domingo, 6 de dezembro de 2015

O que fazer para mudar nossos padrões mentais?


LIÇÃO 340

Posso ficar livre do sofrimento hoje.

1. Pai, eu Te agradeço por este dia e pela liberdade que ele certamente trará. Este dia é santo, pois hoje Teu Filho será redimido. O sofrimento dele acabou. Pois ele ouvirá Tua Voz orientando-o a achar a visão de Cristo pelo perdão e a ficar livre do sofrimento para sempre. Obrigado pelo dia de hoje, meu Pai. Vim a este mundo apenas para alcançar este dia e aquilo que ele reserva de alegria e liberdade para Teu Filho santo e para o mundo que ele fez, que, hoje, fica livre junto com ele.

2. Alegra-te hoje! Alegra-te! Hoje não há espaço para nada exceto para alegria e gratidão. Nosso Pai redimiu Seu Filho neste dia. Nem sequer um de nós deixará de ser salvo hoje. Nenhum de nós permanecerá no medo, e não haverá ninguém que o Pai não reúna a Si Mesmo, desperto no Céu, no Coração do Amor.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 340

Hoje, a ideia que vamos praticar traz de volta um dos temas centrais de todo o ensinamento: o de que somos responsáveis pelas experiências que vivemos e que podemos escolher olhar para tudo de forma diferente. Isto é, uma vez que tudo se materializa a partir de nossos pensamentos e só nós temos controle de nossos pensamentos - cada um de nós dos seus -. é absolutamente coerente pensar que somos capazes de mudar nossa experiência ou nosso estado emocional se resolvermos mudar nossa forma de pensar. 

Em função disso é que podemos escolher, a qualquer momento que quisermos, não só dizer:

Posso ficar livre do sofrimento hoje.

mas também passar a experimentar uma vida livre de todo e qualquer sofrimento, como esta ideia nos ensina a fazer. E a partir do momento em que tomamos tal decisão podemos também expressar o quanto somos gratos, dizendo:

Pai, eu Te agradeço por este dia e pela liberdade que ele certamente trará. Este dia é santo, pois hoje Teu Filho será redimido. O sofrimento dele acabou. Pois ele ouvirá Tua Voz orientando-o a achar a visão de Cristo pelo perdão e a ficar livre do sofrimento para sempre. Obrigado pelo dia de hoje, meu Pai. Vim a este mundo apenas para alcançar este dia e aquilo que ele reserva de alegria e liberdade para Teu Filho santo e para o mundo que ele fez, que, hoje, fica livre junto com ele.

Como já lhes disse outras vezes a coisa funciona assim: quem oferece o exemplo que republico é Louise Hay, a partir de sua experiência de vida. Vejamos o que ela diz:

Quero lhe expor um dos motivos que me fazem saber que as doenças [e, por extensão todo o e qualquer forma de sofrimento] podem ser vencidas com a simples troca de padrões mentais.

Anos atrás recebi um diagnóstico de câncer vaginal. Devido ao meu passado, que inclui um estupro aos cinco anos de idade e uma infância cheia de maus-tratos, não foi surpresa eu manifestar a terrível doença nessa parte do corpo. Como já era instrutora de cura mental há vários anos, tomei cons­ciência de que me estava sendo dada a oportunidade de pra­ticar e provar a verdade dos meus ensinamentos. Como qual­quer um que fica sabendo que está com câncer, de início entrei em pânico absoluto, mas logo ele foi substituído pela convicção de que o processo de cura mental funcionava. 


Consciente de que o câncer é provocado por um profundo ressentimento, guardado por um longo tempo até ele praticamente começar a comer o corpo, eu soube que teria muito trabalho mental à minha frente. Percebi que, se me submetesse a uma operação para me livrar da doença sem eliminar o padrão mental que a estava causando, o câncer voltaria. Quando esta ou qualquer outra doença reaparece, não é porque os médicos não "tiraram tudo", mas sim porque o paciente não modificou seu modo de pensar e continua recriando o mesmo mal. Também sabia que, se fosse capaz de eliminar por completo o modelo mental que criara a condição chamada "câncer", eu nem precisaria de ajuda profissional. Portanto, barganhei por mais tempo. Meu médico, a contragosto, me concedeu três meses, deixando bem claro que eu estava pondo a vida em perigo pela demora.

