segunda-feira, 8 de março de 2010

A verdade a respeito de nós mesmos

LIÇÃO 67

O amor me criou igual a si mesmo.

1. A ideia de hoje é uma afirmação perfeita e correta do que tu és. É por isto que tu és a luz do mundo. É por isto que Deus te designou como o salvador do mundo. É por isto que o Filho de Deus confia em ti para a sua salvação. Ele é salvo por aquilo que tu és. Hoje faremos todos os esforços para alcançar esta verdade acerca de ti, e para perceber de modo inteiramente claro, ainda que por apenas um instante, que ela é a verdade.

2. No período de prática mais longo, refletiremos a respeito de tua realidade e de sua natureza totalmente inalterada e inalterável. Começaremos com a repetição desta verdade acerca de ti e, em seguida, passaremos alguns minutos acrescentando algumas ideias afins, tais como:

A santidade me criou santo.
A benignidade me criou benigno.
A utilidade me criou capaz de servir.
A perfeição me criou perfeito.

Qualquer característica que esteja de acordo com Deus tal como Ele Se define é adequada ao uso. Estamos tentando, hoje, desfazer tua definição de Deus e substituí-la pela d'Ele Próprio.

3. Depois de passares por vários destes pensamentos afins, tenta desistir de todos os pensamentos por um breve intervalo preparatório e, em seguida, tenta alcançar a verdade em ti, depois de todas as tuas imagens e preconceitos a teu próprio respeito. Se o amor te criou igual a si mesmo, este Ser tem de estar em ti. E, em algum lugar em tua mente, Ele existe para que O aches.

4. Podes achar necessário repetir a ideia para hoje de vez em quando para substituir pensamentos que distraiam. Também podes achar que isto não é suficiente e que precisas continuar acrescentando outros pensamentos relacionados à verdade a teu respeito. No entanto, talvez sejas bem-sucedido em ir além disso e a atravessar o intervalo da negligência até a consciência de uma luz resplandecente na qual te reconheces tal qual o amor te criou. Confia que hoje farás muito para trazer essa consciência para mais perto, quer sintas que foste bem-sucedido quer não.

5. Será particularmente proveitoso hoje praticar a ideia para o dia tantas vezes quantas puderes. Precisas ouvir a verdade acerca de ti mesmo tão frequentemente quanto possível, porque tua mente está muito distraída com auto-imagens falsas. Seria muito benéfico te lembrares de que o amor te criou igual a si mesmo quatro ou cinco vezes por hora e talvez até mais do que isso. Ouve a verdade a teu próprio respeito nisto.

6. Tenta perceber claramente, nos períodos de prática mais breves, que não é tua voz pequenina e solitária que te diz isto. Esta é a Voz por Deus, lembrando-te de teu Pai e de teu Ser. Esta é a Voz da verdade substituindo tudo o que o ego te diz a teu próprio respeito com a simples verdade a respeito do Filho de Deus. Tu foste criado pelo amor igual a ele mesmo.

*

COMENTÁRIO:

Mais uma vez, neste dia 8 de março, a Voz por Deus vem nos dizer a verdade a respeito daquilo que somos. Ela nos diz para deixarmos de dar ouvidos a tudo aquilo que o ego tenta nos ensinar, porque tudo o que ele tem a nos oferecer são apenas ilusões.

A lição deste dia nos convida a assumirmos como nossas todas as características verdadeiras de Deus, para aprendermos as razões pelas quais podemos, de fato, ser a luz do mundo. Todos os motivos para acreditarmos que podemos ser, como na verdade somos, os salvadores do mundo.

As práticas de hoje, por isso, são de extrema importância para que aprendamos a limpar os falsos registros que o tempo, instrumento de aprendizado de que se vale o ego, fez acumular em nossa mente, substituindo-os pela verdade a nosso próprio respeito, que é intemporal e não está sujeita às crenças falsas do ego.

*

Presto aqui também uma homenagem especial a todas as mulheres neste seu Dia Internacional, desejando que todas consigam, neste dia e em todos os dias que restam desta sua experiência de mundo, experimentar a verdade acerca de si mesmas, descobrindo, a partir das práticas do dia, o divino em si ao descobrirem que o amor também as criou iguais a si mesmo.
Parabéns!

domingo, 7 de março de 2010

Para se fazer a única escolha possível

LIÇÃO 66

Minha felicidade e minha função são a mesma coisa.

