terça-feira, 2 de agosto de 2011

Livre é quem aprende a abrir mão do controle

LIÇÃO 214

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (194) Entrego o futuro nas Mãos de Deus.

O passado se foi; o futuro ainda não existe. Agora estou livre de ambos. Pois o que Deus dá só pode ser para o bem. E eu aceito apenas o que Ele dá como aquilo que me pertence.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

A ideia que vamos revisar nesta terça-feira, dia 2 de agosto - lembram das orientações para as práticas com ela há vinte dias? -, é um passo gigantesco na direção da salvação rápida, pois cobre uma distância tão grande que nos "coloca bem perto do Céu".

É esta a ideia que, praticada juntamente com as afirmações que unificam as práticas durante esta revisão [Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou], vai nos permitir "ultrapassar toda ansiedade, todos os abismos do inferno, todo o negror da depressão, dos pensamentos de pecado e da desolação trazida pela [crença na ideia da] culpa", que se origina da crença na separação, repetindo o que eu disse no ano passado.

O que podemos temer depois de aceitarmos esta ideia? Já não há passado e qualquer coisa que possamos esperar do futuro, que ainda não existe, está nas Mãos de Deus, porque nós entregamos o futuro a Ele. Isto não é absolutamente libertador? Salvar-se - salvar o mundo - não será apenas isto: confiar o futuro às Mãos de Deus? Abrir mão de qualquer pretensão de controle sobre qualquer coisa?

Pois de que nos valeram até agora todos os esforços - e o orgulho que os motiva - para controlar nossos próprios caminhos? Alguém, alguma vez, conseguiu, consegue, ou virá a conseguir, de fato, prever ou mudar o papel que lhe cabe no plano de Deus para a salvação do mundo, sem se render por completo a Ele?

Não é este tipo de esforço que nos desgasta, que nos apavora e que nos enche de terror ao se revelar inútil? Quanto nos debatemos e quanto ainda vamos nos debater antes de aceitar que basta nos rendermos à Vontade de Deus, que é também a nossa, para que tudo se ilumine e encha de alegria, de amor e de paz todos os caminhos que trilhamos?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Para ver o milagre que há por detrás de tudo

LIÇÃO 213

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (193) Todas as coisas são lições que Deus quer que eu aprenda.

Uma lição é um milagre que Deus me oferece em lugar de pensamentos que tive, que me ferem. O que aprendo d'Ele é o modo pelo qual me liberto. E, por isto, escolho aprender as lições d'Ele e esquecer minhas próprias lições.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Este comentário, com pequenas alterações, é o mesmo feito para esta lição no ano passado. Acho que vale a pena refletir a seu respeito novamente. O que vocês acham?

Assim como não existem acasos, conforme sabemos, também não existem coincidências. Caso contrário, a quem atribuir a responsabilidade pela experiência? Se não há nenhum mundo, a não ser o que vejo como expressão manifesta de meu mundo interior - e o de cada um individualmente - o que preciso salvar? A quem preciso salvar a não ser a mim mesmo, se acredito que alguém precisa ser salvo?

É maravilhoso praticar, e compreender bem, a ideia que revisamos nesta segunda-feira, dia 1º de agosto "na contagem milenar". Ela abre diante de nós todas as possibilidades do aprendizado da percepção verdadeira. Pois é a compreensão desta ideia que vai fundamentar e facilitar nossa aceitação da responsabilidade que nos cabe por tudo o que acontece na vida. Em nossa própria vida e na vida em geral.

Precisamos nos lembrar de que compreender é aceitar. Pois, de fato, só não aceitamos aquilo que ainda não compreendemos. E, quando nos recusamos a compreender algo, estamos apenas nos aferrando a uma ideia, a um preconceito [pré-conceito, conceito prévio ou anterior], a um julgamento que fizemos e não queremos mudar.

Assim, na verdade, a ideia das práticas de hoje é um milagre que Deus nos oferece para substituir quaisquer pensamentos que tivemos a respeito de qualquer coisa que se apresente a nós em nossa experiência. Pois permite que retiremos todo o julgamento dos fatos e das circunstâncias. Praticar esta ideia permite que olhemos para eles com um novo olhar, um olhar diferente. Um olhar que busca apreender, compreender e aceitar a lição que se apresenta daquele modo, naquele momento, seja ela qual for, seja qual for o momento.

