domingo, 6 de outubro de 2024

Nosso medo maior é da luz em nós, e não da sombra

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

*

LIÇÃO 280

Que limites posso impor ao Filho de Deus?

1. Aquele Que Deus criou sem limites é livre. Posso inventar uma prisão para ele, mas só em ilusões, não na verdade. Nenhum Pensamento de Deus deixa a Mente de Seu Pai. Nenhum Pensamento de Deus não é nada a não ser puro para sempre. Posso impor limites ao Filho de Deus, cujo Pai quis que ele seja sem limites e igual a Si Mesmo em liberdade e em amor?

2. Deixa-me render homenagem a Teu Filho hoje, pois assim encontro o caminho para Ti. Pai, não imponho nenhum limite ao Filho que Tu amas e que criaste sem limites. O louvor que ofereço a ele é Teu e o que é Teu também pertence a mim.


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COMENTÁRIO:


Explorando a Lição 280


Caras, caros,

Repito, com algumas pequenas alterações, o comentário, feito para esta lição nos últimos anos. 

A ideia que praticamos hoje encerra a série de dez lições sob o tema O que é o Cristo? E, se prestamos toda a atenção de que somos capazes, é forçoso reconhecer mais uma vez que todas as lições nos convidam a aproveitar o fato de que não há limites para o que somos nem para o que podemos fazer, quando aceitamos nossa identidade crística, vivendo a experiência deste mundo, a partir desta Identidade. 

E é mais uma vez esta ideia que vamos praticar com a lição de hoje. Uma ideia que vai facilitar que tomemos em definitivo a decisão em favor da mudança, se aprendermos a aceitar tudo aquilo a que temos direito como filhos e filhas de Deus. 

Como eu disse antes, o Curso afirma que, em geral - uma vez que temos direito a absolutamente tudo -, é muito pouco o que pedimos. Isto porque ainda acreditamos que precisamos pedir, o que significa reforçar a crença na escassez, na carência. Ou, dizendo de outra forma, aquele ou aquela de nós que acredita ser necessário pedir alguma coisa a Deus, se vê separado, separada, d'Ele. É por isso que na grande maioria das vezes não consegue o que pede.

Joel Goldsmith, em seus livros, acentua o fato de que Deus está mais próximo de nós do que a respiração, do que nossas mãos e pés. Diz ele que "a prece não é um pedido, pois não sabemos como orar ou o que pedir; não sabemos como entrar ou sair [de nossa relação com Deus]. Não sabemos o que pedir porque ignoramos qual possa ser o nosso bem amanhã, que talvez não tenha nenhuma relação com o de hoje". Diz também que a verdadeira prece não tem por objetivo "influenciar, manipular ou usar Deus". É por isso que, de acordo com ele, é preciso que reconheçamos não saber como rezar para aprendermos a deixar que Deus ore em nós.

Aprender isso, vai nos trazer a certeza de que, como eu também já disse várias vezes antes, não há limites para  o que podemos fazer em Deus, com Ele. Isso nos dará também a certeza de que vivemos e nos movemos n'Ele. No entanto, a maior parte do tempo, parece-nos que somos limitados, ou limitadas, frágeis e indefesos seres que habitam um corpo fadado à deterioração e à morte. 

Por que razão acreditamos nisto? Há como mudar esta crença? Queremos mudá-la de fato? Ou já estamos tão acostumados e acostumadas a ela que a simples possibilidade de qualquer mudança já nos dá medo? Estaremos já tão habituados e habituadas aos limites que aparentemente nos impomos que a ideia de mudança pressupõe um esforço que não estamos dispostos, nem dispostas, a fazer? Aceitamos já por inteiro o transe? Já aceitamos o conforto da acomodação de forma incondicional, ao ponto de nos assustar a ideia de abandoná-lo?

Em um livro intitulado Prisões que Escolhemos para Viver, Doris Lessing, escritora britânica, afirma que "todos nós, em certo grau, sofremos lavagem cerebral, efetuada pela sociedade em que vivemos. E verificamos esse fato [dentre outras maneiras] quando viajamos para outro país e somos capazes de enxergar o nosso com os olhos de um estrangeiro. Não há muito o que fazer a esse respeito, a não ser constatar que é assim que as coisas funcionam. Cada um de nós é parte de grandes e confortadoras ilusões forjadas pela sociedade para manter sua própria autoconfiança".