1. Tu certamente percebeste ao longo de todas as nossas lições recentes uma ênfase na ligação entre o cumprimento de tua função e a conquista da felicidade. Isto é porque tu não vês realmente a ligação. No entanto, há mais do que apenas uma ligação entre elas; elas são a mesma coisa. Suas formas são diferentes, mas seu conteúdo é perfeitamente igual.

2.O ego trava uma batalha permanente com o Espírito Santo acerca da questão fundamental do que é tua função. Ele também trava uma batalha constante com o Espírito Santo a respeito do que é tua felicidade. Não é uma batalha com dois lados. O ego ataca e o Espírito Santo não reage. Ele sabe qual é tua função. Ele sabe que ela é tua felicidade.

3. Hoje tentaremos ir além desta batalha totalmente sem sentido para chegar à verdade a respeito de tua função. Não nos ocuparemos de discussões inúteis acerca do que ela é. Não ficaremos, de modo incorrigível, envolvidos na definição de felicidade e em estabelecer o meio para alcançá-la. Não vamos favorecer o ego dando ouvidos a seus ataques à verdade. Vamos simplesmente ficar alegres por poder descobrir o que a verdade é.

4. Nosso período de prática mais longo hoje tem por finalidade tua aceitação do fato de que não apenas existe uma ligação muito verdadeira entre a função que Deus te deu e a tua felicidade, mas que elas são, na verdade, idênticas. Deus só te dá felicidade. Por isso, a função que Ele te deu tem de ser a felicidade, mesmo que pareça ser diferente. Os exercícios de hoje são uma tentativa de ir além dessas diferenças de aparência e reconhecer um conteúdo universal onde, na verdade, ele existe.

5. Começa o período de prática com dez a quinze minutos pela revisão destas ideias:

Deus só me dá felicidade.
Ele me dá minha função.
Por isso, minha função tem de ser a felicidade.

Tenta perceber a lógica desta sequência, mesmo que ainda não aceites a conclusão. A conclusão só poderia ser falsa se as duas primeiras ideias estivessem erradas. Vamos pensar, então, a respeito das premissas por um momento enquanto praticamos.

6. A primeira premissa é a de que Deus só te da felicidade. Isto poderia ser falso, é claro, mas para ser falso é necessário definir Deus como algo que Ele não é. O amor não pode dar o mal e o que não é felicidade é mau. Deus não pode dar o que Ele não tem e Ele não pode ter o que Ele não é. A menos que Deus só te dê felicidade, Ele tem de ser mau. E é nesta definição d'Ele que acreditas, se não aceitas a primeira premissa.

7. A segunda premissa é a de que Deus te dá tua função. Vimos que só existem duas partes na tua mente. Uma é governada pelo ego e é feita de ilusões. A outra é o lar do Espírito Santo, onde a verdade habita. Não existe nenhum guia diferente entre os quais escolher a não ser estes, e nenhum resultado diferente possível como consequência de tua escolha, a não ser o medo que o ego sempre gera, ou o amor que o Espírito Santo sempre oferece para substituir o medo.

8. Deste modo, tua função só pode ser: ou estabelecida por Deus, por meio de Sua Voz, ou feita pelo ego, que fizeste para substituí-Lo. Qual é a verdadeira? A menos que Deus tenha te dado tua função, ela tem de ser a dádiva do ego. O ego, sendo ele mesmo uma ilusão e só oferecendo a ilusão de dádivas, tem realmente dádivas a oferecer?

9. Pensa a respeito disto durante o período de prática mais longo hoje. Pensa também a respeito das muitas formas que a ilusão de tua função toma em tua mente, e nas muitas maneiras pelas quais tentaste achar a salvação sob a orientação do ego. Tu a achaste? Foste feliz? Elas te trouxeram paz? Precisamos de muita honestidade hoje. Lembra-te dos resultados de modo imparcial e pensa também se alguma vez foi racional esperar a felicidade de qualquer coisa que o ego já propôs. Não obstante, o ego é a única alternativa à Voz do Espírito Santo.

