quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Se ouves a Voz por Deus tens de viver a paz


LIÇÃO 359

A resposta de Deus é uma forma de paz. Toda dor
é curada; todo sofrimento substituído pela alegria
Todas as portas das prisões estão abertas. E compreende-se
todo pecado simplesmente como um erro.

1. Pai, hoje perdoaremos Teu mundo e permitiremos que a criação seja Tua. Entendemos mal todas as coisas. Mas não transformamos os Filhos santos de Deus em pecadores. O que criaste sem pecado continua assim para todo o sempre. Nós somos assim. E nos alegramos por aprender que cometemos erros que não têm nenhum efeito verdadeiro sobre nós. O pecado é impossível e, a partir deste fato, o perdão descansa sobre uma base segura, mais sólida do que o mundo de sombras que vemos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ser redimidos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ficar em paz.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 359

Pergunto-lhes de novo, hoje, neste dia de Natal: que melhor forma há de se passar este dia do que com a ideia que a lição nos oferece para as práticas? 

Uma ideia que assegura que:

A resposta de Deus é uma forma de paz. Toda dor
é curada; todo sofrimento substituído pela alegria
Todas as portas das prisões abertas. E compreende-se
todo pecada simplesmente como um erro.

Isto é o mesmo que dizer que o pecado não existe, como o Curso afirma inúmeras vezes. Mas para termos em nós a consciência bem clara da inexistência do pecado, precisamos perdoar o mundo, deixando-o ser exatamente como é. Por isso afirmamos nossa intenção de perdão, dizendo:

Pai, hoje perdoaremos Teu mundo e permitiremos que a criação seja Tua. Entendemos mal todas as coisas. Mas não transformamos os Filhos santos de Deus em pecadores. O que criaste sem pecado continua assim para todo o sempre. Nós somos assim. E nos alegramos por aprender que cometemos erros que não têm nenhum efeito verdadeiro sobre nós. O pecado é impossível e, a partir deste fato, o perdão descansa sobre uma base segura, mais sólida do que o mundo de sombras que vemos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ser redimidos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos ficar em paz.

É, pois, a paz que vamos receber ao praticarmos como nos orienta a lição. É ela que nos oferece a certeza de que quando não estamos em paz é porque ainda não é a Voz por Deus que estamos ouvindo, ainda não é a resposta d'Ele. E isto pode nos levar a refletir acerca da necessidade de sermos sempre mais e mais agradecidos. 

E, repetindo o que eu já disse antes, esta necessidade de demonstrarmos gratidão tomou expressão do modo que se segue:

Como é que não nos lembramos,
a maioria de nós, de agradecer
e agradecer permanentemente
por estarmos aqui, onde quer
que estejamos neste dia,
que se descortina maravilhoso,
para nosso desfrute e deleite?

É só isso que podemos fazer.
É só isso que precisamos fazer,
para que o mundo se nos apresente
por completo em sua maravilhosa
diversidade, em sua maravilhosa
unidade conosco e com o próprio Deus,
que nos dá a vida e o mundo
e nos dá ao mundo, para que ele
seja completo conosco e em nós,
para que sejamos completos com o mundo
e com o próprio Deus.

Agradecer e agradecer e agradecer.
A gratidão e o maravilhamento
ante o mundo que desfrutamos
e completamos são os únicos
sentimentos que nos podem
devolver à unidade de que viemos,
de que somos e fazemos parte,
que se completa em nós
e à qual completamos.

Agradeçamos, pois, por estarmos aqui,
aonde quer que estejamos,
em qualquer estado em que nos encontremos,
mesmo que não O possamos ver, cegos;
mesmo que não O possamos sentir, insensíveis;
mesmo que não O possamos compreender, crianças, adultos;
mesmo que não O possamos reconhecer, egoístas;
mesmo que não possamos acreditar n'Ele, incrédulos.

Deus está conosco e nós n'Ele e em Seu Amor,
pois tudo o que existe, visível ou não,
é manifestação de Deus e de Seu Amor
a cada um de nós, filhos amados do Criador,
olhos, braços, mãos e pés, a afirmar
Sua Presença no mundo.
Não há, pois, outra maneira de Deus 
Se manifestar se não por meio de Suas criaturas,
nós e do mundo criado por amor de nós.

Paz e bem! 

Alegremo-nos hoje, abrindo-nos, com as práticas, à celebração do novo nascimento do Cristo em nós.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Deus espera apenas que tu entres em sintonia


LIÇÃO 358

Nenhum pedido a Deus pode não ser ouvido nem
Deixado sem resposta. E posso ter certeza disso:
A resposta d'Ele é a única que quero realmente.

