domingo, 13 de dezembro de 2015

"Quando quiseres só amor, não verás nada mais."


LIÇÃO 347

A raiva tem de vir do julgamento. O julgamento é
A arma que quero usar contra mim mesmo
Para manter o milagre distante de mim.

1. Pai, eu quero o que vai contra minha vontade e não quero o que é minha vontade ter. Põe minha cabeça no lugar, meu Pai. Ela está doente. Mas Tu ofereces liberdade e hoje escolho reclamar Tua dádiva. E, assim, dou todo o julgamento Àquele Que Tu me deste para julgar por mim. Ele vê o que vejo e, ainda assim, Ele conhece a verdade. Ele olha para a dor e, ainda assim, compreende que ela não é real e em Sua compreensão ela é curada. Ele dá os milagres que meus sonhos querem esconder de minha consciência. Deixa que Ele julgue hoje. Eu não conheço minha vontade, mas Ele tem certeza de que ela é Tua Própria Vontade. E Ele falara por mim hoje e pedirá que Teus milagres venham a mim.

2. Ouve hoje. Fica bem quieto e ouve a Voz benigna por Deus, que te assegura que Ele te julga igual ao Filho que Ele ama.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 347

De onde vêm os pensamentos que temos? Alguém já se perguntou isso? Algum de nós já se deu ao trabalho de buscar uma resposta para explicar as emoções que sente? E se os nossos pensamentos vêm de Deus, como é que pensamos coisas que aparentemente não têm nada a ver com a ideia que temos daquilo que é divino? 

Para o Curso, nossos pensamentos verdadeiros são apenas aqueles que pensamos com Deus. Isto é, tudo aquilo que aparentemente nos afasta do amor, da alegria, da paz não pode vir de Deus e, portanto, tem de ser fruto de um pensamento de alguém, em nós, que se acredita separado de Deus.

Quem será este alguém? Quem sabe a lição que vamos praticar hoje possa nos dar alguma resposta, pois vamos praticar para aprender que:

A raiva tem de vir do julgamento. O julgamento é
A arma que quero usar contra mim mesmo
Para manter o milagre distante de mim.

Agora, este 'mim' a que a lição se refere não tem nada a ver com o Eu Sou, que é a expressão da verdade a meu próprio respeito, quando me penso e me sei criado à imagem e semelhança de Deus. Uma imagem e semelhança que não tem nada a ver com o corpo em que aparentemente habito, e que é apenas um veículo para a comunicação com outros, que também acreditam viver em corpos.

Ora, Deus não julga, e não sente raiva. Tudo o que Ele nos pode oferecer é apenas a capacidade de operar, de oferecer e de receber milagres, como forma de nos fazer despertar do sono em que mergulhamos a partir do momento em que nos acreditamos separados de Deus e, por consequência, daquilo que somos em verdade. Uma espécie de loucura, de insanidade, que tem de nos levar a dizer e a praticar, como a lição orienta:

Pai, eu quero o que vai contra minha vontade e não quero o que é minha vontade ter. Põe minha cabeça no lugar, meu Pai. Ela está doente. Mas Tu ofereces liberdade e hoje escolho reclamar Tua dádiva. E, assim, dou todo o julgamento Àquele Que Tu me deste para julgar por mim. Ele vê o que vejo e, ainda assim, Ele conhece a verdade. Ele olha para a dor e, ainda assim, compreende que ela não é real e em Sua compreensão ela é curada. Ele dá os milagres que meus sonhos querem esconder de minha consciência. Deixa que Ele julgue hoje. Eu não conheço minha vontade, mas Ele tem certeza de que ela é Tua Própria Vontade. E Ele falara por mim hoje e pedirá que Teus milagres venham a mim.

Quem é Aquele Que Tu me deste para julgar por mim? Sem dúvida, como o Curso ensina, é o Espírito Santo, em mim. É o divino em mim, a razão, aquela parte de minha mente que permanece em contato permanente e constante com a Fonte de onde vim. A Fonte que, na verdade, nunca deixei, a não ser na ilusão que cria e constrói este mundo em que aparentemente estou separado de Deus, de mim mesmo e, é claro, dos outros. 

Ora, repetindo o que eu já disse várias vezes antes, separação, como todos sabemos, não tem nada a ver com empatia, não é mesmo? Vejamos, mais uma vez, então, dois trechos do texto, que têm tudo a ver com a ideia para as práticas de hoje e que, ao mesmo tempo, têm tudo a ver com aquilo que chamamos de crise. E, melhor ainda, com a identificação da verdadeira causa da crise.

O primeiro trecho está no início do capítulo 16, em um texto intitulado A verdadeira empatia, que merece ser lido com toda a atenção, e que diz:

A verdadeira empatia é [a] d'Aquele Que sabe o que ela é. Tu aprenderás a interpretação da empatia d'Ele se O deixares usar tua capacidade para a força, e não para a fraqueza. Ele não te abandonará, mas certifica-te de não O abandonares. A humildade é força apenas neste sentido: o de que reconhecer e aceitar o fato de que não sabes é reconhecer e aceitar o fato de que Ele, sim, sabe. Tu não tens certeza de que Ele fará a parte d'Ele, porque tu, até agora, nunca fizeste a tua completamente.