10. Tu escutarás a loucura ou ouvirás a verdade. Tenta fazer esta escolha enquanto pensas a respeito das premissas sobre as quais nossa conclusão se baseia. Nós podemos compartilhar esta conclusão, mas nenhuma outra. Pois o Próprio Deus a compartilha conosco. A ideia de hoje é outro passo gigantesco na percepção do mesmo como o mesmo e do diferente como diferente. De um lado ficam todas as ilusões. Toda a verdade fica do outro. Vamos tentar perceber de modo claro hoje que só a verdade é verdadeira.

11. Nos períodos de prática mais breves, que seriam muito proveitosos hoje se fossem feitos duas vezes por hora, sugere-se esta forma de aplicação:

Minha felicidade e minha função são a mesma coisa,
porque Deus me dá ambas.

Não levarás mais do que um minuto, e provavelmente menos, para repetir estas palavras lentamente e pensar a respeito delas por um instante enquanto as dizes.

*

COMENTÁRIO:

A ideia que vamos praticar neste dia 7 de março me lembrou de algo que Jung disse a respeito do livre arbítrio. Disse ele que "livre arbítrio é a capacidade de fazer com alegria aquilo que eu devo fazer". E é exatamente disto, me parece, que trata a ideia desta lição. Ou já não nos apercebemos muitas vezes que quando estamos fazendo aquilo que devemos fazer, aquilo que nos deixa à vontade com nós mesmos e com todo o universo, sentimos uma felicidade praticamente indizível, indefinível?

Isto é entrar em contato com nossa função verdadeira, pois só ela pode nos dar a felicidade e a alegria que são nosso estado natural de Filhos de Deus. Também podemos nos dar ao trabalho de observar como nos sentimos deslocados e infelizes quando, atendendo aos apelos do ego ou reagindo de acordo com sua orientação, nos envolvemos com algo que, definitivamente, não tem nada a ver com o que somos [nossa função] ou com o que, de fato, queremos.

As práticas da ideia para hoje têm o poder de nos devolver ao caminho certo, porque nos apontam a única escolha possível, uma vez que todos nos aspiramos alcançar a felicidade.

sábado, 6 de março de 2010

Para dar sentido à vida e ao viver

LIÇÃO 65

Minha única função é a que Deus me deu.

1. A ideia para hoje reafirma teu compromisso com a salvação. Ela também te lembra de que não tens nenhuma função diferente desta. Estes dois pensamentos são obviamente necessários para um compromisso total. A salvação não pode ser o único objetivo que manténs, enquanto ainda nutrires outros. A completa aceitação da salvação como tua única função envolve necessariamente duas fases; o reconhecimento da salvação como tua única função e o abandono de todas as outras metas que inventas para ti mesmo.

2. Esta é a única maneira pela qual podes assumir teu lugar legítimo entre os salvadores do mundo. Esta é a única maneira a partir da qual podes dizer com propriedade: "Minha única função é a que Deus me deu". Esta é a única maneira pela qual podes achar a paz de espírito.

3. Hoje, e nos próximos dias, reserva de dez a quinze minutos para um período de prática mais longo, no qual tentas compreender e aceitar o que a ideia para o dia, de fato, significa. A ideia de hoje te oferece saída para tudo o que consideras serem tuas dificuldades. Ela coloca em tuas próprias mãos a chave da porta para a felicidade, que fechas para ti mesmo. Ela te dá a resposta para toda busca que fazes desde que o tempo teve início.

4. Tenta, se possível, empreender os períodos prolongados de prática diária mais ou menos no mesmo horário a cada dia. Tenta também definir este horário com antecedência e, então, ser tão fiel a ele quanto possível. O objetivo disto é organizar teu dia de forma que reserves tempo para Deus tanto quanto para os objetivos e metas corriqueiros que buscarás. Isto é parte do treinamento disciplinar de longo alcance de que tua mente necessita, a fim de que o Espírito Santo possa usá-la de modo coerente para o objetivo que Ele compartilha contigo.

5. Nos períodos de prática mais longos, começa pela revisão da ideia para o dia. Em seguida, fecha os olhos, repete a ideia para ti mesmo mais uma vez e observa a tua mente com bastante cuidado para captar quaisquer pensamentos que passem por ela. Em primeiro lugar, não faças nenhuma tentativa de te concentrares apenas nos pensamentos afins à ideia para o dia. Em lugar disso, tenta descobrir cada pensamento que surgir para se opor a ela. Observa cada um enquanto ele chega a ti, com o menor envolvimento ou interesse possível, descartando-os um a um, ao dizeres a ti mesmo:

Este pensamento reflete uma meta que
me impede de aceitar minha única função.