1. Só Tu, Que lembras o que realmente sou, lembras o que quero verdadeiramente. Tu falas por Deus e, por isso, Tu falas por mim. E aquilo que me dás vem do Próprio Deus. Então, meu Pai, Tua Voz também é minha e tudo o que quero é o que Tu me ofereces na forma exata que Tu escolhes que seja meu. Permite que eu me lembre de tudo o que não sei e deixa que minha voz silencie ao lembrar. Mas não me deixes esquecer de Teu Amor e de Teu cuidado, mantendo sempre Tua promessa a Teu Filho em minha mente. Não me deixes esquecer de que não sou nada, mas que meu Ser é tudo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 358

A ideia que vamos praticar hoje chama a nossa atenção, mais uma vez, para o fato de que:

Nenhum pedido a Deus pode não ser ouvido nem
Deixado sem resposta. E posso ter certeza disso:
A resposta d'Ele é a única que quero realmente.

Mesmo quando o que recebemos a partir de um pedido que pensamos ter feito não se parece em nada com o que esperávamos obter por resultado, aquilo que, de fato, pedimos foi ouvido e o que recebemos é exatamente aquilo que precisávamos receber. Tanto é assim que uma das leis espirituais que se ensina na Índia, a segunda de quatro, reza [em toda e qualquer situação que se apresente]: Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.

Por quê?

Porque aquilo que pensamos desejar conscientemente nem sempre corresponde àquilo com que está sintonizada a energia de nossa intenção, àquilo que sentimos. E é aquilo que sentimos que faz materializar o que precisamos experimentar. 

É por isso que é interessante prestar toda a atenção de que somos capazes ao que dizemos, quando praticamos como nos orienta a lição: 

Só Tu, Que lembras o que realmente sou, lembras o que quero verdadeiramente. Tu falas por Deus e, por isso, Tu falas por mim. E aquilo que me dás vem do Próprio Deus. Então, meu Pai, Tua Voz também é minha e tudo o que quero é o que Tu me ofereces na forma exata que Tu escolhes que seja meu. Permite que eu me lembre de tudo o que não sei e deixa que minha voz silencie ao lembrar. Mas não me deixes esquecer de Teu Amor e de Teu cuidado, mantendo sempre Tua promessa a Teu Filho em minha mente. Não me deixes esquecer de que não sou nada, mas que meu Ser é tudo.

Isto é: Só Tu, o Eu Sou em mim, és quem sabe e lembra o que quero verdadeiramente.

E, agora, acho que vale a pena repetir a historinha que usei aqui no comentário dos dois últimos anos, adaptada de um livro chamado Orações, e que tem a ver com a ideia para as práticas de hoje.

Imagine que você mora em uma cidadezinha pequena deste país e que a vida não é um mar de rosas. Entre as coisas que o aborrecem há um buraco enorme, uma cratera, em frente a sua casa e as autoridades locais não deram a menor atenção a nenhum de seus pedidos para que o buraco fosse fechado.

Finalmente, no mais absoluto desespero e num acesso de raiva, você liga para a presidente. Para sua surpresa, a presidente atende! Você gagueja um pouco, mas explica o problema. A presidente não diz nada. E você, perturbado, desliga o telefone. Sem nenhuma expectativa.

Porém, na manhã seguinte, olha pela janela e - incrível! - há vários caminhões na sua rua. Um exército de engenheiros e operários trabalha para consertar a rua. A presidente levou a sério seu apelo e mandou suas tropas para ajudá-lo.

É isso o que significa ter suas orações atendidas.

Exceto pelo fato de que Deus é infinitamente mais poderoso do que a presidente. E pode fazer muito mais do que apenas tapar um buraco para você. Ele pode alterar todo o curso de toda a existência para atender a um pedido seu. Mas você precisa ter em mente que a única coisa que, de fato, quer com todas as suas forças é a resposta d'Ele, a atenção d'Ele. Fazer da Vontade d'Ele a sua. Tê-Lo em primeiro lugar.

E, como diz o livro - e o Curso também -, é bem mais fácil falar com Deus do que com a presidente. Deus está sentado ao lado do telefone esperando apenas que você faça a ligação. Esperando que você entre na sintonia d'Ele.

As práticas não são nada mais do que uma forma de fazê-la.

Quem quer ter seus pedidos atendidos?

Às práticas!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Encontrar-se é encontrar Deus em si mesmo


LIÇÃO 357

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

1. O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:

"Olha para a inocência dele e sê, tu, curado."

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 357

É preciso, para começarmos a praticar hoje, que devotemos toda a nossa atenção, mais uma vez, à ideia que vai orientar nossas práticas. Uma ideia que deve e vai servir de guia e orientação para tudo o que vamos fazer durante este dia. 

Primeiro, não há - pelo menos acho que não, a esta altura - como duvidar de que: 

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

Sabemos que, na verdade, não há nada a pedir, porque tudo o que é do Pai-Mãe-Deus nos pertence. E sabemos também que, a partir do ensinamento do Curso, só nos falta aquilo que não damos. O que nos aprisiona não é nada além da ideia de que nos falta alguma coisa, que nos leva ao apego. 

