quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Aprender a liberdade para superar as limitações

LIÇÃO 250

Que eu não me veja como limitado.

1. Que hoje eu veja o Filho de Deus e testemunhe sua glória. Que eu não tente ocultar a luz sagrada nele para ver sua força diminuída e reduzida à fragilidade; nem perceba nele as falhas com as quais eu atacaria sua soberania.

2. Ele é Teu Filho, meu Pai. E hoje quero ver sua bondade em lugar de minhas ilusões. Ele é o que sou e do modo que o vejo também vejo a mim mesmo. Hoje quero ver verdadeiramente para que neste dia eu possa enfim me identificar com ele.

*

COMENTÁRIO:

Nesta quarta-feira, 7 de setembro, dia no qual, como nação, comemoramos a "independência" de Portugal, conforme comentário que fiz no ano passado, a ideia para nossas práticas dá a possibilidade de que exercitemos a ideia de nossa própria independência, a fim de abolir de nossas mentes a crença de que podemos ser de algum modo limitados. Não somos! A não ser por nossas próprias crenças, é claro. A não ser pelas sugestões equivocadas acerca de nós mesmos que aceitamos, tanto as auto-sugestões quanto as que aceitamos do(s) outro(s).

E de que forma podemos fazer isso? Aceitando como verdadeira a sugestão que a ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje. Aceitando a sugestão de ver a bondade do outro, como prática tranformadora, em lugar de vê-lo limitado e de aprisioná-lo em uma imagem qualquer que tenhamos feito dele.

Ver a "bondade" do outro em lugar de ver suas falhas é o que pode permitir que sejamos capazes de agradecer por tudo o quanto "o outro" nos faz ou nos diz, seja o que for. Por entender, como eu disse também no ano passado, que é a bondade dele, a parte divina e sagrada nele - que é também nossa - que o leva a aceitar o papel que lhe atribuímos. Seja ele o papel de carrasco, seja o de vítima. Ou outro qualquer que costumamos atribuir aos que nos rodeiam. Ou vocês nunca pensaram nisto?


E repito a pergunta que lhes fiz no comentário a esta lição no ano passado: não lhes parece que foi assim que aconteceu com Judas? Que ele, alegremente, por amor a Jesus e a seu ensinamento, aceitou o papel de traidor. Jesus sabia que ele era um de seus amados apóstolos e que só cumpria o papel que lhe fora destinado para atender à Vontade de Deus.

Mais uma vez, tivéssemos nós esta compreensão e isto faria com que percebêssemos imediatamente quão imenso é o alcance de nossos pensamentos. Isto poria por terra quaisquer crenças em limitação. Isto poria em evidência o fato de que somos o Filho de Deus. Cada um de nós e também todos os que se apresentam a nossa experiência.

Pratiquemos, pois, aprender a liberdade, a independência. E a superar toda e qualquer limitação.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Só nos falta, de fato, aquilo que não damos.

LIÇÃO 249

O perdão põe fim a todo sofrimento e a toda perda.

1. O perdão pinta um quadro de um mundo no qual o sofrimento acabou, a perda passou a ser impossível e a raiva não faz nenhum sentido. O ataque acabou e a loucura tem um fim. Que sofrimento é concebível agora? Que perda pode ser mantida? O mundo se torna um lugar de alegria, de abundância, caridade e doação infinita. Agora ele é tão parecido ao Céu que rapidamente se transforma na luz que reflete. E, deste modo, a jornada que o Filho de Deus começou termina na luz da qual ele veio.

2. Pai, queremos devolver nossas mentes a Ti. Nós as traímos, mantendo-as em um laço apertado de amargura e as amedrontamos com pensamentos de violência e de morte. Agora queremos descansar em Ti mais uma vez, assim como Tu nos criaste.

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COMENTÁRIO:

Nesta terça-feira, dia 6 de setembro, a ideia que vamos praticar nos oferece uma oração na qual manifestamos nosso desejo de devolver a Deus as nossas mentes, uma vez que não sabemos o que fazer com elas e as usamos de forma equivocada para criar experiências de dor, de sofrimento, de violência e de morte, em função de as usarmos para o julgamento de nós mesmos e de tudo e de todos no mundo.

Ora, um dos aspectos mais importantes dos exercícios diários é permitir que exercitemos a prática da compaixão para com nós mesmos. De acordo com o que diz Thomas Keating, em seu livro Invitation to Love, " muitas pessoas chegam à auto-consciência de si mesmas com baixa auto-estima e [por isso] sofrem de vários níveis de ódio a si mesmas".