Lembrando-nos, no entanto, de uma das passagem do texto do Curso, podemos dizer que "isto não precisa ser assim". Basta nos decidirmos a olhar para o mundo de modo diferente.

Todavia, o que acontece, em geral, é que, na verdade, a ideia de liberdade nos assusta mais do que as prisões e os limites a que nos sujeitamos. Aliás, Marianne Williamsom, em seu livro Um Retorno ao Amor, diz isto de forma clara e cristalina ao afirmar, como também já citei várias vezes antes, que "o medo mais profundo que abrigamos no peito não tem nada a ver com o fato de sermos [ou de nos acreditarmos] medíocres [limitados e limitadas]". 


Diz ela: "nosso medo mais profundo é o de que sejamos poderosos para além de todas as medidas. É nossa luz, não nossa escuridão, o que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: 'Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso, fabuloso?' Na verdade, quem és para não sê-lo? Tu és um filho de Deus. Fingir-se pequeno não serve de nada ao mundo. Não é uma atitude esclarecida encolher-se para que outros não se sintam inseguros a tua volta. Fomos todos feitos para brilhar, como as crianças brilham". 

E mais, finaliza ela: "Nascemos para tornar manifesta a glória de Deus, que está dentro de nós. Não apenas em alguns de nós; em todos nós. E, quando deixamos que nossa luz brilhe, inconscientemente, damos permissão para que os outros façam o mesmo. À medida que nos libertamos de nossos medos [e limites], nossa presença libera os demais automaticamente". 

Às práticas?


sábado, 5 de outubro de 2024

Manter-nos no "estado da mente que não sabe" é vital

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 279

A liberdade da criação garante minha própria liberdade.

1. O fim dos sonhos está garantido para mim, porque o Filho de Deus não fica abandonado pelo Amor d'Ele. Somente nos sonhos existe um momento em que ele parece estar na prisão e esperar por uma liberdade futura, se ela existir de alguma forma. Na realidade, porém, seus sonhos acabaram com a verdade estabelecida no lugar deles. E agora a liberdade já é dele. Devo esperar a liberação preso a correntes que já foram cortadas, se Deus me oferece a liberdade agora?

2. Aceitarei tuas promessas hoje e depositarei minha fé nelas. Meu Pai ama o Filho Que Ele criou como Seu Próprio Filho. Tu me negarias as dádivas que me deste?

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 279

Caras, caros,

"Busca em primeiro lugar o Reino de Deus e todas as coisas te serão acrescentadas". [Lucas 12:31]

É só a decisão de pôr em primeiro lugar o Reino, como eu já disse inúmeras vezes e como dizem praticamente todos os mestres com quem temos contato em praticamente todas as tradições de sabedoria, que pode garantir que tenhamos, de fato, o direito de viver a liberdade de que somos herdeiros e herdeiras pela condição de filhos e filhas de Deus.

E por quê?

Porque nada no mundo pode satisfazer nosso anseio pela liberdade. Nada no mundo, ou do mundo, pode nos oferecer a alegria e a paz que encontramos ao viver para o Reino. Precisamos compreender - no sentido de aceitar - que só existe um único poder e que é a ele que temos de nos render. Enquanto não nos decidirmos pela rendição completa e absoluta a este único poder, viveremos constantemente a impressão de altos e baixos.

Da mesma forma, precisamos renunciar a toda e qualquer ideia que tenhamos a respeito de nós mesmos e de nós mesmas, do mundo e de tudo o que há para se fazer no mundo. É esta renúncia que pode nos dar a liberdade de que fala a ideia que praticamos hoje. A liberdade que nos é garantida pela liberdade da criação. 