É por isso que precisamos entrar em sintonia com o que nos diz a lição de hoje, como forma de tomarmos consciência de que é o perdão, reflexo da verdade, que vai nos libertar e libertar o mundo inteiro. Pois:

 O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:

"Olha para a inocência dele e sê, tu, curado."

Lembrando do que escrevi no comentário dos dois últimos anos, Stephen Mitchell, a quem já citei várias vezes, escreve em um de seus livros:

"O reino de Deus é como um tesouro enterrado num campo; é como uma pérola de grande valor; é como voltar para casa. Quando o encontramos, encontramos a nós mesmos, tornamo-nos donos de uma riqueza infinitamente mais valiosa do que qualquer sonho, e nos apercebemos de que podemos aguentar perder tudo mais no mundo, até mesmo (se preciso for) alguém a quem amamos mais do que a própria vida."

Isto, em meu modo de ver, é a mesma coisa que dizer que encontrar o reino de Deus é encontrar a verdade a nosso próprio respeito, que é também a verdade de que Jesus fala como sendo o meio pelo qual seremos libertados, pois, conhecendo a verdade, conhecemos Deus.

É a isso que se refere a ideia para as práticas de hoje. É isso que precisamos aprender, reconhecer, aceitar e pôr em prática em nossa experiência neste mundo de sentidos e formas, para sermos capazes de desenvolver e usar um novo modo de olhar para o mundo. E para tudo o que aparentemente há nele, como nos diz também Daniel Lima, de quem já lhes falei também, num poema intitulado Barcarola da Vida:

Sei que é só meu o de dentro;
se é de fora não é meu,
pois tudo faz-se-me estranho
se o amor não o torna eu.

Mas vai-se passando a vida,
as horas chegando ao fim:
e há mundos novos que esperam
surgir através de mim.

Há mundos novos possíveis,
de graça, força e paixão
de emoções jamais sentidas,
que só por mim nascerão.

(...)

Mas que fazer, se me esbarro
na dor dos limites meus,
no espaço e tempo do corpo,
que não me deixa ser Deus?

(...)

Meu Deus, o infinito é longe,
mas perto do meu desejo.

Às práticas? 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Tudo o que o olhar crístico vê é apenas informação


LIÇÃO 356

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

1. Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 356

Como já lhes disse em comentário anterior, li muito tempo atrás, numa revista Playboy, uma entrevista com a Madona, em que ela dizia que ninguém passa impunemente por uma educação religiosa nos moldes da judaico-cristã. Daí a necessidade de um trabalho mais intenso para podermos nos livrar dos conceitos caros ao catolicismo: entre eles o do pecado. Ou a ideia, inventada por um Santo Agostinho em crise de meia idade, de que todo o sofrimento por que aparentemente passamos no mundo só podia se dever a "um pecado original". Isto é, um pecado que "teríamos" todos desde antes do nascimento, apenas pelo fato de "nascermos" para este mundo de ilusões. 

É preciso, pois, que busquemos sempre mais, e cada vez com a maior atenção de que somos capazes, criar e desenvolver em nós a consciência de que

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

como nos diz a ideia para as práticas de hoje. Aliás, alegria é também sinônimo de cura e de Deus, uma vez que o Curso ensina que "curar é devolver a alegria".

A ideia que vamos praticar mais uma vez hoje ensina também que cura é um dos nomes de Deus, e que basta dizer o Nome d'Ele para que voltemos a encontrar nossa Identidade de filhos n'Ele e com Ele. Basta dizer Seu Nome para reconhecer Seu Filho, no Ser em nós, Aquele Que somos na verdade em Deus. Basta dizer o Nome de Deus para adentrarmos em Seu Reino, que é também a nossa casa, o nosso lar verdadeiro. 

A ideia para as práticas de hoje fala ainda da doença como outro nome para o pecado, que o Curso ensina não existir. Haverá uma contradição aí? Não, não creio. O que acontece é que, em geral, quando o Curso fala no pecado, ele quer apenas se referir ao único problema que precisamos resolver, que é a crença na separação. 

Assim, qualquer doença que percebemos só pode ser também parte da ilusão que criamos e construímos por nos acreditarmos separados. Na unidade com Deus, nosso estado verdadeiro, não pode existir doença. É um equívoco, portanto, rezar para que alguém se cure de qualquer doença, tanto de acordo com o Curso [isso seria dar realidade a uma ilusão], quanto com Joel Goldsmith. Tudo o que é preciso fazer é nos voltarmos para a unidade de que pensamos nos ter separado. Isto significa dizer ainda, em conformidade também com o ensinamento do ho'oponopono, que a única coisa que precisa ser corrigida é nossa percepção equivocada. 

