domingo, 6 de maio de 2012

Tudo o que somos em Deus é apenas amor


LIÇÃO 127

Não há nenhum amor a não ser o de Deus.

1. Talvez penses que diferentes tipos de amor são possíveis. Talvez penses que há um tipo de amor para isto, um tipo para aquilo; um modo de amar alguém, outro modo ainda de amar outro alguém. O amor é único. Ele não tem nenhuma parte separada e nenhum grau; nenhum tipo, nem níveis; nenhuma divergência e nenhuma distinção. Ele é igual a si mesmo, inteiramente imutável. Ele nunca se altera com uma pessoa ou uma circunstância. Ele é o Coração de Deus e o de Seu Filho também.

2. O significado do amor está escondido de qualquer um que pense que o amor pode mudar. Ele não percebe que mudar o amor tem de ser impossível. E, deste modo, ele pensa que, às vezes, pode amar e, noutras, odiar. Ele também pensa que o amor pode ser oferecido a um e ainda permanecer ele mesmo embora seja negado a outros. Acreditar nestas coisas a respeito do amor é não compreendê-lo. Se ele pudesse fazer tais distinções, teria de julgar entre o justo e o pecador, e perceber o Filho de Deus em partes separadas.

3. O amor não pode julgar. Do mesmo modo que ele é unico em si mesmo, ele olha para tudo como um só. Seu significado está na unidade. E tem de escapar à mente que pensa nele como tendencioso ou parcial. Não há nenhum amor a não ser o de Deus e tudo o que se refere ao amor é d'Ele. No lugar onde não há amor não há nenhum outro princípio que governe. O amor é uma lei que não tem oposto. Sua completude é o poder que mantém todas as coisas unas, a ligação entre o Pai e o Filho que Os mantém eternamente como o mesmo.

4. Nenhum curso cujo objetivo seja te ensinar a te lembrares do que és realmente poderia deixar de enfatizar que não pode existir nunca uma diferença entre o que tu és realmente e o que o amor é. O significado do amor é teu próprio significado, e compartilhado pelo Próprio Deus. Pois o que tu és é o que Ele é. Não há nenhum amor a não ser o d'Ele, e o que Ele é é tudo o que existe. Sobre Ele Mesmo não se impõe nenhum limite e, por isto, tu também és ilimitado.

5. Nenhuma lei a que o mundo obedeça pode te ajudar a apreender o significado do amor. Aquilo em que o mundo acredita foi feito para esconder o significado do amor e para mantê-lo oculto e secreto. Não há nenhum princípio que o mundo sustente que não viole a verdade do que o amor é e do que tu também és.

6. Não busques no mundo para achar teu Ser. Não se encontra o amor na escuridão e na morte. Porém ele é completamente aparente aos olhos que veem e aos ouvidos que ouvem a Voz do amor. Hoje praticamos libertar tua mente de todas as leis a que pensas ter de obedecer; de todos os limites sob os quais vives e de todas as mudanças que pensas serem parte do destino humano. Hoje damos o maior passo individual que este curso exige em teu avanço na direção à meta que ele estabeleceu.

7. Se conseguires, hoje, o mais leve vislumbre do que o amor significa, avançaste uma distância imensurável e um tempo maior do que o que se pode contar em anos na direção de tua liberdade. Então, vamos, juntos, ficar contentes por dedicar algum tempo a Deus hoje e compreender que não há uso melhor para o tempo do que este.

8. Escapa, hoje, de todas as leis nas quais acreditas agora por duas vezes durante quinze minutos. Abre tua mente e descansa. É possível, para qualquer um que não dê valor a ele, escapar do mundo que parece te aprisionar. Retira todo o valor que deste a seus parcos oferecimentos e dádivas insignificantes e deixa que a dádiva de Deus substitua todas elas.

9. Chama por teu Pai, certo de que a Voz d'Ele responderá. Ele Mesmo assegura isto. E Ele Mesmo colocará uma centelha de verdade em tua mente sempre que desistires de uma crença falsa, uma ilusão sombria de tua própria realidade e do que o amor significa. Ele brilhará através de teus pensamentos inúteis hoje e te ajudará a compreender a verdade a respeito do amor. Ele habitará contigo em mansidão amorosa, quando permitires que Sua Voz ensine o significado do amor a tua mente pura e aberta. E Ele abençoará a lição com Seu Amor.

10. Hoje a quantidade de anos futuros de espera pela salvação desaparece diante da intemporalidade do que aprendes. Demos graças, hoje, por sermos poupados de um futuro idêntico ao passado. Hoje, deixamos o passado atrás de nós, para não ser lembrado jamais. E erguemos nossos olhos para um presente diferente do passado em todos os aspectos.

11. O mundo incipiente é recém-nascido. E nós o observamos crescer em saúde e força, para distribuir sua bênção sobre todos que vierem aprender a pôr de lado o mundo que pensavam que era feito no ódio para ser inimigo do amor. Agora todos ficaram livres junto conosco. Agora todos são nossos irmãos no Amor de Deus.

12.Nós nos lembraremos deles ao longo do dia, porque não podemos deixar uma parte de nós fora de nosso amor, se quisermos conhecer nosso Ser. Pensa, pelo menos três vezes por hora, em alguém que faz a jornada contigo e que veio aprender aquilo que tu tens de aprender. E, quando ele vier a tua mente, dá-lhe esta mensagem de teu Ser:

Eu te abençoo, irmão, com o Amor de Deus, que
quero compartilhar contigo. Pois quero aprender
a lição feliz de que não há nenhum amor a não ser
o de Deus e o teu e o meu e o de todos.

*

COMENTÁRIO:

Neste domingo, dia 6 de maio, a ideia que vamos praticar oferece a oportunidade de, mais uma vez, nos pormos em contato com aquilo que somos verdadeiramente. Isto é, temos, hoje, novamente, a oportunidade de aprender a respeito do amor, que é o que somos, e de Deus, que é o Amor Que Somos. Pois é só amor  o que somos, que é também o que Deus é, se pudéssemos, de algum modo, vislumbrar uma forma de apreender o que Ele é. Pois Ele é o Inominável, o Indizível e nada do pudermos dizer a respeito d'Ele O define, uma vez que definir é limitar e Ele não conhece limites. Por outro lado, tudo o que dissermos d'Ele também não é o que Ele é, porque tudo o que conhecemos conhecemos dentro de uma consciência ainda limitada por nossa experiência da, e na, forma.