De acordo com Stephen Mitchell, "a única liberdade fundamental é a liberdade de nossas próprias ideias". Isto é, precisamos ser capazes de nos permitirmos a duvidar de tudo - absolutamente tudo, sem exceção - o que o sistema de pensamento do ego quer que pensemos a nosso próprio respeito e a respeito do mundo todo. Ou, como os budistas ensinam, é vital que sejamos capazes de aprender a nos mantermos no estado da "mente que não sabe". Porque "a mente que pensa que sabe" está morta para o real, para o novo.

É também de Mitchell a ideia segundo a qual "...pode-se dizer que só vive verdadeiramente em harmonia com o divino aquele que está pronto para tudo, que não exclui nenhuma experiência, nem mesmo a mais incompreensível". Quer dizer, aquele, ou aquela, que sabe que não sabe.

Aproximamo-nos hoje do final de mais um período de prática, cuja unidade se deu pela pergunta: O que é o Cristo? Uma pergunta cuja resposta está diretamente relacionada à ideia que se oferece para nosso treino. Pois o que pode ser o Cristo que não nossa Identidade verdadeira, que permite compreender que ainda somos livres como Deus nos criou.

Do mesmo modo a criação toda é livre para se exprimir e é só nela que podemos perceber o reflexo de nossa própria liberdade, como eu já disse outras vezes. Mesmo naqueles momentos em que parece que as coisas se apresentam a nossa experiência sem que aparentemente sejamos capazes de qualquer interferência. Quer dizer, mesmo quando o que acontece parece ter acontecido sem que tenhamos escolhido.

Isto não é verdade! Conforme já vimos em uma lição anterior, que dizia:

É impossível que qualquer coisa não solicitada por mim mesmo venha a mim. Mesmo neste mundo, sou eu que governo meu destino. Aquilo que eu desejo é o que acontece. O que não acontece é aquilo que eu não quero que aconteça.

E, repetindo ainda uma vez o final de comentário feito em anos anteriores, é isto, por incrível que pareça, que diz também o livro A Biologia da Crença, de Bruce H. Lipton, cuja leitura recomendo enfaticamente de novo. Diz ele que:

"... o controle de nossa vida não depende de sorte ou das características [genéticas] estabelecidas no momento da concepção, mas sim de nós mesmos. Somos os senhores de nossa biologia [assim como de tudo o que nos cerca]; administradores do programa de processamento. Temos a capacidade de editar os dados que entram em nosso bio-computador, assim como todas as palavras que são digitadas."

Não será isto a confirmação de que, de fato, somos absolutamente livres, em todo e qualquer sentido, para escolher quaisquer experiências que queiramos viver neste mundo e em qualquer mundo que queiramos inventar para nós?

É a resposta a esta pergunta que as práticas de hoje oferecem. 

Às práticas?

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Não temos um ego. A ideia de um é que nos possui.

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 278

Se eu for limitado, meu Pai não é livre.

1. Se eu aceitar que sou prisioneiro em um corpo, em um mundo no qual todas as coisas que aparentam viver parecem morrer, então, meu Pai é prisioneiro comigo. E é nisto que acredito quando afirmo que tenho de obedecer às leis que o mundo obedece; que as fragilidades e os pecados que percebo são reais e não se pode fugir deles. Se eu for limitado de qualquer modo, não conheço meu Pai nem meu Ser. E estou perdido para toda realidade. Pois a verdade é livre, e aquilo que é limitado não é uma parte da verdade.

2. Pai, não peço nada senão a verdade. Tenho muitos pensamentos tolos acerca de mim mesmo e de minha criação, e trago um sonho de medo em minha mente. Hoje não quero sonhar. Escolho o caminho para Ti em lugar da loucura e em vez do medo. Pois a verdade é segura e só o amor é certo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 278

Caras, caros,

Repito o comentário - inclusive o título dado à postagem nos últimos anos - que fiz em anos passados e que ainda é válido para nos aproximarmos da ideia para a práticas de hoje. Posso, e quero, pois, continuar a dizer que vários livros que li ultimamente ou mesmo alguns que leio no momento colocam enorme ênfase no fato de que os limites que pensamos existir em nossa vida são apenas limites auto-impostos, ilusórios, uma vez que aquilo que somos em essência é sempre expressão da liberdade mais absoluta, que não pode ser aprisionada em nenhum lugar, nem em tempo algum. Nem em um corpo, nem em bilhões deles. E que precisamos, por isso, olhar com grande reserva para tudo aquilo que, pensamos, aparentemente nos limita.

