segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Há coisas que só nos levam em direção ao sofrimento


13. O que é um milagre?

1. Um milagre é uma correção. Ele não cria e nem muda verdadeiramente em absoluto. Ele apenas olha para a catástrofe e lembra à mente que o que ela vê é falso. Ele desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem suplantar a função do perdão. Deste modo, ele permanece nos limites do tempo. Não obstante, ele abre caminho para a volta da intemporalidade e para o despertar do amor, pois o medo tem de desaparecer sob o efeito da solução benéfica que ele traz.

2. Um milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como único. E, desta forma, põe bem à mostra a lei da verdade a que o mundo não obedece, porque deixa de entender por completo os caminhos dela. Um milagre inverte a percepção que estava de cabeça para baixo anteriormente e, desta maneira, põe termo às estranhas distorções que eram evidentes. Com isto a percepção fica aberta à verdade. Com isto vê-se o perdão como justificado.

3. O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo os entregam a todos que eles olham com misericórdia e amor. A percepção permanece correta na visão d'Ele e aquilo cuja finalidade era amaldiçoar vem para abençoar. Cada lírio de perdão oferece o milagre silencioso do amor ao mundo inteiro. E cada um é depositado diante da Palavra de Deus, sobre o altar universal ao Criador e à criação, na luz da pureza perfeita e da alegria infinita.

4. Aceita-se o milagre primeiro com base na fé, porque pedi-lo indica que a mente está pronta para compreender aquilo que ela não pode ver e não entende. Mas a fé trará suas evidências para demonstrar que aquilo em que se baseava de fato existe. E, assim, o milagre justificará tua fé nele e demonstrará que se baseava em um mundo mais verdadeiro do que aquele que vias antes; um mundo livre daquilo que pensavas existir.

5. Milagres caem do Céu como gotas de chuva reparadora sobre um mundo árido e empoeirado, a que criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora elas têm água. Agora o mundo tem vida. E os sinais de vida brotam em todos os lugares, para demonstrar que aquilo que nasce não pode morrer jamais, pois aquilo que tem vida é imortal.


*

LIÇÃO 343

Não me é pedido para fazer nenhum sacrifício
A fim de descobrir a misericórdia e a paz de Deus.

1. O fim do sofrimento não pode ser a perda. A dádiva de todas as coisas só pode ser ganho. Tu só dás. Tu nunca tiras. E Tu me criaste para ser igual a Ti, deste modo o sacrifício vem a ser impossível para mim da mesma forma que para Ti. Eu também tenho de dar. E, assim, todas as coisas me são dadas para todo o sempre. Continuo a ser tal qual fui criado. Teu Filho não pode fazer nenhum sacrifício, pois tem de ser completo, por ter a função de Te completar. Eu sou completo porque sou Teu Filho. Não posso perder, pois só posso dar e todas as coisas são minhas eternamente.

2. A misericórdia e a paz de Deus são gratuitas. A salvação não custa nada. É uma dádiva que tem de ser dada e recebida livremente. E é isto que queremos aprender hoje.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 343

O Curso traz de novo hoje para as nossas práticas uma ideia que nos permite, uma vez mais, questionarmos, com argumentos coerentes, tudo aquilo que o mundo nos ensina. É uma ideia que põe em xeque o aprendizado de que o sacrifício é uma forma de amor. Ela diz o seguinte:

Não me é pedido para fazer nenhum sacrifício
A fim de descobrir a misericórdia e a paz de Deus.

Algo que podemos comprovar de forma clara e cristalina, quando voltamos nosso olhar e atenção para nosso próprio interior, à procura de misericórdia e de perdão, e encontramos estes sentimentos em nós mesmos, para compartilhar deles também toda vez que os oferecemos aos que povoam nosso mundo particular e o mundo que dividimos em consciência com todos os que fazem parte dele.

Não é necessário nenhum sacrifício. Basta que nos afastemos do medo, do orgulho e do desejo de ter razão a qualquer preço, que nos faz dar realidade à ilusão de que algo ou alguém fora de nós mesmos pode nos afetar, atacar ou ferir. A esta altura, penso que todos aqui já aprendemos - aprendemos? - com as lições que isto não é verdadeiro. Estas coisas só nos levam na direção do sofrimento. 

Será, pois, que algum de nós acredita que se afastar destas coisas signifique perder ou sacrificar algo valioso? Como a lição orienta:

O fim do sofrimento não pode ser a perda. A dádiva de todas as coisas só pode ser ganho. Tu só dás. Tu nunca tiras. E Tu me criaste para ser igual a Ti, deste modo o sacrifício vem a ser impossível para mim da mesma forma que para Ti. Eu também tenho de dar. E, assim, todas as coisas me são dadas para todo o sempre. Continuo a ser tal qual fui criado. Teu Filho não pode fazer nenhum sacrifício, pois tem de ser completo, por ter a função de Te completar. Eu sou completo porque sou Teu Filho. Não posso perder, pois só posso dar e todas as coisas são minhas eternamente.

Na verdade, de acordo com o ensinamento do Curso, sacrifício é o contrário de amor. E, em geral, o que sentimos por aqueles por quem "pensamos" nos sacrificar não tem absolutamente nada a ver com amor. Na verdade, é ódio o que sentimos por eles, pois, conforme o Curso ensina, o amor abole toda e qualquer forma de sacrifício.

Que tipo de Deus nos pediria algum sacrifício? Se Ele é o tudo de todas as coisas, que razão Ele teria para pedir a algum de nós que fizesse qualquer sacrifício? E por que nos daria o livre arbítrio, se precisássemos fazer qualquer sacrifício apenas para satisfazer a Vontade d'Ele? Isso contrariaria o livre arbítrio. É por isso que Deus nunca nos pede nenhum sacrifício. É por isso, que só pode ser o ego - o falso eu - quem tenta nos convencer da necessidade de que façamos qualquer sacrifício. E que busca nos impedir de perceber que a Vontade de Deus e a nossa são uma só e a mesma.