No entanto, uma das lições que já praticamos mais de uma vez garante que ainda somos como Deus nos criou, pois não há como sermos diferente. Esta, contudo, é uma ideia de difícil aceitação no mundo das aparências, das formas e das ilusões. Por isto, as práticas de hoje podem nos auxiliar a dar um grande passo em direção à liberação do mundo. E, é claro, em primeiro lugar, para a nossa própria liberação dele. Pois vamos aprender que não há nada de valor no mundo em que aparentemente vivemos. Ao contrário, o mundo busca esconder o significado do amor, de modo a não o descobrirmos e, por consequência, não nos descobrirmos nele. E nem a Deus em nós.

Vamos, pois, praticar de acordo com as orientações de hoje, para apressar nosso encontro com o Ser em nós, de Quem equivocadamente pensamos estar separados. Pois, como o Curso afirma em determinado ponto, já somos Aquilo que buscamos, como já disse também outras vezes.

sábado, 5 de maio de 2012

O único grande segredo que vale a pena aprender



LIÇÃO 126

Tudo o que dou é dado a mim mesmo.

1. A ideia de hoje, completamente estranha para o ego e para o modo de pensar do mundo, é vital para a inversão da forma de pensar que este curso trará. Se acreditasses nesta afirmação, não haveria nenhum problema em relação ao perdão completo, à certeza da meta e à direção correta. Tu compreenderias o meio pelo qual a salvação vem a ti e não hesitarias em usá-lo agora.

2. Consideremos aquilo em que de fato acreditas em lugar desta ideia. Parece-te que as outras pessoas estão separadas de ti e que são capazes de se comportarem de maneiras que não têm nenhuma relação com teus pensamentos, nem os teus com os delas. Por isto, tuas atitudes não têm nenhum efeito sobre elas e os pedidos de ajuda delas não estão de nenhuma forma relacionados aos teus. Pensas, além disso, que elas podem pecar sem afetar tua percepção de ti mesmo, enquanto que tu podes julgar o pecado delas e, ainda assim, permanecer livre de condenação e em paz.

3. Quando "perdoas" um pecado não há francamente nenhum ganho para ti. Tu ofereces caridade a alguém indigno apenas para salientar que és melhor, que estás em um plano mais elevado do que aquele a quem perdoas. Ele não merece tua tolerância generosa, que concedes a alguém não merecedor da dádiva, porque seus pecados o reduzem a uma condição inferior à de uma verdadeira igualdade contigo. Ele não tem nenhum direito a teu perdão. Teu perdão estende uma dádiva a ele, mas dificilmente a ti mesmo.

4. Deste modo, o perdão é basicamente deletério; uma generosa extravagância, benevolente, apesar de não merecida, uma dádiva às vezes concedida, noutras negada. Não merecido, é justo negá-lo e não é justo que sofras quando ele é negado. O pecado que perdoas não é teu. Alguém separado de ti o cometeu. E se, então, fores bondoso para com ele, dando-lhe aquilo que ele não merece, a dádiva não é mais tua do que o pecado era dele.

5. Se isto for verdadeiro, o perdão não tem nenhuma base confiável e segura sobre a qual se apoiar. Ele é uma excentricidade, na qual tu, algumas vezes, escolhes dar de forma bondosa um alívio não merecido. Entretanto, continua a ser teu direito não permitir que o pecador escape do pagamento justo por seu pecado. Pensas que o Senhor do Céu permitiria que a salvação do mundo dependesse disto? O cuidado d'Ele por ti não seria, de fato, pequeno se tua salvação se baseasse em uma extravagância?

6. Tu não compreendes o perdão. Do modo como o vês, ele é apenas um controle imposto ao ataque aberto, que não exige correção em tua mente. Do modo como o percebes, ele não pode te oferecer a paz. Ele não é um meio para tua liberação daquilo que vês em alguém diferente de ti mesmo. Ele não tem nenhum poder para restabelecer tua unidade com ele em tua consciência. Ele não é o que Deus pretendia que ele fosse para ti.

7. Ao não Lhe dares a dádiva que Ele te pede, tu não podes reconhecer as dádivas d'Ele e pensas que Ele não as deu a ti. Porém, Ele te pediria uma dádiva a menos que ela fosse para ti? Ele poderia ficar satisfeito com gestos vazios e avaliar tais dádivas mesquinhas como dignas de Seu Filho? A salvação é uma dádiva melhor do que isto. E o perdão verdadeiro, como a forma pela qual ela é obtida, tem de curar a mente que dá, porque dar é receber. Aquilo que permanece não recebido não foi dado, mas aquilo que foi dado tem de ser recebido.

8. Hoje tentamos compreender a verdade segundo a qual doador e receptor são o mesmo. Precisarás de ajuda para tornar isto significativo, porque é muito estranho ao modo de pensar a que estás acostumado. Mas a Ajuda de que precisas está aí. Oferece tua fé a Ele hoje e pede a Ele que compartilhe de tua prática com a verdade hoje. E se captares apenas um vislumbre pequenino do alívio que há na ideia que praticamos hoje, este será um dia de glória para o mundo.

9. Dá, hoje, quinze minutos duas vezes à tentativa de compreensão da ideia de hoje. Ela é o pensamento a partir do qual o perdão assume o lugar correto em tuas prioridades. Ela é o pensamento que vai liberar tua mente de todos os obstáculos àquilo que o perdão significa e permitir que percebas claramente o valor dele para ti.

10. Em silêncio, fecha os olhos sobre o mundo que não compreende o perdão e busca refúgio no lugar sereno em que os pensamentos se transformam e as falsas crenças são abandonadas. Repete a ideia de hoje e pede ajuda para compreender o que ela significa realmente. Dispõe-te a ser instruído. Alegra-te em ouvir a Voz da verdade e da cura falar contigo e compreenderás as palavras que Ele diz, e reconhecerás que Ele te diz tuas próprias palavras.

