segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Para haver paz no mundo a paz tem de estar em nós


LIÇÃO 6

Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.

1. Os exercícios com esta ideia são muito parecidos aos anteriores. Novamente, é necessário dar nome tanto à forma de transtorno (raiva, medo, preocupação, depressão e assim por diante) quanto à fonte percebida de forma muito específica para qualquer aplicação da ideia. Por exemplo:

Eu estou com raiva de _______ porque vejo algo que não existe.
Eu estou preocupado com _______ porque vejo algo que não existe.

2. A ideia de hoje é útil para a aplicação a qualquer coisa que pareça te transtornar e, para este fim, pode ser usada com proveito ao longo do dia. No entanto, os três ou quatro períodos de prática pedidos devem ser precedidos de mais ou menos um minuto de busca mental, como antes, e pela aplicação da ideia a cada pensamento de transtorno descoberto na busca.

3. Mais uma vez, se resistires a aplicar a ideia a alguns pensamentos de transtorno mais do que a outros, lembra-te dos dois avisos expressos na lição anterior:

Não há nenhum transtorno pequeno. Todos eles
perturbam minha paz de espírito do mesmo modo.

E:

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar
as outras. Então, para os objetivos destes exercícios, vou
considerá-las todas como a mesma.

*

COMENTÁRIO:

Vamos hoje continuar a exploração das lições que o Curso nos apresenta para as práticas, orientados mais uma vez por Tara Singh, a partir do quarto capítulo de seu livro "A Course in Miracles - A Gift for All Mankind", como já fizemos em anos anteriores, para uma reflexão um pouco mais profunda do que a de costume. Para questionarmos de que forma estamos nos aproximando do Curso e das lições. Vamos lá, então?

Explorando a LIÇÃO  6

"Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe."

Se ficamos transtornados porque vemos alguma coisa que não existe, devemos estar reagindo a alguma coisa que projetamos. O transtorno está em nós. Em razão de ele estar em nós, só nós podemos lidar com ele.

Todas as razões que damos para nosso transtorno não são verdadeiras porque pertencem ao passado. Sempre que voltamos ao passado vemos apenas isso - a memória de outra pessoa, acontecimento ou situação a que podemos culpar. Mas não há nenhum "outro" no presente.

Podemos morrer para o ontem? A ação de cada lição de Um Curso em Milagres traz todos os ruídos do ontem ao presente e os silencia. Chegamos à paz. A questão é sempre interna.


Os exercícios com esta ideia são muito parecidos aos anteriores. Novamente, é necessário dar nome tanto à forma de transtorno (raiva, medo, preocupação, depressão e assim por diante) quanto à fonte percebida de forma muito específica para qualquer aplicação da ideia.

Curso diz para ser específico. Podemos experimentar e descobrir por nós mesmos o quanto ser específico e correto nos dá mais energia? A força de palavras precisas é que elas não podem ser desfeitas. Mais que isso, elas dissipam tanto o passado quanto o futuro. Quando somos realmente precisos, somos, então, capazes de conhecer alguma coisa além do conhecimento relativo, além de nossos gostar e desgostar, além do reino de nossos transtornos.

Lemos agora:   

Por exemplo: Eu estou com raiva de _______ porque vejo algo que não existe.

O que a lição quer dizer com Por exemplo...? Quer dizer que não é suficiente apenas repetir a lição sem fazer os exercícios. Temos de encontrar tempo para praticar realmente a lição.

Isto não é tão difícil e, no entanto, pensamos que é. Estamos muito excitados e ocupados com outras coisas. Ou somos indiferentes e preguiçosos.

Estamos tentando, com a ajuda do Curso, trazer a lembrança de Deus a nossas vidas. Quanto a lembrança de Deus está viva em nós, nós nos tornamos eternos. Todas as coisas que, no tempo, tentam nos distrair são levada e dissipadas e somos trazidos à pureza. Podemos, então, dizer ao tempo: "Tu não podes me controlar, eu sou uma pessoa diferente".

Nosso trabalho verdadeiro é descobrir o que nos impede de fazer a lição de um modo bem completo.Este auto-conhecimento não precisa nos tornar indefesos; ele deve despertar nossa confiança.

A lição continua:

Eu estou preocupado com _______ porque vejo algo que não existe.

A ideia de hoje é útil para a aplicação a qualquer coisa que pareça te transtornar e, para este fim, pode ser usada com proveito ao longo do dia.

Tu podes estar dizendo: "O que o Curso pensa, que eu não tenho mais nada a fazer hoje? Eu fiz a lição pela manhã, isso não é suficiente"? Nós não temos tempo para a lição. Nossa raiva, depressão e preocupação nos mantêm ocupados. Somos tão relutantes para fazer a correção interna que nem ao menos perguntamos o que é correção.


Os três ou quatro períodos de prática pedidos devem ser precedidos de mais ou menos um minuto de busca mental, como antes, e pela aplicação da ideia a cada pensamento de transtorno descoberto na busca.