O segundo trecho está no capítulo 12. É, na verdade, apenas uma frase do VII. Olhar para dentro, que também está relacionada ao texto destacado acima. Penso que esta frase resume de certo modo tudo o que precisamos aprender para cumprir nossa função de curar, para a salvação do mundo e para a nossa própria salvação. Isto é, ela representa a vontade que precisamos aprender a manifestar.

A frase é a seguinte:

Quando quiseres só amor, não verás nada mais.

Então, tudo o que precisamos fazer é ouvir, escutar o que a Voz por Deus nos diz a partir dos trechos destacados, colocando ainda nossa atenção naquilo que a lição diz em sua parte final:

Ouve hoje. Fica bem quieto e ouve a Voz benigna por Deus, que te assegura que Ele te julga igual ao Filho que Ele ama.

Praticar também é isto: abrir-se para a Voz por Deus, não uma voz que vem de fora, que vem dos ruídos que o mundo do ego costuma colocar em nosso caminho como forma de nos distrair de nós mesmos, mas uma voz que está entranhada em nós, no fundo de nós, a que podemos ouvir sempre que silenciarmos a estática do mundo. 

As práticas - e a ideia para as práticas de hoje - servem para nos trazer à consciência o fato de que ainda fazemos coisas que contrariam nossa vontade, [por]que não sabemos, de fato, qual é ela. Porque não aceitamos por completo a ideia de que a Vontade de Deus e a nossa são a mesma. Teimamos na ideia de que podemos ter uma vontade separada da d'Ele. Que alguma coisa diferente do amor pode ter algum valor.

Ela nos revela que ainda não olhamos o suficiente para dentro para escolher ver apenas amor em todas as coisas e em todas as pessoas do mundo, e no mundo. No fundo, ainda temos a impressão de que sabemos de algumas coisas e de que somos capazes de escolher o que é melhor para nós. Não sabemos, não sabemos, não sabemos!

Às práticas?

sábado, 12 de dezembro de 2015

Abandonar todas as ilusões que o mundo oferece


LIÇÃO 346

Hoje a paz de Deus me envolve,
E esqueço todas as coisas exceto Seu Amor.

1. Pai, desperto hoje com milagres que corrigem minha percepção de todas as coisas. E dessa forma começa o dia que compartilho Contigo da mesmo modo que compartilharei a eternidade, pois o tempo deixa de ter significado. Eu não busco as coisas do tempo e por isso não olharei para elas. O que busco hoje transcende todas as leis do tempo e das coisas percebidas no tempo. Quero me esquecer de todas as coisas exceto de Teu Amor. Quero habitar em Ti e não conhecer nenhuma lei exceto Tua lei do amor. E quero achar a paz que Tu criaste para Teu Filho e esquecer todos os brinquedos bobos que fiz enquanto vejo Tua glória e a minha.

2. E, quando a noite chegar hoje, nós não nos lembraremos de nada a não ser da paz de Deus. Pois hoje aprenderemos qual paz é a nossa, quando nos esquecermos de todas as coisas exceto do Amor de Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 346

A ideia para as práticas de hoje pede uma vez mais que nos entreguemos nas Mãos de Deus e que nos deixemos envolver pela paz que só Ele pode oferecer, pondo de lado todas as coisas que não sejam reflexos de Seu Amor. Assim, vamos dizer:

Hoje a paz de Deus me envolve,
E esqueço todas as coisas exceto Seu Amor.

E vamos dizê-lo com a forte convicção de que estamos falando a partir do Ser que o que somos na verdade, quando abandonamos todas as ilusões que o mundo nos oferece a partir do sistema de pensamento do ego. Por isso vamos, mais uma vez, nos voltar para o interior de nós mesmos e permitir que o Ser seja testemunha do que queremos que aconteça em nossa vida, a partir do que a lição ensina, dizendo:

Pai, desperto hoje com milagres que corrigem minha percepção de todas as coisas. E dessa forma começa o dia que compartilho Contigo da mesmo modo que compartilharei a eternidade, pois o tempo deixa de ter significado. Eu não busco as coisas do tempo e por isso não olharei para elas. O que busco hoje transcende todas as leis do tempo e das coisas percebidas no tempo. Quero me esquecer de todas as coisas exceto de Teu Amor. Quero habitar em Ti e não conhecer nenhuma lei exceto Tua lei do amor. E quero achar a paz que Tu criaste para Teu Filho e esquecer todos os brinquedos bobos que fiz enquanto vejo Tua glória e a minha.

Vamos passar por todos os acontecimentos deste dia tendo em mente esta prece, para compartilharmos, com todos os que cruzarem nosso caminho hoje, a alegria e a paz que ela nos dá. Encerramos o dia, dizendo:

E, quando a noite chegar hoje, nós não nos lembraremos de nada a não ser da paz de Deus. Pois hoje aprenderemos qual paz é a nossa, quando nos esquecermos de todas as coisas exceto do Amor de Deus.

Isto deve certamente servir para a paz e alegria que esperamos viver todos os dias se confirmem em nossa experiência.