Um desses livros cita um poema de Rumi, que diz o seguinte:

Toda noite, Tu libertas nossos espíritos do corpo
E de seus ardis, fazendo-nos puros como tábulas rasas. 
Toda noite, espíritos são libertados dessa jaula,
E tornados livres, sem comandar nem ser comandados.
De noite, o prisioneiro não tem consciência de sua prisão.
De noite, o rei não tem consciência de sua majestade..
Aí, não se pensa em perdas ou ganhos,
Nem se dá atenção a isso ou àquilo.

Isto, é claro, está em perfeita sintonia com a ideia que o Curso oferece para as práticas de hoje. É a ideia que vem ensinar de que modo podemos entrar em contato com aquilo que somos em Deus. Algo que, à semelhança d'Ele, não tem nenhum limite, a não ser em nossa imaginação habitada pelos enganos em que quer nos manter presos e presas o falso eu, conforme já disse antes.

Wayne Dyer nos alerta para o seguinte:

"... a partir do instante em que deixaste o ventre de tua mãe, ficaste sujeito ao condicionamento cultural planejado para te ajudar a te contentares com viver uma 'vida normal' no nível do estado comum de consciência, que geralmente significa aceitar o que quer que a vida te ofereça. De muitas maneiras, foste programado para acreditar que não possuis a sabedoria ou a capacidade para manifestar a realização de teus anseios e desejos."

Ora, isto não é verdade. Tu sempre podes escolher, aprender, crescer e mudar. É ainda Dyer que diz haver um nível de consciência no qual "podes optar por viver, um nível a partir do qual podes te descobrir realizando todo e qualquer desejo que tenhas, se estiveres disposto a mudar teu conceito de ti mesmo" de um ser limitado para um ser para o qual não há limites.

É neste nível de consciência que podemos ter certeza de que ainda somos como Deus nos criou, como ensina o Curso. Sempre fomos e seremos sempre, independentemente daquilo em que nos decidirmos a acreditar. 

Voltemos mais uma vez a atenção para a introdução do livro. Lá está o resumo de tudo o que buscamos aprender, quer pelo estudo do texto, quer pelas práticas das lições, quer pela leitura do manual dos professores, pelos esclarecimentos dos termos, quer pelos suplementos que o Curso recebeu logo após ser publicado.

E o que nos diz este resumo? Diz simplesmente que: 


Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisto está a paz de Deus.

Isto é tudo o que precisamos aprender. Isto é tudo o que precisamos tornar parte de nosso repertório mais íntimo para servir de orientação e de estímulo sempre que nossas escolhas, conscientes ou inconscientes nos apresentarem qualquer situação ou experiência que nos afaste da alegria completa e perfeita; a condição natural do Filho de Deus, que somos todos e todas nós na unidade.

Cientes de que apenas isso é a verdade que deve iluminar nossos caminhos, podemos deixar de dar ouvidos a quaisquer limites ou pensamentos de limites que nos queira sugerir o ego, o falso eu. Na verdade, lembrando aquilo de que já falei outras vezes, de acordo com o Curso, o ego não existe.

Lembram do que Wei Wu Wei, já citado antes diz a respeito? 


Nós não possuímos um ego. Estamos 
possuídos pela ideia de um. 

Por isso, quando acreditamos que qualquer coisa fora de nós pode nos atingir, fazer sofrer, trazer dor ou alegria, o que acontece é que, naquele momento, não temos consciência das escolhas que fizemos. Ainda precisamos aprender a afinar o instrumento à espera da hora de dançar. Ainda estamos na travessia. E, com certeza, Deus está conosco.

Ou vocês acham que Ele poderia deixar de estar? Que, de alguma forma, somos capazes de limitá-Lo? 

Às práticas?

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Quando deixaremos de tentar impor limites ao Ser?

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 277

Que eu não limite Teu Filho a leis que inventei.

