quarta-feira, 14 de setembro de 2011

As reações são sempre a interpretações, não a fatos.



LIÇÃO 257

Que eu me lembre de qual é meu propósito.

1. Se eu esquecer de minha meta só posso ficar confuso, inseguro do que sou e, deste modo, incoerente em minhas ações. Ninguém pode servir a metas contraditórias e servir bem a elas. E não pode servir sem uma angústia profunda e sem uma depressão muito grande. Por isso, vamos nos decidir a lembrar daquilo que queremos hoje, a fim de podermos unificar nossos pensamentos e ações de forma coerente para realizar apenas aquilo que Deus quer que realizemos neste dia.

2. Pai, o perdão é o meio escolhido por Ti para a nossa salvação. Permite que não nos esqueçamos hoje de que não podemos ter nenhuma vontade a não ser a Tua. E, por isso, nosso propósito também tem de ser o Teu, se quisermos alcançar a paz que Tu desejas para nós.

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COMENTÁRIO:

Repetindo quase que integralmente o comentário feito para esta lição no ano passado, vamos lembrar nesta quarta-feira, dia 14 de setembro que há um modo de olhar para o mundo e ver nele - para onde quer que olhemos - apenas a realização da Vontade de Deus de alegria e paz perfeitas em um momento qualquer ou em todos os momentos. Afinal, já não aprendemos que a Vontade de Deus e a nossa são a mesma?

Há um modo de pensar a respeito do mundo, e de todas as coisas do mundo, que pode dar ao mundo e a nossa percepção uma coerência e um significado que a simples visão dos olhos do corpo - ou as impressões que nos dão os sentidos - não consegue apreender quando limitada pelo sistema de pensamento do ego. Esse modo de olhar está intimamente ligado ao olhar amoroso do Espírito Santo em nós; é o olhar crístico [não confundir com crítico, do ego].

Para se chegar a tal modo de ver e de pensar, é preciso ter-se em mente, como o Curso ensina, a todo instante, que nunca reagimos às coisas do mundo, às pessoas ou situações, mas, sim, a nossa interpretação delas.

Ora, interpretar, sem uma visão integral, sem acesso a todos os dados e informações relativas à situação, pessoa ou coisa em questão, é apenas julgar de forma parcial. Não somos capazes de julgar, pois, na forma, a partir dos dados registrados pelos sentidos apenas, e por impressões sujeitas à dúvida, e de informações incompletas, nosso julgamento está fadado ao erro.

Assim, um exemplo de uma visão mais coerente e revelador de nossa incapacidade de julgar talvez seja a do jagunço Riobaldo, no Grande Sertão: Veredas, quando diz: " o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão".

Isso nos traz de volta ao mote da alegria, que, aliás, conforme já sabemos também, é o que pode nos dar a indicação segura de que estamos em Deus. Quando, por quaisquer razões, nos afastamos da alegria, que é a condição natural do Filho de Deus, estamos claramente dando ouvidos à voz do falso eu, o ego, que sempre fala em favor da ilusão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Para transformar o pesadelo em um "sonho feliz"



LIÇÃO 256

Deus é a única meta que tenho hoje.

1. Aqui, o caminho para Deus passa pelo perdão. Não há nenhum outro caminho. Se o pecado não tivesse sido nutrido pela mente, que necessidade haveria de se encontrar o caminho para o lugar aonde estás? Quem ainda estaria inseguro? Quem poderia estar em dúvida acerca de quem é? E quem ainda continuaria adormecido em nuvens carregadas de dúvidas acerca da santidade daquele a quem Deus criou inocente? Aqui só podemos sonhar. Mas podemos sonhar que perdoamos aquele em quem todo pecado permanece impossível, e é isto que escolhemos sonhar hoje. Deus é nossa meta; o perdão é o meio pelo qual nossas mentes voltam, enfim, a Ele.

2. E, por isto, Pai nosso, queremos vir a Ti pelo caminho que Tu designaste. Não temos nenhuma meta a não ser ouvir Tua Voz e achar o caminho que Tua Palavra sagrada indica para nós.

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COMENTÁRIO:

Nesta terça-feira, dia 13 de setembro, a ideia para as práticas nos convida a assumir um compromisso. Ela nos convida a tomarmos a decisão em favor da única meta que pode dar significado à jornada que empreendemos neste mundo. Pois a busca do auto-conhecimento, a direção a que o livro propõe nos guiar, não é nada mais nada menos do que a busca de conhecer Deus.

