sábado, 21 de agosto de 2010

Para ter de volta a consciência de nós mesmos

LIÇÃO 233

Dou minha vida a Deus para que Ele a guie hoje.

1. Pai, hoje Te dou todos os meus pensamentos. Não quero ter nenhum. Dá-me Teus Próprios Pensamentos em lugar deles. Também Te dou todas as minhas ações para eu poder fazer Tua Vontade em vez de buscar objetivos que não podem ser alcançados e perder tempo com fantasias inúteis. Venho a Ti hoje. Recuarei e simplesmente Te seguirei. Sê, Tu, o Guia e eu o seguidor que não questiona a sabedoria infinita, nem o Amor cuja ternura não posso compreender, mas que é, não obstante, Tua dádiva perfeita para mim.

2. Hoje temos um único Guia para nos conduzir adiante. E, enquanto caminhamos juntos, daremos este dia a Ele sem nenhuma reserva sequer. Este é o dia d'Ele. E, por esta razão, é um dia de inúmeras dádivas e graças para nós.

*

COMENTÁRIO:

O que é a salvação? Este é o tema que perpassa cada uma de nossas lições recentes e as que virão ainda na próxima semana. E é na direção da salvação que nos levam todas as lições que praticamos.

Uma salvação de que, na verdade, não precisamos. Já estamos todos salvos. Precisamos apenas aprender a desfazer o erro da percepção para ver claramente a luz em que nos encontramos o tempo todo, mesmo quando não temos consciência disto. A luz do Amor, que é nossa Identidade verdadeira conforme vimos em uma de nossas lições anteriores.

Lembrando-nos de outra lição, vista há mais tempo, somos espírito. E o espírito é simplesmente. O espírito não tem necessidades. Está salvo para sempre. É só para nos libertarmos da crença na separação - a ilusão maior, o único problema que precisamos resolver de acordo com o UCEM - que praticamos a salvação. Para aprendermos a aceitar, de uma vez por todas, a Expiação para nós mesmos, abandonando assim qualquer compromisso com quaisquer formas que a ilusão possa tomar.

Por e para isto praticamos diariamente. São práticas como a deste sábado, 21 de agosto, que nos permitem abandonar a busca do controle e a entregar a vida nas Mãos de Deus, confiando que só Ele sabe o que é melhor para cada um de nós. E só com Ele podemos ter de volta a consciência e o conhecimento de nós mesmos. E conhecer a nós mesmos é conhecê-Lo. É a salvação!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lembrar e esquecer são partes da ecologia.

LIÇÃO 232

Fica em minha mente, meu Pai, ao longo do dia.

1. Fica em minha mente, meu Pai, quando eu acordar e brilha sobre mim durante todo o dia hoje. Deixa que cada minuto seja um tempo em que habito Contigo. E não me deixes esquecer a cada hora de dar graças porque Tu permaneces comigo e vais estar sempre à disposição para ouvir meu chamado a Ti e a me atender. Quando a noite surgir, deixa que todos os meus pensamentos ainda sejam Teus e de Teu Amor. E deixa que eu durma na certeza de minha segurança, certo de Teu cuidade e na feliz consciência de que sou Teu Filho.

2. É assim que todos os dias deveriam ser. Hoje, pratico o fim do medo. Tem fé n'Aquele Que é teu Pai. Confia todas as coisas a Ele. Deixa que Ele revere todas as coisas para ti e fica contente porque tu és o Filho d'Ele.

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COMENTÁRIO:

Atenção! Atenção! Atenção à atenção! Não é à toa que o lema dos escoteiros seja: "Sempre alerta". Apesar de nunca ter sido escoteiro, sempre busquei - alguns dizem "desde que me conheço por gente" - ficar atento a tudo o que se passa a minha volta. Como as crianças, não sabem? Muitas vezes, aparentemente entretidas com algumas brincadeiras, ouvem tudo, captam tudo o que acontece a seu redor. Esponjas. Antenas, ligadas a seu próprio receptor interno.

Se me distraio? É claro. Quem não se distrai? Ou quem não (se) trai, para usar um título de um livro conhecido nosso? Uma vez li uma resenha de um livro que diziam se tratar de uma mulher que guardava na memória absolutamente tudo o que lhe acontecera, tintim por tintim. Um pesadelo!, imagino. Vocês já pensaram não ser capazes de filtrar em suas lembranças o que teve significado e o que não teve? Livrar-se da dor e da tristeza do passado? Livrar-se do passado?