11. Tantas vezes quantas puderes, lembra a ti mesmo de que tens um objetivo hoje; um objetivo que torna este dia de valor especial para ti mesmo e para todos os teus irmãos. Não deixes que tua mente se esqueça deste objetivo por muito tempo, mas dize a ti mesmo:

Tudo o que dou é dado a mim mesmo. A Ajuda de que preciso para
aprender que isto é verdadeiro está comigo agora. E confiarei n'Ele.

Em seguida passa um momento tranquilo, abrindo tua mente para a correção d'Ele e para Seu Amor. E acreditarás no que ouves d'Ele porque o que Ele dá será recebido por ti.

*

COMENTÁRIO:

Reprisando, com pequenas modificações, o comentário feito a esta lição em 2011, inclusive seu título:


Recebi uma mensagem de uma colega ontem perguntando o que fazer quando a raiva nos impede de exercitar o perdão. O que fazer quando acreditamos que já nos perdoamos por determinado problema e ele se apresenta mais uma vez? 


Isto, me parece, tem a ver com a pergunta feita a Jesus a respeito de quantas vezes é preciso que perdoar um irmão, a qual ele respondeu dizendo: "sete vezes setenta" ou "setenta vezes sete", querendo, com a resposta, dizer infinitas vezes.

Vejam, pois, se o comentário feito também anteriormente não cabe direitinho como resposta a estas questões, bem como a várias outras que se apresentam a nossa experiência, quando ainda não aprendemos a abandonar a crença na separação, ou quando ainda não reconhecemos e aceitamos que dar e receber são a mesma coisa, conforme nos ensinou uma lição há não muito tempo. Fiz algumas pequenas modificações, mas em geral o texto é o mesmo.

Alguém me pergunta via mensagem pela internet a respeito do modo com que o ensinamento do UCEM lida com a questão do perdão. De acordo com o Curso, não se pode transformar em verdadeiro o pecado de alguém, em algo que realmente aconteceu para depois perdoar. É preciso pensar nele - no pecado - como algo que não existe. É difícil de se entender isto, não? Como fazê-lo?

Aprendendo que o que vemos sempre é: ou apenas uma projeção daquilo que trazemos interiormente que se manifesta para confirmar nossa(s) crença(s), que se manifesta para atender a um pedido nosso de uma determinada experiência, para nos ensinar algo que ainda não aprendemos a respeito de nós mesmos, algo que esquecemos, na verdade, e de que queremos lembrar; ou um pedido de amor, venha na forma que vier; ou uma extensão do amor, que é o que somos intrinsecamente.

O mundo, e todas coisas do mundo, as pessoas, os seres animados e inanimados, tudo e todos são neutros, bem como todas as experiências. O que muda então? Apenas o modo de ver, a maneira de olhar para tudo e para todos.

Se voltarmos, entre várias, a uma das leituras do Curso, feitas no grupo de estudos, vamos encontrar o seguinte - vou comentar entre colchetes cada uma das frases:

1) "Tens de receber a mensagem que dás, porque ela é a mensagem que queres." [Dito de outra maneira, aquilo que ensino sempre é o que quero e preciso aprender, mesmo que eu não tenha consciência disto. Na verdade, o Curso ensina que só aprendemos o que ensinamos. E, mais do que isto, que estamos sempre ensinando e, por conseguinte, sempre aprendendo. Ou lembrando.]

2) "Podes acreditar que julgas teus irmãos pelas mensagens que eles te dão, mas [na verdade] tu os julgas pela mensagem que dás a eles." [As pessoas se apresentam em nossa vida para atender a todo tipo de anseio que temos, mesmo àqueles anseios mais profundos, para nos ensinar a ver aspectos de nós mesmos que não vemos sozinhos. Tudo o que elas fazem é nos trazer uma mensagem que pedimos que nos fosse trazida. Não as podemos julgar por nada do que fazem. Lembram-se de: "Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem."?]

3) "Não atribuas a eles tua negação da alegria ou não poderás ver neles a centelha que te traria a alegria." [Ninguém, a não ser cada um de nós mesmos, pode ser responsabilizado por nossas escolhas. Sempre podemos escolher a alegria, independentemente da situação que estivermos enfrentando. Pois como diz o senso comum, "o importante não é, na verdade, o fato, mas o que escolhemos fazer com ele".]

Resumindo, ou simplificando, o que o Curso diz nestas três frases destacadas do texto, isto nos devolve toda a responsabilidade sobre nossas vidas e sobre o mundo inteiro - aquele que nos chega à consciência de algum modo. Ou seja, não há ninguém a quem culpar por nada do que acontece. Tudo é como é. E, como é, é como tem de ser em todo e qualquer instante em que olhamos para o mundo. Não há nada de errado nisto. [Pensem, por exemplo, em uma fotografia que tiramos. Ela pode nos mostrar uma imagem perfeita do momento em que a batemos. E achamos ótimo. Ou pode ficar desfocada e nos mostrar apenas borrões. O que fazemos? Tiramos outra.] Se vemos algo errado ao olhar para o mundo, é nosso modo de olhar que precisa mudar. Pois tudo aquilo que se nos apresenta sempre se apresenta como resultado de uma escolha que fizemos, quer estejamos conscientes dela, quer não. 

Enfim, para não alongar mais este já tão longo comentário [me desculpem, me perdoem], um dos melhores instrumentos que o Curso oferece para aprendermos a fazer melhores escolhas [e melhores aqui não significa que uma escolha pode ser melhor do que outra qualquer, mas apenas que as podemos fazer de forma mais consciente] é a prática diária dos exercícios. E, tanto em relação ao perdão, quanto a tudo o que é necessário aprendermos para viver o "sonho feliz" neste mundo, a ideia para as práticas deste sábado, dia 5 de maio, nos oferece o único grande segredo [que não é segredo nenhum] que vale a pena aprender, praticar e trazer sempre em mente, se, de fato, quisermos nos salvar e assumir o papel que nos cabe no plano de Deus para a salvação.

Às práticas, pois.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Fechar os ouvidos à estática do "falso eu"



LIÇÃO 125

Eu recebo a Palavra de Deus em paz hoje.

