado acima. Penso que esta frase resume de certo modo tudo o que precisamos aprender para cumprir nossa função de curar, para a salvação do mundo e para a nossa própria salvação. Isto é, ela representa a vontade que precisamos aprender a manifestar.

A frase é a seguinte:

Quando quiseres só amor, não verás nada mais.

E é disto que a ideia que praticamos trata também. Pois ela trata de nos trazer à consciência o fato de que ainda fazemos coisas que contrariam nossa vontade, [por]que não sabemos, de fato, qual é ela. Porque não aceitamos por completo a ideia de que a Vontade de Deus e a nossa são a mesma. Teimamos na ideia de que podemos ter uma vontade separada da d'Ele. Que alguma coisa diferente do amor pode ter algum valor.

Ela nos revela que ainda não olhamos o suficiente para dentro para escolher ver apenas amor em todas as coisas e em todas as pessoas do mundo e no mundo. No fundo, ainda temos a impressão de que sabemos de algumas coisas e de que somos capazes de escolher o que é melhor para nós. Não sabemos, não sabemos, não sabemos!

Às práticas, pois, para corrigir esta percepção equivocada.