Esquecer é tão importante quanto lembrar. Apagar - hoje se diz deletar - os arquivos da memória para dar espaço ao novo, a novos interesses, é tão ou mais importante do que armazenar centenas de milhares de memórias de fatos de que nos lembramos de uma forma diferente daquela registrada por todos os envolvidos. E ajuda na tarefa de perdoar. Limpar. Purificar. É, nestes tempos de cuidados com o ambiente, uma medida absolutamente correta do ponto de vista ecológico.

Quantas vezes ficamos "ruminando" uma atitude aparentemente rude, de desatenção, ou mesmo uma grosseria declarada de alguém? Alimentamos, com isto, e fazemos crescer uma sensação interna desagradável que nos incomoda e perturba, sem nos darmos conta de que "isto não precisa ser assim". Podemos nos recusar a entregar o poder sobre nossas emoções e sensações a quem quer que seja.

A atenção ao divino em nós, ao Pai, pode fazer, e faz, milagres. E cura a percepção equivocada, mostrando-nos que aquilo que se apresenta com a aparência de ataque ou desamor é, na verdade, um pedido de ajuda. Um pedido de amor. Sempre! [Me desculpe, Salviano.]

É isto que praticamos nesta sexta-feira, dia 20 de agosto, sintonizados e afinados ao tema O que é a salvação?, que orienta estes nosso passos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Conhecer uma harmonia mais vasta

2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entar neste lugar diariamente para passarmos algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

LIÇÃO 231

Pai, eu quero apenas me lembrar de Ti.

1. Pai, o que posso buscar a não ser Teu Amor? Talvez eu pense que busco alguma outra coisa; alguma coisa à qual dei muitos nomes. No entanto, Teu Amor é a única coisa que busco ou já busquei. Pois não há, verdadeiramente, nada mais que eu possa querer encontrar. O que mais eu poderia desejar a não ser a verdade acerca de mim mesmo?

2. Esta é tua vontade, meu irmão. E compartilhar esta verdade comigo e também com Aquele Que é nosso Pai. Lembrar d'Ele é o Céu. É isto que buscamos. E é só isto que nos será dado achar.

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COMENTÁRIO:

Quem está atento às práticas e leu com atenção a introdução a esta segunda parte do ensinamento, há de lembrar de que ela falava de instruções periódicas a respeito de temas de particular importância entre as lições diárias.

Nesta quinta, dia 19 de agosto, recebemos a segunda destas instruções, que vai orientar nossos próximos dez passos, a contar da lição de hoje, a de número 231. O tema que vamos utilizar como apoio às lições seguintes é: O que é a salvação?

Para o ensinamento que praticamos "conhecer o milagre de Deus é conhecer" Deus. E uma vez que cada um de nós está na unidade com Ele, basta que nos conheçamos a nós mesmos para nosso conhecimento estar completo.

Porém, lembrando do que aconselha Ramana Maharshi, é preciso que busquemos usar sempre a auto-investigação, para aprendermos a nos desprender de vinculações, embora vivendo no mundo. O que não quer dizer "que somente uma atitude desprendida baste, sem uma campanha planejada [no caso do UCEM, os exercícios diários], pois o ego é sutil e tenaz e se refugiará até mesmo nas próprias ações destinadas a anulá-lo, vangloriando-se de humilhar-se ou gozando entregar-se à austeridade".

Para alcançar a salvação, é essencial que aceitemos a Expiação para nós mesmos, que da mesma forma que a salvação é um desfazer. Maharshi diz, também como o UCEM, que o auto-conhecimento pode nos levar a conhecer a harmonia mais vasta que há por trás das aparências do mundo e nos permitir, ao mesmo tempo, "exercer uma influência harmônica sobre o curso dos acontecimentos".

Diz ele: "Assim como você é, assim é o mundo. Sem compreender-se a si mesmo [de] que adianta tentar compreender o mundo? Eis uma questão que aqueles que procuram a verdade não precisam levar em conta".

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Uma lição a respeito do óbvio na prática

LIÇÃO 230

Agora quero buscar e achar a paz de Deus.

1. Fui criado na paz. E, na paz, continuo. Não cabe a mim modificar o meu Ser. Deus, meu Pai, é tão misericordioso que, quando me criou, Ele me deu a paz eterna. Agora eu peço apenas para ser o que sou. E isso me pode ser negado, se é verdadeiro para sempre?