1. Que este dia seja um dia de serenidade e de escuta tranquila. Teu Pai quer que ouças a Palavra d'Ele hoje. Ele te chama das profundezas de tua mente onde Ele habita. Ouve-O hoje. Nenhuma paz é possível até que Sua Palavra seja ouvida por todo o mundo; até que tua mente, em escuta tranquila, aceite a mensagem que o mundo tem de ouvir para anunciar o tempo sereno da paz.

2. Este mundo mudará por teu intermédio. Nenhum outro meio pode salvá-lo, pois o plano de Deus é simplesmente este: o Filho de Deus é livre para salvar a si mesmo, recebeu a Palavra de Deus para ser seu Guia, para estar sempre em sua mente e a seu lado para conduzí-lo em segurança a casa de seu Pai por sua própria vontade, sempre tão livre quanto a de Deus. Ele não é conduzido pela força, mas apenas pelo amor. Ele não é julgado, mas apenas santificado.

3. Hoje ouvimos a Voz de Deus em serenidade, sem a intromissão de nossos pensamentos mesquinhos, sem nossos desejos pessoais e sem qualquer julgamento de Sua Palavra santa. Não nos julgaremos hoje, pois não é possível julgar aquilo que somos. Estamos além de quaisquer julgamentos que o mundo impõe ao Filho de Deus. O mundo não o conhece. Não daremos ouvidos ao mundo hoje, mas esperaremos em silêncio pela Palavra de Deus.

4. Ouve teu Pai falar, Filho santo de Deus. Sua Voz quer te dar Sua Palavra santa, para espalhares pelo mundo as boas novas da salvação e do tempo sagrado da paz. Hoje nos reunimos no trono de Deus, o lugar sereno dentro da mente aonde Ele habita para sempre, na santidade que Ele criou e que nunca deixará.

5. Ele não espera até que voltes tua mente para Ele para te dar Sua Palavra. Ele não Se esconde de ti, enquanto te desvias d'Ele por algum tempo. Ele não nutre as ilusões que tu manténs acerca de ti mesmo. Ele conhece Seu Filho e quer que ele permaneça como parte d'Ele independente de seus sonhos; independentemente de sua loucura de achar que sua própria vontade não lhe pertence.

6. Ele fala contigo hoje. A Voz d'Ele espera teu silêncio, pois Sua Palavra não pode ser ouvida enquanto tua mente não estiver tranquila por algum tempo e enquanto os desejos sem sentido não estiverem calados. Espera pela Palavra d'Ele em paz. Há paz em teu interior, à qual se invocar, para te ajudar a preparar tua mente mais sagrada para ouvir falar a Voz por seu Criador.

7. Nos momentos adequados ao silêncio, três vezes hoje, dá dez dos minutos reservados à escuta do mundo para, em lugar disto, escolher uma escuta tranquila da Palavra de Deus. Ele te fala desde um lugar mais perto do que teu coração. A Voz d'Ele está mais próxima do que tua mão. Seu Amor é tudo o que és e o que Ele é; o mesmo que tu e tu o mesmo que Ele.

8. É tua voz que escutas quando Ele fala contigo. É tua Palavra de Ele diz. É a Palavra da liberdade e da paz, da unidade de vontade e de objetivo, sem nenhuma separação nem divisão na Mente única do Pai e do Filho. Escuta em paz teu Ser hoje e deixa Ele te dizer que Deus nunca abandona Seu Filho e que tu nunca abandonas teu Ser.

9. Apenas fica em paz. Não necessitarás de nenhuma regra a não ser esta para permitir que tua prática hoje te eleve acima do modo de pensar do mundo e liberte tua visão dos olhos do corpo. Apenas fica em silêncio e escuta. Ouvirás a Palavra na qual a Vontade de Deus Filho se junta à Vontade do Pai, na unidade com ela, sem nenhuma ilusão se interpondo entre o totalmente indivisível e verdadeiro. À passagem de cada hora, hoje, fica quieto por um momento e lembra a ti mesmo de que tens um objetivo particular para este dia: receber a Palavra de Deus em paz.

*

COMENTÁRIO:

As práticas da ideia que o Curso nos oferece, nesta sexta-feira, dia 4 de maio, podem abrir caminho para a chegada da felicidade, da alegria e da paz até nós, pela aceitação da Palavra de Deus e, com Ela, de Seu Amor. Pratiquemos, pois, com calma e serenidade em silêncio, calar o que não sabemos dizer, para ouvir o que precisamos aprender. Para aprender o que Deus quer que saibamos - ou lembremos -  a respeito de nós mesmos e a respeito d'Ele também. Para aprender que nossa vontade e a d'Ele são a mesma e que tudo o que precisamos fazer é permitir que Sua Voz Se faça ouvir em nós, e no mundo inteiro, por nosso intermédio. 


Esta foi a introdução do comentário a esta lição no ano passado. Mudei apenas, por motivos óbvios, o dia da semana e a data, além de acrescentar uma vírgula aqui, outra acolá, e a palavra alegria, depois da felicidade. O comentário de 2011 tinha apenas dois parágrafos. Este aí, acima, e outro, logo depois dele. Hoje, porém, julgo necessário acrescentar algumas observações ao que digo acima. Para esclarecer algo muito importante, a meu modo de ver. É o seguinte:


Em função da necessidade de falar do Ser em nós, oculto em nossa mente pelo "falso eu", o ego do Curso - a ideia de um "eu" que pensamos ser, uma ideia e um "eu" [falso] que fomos construindo e continuamos a construir ao longo de nossas vidas no contato com o mundo e com as coisas todas e pessoas do mundo -, o Curso se vale da mesma linguagem do falso eu, buscando apenas dar a ela novos significados, buscando nos fazer ver - muito mais do que por meio da linguagem e do que diz - a partir das entrelinhas, do que não diz. 


O fato é que o Curso fala o tempo todo de Jesus [a Voz], que se refere a si mesmo em letras minúsculas, colocando-se como um igual a nós, um irmão mais velho, por assim dizer, do Filho de Deus, da Filiação [todos os Filhos de Deus, na unidade], do Espírito Santo e do Próprio Deus, referindo-se a qualquer um deles, por força de expressão e de sintaxe, das leis gramaticais, além das letras maiúsculas iniciais, como sendo uma pessoa, um ser, uma entidade, diferente de nós. Isto não é verdade! E é para isto que devemos ficar atentos. Quando, no Curso, Jesus [a Voz] nos fala de Deus ou do Espírito Santo, a Voz por Deus, ele não está falando de nada "fora de nós". Não nem mesmo um Jesus fora de nós, que nos ensine como chegar a Deus, uma vez que como o próprio Curso diz, a viagem, a jornada que fazemos é uma jornada sem distância. 