Para ele, "este estado de espírito é orgulho invertido. Em lugar de buscarem auto-glofificação, essas pessoas se degradam porque não se sentem à altura da imagem de perfeição idealizada que sua auto-imagem exige. Quando deixam de atender a esse padrão impossível, o orgulho, não Deus, diz: 'Tu não vales nada!' Então, elas sentem vergonha por não estarem à altura de suas próprias expectativas elevadas que sua educação, cultura, ou impulso para superconquistas criaram".

A ideia para as práticas de hoje vem exatamente atender a esta necessidade de que olhemos com mais compaixão, não só para os que vivem perto de nós e para o mundo todo, mas igualmente para nós mesmos. Perdoando-nos por todo e qualquer equívoco, vendo-o apenas como um passo em nossa jornada, vamos poder abandonar a ideia do sofrimento como um "mal necessário" e vamos aprender que não há perda. Isto é, conforme o Curso ensina, tudo aquilo que nos falta é apenas aquilo que não estamos dando.

Às práticas, pois.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O amor infinito cria a vida e conspira a nosso favor

LIÇÃO 248

Qualquer coisa que sofra não faz parte de mim.

1. Eu rejeitei a verdade. Que eu seja agora igualmente honesto para rejeitar a falsidade. Qualquer coisa que sofra não faz parte de mim. Aquilo que se aflige não sou eu mesmo. Aquilo que sente dor é só uma ilusão em minha mente. Na realidade, aquilo que morre nunca viveu e apenas zomba da verdade acerca de mim mesmo. Agora renuncio auto-conceitos e enganos e mentiras a respeito do Filho santo de Deus. Agora estou pronto para aceitá-lo de volta como Deus o criou e como ele é.

2. Pai, meu antigo amor por Ti volta e me permite amar também Teu Filho novamente. Pai, eu sou como Tu me criaste. Agora Teu Amor, e meu próprio amor, é lembrado. Agora compreendo que eles são o mesmo.

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COMENTÁRIO:

Nesta segunda-feira, dia 5 de setembro, começamos a semana com as práticas de uma ideia que julso ser muito interessante, considerando-se a forma como o mundo nos ensina. Isto é, desde muito pequenos fomos ensinados que é preciso estudar muito, trabalhar muito, fazer muito sacrifício e suportar muito sofrimento para se chegar a algum lugar, para se obter algum sucesso na vida. Neste mundo.

E por que razão precisamos aprender isso? É, de fato, para se acreditar numa coisa dessas? E se houvesse outra forma de se chegar a algum lugar, de se alcançar o sucesso, que não envolvesse passar por qualquer tipo de sofrimento?

Lembram-se de que no ano passado, para comentar esta lição, separei algumas frases que fazem parte do repertório mais ou menos comum que recebemos de pessoas mais velhas, de professores, de pais, tios e avós, ao longo de nossa jornada pela vida?

Ei-las aqui novamente para ilustrar as "sugestões" que recebemos de forma subliminar particular e de modo coletivo como modo de nos condicionarmos a aceitar a inevitabilidade do sofrimento: "O sofrimento é um mal necessário.", "Pau que nasce torto não tem jeito, morre torto.", "No pain, no gain.", que poderia ser traduzida como "Sem dor, não há crescimento."

No entanto, bem de acordo com o que nos ensina o Curso, e lembrando-nos de que "hipnose é sugestão aceita" ou "... é repetição, repetição, repetição", o que vocês acham que as frases que selecionei acima e outras, que ouvimos à exaustão, fazem com nossa mente? Ou o que vocês pensam que os publicitários têm em mente quanto produzem suas propagandas e as repetem milhares e milhares de vezes, repetindo a pergunta que fiz também no ano passado?

Porém, eis que uma amiga em uma postagem no facebook traz o seguinte: "a única maneira de fluir com a vida, sem criar tensão, dores e sofrimentos (desnecessários), é aceitar tudo o que a vida nos dá, com profunda gratidão, pois tudo é como deve ser! Esta atitude, por si só, elimina qualquer sofrimento ou decepção..." Isto é estar inteiro e ter fé no amor infinito que cria a vida e que sempre conspira a nosso favor!

