terça-feira, 7 de agosto de 2012

Aprender a paz exige ficar em paz e oferecê-la


LIÇÃO 220

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (200) Não há nenhuma paz a não ser a paz de Deus.

Não deixes que eu me desvie do caminho da paz, pois fico perdido em outras estradas que não esta. Mas deixa-me seguir Aquele Que me conduz para casa, e a paz é tão certa quanto o Amor de Deus.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Repito aqui o comentário feito para esta mesma lição no ano passado, lembrando que ideia que vamos revisar nesta terça-feira, dia 7 de agosto, é a última da primeira parte do livro de exercícios. Terminamos aqui o primeiro trecho do caminho que escolhemos seguir. 

Oxalá tenhamos todos - os que chegam até aqui pela primeira, os que estão refazendo o caminho pela segunda, terceira, quarta ou mais vezes -, alcançado o objetivo de pôr de lado alguns, se não todos, os ensinamentos do mundo, que nos impediam de seguir adiante na direção de nós mesmos [do autoconhecimento] e de Deus.

Esta primeira parte, pois, se encerra com a afirmação de que "não há nenhuma paz a não ser a paz de Deus". Isto é, de nada adianta procurarmos em outros lugares, em pessoas coisas e em qualquer ponto do mundo. Se não entrarmos em contato com a paz de Deus em nós mesmos, ainda não teremos alcançado a paz que pode nos devolver à origem, à Fonte, ao que somos na verdade.

Lembremo-nos também de que chegar até aqui é uma grande realização, pois, de alguma forma já estamos preparados para dar continuidade à jornada, que não termina jamais, uma vez iniciada. Uma jornada em que, se vocês lembrarem do que eu já disse algumas vezes, não devemos nos desviar do caminho da paz, o caminho que pode nos levar a alcançar a percepção verdadeira, a percepção que está em sintonia com o espírito em nós e que vai, enfim, nos levar a nosso destino final: a nós mesmos e a Deus.

Pratiquemos, portanto, mais uma vez, ficar em paz e oferecer a paz, para aprendê-la.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Uma lição que nos ensina a viver em liberdade


LIÇÃO 219

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (199) Eu não sou um corpo. Sou livre.

Eu sou o Filho de Deus. Aquieta-te, minha mente, e pensa nisto por um momento. E, depois, volta à terra, sem confusão a respeito do que meu Pai ama para sempre como Seu Filho.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Nesta segunda-feira, dia 6 de agosto, vou reprisar pela segunda vez o comentário feito a esta mesma lição nos dois últimos anos, fazendo apenas algumas pequenas alterações para adequar o comentário a este momento.

Revisamos hoje a ideia que nos oferece a possibilidade de libertação completa de uma das crenças mais fortes dentre aquelas que nos aprisionam e limitam aquilo que somos, na verdade, em um corpo, em uma forma. Uma ideia que nos afiança sermos livres, ao reconhecermos, compreendermos e  aceitarmos que não somos corpos. Somos espírito. E o espírito é livre.

É esta a verdade a respeito do que somos, se acreditarmos que ainda somos como Deus nos criou. Mas quem acredita nisto, quando olha para o mundo e vê o "caos" que aparentemente se instalou sobre a terra? A ideia que praticamos, todavia, também permite que vejamos que o aparente "caos" é apenas a ilusão gerada pela crença em corpos e formas, frutos de uma separação que nunca existiu. Ele é apenas uma interpretação que fazemos do que vemos.

É por esta razão que a orientação para as práticas fala em aquietar a mente. Para que olhemos de modo diferente para o mundo, e para as coisas dele ou nele. Nada é o que parece ser. Pois o que nossos olhos vêem, conforme uma lição lá do início é apenas o passado. E quando cometemos o equívoco de acreditar que compreendemos o que percebemos, seu significado está perdido para nós (conforme T-11.VIII.2:3).