Imediatamente comecei a trabalhar com meu instrutor para eliminar velhos padrões de ressentimento. Até aquela época eu desconhecia que guardava dentro de mim um profundo rancor. Como somos cegos aos nossos modelos mentais! Seria preciso um longo exercício de perdão.

Outra coisa que fiz foi consultar um nutricionista para desintoxicar completamente meu organismo.

Assim, cuidando da limpeza mental e física, em seis meses consegui mostrar aos médicos o que eu já sabia: eu não apresentava mais nenhum tipo de câncer. Ainda guardo o resultado dos primeiros exames, que deram positivo, para me recordar o quanto pude ser negativamente criativa.

Hoje, quando um cliente me procura, por mais terríveis que possam ser seus males, sei que, se ele estiver disposto a fazer o trabalho mental de modificar os velhos padrões e per­doar, praticamente qualquer mal pode ser curado. A palavra "incurável", tão assustadora para muitos, na verdade quer di­zer apenas que determinada doença não pode ser curada por métodos "externos" e que precisamos nos interiorizar para efetuar a cura. A "condição" anormal que aparentemente veio do nada voltará para o nada.


Vejam, pois, a extensão do poder que nos é dado para estender a energia amorosa em que fomos criados, a partir da ideia que praticamos hoje.

A história de Louise Hay é uma prova de que é possível mudarmos os padrões mentais. Uma vez que foi possível para ela, precisamos acreditar que também é possível para cada um de nós, se assim o decidirmos. E, tomada a decisão, podemos certamente ouvir a Voz por Deus dizer em nós:

Alegra-te hoje! Alegra-te! Hoje não há espaço para nada exceto para alegria e gratidão. Nosso Pai redimiu Seu Filho neste dia. Nem sequer um de nós deixará de ser salvo hoje. Nenhum de nós permanecerá no medo, e não haverá ninguém que o Pai não reúna a Si Mesmo, desperto no Céu, no Coração do Amor. 

Às práticas?

sábado, 5 de dezembro de 2015

Praticar é só entregar ao espírito, ao Eu Sou, em nós


LIÇÃO 339

Receberei qualquer coisa que eu pedir.

1. Nenhum de nós deseja a dor. Mas pode-se pensar que dor é prazer. Nenhum de nós evitaria sua felicidade. Mas pode-se pensar que a alegria é dolorosa, ameaçadora e perigosa. Cada um vai receber aquilo que pedir. Mas, de fato, pode ficar confuso acerca das coisas que quer; a condição que quer alcançar. O que pode pedir, então, que quereria quando recebesse? Ele pede aquilo que o assustará e lhe trará sofrimento. Vamos nos decidir hoje a pedir aquilo, e só aquilo, que realmente queremos para podermos passar este dia sem medo, sem confundir dor com alegria ou medo com amor.

2. Pai, este é Teu dia. É um dia em que não vou fazer nada por mim mesmo, mas ouvir Tua Voz em tudo o que fizer; e pedir apenas aquilo que Tu me ofereces, e aceitar somente os Pensamentos que Tu compartilhas comigo.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 339

Caros, caríssimo, caras, caríssimas, antes de começarmos, uma informação: a partir desta postagem, as postagens começam a ser feitas a partir de Itanhaém, município do litoral de São Paulo, Brasil, para onde me mudei desde ontem. Oxalá, a tranquilidade do lugar e a proximidade do mar, possam render muitos comentários inspiradores. 

Continuemos? Comecemos, pois!

A ideia que vamos praticar hoje tem estreita relação com a necessidade de que nos disponhamos a assumir total e completa responsabilidade por tudo o que vivemos, e por tudo o que acontece no mundo também. 

Como assim? 

Em geral, poucos de nós têm consciência de que o que vivem e veem é sua responsabilidade. Que dizer então de se pedir a alguém que assuma a responsabilidade por tudo o que acontece no mundo?

Explico. 