Ou ainda, dizer, com certeza, em afinidade com as práticas deste dia:

Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele. 

Ou, mais ainda, tomar consciência de que, como diz Ken Wilber, se estivermos olhando para o mundo e vendo nele quaisquer problemas, coisas, pessoas ou situações que nos incomodem, deprimam, enfureçam, que nos deixem inquietos ou temerosos, precisamos mudar nosso modo de olhar. Pois, para o olhar correto - o crístico -, o que vemos tem apenas de nos informar.

Às práticas?

domingo, 21 de dezembro de 2014

Abandonar tudo aquilo que nos afasta da alegria


LIÇÃO 355

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quando aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

1. Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 355

A ideia que vamos praticar hoje é mais do que simplesmente auto-explicativa. Ela é um facho de luz, que possui claridade e brilho ímpares. Uma luz que remete claramente à ideia de que só nós - cada um de nós no tempo que melhor lhe aprouver - podemos nos decidir pela felicidade que dura para sempre, pela paz, pela alegria e pelos milagres. E aceitar a Palavra de Deus é a única decisão que temos de tomar, que pode nos levar ao autoconhecimento, a Deus, à experiência de uma paz e uma alegria que não têm fim, a uma capacidade de oferecer e fazer acontecerem todos os milagres necessários para a experiência da alegria e da paz completas e perfeitas que são a Vontade de Deus para todos e para cada um de nós. Ou como dizemos, em sintonia com a lição que praticamos:

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quanto aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

Por que não?

Conforme o Curso ensina, Deus é uma ideia, e só podemos reforçar a fé em Deus pelo compartilhar o que somos na unidade com Ele. Vivendo o Eu Sou que compartilhamos com Ele, que é o que somos.

A dificuldade para tanto está no fato de que ainda é difícil para alguns de nós compreender, acreditar e aceitar que, assim como Deus, nós também somos apenas uma ideia [a ideia de cada um a respeito de si mesmo, e que na maioria das vezes é uma ideia equivocada porque baseada no sistema de pensamento do ego, o falso eu]. A vida que aparentemente vivemos neste mundo não tem absolutamente nada a ver com a vida que é vida verdadeiramente.

Por que esperar, então, para aceitar a Palavra de Deus, que pode nos pôr em contato com a vida, que é expressão do divino apenas? Expressão da alegria e da paz que não têm em fim.

Por que não dizer, pois, como a lição orienta?:

Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.

É a partir da aceitação de nós mesmos como apenas ideia que podemos aprender e exercitar a doação de nós mesmos de forma completa sem medo de perder coisa alguma, para só ganhar, pura e simplesmente. Pois não há nada a perder. E, como já lhes disse, citando o jagunço Riobaldo, aceitar-nos como ideia, é saber, como ele parece saber, quando diz que:

Tem horas ... que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto. As pessoas, e as coisas, não são de verdade!

E mais:

O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não saber!

Não lhes parece, então, que basta abandonarmos tudo aquilo que nos afasta da alegria e nos mantém presos no transe hipnótico de um mundo que não é de verdadeiro para vivermos a alegria e a paz sem fim que é nosso direito de filhos de Deus?

Por que esperar? 

Às práticas?

sábado, 20 de dezembro de 2014

Aprender a deixar que Deus viva nossa vida por nós


LIÇÃO 354

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

1. Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d"Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim?

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 354

Estar em Cristo, com Cristo, é experimentar a graça. Ou como diz o Curso, no sétimo capítulo, a respeito do estado de graça: "A graça é o estado natural de todo Filho de Deus. Quando ele não está em estado de graça, está fora de seu ambiente natural e não funciona bem. (...) Um Filho de Deus só é feliz quando sabe que está com Deus".

É isso que vamos buscar aprender a vivenciar mais uma vez com a ideia para as práticas de hoje, em que dizemos, para começar:

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

Ou não podemos nos considerar seres da graça, que vivem pela e para a graça, a partir da consciência de que somos todos um e mesmo Filho, na Unidade com a Essência do Amor, que é o que somos?

Só a partir dessa consciência, ou da certeza de que podemos encontrá-la em nós mesmos, é que podemos dizer, como pede que digamos a lição:

Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d"Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim?

Sempre que fazemos calar o ego e nos deixamos envolver pelo silêncio, permitindo que a mente se esvazie de pensamentos de separação, vivemos a experiência da unidade. E podemos ter a experiência do Eu Sou, que é o que somos em Deus, na experiência da consciência do Cristo.

É a consciência desta unidade que vai permitir que vivamos o Eu Sou e que vai nos deixar dizer, como o evangelista: "já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim". Ou que vai nos levar ao estado em que vamos ser capazes de, como aconselha, Joel Goldsmith em seus livros, deixar que Deus viva a nossa vida por nós. 

Por e para isso praticamos.