1. Teu Filho é livre, meu Pai. Que eu não imagine que o prendo às leis que invento para dominar o corpo. Ele não está sujeito a nenhuma das leis que inventei, pelas quais tento tornar o corpo mais seguro. Ele não muda a partir daquilo que é mutável. Ele não é escravo de nenhuma das leis do tempo. Ele é tal como Tu o criaste, porque não conhece nenhuma lei a não ser a do amor.

2. Não vamos adorar ídolos, nem acreditar em qualquer lei que a idolatria quer inventar para esconder a liberdade do Filho de Deus. Ele não está limitado senão por suas crenças. O que ele é, porém, está muito além de sua fé em escravidão ou liberdade. Ele é livre porque é Filho de seu Pai. E não pode ser limitado a menos que a verdade de Deus possa mentir e Deus possa querer enganar a Si Mesmo.


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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 277

Caras, caros,

Comecemos, pois, mais uma vez, o comentário e a exploração da lição de hoje repetindo uma frase de Charlie Chaplin, que disse:


Estou sempre alegre. Essa é a maneira de resolver 
os problemas da vida. 

A melhor maneira, eu diria. A única talvez. Lembram do que o Dito ensinava a Miguilim? Acho que vale repetir, não?

 "Miguilim, Miguilim, vou ensinar o que agorinha eu sei, demais: é que a gente pode ficar sempre alegre, alegre, mesmo com toda coisa ruim que acontece acontecendo. A gente deve de poder ficar então mais alegre, mais alegre, por dentro!..." 

E não é isso, a alegria completa e perfeita, que o Curso diz ser a Vontade de Deus para todos, todas, cada um e cada uma de nós?

Mais. Voltando a um livro que li em 2011, encontro lá o seguinte: "... a falta de alegria é uma tortura diária, é um vazio que fica no coração, é um vazio que nada preenche porque é uma falta de si mesmo, é saudade dos sonhos que [se] tinha e [de] que se esqueceu, tendo[-se] esquecido também [de] como era sonhar".

"O mundo é sonho." E, em geral, é um sonho ruim, um verdadeiro pesadelo, para a grande maioria de nós, que nos pensamos e vemos como habitantes deste mundo de ilusões. E por quê? Porque esta grande maioria não percebe claramente sua capacidade de transformar o pesadelo em um "sonho feliz". Porque esta grande maioria acredita que há algo de real nas experiências que escolhe viver diariamente para perpetuar a ilusão. Porque esta grande maioria acredita que é preciso mudar alguma coisa no mundo, nos outros, em si mesma. Esquece-se de que viver em harmonia com o mundo - a única coisa que pode nos dar a autêntica alegria - significa tão somente deixar que o mundo seja exatamente como é. Abrir mão de qualquer tentativa de controle.

É disto que o Curso quer nos libertar, com o ensinamento, com as práticas das lições, oferecendo-nos, mesmo neste mundo de aparências apenas, a possibilidade de contato com "o mundo real", para que sejamos capazes, de fato, de transformar o pesadelo em um "sonho feliz".

A tristeza, a dor, o sofrimento, a culpa, a morte e tudo mais que nos afasta da alegria, ao mesmo tempo em que fazem parte da experiência de viver, são também limites que nós mesmos e nós mesmas nos impusemos, que continuamos inconscientemente, a mais das vezes, a nos impor e impor a todos, todas, ou quase todos e quase todas que partilham conosco a experiência do mundo da forma. Viciados e viciadas na esperança de um mundo melhor, de um futuro melhor, de podermos nos transformar em "um ser melhor", continuamos a trazer o medo à cena diária de nossas vidas.

Nada disso se refere ao que somos na verdade. É por isso que as práticas de hoje, como todas aliás, têm de ser feitas com toda a atenção possível, para que nos libertemos de todos os limites que buscamos impor ao Filho de Deus, em nós mesmos, em nós mesmas e nas outras pessoas e coisas do mundo, que são extensões de nós mesmos e de nós mesmas na unidade de que participamos em Deus. 

Uma lição anterior, logo depois da primeira revisão, a de número 76, já nos convidava a praticar de forma um pouco diferente a libertação do Filho de Deus, pedindo que reconhecêssemos que não estamos sujeitos, ou sujeitas, a nenhuma lei a não ser à de Deus. 