Ainda de acordo com o que o Curso ensina, não conhecemos o significado de nenhuma das coisas que vemos e não temos nenhum pensamento totalmente verdadeiro. Mas temos um Professor, Que conhece o significado de todas coisas. E podemos perguntar a Ele se estivermos dispostos a aprender. Todavia, para aprender com Ele, é preciso que estejamos dispostos a questionar todas as coisas que aprendemos por conta própria [no mundo e do mundo], pois aprendemos mal quando buscamos ser professores de nós mesmos (vide T-11.VIII.3).

Aproveitemos, pois, as práticas de hoje para aprender a respeito de nossa liberdade com o único Professor Que conhece todas as coisas, aquietando nossas mentes para ouvir Sua Resposta.

domingo, 5 de agosto de 2012

"Temos pensamentos, não somos os pensamentos."


LIÇÃO 218

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (198) Só minha condenação me fere.

Minha condenação mantém minha percepção duvidosa e com meus olhos cegos não posso perceber a beleza de minha glória. Hoje, porém, posso ver esta glória e ficar alegre.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Neste domingo, dias 5 de agosto, vou reprisar o comentário feito a esta lição no ano passado de forma quase literal, repetindo inclusive o título que dei à postagem. Espero que, tal como eu, vocês vejam sentido no que disse então. E que o sentido de lá possa servir para o que vivemos hoje. Bom domingo a todos. Boas práticas.


Thomas Keating, de quem já lhes falei antes, em seu livro Intimidade com Deus, compara nossa consciência a um rio, em cuja superfície os pensamentos passeiam, como barcos. "A superfície do rio representa nosso nível psicológico normal de consciência. Mas o rio também tem profundezas e o mesmo acontece com nossa consciência. Debaixo do nível psicológico normal de consciência, há o nível espiritual de consciência, no qual nosso intelecto e vontade funcionam em seu modo peculiar, de maneira espiritual", diz ele.

Ele acrescenta que em um nível mais profundo ainda, ou mais 'centralizada', "está a Força Interior Divina, onde a energia divina está presente como fonte de nossa existência e inspiração a todo momento". É na parte mais central ou íntima de nosso ser, em um lugar a que "os místicos chamam de 'fundamento da existência' ou 'pico do espírito' que podemos encontrar "o esforço pessoal e a graça".

O que fazemos na prática diária, ao utilizarmos a ideia que o Curso nos apresenta a cada lição, de acordo com as instruções, serve como um "gesto do consentimento de nossa vontade espiritual para a presença de Deus no mais íntimo de nosso ser".

Durante as práticas, a ideia deve aparecer em nossa imaginação sem exercer "nenhuma função tranquilizadora no nível de nosso fluxo de consciência normal". Em vez disso, seu papel é favorecer a expressão "de nossa intenção, a escolha de nossa vontade de se abrir e [de] se entregar à presença divina". [Mais ou menos a mesma coisa que o dr. Hew Len dizia ao se referir à utilização das frases para a prática do ho'oponopono.]

A ideia deve ser utilizada para permitir - se nos lembrarmos da metáfora da consciência como um rio -, que "os pensamentos naveguem como barcos na superfície do rio, sem atrair nosso desejo, nem provocar aversão". Isso vai permitir que nos desviemos por algum tempo do processo de pensar, pois "o processo pensante", diz Keating, tende a reforçar o sistema ao qual estamos acostumados e não nos deixa sair do "frenesi para 'obter algo' do mundo exterior para abastecer nossas compulsões ou disfarçar nossa mágoa", além, é claro, de acentuar quaisquer sensações de culpa ou medo que tenhamos desenvolvido por alguma razão.

Lembram-se do que Eckhart Tolle diz a respeito do pensamento? Em seu livro, O Poder do Agora, ele diz que o processo do pensamento faz com que nos identifiquemos com a mente e que "ser incapaz de parar de pensar provoca uma aflição terrível".

Quando nos identificamos com a mente, diz Eckhart, "criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições que bloqueia todas as relações verdadeiras" e que se interpõe entre nós e o nosso próprio interior, entre nós e próximo, entre nós e a natureza e entre nós e o divino em nós mesmos. É por essa razão que, para ele, "pensar se tornou uma doença". Isto é, "o ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior que é inseparável" daquilo que, na verdade, somos.