Às práticas?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Viver a alegria de saber que já estamos salvos


LIÇÃO 345

Eu só ofereço milagres hoje,
Pois quero que eles me sejam devolvidos.

1. Pai, um milagre reflete Tuas dádivas para mim, Teu Filho. E cada um que dou volta para mim, lembrando-me de que a lei do amor é universal. Mesmo aqui ela assume uma forma que pode ser reconhecida e vista a funcionar. Os milagres que dou são devolvidos na forma exata de que necessito para me ajudar com os problemas que percebo. Pai, é diferente no Céu, pois lá não existe nenhuma necessidade. Mas aqui na terra o milagre está mais próximo de Tuas dádivas do que qualquer outra dádiva que eu possa oferecer. Permite, então, que eu ofereça apenas esta dádiva hoje, a qual, nascendo do perdão verdadeiro, ilumina o caminho que tenho de percorrer para lembrar de Ti.

2. Paz a todos os corações que buscam hoje. A luz vem para oferecer milagres para abençoar o mundo cansado. Ele achará o descanso hoje, pois oferecemos aquilo que recebemos.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 345

Vamos praticar hoje, mais uma vez, uma ideia que é apenas uma nova maneira de se dizer e de se treinar o que praticamos na lição de ontem e que também é reflexo da lei do amor, conforme já vimos. A ideia das práticas de hoje é, ainda, uma forma diferente de dizer o que todas as lições dizem, como todos já sabemos. Pois, de acordo com o que o Curso ensina e de que já falei inúmeras vezes, aqui e nos grupos de estudo, uma só dentre as ideias das lições aceita por completo e posta em prática da forma que o Curso orienta, seria capaz de nos dar o conhecimento de que o mundo já está salvo. 

E, porque já estamos salvos, podemos dizer com toda a alegria de que somos capazes, acreditando na verdade do que dizemos e estabelecendo o compromisso de cumprir a promessa que fazemos a nós mesmos e a todos que povoam o mundo conosco:

Eu só ofereço milagres hoje, 
Pois quero que eles me sejam devolvidos. 

É claro que chegar ao conhecimento de que o mundo já está salvo, assim como também nós estamos, não é nada mais do que reconhecer o que o Curso quer dizer quando diz que não precisamos fazer nada. Pois a aparente separação que vemos e pensamos viver nunca aconteceu. Não vai acontecer jamais e não existe. Ou, para nos referirmos a um conhecimento mundano, que também reflete a verdade, em sintonia com o Curso e seu ensinamento: um poeta inglês, em seu poema mais conhecido, imagina a voz de Deus dizendo a um peregrino: "tu não me procurarias, se já não me houvesses encontrado". 

É a partir da certeza de uma dádiva assim, o que não deixa de ser um milagre, que podemos dizer, como a lição ensina: 

Pai, um milagre reflete Tuas dádivas para mim, Teu Filho. E cada um que dou volta para mim, lembrando-me de que a lei do amor é universal. Mesmo aqui ela assume uma forma que pode ser reconhecida e vista a funcionar. Os milagres que dou são devolvidos na forma exata de que necessito para me ajudar com os problemas que percebo. Pai, é diferente no Céu, pois lá não existe nenhuma necessidade. Mas aqui na terra o milagre está mais próximo de Tuas dádivas do que qualquer outra dádiva que eu possa oferecer. Permite, então, que eu ofereça apenas esta dádiva hoje, a qual, nascendo do perdão verdadeiro, ilumina o caminho que tenho de percorrer para lembrar de Ti.

Oferecer uma dádiva assim, isto é, oferecer apenas milagres é reconhecer, como o Curso ensina, e como no fundo sabemos, que vivemos em Deus e nos movemos n'Ele. O tempo inteiro. Não podemos ficar separados d'Ele um instante sequer, mesmo que a ilusão que o ego nos mostra isto seja aparentemente possível. É só em imaginação, e em sintonia com o falso eu, que podemos acreditar que Deus nos abandonou num mundo hostil onde temos de exercer milhares de atividades e enfrentar um número infinito de problemas para alcançar a paz, para viver a alegria e fundar nossa experiência no amor, que são todos direito nosso de Filhos de Deus. 

Não! A paz e a alegria completas e perfeitas são nossas por direito de Filhos. E podemos, sim, com as práticas chegar a viver a, e na, alegria de saber que já estamos salvos. E são estes milagres - a paz e a alegria completas e perfeitas - que queremos oferecer e oferecemos hoje, quando dizemos:

Paz a todos os corações que buscam hoje. A luz vem para oferecer milagres para abençoar o mundo cansado. Ele achará o descanso hoje, pois oferecemos aquilo que recebemos.

Basta, então, dizendo uma vez mais, que nos voltemos para o interior de nós mesmos e nos decidamos, como a prática pede que façamos, oferecer apenas milagres hoje, por reconhecermos o Filho de Deus, primeiramente em nós mesmos e, em seguida, em tudo e em todos, perdoando-nos, perdoando o mundo inteiro, perdoando a criação e abandonando o julgamento de qualquer de suas partes de uma vez por todas, para trazermos de volta a nossa consciência a alegria e a paz perfeitas que Deus quer para Seu Filho.