Da mesma forma a lição de número 132, uma das minhas favoritas, como já disse outras vezes, nos pede para liberarmos o mundo de tudo o que pensamos que ele é. Isto é, na prática, parar de limitar o Filho de Deus por meio de leis que só podem reger um mundo de sonhos. Um mundo que não tem nada que queiramos. Quando vamos parar de tentar impor limites ao que somos, ao Ser em nós?

Às práticas?

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Críticas e comentários ferinos: aprender a superá-los

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho.

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LIÇÃO 276

Cabe a mim manifestar a Palavra de Deus.

1. Qual é a Palavra de Deus? "Meu Filho é puro e santo como Eu Mesmo." E deste modo Deus se tornou, de fato, Pai do Filho que Ele ama, pois ele foi criado assim. Esta é a Palavra que Seu Filho não criou com Ele, porque Seu Filho nasceu nela. Vamos aceitar Sua Paternidade e tudo o que nos é dado. Neguemos que fomos criados em Seu Amor e negaremos nosso Ser, para ficarmos inseguros de Quem somos, de Quem é nosso Pai e com que propósito viemos. E, não obstante, precisamos apenas reconhecer Aquele Que nos deu Sua Palavra em nossa criação para nos lembrarmos d'Ele e, então, lembrar de nosso Ser.

2. Pai, Tua Palavra é minha. E é ela que quero manifestar a todos os meus irmãos, que me são dados para estimar como a mim mesmo, de mesmo modo com que sou amado e abençoado e salvo por Ti.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 276

Caras, caros,

Repito, desta vez com algumas alterações, para as práticas da ideia de hoje, o comentário feito nos últimos anos para esta lição, como uma forma de tentativa de responder talvez a uma pergunta feita por uma colega num dos grupos de estudos do Curso, quando eu ainda fazia parte de grupos presenciais de estudo. A pergunta feita se referia ao "bullying" e, creio, talvez possa se aplicar também às ditas "fake news", tão em modo, tão em uso nos dias que correm. É claro que a resposta, à época, foi pensada para poder servir não só à colega que a fez, mas a outras e outros de nós que têm também o mesmo tipo de questão. Vejamos, pois. 

Hoje, o Curso, mais uma vez, nos oferece para as práticas uma ideia que já praticamos de outra forma. Uma ideia que convida a assumirmos a responsabilidade pela salvação. A nossa própria salvação, a de cada um de nós mesmos, a de cada uma de nós mesmas, e a do mundo inteiro, conforme comentários outros que fiz no passado para esta mesma lição. 

Mas o que é a salvação? Lembram-se da segunda das instruções para as práticas das lições desta segunda parte do Livro de Exercícios? "A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que encontrarias finalmente o teu caminho até Ele." Uma promessa que será certamente cumprida, quando aprendermos a viver em harmonia com o mundo que aparentemente nos cerca e com tudo o que há nele. Podemos dizer, talvez, quando aprendermos a construir um mundo harmônico com os anseios que nos vão pela alma, sem buscar atender aos desejos do ego, a falsas necessidades, inventadas pelo sistema de pensamento a que se vincula este falso eu.


E o que se pode entender por viver em harmonia com o mundo? Ora, aquilo que o Curso nos ensinou em lição recente, cuja ideia é: "Que todas as coisas sejam exatamente como são". 

Em geral, só não vivemos em harmonia com o mundo, com as coisas e pessoas nele, porque queremos que elas sejam diferentes do que são. Queremos modificá-las todas para que adequem a nosso modo de pensar e de viver. Quando constatamos que isso não é possível, projetamos sobre as pessoas e, por extensão, sobre o mundo, na forma de julgamento todos os equívocos que trazemos interiormente. Nada mais lógico, assim, que o mundo corresponda para a maioria de nós à imagem perfeita do inferno e do caos.