Um minuto de busca mental é um longo tempo para uma pessoa preguiçosa. Preferimos tomar um tiro na perna. Quão resistentes nós somos!

Ao praticar a lição, estamos tentando ampliar os intervalos de silêncio entre os nossos pensamentos. Se estivermos ansiosos, os intervalos se estreitam e nossos pensamentos enchem o espaço como um enxame de abelhas. Mas, à medida que começamos a relaxar, os intervalos de silêncio entre os nossos pensamentos se expande de modo muito natural. É possível quebrar o encanto do pensamento. Então nossas palavras se tornam profundas.

Vamos descobrir a pureza do espaço não tocado pelo pensamento. Um dia não haverá nada que possa nos tirar de lá. Nós simplesmente iremos para o pensamento, completaremos o que quer que seja que o pensamento tenha de fazer, e voltaremos para o "nosso lugar" - o reconhecimento de que somos eternos. Aqui, na terra, fazemos o que é preciso ser feito, mas voltamos para o Céu para ficarmos à vontade.

Agora a lição diz:

Se resistires a aplicar a ideia a alguns pensamentos de transtorno mais do que a outros, lembra-te dos dois avisos expressos na lição anterior:

Não há nenhum transtorno pequeno. Todos eles
perturbam minha paz de espírito do mesmo modo.

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar
as outras. Então, para os objetivos destes exercícios, vou
considerá-las todas como a mesma.

Não há pequenos transtornos.

Nosso cérebro exagera a irritação de um transtorno do mesmo modo que nos arranhamos quando sentimos a coceira. Ver simplesmente que exageramos e promovemos o transtorno é tudo o que precisamos fazer. Não precisamos reprimir nossas sensações ou saber qualquer coisa a mais. Esta consciência é uma ação impessoal.

Observa que o Curso dá ênfase à paz de espírito. Precisamos olhar para qualquer coisa que nos perturbe e nos prive da paz. A menos que estejamos em paz - que é nosso estado natural -, não haverá paz no mundo. Nós somos responsáveis pela continuidade da corrida armamentista, pela guerra, por todas as coisas que acontecem no mundo exterior.

Em lugar de inventar causas e tentar mudar o mundo - e, por consequência, ampliar a tensão e o atrito - por que não vimos nós mesmos à  paz? Esta é a única ação verdadeira que podemos empreender. É quando ficamos frustrados, somos ambiciosos ou estamos insatisfeitos que queremos inventar causas. Quando tu e eu estamos em paz, estendemos essa paz a tudo à volta de nós.

Enquanto nos fazemos cegos com transtornos projetados, negamos a nós mesmos a visão da Realidade. Temos de nos decidir a pôr um fim no passado para chegar ao novo.

Quanto maior espaço e vagar dermos a nossa leitura do Curso, maior a chance que temos de receber seu Verdadeiro Conhecimento. De início, resistimos, porque somos criaturas do hábito. Mas podemos nos decidir a despertar a consciência em nós, que os sentidos do hábito de nosso corpo não podem ignorar totalmente. Isso é o começo da honestidade na vida.

Um Curso em Milagres chega como uma dádiva de Deus a Seu Filho, para despertá-lo do sono do esquecimento. Se estamos decididos a despertar, temos as bênçãos e as Forças do Universo por trás de nós. 

Às práticas?

domingo, 5 de janeiro de 2020

Eis aí a fórmula para acharmos a paz dentro de nós


LIÇÃO 5

Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

1. Esta ideia, como a anterior, pode ser usada com qualquer pessoa ou acontecimento que penses estar te causando dor. Aplica-a de modo específico a qualquer coisa que acredites ser a causa de teu transtorno, usando a descrição da sensação em quaisquer termos que te pareçam exatos. O transtorno pode parecer ser medo, preocupação, depressão, ansiedade, raiva, ódio, ciúme, ou ter inúmeras formas todas as quais serão percebidas como diferentes. Isso não é verdade. Entretanto, até aprenderes que a forma não importa, cada uma é um sujeito adequado para os exercícios do dia. Aplicar a ideia a cada uma delas separadamente é o primeiro passo para o reconhecimento de que, em última instância, elas são todas a mesma.

2. Quando utilizares a ideia de hoje para uma causa percebida como específica de um transtorno em qualquer forma, usa tanto o nome da forma com que vês o transtorno quanto a causa a que tu o atribuis. Por exemplo:

Eu não estou com raiva de __________ pela razão que imagino.
Eu não estou com medo de __________ pela razão que imagino.

3. Mas, novamente, isso não deve substituir os períodos de prática em que primeiro examinas tua mente em busca das "fontes" do transtorno no qual acreditas e as formas de transtorno que pensas resultarem delas.