Então, os milagres que oferecemos nos serão devolvidos. 

Às práticas?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Como podemos nos tornar a luz do mundo?


LIÇÃO 344

Hoje aprendo a lei do amor; aquilo que
Dou a meu irmão é minha dádiva para mim.

1. Esta é Tua lei, meu Pai, não minha própria lei. Eu não compreendo o que significa dar e pensei em guardar aquilo que eu desejava só para mim. E, ao olhar para o tesouro que pensava ter, descobri um espaço vazio no qual nunca existiu, existe ou existirá nada. Quem pode compartilhar um sonho? E o que a ilusão pode me oferecer? Aquele a quem perdoo, porém, me oferecerá dádivas muito mais valiosas do que qualquer coisa na terra. Deixa que meus irmãos perdoados encham minhas reservas com os tesouros do Céu, os únicos que são reais. Deste modo se cumpre a lei do amor. E, deste modo, Teu Filho surge e volta para Ti.

2. Quão próximo estamos um do outro, quando andamos na direção de Deus. Quão próximo Ele está de nós. Quão próximos o fim dos sonhos de pecado e a redenção do Filho de Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 344

Abordando do mesmo modo, com palavras diferentes, o que eu já disse em anos passados a respeito da ideia para as práticas de hoje, tudo o que se quiser dizer a respeito dela já está contido na própria lição. Ela também já foi abordada de várias maneiras diferentes em outras das lições que praticamos antes. 

De qualquer forma não custa repetir e reforça-se o aprendizado que pode nos levar a dizer, com confiança, expressando aquilo que, de fato, queremos, aprender:

Hoje aprendo a lei do amor; aquilo que
Dou a meu irmão é minha dádiva para mim 

Não foi isso exatamente que praticamos com uma lição anterior que dizia: Tudo o que dou é dado a mim mesmo? Ou aquela outra que diz: Só meus próprios pensamentos me ferem? Ou outra ainda: O perdão é minha função para a a salvação do mundo? Ou a lição que ensina que, na verdade, dar e receber são a mesma coisa? É a partir do reconhecimento disso que vamos poder dizer:

Esta é Tua lei, meu Pai, não minha própria lei. Eu não compreendo o que significa dar e pensei em guardar aquilo que eu desejava só para mim. E, ao olhar para o tesouro que pensava ter, descobri um espaço vazio no qual nunca existiu, existe ou existirá nada. Quem pode compartilhar um sonho? E o que a ilusão pode me oferecer? Aquele a quem perdoo, porém, me oferecerá dádivas muito mais valiosas do que qualquer coisa na terra. Deixa que meus irmãos perdoados encham minhas reservas com os tesouros do Céu, os únicos que são reais. Deste modo se cumpre a lei do amor. E, deste modo, Teu Filho surge e volta para Ti.

E ainda há mais a ser relembrado. Repetindo: Eu não compreendo nada do que vejo. Eu não sei para que serve coisa alguma. Outra lição ensina que as coisas que vejo não têm nenhum significado ou valor a não ser o que eu mesmo dou a elas. 

Toda esta viagem que aparentemente fazemos neste mundo só pode nos levar a um ponto: a nós mesmos e, por consequência, a Deus. É este o significado de auto-conhecimento. E é isto que o Curso se propõe a nos ensinar. É na direção do conhecimento de nós mesmos - e de Deus - que ele nos orienta. Pois, como ele mesmo diz, não há nada fora de nós. É isto que pode nos aproximar uns dos outros. E de Deus. Ou como diz a lição de hoje:

Quão próximo estamos um do outro, quando andamos na direção de Deus. Quão próximo Ele está de nós. Quão próximos o fim dos sonhos de pecado e a redenção do Filho de Deus.

A decisão de praticar cabe, pois, apenas a cada um de nós. Chegar ao auto-conhecimento e, por extensão, ao conhecimento de Deus como o EU SOU que nós também somos depende apenas da decisão de cada um. Pois, para tanto,  não precisamos fazer nada a não ser tomar a decisão de voltar ao Céu, de onde nunca saímos. Isto é, na verdade, tomar a decisão de trazer novamente o Céu a nossa consciência. Pois é no Céu que vivemos o tempo todo. Mesmo quando não temos consciência disso. É apenas a ilusão de um mundo que esconde o Céu de nossa consciência, como eu disse também no ano passado. 

Joel Goldsmith, em seu livro, O Trovejar do Silêncio, diz a este respeito, em sintonia com o que praticamos:

"Tornamo-nos a luz do mundo na exata medida de nossa iluminação. Alguns atingem essa iluminação rapidamente; ... outros esperam, esperam muito para que a grande experiência desça sobre eles. E quando isso ocorre, contudo, acontece de repente, embora a preparação para tanto tenha consumido anos e anos de meditação e estudo, durante os quais parece ter havido pouco ou nenhum progresso. Apesar disso, desde o primeiro momento em que nos voltamos seriamente para a obtenção da realização [da consciência da Presença de Deus em nós], nosso progresso é real, embora [por vezes] imperceptível exteriormente. É um pouco como remover uma montanha. Desde a primeira pá de terra que é removida, está havendo progresso no nivelamento da montanha. Mas a montanha tem incontáveis pás de terra e pedra, e até que muitas delas tenham sido removidas não se nota qualquer progresso aparente.

