sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Perdoar o mundo para ouvir a Voz por Deus


LIÇÃO 359

A resposta de Deus é uma forma de paz. Toda dor
é curada; todo sofrimento substituído pela alegria
Todas as portas das prisões estão abertas. E compreende-se
todo pecado simplesmente como um erro.

1. Pai, hoje perdoaremos Teu mundo e permitiremos que a criação seja Tua. Entendemos mal todas as coisas. Mas não transformamos os Filhos santos de Deus em pecadores. O que criaste sem pecado continua assim para todo o sempre. Nós somos assim. E nos alegramos por aprender que cometemos erros que não têm nenhum efeito verdadeiro sobre nós. O pecado é impossível e, a partir deste fato, o perdão descansa sobre uma base segura, mais sólida do que o mundo de sombras que vemos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ser redimidos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ficar em paz.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 359

Pergunto-lhes de novo, hoje, neste dia de Natal: que melhor forma há de se passar este dia do que com a ideia que a lição nos oferece para as práticas? 

Uma ideia que assegura que:

A resposta de Deus é uma forma de paz. [Deus só pode ser paz.] 
Toda dor é curada [Com Deus, n'Ele, não existe lugar para a dor.]
todo sofrimento substituído pela alegria [Deus é sinônimo de alegria.]
Todas as portas das prisões abertas [Deus é sinônimo de liberdade]
E compreende-se todo pecado simplesmente como um erro. 
[Na verdade, isto é, em Deus, o pecado não existe.]

Isto é, reforçando o que o Curso afirma inúmeras vezes, o pecado só existe como uma escolha equivocada do ego, um falso eu, que não tem nada a ver com o que somos verdadeiramente. Mas, para termos em nós a consciência bem clara da inexistência do pecado, precisamos perdoar o mundo, deixando-o ser exatamente como é. Por isso afirmamos nossa intenção de perdão, dizendo:

Pai, hoje perdoaremos Teu mundo e permitiremos que a criação seja Tua. Entendemos mal todas as coisas. Mas não transformamos os Filhos santos de Deus em pecadores. O que criaste sem pecado continua assim para todo o sempre. Nós somos assim. E nos alegramos por aprender que cometemos erros que não têm nenhum efeito verdadeiro sobre nós. O pecado é impossível e, a partir deste fato, o perdão descansa sobre uma base segura, mais sólida do que o mundo de sombras que vemos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ser redimidos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ficar em paz.

É, pois, a paz que vamos receber ao praticarmos como nos orienta a lição. É ela que nos oferece a certeza de que quando não estamos em paz é porque ainda não é a Voz por Deus que estamos ouvindo, ainda não é a resposta d'Ele. E isto pode nos levar a refletir acerca da necessidade de sermos sempre mais e mais agradecidos. 

E, repetindo o que eu já disse antes, esta necessidade de demonstrarmos gratidão tomou expressão do modo que se segue, como no ano passado:

Como é que não nos lembramos,
a maioria de nós, de agradecer
e agradecer permanentemente
por estarmos aqui, onde quer
que estejamos neste dia,
que se descortina maravilhoso,
para nosso desfrute e deleite?

É só isso que podemos fazer.
É só isso que precisamos fazer,
para que o mundo se nos apresente
por completo em sua maravilhosa
diversidade, em sua maravilhosa
unidade conosco e com o próprio Deus,
que nos dá a vida e o mundo
e nos dá ao mundo, para que ele
seja completo conosco e em nós,
para que sejamos completos com o mundo
e com o próprio Deus.

Agradecer e agradecer e agradecer.
A gratidão e o maravilhamento
ante o mundo de que desfrutamos,
o mundo que completamos, são os únicos
sentimentos que nos podem
devolver à unidade de que viemos,
de que somos e fazemos parte,
que se completa em nós
e à qual completamos.

Agradeçamos, pois, por estarmos aqui,
aonde quer que estejamos,
em qualquer estado em que nos encontremos,
mesmo que não O possamos ver, cegos;
mesmo que não O possamos sentir, insensíveis;
mesmo que não O possamos compreender, crianças, adultos;
mesmo que não O possamos reconhecer, egoístas;
mesmo que não possamos acreditar n'Ele, incrédulos.