Por isso praticamos, para aprender que:

A misericórdia e a paz de Deus são gratuitas. A salvação não custa nada. É uma dádiva que tem de ser dada e recebida livremente. E é isto que queremos aprender hoje.

Deus nos dá tudo sempre. Assim, se deveras acreditamos que somos Filhos de Deus, criados a Sua imagem e semelhança - e isto não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Sabemos já também que o corpo, o ego no corpo, é apenas uma imagem falsa que fazemos de nós mesmos. Esta imagem é construída a partir do sistema de pensamento do ego. Tendo isso em mente é, pois, forçoso acreditar que nascemos para compartilhar a abundância que vem de Deus. 

Isto é, todos - e cada um de nós - nascemos para dar, e ter, tudo em abundância. Sempre. Pois, na verdade, de acordo com o Curso, em seu ensinamento, dar e receber são a mesma coisa. E, uma vez que recebemos tudo, pois tudo o que Deus tem é nosso também, nada mais equivocado e falso do que acreditar que nos falte alguma coisa. 

A falta ou a carência não podem ser verdadeiras, como eu já disse antes, pois, como o Curso ensina, só temos, de fato, aquilo que damos. Ou, dizendo de outra forma, em sintonia com o que a ideia para as práticas de hoje nos convida a refletir, só pode nos faltar aquilo que não damos. Quando damos verdadeiramente a partir do que somos, dar nunca é um sacrifício, pois temos tudo em abundância em Deus.

Às práticas?


domingo, 8 de dezembro de 2019

Para aprendermos a ser gratos por tudo sempre


13. O que é um milagre?

1. Um milagre é uma correção. Ele não cria e nem muda verdadeiramente em absoluto. Ele apenas olha para a catástrofe e lembra à mente que o que ela vê é falso. Ele desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem suplantar a função do perdão. Deste modo, ele permanece nos limites do tempo. Não obstante, ele abre caminho para a volta da intemporalidade e para o despertar do amor, pois o medo tem de desaparecer sob o efeito da solução benéfica que ele traz.

2. Um milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como único. E, desta forma, põe bem à mostra a lei da verdade a que o mundo não obedece, porque deixa de entender por completo os caminhos dela. Um milagre inverte a percepção que estava de cabeça para baixo anteriormente e, desta maneira, põe termo às estranhas distorções que eram evidentes. Com isto a percepção fica aberta à verdade. Com isto vê-se o perdão como justificado.

3. O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo os entregam a todos que eles olham com misericórdia e amor. A percepção permanece correta na visão d'Ele e aquilo cuja finalidade era amaldiçoar vem para abençoar. Cada lírio de perdão oferece o milagre silencioso do amor ao mundo inteiro. E cada um é depositado diante da Palavra de Deus, sobre o altar universal ao Criador e à criação, na luz da pureza perfeita e da alegria infinita.

4. Aceita-se o milagre primeiro com base na fé, porque pedi-lo indica que a mente está pronta para compreender aquilo que ela não pode ver e não entende. Mas a fé trará suas evidências para demonstrar que aquilo em que se baseava de fato existe. E, assim, o milagre justificará tua fé nele e demonstrará que se baseava em um mundo mais verdadeiro do que aquele que vias antes; um mundo livre daquilo que pensavas existir.

5. Milagres caem do Céu como gotas de chuva reparadora sobre um mundo árido e empoeirado, a que criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora elas têm água. Agora o mundo tem vida. E os sinais de vida brotam em todos os lugares, para demonstrar que aquilo que nasce não pode morrer jamais, pois aquilo que tem vida é imortal.

*

LIÇÃO 342

Deixo o perdão se estender sobre todas as coisas,
Pois deste modo o perdão me será dado.

1. Eu Te agradeço, Pai, por Teu plano para me salvar do inferno que fiz. Ele não é real. E Tu me dás o meio de provar a irrealidade dele. A chave está em minha mão, e eu alcanço a porta além da qual está o fim dos sonhos. Estou diante do portão do Céu e me pergunto se devo entrar e ficar à vontade. Não me deixes esperar novamente hoje. Permite que eu perdoe todas as coisas e deixe a criação ser tal qual Tu queres que ela seja e tal como ela é. Permite que eu me lembre de que sou Teu Filho e, abrindo a porta, esqueça as ilusões na luz resplandecente da verdade, enquanto a memória de Ti volta a mim.

2. Irmão, perdoa-me agora. Venho a ti para te levar para casa comigo. E, do mesmo modo que vamos, o mundo vai conosco em nosso caminho para Deus.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 342

Hoje, vamos praticar novamente a partir de uma ideia que mostra de que forma escolher o Céu, ou seja, uma ideia que ensina o modo pelo qual podemos tomar a decisão pelo Céu, conforme nos ensinava uma lição anterior: O Céu é a decisão que tenho de tomar. E qual é, pois a forma, de se chegar a esta decisão? É apenas fazer o que a lição nos convida a fazer, isto é, deixar

... o perdão se estender sobre todas as coisas,
Pois deste modo o perdão me será dado.

Mais uma vez, pois, ao dizer isto, quero lembrar-lhes, como tenho feito ao longo destes comentários, de que tudo começa com a decisão. Isto é, mesmo quando a viagem é longa, só podemos fazê-la após dar o primeiro passo. E o primeiro passo é tomar a decisão de fazer a viagem. É claro que, uma vez tomada a decisão, sempre podemos voltar atrás, por quaisquer razões que nos pareçam convenientes.

É preciso, porém, termos em conta que o que fazemos com as práticas deste Curso é encontrar um jeito diferente de olhar para o mundo, livrando-nos e livrando-o dos equívocos do olhar de nossa percepção, do olhar dos olhos do corpo e da percepção dos sentidos. Sintetizando o que o Curso ensina, poder-se-ia dizer que tudo o que precisamos fazer é perdoar o mundo. E como fazemos isso? Perdoando-nos. Ou, nos termos do Curso, aceitando a Expiação para nós mesmos. 