"E é assim quando estamos conscientes da densidade do ego humano; sabemos que estamos a remover uma montanha de ignorância, e, embora, o início se dê com nossa primeira meditação [ou lição], o progresso não será lá muito evidente por longo, longo tempo.

"E então, de repente, parece rebentar sobre nós como um relâmpago. O fato de termos sido tocados pelo Espírito torna-se evidente pela luz que emana de nossos olhos e pelo brilho de nossa face. Mesmo externamente, nossa vida muda: muda o nosso relacionamento humano; muda nossa natureza e nossa saúde e, por vezes, até a forma física apresenta mudanças. Tais mudanças externas são apenas manifestações da glória interior, da luz interior, obtidas pelo contato com o Pai interno, e que nos devolveram ao Éden."

Às práticas?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Nascemos para dar, e ter, tudo em abundância


LIÇÃO 343

Não me é pedido para fazer nenhum sacrifício
A fim de descobrir a misericórdia e a paz de Deus.

1. O fim do sofrimento não pode ser a perda. A dádiva de todas as coisas só pode ser ganho. Tu só dás. Tu nunca tiras. E Tu me criaste para ser igual a Ti, deste modo o sacrifício vem a ser impossível para mim da mesma forma que para Ti. Eu também tenho de dar. E, assim, todas as coisas me são dadas para todo o sempre. Continuo a ser tal qual fui criado. Teu Filho não pode fazer nenhum sacrifício, pois tem de ser completo, por ter a função de Te completar. Eu sou completo porque sou Teu Filho. Não posso perder, pois só posso dar e todas as coisas são minhas eternamente.

2. A misericórdia e a paz de Deus são gratuitas. A salvação não custa nada. É uma dádiva que tem de ser dada e recebida livremente. E é isto que queremos aprender hoje.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 343

O Curso traz hoje para as nossas práticas uma ideia que nos permite, mais uma vez, questionarmos, com argumentos coerentes, tudo aquilo que o mundo nos ensina. É uma ideia que põe em xeque o aprendizado de que o sacrifício é uma forma de amor. Ela diz o seguinte:

Não me é pedido para fazer nenhum sacrifício
A fim de descobrir a misericórdia e a paz de Deus.

Algo que podemos comprovar de forma clara e cristalina, quando nos voltamos para o interior de nós mesmos à procura de misericórdia e de perdão e encontramos estes sentimentos em nós mesmos para compartilhar toda vez que os oferecemos aos que povoam nosso mundo particular e o mundo que dividimos em consciência com todos os que fazem parte dele.

Não é necessário nenhum sacrifício. Basta que nos afastemos do medo, do orgulho e do desejo de ter razão a qualquer preço, que nos faz dar realidade à ilusão de que algo ou alguém fora de nós mesmos pode nos afetar, atacar ou ferir. A esta altura, penso que já aprendemos - aprendemos? - com as lições que isto não é verdadeiro. Estas coisas só nos levam na direção do sofrimento. 

Será, pois, que algum de nós acredita que se afastar destas coisas signifique perder ou sacrificar algo valioso? Como a lição orienta:

O fim do sofrimento não pode ser a perda. A dádiva de todas as coisas só pode ser ganho. Tu só dás. Tu nunca tiras. E Tu me criaste para ser igual a Ti, deste modo o sacrifício vem a ser impossível para mim da mesma forma que para Ti. Eu também tenho de dar. E, assim, todas as coisas me são dadas para todo o sempre. Continuo a ser tal qual fui criado. Teu Filho não pode fazer nenhum sacrifício, pois tem de ser completo, por ter a função de Te completar. Eu sou completo porque sou Teu Filho. Não posso perder, pois só posso dar e todas as coisas são minhas eternamente.

Na verdade, de acordo com o ensinamento do Curso, sacrifício é o contrário de amor. E, em geral, o que sentimos por aqueles por quem "pensamos" nos sacrificar não tem absolutamente nada a ver com amor. Na verdade, é ódio o que sentimos por eles, pois, conforme o Curso ensina, o amor abole toda e qualquer forma de sacrifício.

Que tipo de Deus nos pediria algum sacrifício? Se Ele é o tudo de todas as coisas, que razão Ele teria para pedir a algum de nós que fizesse qualquer sacrifício? E por que nos daria o livre arbítrio, se precisássemos fazer qualquer sacrifício para satisfazer Sua Vontade? Isso contrariaria o livre arbítrio. É por isso que Deus nunca nos pede nenhum sacrifício. É por isso, que só pode ser o ego - o falso eu - quem tenta nos convencer da necessidade de que façamos qualquer sacrifício. 

Por isso praticamos, para aprender que:

A misericórdia e a paz de Deus são gratuitas. A salvação não custa nada. É uma dádiva que tem de ser dada e recebida livremente. E é isto que queremos aprender hoje.