Na verdade, conforme o Curso ensina, o que fazemos é uma "jornada sem distância". Porque é só na ilusão que precisamos caminhar. A realidade do que somos, que é parte da realidade divina, nunca sofreu nenhuma mudança. Nós nunca nos separamos de Deus, a não ser na ilusão de que isso é possível.

É somente em nossa identificação com o falso eu (o ego, na denominação do Curso) que podemos acreditar ser possível existirmos separados de Deus. Na verdade, não precisamos fazer nada. Basta que nos voltemos para o Espírito Santo em nós e escolhamos não dar ouvidos a nenhum pensamento do falso eu para que toda a nossa experiência do mundo se transforme. Para que nosso aparente estar-num-mundo passe de um pesadelo a um "sonho feliz".

É a esse "sonho feliz" que a ideia que praticamos hoje, o decidir ter apenas Deus como meta, vai nos levar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aprendendo a entregar a dúvida e o resultado

LIÇÃO 255

Escolho passar este dia na paz perfeita.

1. Não me parece que posso escolher ter apenas paz hoje. E, não obstante, meu Deus me garane que Seu Filho é como Ele Mesmo. Que neste dia eu tenha fé n'Aquele Que diz que sou o Filho de Deus. E permita que a paz que escolho para ser minha hoje testemunhe a verdade daquilo que Ele diz. O Filho de Deus não pode ter nenhuam preocupação e tem de permanecer na paz do Céu para sempre. Em Nome d'Ele dedico o dia de hoje a encontrar aquilo que meu Pai quer para mim, aceitando-o como meu e dando-o a todos os Filhos de meu Pai junto comigo.

2. E, por isto, meu Pai, quero passar este dia Contigo. Teu Filho não Te esqueceu. A paz que Tu deste a ele ainda está em sua mente, e é lá que eu escolho passar o dia de hoje.

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COMENTÁRIO:

A ideia para as práticas desta segunda, dia 12 de setembro, para iniciar a semana, nos convida a pensar em algumas das razões pelas quais não nos sentimos em paz, ou por que achamos que não podemos escolher a paz de Deus.

Repetindo o que eu disse no ano passado ao comentar esta mesma lição, em algum ponto do primeiro livro da trilogia Conversando com Deus, Neale Donald Walsch diz que uma das nossas grandes ilusões "é acreditar que existem dúvidas acerca do resultado da vida". É "esta dúvida quanto ao resultado final da vida quem criou nosso maior inimigo, que é o medo".

Ele explica: "se duvidamos do resultado... temos de duvidar do Criador - temos de duvidar de Deus. E se duvidamos de Deus temos de viver com o medo e com a culpa toda a vida. É por isso que o Curso nos ensina que, quando nos decidimos pela entrega ao Espírito Santo, temos de entregar não apenas a dúvida, mas também o resultado. Pois quando tentamos ajudar o Espírito Santo, orientando-o em relação àquilo que queremos como resultado de nossa entrega, na verdade não entregamos.

E mais, diz Neale: "se duvidamos das intenções de Deus - e da capacidade de Deus para produzir este resultado final - então como podemos relaxar alguma vez? Como podemos achar paz verdadeiramente em algum momento"?

Tomara possamos, com as práticas de hoje, compreender estas questões, respondê-las para nós mesmos e experimentar a paz de Deus, que traz sempre consigo a alegria completa e perfeita que é a Vontade d'Ele para nós.

domingo, 11 de setembro de 2011

Orientações para a limpeza da mente e do corpo

LIÇÃO 254

Que todas as vozes que não A de Deus se calem em mim.

1. Pai, hoje quero ouvir só a Tua Voz. Quero vir a Ti no silêncio mais profundo para ouvir Tua Voz e receber Tua Palavra. Não tenho nenhuma prece a não ser esta: venho a Ti para Te pedir a verdade. E a verdade é só Tua Vontade, que quero compartilhar Contigo hoje.

2. Hoje não permitimos que nenhum pensamento do ego guie nossas palavras ou ações. Quando tais pensamentos surgirem, recuaremos suavemente e olharemos para eles e, em seguida, os abandonaremos. Não queremos o que eles trariam consigo. E, por isto, não escolhemos mantê-los. Eles estão em silêncio agora. E, no silêncio, abençoado por Seu Amor, Deus fala conosco e nos conta de nossa vontade, uma vez que escolhemos nos lembrar d'Ele.