2. Pai, busco a paz que Tu me deste em minha criação. O que foi dado então tem de estar aqui agora, pois minha criação se deu à parte do tempo e ainda continua além de toda mudança. A paz em que Teu Filho nasceu em Tua Mente brilha aí inalterada. Eu sou como Tu me criaste. Eu só preciso Te chamar para descobrir a paz que Tu deste. Foi Tua Vontade que a deu a Teu Filho.

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COMENTÁRIO:

Estava a procura de um comentário para esta lição quando uma amiga nossa muito querida, dona de uma sabedoria e de uma experiência neste mundo que já ultrapassa a casa das oito décadas bem vividas, me diz ao telefone que está lendo o Hipnotizando Maria, de Richard Bach - as primeiras cerca de vinte páginas.

Diz que o está achando muito óbvio, ao falar daquilo que, na expressão dela, "já estamos carecas de saber", que acha que ele, o autor, é capaz de "muito mais" do que este "bê-á-bá". Algo como dizer que ele apenas está chovendo no molhado, não lhes parece?

Digo-lhe, como aprendi há algum tempo, que é exatamente este o espírito do livro. O de lidar com o óbvio, o de mostrar-nos o óbvio, que é sempre o que temos maior dificuldade em aprender. Ou como diz o UCEM:

Este é um curso muito simples. Talvez não sintas que precisas de um curso que, no final, te ensina que só a realidade é verdadeira. Mas acreditas nisto? (...) Podes reclamar que este curso não é suficientemente específico para compreenderes e utilizares. Todavia, talvez não tenhas feito o que ele pleiteia de forma específica. Este não é um curso a respeito do jogo de ideias, mas a respeito da aplicação prática delas. Nada poderia ser mais específico do que ouvires que, se pedires, receberás" (T-11.VIII.1:1-3; 5:1-4).

E agora eu pergunto: alguém, de fato, acredita nisto?

Nesta quarta, 18 de agosto, vamos declarar em nossas práticas nosso único desejo verdadeiro: "a paz de Deus". Estaremos, quem sabe?, prontos para aprender o óbvio, quando estivermos, de fato, dispostos a reconhecer que não sabemos nada e que a paz de Deus é tudo o que queremos verdadeiramente.

Assim, sabendo disto, esperar "muito mais" de quem quer que seja revela apenas que ainda não abrimos nossas mentes e corações para tudo o que precisamos aprender a respeito do óbvio. Um aprendizado que vai nos levar a aceitar e a incluir o mundo inteiro, e todas as pessoas e coisas do mundo, em nosso abraço amoroso.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Amor é nossa verdadeira Identidade.

LIÇÃO 229

O Amor, que me criou, é o que sou.

1. Busco minha própria Identidade e A encontro nestas palavras: "O Amor, que me criou, é o que sou". Agora não preciso buscar mais. O Amor venceu. Ele esperou tão calmamente minha volta para casa que não vou mais me desviar da face santa de Cristo. E aquilo que vejo me afirma a verdade da Identidade que busquei perder, mas que meu Pai mantém a salvo para mim.

2. Pai, meus agradecimentos a Ti pelo que sou; por manteres minha Identidade intocada e inocente em meio a todos os pensamentos de pecado que minha mente tola inventou. E obrigado a Ti por me salvar deles. Amém.

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COMENTÁRIO:

O que é o perdão? É o primeiro destes últimos passos que começamos a dar na direção de descobrir a verdade a respeito de nós mesmos.

Para o ensinamento de UCEM, é essencial que aceitemos a Expiação [o desfazer do erro] para nós mesmos. E é o perdão que vai nos permitir receber e aceitar a Expiação. Pois o perdão, dado a nós mesmos sempre, nos libera do julgamento, e deste mundo inventado pelo julgamento para nos fazer crer que a ilusão que vivemos é verdadeira.

Nesta terça-feira, dia 17 de agosto, vamos praticar mais uma ideia que nos põe em contato com a verdade do que somos, para afastar de vez todas as sombras em que a ilusão busca esconder nossa verdadeira Identidade.

Pratiquemos, pois, com alegria lembrar que, na verdade, tudo o que somos é apenas o Amor, que nos criou. O Amor é nossa verdadeira Identidade e tudo que não venha d'Ele é tão-somente ilusão e não existe.

Um parêntese:

Deem comigo, por favor, quem puder e quiser, as boas vindas a Cris Lobato, minha querida prima gaúcha, que se juntou a nós dia destes. Tomara ela se sinta à vontade para dividir conosco sua sabedoria e sua experiência de vida, de alegria e de amor neste mundo. Bem-vinda, Cris.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O que a crença na separação faz conosco

LIÇÃO 228

Deus não me condena. Eu também não.