Como o mundo só existe a partir da consciência de cada um, cada um de nós é sempre responsável por seu mundo particular, que é sempre o único que existe para cada um. Isso, então, inclui - é claro - pelo menos, tudo aquilo que acontece no mundo e que nos chega à consciência, uma vez que não existe nenhum mundo que seja idêntico para todas as pessoas que o povoam. Assim, é claro que aquilo que não nos chega à consciência não existe para nós. Muito embora possa existir para uns e outros no campo das infinitas possibilidades.

É por isso que cada um de nós pode - e deve, se quiser de fato assumir a responsabilidade por sua própria vida - dizer tranquilamente, acreditando ser verdade, que:

Receberei qualquer coisa que eu pedir.

Muito embora durante a maior parte do tempo não tenhamos consciência de que as experiências que se apresentam em nossa vida são resultados de uma ou mais escolhas que fizemos, ou fazemos, a lição que praticamos hoje nos garante que sempre vamos receber qualquer coisa que pedirmos. Não há como ser diferente. Ou para dizer de outro modo, como dizia uma facilitadora do Curso com quem quase todos tivemos contato: "Deus sempre diz sim". 

Por que, então, aparentemente, tantos de nós vivem situações que não se parecem em nada com aquilo que, de fato, querem? Com aquilo que pensam ter pedido? A lição tem uma resposta a isso:

Nenhum de nós deseja a dor. Mas pode-se pensar que dor é prazer. Nenhum de nós evitaria sua felicidade. Mas pode-se pensar que a alegria é dolorosa, ameaçadora e perigosa. Cada um vai receber aquilo que pedir. Mas, de fato, pode ficar confuso acerca das coisas que quer; a condição que quer alcançar. O que pode pedir, então, que quereria quando recebesse? Ele pede aquilo que o assustará e lhe trará sofrimento.

E isso acontece porque, como sabemos, o universo todo é apenas energia em movimento e tudo o que vemos é apenas a manifestação, na forma, de uma energia que trazemos dentro de nós mesmos, mesmo quando não temos consciência dela. O que acontece na maioria dos casos, em grande parte das vezes. 

Quando, então, vivemos uma situação que é diversa daquela que pensamos querer viver é porque, lá, no mais íntimo e profundo de nós mesmos, havia alguma dúvida quanto a merecermos o que pedimos. Isto é, no fundo, não nos sentíamos à vontade imaginando-nos de posse daquilo que pensamos em pedir, ou vivendo a condição que a realização de nosso desejo nos daria. Tínhamos ou tivemos alguma dúvida a respeito de querer mesmo o que pensávamos ou pensamos querer, ou mesmo de merecer recebê-lo.

O resultado, pois, sim, sim, sem sombra de dúvida veio a ser, aparentemente, algo diverso daquilo em que pensamos. Isso porque a energia que movimenta o universo não está ligada àquilo que escolhemos de forma consciente, àquilo que dizemos ou pensamos querer, mas à energia que há em um nível mais profundo em nós, no nível dos sentimentos, que não depende do que dizemos ou pensamos, do que manifestamos por meio de palavras, e sim daquilo que sentimos no mais íntimo de nós. 

Por isso precisamos praticar cada vez mais, e sempre com maior atenção, com toda a dedicação de que formos capazes. Para apendermos a tomar a decisão de escolher, em sintonia, com o que sentimos. Aí, seguindo a orientação que nos oferece o Curso, diremos com alegria e com convicção:

Vamos nos decidir hoje a pedir aquilo, e só aquilo, que realmente queremos para podermos passar este dia sem medo, sem confundir dor com alegria ou medo com amor.

Pois tudo o que nos acontece está diretamente ligado a uma decisão que tomamos, mesmo, repetindo para reforçar, quando não temos consciência de tê-la tomado. Tudo está também ligado àquelas leis espirituais que se ensina na Índia, das quais já falamos outras vezes.

Vale lembrar, não acham? 

1. A pessoa que vem é a certa. 
2. Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido. 
3. Quando se inicia alguma coisa é o momento certo. 
4. Quando alguma coisa acaba, termina de fato. 