Dizendo de outro modo, "a doença acontece quanto as coisas se desequilibram. Por exemplo, não há nada errado com a divisão e a multiplicação das células no corpo humano. Mas, quando esse processo acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença", o câncer, entre elas.

Isso é quase a mesma coisa que Keating diz quando, ao se referir ao processo de pensamento, sugere que um descanso "em bases regulares de vinte a trinta minutos sem pensar" nos levaria a perceber que "não somos nossos pensamentos. Temos pensamentos, mas não somos nossos pensamentos".

O que, em geral, nos faz sofrer é pensarmos que somos nossos pensamentos e, se nossos pensamentos são inquietantes, penosos ou 'maus', ficamos confusos com eles. Se nos déssemos o direito de parar de pensar por algum tempo, todos os dias, como disciplina - lembram-se da fidelidade à prática? -, começaríamos a ver que não precisamos ser dominados pelos pensamentos.

Em última instância, o que acontece é que não percebemos que a mente pode ser - e é - "um instrumento magnífico" [Tolle], usada de maneira correta. Em geral, em nosso nível psicológico normal, nós a usamos de forma errada, ou, melhor dizendo, não a usamos, deixamos que ela nos use. Ao acreditar que somos a mente, que somos nossos pensamentos, permitimos que o instrumento se aposse de nós. Tornamo-nos o instrumento.

sábado, 4 de agosto de 2012

Sempre podemos contar com nossa própria gratidão


LIÇÃO 217

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (197) Só posso ganhar a minha gratidão.

Quem, a não ser eu mesmo, deve agradecer por minha salvação? E de que modo, a não ser pela salvação, posso descobrir o Ser a Quem devo minha gratidão?

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Se pararmos para refletir um pouquinho só que seja a respeito da última da ideia que revisamos, Só posso crucificar a mim mesmo, relacionando-a, mais uma vez como fiz ontem, à ideia de uma lição anterior, Tudo que dou é dado a mim mesmo, abrindo caminho também para a ideia que vamos revisar amanhã, Só minha condenação me fere, ou lembrando de que há, na segunda parte, uma lição cuja ideia afirma que Nada pode me ferir, exceto meus pensamentos, ou outra que diz que Só meus pensamentos me afetam, havemos de concluir que, na verdade, tudo gira em torno de nós mesmos, de cada um de nós. Ou seja, o mundo só existe como projeção ou manifetação de tudo aquilo que trago dentro de mim. Tanto isso é verdade que estamos já até cansados de ouvir dizer que há tantos mundos quantas são as pessoas que habitam neste em que aparentemente vivemos.

Isto é apenas a confirmação da ideia que praticamos nesta sábado, dia 4 de agosto, que nos diz que só podemos esperar nossa própria gratidão. Mais uma razão, conforme eu já disse no passado, para aprendermos a não depositar nenhuma expectativa em nada, nem em ninguém. Para entregarmos, sim, todos nossos planos e projetos ao divino em nós mesmos, ao Espírito Santo, que sabe tudo a respeito de gratidão. E sabe o que pode nos dar a alegria perfeita, que é a Vontade de Deus para nós, e que, claro!, é nossa própria vontade. Deve bastar-nos, em meio a toda e qualquer dúvida que pode advir do sistema de pensamento do mundo, a certeza de que sempre podemos contar com nossa própria gratidão, uma vez a tenhamos aprendido.

Repetindo o que eu disse no ano passado, esta ideia é também mais uma razão para que deixemos de buscar determinar de que modo que os outros devem viver, para que busquemos aprender a abrir mão do controle. Se, em geral, não sabemos o que fazer com nosso próprio mundo, o que nos leva a pensar que podemos decidir o que é melhor para uns e outros, para seus mundo, e para o mundo todo?

E recorrendo ainda aos comentários de anos passados, é bom lembrar de novo que o texto que introduziu esta ideia para as práticas na primeira vez diz a certa altura: "Não importa se outro considera tuas dádivas indignas. Na mente dele existe uma parte que se junta a tua para te agradecer. Não importa se tuas dádivas parecem perdidas e inúteis. Elas são recebidas onde são dadas. Em tua gratidão elas são aceitas universalmente e reconhecidas com gratidão pelo Coração do Próprio Deus".