É só esta aceitação que vai nos permitir dizer de forma sincera, honesta e com alegria:

Eu Te agradeço, Pai, por Teu plano para me salvar do inferno que fiz. Ele não é real. E Tu me dás o meio de provar a irrealidade dele. A chave está em minha mão, e eu alcanço a porta além da qual está o fim dos sonhos. Estou diante do portão do Céu e me pergunto se devo entrar e ficar à vontade. Não me deixes esperar novamente hoje. Permite que eu perdoe todas as coisas e deixe a criação ser tal qual Tu queres que ela seja e tal como ela é. Permite que eu me lembre de que sou Teu Filho e, abrindo a porta, esqueça as ilusões na luz resplandecente da verdade, enquanto a memória de Ti volta a mim.

Lembremo-nos, portanto, mais uma vez com gratidão de que o texto nos diz a certa altura: "em qualquer situação na qual não estiveres completamente alegre, é porque reagiste de modo não amoroso a uma das criações de Deus". Ora, reagir de forma não amorosa é condenação, é ataque e falta de perdão, e os efeitos de uma reação não amorosa e de falta de perdão só se fazem sentir por aquele que viu deste modo. 

É àquele, ou àquilo, que reagimos [ou acerca de quem pensamos] de forma não amorosa que devemos dirigir a fala que nos oferece a lição:

Irmão, perdoa-me agora. Venho a ti para te levar para casa comigo. E, do mesmo modo que vamos, o mundo vai conosco em nosso caminho para Deus. 

São a alegria e a paz de espírito, que advêm disto, que podem nos manter firmes em nossa decisão pelo Céu. Pois escolher o Céu é escolher a alegria e a paz o tempo inteiro. E renovar nossa decisão a cada instante. 

Digo isto pensando novamente em uma historinha que já compartilhei antes. Uma historinha que nos diz que, muitas vezes, contamos como certo a ajuda, o apoio de alguém, a atenção de Deus, inclusive, e nos esquecemos de ser gratos por tudo o que recebemos. É como se tivéssemos certeza de que, nos caminhos que fazemos todos os dias, só fôssemos encontrar os sinais verdes em cada cruzamento, deixando de prestar atenção ao caminho. 

Não! Não é assim que funciona, precisamos permanecer atentos. E, quando distraídos, ao sermos teimosos, mal-agradecidos, prepotentes, donos da razão - [tudo a conselho do falso eu, o ego] -, olha lá o sinal vermelho, para que paremos. Para que nos voltemos para o interior, para o divino em nós mesmos, para nos perdoarmos de nossas distrações e de nossas ausências, de nossas manhas e birras de crianças mimadas e egoístas.

É por isso que o Curso oferece a oportunidade da prática diária. Para que não nos esqueçamos do divino em nós. Para que aprendamos a ser gratos por tudo o que se apresenta em nossa vida, porque tudo o que vem vem para nos devolver à alegria, que é a Vontade de Deus para nós. Sempre!

Às práticas?


sábado, 7 de dezembro de 2019

Nossa inocência, divina, jamais pode ser maculada


13. O que é um milagre?

1. Um milagre é uma correção. Ele não cria e nem muda verdadeiramente em absoluto. Ele apenas olha para a catástrofe e lembra à mente que o que ela vê é falso. Ele desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem suplantar a função do perdão. Deste modo, ele permanece nos limites do tempo. Não obstante, ele abre caminho para a volta da intemporalidade e para o despertar do amor, pois o medo tem de desaparecer sob o efeito da solução benéfica que ele traz.

2. Um milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como único. E, desta forma, põe bem à mostra a lei da verdade a que o mundo não obedece, porque deixa de entender por completo os caminhos dela. Um milagre inverte a percepção que estava de cabeça para baixo anteriormente e, desta maneira, põe termo às estranhas distorções que eram evidentes. Com isto a percepção fica aberta à verdade. Com isto vê-se o perdão como justificado.

3. O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo os entregam a todos que eles olham com misericórdia e amor. A percepção permanece correta na visão d'Ele e aquilo cuja finalidade era amaldiçoar vem para abençoar. Cada lírio de perdão oferece o milagre silencioso do amor ao mundo inteiro. E cada um é depositado diante da Palavra de Deus, sobre o altar universal ao Criador e à criação, na luz da pureza perfeita e da alegria infinita.

4. Aceita-se o milagre primeiro com base na fé, porque pedi-lo indica que a mente está pronta para compreender aquilo que ela não pode ver e não entende. Mas a fé trará suas evidências para demonstrar que aquilo em que se baseava de fato existe. E, assim, o milagre justificará tua fé nele e demonstrará que se baseava em um mundo mais verdadeiro do que aquele que vias antes; um mundo livre daquilo que pensavas existir.

5. Milagres caem do Céu como gotas de chuva reparadora sobre um mundo árido e empoeirado, a que criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora elas têm água. Agora o mundo tem vida. E os sinais de vida brotam em todos os lugares, para demonstrar que aquilo que nasce não pode morrer jamais, pois aquilo que tem vida é imortal.

*

LIÇÃO 341

Só posso atacar minha própria inocência,
E é apenas isso que me mantém a salvo.

1. Pai, Teu Filho é santo. Eu sou aquele a quem Tu sorris com amor e com ternura tão serenos, e profundos e tranquilos, que o universo sorri de volta para Ti e compartilha Tua Santidade. Quão puros, quão seguros, quão santos, então, somos nós, morando no Teu Sorriso, com todo o Teu Amor concedido a nós, vivendo em unidade Contigo, em fraternidade e Paternidade totais; em inocência tão perfeita que o Senhor da Inocência pensa em nós como Seus Filhos, um universo de Pensamento que O completa.