4. Nestes exercícios, mais do que nos anteriores, podes achar difícil não fazer distinções e evitar conferir a alguns sujeitos peso maior do que a outros. Talvez ajude se antes dos exercícios declarares:

Não há nenhum transtorno pequeno. Todos eles
perturbam minha paz de espírito do mesmo modo.

5. Em seguida, examina tua mente em busca de qualquer coisa que esteja te angustiando, independente de quanta aflição, muita ou pouca, imagines que isso esteja causando.

6. Também podes te descobrir menos disposto a aplicar a ideia de hoje a algumas fontes de transtorno percebidas do que a outras. Se acontecer isso, pensa primeiro no seguinte:

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar
as outras. Então, para os objetivos destes exercícios, vou
considerá-las todas como a mesma.

7. Em seguida, investiga tua mente por não mais do que cerca de um minuto e tenta identificar algumas forma diferentes de transtorno que estejam te perturbando, independente da importância relativa que possas dar a elas. Aplica a ideia para hoje a cada uma delas, usando tanto o nome da fonte do transtorno conforme o percebes quanto o da sensação do modo com que o experimentas. Outros exemplos são:

Eu não estou preocupado com __________ pela razão que imagino.
Eu não estou desanimado com __________ pela razão que imagino.

Três ou quatro vezes durante o dia é suficiente.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 5:

E então? Prontos mais uma vez? Há que praticar e praticar e praticar. Só deste modo poderemos ter alguns vislumbres da verdade do que somos. Acordar do pesadelo em que aparentemente vivemos, e que não é real. Mas tudo depende sempre de nossa decisão de dar o primeiro passo. E de continuar a caminhar. Alertas. Abertos a tudo e sem nos apegarmos a nada.

É hora pois de irmos, de novo, para uma nova lição. Uma lição que pode nos liberar de toda depressão, de toda tristeza e de toda dor. Basta acreditar no que a ideia nos pede para praticarmos.
 
Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino. 

E, de fato, se pensarmos bem, não sabemos o que nos leva ao limite de explodirmos, quando alguma coisa nos atinge e deixa em estado de desespero. No entanto, como praticamos ontem, se nossos pensamentos não significam coisa alguma, como podemos ficar transtornados como alguma coisa exterior?

Como aprendemos de Tara Singh em comentários de anos passados, todos "temos uma habilidade ou clareza chamada 'razão' que pode corrigir nossas percepções equivocadas ou reações. De acordo com as Leis Eternas,a função da razão certa é corrigir o erro. A razão certa quer nos mostrar que apenas nossas interpretações equivocadas podem nos transtornar". 

E, continuando com parte do que ele nos mostrou antes, pensemos com ele:

Imagina que estejas com ciúme, com raiva ou com medo. Neste instante, se puderes dizer: "Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino", poderias permanecer transtornado? Certamente não. Estas palavras te libertariam porque representam o Pensamento Absoluto.

Tu podes aceitar isso intelectualmente, mas espera até te envolveres em uma situação de estresse. A última coisa que vais dizer é: "Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino". Tu preferes o transtorno à paz de espírito.

Temos de descobrir a causa do transtorno e a razão pela qual atribuímos o transtorno àquela causa. 

Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

Aparentemente é sempre alguma coisa externa que nos transtorna e nos causa dor, não é? No entanto, se a dor está em nós, como podemos culpar algo de fora? Por que não perceber simplesmente que somos nós mesmos que estamos transtornados por algo que, apesar de parecer fora, está em nós mesmos, dentro de nós? 

A lição começa:

Esta ideia ... pode ser usada com qualquer pessoa ou acontecimento que penses estar te causando dor.

Então, há pessoas, situações e acontecimentos divertidos e aprazíveis, e há aqueles que nos causam dor.


Aplica-a de modo específico a qualquer coisa que acredites ser a causa de teu transtorno, usando a descrição da sensação em quaisquer termos que te pareçam exatos.

O Curso diz para aplicar de modo específico. Alguma vez fomos específicos em nossas vidas? Somos vagos e indefinidos a maior parte das vezes. Nossas mentes incertas nunca são factuais ou exatas. Para fazer a correção interna, precisamos chegar à precisão.


Até aprenderes que a forma não importa, cada uma [forma] é um sujeito adequado para os exercícios do dia. Aplicar a ideia a cada uma delas separadamente é o primeiro passo para o reconhecimento de que, em última instância, elas são todas a mesma.

Tu e eu temos a tarefa de reconhecer que estas sensações - ansiedade, depressão, ciúme, medo - são todas a mesma.Podemos perceber que todas elas fazem exatamente a mesma coisa? Elas nos transtornam.

Quando utilizares a ideia de hoje para uma causa percebida como específica de um transtorno em qualquer forma, usa tanto o nome da forma com que vês o transtorno quanto a causa a que tu o atribuis. Por exemplo:

Eu não estou com raiva de __________ pela razão que imagino.