E, de novo, alguém pode pedir ou querer mais do que isto? Não será o caso de aprendermos a dar graças por sermos capazes da gratidão? E, se tudo que damos é a nós mesmos que damos, será difícil concluir que sempre que somos gratos a alguém por alguma coisa é nossa própria gratidão que recebemos? E que não precisamos de mais nada?

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quem se machuca mais com o ataque a alguém?


LIÇÃO 216

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (196) Só posso crucificar a mim mesmo.

Tudo o que faço, faço a mim mesmo. Se ataco, eu sofro. Mas, se eu perdoar, a salvação me será dada.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Nesta sexta-feira, dia 3 de agosto,  repetindo quase que literalmente o que eu disse nos anos anteriores, vamos revisar uma ideia que contém uma verdade que não aprendemos com o mundo. O mundo nos ensina a julgar, a condernar, a atacar e a crucificar todos os que se apresentam em nossos caminhos como culpados pelo estado de coisas que vivemos. 


Um estado que, aliás, nunca parece ser de nossa própria responsabilidade, uma vez que acreditamos "saber" o que fazemos e o que queremos, enquanto os outros estão todos errados, a se dar ouvidos ao sistema de pensamento do falso eu, a imagem de nós mesmos que vamos construindo com o aprendizado do mundo e que o Curso chama de ego.

O Curso diz várias vezes, em diversos pontos diferentes, que oferece um ensinamento muito simples. Afinal, como ele diz a certa altura, o que pode ser mais simples do que descobrir que ilusão é ilusão e que só a verdade é verdadeira?

E é isto que a ideia para as práticas de hoje nos ajuda a aprender e a compreender. Pois ela é apenas extensão e consequência natural de outra lição que diz: Tudo o que dou é dado a mim mesmo (Lição 126). Ora, se só dou a mim mesmo, é lógico que só posso ferir a mim mesmo, não?

Isto não é simples de se aprender? Sim! Sim! É simples, mas não é fácil. E por quê? Por estarmos hipnotizados pelos modos e sugestões do mundo [do ego, o falso eu], grande número de vezes não nos apercebemos de que o que fazemos só atinge mais fundo, de fato, a nós mesmos.

Apesar de todos já termos experimentado em algum momento a dor que resulta de se ferir alguém, o ego nos convida a relevar esta dor e a esquecê-la, sob a justificativa de que o que fizemos era o que aquela pessoa merecia.

Na verdade, sabemos que não é assim. Pois sempre que buscamos ferir ou atacar alguém é a nós mesmos que machucamos mais. E pagamos o preço em culpa. E a culpa gera o medo. E não conseguimos mais ficar em paz. É só abandonando a culpa, que vem do julgamento e do ataque, frutos da crença na separação, que vamos conseguir experimentar a paz.

Afinal, o que queremos de verdade para nossa vida? Paz ou culpa? Ou, lembrando de mais um dos ensinamentos do Curso: queremos ter razão ou ser felizes?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

"É preciso dar para receber amor."


LIÇÃO 215

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (195) O amor é o caminho que sigo com gratidão.

O Espírito Santo é meu único Guia. Ele caminha comigo no amor. E eu dou graças a Ele por me mostrar o caminho a seguir.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Nesta quinta-feira, dia 2 de agosto, o Curso oferece para nossas práticas uma ideia a que é preciso dar o melhor de nossa capacidade de atenção. E por que digo isto? Porque, em geral, no estado comum de consciência não nos apercebemos da necessidade de sermos gratos pelo caminho que seguimos, seja ele qual for. 


E é por esta razão que nossas práticas hoje visam a nos abrir os olhos para o fato de que o caminho que seguimos é o caminho do amor. Pois, quer queiramos, quer não, quer saibamos, quer não, o caminho em que andamos é aquele que vai nos levar ao amor; o único anseio que queremos ver atendido. Mesmo que não tenhamos isto muito claro em nossa consciência.