Não existe nada fora de nós! Lembram-se? E é aí que mora o xis da questão. Quando nos colocamos na posição de ouvintes de algo exterior a nós, corremos o risco de nos tornarmos idólatras, reverenciando algo que não pede reverência. Na verdade, quando o Curso fala do divino, ele só fala do divino em cada um de nós. Porque não há divino sem "um" de nós, qualquer que seja esse "um". É apenas para ouvir o divino em nós que precisamos fazer silêncio e abrir os ouvidos. Quando não estamos ouvindo o "divino" em nós estamos apenas dando ouvidos à estática sem sentido, ao que nos diz o "falso eu", a quem o Curso recomenda que fechemos os ouvidos, abrigando-nos no silêncio e calando quaisquer vozes que não sejam a de Deus, a de Seu Espírito Santo em nós. 
 
E, agora, sim, o segundo parágrafo do comentário anterior. Isto é, a menos que aprendamos a calar todas as vozes do mundo em nós, não seremos capazes de ouvir a Voz por Deus em nossas mentes e corações. A menos que aprendamos a silenciar todos os desejos e anseios sem sentido pelas coisas e situações do mundo da ilusão, não seremos capazes de abrir espaço em nossas mentes e corações para preenchê-los com a única coisa capaz de satisfazer todas as nossas necessidades e de realizar todos as nossas aspirações: o Amor que Deus [Em nós. poderia ser diferente?] nos oferece a cada passo da caminhada, quando escolhemos dedicá-los a Ele [Em nós, não pode ser diferente.], deixando a Seu cargo [a cargo do divino em nós] o controle de nossas vidas, sabedores de que não conhecemos nada. Pois, de fato, não sabemos o que pode nos fazer felizes, se não nos abrimos para a Voz por Deus em nós mesmos.


Às práticas?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vamos conhecer nossa verdadeira Identidade?



LIÇÃO 124

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

1. Hoje vamos dar graças mais uma vez por nossa Identidade em Deus. Nosso lar está salvo, a proteção em tudo o que fazemos está garantida, o poder e a força estão disponíveis para nós em todos os nossos empreendimentos. Não podemos fracassar em nada. Tudo o que tocamos se reveste de uma luz brilhante que abençoa e cura. Em unidade com Deus e com o universo, seguimos nosso caminho regozijando-nos com o pensamento de que o Próprio Deus vai conosco aonde formos.

2. Quão santas são nossas mentes! E tudo o que vemos reflete a santidade no interior da mente em unidade com Deus e consigo mesma. Quão facilmente os erros desaparecem e a morte dá lugar à vida eterna. Nossas pegadas brilhantes indicam o caminho para a verdade, pois Deus é nosso Companheiro enquanto andamos pelo mundo por algum tempo. E aqueles que vêm para nos seguir reconhecerão o caminho porque a luz que carregamos fica para trás, embora ainda continue conosco enquanto caminhamos.

3. O que recebemos é nossa dádiva eterna para aqueles que nos seguem e para aqueles que foram antes ou ficaram algum tempo conosco. E Deus, Que nos ama com amor igual àquele em que fomos criados, sorri para nós e nos oferece a felicidade que demos.

4. Hoje não duvidaremos do Amor d'Ele por nós, nem questionaremos Sua proteção e Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem sentido pode se interpor entre nossa fé e nossa consciência da Presença d'Ele. Somos um com Ele hoje em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Pensamentos d'Ele; nossos olhos veem a beleza d'Ele em tudo o que olhamos. Hoje vemos apenas o amoroso e o amável.

5. Nós o vemos nas aparências de dor e a dor abre caminho para a paz. Nós o vemos nos desvairados, nos tristes e nos aflitos, nos solitários e medrosos, que são devolvidos à tranquilidade e à paz de espírito em que foram criados. E o vemos nos moribundos e também nos mortos, devolvendo-os à vida. Vemos tudo isto porque o vimos primeiro em nós mesmos.

6. Nenhum milagre pode jamais ser negado àqueles que sabem que são um com Deus. Nenhum dos pensamentos deles deixa de ter o poder para curar todas as formas de sofrimento em qualquer pessoa, em tempos idos e em tempos ainda por vir, tão facilmente quanto naqueles que andam ao lado deles agora. Os pensamentos deles são intemporais e independentes, tanto da distância quanto do tempo.

7. Nós nos unimos a esta consciência quando dizemos que somos um com Deus. Pois nestas palavras dizemos também que estamos salvos e curados; que, como consequência, podemos salvar e curar. Aceitamos, e agora queremos dar. Pois queremos conservar as dádivas que nosso Pai deu. Hoje vamos nos experimentar na unidade com Ele, para que o mundo possa compartilhar nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência o mundo se liberta. Ao negarmos nossa separação de nosso Pai, o mundo se cura junto conosco.

8. Que a paz esteja contigo hoje. Assegura tua paz praticando a consciência de que és um com teu Criador, assim como Ele é um contigo. Em algum momento hoje, quando parecer melhor, dedica meia hora à ideia de que és um com Deus. Esta é nossa primeira tentativa de um período longo para o qual não damos nenhuma regra nem palavras específicas para orientar tua meditação. Confiaremos na Voz de Deus para falar como Ele achar melhor hoje, certos de Ele não falhará. Fica com Ele nesta meia hora. Ele fará o resto.

9. Teu benefício não será menor se acreditares que não acontece nada. Podes não estar pronto para aceitar o ganho hoje. Porém, em algum momento, em algum lugar, ele virá a ti, e não deixarás de reconhecê-lo quando ele despertar com convicção em tua mente. Esta meia hora será emoldurada em ouro e cada minuto será como um diamante disposto em volta do espelho que este exercício te oferecerá. E verás a face de Cristo sobre ele, num reflexo da tua.