2. Não vamos, então, atacar nossa inocência, pois ela contém da Palavra de Deus para nós. E estamos salvos em seu reflexo benigno.


*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 341

Vamos receber de novo agora, neste ano, pela décima-primeira vez, desde o início das postagens deste blogue, a décima-terceira instrução especial [O que é um milagre?], que vai orientar e dar unidade às lições e ideias para as práticas dos próximos dez dias, juntamente com a primeira lição da série. É útil e vai ser proveitoso, conforme o Curso recomenda, que nos lembremos de voltar a esta instrução pelo menos uma vez a cada dia, antes das práticas. Para tanto vou publicá-la novamente antes de cada uma das outras nove lições desta série, como fiz nos últimos anos.

A partir dela vamos aprender que:

Um milagre é uma correção. Ele não cria e nem muda verdadeiramente em absoluto. Ele apenas olha para a catástrofe e lembra à mente que o que ela vê é falso. Ele desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem suplantar a função do perdão. Deste modo, ele permanece nos limites do tempo. Não obstante, ele abre caminho para a volta da intemporalidade e para o despertar do amor, pois o medo tem de desaparecer sob o efeito da solução benéfica que ele traz. 

Na verdade, quando em contato com o Ser, com o Eu Sou que, original e verdadeiramente, somos, estamos de volta à casa, no mundo real que há além deste mundo de aparências, de ilusões e de enganos. Aí, não há necessidade de milagres, porque não há nada a ser corrigido. Tudo é o que é, simplesmente. 

De qualquer modo, quando nos abrirmos por completo à ideia de que o mundo que vemos e construímos não passa de ilusão e não tem nada que, de fato, queiramos, como ensina o Curso, vamos ser capazes de reconhecer, de compreender que:

Um milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como único. E, desta forma, põe bem à mostra a lei da verdade a que o mundo não obedece, porque deixa de entender por completo os caminhos dela. Um milagre inverte a percepção que estava de cabeça para baixo anteriormente e, desta maneira, põe termo às estranhas distorções que eram evidentes. Com isto a percepção fica aberta à verdade. Com isto vê-se o perdão como justificado. 

Vê-se também claramente que:

O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo os entregam a todos que eles olham com misericórdia e amor. A percepção permanece correta na visão d'Ele e aquilo cuja finalidade era amaldiçoar vem para abençoar. Cada lírio de perdão oferece o milagre silencioso do amor ao mundo inteiro. E cada um é depositado diante da Palavra de Deus, sobre o altar universal ao Criador e à criação, na luz da pureza perfeita e da alegria infinita. 

É bem interessante observar, com a maior atenção de que somos capazes, o fato de ser o perdão, aquilo que possibilita a realização do milagre. Pois todo milagre é apenas uma expressão de amor. E o perdão mostra que já estamos prontos para as expressões máximas de amor. Assim é que:

Aceita-se o milagre primeiro com base na fé, porque pedi-lo indica que a mente está pronta para compreender aquilo que ela não pode ver e não entende. Mas a fé trará suas evidências para demonstrar que aquilo em que se baseava de fato existe. E, assim, o milagre justificará tua fé nele e demonstrará que se baseava em um mundo mais verdadeiro do que aquele que vias antes; um mundo livre daquilo que pensavas existir. 

De acordo com o texto, logo no início, quando ele nos põe em contato com os princípios dos milagres, "todos os milagres significam vida, e Deus é o Doador da vida". Isto é praticamente a mesma coisa que a lição oferece, quando diz, ao final da instrução:

Milagres caem do Céu como gotas de chuva reparadora sobre um mundo árido e empoeirado, a que criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora elas têm água. Agora o mundo tem vida. E os sinais de vida brotam em todos os lugares, para demonstrar que aquilo que nasce não pode morrer jamais, pois aquilo que tem vida é imortal.

E a primeira das lições com esta instrução busca nos devolver a inocência, a condição natural do Filho de Deus, que nunca se perdeu nem nunca foi manchada por nada que pensemos ter feito para tanto. Uma condição ou estado que, de acordo com a lição, é o que garante nossa segurança. Ou:

Só posso atacar minha própria inocência,
E é apenas isso que me mantém a salvo.

Pois vocês já imaginaram como de fato nos sentiríamos se, de verdade, pudéssemos atacar a inocência do outro. Penso que todos nós já experimentamos a sensação de desconforto e de falta de paz e de alegria que se apresentou toda vez que, de algum modo, "atacamos" alguém com intenção de ferir. É, então, como a lição ensina, o fato de não podermos verdadeiramente atacar a inocência de outrem que nos mantém a salvo. Mas a ausência da paz e da alegria só se resolve quando perdoamos, a nós mesmos, àquele que pensamos nos ter ferido ou àquele que quisemos ferir de alguma forma. 

É por isso que precisamos aprender a dizer, com as práticas:

Pai, Teu Filho é santo. Eu sou aquele a quem Tu sorris com amor e com ternura tão serenos, e profundos e tranquilos, que o universo sorri de volta para Ti e compartilha Tua Santidade. Quão puros, quão seguros, quão santos, então, somos nós, morando no Teu Sorriso, com todo o Teu Amor concedido a nós, vivendo em unidade Contigo, em fraternidade e Paternidade totais; em inocência tão perfeita que o Senhor da Inocência pensa em nós como Seus Filhos, um universo de Pensamento que O completa.

E a estender isto a todos os que se apresentarem a nossa experiência.

Se vocês estiveram atentos até aqui, terão percebido que o Curso ensina de várias maneiras diferentes que ainda somos como Deus nos criou. O que significa dizer que nada do que fazemos, ou do que pensemos poder fazer, ou nada do que fizermos, pode atacar nossa inocência, nunca, a não ser na ilusão. 

Basta, pois, que nos decidamos a seguir a orientação que a lição oferece, dizendo e buscando agir a partir disso:

Não vamos, então, atacar nossa inocência, pois ela contém da Palavra de Deus para nós. E estamos salvos em seu reflexo benigno.