Deus nos dá tudo sempre. Assim, se deveras acreditamos que somos Filhos de Deus, criados a Sua imagem e semelhança - e isto não tem absolutamente nada a ver com o corpo, que é apenas uma imagem falsa que fazemos de nós mesmos, a partir do sistema de pensamento do ego -, é forçoso acreditar que nascemos para compartilhar a abundância que vem de Deus. 

Isto é, nascemos para dar tudo em abundância. Sempre. Pois, na verdade, de acordo com o ensinamento, dar e receber são a mesma coisa. E, uma vez que recebemos tudo, pois tudo o que Deus tem é nosso também, nada mais equivocado e falso do que acreditar que nos falte alguma coisa. 

Isso não pode ser verdade, como eu já disse antes, pois, como o Curso ensina, só temos, de fato, aquilo que damos. Ou, dizendo de outra forma, em sintonia com o que a ideia para as práticas de hoje nos convida a refletir, só pode nos faltar aquilo que não damos. Quando damos verdadeiramente a partir do que somos, dar nunca é um sacrifício, pois temos tudo em abundância em Deus.

Às práticas?

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Encontrar um jeito diferente de olhar para o mundo


LIÇÃO 342

Deixo o perdão se estender sobre todas as coisas,
Pois deste modo o perdão me será dado.

1. Eu Te agradeço, Pai, por Teu plano para me salvar do inferno que fiz. Ele não é real. E Tu me dás o meio de provar a irrealidade dele. A chave está em minha mão, e eu alcanço a porta além da qual está o fim dos sonhos. Estou diante do portão do Céu e me pergunto se devo entrar e ficar à vontade. Não me deixes esperar novamente hoje. Permite que eu perdoe todas as coisas e deixe a criação ser tal qual Tu queres que ela seja e tal como ela é. Permite que eu me lembre de que sou Teu Filho e, abrindo a porta, esqueça as ilusões na luz resplandecente da verdade, enquanto a memória de Ti volta a mim.

2. Irmão, perdoa-me agora. Venho a ti para te levar para casa comigo. E, do mesmo modo que vamos, o mundo vai conosco em nosso caminho para Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 342

Hoje, vamos praticar novamente a partir de uma ideia que mostra de que forma escolher o Céu, ou seja, uma ideia que ensina o modo pelo qual podemos tomar a decisão pelo Céu, conforme nos ensinava uma lição anterior: O Céu é a decisão que tenho de tomar. E qual é, pois a forma, de se chegar a esta decisão? É apenas fazer o que a lição nos convida a fazer, isto é, deixar

... o perdão se estender sobre todas as coisas,
Pois deste modo o perdão me será dado.

Mais uma vez, pois, ao dizer isto, quero lembrar-lhes, como tenho feito ao longo destes comentários, de que tudo começa com a decisão. Isto é, mesmo quando a viagem é longa, só podemos fazê-la após dar o primeiro passo. E o primeiro passo é tomar a decisão de fazer a viagem. É claro que, uma vez tomada a decisão, sempre podemos voltar atrás, por quaisquer razões que nos pareçam convenientes.

É preciso, porém, termos em conta que o que fazemos com as práticas deste Curso é encontrar um jeito diferente de olhar para o mundo, livrando-o dos equívocos do olhar de nossa percepção, do olhar dos olhos do corpo e da percepção dos sentidos. Sintetizando o que o Curso ensina, poder-se-ia dizer que tudo o que precisamos fazer é perdoar o mundo. E como fazemos isso? Perdoando-nos. Ou, nos termos do Curso, aceitando a Expiação para nós mesmos. 

É só esta aceitação que vai nos permitir dizer de forma sincera, honesta e com alegria:

Eu Te agradeço, Pai, por Teu plano para me salvar do inferno que fiz. Ele não é real. E Tu me dás o meio de provar a irrealidade dele. A chave está em minha mão, e eu alcanço a porta além da qual está o fim dos sonhos. Estou diante do portão do Céu e me pergunto se devo entrar e ficar à vontade. Não me deixes esperar novamente hoje. Permite que eu perdoe todas as coisas e deixe a criação ser tal qual Tu queres que ela seja e tal como ela é. Permite que eu me lembre de que sou Teu Filho e, abrindo a porta, esqueça as ilusões na luz resplandecente da verdade, enquanto a memória de Ti volta a mim.

Lembremo-nos, portanto, mais uma vez com gratidão de que o texto nos diz a certa altura: "em qualquer situação na qual não estiveres completamente alegre, é porque reagiste de modo não amoroso a uma das criações de Deus". Ora, reagir de forma não amorosa é condenação, é ataque e falta de perdão, e os efeitos de uma reação não amorosa e de falta de perdão só se fazem sentir por aquele que viu deste modo. 

É àquele que reagimos [ou acerca de quem pensamos] de forma não amorosa que devemos dirigir a fala que nos oferece a lição:

Irmão, perdoa-me agora. Venho a ti para te levar para casa comigo. E, do mesmo modo que vamos, o mundo vai conosco em nosso caminho para Deus. 