Deus está conosco e nós n'Ele e em Seu Amor,
pois tudo o que existe, visível ou não,
é manifestação de Deus e de Seu Amor
a cada um de nós, filhos amados do Criador,
olhos, braços, mãos e pés, a afirmar
Sua Presença no mundo.
Não há, pois, outra maneira de Deus 
Se manifestar se não por meio de Suas criaturas,
nós e do mundo criado por amor de nós.

Paz e bem! 

Alegremo-nos hoje, abrindo-nos à celebração do novo nascimento do Cristo em nós. 

Às práticas?


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Deus espera sua ligação, que entre em sintonia


LIÇÃO 358

Nenhum pedido a Deus pode não ser ouvido nem
Deixado sem resposta. E posso ter certeza disso:
A resposta d'Ele é a única que quero realmente.

1. Só Tu, Que lembras o que realmente sou, lembras o que quero verdadeiramente. Tu falas por Deus e, por isso, Tu falas por mim. E aquilo que me dás vem do Próprio Deus. Então, meu Pai, Tua Voz também é minha e tudo o que quero é o que Tu me ofereces na forma exata que Tu escolhes que seja meu. Permite que eu me lembre de tudo o que não sei e deixa que minha voz silencie ao lembrar. Mas não me deixes esquecer de Teu Amor e de Teu cuidado, mantendo sempre Tua promessa a Teu Filho em minha mente. Não me deixes esquecer de que não sou nada, mas que meu Ser é tudo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 358

A ideia que vamos praticar hoje chama a nossa atenção, mais uma vez, para o fato de que:

Nenhum pedido a Deus pode não ser ouvido nem
Deixado sem resposta. 

Quer dizer, não precisamos nem pedir, pois basta que pensemos em algo para sermos atendidos, até mesmo bem antes de manifestarmos nosso desejo. Deus sabe, conhece, aquilo de que precisamos e nos dá antecipadamente tudo o que é necessário para vivermos a alegria que Ele quer para nós. Por isso é que podemos, cada um de nós, dizer, em sintonia com a lição:

E posso ter certeza disso:
A resposta d'Ele é a única que quero realmente.

Até mesmo quando o que recebemos a partir de um pedido que pensamos ter feito não se parece em nada com o que esperávamos obter por resultado, aquilo que, de fato, pedimos foi ouvido e o que recebemos é exatamente aquilo que precisávamos receber. Tanto é assim que uma das leis espirituais que se ensina na Índia, a segunda de quatro, reza [em toda e qualquer situação que se apresente]: 

Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.

Por quê?

Porque aquilo que pensamos desejar conscientemente nem sempre corresponde àquilo com que está sintonizada a energia de nossa intenção, àquilo que sentimos. E é aquilo que sentimos que faz materializar o que precisamos experimentar. 

É por isso que é interessante prestar toda a atenção de que somos capazes ao que dizemos, quando praticamos como nos orienta a lição: 

Só Tu, Que lembras o que realmente sou, lembras o que quero verdadeiramente. Tu falas por Deus e, por isso, Tu falas por mim. E aquilo que me dás vem do Próprio Deus. Então, meu Pai, Tua Voz também é minha e tudo o que quero é o que Tu me ofereces na forma exata que Tu escolhes que seja meu. Permite que eu me lembre de tudo o que não sei e deixa que minha voz silencie ao lembrar. Mas não me deixes esquecer de Teu Amor e de Teu cuidado, mantendo sempre Tua promessa a Teu Filho em minha mente. Não me deixes esquecer de que não sou nada, mas que meu Ser é tudo.

Isto é: Só Tu, o Eu Sou em mim, és quem sabe e lembra o que quero verdadeiramente.

E, agora, acho que vale a pena repetir a historinha que usei aqui no comentário dos últimos anos, adaptada de um livro chamado Orações, e que tem a ver com a ideia para as práticas de hoje.

Imagine que você mora em uma cidadezinha pequena deste país e que a vida não é um mar de rosas. Entre as coisas que o aborrecem há um buraco enorme, uma cratera, em frente a sua casa e as autoridades locais não deram a menor atenção a nenhum de seus pedidos para que o buraco fosse fechado.

Finalmente, no mais absoluto desespero e num acesso de raiva, você liga para a presidente. Para sua surpresa, a presidente atende! Você gagueja um pouco, mas explica o problema. A presidente não diz nada. E você, perturbado, desliga o telefone. Sem nenhuma expectativa.

Porém, na manhã seguinte, olha pela janela e - incrível! - há vários caminhões na sua rua. Um exército de engenheiros e operários trabalha para consertar a rua. A presidente levou a sério seu apelo e mandou suas tropas para ajudá-lo.