10. Talvez hoje, talvez amanhã, verás tua própria transfiguração no espelho que esta meia hora sagrada te oferecerá para veres a ti mesmo. Quando estiveres preparado, tu a encontrarás aí, no interior de tua mente, e esperando para ser encontrada. Lembrarás, então, da ideia à qual deste esta meia hora conscientemente agradecido de que nenhum tempo foi melhor empregado.

11. Talvez hoje, talvez amanhã, olharás para este espelho e compreenderás que a luz inocente que vês te pertence; a beleza pura para a qual olhas é a tua própria beleza. Considera esta meia hora como tua dávida para Deus, na certeza de que o que Ele devolverá será uma sensação de amor que não podes entender, uma alegria profunda demais para compreenderes, uma visão santa demais para os olhos do corpo verem. E, ainda assim, podes ter certeza de que algum dia, talvez hoje, talvez amanhã, compreenderás, apreenderás e verás.

12. Acrescenta mais jóias à moldura dourada que segura o espelho oferecido a ti hoje, repetindo para ti mesmo de hora em hora:

Que eu me lembre de que sou um com Deus, na unidade com
todos os meus irmãos e com meu Ser, em santidade e paz eternas.

*

COMENTÁRIO:

Nesta ano de 2012, convido-os a continuar a dar graças, como nos aconselhava lição de ontem, por tudo o que recebemos de Deus, nosso Pai, nesta quinta-feira, dia 3 de maio. Para aprendermos a receber, aceitar e integrar em nossa mente todas as dádivas a que temos direito como Filhos. Para aprendermos a ir além da mente e chegar à alma, ao espírito, que é a Identidade que compartilhamos com Deus, dê-se a Ele o nome que nos pareça mais apropriado.

As práticas a que nos dedicamos com os exercícios feitos a cada dia funcionam como uma espécie de busca arqueológica do Espírito em nós, para usar uma expressão similar àquela que Ken Wilber usa em seu livro Psicologia Integral, referindo-se aos níveis de desenvolvimento da consciência.

Diz ele, a certa algura do livro, que "como costuma acontecer, quanto mais fundo exploramos o nosso interior, mais longe vamos. Na extraordinária arqueologia do Espírito, quanto mais profundo for o nível, mais amplo será o abraço - o interior que o leva mais além".

E ele diz mais. Diz que: "... quando olhamos para as profundezas do interior da mente, para a região mais íntima do eu, quando a mente se torna muito, muito tranquila, e procuramos escutar com muito cuidado, nesse Silêncio infinito, percebemos que a alma começa a sussurrar e que a sua voz, macia como uma pluma, nos conduz muito além do que a mente seria capaz de imaginar, além de qualquer coisa que a racionalidade poderia tolerar, além de qualquer coisa que a lógica conseguiria suportar. Em seus gentis sussurros estão as mais lânguidas sugestões de amor infinito, vislumbres de uma vida que o tempo esqueceu, lampejos de uma felicidade que não precisa ser mencionada, uma intersecção infinita na qual os mistérios da eternidade insuflam vida no tempo mortal, na qual o sofrimento e a dor se esqueceram de como pronunciar os seus próprios nomes, essa quieta e secreta intersecção do tempo e da eternidade, uma intersecção chamada de alma".

Como eu disse também nos dois últimos anos, ao comentar esta lição, as práticas deste dia nos oferecem a possibilidade do reconhecimento, da compreensão, do aprendizado, da visão e da experiência do Ser, do contato com o Espírito, nossa Identidade verdadeira, que é a direção a que nos leva a busca desenvolvimento da consciência, conforme Wilber. Isso pode acontecer hoje mesmo talvez. Talvez amanhã. Não importa! Pois a certeza da Presença em nós é suficiente para o estágio em que nos encontramos. E, sem dúvida, para reforçar nossa disposição de continuar.


Vejam que este comentário todo é praticamente um 'repeteco' do comentário do ano passado. Mas acho que é sempre um novo estudante que lê ou pratica os exercícios a cada vez. Vocês não acham? Ou continuam os mesmos depois de iniciadas as práticas? Pensem nisso também!



quarta-feira, 2 de maio de 2012

A gratidão pode nos mostrar as dádivas de Deus



LIÇÃO 123

Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.

1. Sejamos gratos hoje. Chegamos a atalhos mais suaves e a estradas mais planas. Não há nenhum pensamento de voltar atrás e nenhuma resistência inflexível à verdade. Continua a existir um pouco de indecisão, algumas pequenas objeções e um pouco de hesitação, mas podes muito bem ser grato por teus ganhos, que são muito maiores do que imaginas.

2. Agora, um dia dedicado à gratidão acrescentará o benefício de alguma compreensão da extensão verdadeira de todos os ganhos que conseguiste; as dádivas que recebeste. Alegra-te hoje em gratidão amorosa, teu Pai não te entrega a tua própria sorte, nem te deixa vagar sozinho no escuro. Sê grato por Ele te salvar do ser que pensaste ter feito para tomar o lugar d'Ele e de Sua criação. Dá-Lhe graças hoje.

3. Dá-Lhe graças porque Ele não te abandona e porque Seu Amor permanecerá brilhando em ti para sempre, eternamente imutável. Agradece também por seres imutável, pois o Filho que Ele ama é tão imutável quanto Ele Próprio. Sê grato por estares salvo. Alegra-te por teres um papel a cumprir na salvação. Sê grato por teu valor transcender enormemente tuas dádivas desprezíveis e julgamentos mesquinhos daquele a quem Deus designou como Seu Filho.

4. Hoje, em gratidão, elevamos nossos corações acima do desespero e erguemos nossos olhos agradecidos que não olham mais para baixo, para o pó. Entoamos a canção de agradecimento hoje, em louvor ao Ser que Deus quer que seja nossa Identidade verdadeira n'Ele. Hoje sorrimos para todos que vemos e caminhamos com passos leves enquanto vamos fazer o que nos é designado fazer.

5. Não vamos sozinhos. E damos graças porque em nossa solidão um Amigo vem nos falar da Palavra salvadora de Deus. E graças te sejam dadas por ouví-Lo. Sua Palavra é insondável se não for ouvida. Ao agradeceres a Ele, os agradecimentos também são teus. Uma mensagem não ouvida não salvará o mundo, por mais poderosa que possa ser a Voz que fala, por mais amorosa que possa ser a mensagem.