6. Depois de algum tempo, será mais difícil achar pensamentos de intromissão. Experimenta, porém, continuar por cerca de um minuto mais, para tentar captar alguns dos pensamentos vãos que escaparam a tua atenção antes, mas não te canses nem recorras a um esforço indevido para fazê-lo. Em seguida, dize a ti mesmo:

Que minha função verdadeira seja escrita
para mim neste espaço em branco.

Não é necessário que uses exatamente estas palavras, mas tenta obter a sensação de estar disposto a deixar que tuas ilusões de metas sejam substituídas pela verdade.

7. Finalmente, repete a ideia para hoje mais uma vez e dedica o tempo restante do período de prática a tentar concentrar tua atenção na importância dela para ti, no alívio que sua aceitação te trará ao resolver teus conflitos de uma vez por todas, e no quanto queres realmente a salvação apesar de tuas próprias ideias tolas em contrário.

8. Nos períodos de práticas mais breves, que devem ser empreendidos ao menos uma vez por hora, utiliza esta forma para a aplicação da ideia de hoje:

Minha função é a que Deus me deu.
Eu não quero e não tenho nenhuma outra.

Fecha os olhos algumas vezes ao praticar isto e outras mantém-nos abertos e olha a tua volta. É o que vês que mudará por completo quando aceitares inteiramente a ideia de hoje.

*

COMENTÁRIO:

O fato de nos deixarmos envolver tão completamente pelas coisas do mundo, criado a partir das ilusões do ego, nos põe a maior parte do tempo inconscientes do sentido da vida, da razão pela qual estamos aqui. Muitos de nós passam sua vida inteira à procura deste sentido, sem, aparentemente, encontrá-lo. Outros o encontram apenas nos instantes finais de sua passagem por este mundo. Depois de terem passado por um sem número de experiências que consideraram desagradáveis, desgastantes e frustrantes, muitas vezes.

A lição deste dia 6 de março nos oferece a oportunidade de mudar este panorama e de criar uma perspectiva diferente para nosso estar-no-mundo. Ela nos oferece a chance de dar sentido à vida que vivemos aqui. Ela nos oferece brilho e cor para as experiências por que passamos, estamos passando e vamos passar ao longo de nossos dias. Tudo isso simplesmente a partir da aceitação da ideia verdadeira segundo a qual nossa única função é aquela que recebemos de Deus. Isto tem o poder de transformar nossa vida, dando-lhe novo significado, enchendo-a de alegria e de paz. Pois que outras sensações podem advir da certeza de que estamos cumprindo a função que Deus nos deu?

Às práticas, pois. Não podemos perder tempo com ilusões.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Aprender a escolher a felicidade

LIÇÃO 64

Que eu não me esqueça de minha função.

1. A ideia de hoje é apenas outra maneira de dizer: "Não me deixes cair em tentação". A finalidade do mundo que vês é a de ocultar tua função de perdão e a de te oferecer uma justificativa para esquecê-la. É a tentação de abandonar a Deus e a Seu Filho assumindo uma aparência física. É para isto que os olhos do corpo olham.

2. Nada daquilo que os olhos do corpo parecem ver pode ser qualquer coisa que não uma forma de tentação, uma vez que este foi o objetivo do corpo em si mesmo. No entanto, aprendemos que o Espírito Santo tem outra aplicação para as ilusões que fazes e que, por esta razão, Ele vê outro objetivo nelas. Para o Espírito Santo, o mundo é um lugar aonde tu aprendes a te perdoar por aquilo em que pensas como sendo teus pecados. Sob este ponto de vista, a aparência física da tentação vem a ser o reconhecimento espiritual da salvação.

3. Para rever nossas últimas lições, tua função aqui é a de ser a luz do mundo, um papel que te foi dado por Deus. É apenas a arrogância do ego que te leva a questionar isto e apenas o medo do ego que te induz a te considerares indigno da tarefa que te foi designada pelo Próprio Deus. A salvação do mundo aguarda teu perdão, porque por meio dele o Filho de Deus escapa, de fato, de todas as ilusões e, assim, de todas as tentações. Tu és o Filho de Deus.