Assim, podemos aprender que tudo aquilo que sofre é apenas parte da ilusão do falso eu, o ego, com quem nos identificamos, mas que não é o que somos de verdade.



domingo, 4 de setembro de 2011

Tudo que não é amor é um pedido de amor - 2

LIÇÃO 247

Sem perdão ainda serei cego.

1. O pecado é o símbolo do ataque. Vê-o em qualquer lugar e eu sofrerei. Pois o perdão é o único meio pelo qual a visão de Cristo vem a mim. Que eu aceite como a pura verdade o que a visão d'Ele me mostra e fique completamente curado. Irmão, vem a mim e deixa eu olhar para ti. Tua beleza reflete a minha. Tua inocência é minha. Tu estás perdoado e eu continuo contigo.

2. Hoje quero olhar para todos deste modo. Meus irmãos são Teus Filhos. Tua Paternidade os criou e os deu todos a mim como parte de Ti e também de meu próprio Ser. Hoje louvo a Ti por meio deles e, deste modo, espero reconhecer meu Ser neste dia.

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COMENTÁRIO:

Dada a importância do conceito a que se refere o título que dou a esta lição, que é uma repetição do título dado a este mesmo exercício no ano passado, vou reforçar, neste domingo, dia 4 de setembro, aquilo que disse então. Ou seja, que a ideia que praticamos estende e complementa os exercícios de perdão que precisamos fazer para começar a caminhada na direção do conhecimento do divino em nós, que é o auto-conhecimento e o conhecimento de Deus, conforme as ideias de nossas práticas nas lições 243 e a de ontem.

É preciso que tenhamos cada vez mais presente em nós, de nosso aprendizado com o Curso, aquilo que o livro texto nos diz a respeito do que verdadeiramente é o ataque, quando não o vemos a partir do filtro da percepção dos sentidos, mas a partir do olhar amoroso do espírito em nós. Isto é, todo ataque não é nada mais do que um pedido de ajuda e, o que é, em última instância, um pedido de amor.

Precisamos nos lembrar continuamente de que, de acordo com este ensinamento, para o Espírito Santo, tudo o que não é amor é apenas um pedido de amor. Por isso, sempre, em qualquer situação ou circunstância, com relação a qualquer pessoa, temos de nos lembrar de tomar a decisão em favor de sua inocência, faça ela o que fizer, diga ela o que disser. Pois ao condená-la, seja da forma que for, tudo o que fazemos é apenas condenar a nós mesmos.

Ou, repetindo aquilo que o Curso nos diz em seu décimo quarto capítulo: "Não peças para ser perdoado, pois isto já se realizou. Pede, em lugar disto, para aprenderes como perdoar e devolver o que sempre existiu em tua mente sem perdão".

sábado, 3 de setembro de 2011

Tudo e todos são manifestações do mesmo divino


LIÇÃO 246

Amar meu Pai é amar Seu Filho.

1. Que eu não pense que posso achar o caminho para Deus, se tiver ódio em meu coração. Que eu não tente ferir o Filho de Deus e pensar que posso conhecer meu Pai ou meu Ser. Que eu não deixe de me reconhecer e ainda acredite que minha consciência pode conter meu Pai ou que minha mente pode compreender todo o amor que meu Pai sente por mim e todo o amor que retribuo a Ele.

2. Aceitarei o caminho que Tu escolheres para chegar a Ti, meu Pai. Pois nisso serei bem-sucedido, porque é Tua Vontade. E quero reconhecer que aquilo que Tu queres é também o que quero, e só isso. E, por isso, escolho amar Teu Filho. Amém.

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COMENTÁRIO:

A ideia que vamos praticar neste sábado, dia 03 de setembro, nos propõe uma reflexão a respeito da necessidade de amarmos todos os filhos de Deus, e a criação toda, para podermos dizer, verdadeiramente, que O amamos.

Se vocês estiverem atentos, vão lembrar que, como lhes disse também no ano passado, o Curso nos fala que todo seu ensinamento se destina a nos fazer entender que existe apenas uma escolha e que nem mesmo esta é, de fato, uma escolha. Pois, deixados a nós mesmos no equívoco daquilo que pensamos ser, não saberíamos escolher. Daí o ensinamento nos orientar na direção do entendimento de que a Vontade de Deus e a nossa são uma só e a mesma.