Digamos que eu esteja com raiva de Carla, porque ela não faz a contabilidade direito. Se eu disser a mim mesmo: "Não se preocupe Carla, vou pedir a Joana para fazê-lo", não há nenhuma correção. Meu medo de perda e minha falta de confiança ainda estão em mim. Eu estou com raiva porque de fato estou com medo da perda.

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar as outras.

Quão relutantes somos para chegar ao pensamento objetivo. Damos mais valor a nosso transtorno do que à paz de espírito. Podemos perceber que qualquer coisa que pensemos é uma reação? Como chegamos ao pensamento objetivo que é distinto e preciso? Ser correto é essencial. Quando somos precisos e corretos, dissolvemos a casualidade e a falta de discernimento que causa nosso aborrecimento.

Por que culpar o outro? É o ego que culpa.O Espírito Santo vê apenas a santidade da criação de Deus.

Curso insiste repetidamente que invoquemos o Espírito Santo. Temos qualquer intenção de fazê-lo? A função do Espírito Santo, cujo pensamento é diferente do nosso, é corrigir-nos. Mas não estamos interessados em ser corrigidos. Nós verdadeiramente não queremos abandonar a pressão de nossas vidas diárias. Não daremos cinco minutos à lição. Podemos perceber isto de forma clara? Isto seria uma descoberta surpreendente.

Em seguida, investiga tua mente por não mais do que cerca de um minuto e tenta identificar algumas forma diferentes de transtorno que estejam te perturbando, independente da importância relativa que possas dar a elas. Aplica a ideia para hoje a cada uma delas, usando tanto o nome da fonte do transtorno conforme o percebes quanto o da sensação do modo com que o experimentas. Outros exemplos são:

Eu não estou preocupado com __________ pela razão que imagino.
Eu não estou desanimado com __________ pela razão que imagino.

Pratica isto. Só o fato de dares espaço a ti mesmo te ajuda a sair da pressão que impuseste a ti mesmo. Esta lição desperta a iniciativa de dissipar as ilusões. Tu nunca cederias aos transtornos da depressão ou da auto-indulgência se mantivesses vivo o puro espírito deste lição.

Perda, apego, ressentimento e medo - não são todos invenções nossas? Não é complicado ou difícil; é extremamente simples. Nós ficamos transtornados por nossos pensamentos que não significam coisa alguma. Ficamos transtornados porque vivemos a partir do pensamento, e porque a paz de Deus não tem nenhuma importância para nós. Não estamos decididos a ver.

Tu valorizas a paz de espírito? Ela é de primeira importância para ti? A única paz que existe é a paz de Deus. Não há nenhuma paz no nível do ego ou da personalidade. E, para estarmos com a Vontade de Deus - com o Conhecimento Absoluto -, precisamos trazer nossas mentes a esta paz. Mas isso é a única coisa que evitamos - chegar à paz.

Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

Esta lição te apresenta a milagres que dissipam o engano. No instante em que percebes que nunca estás transtornado pela razão que imaginas, um espaço puro, intocado pelo pensamento, te é dado. Tu valorizarias tanto essa pureza que nunca voltarias ao pensamento; desejarias ficar sempre com aquele instante de eternidade.

Verias então o quanto os motivos sempre te distraem dele; o quanto o medo te mantém ocupado, o quanto a ambição e o desejo te guiam. Podes perceber que os motivos nunca te permitem ser quem realmente és?

Hoje é o dia para utilizar a energia e a vibração desta lição para acabar com todos os transtornos. Aplicá-la simplificará tua vida.

Um dia apenas é tudo o que é preciso. Uma vez aprendida verdadeiramente a lição, tu a compreendes para sempre porque ela não tem a ver com o pensamento.

Lê a lição com carinho. Liberta-te de todo transtorno. Se não o fizeres, como vais achar a paz dentro de ti? 

Às práticas?

sábado, 4 de janeiro de 2020

Para se viver a partir da inocência que é não pensar


LIÇÃO 4

Estes pensamentos não significam nada. São como
as coisas que vejo neste quarto [nesta rua,
desta janela, neste lugar].

1. Diferentemente dos anteriores, estes exercícios não começam com a ideia para o dia. Nestes períodos de prática, começa por observar os pensamentos que cruzam tua mente por cerca de um minuto. Em seguida aplica a ideia a eles. Se já estiveres ciente de pensamentos infelizes, usa-os como sujeitos para a ideia. Entretanto, não escolhas apenas os pensamentos que pensas serem "maus". Descobrirás, se te treinares a olhar para teus pensamentos, que eles representam uma mistura tal que, de certa forma, nenhum deles pode ser chamado "bom" ou "mau". É por esta razão que eles não significam nada.

2. Ao escolheres os sujeitos para a aplicação da ideia de hoje, pede-se a habitual especificidade. Não tenhas medo de usar tanto pensamentos "bons" quanto "maus". Nenhum deles representa teus pensamentos verdadeiros, que estão sendo cobertos por eles. Os "bons" são apenas sombras do que está além, e sombras tornam a visão difícil. Os "maus" são bloqueios à visão e tornam impossível ver. Tu não queres nem um, nem outro.