É isso o que significa ter suas orações atendidas.

Exceto pelo fato de que Deus é infinitamente mais poderoso do que a presidente. E pode fazer muito mais do que apenas tapar um buraco para você. Ele pode alterar - e altera a cada instante - todo o curso de toda a existência para atender a um pedido seu. Mas você precisa ter em mente que a única coisa que, de fato, quer com todas as suas forças é a resposta d'Ele, a atenção d'Ele. Fazer da Vontade d'Ele a sua. Tê-Lo em primeiro lugar.

E, como diz o livro - e o Curso também -, é bem mais fácil falar com Deus do que com a presidente. Deus está sentado ao lado do telefone esperando apenas que você faça a ligação. Esperando que você entre na sintonia d'Ele.

As práticas não são nada mais do que uma forma de fazê-la.

Quem quer ter seus pedidos atendidos nesta véspera de Natal?

Ao telefone! Ops, quero dizer, às práticas! 

Não é a mesma coisa?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

"... infinito é longe, mas perto do meu desejo."


LIÇÃO 357

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

1. O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:

"Olha para a inocência dele e sê, tu, curado."

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 357

É preciso, para começarmos as práticas de hoje, que devotemos toda a nossa atenção, mais uma vez, à ideia que as vai orientar. Uma ideia que deve e vai servir de guia e orientação para tudo o que vamos fazer durante este dia. 

Primeiro, não há - pelo menos acho que não, a esta altura - como duvidar de que: 

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

Sabemos que, na verdade, não há nada a pedir, porque tudo o que é do Pai-Mãe-Deus nos pertence. E sabemos também que, a partir do ensinamento do Curso, só nos falta aquilo que não damos. O que nos aprisiona não é nada além da ideia de que nos falta alguma coisa, o que nos leva ao apego. 

É por isso que precisamos entrar em sintonia com o que nos diz a lição de hoje, como forma de tomarmos consciência de que é o perdão, reflexo da verdade, que vai nos libertar e libertar o mundo inteiro. Pois:

 O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:

"Olha para a inocência dele e sê, tu, curado."

Lembrando-os(as) do que escrevi no comentário dos anos, Stephen Mitchell, a quem já citei várias vezes, escreve em um de seus livros:

"O reino de Deus é como um tesouro enterrado num campo; é como uma pérola de grande valor; é como voltar para casa. Quando o encontramos, encontramos a nós mesmos, tornamo-nos donos de uma riqueza infinitamente mais valiosa do que qualquer sonho, e nos apercebemos de que podemos aguentar perder tudo mais no mundo, até mesmo (se preciso for) alguém a quem amamos mais do que a própria vida."

Isto, em meu modo de ver, é a mesma coisa que dizer que encontrar o reino de Deus é encontrar a verdade a nosso próprio respeito, que é também a verdade de que Jesus fala como sendo o meio pelo qual seremos libertados, pois, conhecendo a verdade, conhecemos Deus.

É a isso que se refere a ideia para as práticas de hoje. É isso que precisamos aprender, reconhecer, aceitar e pôr em prática em nossa experiência neste mundo de sentidos e formas, para sermos capazes de desenvolver e usar um novo modo de olhar para o mundo. E para tudo o que aparentemente há nele, como nos diz também Daniel Lima, de quem já lhes falei também, num poema intitulado Barcarola da Vida:

Sei que é só meu o de dentro;
se é de fora não é meu,
pois tudo faz-se-me estranho
se o amor não o torna eu.

Mas vai-se passando a vida,
as horas chegando ao fim:
e há mundos novos que esperam
surgir através de mim.

Há mundos novos possíveis,
de graça, força e paixão
de emoções jamais sentidas,
que só por mim nascerão.

(...)

Mas que fazer, se me esbarro
na dor dos limites meus,
no espaço e tempo do corpo,
que não me deixa ser Deus?

(...)

Meu Deus, o infinito é longe,
mas perto do meu desejo. 

Isto é - lembram? - a mesma coisa que dizer como o Curso ensina: "quando quiseres só amor, é só isso que verás". Quer dizer, só depende de nós chegar a Deus, porque Ele não existe fora de nós, buscá-lo fora, nas coisas e pessoas e situações do mundo, é o grande equívoco. É para dentro que precisamos voltar nosso olhar. Qual é nosso maior desejo? Deus? Alguma coisa no mundo? O amor de alguém no, e do, mundo? Lembremo-nos, uma vez mais, de que aquele que põe o reino em primeiro lugar obtém tudo, tudo, tudo aquilo de que precisa. E nada pode lhe falta. Nunca, nunca, nunca!