4. Só pela realização da função que Deus te deu serás feliz. Isto porque tua função é ser feliz pela aplicação do meio pelo qual a felicidade se torna inevitável. Não existe nenhuma outra forma. Por isto, cada vez que escolhes entre realizar ou não tua função, na verdade, escolhes entre ser feliz ou não.

5. Lembremo-nos disto hoje. Lembremo-nos disto pela manhã e novamente à noite, e ao longo do dia também. Prepara-te com antecedência para todas as decisões que tomarás, lembrando-te de que elas são, de fato, muito simples. Cada uma delas vai conduzir à felicidade ou à infelicidade. Pode realmente ser difícil tomar uma decisão tão simples? Não deixes que a forma da decisão te engane. A complexidade da forma não pressupõe a complexidade do conteúdo. É impossível que qualquer decisão sobre a terra possa ter um conteúdo diferente desta simples escolha. Esta é a única escolha que o Espírito Santo vê. Por isto, ela é a única escolha que existe.

6. Pratiquemos hoje, então, com estas ideias:

Que eu não me esqueça de minha função.
Que eu não tente substituir a de Deus pela minha.
Que eu perdoe e seja feliz.

Pelo menos uma vez hoje, dedica de dez a quinze minutos para refletir a respeito disto de olhos fechados. Pensamentos afins virão te ajudar, se te lembrares da importância vital de tua função para ti e para o mundo.

7. Nas aplicações frequentes da ideia de hoje ao longo do dia, dedica vários minutos a revisar estes pensamentos e, então, a pensar neles e em mais nada. Isto será difícil, particularmente no início, uma vez que não és perito na disciplina mental que isto exige. Podes precisar repetir: "Que eu não me esqueça de minha função" com frequência para ajudar a te concentrares.

8. Pede-se duas formas de prática nos períodos mais breves. Às vezes, faze os exercícios de olhos fechados, tentando te concentrar nos pensamentos que estás usando. Outras, mantém os olhos abertos depois de revisar os pensamentos e, em seguida, olha devagar e aleatoriamente a tua volta dizendo a ti mesmo:

Este é o mundo que tenho por função salvar.

*

COMENTÁRIO:

Volto à forma anterior de postagem, em atenção às manifestações de nossas queridas colegas, que viram como útil, às vezes esclarecedor e facilitador, este comentário oferecido ao final do texto da lição.

Neste dia 5 de março, a lição nos traz uma ideia que nos aconselha a observar mais atentamente nossa tendência natural, influenciados pelo sistema de pensamento do ego, a escolher o sofrimento, a infelicidade, em lugar de escolher a alegria, a felicidade, que são o estado natural do Filho de Deus, de acordo com o ensinamento.

As práticas deste dia, que nos aconselham a repetir a ideia para não nos esquecermos de nossa função de perdoar o mundo e a nós mesmos, como forma de assumirmos o compromisso de ser a luz do mundo, são muito úteis para abrir nossos olhos às escolhas e decisões que temos de tomar a todo momento. Basta que as façamos, lembrando-nos de nossa função, para perceber qual será a decisão certa. Quaisquer sensações, por mais leves que sejam, de dúvida, de incerteza, de incômodo ou perturbação, vão indicar que estamos nos esquecendo de perdoar, que estamos escolhendo no escuro, esquecendo-nos de nossa função, na condição de "luz do mundo".

Pratiquemos, pois, com atenção.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Aprendendo a ser a expressão da paz

Neste dia 4 de março, vamos entrar em contato com uma ideia que nos fala do principal efeito da luz do mundo, quando a assumimos e cumprimos nossa função de perdão. Isto pode nos dar apenas uma pálida noção da importância de aceitarmos o papel que nos cabe, de aceitarmos de boa vontade cumprir a Vontade de Deus para nós, sabendo que ela também é nossa vontade. Ou seja, entendendo que nossa vontade e A de Deus são a mesma. As práticas da ideia de hoje podem nos levar a esta compreensão. E podem nos ensinar a ser uma expressão da paz no mundo. Para a alegria de todas as mentes.