3. Este é um exercício muito importante e será repetido de vez em quando de forma um pouco diferente. O objetivo aqui é o de te treinar para os primeiros passos na direção da meta de separar o que não tem significado daquilo que é significativo. É uma primeira tentativa no propósito de longo alcance do aprendizado de perceberes o sem significado como fora de ti e o significativo dentro. É também o início do treinamento de tua mente para reconhecer o que é o mesmo e o que é diferente.

4. Ao usares teus pensamentos para a aplicação da ideia para hoje, identifica cada pensamento pela imagem ou pelo acontecimento central que ele contém, por exemplo:

Este pensamento sobre __________ não significa nada.
É como as coisas que vejo neste quarto [nesta
rua, e assim por diante].

5. Podes também utilizar a ideia para um pensamento particular que reconheças como prejudicial. Esta prática é útil, mas não é um substituto para os procedimentos mais aleatórios a serem seguidos para os exercícios. Contudo, não examines tua mente por mais do que um minuto aproximadamente. Tu ainda és inexperiente demais para evitar a tendência de te tornares inutilmente preocupado.

6. Além disso, uma vez que estes exercícios são os primeiros deste tipo, podes achar particularmente difícil a suspensão do julgamento em relação aos pensamentos. Não repitas estes exercícios mais do que três ou quatro vezes durante o dia. Voltaremos a eles mais tarde.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a Lição 4:


Apesar de a lição dizer que este exercício é diferente dos anteriores por não começar com a ideia, de certa forma, ele complementa e aprofunda as práticas dos anteriores, dando-lhes significado. Talvez, melhor dizendo, seja a prática com a ideia de hoje que vai sedimentar em nossa consciência a verdade das práticas anteriores. Pois só é possível entender que as coisas que vemos não significam nada, ou que não compreendemos nada do que vemos e que só nós damos todo o significado às coisas que vemos, quando reconhecemos que nossos pensamentos não têm significado.

E vale lembrarmos mais uma vez do poeta, quando ele diz que vê o mundo mas não pensa nele, "porque pensar é não compreender". Na verdade, como diz outro pensador atual, nós não somos os nossos pensamentos. No mundo do ego, das formas e dos sentidos, temos pensamentos, que derivam diretamente dos julgamentos que fazemos das coisas e das pessoas no mundo. Por isso não vemos verdadeiramente.

E quando seremos capazes de ver verdadeiramente? Quando olharmos para o mundo e para tudo e para todos nele e compreendermos - sempre no sentido de aceitarmos - que tudo o que vemos é parte do que somos, que não há nada que possamos rejeitar, renegar, julgar ou condenar. Nem no mundo nem em nós mesmos. 

E lembrando ainda do poeta que diz que o mundo não foi feito para pensarmos nele, "pensar é estar doente dos olhos", pois os pensamentos não significam nada. São como as coisas que vemos, quando vemos com olhos que não julgam. Vemos apenas a beleza, a neutralidade de tudo, pois tudo faz parte de uma grande comunhão.

O poeta nos lembra que precisamos olhar para o mundo e ficar de acordo com tudo o que ele nos mostra, pois só assim viveremos a partir da inocência que é não pensar. 

Às práticas?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Purificar o cérebro das pressões de todos os dias


LIÇÃO 3

Eu não entendo nada do que vejo neste quarto
[nesta rua, desta janela, neste lugar].

1. Aplica esta ideia do mesmo modo que as anteriores, sem fazer distinções de qualquer tipo. O que quer que vejas é um sujeito adequado para a aplicação da ideia. Certifica-te de que não questionas a adequação de qualquer coisa para a aplicação da ideia. Estes não são exercícios de julgamento. Qualquer coisa é adequada se tu a vês. Algumas das coisas que vês podem estar carregadas de significado emocional para ti. Tenta deixar de lado tais emoções e usa simplesmente essas coisas da mesma forma que usarias qualquer outra.

2. O objetivo dos exercícios é ajudar a limpar tua mente de todas as associações do passado, para veres as coisas exatamente como elas se apresentam para ti agora, e para compreenderes claramente quão pouco realmente sabes a respeito delas. Por isso, é essencial que mantenhas uma mente perfeitamente aberta, livre do julgamento, ao escolheres as coisas às quais a ideia para o dia deve ser aplicada. Para este propósito uma coisa é igual à outra; igualmente adequada e, portanto, igualmente útil.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 3:


Continuamos hoje, mais uma vez, é claro, a tratar de tirar proveito do que as práticas com as ideias que o Curso nos oferece podem nos dar. No sentido de aprendermos de que forma abandonar os preconceitos que temos, quando olhamos para o mundo e para todas as coisas e pessoas que vemos nele. 