6. Graças sejam dadas a ti, que ouviste, pois vens a ser o mensageiro que leva a Voz d'Ele contigo e permite que Ela ecoe por todo o mundo. Recebe os agradecimentos de Deus hoje enquanto Lhe dás graças. Pois Ele quer te oferecer as graças que dás, já que Ele recebe tuas dádivas com gratidão e as devolve mil vezes e cem mil vezes maiores do que foram dadas. Ele abençoará tuas dádivas compartilhando-as contigo. E, então, o poder e a força delas aumentam, até encherem o mundo de alegria e gratidão.

7. Recebe os agradecimentos d'Ele e oferece a Ele o teu durante quinze minutos duas vezes hoje. E vais perceber claramente a Quem ofereces os agradecimentos e a Quem Ele agradece enquanto tu agradeces a Ele. Esta meia hora sagrada dada a Ele te será devolvida na proporção de anos para cada segundo; poder para salvar o mundo eras mais rapidamente por teus agradecimentos a Ele.

8. Recebe os agradecimentos d'Ele e compreenderás quão amorosamente Ele te guarda em Sua Mente, quão profundo e ilimitado é Seu cuidado por ti, quão completa é Sua gratidão a ti. Lembra-te de pensar n'Ele de hora em hora e dá-Lhe graças por tudo o que Ele deu a Seu Filho, para que ele possa se elevar acima do mundo lembrando de seu Pai e de seu Ser.

*

COMENTÁRIO:

Uma amiga, não lembro exatamente quem,  há algum tempo, fez um comentário a respeito de uma filosofia, um modo de vida, que adota apenas o agradecimento como prática espiritual, afirmando que se aprendêssemos simplesmente a dizer "Obrigado!" por toda e qualquer coisa que nos aconteça, ou que se apresente a nossa experiência, isso seria suficiente para mudar toda a nossa percepção das coisas, das pessoas e de tudo no mundo. O que equivale a dizer que apenas isso bastaria para mudar o mundo por completo, uma vez que teríamos mudado o modo de olhar para ele.

Em geral, somos - a maioria de nós - mal-agradecidos, quer por descuido ou desatenção, quer propositadamente por não nos sentirmos muito à vontade com o sentimento de gratidão, ou por nos sentirmos diminuídos quando recebemos um favor ou ajuda de quem quer que seja. Na verdade, dizemos muitas vezes que nem sabemos como agradecer. No entanto, a bem da verdade, basta dizer "Obrigado!"

É a isto que se refere a lição que praticamos nesta quarta-feira, dia 2 de maio, uma lição a que podemos chamar, como eu já disse antes, de uma oração de graças, em que as práticas enfatizam a necessidade de agradecermos a Deus por tudo o que recebemos, reconhecendo que Ele nos dá sempre tudo aquilo que pedimos, mesmo quando não sabemos o que pedir, ou mesmo quando aparentemente aquilo que recebemos não é aquilo que pensamos que gostaríamos de receber.

A gratidão por tudo o que recebemos, seja o que for, é a melhor maneira de que podemos nos valer para aceitar as dádivas que Deus nos dá. Ela também é o meio pelo qual temos acesso a novas escolhas, quando o que recebemos não parece ser o que pedimos. É a gratidão que pode nos levar à compreensão do papel que nos cabe no plano de Deus para a salvação. E ainda é ela que nos oferece uma forma prática de nos tornarmos mensageiros de Deus, portadores da graça, pelo reconhecimento e pela aceitação da condição de Filhos de Deus.

Quando somos capazes de sentir gratidão por tudo o que se apresenta em nossa vida, adquirimos a certeza de que podemos mudar nossas escolhas sempre que necessário. Quando somos capazes da gratidão, apesar de toda indecisão e de todas as pequenas objeções e hesitações, resquícios de nosso aprendizado do mundo, já não oferecemos mais uma resistência férrea à verdade e podemos, sem sombra de dúvidas, aprender a agradecer por tudo o que recebemos depois de termos decidido aceitar nosso papel no plano de Deus para a salvação. Começamos a compreender melhor. É a possibilidade deste aprendizado que a lição de hoje nos oferece.


Às práticas?



terça-feira, 1 de maio de 2012

Eis aqui a resposta para todas as perguntas



LIÇÃO 122

O perdão oferece tudo o que quero.

1. O que poderias querer que o perdão não pode dar? Queres paz? O perdão a oferece. Queres felicidade, uma mente serena, uma clareza de objetivos e uma sensação de valor e de beleza que transcenda o mundo? Queres atenção e segurança e o calor da proteção garantido para sempre? Queres uma serenidade que não possa ser perturbada, uma bondade que não possa jamais ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão completo que não possa nunca ser perturbado?

2. O perdão te oferece tudo isto, e mais. Ele brilha nos teus olhos quando despertas e te dá a alegria com a qual enfrentar o dia. Ele conforta tua fronte enquanto dormes e descansa sobre tuas pálpebras para que não tenhas nenhum sonho de medo e de mal, de maldade e de ataque. E, quando despertas novamente, ele te oferece outro dia de felicidade e de paz. O perdão te oferece tudo isto, e mais.

3. O perdão permite que se levante o véu que esconde a face de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos que não perdoam. Ele te permite reconhecer o Filho de Deus e purifica tua memória de todos os pensamentos inúteis para que a lembrança de teu Pai possa surgir no limiar de tua mente. O que haverias de querer que o perdão não pode dar? Que dádiva a não ser estas são dignas de se buscar? Que valor imaginário, que efeito insignificante ou promessa passageira, que nunca será mantida, pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?

4. Por que buscarias uma resposta diferente do que a resposta que responderá a tudo? Eis aqui a resposta completa, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disposição para ouvir, a uma aplicação menor do que incompleta e a uma confiança tendenciosa. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás outra em seu lugar.

5. O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar e também não pode falhar. Sê grato por ele continuar a ser exatamente como Ele o planejou. Ele está constantemente diante de ti como uma porta aberta, com um chamado caloroso e acolhedor desde o umbral, convidando-te a entrar e a ficar à vontade aonde é o teu lugar.