A partir deste entendimento, deve ficar clara a razão pela qual o Curso nos diz que não precisamos fazer nada. Na verdade, é necessário apenas que achemos em nós mesmos a disposição para deixar tudo a cargo do Espírito Santo, a cargo do divino em nós. O que não significa dizer que estamos todos pré-destinados, que não temos nenhuma liberdade, que o livre-arbítrio, de fato, não existe.

Ora, isso tudo é apenas argumentação inútil do ego, do falso eu com que nos identificamos neste mundo, que esperneia quando é contrariado, ou sempre que as coisas fogem a seu controle. Como se, de verdade, ele pudesse ter algum controle sobre alguma coisa. Lembrem-se, por favor, de que Jung disse que livre-arbítrio é apenas aprender a fazer com alegria aquilo que precisamos fazer.

Assim, a ideia que praticamos hoje serve para nos lembrar de que o amor de Deus é incondicional e todo-abrangente. Nada fica fora. Tudo e todos são objetos de Seu amor. É assim que precisamos aprender a amar. Incluindo tudo e todas as pessoas em nosso abraço amoroso, pois tudo e todos são apenas aspectos de nós mesmos, manifestados para que vejamos aquilo que não podemos ver olhando apenas para nós mesmos. Tudo e todos são manifestações particulares do divino. O mesmo divino que habita em nós e dá sentido àquilo que somos.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Para manter a mente quieta e o coração tranquilo

LIÇÃO 245

Tua paz está comigo, Pai. Estou seguro.

1. Tua paz me envolve, Pai. Aonde eu for, Tua paz vai comigo. Ela derrama sua luz sobre todos que encontro. Eu a levo aos abandonados e aos que sentem medo. Eu ofereço Tua paz àqueles que sentem dor, ou que se afligem pela perda, ou que pensam estar privados de esperança e de felicidade. Envia-os a mim, meu Pai. Deixa-me carregar Tua paz comigo. Pois quero salvar Teu Filho, como é Tua Vontade, para poder chegar a reconhecer meu Ser.

2. E então vamos em paz. Damos ao mundo inteiro a mensagem que recebemos. E, deste modo, vimos para escutar a Voz por Deus, Que nos fala enquanto anunciamos a Palavra d'Ele, Cujo Amor reconhecemos porque compartilhamos a Palavra que Ele nos dá.

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COMENTÁRIO:

Nesta sexta-feira, dia 2 de setembro, eu lhes proponhe que tratemos, conforme comentário do ano passado, de tentar aproveitar a ideia das práticas para buscar compreender bem "o instante santo" e também para aprender a exercitá-lo. Exercitar o instante santo é pôr em prática aquilo que o ensinamento chama de "comunicação perfeita". O tipo de comunicação que só pode acontecer quando estamos conscientes da presença divina em nós, conscientes da paz de Deus a nos envolver e nos sabemos em segurança, onde quer que estejamos, conforme a ideia que praticamos.

Reprisando em parte o comentário de 2010, voltemo-nos mais uma vez para a forma pela qual livro texto se refere a isto, isto é, ao instante santo e à comunicação perfeita:

A razão pela qual este curso é simples é que a verdade é simples. A complexidade é do ego e não é nada mais do que a tentativa do ego de esconder o óbvio. Tu poderias viver para sempre no instante santo, começando agora e alcançando a eternidade, não fosse por uma razão muito simples. Não escondas a simplicidade desta razão, pois, se o fizeres, será apenas porque preferes não reconhecê-la e não abandoná-la. A razão simples, declarada de forma clara, é esta: o instante santo é um momento no qual recebes e ofereces a comunicação perfeita. Isto significa que, não importa o que aconteça, ele é um instante em que tua mente está aberta, tanto para receber quanto para dar. Ele é o reconhecimento de que todas as mentes estão em comunicação. Por esta razão ele não busca mudar nada, mas simplesmente aceitar tudo.

Repetindo a pergunta anterior: simples, não? Na verdade, o Curso se afirma simples mais de uma vez ao longo do texto. O que não devemos confundir com fácil, no entanto. Pois neste mundo de complexidades que criamos e construímos individual e conjuntamente, uma das maiores dificuldades que encontramos é exatamente lidar com "o simples". Acostumados que estamos a inumeráveis análises lógico-racionais, aventando hipóteses e mais hipóteses baseadas no "e se...".