Às práticas? 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A única coisa a ser corrigida é nossa percepção


LIÇÃO 356

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

1. Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 356

Como já lhes disse em comentário anterior, li muito tempo atrás, numa revista Playboy, uma entrevista com a Madona, em que ela dizia que ninguém passa impunemente por uma educação religiosa nos moldes da judaico-cristã. Quer dizer, ninguém sai ileso de tal educação. Uma vez que aceitemos o que nos ensina a maioria dos preceitos religiosos cristãos - para o catolicismo, cristianismo ocidental, ressalve-se -, ao nascer deixamos de ser inocentes. Pode? 

Pode um filho de Deus nascer do pecado? Nascer pecador, necessitar de um batismo ou de um ritual qualquer para ter de volta sua inocência? Uma inocência que, na verdade, nunca se perdeu, nunca se perde e nunca se perderá, porque não pode ser de nenhuma forma maculada por quaisquer atos ou omissões em nossa experiência de vida. E o ensinamento cristão não para por aí, acusa-nos a todos de assassinos, pois somos, segundo ele, os causadores da crucificação de Jesus. E mais, distorcendo a mensagem de Jesus que nos chegou, afirma que só ele é filho de Deus; o restante de nós se compõe de bastardos. 

E muitos, muitos, mas muitos, são levados a acreditar nisso. E isso serve como pretexto para enriquecer milhares de padres, de pastores, de igrejas, que se proclamam representantes do Senhor, arautos da salvação.

Daí a necessidade de um trabalho cada vez mais intenso para a mudança de nossa forma de pensar. Para que sejamos capazes de nos livrar dos conceitos caros ao catolicismo: entre eles o do pecado. Ou a ideia, inventada por um Santo Agostinho em crise de meia idade, de que todo o sofrimento por que aparentemente passamos no mundo só poderia se dever a "um pecado original". Isto é, um pecado que "teríamos" todos desde antes do nascimento, apenas pelo fato de "nascermos" para este mundo de ilusões. 

É preciso, pois, que busquemos sempre mais, e cada vez com a maior atenção de que somos capazes, criar e desenvolver em nós a consciência de que

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

como nos diz a ideia para as práticas de hoje. Aliás, alegria é também sinônimo de cura e de Deus, uma vez que o Curso ensina que "curar é devolver a alegria".

A ideia que vamos praticar mais uma vez hoje ensina também que cura é um dos nomes de Deus, e que basta dizer o Nome d'Ele para que voltemos a encontrar nossa Identidade de filhos n'Ele e com Ele. Basta dizer Seu Nome para reconhecer Seu Filho, no Ser em nós, Aquele Que somos na verdade em Deus. Basta dizer o Nome de Deus para adentrarmos em Seu Reino, que é também a nossa casa, o nosso lar verdadeiro. 

A ideia para as práticas de hoje fala ainda da doença como outro nome para o pecado, que o Curso ensina não existir. Haverá uma contradição aí? Não, não creio. O que acontece é que, em geral, quando o Curso fala no pecado, ele quer apenas se referir ao único problema que precisamos resolver, que é a crença na separação. 

Assim, qualquer doença que percebemos só pode ser também parte da ilusão que criamos e construímos por nos acreditarmos separados. Na unidade com Deus, nosso estado verdadeiro, não pode existir doença. É um equívoco, portanto, rezar para que alguém se cure de qualquer doença, tanto de acordo com o Curso [isso seria dar realidade a uma ilusão], quanto com Joel Goldsmith. Tudo o que é preciso fazer é nos voltarmos para a unidade de que pensamos nos ter separado. Isto significa dizer ainda, em conformidade também com o ensinamento do ho'oponopono, que a única coisa que precisa ser corrigida é nossa percepção equivocada. 

Ou ainda, dizer, com certeza, em afinidade com as práticas deste dia:

Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele. 

Ou, mais ainda, tomar consciência de que, como diz Ken Wilber, se estivermos olhando para o mundo e vendo nele quaisquer problemas, coisas, pessoas ou situações que nos incomodem, deprimam, enfureçam, que nos deixem inquietos ou temerosos, precisamos mudar nosso modo de olhar. Pois, para o olhar correto - o crístico -, o que vemos tem apenas de nos informar.