É importante sabermos que, de acordo com o Curso, uma lição nos vai ser apresentada tantas vezes quantas forem necessárias e de tantas formas diferentes quantas forem preciso até que a aprendamos. Para, então, passarmos a uma nova lição, a um novo aprendizado. Enquanto resistirmos às lições, considerando-as acaso, coincidência, má sorte, infortúnio, desgraça, algo que não deveria ter acontecido, ou nos considerando infelizes pelas experiências que vivemos, deixamos de ver o milagre que há por trás de todos os acontecimentos de nossas vidas.

domingo, 31 de julho de 2011

Ser a manifestação do Deus Vivo no mundo

LIÇÃO 212

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (192) Tenho uma função que Deus quer que eu cumpra.

Busco a função que me libertará de todas as vãs ilusões do mundo. Só a função que Deus me dá pode oferecer liberdade. É apenas isto que busco, e só aceitarei isto como meu.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Neste domingo, dia 31 de julho, vamos revisar a ideia que tem particular importância para a re-descoberta de nosso papel na ordem das coisas, de acordo com a Vontade de Deus. Tudo o que precisamos fazer é lembrar de nossa condição de Filhos santos do Próprio Deus, conforme a ideia que praticamos ontem.

Uma passagem do livro texto nos sugere reconhecer e aceitar a ideia: "O Próprio Deus é incompleto sem mim".  Ora, esta ideia é fundamental para que recobremos o direito à herança divina que nos cabe, para que possamos ser a manifestação do Deus Vivo em nosso aparente estar-no-mundo.

E não há como não reconhecê-la se pensarmos que a ideia de Deus é uma ideia todo-abrangente. Ele só existe para mim, para nós, para quem quer que seja, quando tudo e todos começam e terminam n'Ele. Tudo se recobre de sentido no Amor que é capaz de abarcar a tudo e a todos em Si.

Assim, da mesma forma que precisamos de Deus para que nossas vidas tenham sentido, Deus precisa de todos e de cada um de nós assumindo o compromisso com a função que nos cabe para a realização de Seu plano para a salvação do mundo, para a realização de Sua Vontade de alegria e paz perfeitas e completas para cada um. E para todos nós.

sábado, 30 de julho de 2011

Para reforçar a sensação de unidade com Deus

LIÇÃO 211

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (191) Eu sou o Próprio Filho santo de Deus.

Em silêncio e em verdadeira humildade eu busco a glória de Deus, para vê-la no Filho Que Ele criou como o meu Ser.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Meu Deus, não tive jeito de programar a lição deste sábado, dia 30 de julho, ontem durante o dia e à noite nem me dei conta de que não o tinha feito. Só agora pela manhã, ao me preparar para as práticas iniciais é que fui me lembrar de não havia postado a lição.

Desculpem-me, portanto, por favor, os que acessam este espaço à procura da lição já nas primeiras horas de cada dia. Foi um lapso involuntário. Em todo o caso, vamos à lição.

A ideia que revisamos em nossas práticas de hoje é aquela que nos põe em contato como a verdade acerca de nós mesmos, a ideia que nos devolve à condição de Filhos santos do Próprio Deus, devolvendo-nos, assim, àquilo que somos na verdade.

Como eu disse no ano passado, a respeito desta lição específicamente, a repetição continuada das afirmações ou declarações que unificam este período de revisão [Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.] visa a re-criar e reforçar em nós a sensação da unidade com Deus.

Na verdade, reafirmando mais uma vez o que eu disse no ano passado, não existe nada que possa nos fazer acreditar na possibilidade de uma vida separada de Deus, a não ser na ilusão. Pois, para que tal separação pudesse, de fato, existir, teríamos de estar separados de nós mesmos. O que não é possível! O que só pode acontecer quando nos dissociamos de nós mesmos. Ou quando E isto vivemos um transe, uma aparente separação da realidade.