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COMENTÁRIO:

Neste domingo, dia 11 de setembro, repito o comentário feito para esta mesma lição no ano passado. Como eu disse, então, a ideia que praticamos é poderosa. Com ela, decidimos ouvir somente a Voz de Deus. Nenhuma outra voz, nenhum outro pensamento pode nos desviar de nossa decisão. Vamos nos lembrar de que "tem de haver silêncio quando Deus fala". Ou não O ouviremos.

Lembram-se de que já lhes disse antes, valendo-me de uma expressão de Susanna Tamaro, que "a compreensão exige o silêncio"? Precisamos fazer calar todas as vozes que passeiam por nossa mente, se quisermos ouvir o que Deus diz, se quisermos, de fato, compreender. É para isto que praticamos. É nesta direção que nossa lição de hoje nos conduz.

Bem a propósito da ideia para as práticas deste domingo é que lhes ofereço, também, mais uma vez uma orientação para a limpeza da mente e do corpo, no descanso noturno do sono, conforme texto traduzido do livro Christ in You [O Cristo em Ti], de autor anônimo publicado pela primeira vez em 1910, e que me parece estar em perfeita sintonia com o que praticamos:


"Esta noite, quando fores descansar, não permitas que os sentidos sugiram fraqueza ou cansaço; em lugar disto, deixa que tua camada espiritual dentro e fora te envolva e fortaleça, até ficares consciente da vitória espiritual antes de dormires. Teu corpo inteiro será renovado por este batismo santo e teu despertar pela manhã será um triunfo e uma alegria. O efeito disto é uma limpeza da mente e do corpo. Muito se faz durante as horas de sono e de escuridão. Rezamos para que tu possas verdadeiramente dizer: 'Desperto ou dormindo, eu ainda estou Contigo'. Pára de te preocupar."

sábado, 10 de setembro de 2011

Para aprender que o universo é um sonho

LIÇÃO 253

Meu Ser é o soberano do universo.

1. É impossível que qualquer coisa não solicitada por mim mesmo venha a mim. Mesmo neste mundo, sou eu que governo meu destino. Aquilo que eu desejo é o que acontece. O que não acontece é aquilo que eu não quero que aconteça. Tenho de aceitar isto. Pois deste modo sou levado, para além deste mundo, até minhas criações, filhas de minha vontade, no Céu, onde meu Ser sagrado habita com elas e com Aquele Que me criou.

2. Tu és o Ser a Quem criaste Filho, que cria como Tu Mesmo e que é Um Contigo. Meu Ser, que rege o universo, é apenas Tua Vontade em união perfeita com minha própria vontade, que só pode oferecer a aceitação alegre da Tua, para que ela possa se estender para Si Mesma.

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COMENTÁRIO:

Neste sábado, dia 10 de setembro, continuamos o aprendizado a respeito de nossa verdadeira Identidade. Praticamos para aceitar nossa condição de Filho de Deus. Isto é, a verdade a respeito do que somos, que vimos na lição passada.

Ora, se, como aprendemos, Deus é soberano e não limites para Seu Poder, o mesmo tem de ser verdadeiro para Seu Filho. Concordam? E quem é o Filho de Deus? Minha [a nossa, a de vocês, a de cada um de nós] Identidade verdadeira.

Daí, eu não poder me furtar à conclusão de que meu Ser é, como Deus, o soberano do universo. Além do mais, como vimos ontem, "o Próprio Deus é incompleto sem mim". Isso significa dizer que o universo do modo como o vemos só existe a partir de nós. A partir de mim e de cada um de nós que o criamos em sonhos.

Em sonhos? Sim! Em sonhos. Pois, contrariando quaisquer indicações que nos orientem na direção da busca de um segredo para nossa existência num universo de dualidade como este em que aparentemente vivemos, não há segredo.

De acordo com Alexander Marchand, em seu livro em quadrinhos, O Universo é um Sonho, "a única coisa que é ilimitada neste universo é a mente que inventou em sonhos a ideia de limitações, inventando em sonhos a dualidade". Isto faz da mente um instrumento da percepção, em lugar da sua função de criadora. É por isso que ele diz que "em sonhos, a mente percebe; na realidade, a mente cria".