Às práticas?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A gente carece de acordar do encanto do mundo


LIÇÃO 355

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quando aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

1. Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 355

A ideia que vamos praticar hoje é mais do que simplesmente auto-explicativa. Ela é um facho de luz, que possui claridade e brilho ímpares. Uma luz que remete claramente à ideia de que só nós - cada um de nós no tempo que melhor lhe aprouver - podemos nos decidir pela felicidade que dura para sempre, pela paz, pela alegria e pelos milagres. 

E de que forma?

Aceitando a Palavra de Deus, que é a única decisão que temos de tomar, que pode nos levar ao autoconhecimento, a Deus, à experiência de uma paz e de uma alegria que não têm fim, a uma capacidade de oferecer e fazer acontecerem todos os milagres necessários para a experiência da alegria e da paz completas e perfeitas que são a Vontade de Deus para todos e para cada um de nós. Ou como dizemos, em sintonia com a lição que praticamos:

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quanto aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

Por que não?

Conforme o Curso ensina, Deus é uma ideia, e só podemos reforçar a fé em Deus pelo compartilhar o que somos na unidade com Ele. Vivendo o Eu Sou que compartilhamos com Ele, que é o que somos.

A dificuldade para tanto está no fato de que ainda é difícil para alguns de nós - a maioria, pode-se dizer - compreender, acreditar e aceitar que, assim como Deus, nós também somos apenas uma ideia [a ideia de cada um a respeito de si mesmo, e que na maioria das vezes é uma ideia equivocada porque baseada no sistema de pensamento do ego, o falso eu]. A vida que aparentemente vivemos neste mundo não tem absolutamente nada a ver com a vida que é vida verdadeiramente.

Por que esperar, então, para aceitar a Palavra de Deus, que pode nos pôr em contato com a vida, que é expressão do divino apenas? Expressão da alegria e da paz que não têm em fim.

Por que não dizer, pois, como a lição orienta?:

Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.

É a partir da aceitação de nós mesmos como apenas ideia que podemos aprender e exercitar a doação de nós mesmos de forma completa sem medo de perder coisa alguma, para só ganhar, pura e simplesmente. Pois não há nada a perder. E, como já lhes disse, citando o jagunço Riobaldo, aceitar-nos como ideia, é saber, como ele parece saber, quando diz que:

Tem horas ... que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto. As pessoas, e as coisas, não são de verdade!

Quer dizer, precisamos acordar do encanto do mundo, que é só ilusório. E mais:

O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não saber!

Não lhes parece, então, que basta abandonarmos tudo aquilo que nos afasta da alegria e nos mantém presos no transe hipnótico de um mundo que não é de verdadeiro para vivermos a alegria e a paz sem fim que é nosso direito de filhos de Deus?

Por que esperar? 

Às práticas?

domingo, 20 de dezembro de 2015

Calar o ego para viver a experiência da unidade


LIÇÃO 354

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

1. Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d"Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim?

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 354

Estar em Cristo, com Cristo, é experimentar a graça. Ou como diz o Curso, no sétimo capítulo, a respeito do estado de graça: "A graça é o estado natural de todo Filho de Deus. Quando ele não está em estado de graça, está fora de seu ambiente natural e não funciona bem. (...) Um Filho de Deus só é feliz quando sabe que está com Deus".

É isso que vamos buscar aprender a vivenciar mais uma vez com a ideia para as práticas de hoje, em que dizemos, para começar:

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

Ou não podemos nos considerar seres da graça, que vivem pela e para a graça, a partir da consciência de que somos todos um e mesmo Filho, na Unidade com a Essência do Amor, que é o que somos?

Só a partir dessa consciência, ou da certeza de que podemos encontrá-la em nós mesmos, é que podemos dizer, como pede que digamos a lição:

Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d"Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim?

Sempre que fazemos calar o ego e nos deixamos envolver pelo silêncio, permitindo que a mente se esvazie de pensamentos de separação, vivemos a experiência da unidade. E podemos ter a experiência do Eu Sou, que é o que somos em Deus, na experiência da consciência do Cristo.

É a consciência desta unidade que vai permitir que vivamos o Eu Sou e que vai nos deixar dizer, como o evangelista: "já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim". Ou que vai nos levar ao estado em que vamos ser capazes de, como aconselha, Joel Goldsmith em seus livros, deixar que Deus viva a nossa vida por nós. 