Para sermos o mais honestos possível para com nós mesmos, é preciso reconhecermos que, vivemos em transe a maior parte do tempo. Pois, em geral não nos damos conta de que fomos e estamos hipnotizados, acreditando viver, em um mundo que não existe, uma "realidade" que é apenas uma sugestão hipnótica, uma ilusão criada por um sistema de crenças que, aparentemente, nos afasta de nós mesmos, do que somos, e de Deus. Isto é impossível! E é exatamente para aprendermos de que forma podemos sair do transe que as práticas se fazem necessárias.

Às práticas, pois. Urgentemente!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Aprendendo a exercitar nosso direito de escolher

LIÇÃO 210

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (190) Escolho a alegria de Deus em vez da dor.

A dor é uma ideia minha. Não é um Pensamento de Deus, mas um pensamento que tive separado d'Ele e de Sua Vontade. A Vontade d'Ele é alegria e apenas alegria para Seu Filho. E é isto que escolho em lugar do que fiz.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Vamos revisar a ideia da lição 190 em nossas práticas desta sexta-feira, dia 29 de julho: Escolho a alegria de Deus em vez da dor. Esta escolha é a decisão que precisa ser feita agora, conforme disse ontem. Uma decisão que precisamos tomar e reafirmar a todo instante, minuto após minuto, hora após hora, dia após dia. Uma escolha que podemos manter simples e facilmente com as práticas diárias.

Como eu disse antes, esta é uma escolha que nos oferece uma forma simples de manter a vigilância sobre os pensamentos, pois sempre que alguma coisa que aparecer em nossa mente nos afastar da alegria vamos perceber que nos afastamos da Vontade de Deus para nós, que é também a nossa. Esta é uma escolha que nos cabe fazer por direito de filhos de Deus.

A dor, o sofrimento, a morte, a miséria, a escassez, a escuridão, a fome, a discórdia e todos os aparentes "males" do mundo são apenas efeitos de nossos pensamentos que "criam" de modo equivocado. São efeitos da crença na ideia de que é possível fazermos qualquer coisa separados de Deus.

As práticas de hoje, portanto, nos oferecem mais um instrumento para o aprendizado e a prática do "orai e vigiai" a que nos exorta o texto biblíco desde muitos anos. Se aprendermos a manter sempre uma vigilância constante sobre os pensamentos, livrando-os de qualquer sombra de medo,  já não haverá possibilidade de que eles "criem" de formas equivocadas, pois estaremos permanentemente em sintonia e em comunicação perfeita com o Pai.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

É preciso tomar a decisão agora

LIÇÃO 209

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (189) Sinto o Amor de Deus em mim agora.

O Amor de Deus é o que me criou. O Amor de Deus é tudo o que sou. O Amor de Deus demonstra que sou Seu Filho. O Amor de Deus em mim me liberta.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Penso que grande parte da ingenuidade, da espontaneidade, da alegria e do destemor da maioria das crianças muito pequenas se deve a sua quase que total dependência dos pais e à confiança que lhes dedicam, uma vez que sua razão ainda não lhes dá a capacidade de pensar lógica e racionalmente. O que vai acontecer em uns poucos anos.

A depender da forma com que forem ensinadas a se relacionar com as pessoas e coisas do mundo, elas vão continuar a desenvolver sua confiança nas pessoas a partir da confiança que devotam aos pais, ao mesmo tempo em que vão começar a ser menos dependentes deles.

É, pois, muito importante que aprendamos a confiar nas pessoas, pois é só este aprendizado que vai nos dar a confiança necessária para que nos entreguemos à vida de forma incondicional, reconhecendo, aceitando e acolhendo toda e qualquer experiência que se apresentar, porque cientes de que nós as escolhemos, mesmo quando não temos consciência do momento em que se deu a escolha e, às vezes, nem da razão ou razões por que ela foi feita.

E digo tudo isto apenas para que busquemos pôr em sintonia aquilo que trazemos de nossa experiência com a ideia que o Curso nos oferece para as práticas desta quinta-feira, dia 28 de julho.