Tomada a decisão, seguindo a orientação do Curso, nossa prática não exige nada a não ser a entrega ao espírito - ao EU SOU, em nós, uma vez que não existe nada fora de nós mesmos - deste nosso dia, na certeza de que receberemos, sim, tudo aquilo que pedirmos, para podermos experimentar a alegria e a paz perfeitas e completas, que são a Vontade de Deus para nós. Assim, dizemos simplesmente:

Pai, este é Teu dia. É um dia em que não vou fazer nada por mim mesmo, mas ouvir Tua Voz em tudo o que fizer; e pedir apenas aquilo que Tu me ofereces, e aceitar somente os Pensamentos que Tu compartilhas comigo.

Às práticas?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Para abandonar aquilo que nos afasta da alegria


LIÇÃO 338

Só meus pensamentos me afetam.

1. Só isto é necessário para permitir que a salvação venha ao mundo inteiro. Pois neste pensamento singular todas as pessoas são liberadas do medo. Com isto elas aprendem que ninguém as assusta e que nada pode ameaçá-las. Não têm inimigos e estão a salvo de todas as coisas externas. Seus pensamentos podem assustá-las, mas, uma vez que estes pensamentos só pertencem a elas, elas têm o poder de mudá-los e de trocar cada pensamento de medo por um pensamento alegre de amor. Elas crucificam a si mesmas. Deus, porém, planeja que Seu Filho amado seja redimido.

2. Teu plano é seguro, meu Pai -, só o Teu. Todos os outros fracassarão. E eu terei pensamentos que me assustarão até aprender que Tu me dás o único Pensamento que me conduz à salvação. Só os meus falharão e não me levarão a lugar algum. Mas o Pensamento que Tu me deste garante me levar para casa, porque ele contém Tua promessa a Teu Filho.

*

COMENTÁRIO:

As práticas e a compreensão da ideia que o Curso nos oferece na lição desta sexta-feira, 4 de dezembro, são vitais, se quisermos, de fato, alcançar a percepção verdadeira, se quisermos, de verdade, aprender a olhar para o mundo de modo diferente.

E para isto nada mais simples do que compreender - e compreender sempre significa reconhecer e aceitar - que são apenas os meus pensamentos que me afetam. Isto é, nada, nada, nada, mas nadinha mesmo, fora de mim pode me perturbar, aborrecer, irritar ou despertar qualquer sensação que me afaste a alegria e da paz de espírito.

Voltemos nossa atenção uma vez mais à ideia da lição 312: Vejo todas as coisas como quero que sejam. Aprendemos com ela que: "A percepção vem depois do julgamento. Depois de julgar, vemos então aquilo que queremos ver. Pois a vista serve apenas para nos oferecer o que queremos. É impossível não ver aquilo que queremos ver e [é impossível também] deixar de ver aquilo que escolhemos ver". 

Isto, e a ideia que praticamos hoje, serve para demonstrar a verdade do que o texto diz a certa altura a respeito do que vemos no(s) outro(s), do que ouvimos do(s) outro(s), de todos os que nos cercam e fazem parte de nossa caminhada por este mundo:

A mensagem que teu irmão te dá depende de ti. O que ele te diz? O que queres que ele te diga? Tua decisão a respeito dele determina a mensagem que recebes. Lembra-te de que o Espírito Santo está nele, e de que Sua Voz te fala por intermédio dele [de teu irmão]. O que um irmão tão santo pode te dizer exceto a verdade? Mas tu a ouves? Teu irmão pode não saber quem ele é, mas existe uma luz na mente dele que sabe. Essa luz pode brilhar na tua dando veracidade às palavras dele e te tornando capaz de ouví-las. As palavras dele são a resposta do Espírito Santo para ti. Tua fé nele é forte o suficiente para permitir que ouças? [T-9.II.5]

Não será, pois, conveniente, porque libertador, que pratiquemos com toda a nossa disposição a ideia de hoje? Que coloquemos, de coração, o mais profundo de nossos desejos ao praticar, na certeza de que aprenderemos hoje a maneira de abandonar de uma vez por todas tudo aquilo que nos impede de viver somente a alegria? 

Às práticas?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ao dizer "Eu Sou" estou falando o nome de Deus


LIÇÃO 337

Minha inocência me protege de todo o mal.