São a alegria e a paz de espírito, que advêm disto, que podem nos manter firmes em nossa decisão pelo Céu. Pois escolher o Céu é escolher a alegria e a paz o tempo inteiro. E renovar nossa decisão a cada instante. 

Digo isto pensando novamente em uma historinha que já compartilhei antes. Uma historinha que nos diz que, muitas vezes, contamos como certo a ajuda, o apoio de alguém, a atenção de Deus, inclusive, e nos esquecemos de ser gratos por tudo o que recebemos. É como se tivéssemos certeza de que, nos caminhos que fazemos todos os dias, só fôssemos encontrar os sinais verdes em cada cruzamento, deixando de prestar atenção ao caminho. 

Não! Não é assim que funciona, precisamos permanecer atentos. E, quando distraídos, ao sermos teimosos, mal-agradecidos, prepotentes, donos da razão - [tudo a conselho do falso eu, o ego] -, olha lá o sinal vermelho, para que paremos. Para que nos voltemos para o interior, para o divino em nós mesmos, para nos perdoarmos de nossas distrações e de nossas ausências, de nossas manhas e birras de crianças mimadas e egoístas.

É por isso que o Curso oferece a oportunidade da prática diária. Para que não nos esqueçamos do divino em nós. Para que aprendamos a ser gratos por tudo o que se apresenta em nossa vida, porque tudo o que vem vem para nos devolver à alegria, que é a Vontade de Deus para nós.

Às práticas?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Nada do que fizermos pode atacar nossa inocência


13. O que é um milagre?

1. Um milagre é uma correção. Ele não cria e nem muda verdadeiramente em absoluto. Ele apenas olha para a catástrofe e lembra à mente que o que ela vê é falso. Ele desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem suplantar a função do perdão. Deste modo, ele permanece nos limites do tempo. Não obstante, ele abre caminho para a volta da intemporalidade e para o despertar do amor, pois o medo tem de desaparecer sob o efeito da solução benéfica que ele traz.

2. Um milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como único. E, desta forma, põe bem à mostra a lei da verdade a que o mundo não obedece, porque deixa de entender por completo os caminhos dela. Um milagre inverte a percepção que estava de cabeça para baixo anteriormente e, desta maneira, põe termo às estranhas distorções que eram evidentes. Com isto a percepção fica aberta à verdade. Com isto vê-se o perdão como justificado.

3. O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo os entregam a todos que eles olham com misericórdia e amor. A percepção permanece correta na visão d'Ele e aquilo cuja finalidade era amaldiçoar vem para abençoar. Cada lírio de perdão oferece o milagre silencioso do amor ao mundo inteiro. E cada um é depositado diante da Palavra de Deus, sobre o altar universal ao Criador e à criação, na luz da pureza perfeita e da alegria infinita.

4. Aceita-se o milagre primeiro com base na fé, porque pedi-lo indica que a mente está pronta para compreender aquilo que ela não pode ver e não entende. Mas a fé trará suas evidências para demonstrar que aquilo em que se baseava de fato existe. E, assim, o milagre justificará tua fé nele e demonstrará que se baseava em um mundo mais verdadeiro do que aquele que vias antes; um mundo livre daquilo que pensavas existir.

5. Milagres caem do Céu como gotas de chuva reparadora sobre um mundo árido e empoeirado, a que criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora elas têm água. Agora o mundo tem vida. E os sinais de vida brotam em todos os lugares, para demonstrar que aquilo que nasce não pode morrer jamais, pois aquilo que tem vida é imortal.

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LIÇÃO 341

Só posso atacar minha própria inocência,
E é apenas isso que me mantém a salvo.

1. Pai, Teu Filho é santo. Eu sou aquele a quem Tu sorris com amor e com ternura tão serenos, e profundos e tranquilos, que o universo sorri de volta para Ti e compartilha Tua Santidade. Quão puros, quão seguros, quão santos, então, somos nós, morando no Teu Sorriso, com todo o Teu Amor concedido a nós, vivendo em unidade Contigo, em fraternidade e Paternidade totais; em inocência tão perfeita que o Senhor da Inocência pensa em nós como Seus Filhos, um universo de Pensamento que O completa.

2. Não vamos, então, atacar nossa inocência, pois ela contém da Palavra de Deus para nós. E estamos salvos em seu reflexo benigno.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 341

Pela sétima vez, salvo engano, vamos receber, de novo, hoje, a décima-terceira instrução especial [O que é um milagre?], que vai orientar e dar unidade às lições e ideias para as práticas dos próximos dez dias, juntamente com a primeira lição da série. É útil e vai ser proveitoso, conforme o Curso recomenda, que nos lembremos de voltar a esta instrução pelo menos uma vez a cada dia, antes das práticas. 

A partir dela vamos aprender que:

Um milagre é uma correção. Ele não cria e nem muda verdadeiramente em absoluto. Ele apenas olha para a catástrofe e lembra à mente que o que ela vê é falso. Ele desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem suplantar a função do perdão. Deste modo, ele permanece nos limites do tempo. Não obstante, ele abre caminho para a volta da intemporalidade e para o despertar do amor, pois o medo tem de desaparecer sob o efeito da solução benéfica que ele traz. 