Nada do que passou importa. E se não fomos ensinados a confiar, ou se não fomos educados de forma a ser cada vez mais livres, em harmonia com a Vontade de Deus para nós, o momento para corrigir a percepção é agora. O momento para ser livre é agora. É agora, neste momento, que podemos sentir o Amor de Deus. E não importa o que estejamos passando, se quisermos perceber alguma mudança no mundo, é agora que precisamos mudar nosso modo de olhar para ele.

Não há outro tempo a não ser o presente. Quando nos deixamos enganar por aquilo a que damos nome de passado, imaginando que, se alguma coisa lá tivesse sido diferente, a situação que vivemos hoje poderia ser diferente, estamos nos auto-enganando. Da mesma forma, quando buscamos nos convencer de que amanhã tudo vai ser diferente, porque vamos começar a fazer as coisas de forma diferente, estamos nos auto-enganando.

Basta pensarmos na terceira daquelas quatro leis espirituais que se ensina na Índia: "toda vez que você iniciar é o momento certo". Mas não dá para deixar para amanhã. É preciso tomar a decisão agora. E tomar a decisão é apenas o começo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A vida só faz cumprir seu papel

LIÇÃO 208

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (188) A paz de Deus brilha em mim agora.

Vou me aquietar e deixar que a terra se aquiete comigo. E, neste silêncio, encontraremos a paz de Deus. Ela está dentro do meu coração, que dá testemunho do Próprio Deus.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

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COMENTÁRIO:

A ideia que vamos nesta quarta-feira, dia 27 de julho, pode nos ajudar a aprender a salvação e a estendê-la ao mundo, livrando-nos de todos os equívocos e permitindo que a luz de Deus brilhe sobre cada um e sobre todos nós. Aliás, isto é o que cada uma das ideias que praticamos nesta revisão pode fazer, se aprendida, aceita e aplicada, conforme o Curso nos diz.


Para aproveitar mais uma vez o comentário feito a esta lição antes gostaria de convidá-los a pensarem de novo da frase: "A vida é muito simples." O que isto lhes diz? Parece-lhes verdade? Ou lhes parece muito simplista dizer isto assim?
 
Na verdade, a partir do que sabemos de tudo o que recebemos como legado de inúmeros mestres, a vida é de fato muito simples. Nós é que a complicamos, é o que dizem quases todos. Cada um a complica a sua maneira própria. Fazendo dela um bicho-de-sete-cabeças, damos à vida uma complexidade que ela, em absoluto, não tem, se prestarmos atenção verdadeira a suas manifestações e desdobramentos.

A vida só quer ser o que é, cumprir seu papel, e é isso o que ela faz, diferentemente da maioria de nós, que se sente paralisada com apenas a menção de que é preciso antes de tudo ser, ou de agir no mundo a partir do que se é. Afinal, alguém sabe dizer o que somos?

A vida sempre cumpre seu papel independentemente daquelas dificuldades que atribuímos a seu desdobrar-se. Não há dificuldades para ela. Tudo e todos fazem parte do que ela é. Da mesma forma que tudo e todos são partes do que somos, na verdade.

Entretanto, naquilo que nos diz respeito, as coisas são diferentes. Muitas vezes, por medo de manifestar o que somos, ou por medo de ser aquilo que acreditamos ser no mais íntimo de nós mesmos, negamos a vida em nós. Passamos a cultivar, ao mesmo tempo, um medo e um desejo mórbidos de morte em qualquer das formas que acreditamos que ela se apresente. Matamo-nos uns aos outros e a nós mesmos das mais variadas maneiras.

Em nome do orgulho, como eu disse também no ano passado, deixamos de estender a mão a quem precisa receber algum conforto de nós. Em nome do medo, deixamos de nos mostrar, defendendo-nos constante e continuamente daquilo a que chamamos de ataques, mas que não passam de pedidos de ajuda. De pedidos de atenção instando-nos a mudar nossa forma de ver o mundo, a mudar nossa maneira de criar e construir o mundo, a mudar nossa maneira de nos relacionarmos com o mundo para que ele possa experimentar a paz e a luz de Deus.

Pensemos nisso durante as práticas de hoje.