É ainda neste sentido que podemos nos valer da ideia para as práticas de hoje, aceitando e reconhecendo que, de verdade, não entendemos nada do que vemos no lugar aonde estamos. Basta isso para que o mundo e tudo o que há nele se nos apresente como novo. Pois manifestamos com a prática da ideia o desejo de limpar nossa mente de todas as associações do passado, para ver as coisas exatamente como elas se apresentam para nós agora, e para compreendermos claramente quão pouco sabemos a respeito delas.

Pensemos por um instante só. Ou melhor, olhemos para um lado e para outro, para as coisas que estiverem ao alcance de nossa visão. O que vemos? É algo a que já demos um nome? Quem o nomeou? O que o nome que tal objeto, tal coisa, significa? Será que o nome é o que a coisa é? Como acreditar que o nome dado à coisa é o nome correto? É o nome que dá significado às coisas que conhecemos, ou pensamos conhecer?

Quando damos nome a alguma coisa, pensamos ter dado a ela todo o significado que ela tem. Mas será isso mesmo? Quando é que entendemos verdadeiramente aquilo a que damos nome? Ou melhor, de onde é que veio o nome que damos àquilo?

Como dizia Tara Singh, nos comentários com que praticamos as lições nos últimos anos, precisamos do Curso porque sofremos pressão e recebemos estímulos do mundo e do sistema de pensamento do ego o tempo todo, quer cientes disso, quer não. O Curso funciona, ou deve funcionar, se praticado conforme as orientações, como um "banho de água pura de uma fonte". Pois precisamos ser purificados das pressões que sofre nosso cérebro, para permitir que ele tenha espaço para um milagre.

Para tanto, precisamos desacelerar, aprender a tranquilizar a mente e preparar-nos para o silêncio, pois é só no silêncio que se faz espaço para ouvirmos a Voz por Deus em nós mesmos. Só então seremos capazes de desenvolver o potencial divino que existe em cada um de nós. Só assim seremos capazes de receber aquilo que vem de Deus.

Entenderemos.

Às práticas?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

E só o que não aceitamos que não compreendemos


LIÇÃO 2

Eu dou a todas as coisas que vejo neste quarto [nesta rua, desta janela, neste lugar]
todo o significado que têm para mim.

1. As práticas com esta ideia são as mesmas que aquelas com a primeira. Começa com as coisas que estão perto de ti e aplica a ideia a qualquer coisa sobre a qual teu olhar pouse. Depois, amplia o alcance para fora. Vira a cabeça para incluir o que quer que esteja em qualquer um dos lados. Se possível, vira-te e aplica a ideia àquilo que estava atrás de ti. Continua, tanto quanto possível, a não fazer distinção quando escolheres os sujeitos para a aplicação da ideia; não te concentres em nenhuma coisa em particular e não tentes incluir tudo o que vês em uma área determinada, ou introduzirás tensão.

2. Olha simplesmente com naturalidade e com razoável rapidez ao teu redor, tentando evitar a escolha por tamanho, brilho, cor, material ou pela importância relativa para ti. Escolhe os objetos simplesmente quando os vires. Tenta aplicar o exercício com igual facilidade a um corpo ou a um botão, uma mosca ou um piso, um braço ou uma maçã. O único critério para a aplicação da ideia a qualquer coisa é simplesmente que teus olhos a tenham encontrado. Não faças nenhuma tentativa de incluir qualquer coisa em particular, mas certifica-te de que nada seja excluído de forma específica.

*

COMENTÁRIO: 

Explorando a LIÇÃO 2:


E então, o que acharam das possibilidades que as práticas com a primeira lição trouxeram para se viver um ano diferente de todos os anos que já vivemos antes, permitindo que ele seja o mesmo em tudo? Parece-lhes possível viver um ano diferente [daqueles todos que já vivemos] deixando que tudo nele seja o mesmo? Prontos, então, para a segunda ideia que temos para praticar neste segundo dia? É o que vamos fazer mais uma vez hoje. 

Para os que já estão conosco há algum tempo, penso que já ficou claro que são os nossos pensamentos e crenças que moldam e constroem o mundo que experimentamos, bem como todas as situações, pessoas e circunstâncias que ele nos apresenta. Quem chega pela primeira vez até aqui, porém, ao se aproximar do Curso e de suas práticas, tem de ser levado a saber que somos nós que criamos o mundo em que vivemos, e que há tantos mundos quantas são as pessoas que nele habitam. Daí tantas experiências aparentemente diferentes de mundo. Daí, por conseguinte, tantos mundos. Todos ilusórios para a experiências das formas e dos sentidos.

Não lhes parece claro que as coisas que vemos neste quarto [nesta rua, desta janela, neste lugar] só têm todo o significado que têm, porque nós lhes demos tal significado? E que o significado que demos a elas está todo baseado nos pensamentos que temos, nas crenças em nós, resultados das lições que recebemos do mundo e das pessoas do mundo com quem aprendemos a respeito de todas ou quase todas as coisas que nos chegaram ao conhecimento até aqui?