Para tanto vamos praticar assim:

LIÇÃO 63

A luz do mundo leva a paz a todas as mentes pelo meu perdão.

1. Quão santo és tu, que tens o poder de levar a paz a todas as mentes! Quão abençoado és tu, que podes aprender a reconhecer o meio para permitir que isso se dê por teu intermédio! Que objetivo poderias ter que te trouxesse felicidade maior?

2. Tu és, de fato, a luz do mundo com tal função. O Filho de Deus confia em ti para sua redenção. Ela é tua para dares a ele, pois ela te pertence. Não aceites nenhum objetivo sem importância ou desejo insignificante em seu lugar ou te esquecerás de tua função e abandonarás o Filho de Deus no inferno. Este não é nenhum pedido à toa que se faz a ti. Pede-se que aceites a salvação para que, por ser tua, possas oferecê-la.

3. Reconhecendo a importância deste papel, seremos felizes em lembrar dele muitas vezes hoje. Começaremos o dia reconhecendo-o e encerraremos o dia com o pensamento nele em nossa consciência. E, ao longo de todo o dia, repetiremos isto tantas vezes quanto pudermos:

A luz do mundo leva a paz a todas as mentes
pelo meu perdão. Eu sou o meio que Deus
escolheu para a salvação do mundo.

4. Se fechares os olhos, é provável que aches mais fácil deixar que pensamentos afins venham a ti no minuto ou dois que deves dedicar à reflexão a respeito disto. Não esperes, no entanto, por tal oportunidade. Não se deve perder nenhuma chance para reforçar a ideia de hoje. Lembra-te de que o Filho de Deus confia em ti para a sua salvação. E Quem senão teu Ser tem de ser Seu Filho?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Qual é a função da luz do mundo?

Neste dia 3 de março vamos praticar a ideia que define o que precisamos fazer na condição de luz do mundo. A lição 62 nos apresenta a função que temos de cumprir. E nos convida a aprender como desempenhá-la por meio das práticas deste dia.

Vamos a ela.

LIÇÃO 62

O perdão é minha função como a luz do mundo.

1. É o teu perdão que levará o mundo das trevas à luz. É o teu perdão que te permite reconhecer a luz na qual vês. O perdão é a demonstração de que tu és a luz do mundo. A verdade acerca de ti mesmo volta a tua memória por meio de teu perdão. Por isso, tua salvação está em teu perdão.

2. As ilusões a teu respeito e a respeito do mundo são a mesma. É por isso que todo perdão é uma dádiva para ti mesmo. Por teres negado tua Identidade pelo ataque à criação e a seu Criador, tua meta é descobrir quem és. Agora estás aprendendo a lembrar da verdade. Para tanto, o ataque tem de ser substituído pelo perdão, a fim de que os pensamentos de vida possam substituir os pensamentos de morte.

3. Lembra-te de que em cada ataque invocas tua própria fraqueza, enquanto que cada vez que perdoas invocas a força de Cristo em ti. Não começas, então, a compreender o que o perdão fará por ti? Ele eliminará toda sensação de fraqueza, de tensão e de fadiga de tua mente. Ele afastará todo medo, e culpa e dor. Ele devolverá a tua consciência a invulnerabilidade e o poder que Deus deu a Seu Filho.

4. Alegremo-nos por começar e terminar este dia praticando a ideia de hoje e por usá-la tão frequentemente quanto possível ao longo do dia. Ela ajudará a tornar o dia tão feliz para ti quanto Deus quer que sejas. E ajudará tanto aqueles a tua volta quanto aqueles que parecem estar distantes no espaço e no tempo a compartilharem esta felicidade contigo.

5. Tantas vezes quanto puderes, fechando os olhos, se possível, dize a ti mesmo hoje:

O perdão é minha função como a luz do mundo.
Quero cumprir este papel para poder ser feliz.

Em seguida dedica um ou dois minutos a refletir a respeito de teu papel e da felicidade e da liberação que ele te trará. Deixa que pensamentos afins venham livremente, pois teu coração reconhecerá estas palavras e a consciência de que elas são verdadeiras está em tua mente. Se tua atenção se desviar, repete a ideia e acrescenta:

Quero me lembrar disto porque quero ser feliz.

terça-feira, 2 de março de 2010

Recomeçando a caminhada

A jornada em direção à luz recomeça. Neste dia 2 de março, após o período de revisão da primeiras 50 lições, retomamos nossa caminhada, certos de que seremos bem-sucedidos, certos de que nada poderá nos impedir de alcançar nosso objetivo. O Espírito Santo é nosso guia, protetor e conselheiro. Podemos recorrer a Ele a qualquer instante, certos de que nunca ficaremos desamparados.