Somos, sempre fomos e seremos eternamente, inteiramente inocentes e puros. Candidatos a viver apenas a alegria e a paz completas e perfeitas, que são a Vontade de Deus para todos e para cada um de nós. 

Às práticas?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

É bastante possível mudar nossos padrões mentais


12. O que é o ego?

1. O ego é idolatria; o sinal do ser limitado e separado, nascido em um corpo, condenado a sofrer e a terminar sua vida na morte. Ele é a "vontade" que percebe a Vontade de Deus como inimiga e toma uma forma na qual ela é negada. O ego é a "prova" de que a força é fraca e de que o amor é amedrontador, de que a vida é, na verdade, morte e de que só aquilo que contraria Deus é verdadeiro.

2. O ego é louco. Com medo, ele se põe diante de Todos os Lugares, separado do Todo, separado do Infinito. Em sua loucura, ele pensa ter se tornado um vitorioso sobre o Próprio Deus. E, em sua autonomia insuportável, ele "percebe" que a Vontade de Deus foi destruída. Ele sonha com castigo e treme diante das imagens de seus sonhos; seus inimigos, que buscam assassiná-lo antes de ele poder garantir sua segurança atacando-os.

3. O Filho de Deus não tem ego. O que ele pode saber da loucura e da morte de Deus, se habita n'Ele? O que ele pode saber da tristeza e do sofrimento, se vive na alegria eterna? O que ele pode saber do medo e do castigo, do pecado e da culpa, do ódio e do ataque, se tudo o que existe à volta dele é a paz perene, livre de conflitos e imperturbada para sempre, no silêncio e na tranquilidade mais profundos?

4. Conhecer a realidade é não ver o ego e seus pensamentos, seus esforços, seus atos, suas leis e crenças, seus sonhos, suas esperanças  seus planos para a própria salvação e o custo que a crença nele cobra. O preço pela fé no ego, em termos de sofrimento, é tão imenso que a crucificação do Filho de Deus é oferecida em seu santuários sombrio diariamente, e o sangue tem de jorrar diante do altar em que seus seguidores doentios se preparam para morrer.

5. Porém, um único lírio de perdão transformará as trevas em luz; o altar às ilusões no santuário à Própria Vida. E a paz será devolvida para sempre às mentes santas que Deus criou como Seu Filho, Sua morada, Sua alegria, Seu amor, inteiramente Seu, um só com Ele totalmente.

*

LIÇÃO 340

Posso ficar livre do sofrimento hoje.

1. Pai, eu Te agradeço por este dia e pela liberdade que ele certamente trará. Este dia é santo, pois hoje Teu Filho será redimido. O sofrimento dele acabou. Pois ele ouvirá Tua Voz orientando-o a achar a visão de Cristo pelo perdão e a ficar livre do sofrimento para sempre. Obrigado pelo dia de hoje, meu Pai. Vim a este mundo apenas para alcançar este dia e aquilo que ele reserva de alegria e liberdade para Teu Filho santo e para o mundo que ele fez, que, hoje, fica livre junto com ele.

2. Alegra-te hoje! Alegra-te! Hoje não há espaço para nada exceto para alegria e gratidão. Nosso Pai redimiu Seu Filho neste dia. Nem sequer um de nós deixará de ser salvo hoje. Nenhum de nós permanecerá no medo, e não haverá ninguém que o Pai não reúna a Si Mesmo, desperto no Céu, no Coração do Amor.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 340

Hoje, a ideia que vamos praticar traz de volta um dos temas centrais de todo o ensinamento: o de que somos responsáveis pelas experiências que vivemos e que podemos escolher olhar para tudo de forma diferente. Isto é, uma vez que tudo se materializa a partir de nossos pensamentos e só nós temos controle de nossos pensamentos - cada um de nós dos seus -. é absolutamente coerente pensar que somos capazes de mudar nossa experiência ou nosso estado emocional se resolvermos mudar nossa forma de pensar. 

Em função disso é que podemos escolher, a qualquer momento que quisermos, não só dizer:

Posso ficar livre do sofrimento hoje.,

mas também passar a experimentar uma vida livre de todo e qualquer sofrimento, como esta ideia nos ensina a fazer. E a partir do momento em que tomamos tal decisão podemos também expressar o quanto somos gratos, dizendo:

Pai, eu Te agradeço por este dia e pela liberdade que ele certamente trará. Este dia é santo, pois hoje Teu Filho será redimido. O sofrimento dele acabou. Pois ele ouvirá Tua Voz orientando-o a achar a visão de Cristo pelo perdão e a ficar livre do sofrimento para sempre. Obrigado pelo dia de hoje, meu Pai. Vim a este mundo apenas para alcançar este dia e aquilo que ele reserva de alegria e liberdade para Teu Filho santo e para o mundo que ele fez, que, hoje, fica livre junto com ele.

Como já lhes disse outras vezes a coisa funciona assim: quem oferece o exemplo que republico hoje é Louise Hay, a partir de sua experiência de vida. Vejamos o que ela diz:

Quero lhe expor um dos motivos que me fazem saber que as doenças [e, por extensão todo o e qualquer forma de sofrimento] podem ser vencidas com a simples troca de padrões mentais.

Anos atrás recebi um diagnóstico de câncer vaginal. Devido ao meu passado, que inclui um estupro aos cinco anos de idade e uma infância cheia de maus-tratos, não foi surpresa eu manifestar a terrível doença nessa parte do corpo. Como já era instrutora de cura mental há vários anos, tomei consciência de que me estava sendo dada a oportunidade de praticar e provar a verdade dos meus ensinamentos. Como qualquer um que fica sabendo que está com câncer, de início entrei em pânico absoluto, mas logo ele foi substituído pela convicção de que o processo de cura mental funcionava. 