Paramahansa Yogananda, no livro Onde Existe Luz, entre outras coisas, como já lhes disse anteriormente, fala a respeito das formas pelas quais é possível nos darmos bem - viver em harmonia - com as pessoas com quem convivemos, com as que encontramos ocasionalmente e com todas as que nos chegam à consciência de algum modo, nalgum momento, quer presentes fisicamente, quer apenas passeando por nossos pensamentos. 

Para casos em que é necessário superar uma crítica, relevar um comentário ferino, ou algo que alguém diz com intenção de nos ferir, uma notícia falsa, uma informação que atende apenas a interesses diferentes da harmonia e nos afastam do caminho do amor, e que serve como uma forma de aplicarmos na prática a ideia que o Curso nos oferece hoje, Paramahansa dá um exemplo que diz o seguinte:

"Quando um ente querido (...) testa nossa paciência além dos limites, devemos nos retirar para um lugar quieto, trancar a porta, praticar alguns exercícios físicos e relaxar da seguinte maneira: sente-se numa cadeira firme, com a coluna vertebral ereta. Lentamente inspire e expire doze vezes. Então afirme, profunda e mentalmente, dez vezes ou mais: 'Pai, Tu és harmonia. Possa eu refletir Tua harmonia. Harmoniza esse meu ente querido atacado pelo erro'." 


Um outro mestre que li em algum lugar aconselha a dormir.

Já com relação às ditas "fake news", de que as redes sociais estão abarrotadas, todos os especialistas aconselham-nos a checar as fontes, a buscar em vários locais (endereços, sites) diferentes, procurando informações que venham de gente confiável, cujas intenções não sejam a de assustar ou de atacar e minar a possível harmonia que só a verdade é capaz de oferecer.

Talvez, seja interessante, para quem está por aqui e que não têm muita familiaridade com o funcionamento das redes e da tecnologia que há por trás delas, assistir a um documentário que está na Netflix e que se chama "O dilema das redes". Há também que se dar atenção a outro documentário que se intitula "Privacidade hackeada" 

Uma pessoa que conheci no tempo em frequentava os grupos de estudo dizia que nós, em geral, somos cuidadosos e cuidadosas ao escolher o que comemos, buscando os alimentos que podem fazer bem aos nossos corpos, mas não temos o mesmo cuidado em relação aos conteúdos com que alimentamos nosso cérebro, com nossos próprios pensamentos.

Precisamos lembrar que são os nossos pensamentos que constroem nossas crenças e elas, por sua vez, moldam o mundo que vemos, ou pensamos ver, Assim, se quisermos, um mundo feito para a harmonia, para o amor, para o perdão de todas as coisas que existem, as pessoas inclusive, precisamos ficar atentos e atentas ao que aceitamos daquilo que o mundo nos oferece. E ao que oferecemos ao mundo. 

Uma forma de nos tornar capazes de "manifestar a Palavra de Deus" e de ouvi-la em nós, é, com certeza, não nos deixarmos influenciar, contaminar, ou envenenar, por informações falsas, por críticas, ou comentários ferinos em relação a nós mesmos e a nós mesmas, ou em relação a qualquer pessoa que conheçamos, ou mesmo em relação a pessoas que não conhecemos. Há que se ter em conta sempre que somos todos partes da Filiação. E há um papel único para cada um e cada uma de nós. Não podemos decidir por ninguém, a não ser por nós mesmos e por nós mesmas.

Às práticas, pois!

terça-feira, 1 de outubro de 2024

A cura para tudo está na cura de nossa percepção

 

6. O que é o Cristo?

1. Cristo é o Filho de Deus tal qual Ele O criou. Ele é o Ser que compartilhamos, que nos une uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda mora no interior da Mente que é Sua Fonte. Ele não abandona Seu lar santo, nem perde a inocência na qual Ele foi criado. Ele habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não é mais do que uma ilusão do desespero, pois a esperança habitará n'Ele para sempre. Tua mente é parte da d'Ele e a d'Ele é parte da tua. Ele é a parte aonde a Resposta de Deus está, aonde todas as decisões já foram tomadas e na qual os sonhos acabaram. Ele permanece intocado por qualquer coisa que os olhos do corpo percebem. Pois embora Seu Pai tenha depositado n'Ele o meio para tua salvação, ainda assim Ele continua sendo o Ser Que, tal qual Seu Pai, não conhece nenhum pecado.