Em sintonia com o ensinamento do Curso, Alexander diz que "a criação verdadeira é dar verdadeiramente". Ela "estende o que é sem limites ao ilimitado, a eternidade à intemporalidade e o amor a si próprio". Ela "acrescenta a tudo o que completo, não simplesmente em termos de acrescentar mais, pois isso implicaria que antes era menos". O que ela faz é acrescentar "permitindo que aquilo que não pode se conter cumpra seu objetivo de dar tudo o que tem, assegurando tudo o que tem para si mesmo eternamente". Neste sentido, ele afirma, "a criação verdadeira é qualitativa". Ela se refere à qualidade, não à quantidade.

É para aprender isto que praticamos com a ideia de hoje. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"O Próprio Deus é incompleto sem mim."

LIÇÃO 252

O Filho de Deus é minha Identidade.

1. Meu Ser é mais santo do que todos os pensamentos de santidade que concebo agora. Seu cintilar e sua pureza perfeita são muito mais brilhantes do que qualquer luz para a qual já olhei. Seu amor é ilimitado e tem uma intensidade que abarca todas as coisas em si, na calma da certeza imperturbável. Sua força não vem dos impulsos apaixonadso que movem o mundo, mas do Amor infinito do Próprio Deus. Quão mais distante deste mundo meu Ser tem de estar e, não obstante, quão perto de mim e quão próximo de Deus.

2. Pai, Tu conheces minha Identidade verdadeira. Revela-A agora para mim que sou Teu Filho, para que eu possa despertar para a verdade em Ti e saber que o Céu me é devolvido.

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COMENTÁRIO:

Nesta sexta-feira, dia 9 de setembro, a ideia que vamos praticar busca nos devolver a verdadeira identidade que pensamos perdida, quando passamos a dar ouvidos ao falso eu, que nos ensina que somos separados de Deus e existimos de forma separada uns dos outros.

Isto não é verdade! Encontramos nossa verdadeira identidade quando, em resposta à pergunta: "Quem sou?", nos reconhecemos filhos de Deus. Reconhecemos que a ideia de separação é falsa e que, na verdade, vivemos a unidade permanente com Deus e com todos aqueles que povoam o mundo e que são, juntamente conosco, o Filho de Deus, na unidade com o Pai.

Somos incompletos sem Deus e Ele, por Sua vez, é também incompleto sem nós. Tanto é assim que a certa altura do texto há uma passagem que convida a nos lembrarmos da frase: O Próprio Deus é incompleto sem mim., nos momentos em que nos sentirmos apreensivos, amedrontados e experimentando uma sensação de pequenez e de baixa auto-estima.

O Filho de Deus é nossa verdadeira identidade. É para reconhecer, acolher e aceitar esta ideia a respeito de nós mesmos, daquilo que somos, na verdade, que praticamos hoje.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Só a verdade pode nos dar a paz que queremos

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ele verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Enquanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecadao. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

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LIÇÃO 251

Não preciso de nada a não ser da verdade.

1. Busquei muitas coisas e achei o desespero. Agora busco uma só, pois nela está tudo o que preciso e a única coisa de que preciso. Eu não precisava, e nem sequer queria, nada do que busquei antes. Eu não reconhecia minha única necessidade. Mas agora percebo que só preciso da verdade. Nela todas as necessidades são satisfeitas, todos os anseios findam, todas as expectativas são, enfim, realizadas e os sonhos acabam. Agora tenho tudo o que poderia precisar. Agora tenho tudo o que poderia querer. E, agora, por fim, me encontro em paz.

2. E damos graças por esta paz, Pai nosso. Tu nos devolveste aquilo que negamos a nós mesmos e é só isso que queremos de verdade.

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COMENTÁRIO:

Nesta quinta-feira, dia 8 de setembro, estamos recebendo a quarta das instruções especiais que vão orientar nossas práticas nesta segunda parte do Livro de Exercícios. Desta vez, a instrução que vai unificar nossas práticas nos próximos dez dias é: O que é o pecado? E, se quisermos, de fato, seguir a orientação do Curso, é preciso que voltemos a ela todos os dias antes de usar a ideia para os exercícios do dia.

Conforme assinalei no ano passado, a primeira ideia neste novo período complementa uma das ideias que praticamos na primeira parte do livro de exercícios. A da lição 107, lembram?: A verdade corrigirá todos os erros em minha mente. E, se estão lembrados, ainda serve para esclarecer a afirmação de Jesus: "a verdade vos libertará".

E de que forma? Pela prática daquilo que a ideia de hoje nos sugere. Pela compreensão de que até agora nossa busca ainda não nos colocou em contato com a verdade que nos dá a satisfação de todas as necessidades. A verdade única que pode nos dar a paz, que é tudo o que, de fato, queremos.