Consciente de que o câncer é provocado por um profundo ressentimento, guardado por um longo tempo até ele praticamente começar a comer o corpo, eu soube que teria muito trabalho mental à minha frente. Percebi que, se me submetesse a uma operação para me livrar da doença sem eliminar o padrão mental que a estava causando, o câncer voltaria. Quando esta ou qualquer outra doença reaparece, não é porque os médicos não "tiraram tudo", mas sim porque o paciente não modificou seu modo de pensar e continua recriando o mesmo mal. Também sabia que, se fosse capaz de eliminar por completo o modelo mental que criara a condição chamada "câncer", eu nem precisaria de ajuda profissional. Portanto, barganhei por mais tempo. Meu médico, a contragosto, me concedeu três meses, deixando bem claro que eu estava pondo a vida em perigo pela demora.

Imediatamente comecei a trabalhar com meu instrutor para eliminar velhos padrões de ressentimento. Até aquela época eu desconhecia que guardava dentro de mim um profundo rancor. Como somos cegos aos nossos modelos mentais! Seria preciso um longo exercício de perdão.

Outra coisa que fiz foi consultar um nutricionista para desintoxicar completamente meu organismo.

Assim, cuidando da limpeza mental e física, em seis meses consegui mostrar aos médicos o que eu já sabia: eu não apresentava mais nenhum tipo de câncer. Ainda guardo o resultado dos primeiros exames, que deram positivo, para me recordar o quanto pude ser negativamente criativa.

Hoje, quando um cliente me procura, por mais terríveis que possam ser seus males, sei que, se ele estiver disposto a fazer o trabalho mental de modificar os velhos padrões e per­doar, praticamente qualquer mal pode ser curado. A palavra "incurável", tão assustadora para muitos, na verdade quer di­zer apenas que determinada doença não pode ser curada por métodos "externos" e que precisamos nos interiorizar para efetuar a cura. A "condição" anormal que aparentemente veio do nada voltará para o nada.


Vejam, pois, a partir da ideia que praticamos hoje, a extensão do poder que nos é dado para estender a energia amorosa em que fomos criados.

A história de Louise Hay é uma prova de que é possível para todos e cada um de nós mudar os padrões mentais. Uma vez que foi possível para ela, precisamos acreditar que também é possível para nós, se assim o decidirmos. E, tomada a decisão, podemos certamente ouvir a Voz por Deus dizer em nós:

Alegra-te hoje! Alegra-te! Hoje não há espaço para nada exceto para alegria e gratidão. Nosso Pai redimiu Seu Filho neste dia. Nem sequer um de nós deixará de ser salvo hoje. Nenhum de nós permanecerá no medo, e não haverá ninguém que o Pai não reúna a Si Mesmo, desperto no Céu, no Coração do Amor. 

Às práticas?


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

A entrega ao Espírito, ao Eu Sou, é a prática perfeita


12. O que é o ego?

1. O ego é idolatria; o sinal do ser limitado e separado, nascido em um corpo, condenado a sofrer e a terminar sua vida na morte. Ele é a "vontade" que percebe a Vontade de Deus como inimiga e toma uma forma na qual ela é negada. O ego é a "prova" de que a força é fraca e de que o amor é amedrontador, de que a vida é, na verdade, morte e de que só aquilo que contraria Deus é verdadeiro.

2. O ego é louco. Com medo, ele se põe diante de Todos os Lugares, separado do Todo, separado do Infinito. Em sua loucura, ele pensa ter se tornado um vitorioso sobre o Próprio Deus. E, em sua autonomia insuportável, ele "percebe" que a Vontade de Deus foi destruída. Ele sonha com castigo e treme diante das imagens de seus sonhos; seus inimigos, que buscam assassiná-lo antes de ele poder garantir sua segurança atacando-os.

3. O Filho de Deus não tem ego. O que ele pode saber da loucura e da morte de Deus, se habita n'Ele? O que ele pode saber da tristeza e do sofrimento, se vive na alegria eterna? O que ele pode saber do medo e do castigo, do pecado e da culpa, do ódio e do ataque, se tudo o que existe à volta dele é a paz perene, livre de conflitos e imperturbada para sempre, no silêncio e na tranquilidade mais profundos?

4. Conhecer a realidade é não ver o ego e seus pensamentos, seus esforços, seus atos, suas leis e crenças, seus sonhos, suas esperanças  seus planos para a própria salvação e o custo que a crença nele cobra. Em termos de sofrimento, o preço pela fé no ego é tão imenso que a crucificação do Filho de Deus é oferecida diariamente em seu santuários sombrio, e o sangue tem de jorrar diante do altar em que seus seguidores doentios se preparam para morrer.

5. Porém, um único lírio de perdão transformará as trevas em luz; o altar às ilusões no santuário à Própria Vida. E a paz será devolvida para sempre às mentes santas que Deus criou como Seu Filho, Sua morada, Sua alegria, Seu amor, inteiramente Seu, um só com Ele totalmente.


*

LIÇÃO 339

Receberei qualquer coisa que eu pedir.

1. Nenhum de nós deseja a dor. Mas pode-se pensar que dor é prazer. Nenhum de nós evitaria sua felicidade. Mas pode-se pensar que a alegria é dolorosa, ameaçadora e perigosa. Cada um vai receber aquilo que pedir. Mas, de fato, pode ficar confuso acerca das coisas que quer; a condição que quer alcançar. O que pode pedir, então, que quereria quando recebesse? Ele pede aquilo que o assustará e lhe trará sofrimento. Vamos nos decidir hoje a pedir aquilo, e só aquilo, que realmente queremos para podermos passar este dia sem medo, sem confundir dor com alegria ou medo com amor.

2. Pai, este é Teu dia. É um dia em que não vou fazer nada por mim mesmo, mas ouvir Tua Voz em tudo o que fizer; e pedir apenas aquilo que Tu me ofereces, e aceitar somente os Pensamentos que Tu compartilhas comigo.