1. Meu Pai conhece minha santidade. Negarei o conhecimento d'Ele para acreditar naquilo que Seu conhecimento torna impossível? Aceitarei como verdadeiro aquilo que Ele declara ser falso? Ou aceitarei Sua Palavra como aquilo que sou, uma vez que Ele é meu Criador e Aquele Que conhece a verdadeira condição de Seu Filho?

2. Pai, eu estava equivocado em relação a mim mesmo porque deixei de perceber claramente a Fonte de onde vim. Não deixei aquela Fonte para entrar em um corpo e para morrer. Minha santidade continua a ser uma parte de mim, da mesma forma que sou parte de Ti. E meus erros acerca de mim mesmo são sonhos. Hoje eu os abandono. E fico pronto para receber apenas Tua Palavra por aquilo que sou verdadeiramente.

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COMENTÁRIO:

O que a crença do ego na separação faz conosco é esconder a unidade subjacente por trás de tudo o que vemos como aparentemente separado. Além  disso, para nos fazer continuar acreditando na possibilidade de a separação existir de fato, o ego se apresenta a nós como onipotente, onisciente e onipresente, instando-nos a acreditar em um Deus que nos julga e condena inteiramente, ora por fazermos o que fazemos, ora por não fazermos o que deveríamos saber. Como se soubéssemos o que é preciso fazer.

Isto não é verdade. É apenas parte de uma grande ilusão armada pelo ego para nos convencer a julgar as aparências, que são apenas formas ilusórias de esconder a verdade do que somos e do que o mundo realmente é.

A ideia que praticamos nesta segunda-feira, dia 16 de agosto, ainda dentro do tema O que é o perdão?, nos fala de nossa santidade e do conhecimento que Deus tem da verdade a nosso próprio respeito.

Pratiquemos, pois, aceitar o conhecimento de Deus em lugar de dar ouvidos ao que o ego quer nos fazer crer que somos, na ilusão que ele inventa para nos confundir.

domingo, 15 de agosto de 2010

Estamos sempre no lugar, no ponto final.

LIÇÃO 227

Este é meu instante santo de liberação.

1. Pai, é hoje que fico livre, porque minha vontade é Tua. Pensei atender a outra vontade. Porém não existe nada do que pensei separado de Ti. E sou livre porque estava equivocado, e não afetei de modo algum minha própria realidade com minhas ilusões. Agora desisto delas e as abandono aos pés da verdade, para serem eliminadas para sempre de minha mente. Este é meu instante santo de liberação. Pai, sei que minha vontade é una com a Tua.

2. E, assim, hoje, ficamos cientes de nossa volta alegre ao Céu, que, de fato, nunca deixamos. O Filho de Deus abandona seus sonhos neste dia. O Filho de Deus volta novamente para casa neste dia, liberado do pecado e coberto de santidade com sua mente correta devolvida a ele finalmente.

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COMENTÁRIO:

Neste domingo, dia 15 de agosto, damos mais um de nossos passos finais rumo à aquisição de percepção verdadeira. Somo gratos, infinitamente gratos, por praticar neste instante, "o instante santo" de nossa liberação.

Vou lhes pedir mais uma vez atenção para as instruções acerca do primeiro dos temas que vamos abordar neste período. Instruções que foram dadas na segunda-feira, quando iniciamos esta segunda e última parte de nossa jornada. Instruções acerca do tema: O que é o perdão?

Não estamos longe do Céu, "que, de fato, nunca deixamos". Basta que aprendamos a incluir em nós e em nossa experiência "todas as pessoas deste mundo", que "cada um está sempre procurando", como diz um dos personagens de um dos contos de Guimarães Rosa.

Este mesmo personagem fala daquilo que precisamos descobrir a nosso próprio respeito, quando buscamos alcançar o Céu, ao dizer que: "No coração a gente tem é coisas igual ao que nunca em mão não se pode ter pertencente: as nuvens, as estrelas, as pessoas que já morreram, a beleza da cara das mulheres"...

Ou ainda ao nos indicar o que há por trás da jornada que aparentemente empreendemos, dizendo: "Só estava seguindo... Estava bebendo [a] viagem. Deixa os pássaros cantarem. No ir - seja até onde se for - tem-se de voltar; mas seja como for, que se esteja indo ou voltando, sempre já se está no lugar, no ponto final".

Que me dizem? Este não é mesmo, ou pode vir a ser, o instante santo de nossa liberação?