Por e para isso praticamos. 

Às práticas?

sábado, 19 de dezembro de 2015

Não somos separados uns dos outros, nem de Deus


LIÇÃO 353

Meus olhos, minha língua, minhas mãos, meus pés têm
Uma única finalidade hoje: serem oferecidos a Cristo
Para serem usados para abençoar o mundo com milagres.

1. Pai, hoje dou tudo o que é meu a Cristo, para ser usado de qualquer maneira que sirva melhor ao objetivo que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu temos um objetivo comum. Assim, o aprendizado quase chega ao fim estabelecido para ele. Trabalho com Ele mais um instante para atender a Seu objetivo. Em seguida me abandono em minha Identidade e reconheço que Cristo não é senão o meu Ser.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 353

A ideia para as práticas de hoje está relacionada àquilo a que chamamos de amor, sem saber bem do que falamos, quando pensamos nisso. E também está relacionada àquilo a que o ensinamento chama de entrega, o que se pode considerar a única forma verdadeira de amor. Isto é, o entregar-se à vida, ao si-mesmo, ao outro, que é extensão e complemento do si-mesmo, ao Ser, ao Espírito Santo, a Deus, é que é viver, de fato, na prática, o que sabemos e falamos do amor na teoria. É só a partir dessa consciência que podemos dizer, entregando-nos por inteiro:

Meu olhos, minha língua, minhas mãos, meus pés têm
Uma única finalidade hoje: serem oferecidos a Cristo
Para serem usados para abençoar o mundo com milagres.

Já pensaram quão diferente seria nossa vida se todos os dias, ao acordar para as práticas, pudéssemos dizer com todas as letras e realizar de todo o coração o propósito a que a ideia de hoje nos convida? 

Na verdade, como só nos movemos em Deus, mesmo não tendo consciência disso, nós nos movemos o tempo inteiro no amor, que é também o que somos em Deus, com Ele. Por isso é que tudo o que fazemos, e que fazemos a partir da sintonia com o Ser em nós, mesmo que não estejamos consciente de que o fazemos com o Ser, é no amor que fazemos. E precisamos ser gratos por isso o tempo inteiro. 

Neste tempo de celebração de que nos aproximamos, e que nos prepara para o renascer do Cristo em nós, no Natal simbólico da criança divina, nada melhor do que nos prepararmos, cheios da mais pura gratidão de que somos capazes, para dar tudo o que temos a Cristo, dizendo com a lição:

Pai, hoje dou tudo o que é meu a Cristo, para ser usado de qualquer maneira que sirva melhor ao objetivo que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu temos um objetivo comum. Assim, o aprendizado quase chega ao fim estabelecido para ele. Trabalho com Ele mais um instante para atender a Seu objetivo. Em seguida me abandono em minha Identidade e reconheço que Cristo não é senão o meu Ser.

Muitas vezes não sabemos manifestar nossa gratidão. Achamos que um muito obrigado é pouco e, na falta de palavras melhores, mais grandiosas e eloquentes, acabamos por não dizer nada. Porém, quando agradecemos estamos emprestando nossa bênção ao mundo, à pessoa ou pessoas a quem agradecemos. Estamos, ao mesmo tempo, reconhecendo nossa ligação com o divino, aceitando esta ligação e contribuindo para que o mundo todo apague a crença na separação. 

E, quando pensamos em agradecer de forma sincera, reconhecendo que o outro apenas nos faz ver aspectos de nós mesmos que não conhecíamos antes, ou de que não tínhamos ciência, isto já é agradecimento. O gesto, quando feito de coração, é importante, mas não menos importante do que a intenção do gesto, pois, se, por alguma razão, qualquer que seja ela, o gesto não se concretiza, o universo registra a intenção e o que recebemos vem como resultado daquilo que demos, pois dar e receber são a mesma coisa, conforme já aprendemos. 

Na verdade, não estamos, não somos separados. Nunca estivemos nem fomos, nem nunca estaremos ou ficaremos. Nem uns dos outros e nem de Deus. As distâncias que "aparentemente" nos separam devem-se apenas a escolhas que fizemos - ou fazemos - e que são só ilusórias, uma vez que, como o Curso ensina, a comunicação se dá sempre entre as mentes, e não entre corpos. 

Às práticas? 

OBSERVAÇÃO:  Este comentário, inclusive seu título, repete o comentário feito a esta mesma lição no ano passado.