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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 339

A ideia que vamos praticar hoje tem estreita relação com a necessidade de que nos disponhamos a assumir total e completa responsabilidade por tudo o que vivemos, e por tudo o que acontece no mundo também. Isso é o que é a dita "tomada de decisão". É isto que pode me dar a certeza de que sou o senhor de meu destino. Desde que, é claro, esta decisão tenha sido tomada em sintonia com o divino em mim.

- Como assim? - vocês podem dizer.

Ora, assumir a responsabilidade por tudo o que acontece no mundo, em sintonia com o divino, é assumir nosso próprio destino e, ao mesmo tempo, entregá-lo ao espírito [a entrega de que o Curso fala], abrindo mão de qualquer tentativa de controle. Em geral, poucos de nós têm consciência de que o que vivem e veem é sua responsabilidade. Em geral também, a grande maioria das pessoas acha que há alguma coisa ou alguém fora delas mesmas que determina seu destino. Isto é, são poucos os que se sentem senhores de seu próprio destino. Que dizer então de se pedir a alguém que assuma a responsabilidade por tudo o que acontece no mundo, pelo destino do mundo inteiro?

Explico: 

Como o mundo só existe a partir da consciência de cada um, cada um de nós é sempre responsável por seu mundo particular, que é sempre o único que existe para cada um. Isso, então, inclui - é claro - pelo menos, tudo aquilo que acontece no mundo e que nos chega à consciência, uma vez que não existe nenhum mundo que seja idêntico para todas as pessoas que o povoam. Assim, é claro que aquilo que não nos chega à consciência não existe para nós. Muito embora possa existir para uns e outros no campo das infinitas possibilidades.

É por isso que cada um de nós pode - e deve, se quiser de fato assumir a responsabilidade por sua própria vida - dizer tranquilamente, acreditando ser verdade, que:

Receberei qualquer coisa que eu pedir.

Muito embora durante a maior parte do tempo não tenhamos consciência de que as experiências que se apresentam em nossa vida são resultados de uma ou mais escolhas que fizemos, ou fazemos, ou ainda faremos, uma vez que o tempo linear em que estamos acostumados a pensar que vivemos só existe em nossa imaginação neste mundo ilusório, a lição que praticamos hoje nos garante que sempre vamos receber qualquer coisa que pedirmos. Não há como ser diferente. Ou para dizer de outro modo, como dizia uma facilitadora do Curso: "Deus sempre diz sim". 

Por que, então, aparentemente, tantos de nós vivem situações que não se parecem em nada com aquilo que, de fato, querem? Com aquilo que pensam ter pedido? A lição tem uma resposta a isso:

Nenhum de nós deseja a dor. Mas pode-se pensar que dor é prazer. Nenhum de nós evitaria sua felicidade. Mas pode-se pensar que a alegria é dolorosa, ameaçadora e perigosa. Cada um vai receber aquilo que pedir. Mas, de fato, pode ficar confuso acerca das coisas que quer; a condição que quer alcançar. O que pode pedir, então, que quereria quando recebesse? Ele pede aquilo que o assustará e lhe trará sofrimento.

E isso acontece porque, como sabemos, o universo todo é apenas energia em movimento e tudo o que vemos é apenas a manifestação, na forma, de uma energia que trazemos dentro de nós mesmos, mesmo quando não temos consciência dela. O que acontece na maioria dos casos, em grande parte das vezes. 

Quando, então, vivemos uma situação que é diversa daquela que pensamos querer viver é porque, lá, no mais íntimo e profundo de nós mesmos, havia alguma dúvida quanto a merecermos o que pedimos. Isto é, no fundo, não nos sentíamos à vontade imaginando-nos de posse daquilo que pensamos em pedir, ou vivendo a condição que a realização de nosso desejo nos daria. Tínhamos ou tivemos alguma dúvida a respeito de querer mesmo o que pensávamos ou pensamos querer, ou mesmo de merecer recebê-lo.

O resultado, pois, sim, sim, sem sombra de dúvida veio a ser, aparentemente, algo diverso daquilo em que pensamos. Isso porque a energia que movimenta o universo não está ligada àquilo que escolhemos de forma consciente, àquilo que dizemos ou pensamos querer, mas à energia que há em um nível mais profundo em nós, no nível dos sentimentos, que não depende do que dizemos ou pensamos, do que manifestamos por meio de palavras, e sim daquilo que sentimos no mais íntimo de nós, da energia que se desprende de nós quando buscamos ou pensamos querer algo. 

Por isso precisamos praticar cada vez mais, e sempre com maior atenção, com toda a dedicação de que formos capazes. Para aprendermos a tomar a decisão de escolher, em sintonia, com o que sentimos. Aí, seguindo a orientação que nos oferece o Curso, diremos com alegria e com convicção:

Vamos nos decidir hoje a pedir aquilo, e só aquilo, que realmente queremos para podermos passar este dia sem medo, sem confundir dor com alegria ou medo com amor.

Pois tudo o que nos acontece está diretamente ligado a uma decisão que tomamos, mesmo, repetindo para reforçar, quando não temos consciência de tê-la tomado. Tudo está também ligado àquelas leis espirituais que se ensina na Índia, das quais já falamos outras vezes.

Vale lembrar, não acham? 

1. A pessoa que vem é a certa. 
2. Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido. 
3. Quando se inicia alguma coisa é o momento certo. 
4. Quando alguma coisa acaba, termina de fato. 

Tomada a decisão, seguindo a orientação do Curso, nossa prática, a prática perfeita, não exige nada a não ser a entrega ao espírito - ao EU SOU, em nós, uma vez que não existe nada fora de nós mesmos - deste nosso dia, na certeza de que receberemos, sim, tudo aquilo que pedirmos, para podermos experimentar a alegria e a paz perfeitas e completas, que são a Vontade de Deus para nós. Assim, dizemos simplesmente:

Pai, este é Teu dia. É um dia em que não vou fazer nada por mim mesmo, mas ouvir Tua Voz em tudo o que fizer; e pedir apenas aquilo que Tu me ofereces, e aceitar somente os Pensamentos que Tu compartilhas comigo.