6. Eis aqui a resposta! Queres ficar do lado de fora enquanto o Céu inteiro te espera no lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Receberás do mesmo modo que dás. Não há nenhum plano para a salvação do Filho de Deus a não ser este. Vamos nos regozijar hoje por isto ser verdade, pois aqui temos uma resposta, clara e simples, além do engano em sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo tece com teias frágeis desaparecem diante do poder e da autoridade desta afirmação extremamente simples da verdade.

7. Eis aqui a resposta! Não te afastes novamente em perambulações sem objetivo. Aceita a salvação agora. Ela é a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor a uma mente que recebe como seu aquilo que Deus dá. Deus quer que a salvação seja recebida hoje e que as dificuldades de teus sonhos não escondam mais de ti sua inutilidade.

8. Abre os olhos hoje e olha para um mundo feliz de segurança e de paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Ele se ergue em serenidade para saudar teus olhos abertos e para encher teu coração de profunda tranquilidade enquanto verdade antigas, sempre recém-nascidas, surgem na tua consciência. O que lembrarás, então, não pode ser descrito jamais. Contudo, teu perdão o oferece a ti.

9. Lembrando-nos das dádivas que o perdão oferece, empreendemos nossa prática hoje com esperança e fé que este será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscamos hoje com fervor e alegria, cientes de que trazemos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu para o inferno que fizemos, mas aonde não queremos mais permanecer.

10. Damos um quarto de hora alegremente pela manhã e à noite à busca na qual se garante o fim do inferno. Começa com esperança, pois chegamos a um ponto de mutação no qual a estrada se torna mais fácil. E agora o caminho que ainda temos a percorrer é curto. De fato, estamos perto do final estabelecido para o sonho.

11. Mergulha na felicidade quando começares estes períodos de prática, pois eles oferecem as recompensas infalíveis de perguntas respondidas e daquilo que tua aceitação da resposta traz. Hoje te será dado sentir a paz que o perdão oferece e a alegria que o erguer do véu estende para ti.

12. O mundo se desvanecerá até desaparecer diante da luz que receberás hoje e verás surgir outro mundo que não terás nenhuma palavra para retratar. Agora caminhamos diretamente para a luz e recebemos as dádivas que estão armazenadas para nós desde o início dos tempos à espera do dia de hoje.

13. O perdão oferece tudo o que queres. Hoje todas as coisas que queres te são dadas. Não deixes que tuas dádivas desapareçam ao longo do dia, enquanto voltas mais uma vez para enfrentar um mundo de mudanças passageiras e de tristes aparências. Conserva tuas dádivas com clareza em tua consciência enquanto percebes o imutável no coração do mutável; a luz da verdade atrás das aparências.

14. Não fiques tentado a permitir que tuas dádivas escapem e sejam levadas ao esquecimento, mas mantém-nas em tua mente de forma decidida com tua tentativa de pensar nelas pelo menos durante um minuto à passagem de cada quarto de hora. Lembra-te de quão preciosas são estas dádivas com este lembrete, que tem o poder para mantê-las em tua consciência ao longo do dia:

O perdão oferece tudo o que quero.
Aceito isto como verdadeiro hoje.
Recebo as dádivas de Deus hoje.

*

COMENTÁRIO:

Repetindo o comentário do ano passado, a ideia que praticamos nesta terça-feira, dia 1 de maio, traz consigo mais uma oportunidade para que aprendamos que só o perdão pode nos oferecer tudo o que queremos. Mesmo quando aquela vozinha interna em nós convida a manter o rancor, a cultivar a mágoa e o ressentimento, o perdão ainda vai ser o único meio que poderá nos levar à paz, à alegria e à felicidade. Já aprendemos que por mais doce que nos pareça o sabor da vingança, ela sempre deixará as marcas amargas da infelicidade, da insatisfação e da culpa, que nos roubam a paz de espírito.

Entendendo, como o Curso ensina, que tudo o que vemos fora é apenas uma projeção daquilo que existe dentro de nós, podemos compreender que é só a nós mesmos que precisamos perdoar. Sempre. Não importa o que aparentemente tenha acontecido. Pois já sabemos de nossa responsabilidade em relação a tudo o que acontece.

De acordo com Frederic Luskin, em seu livro O poder do perdão, é possível nos perdoarmos "quando entendemos que, mesmo em relação a nossas próprias ações, não temos total controle. Ninguém é perfeito [na forma, enquanto se acredita separado do divino e dos outros]. Todos cometemos erros. Todos tomamos decisões equivocadas e agimos a partir de informações insatisfatórias [e incompletas, uma vez que não temos nunca como perceber o quadro inteiro em qualquer situação]. Ser humano significa falhar em algumas coisas e fazer [o que aparentemente é o] mal a outras pessoas [mesmo quando a nossa intenção é a melhor]. [Atentemos para o fato de que] A necessidade de ser perfeito é uma regra não-executável. Querer nunca fazer alguém sofrer é uma regra não-executável. Precisar ser bem-sucedido sempre é uma regra não-executável. Ser humano [ ou ter a consciência de que se é humano é exatamente o que] nos permite oferecer o perdão a nós mesmos"...

Ainda a partir do comentário do ano passado, a ideia para as práticas de hoje, mais do que nos oferecer esta nova oportunidade, se oferece como uma maneira prática de experimentarmos um Deus Vivo dando sentido a nossas vidas. Não é preciso nem que recorramos à mente, ou ao intelecto, ou à razão. Basta nos valermos do sentir e do querer a experiência do perdão para incorporá-la em nossos dias.

É possível se obter resultados práticos imediatos e visíveis tão logo nos dediquemos aos exercícios, quer para perdoar a nós mesmos por quaisquer equívocos em nossa mente, quer para oferecer o perdão a quem quer que se apresente em nossa mente aprisionado por uma imagem equivocada que fazemos dele, ou dela, julgando-o, ou a ela, menos digno(a) do que o Filho de Deus.

A lição de hoje, repetindo, traz em si todas as respostas para todas as perguntas. Aquelas que já fizemos, as que queremos fazer ainda e também aquelas a respeito da qual ainda não pensamos. O perdão oferece tudo o que quero. Eis a resposta!