Aproveitando, então, o que digo aí acima, vou me valer de um pequeno trecho do texto que lemos no grupo de estudos na terça-feira, como forma de chamar a atenção para a necessidade de olharmos o mundo de modo diferente, como preconiza o Curso. O trecho está no capítulo 12 e tem por título VIII. A atração do amor pelo amor.


Diz ele a certa altura: "Se buscas o amor com o fim de atacá-lo, jamais o acharás. Pois se o amor é compartilhar, como podes achá-lo a não ser a partir dele mesmo? Oferece-o e ele virá a ti, porque ele [o amor] é atraído para si mesmo". 


É para se pensar, portanto, na diferença que há entre as formas com que buscamos o amor, obedecendo as orientações do sistema de pensamento do ego - carentes, necessitados, certos de uma imperfeição que não tem nada a ver com o que somos na realidade -, buscando uma completude que não pode ser encontrada em nada, nem em ninguém, a não ser em nós mesmos, no contato com o divino interior; e a forma que o Curso busca nos ensinar, a partir da orientação do Espírito Santo.


Para o Espírito Santo, que sabe que somos completos e perfeitos em Deus, o movimento em direção ao amor é o de extensão, de doação. Pois como o Curso ensina, dar e receber são a mesma coisa. Em outras palavras, ainda de acordo com o ensinamento, só nos pode faltar aquilo que não damos. É por isso que precisamos aprender a gratidão. Pois só sendo capazes de agradecer por tudo o que se apresenta a nós pelos caminhos que escolhermos é que vamos perceber que trilhamos o caminho do amor. 


Às práticas?

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Salvar-se não será apenas confiar o futuro a Deus?


LIÇÃO 214

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

1. (194) Entrego o futuro nas Mãos de Deus.

O passado se foi; o futuro ainda não existe. Agora estou livre de ambos. Pois o que Deus dá só pode ser para o bem. E eu aceito apenas o que Ele dá como aquilo que me pertence.

Eu não sou um corpo. Sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.

*

COMENTÁRIO:

Repetindo o comentário feito no ano passado para esta mesma lição, digo-lhes mais uma vez que a ideia que vamos revisar nesta quarta-feira, dia 1º de agosto - lembram das orientações para as práticas com ela há vinte dias? -, é um passo gigantesco na direção da salvação rápida, pois cobre uma distância tão grande que nos "coloca bem perto do Céu".

É esta a ideia que, praticada juntamente com as afirmações que unificam as práticas durante esta revisão [Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou], vai nos permitir "ultrapassar toda ansiedade, todos os abismos do inferno, todo o negror da depressão, dos pensamentos de pecado e da desolação trazida pela [crença na ideia da] culpa", que se origina da crença na separação, repetindo o que eu disse no ano passado.

O que podemos temer depois de aceitarmos esta ideia? Já não há passado e qualquer coisa que possamos esperar do futuro, que ainda não existe, está nas Mãos de Deus, porque nós entregamos o futuro a Ele. Isto não é absolutamente libertador? Salvar-se - salvar o mundo - não será apenas isto: confiar o futuro às Mãos de Deus? Abrir mão de qualquer pretensão de controle sobre qualquer coisa?

Pois de que nos valeram até agora todos os esforços - e o orgulho que os motiva - para controlar nossos próprios caminhos? Alguém, alguma vez, conseguiu, consegue, ou virá a conseguir, de fato, prever ou mudar o papel que lhe cabe no plano de Deus para a salvação do mundo, sem se render por completo a Ele e a Seu plano? Sem compreender que a Vontade de Deus é a mesma que a nossa?

Não é este tipo de esforço que nos desgasta, que nos apavora e que nos enche de terror ao se revelar inútil? Quanto nos debatemos e quanto ainda vamos nos debater antes de aceitar que basta nos rendermos à Vontade de Deus, que é também a nossa, para que tudo se ilumine e encha de alegria, de amor e de paz todos os caminhos que trilhamos? 


Às práticas?