Vou mudar um pouquinho a forma pela qual lhes vinha apresentando as lições. Em lugar de lhes oferecer a lição e acrescentar um breve comentário no fim, a partir de hoje, vou fazer apenas uma pequena introdução, como esta, e, em seguida dispor do texto da lição do dia. Uma tentativa de não indicar a melhor forma de praticar ou de lhes dizer qualquer coisa que tire o foco do exercício que o Curso oferece. Certo?

Os comentários, como de costume, podem ser feitos no espaço que o blogue reserva para tanto por quem quer que deseje se manifestar. Seja para compartilhar uma experiência, uma vivência, um insight, seja para oferecer uma crítica construtiva ou uma colaboração que enriqueça nosso contato com o ensinamento. Ou ainda para corrigir eventuais falhas nos textos oferecidos, que são uma tentativa de revisar, corrigir e atualizar a tradução de que dispomos.

Aí vai então.

LIÇÃO 61

Eu sou a luz do mundo.

1. Quem é a luz do mundo senão o Filho de Deus? Esta, então, é simplesmente uma declaração da verdade acerca de ti mesmo. É o contrário de uma declaração de orgulho, de arrogância ou de auto-engano. Ela não descreve teu próprio auto-conceito. Ela não está relacionada a nenhuma das características com as quais dotas teus ídolos. Ela se aplica a ti tal como foste criado por Deus. Ela simplesmente declara a verdade.

2. Para o ego, a ideia de hoje é o epítome da auto-exaltação. Mas o ego não compreende a humildade e a confunde com auto-humilhação. A humildade consiste em aceitar teu papel na salvação e em não assumires nenhum outro. Não é humildade teimar que não podes ser a luz do mundo se esta é a função que Deus estabeleceu para ti. É só a arrogância que pode afirmar que esta função não pode ser para ti, e a arrogância é sempre do ego.

3. A humildade verdadeira pede que aceites a ideia de hoje porque é a Voz de Deus que te diz que ela é verdadeira. Este é um passo inicial na aceitação de tua função verdadeira na terra. É um passo gigantesco para assumires teu lugar legítimo na salvação. É uma afirmação indiscutível de teu direito a ser salvo, e um reconhecimento do poder que te é dado para salvar outros.

4. Vais querer pensar a respeito desta ideia tantas vezes quanto possível hoje. Ela é a resposta perfeita a todas as ilusões e, por isso, a toda tentação. Ela traz à verdade todas as imagnes que fazes de ti mesmo e te ajuda a ir em paz, aliviado e seguro de teu objetivo.

5. Deve-se empreender tantos períodos de prática quantos possíveis hoje, embora cada um deles não precise exceder um ou dois minutos. Deves começá-los dizendo a ti mesmo:

Eu sou a luz do mundo. Esta é minha única função.
É por esta razão que estou aqui.

Pensa, em seguida, nestas declarações por um breve momento, de preferência de olhos fechados se a situação permitir. Deixa que alguns pensamentos afins venham a ti e repete a ideia, se tua mente se desviar do pensamento centrarl.

6. Certifica-te tanto de começar quanto de terminar o dia com um período de prática. Deste modo, despertarás com um reconhecimento da verdade acerca de ti mesmo, tu a reforçarás ao longo do dia, e voltarás a dormir enquanto reafirmas tua função e teu único objetivo aqui. Estes dois períodos de prática podem ser mais longos do que os outros, se os achares proveitosos e quiseres estendê-los.

7. A ideia de hoje vai muito além das perspectivas mesquinhas do ego a respeito do que és e de qual é teu propósito. Na condição de um portador da salvação, isto é obviamente necessário. Este é o primeiro de vários passos gigantescos que daremos nas próximas semanas. Tenta começar a construir um alicerce firme para estes avanços. Tu és a luz do mundo. Deus construiu sobre ti Seu plano para a salvação de Seu Filho.