Às práticas?


quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Para abandonar tudo aquilo que nos afasta da alegria


12. O que é o ego?

1. O ego é idolatria; o sinal do ser limitado e separado, nascido em um corpo, condenado a sofrer e a terminar sua vida na morte. Ele é a "vontade" que percebe a Vontade de Deus como inimiga e toma uma forma na qual ela é negada. O ego é a "prova" de que a força é fraca e de que o amor é amedrontador, de que a vida é, na verdade, morte e de que só aquilo que contraria Deus é verdadeiro.

2. O ego é louco. Com medo, ele se põe diante de Todos os Lugares, separado do Todo, separado do Infinito. Em sua loucura, ele pensa ter se tornado um vitorioso sobre o Próprio Deus. E, em sua autonomia insuportável, ele "percebe" que a Vontade de Deus foi destruída. Ele sonha com castigo e treme diante das imagens de seus sonhos; seus inimigos, que buscam assassiná-lo antes de ele poder garantir sua segurança atacando-os.

3. O Filho de Deus não tem ego. O que ele pode saber da loucura e da morte de Deus, se habita n'Ele? O que ele pode saber da tristeza e do sofrimento, se vive na alegria eterna? O que ele pode saber do medo e do castigo, do pecado e da culpa, do ódio e do ataque, se tudo o que existe à volta dele é a paz perene, livre de conflitos e imperturbada para sempre, no silêncio e na tranquilidade mais profundos?

4. Conhecer a realidade é não ver o ego e seus pensamentos, seus esforços, seus atos, suas leis e crenças, seus sonhos, suas esperanças  seus planos para a própria salvação e o custo que a crença nele cobra. O preço pela fé no ego, em termos de sofrimento, é tão imenso que a crucificação do Filho de Deus é oferecida em seu santuários sombrio diariamente, e o sangue tem de jorrar diante do altar em que seus seguidores doentios se preparam para morrer.

5. Porém, um único lírio de perdão transformará as trevas em luz; o altar às ilusões no santuário à Própria Vida. E a paz será devolvida para sempre às mentes santas que Deus criou como Seu Filho, Sua morada, Sua alegria, Seu amor, inteiramente Seu, um só com Ele totalmente.


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LIÇÃO 338

Só meus pensamentos me afetam.

1. Só isto é necessário para permitir que a salvação venha ao mundo inteiro. Pois neste pensamento singular todas as pessoas são liberadas do medo. Com isto elas aprendem que ninguém as assusta e que nada pode ameaçá-las. Não têm inimigos e estão a salvo de todas as coisas externas. Seus pensamentos podem assustá-las, mas, uma vez que estes pensamentos só pertencem a elas, elas têm o poder de mudá-los e de trocar cada pensamento de medo por um pensamento alegre de amor. Elas crucificam a si mesmas. Deus, porém, planeja que Seu Filho amado seja redimido.

2. Teu plano é seguro, meu Pai -, só o Teu. Todos os outros fracassarão. E eu terei pensamentos que me assustarão até aprender que Tu me dás o único Pensamento que me conduz à salvação. Só os meus falharão e não me levarão a lugar algum. Mas o Pensamento que Tu me deste garante me levar para casa, porque ele contém Tua promessa a Teu Filho.



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COMENTÁRIO:



Explorando a LIÇÃO 338

As práticas e a compreensão da ideia que o Curso nos oferece na lição para esta quarta-feira, dia 4 de dezembro, são vitais, se quisermos, de fato, alcançar a percepção verdadeira, se quisermos, de verdade, aprender a olhar para o mundo de modo diferente.

E para isto nada mais simples do que compreender - e compreender sempre significa reconhecer e aceitar - que são apenas os meus pensamentos que me afetam. Isto é, nada, nada, nada, mas nadinha mesmo, fora de mim pode me perturbar, aborrecer, irritar ou despertar qualquer sensação que me afaste a alegria e da paz de espírito.

Voltemos um pouco de nossa atenção uma vez mais à ideia da lição 312: Vejo todas as coisas como quero que sejam. Aprendemos com ela que: "A percepção vem depois do julgamento. Depois de julgar, vemos então aquilo que queremos ver. Pois a vista/visão serve apenas para nos oferecer o que queremos ver. É impossível não ver aquilo que queremos ver e [é impossível também] deixar de ver aquilo que escolhemos ver". 

Isto, e a ideia que praticamos hoje, serve para demonstrar a verdade do que o texto diz a certa altura a respeito do que vemos no(s) outro(s), do que ouvimos do(s) outro(s), de todos os que nos cercam e fazem parte de nossa caminhada por este mundo:

A mensagem que teu irmão te dá depende de ti. O que ele te diz? O que queres que ele te diga? Tua decisão a respeito dele determina a mensagem que recebes. Lembra-te de que o Espírito Santo está nele, e de que Sua Voz te fala por intermédio dele [de teu irmão]. O que um irmão tão santo pode te dizer exceto a verdade? Mas tu a ouves? Teu irmão pode não saber quem ele é, mas existe uma luz na mente dele que sabe. Essa luz pode brilhar na tua dando veracidade às palavras dele e te tornando capaz de ouvi-las. As palavras dele são a resposta do Espírito Santo para ti. Tua fé nele é forte o suficiente para permitir que ouças? [T-9.II.5]

Não será, pois, conveniente, porque libertador, que pratiquemos com toda a nossa disposição a ideia de hoje? Que coloquemos, de coração, o mais profundo de nossos desejos ao praticar, na certeza de que aprenderemos hoje a maneira de abandonar de uma vez por todas tudo aquilo que nos impede de viver somente a alegria? 

Às práticas?