3. Lar do Espírito Santo e à vontade em Deus apenas, Cristo, de fato, continua em paz no interior de tua mente santa. Na verdade, esta é a única parte de ti que é real. O resto são sonhos. Esses sonhos, porém, também serão entregues a Cristo, para se desvanecerem diante de Sua glória e te revelarem, por fim teu Ser santo, o Cristo.

4. O Espírito Santo, a partir do Cristo em ti, alcança todos os teus sonhos e lhes ordena que venham a Ele, para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. Além do mais, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz chegar a todo Filho de Deus, o que poderia haver para manter as coisas separadas, pois o que resta ver exceto a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face será vista, se ela é apenas o símbolo de que nesse momento acabou o tempo para o aprendizado de que alcançou-se, enfim, a meta da Expiação? Busquemos, por isto, então, achar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando virmos Sua glória saberemos que não temos nenhuma necessidade de aprendizado ou de percepção ou de tempo, nem de nada a não ser do Ser santo, o Cristo a Quem Deus criou como Seu Filho. 

*

LIÇÃO 275

A Voz reparadora de Deus protege todas as coisas hoje.

1. Vamos prestar atenção hoje à Voz por Deus, que traz uma lição antiga, não mais verdadeira hoje do que em outro dia qualquer. Porém, este dia foi escolhido para ser o momento em que buscaremos e ouviremos e aprenderemos e entenderemos. Une-te a mim para ouvir. Pois a Voz por Deus nos fala de coisas que não podemos entender sozinhos, nem aprender separados. É nisto que todas as coisas ficam protegidas. E é nisto que se encontra a cura da Voz por Deus.

2. Tua Voz reparadora protege todas as coisas hoje e, por isto, deixo todas as coisas para Ti. Não preciso ficar ansioso com nada. Pois Tua Voz me dirá o que fazer e onde ir; a quem falar e o que lhe dizer, que pensamentos ter, que palavras oferecer ao mundo. A segurança que trago me é dada. Pai, Tua Voz protege todas as coisas por meu intermédio.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 275

Caras, caros,

Para aproveitar ao máximo aquilo que o Curso busca ensinar, podemos, de vez em quando, associar nossas práticas ao que lemos lá no livro texto, conforme já lhes disse em comentários anteriores. É por isso que gostaria de lembrá-los e lembrá-las de que a ideia que praticamos hoje está estreitamente ligada ao que o texto do Curso nos diz logo em seu início, conforme destaco abaixo: 

"Tu podes fazer muito em benefício de tua própria cura e em favor da cura de outros se, em uma situação na qual a ajuda se fizer necessária, pensares nela deste modo:

Eu estou aqui apenas para ser verdadeiramente útil.                            
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho de me preocupar com o que dizer ou o que fazer, 
porque Aquele Que me enviou me orientará.
Eu estou contente de estar em qualquer lugar que Ele deseje, 
sabendo que Ele está aí comigo.
Eu serei curado na medida em que permitir que Ele me ensine a curar."


É isto que vamos aprender com as práticas da ideia de hoje. É ela, a ideia, e as práticas que vão nos permitir limpar e curar a percepção. Nossa própria percepção e a das outras pessoas todas, que é a única coisa que precisa ser curada. Pois, por mais que o ego nos diga que há algo de errado no mundo, com as pessoas e coisas do mundo, o Curso ensina, como já vimos, que tudo está certo exatamente da forma como está. Se não vemos assim, é porque estamos julgando, como se soubéssemos o que pode ser melhor nesta ou naquela situação, nesta ou naquela pessoa.

À medida que trabalharmos em nós mesmos e em nós mesmas, comprometendo-nos a mudar a percepção, para olhar para tudo e para todas as pessoas e situações ou circunstâncias do mundo de modo diferente, vamos aprender que, uma vez curada nossa percepção, a cura se dá para todos os seres, animados ou inanimados, que aparentemente habitam este mundo conosco. Automaticamente.

Isto também é aprender a salvação.

Às práticas?