1. Minha inocência me assegura paz perfeita, segurança eterna, amor duradouro, liberdade permanente de todo pensamento de perda, liberação completa do sofrimento. E meu estado só pode ser o da felicidade, pois somente felicidade me é dado. O que tenho de fazer para saber que tudo isso é meu? Tenho de aceitar a Expiação para mim mesmo e nada mais. Deus já fez todas as coisas que precisam ser feitas. E eu tenho de aprender que não preciso fazer nada por mim mesmo, pois só preciso aceitar meu Ser, minha inocência, criada para mim, que já é minha agora, para sentir o Amor de Deus me protegendo do mal, para entender que meu Pai ama Seu Filho, para saber que eu sou o Filho que meu Pai ama.

2. Tu, Que me criaste em inocência, não estás equivocado acerca do que sou. Eu estava enganado quando pensei que tinha pecado, mas aceito a Expiação para mim mesmo. Pai, agora meu sonho acabou. Amém.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 337

A ideia que vamos praticar hoje é mais uma daquelas que buscam nos devolver à condição natural de filhos de Deus, inocentes, livres, herdeiros da alegria e de paz, completas, perfeitas e ilimitadas. Nessa condição, somos qual crianças, prontas para viver a experiência daquilo que a Vontade de Deus reservou para nós, seja o que for. Ou não lhes parece que as crianças estão sempre prontas para a próxima brincadeira? Ou para repetir alguma de que gostaram muito, vezes sem conta.

E se soubéssemos - e quiséssemos, e decidíssemos - , a partir do que vemos todos o dias no comportamento das crianças, das criancinhas, trazer ao mundo apenas o que é reflexo da inocência que pensamos ter perdido, por alguma razão equivocada? Poderíamos, então, dizer como a ideia para as práticas:

Minha inocência me protege de todo o mal. 

Até porque para a inocência não pode haver mal algum. Quem, em sã consciência, já olhou para o mundo com os olhos do perdão e viu nele qualquer coisa de condenável? 

Repetindo, pois, a pergunta que já fiz algumas vezes antes, o que tenho de fazer para saber que: 

Minha inocência me assegura paz perfeita, segurança eterna, amor duradouro, liberdade permanente de todo pensamento de perda, liberação completa do sofrimento. E [que] meu estado só pode ser o da felicidade, pois somente felicidade me é dado

como começa a lição?

O que tenho de fazer para saber que tudo isso é meu?

A resposta que nos dá o ensinamento, com a lição:

Tenho de aceitar a Expiação para mim mesmo e nada mais. Deus já fez todas as coisas que precisam ser feitas. E eu tenho de aprender que não preciso fazer nada por mim mesmo, pois só preciso aceitar meu Ser, minha inocência, criada para mim, que já é minha agora, para sentir o Amor de Deus me protegendo do mal, para entender que meu Pai ama Seu Filho, para saber eu sou o Filho que meu Pai ama.

Isto é, como o Curso ensina em determinado ponto:

Tu não tens de fazer nada

Eu não tenho de fazer nada. Nenhum de nós tem de fazer nada. Nada, nada, nada! Nada, a não ser aceitar a Expiação [o desfazer do erro, de qualquer erro] para mim mesmo. Cada um de nós para si mesmo. E todos e cada um de nós para todos. Deus já fez tudo o que há para ser feito. Por isso, meu papel é apenas reconhecer e aceitar - ou lembrar - minha inocência. Assim como o teu e o de cada uma das pessoas todas do mundo. É só reconhecer e aceitar que continuo a ser tal como Deus me criou, e que nada do que penso ter feito, fiz ou possa vir a fazer pode modificar isso.

Isso, no entanto, como eu já disse também, exige uma disposição para treinar a mente para alcançar a percepção verdadeira. Uma percepção livre das influências do falso eu.  Uma percepção que vai nos permitir "alcançar o mundo real", o mundo que só a inocência permite alcançar. É a ele que nos remetem as práticas diárias. São as práticas que vão nos permitir dizer, na mais absoluta convicção de nossa própria inocência, como orienta a lição de hoje: Pai,

Tu, Que me criaste em inocência, não estás equivocado acerca do que sou. Eu estava enganado quando pensei que tinha pecado, mas aceito a Expiação para mim mesmo. Pai, agora meu sonho acabou. Amém.