Quem de nós pode dizer com cem por cento de certeza que conhece qualquer coisa que vê sem se referir a algum pensamento do passado, a alguma informação, a algum conceito que recebeu de alguém no passado?

Quem ou quantos de nós pode dizer com convicção que não foi influenciado por nenhum julgamento e que é capaz de olhar para tudo e para todos sem julgar nada do que vê, aceitando simplesmente que as coisas são o que são e pronto? E que não há nada de errado com nada nem com ninguém neste mundo nem em nenhum mundo que possa existir?

É exatamente para limparmos nossa memória cheia de preconceitos e de julgamentos que as práticas das lições desta primeira parte do livro se apresentam. É preciso que aprendamos a assumir a responsabilidade pelo valor que damos às coisas todas, às pessoas todas, a todas as situações e circunstâncias que se apresentam em nossas vidas. 

É preciso que tenhamos bem claro em nossas mentes que as coisas que vemos a nossa volta no mundo, próximas ou distantes de nós, são o que são, independentemente do que possamos pensar delas, porque, como disse o poeta "pensar é não compreender", mormente se entendermos que compreender é sinônimo de aceitar. Pois só não compreendemos aquilo que não aceitamos. Ou o contrário, que também é verdadeiro, só não aceitamos aquilo que não compreendemos. Porque não o compreendemos.

Ou, voltando ainda ao poeta, "o mundo não se fez para pensarmos nele... mas para olharmos para ele e estarmos de acordo..." Pois "pensar é estar doente dos olhos".

Daí as instruções do Curso, para que olhemos para tudo de modo diferente. Para que aprendamos um modo diferente de olhar para tudo no mundo, e para o próprio mundo. Eliminemos, pois, de nosso modo de ver o mundo o pensar o mundo. Não há o que pensar, se quisermos aprender a evitar o julgamento.

Pois, como diz o poeta, "a única inocência é não pensar".

Às práticas?

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Praticar para santificar todos nossos relacionamentos


INTRODUÇÃO

1, Um fundamento teórico como o que o texto oferece é necessário como uma estrutura para tornar os exercícios significativos. Contudo, é fazer os exercícios que tornará possível a meta do curso. Uma mente não-treinada não pode realizar nada. O objetivo deste livro de exercícios é treinar tua mente para pensar de acordo com as linhas que o texto levanta.

2. Os exercícios são muito simples. Não exigem muito tempo e não importa aonde tu os fazes. Eles não precisam de preparo. O período de treinamento é de um ano. Os exercícios estão numerados de 1 a 365. Não tentes fazer mais do que uma lição por dia.

3. O livro de exercícios é dividido em duas partes principais, a primeira lida com o desfazer do modo pelo qual vês agora, e a segunda com a aquisição da percepção verdadeira. Com exceção dos períodos de revisão, os exercícios de cada dia são planejados em torno de uma ideia central, que é declarada primeiro. Segue-se a isso a descrição dos procedimentos específicos a partir dos quais a ideia para o dia deve ser aplicada.

4. O objetivo do livro de exercícios é treinar tua mente de um modo sistemático para uma percepção diferente de todos e de tudo no mundo. Os exercícios são planejados para te ajudar a generalizar as lições, de forma a entenderes que cada uma delas é igualmente aplicável a tudo e a todos que vês.

5. A transferência do treinamento em percepção verdadeira não ocorre do mesmo modo que a transferência do treinamento do mundo. Se a percepção verdadeira a respeito de qualquer pessoa, situação ou acontecimento for alcançada, a transferência para todos e para tudo está garantida. Por outro lado, uma única exceção mantida em separado da percepção verdadeira torna suas realizações impossíveis em qualquer lugar.

6. Assim, as únicas regras gerais a serem observadas do início ao fim são: primeiro, que os exercícios sejam praticados com grande especificidade, conforme será indicado. Isso te ajudará a generalizar as ideias envolvidas em cada situação na qual te encontres, e a todos e a tudo nela. Segundo, certifica-te de não te decidires por contra própria que há algumas pessoas, situações ou coisas às quais as ideias não se aplicam. Isso impedirá a transferência do treinamento. A própria natureza da percepção verdadeira é que ela não tem nenhum limite. É o oposto da maneira que vês agora.

7. O objetivo geral dos exercícios é aumentar tua capacidade de estender as ideias que praticarás para incluir tudo. Isso não vai exigir nenhum esforço de tua parte. Os próprios exercícios satisfazem as condições necessárias para este tipo de transferência.

8. Acharás difícil de acreditar em algumas ideias que o livro de exercícios apresenta e outras poderão parecer bastante surpreendentes. Isso não tem importância. O que se pede de ti é simplesmente que apliques as ideias do modo que és orientado a fazer. Não se pede absolutamente que as julgues. Só se pede que as uses. É o uso delas que lhes dará significado para ti e que te mostrará que elas são verdadeiras.