Na verdade, quando em contato com o Ser, com o Eu Sou que original e verdadeiramente somos, estamos de volta à casa, no mundo real que há além deste mundo de aparências, de ilusões e de enganos. Aí, não há necessidade de milagres, porque não há nada a ser corrigido. Tudo é o que é, simplesmente. 

De qualquer modo, quando nos abrirmos por completo à ideia de que o mundo que vemos e construímos não passa de ilusão e não tem nada que, de fato, queiramos, como ensina o Curso, vamos ser capazes de reconhecer, de compreender que:

Um milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como único. E, desta forma, põe bem à mostra a lei da verdade a que o mundo não obedece, porque deixa de entender por completo os caminhos dela. Um milagre inverte a percepção que estava de cabeça para baixo anteriormente e, desta maneira, põe termo às estranhas distorções que eram evidentes. Com isto a percepção fica aberta à verdade. Com isto vê-se o perdão como justificado. 

Vê-se também claramente que:

O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo os entregam a todos que eles olham com misericórdia e amor. A percepção permanece correta na visão d'Ele e aquilo cuja finalidade era amaldiçoar vem para abençoar. Cada lírio de perdão oferece o milagre silencioso do amor ao mundo inteiro. E cada um é depositado diante da Palavra de Deus, sobre o altar universal ao Criador e à criação, na luz da pureza perfeita e da alegria infinita. 

É bem interessante observar, com a maior atenção de que somos capazes, o fato de ser o perdão, aquilo que possibilita a realização do milagre. Pois todo milagre é apenas uma expressão de amor. E o perdão mostra que já estamos prontos para as expressões máximas de amor. Assim é que:

Aceita-se o milagre primeiro com base na fé, porque pedi-lo indica que a mente está pronta para compreender aquilo que ela não pode ver e não entende. Mas a fé trará suas evidências para demonstrar que aquilo em que se baseava de fato existe. E, assim, o milagre justificará tua fé nele e demonstrará que se baseava em um mundo mais verdadeiro do que aquele que vias antes; um mundo livre daquilo que pensavas existir. 

De acordo com o texto, logo no início, quando ele nos põe em contato com os princípios dos milagres, "todos os milagres significam vida, e Deus é o Doador da vida". Isto é praticamente a mesma coisa que a lição oferece, quando diz, ao final da instrução:

Milagres caem do Céu como gotas de chuva reparadora sobre um mundo árido e empoeirado, a que criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora elas têm água. Agora o mundo tem vida. E os sinais de vida brotam em todos os lugares, para demonstrar que aquilo que nasce não pode morrer jamais, pois aquilo que tem vida é imortal.

E a primeira das lições com esta instrução busca nos devolver a inocência, a condição natural do Filho de Deus, que nunca se perdeu nem nunca foi manchada por nada que pensemos ter feito para tanto. Uma condição ou estado que, de acordo com a lição, é o que garante nossa segurança. Ou:

Só posso atacar minha própria inocência,
E é apenas isso que me mantém a salvo.

Pois vocês já imaginaram como de fato nos sentiríamos se, de verdade, pudéssemos atacar a inocência do outro. Penso que todos nós já experimentamos a sensação de desconforto e de falta de paz e de alegria que se apresentou toda vez que, de algum modo, "atacamos" alguém com intenção de ferir. É, então, como a lição ensina, o fato de não podermos verdadeiramente atacar a inocência de outrem que nos mantém a salvo. Mas a ausência da paz e da alegria só se resolve quando perdoamos, a nós mesmos, àquele que pensamos nos ter ferido ou àquele que quisemos ferir de alguma forma. 

É por isso que precisamos aprender a dizer, com as práticas:

Pai, Teu Filho é santo. Eu sou aquele a quem Tu sorris com amor e com ternura tão serenos, e profundos e tranquilos, que o universo sorri de volta para Ti e compartilha Tua Santidade. Quão puros, quão seguros, quão santos, então, somos nós, morando no Teu Sorriso, com todo o Teu Amor concedido a nós, vivendo em unidade Contigo, em fraternidade e Paternidade totais; em inocência tão perfeita que o Senhor da Inocência pensa em nós como Seus Filhos, um universo de Pensamento que O completa.

E a estender isto a todos os que se apresentarem a nossa experiência.

Se vocês estiveram atentos até aqui, terão percebido que o Curso ensina de várias maneiras diferentes que ainda somos como Deus nos criou. O que significa dizer que nada do que fazemos, ou do que pensemos poder fazer, ou nada do que fizermos, pode atacar nossa inocência, nunca, a não ser na ilusão. 

Basta, pois, que nos decidamos a seguir a orientação que a lição oferece, dizendo e buscando agir a partir disso:

Não vamos, então, atacar nossa inocência, pois ela contém da Palavra de Deus para nós. E estamos salvos em seu reflexo benigno.

Somos, sempre fomos e seremos eternamente, inteiramente inocentes e puros. Candidatos a viver apenas a alegria e a paz completas e perfeitas, que são a Vontade de Deus para todos e para cada um de nós. 

Às práticas?