No entanto, pergunto novamente, quem quereria trocar a paz de Deus e a segurança que Seu Amor oferece por uma complexidade que não pode senão esconder aquilo que Deus, na verdade, quer para nós: alegria, paz e felicidade perfeitas? Quem de nós, em sã consciência, tendo experimentado a "comunicação perfeita" preferiria trocá-la por um mundo de imperfeições, julgamentos, medos e culpas?

E repetindo a citação daquela música antiga, mas não tanto: "tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo". Como eu já disse inúmeras vezes, é para aprender a chegar a isto que praticamos diariamente. Pois, em paz na certeza de que vivemos na segurança de Deus, não há nada que não possamos fazer. Talvez sejamos capazes, inclusive, em algum momento, ao experimentarmos um "instante santo", de compreender o que o ensinamento propõe quando diz: "tu não precisas fazer nada".

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Se eu fosse eu, o mundo seria o que é?

LIÇÃO 244

Eu não corro perigo em nenhum lugar do mundo.

1. Teu Filho está seguro em qualquer lugar que esteja, porque Tu estás lá com ele. Ele só precisa chamar Teu Nome e se lembrará de sua segurança e de Teu Amor, pois são uma coisa só. Como ele pode ter medo ou duvidar ou deixar de saber que não pode sofrer, ficar em perigo ou experimentar a infelicidade, quanto pertence a Ti, amado e amoroso, na segurança de Teu abraço Paterno?

2. E, na verdade, é aí que estamos. Nenhuma tempestade pode alcançar o abrigo bendido de nosso lar. Estamos seguros em Deus. Pois o que pode vir a ameaçar o Próprio Deus ou amedrontar aquilo que será uma parte d'Ele para sempre?

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COMENTÁRIO:

A ideia para as práticas de hoje, quinta-feira, 1º de setembro, complementa e expande a ideia que utilizamos no sábado: O medo não se justifica de nenhuma forma [lição 240]. Ela nos convida a darmos um mergulho no interior de nós mesmos para buscar trazer à tona aquilo que ainda nos assusta, aquilo que, por alguma razão, reprimimos e que, agora, nos impede de viver a liberdade, a alegria e a paz completas que Deus quer para nós.

É preciso que nos conscientizemos de que mesmo aí, no ponto mais profundo de nossas mentes, não corremos perigo. Não há nada em nós mesmos e em nenhum lugar do mundo que ofereça riscos àquilo que somos em Deus, com Ele. E só podemos ser n'Ele, com Ele. Pois fora d'Ele não há nada. Assim como não há nada fora de nós, conforme o Curso nos ensina.

Nem mesmo este mundo em que aparentemente vivemos, e que se apresenta, por vezes, tão cheio de riscos, tão imperfeito e caótico, pode oferecer nenhum perigo, pois ele não passa de sonho. Um sonho que sonhamos, pensando estar acordados, diferente daquele que sonhamos quando estamos dormindo, mas, de qualquer modo um sonho. Ou há alguém que acredite que alguma coisa daquilo que lhe mostra sua percepção é duradoura e vai se estender até a eternidade?

Se pusermos um pouco de nossa atenção naquilo que pensamos, vamos perceber que não temos medo de nada daquilo que acontece em nossos sonhos dormindo, mesmo quando o que acontece se apresenta de forma terrível e assustadora. E por que não temos medo, então? Simplesmente porque, em algum ponto de nós, sabemos que tudo o que estamos vivendo faz parte de um sonho e que logo vamos acordar em nosso quarto, em nossa cama, seguros e protegidos.

Porém, pondo ainda mais atenção a nossos pensamentos, que se multiplicam de forma vertiginosa a todo momento, mudando e mudando, e mudando... Passando de um ponto a outro, de um assunto a outro, de uma questão a outra, de uma pessoa a outra, de uma visão a outra, de um modo de perceber a outro. Detendo-se, às vezes, em um julgamento de nós mesmos que nos deprime e nos afasta da alegria. Tira a nossa paz. Para, em seguida, alegrar-se com uma bobagem qualquer, com uma piada qualquer, com um dito espirituoso de alguém.

Lembram-se da crônica de Clarice Lispector de que falei algumas vezes já aqui? "Se eu fosse eu..." É para se pensar, será que se eu fosse eu, o mundo seria o que é? [Para quem não conhece a crônica, ela está no seguinte endereço: http://cirandadeestorias.blogspot.com/ e foi publicada em 25 de maio de 2009.]

Às práticas, pois. Para descobrir!