9. Lembra-te apenas disso: não precisas acreditar nas ideias, não precisas aceitá-las e não precisas nem mesmo acolhê-las bem. Podes resistir vivamente a algumas delas. Nada disso terá importância ou diminuirá sua eficácia. Mas não te permitas fazer exceções na aplicação das ideias que o livro de exercícios contém e, sejam quais forem tuas reações às ideias, usa-as. Não se pede nada mais do que isso.

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PARTE I

LIÇÃO 1

Nada do que vejo neste quarto [nesta rua, desta
janela, neste lugar] significa coisa alguma.

1. Agora olha lentamente ao teu redor e pratica aplicar esta ideia de modo muito específico a quaisquer coisas que vejas:

Esta mesa não significa nada.
Esta cadeira não significa nada.
Esta mão não significa nada.
Este pé não significa nada.
Esta caneta não significa nada.

2. Em seguida, olha para mais longe do que está em tua área de visão imediata e aplica a ideia a uma escala mais ampla:

Aquela porta não significa nada.
Aquele corpo não significa nada.
Aquela lâmpada não significa nada.
Aquele cartaz não significa nada.
Aquela sombra não significa nada.

3. Observa que estas afirmações não estão organizadas em qualquer ordem e que não levam em consideração nenhuma diferença nos tipos de coisas às quais são aplicadas. É este o objetivo do exercício. A afirmação simplesmente deve ser aplicada a qualquer coisa que vês. Ao praticares a ideia para o dia, utiliza-a de forma totalmente indiscriminada. Não tentes aplicá-la a tudo o que vês, porque estes exercícios não devem se tornar ritualísticos. Certifica-te somente de que nada do que vês seja excluído de modo específico. Uma coisa é igual à outra no que se refere à aplicação da ideia.

4. Cada uma das três primeiras lições não deve ser feita mais do que duas vezes ao dia, de preferência pela se manhã e à noite. Elas tampouco devem ser tentadas por mais do que cerca de um minuto, a menos que isso imponha uma sensação de pressa. Uma sensação agradável de ócio é essencial.

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COMENTÁRIO: 


Explorando a LIÇÃO 1:

Caras, caros,

Reiniciemos as práticas neste primeiro dia de um ano novo - o décimo-segundo para quem está aqui desde o primeiro momento -, tendo em mente tudo aquilo que praticamos durante todos os anos em que nos dedicamos a ouvir a Voz por Deus em nós, aceitando o Espírito Santo como parte de nós mesmos. E esperando, para quem chega aqui pela vez primeira, que o ano de práticas seja proveitoso.

Lembremo-nos também da orientação que recebemos por ocasião das comemorações do Natal, que simbolizam o novo nascimento do Cristo em nós, ou de seu renascimento, que se dá todo o tempo, quando buscamos deixar aflorar em nossa experiência diária a consciência crística.

O que precisamos fazer, pois, para que este ano novo seja diferente é apenas deixar que todo ele seja o mesmo, permitindo que todos os nossos relacionamentos sejam santificados.

Só assim vai ser possível praticarmos a ideia para este primeiro dia conscientes de que nada do que vemos no mundo - no lugar em que estivermos, num quarto, numa rua, numa janela, seja aonde for, ou mesmo num país qualquer do mundo - tem qualquer significado.

Praticar para entender, compreender - sempre no sentido de aceitar -, que as coisas são simplesmente o que são, e que não duram mais do que um instante, num tempo que não existe, num lugar que é construído e mantido apenas pela ilusão, é o que pode fazer com que vivamos de modo concreto e prático o desapego total das coisas do mundo, vendo-o apenas à luz da neutralidade que é o natural no que se refere a este mundo e a tudo o que aparentemente existe nele.

Vamos, seguindo as orientações dadas para esta lição, refletir acerca do significado das coisas para as quais olhamos, buscando libertar nossas mentes das crenças que foram - são e vão continuar sendo - inculcadas em nós pelo próprio mundo, visando a perpetuar-se, por meio de nossa experiência familiar, escolar, social, politica e comunitária.

É na direção de desfazer todo o aprendizado que adquirimos no - e do - mundo que as práticas querem nos levar.

Precisamos desfazer a aparente solidez das coisas que vemos bem como a solidez das crenças que construímos, ou que nos foram ensinadas ao longo de nossa experiência. Precisamos nos livrar das certezas. Não existem certezas para quem quer de fato aprender. Daí a importância da ideia que praticamos para começar este ano. Porque quando dizemos ter certeza de algo, estamos nos fechando para o aprendizado, para a possibilidade de deixar o novo entrar.

Assim, há que se questionar tudo, absolutamente tudo, para podermos começar de fato um novo ano, uma nova caminhada na direção do autoconhecimento, na direção de nossa verdadeira Identidade. E na direção da construção do "sonho feliz" neste mundo ilusório

Às práticas?