Pois o mal só pode mesmo existir no sonho, ou melhor num pesadelo, criado pela mente equivocada do falso eu, que se vê e quer que nos vejamos separados de Deus e uns dos outros. O Curso, no entanto, nos assegura que mesmo neste mundo podemos escolher viver "o sonho feliz".

Já no "mundo real" o mal não existe. Ele só pode parecer existir na ilusão. E mesmo aí ele é apenas fruto do equívoco de nos acreditarmos de algum modo separados. A certa altura do Curso, o texto, em sintonia com a ideia das práticas de hoje, diz:

Senta-te tranquilamente e olha para o mundo que vês, e dize a ti mesmo: "O mundo real não é assim. Não tem edifícios e não existem ruas pelas quais as pessoas andam sozinhas e separadas. Não há lojas nas quais as pessoas compram um lista interminável de coisas de que não necessitam. Ele não é iluminado por luz artificial, e a noite não vem sobre ele. Não existe dia que se torne claro e depois vá escurecendo. Não há nenhuma perda. Nada do que existe deixa de brilhar, e brilha para sempre".

Repetindo: se isso nos assusta [aos egos e corpos pensamos ser], podemos até recorrer à Ciência moderna que afirma hoje em dia que "o mundo em três dimensões de paisagens, mares, edifícios e corpos humanos, apenas existe nessa forma quando nós olhamos para ele". Quando não o fazemos, ele é apenas "uma massa de campos vibratórios".

Isto, conforme já vimos também, é a mesma coisa que dizer que cada coisa que aparentemente existe, ou seja, cada coisa que percebemos com qualquer um de nossos cinco sentidos - inclusive os próprios sentidos - só existe porque a materializamos, primeiro, na mente, na consciência, e, em seguida, em nossa vida, no mundo, a partir da ideia de que ela é necessária para nossa experiência.

É por isso também que aquilo de que já não necessitamos em nosso experimentar do mundo deixa de existir, desaparece, ou morre. E mesmo que acreditemos que aquilo de que não precisamos ainda possa existir em outro lugar, em outro nível, em outra "realidade", na prática, para nós, para nossa consciência, ele já não existe mais. 

É por isso, por fim, que precisamos prestar toda a atenção de que somos capazes - toda a atenção possível - aos nossos pensamentos, conforme tenho dito às pessoas nos grupos de estudos. Pois nossos pensamentos se transformam em palavras e afirmações [ou negações] que fazemos, que reverberam com sua própria energia [e com a nossa também] e materializam as experiências por que vamos passar, as pessoas com quem vamos entrar em contato, as situações com que vamos nos defrontar. 

Para aproveitar de algo que, acho, deve ser compartilhado, e que li recentemente em um dos livros de Wayne Dyer, precisamos aprender a pensar que, como Moisés [o da Bíblia] aprendeu, de acordo com a Bíblia, EU SOU  é o nome de Deus. Então precisamos tomar todo o cuidado com o que acrescentamos a nossas falas sempre que dizemos Eu sou.

Enfim, são nossos pensamentos, para além do bem e do mal, que vão transformar em realidade aquilo por que pensamos precisar passar para o desenvolvimento de nossa consciência, para o aperfeiçoar de nosso aprendizado. E são os pensamentos que temos a nosso próprio respeito, que se materializam nas experiências que escolhemos viver, quando dizemos Eu sou

Às práticas?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

"O conhecimento sensível é enganador." [Heráclito]


LIÇÃO 336

O perdão me permite saber que as mentes são unidas.

1. O perdão é o meio designado para o fim da percepção. O conhecimento se restabelece depois que: primeiro, a percepção se modifica para, em seguida, dar lugar àquilo que permanece para sempre além de seu mais profundo alcance. Pois imagens e sons podem servir, no máximo, para despertar a memória que está além de todos eles. O perdão varre as distorções e abre o altar escondido à verdade. Seus lírios refletem a luz para o interior da mente e a chamam para voltar e olhar para dentro, para encontrar aquilo que ela procura fora inutilmente. Pois aí, e só aí, se restabelece a paz de espírito, pois essa é a morada do Próprio Deus.

2. Possa o perdão varrer meus sonhos de separação e de pecado na paz. Deixa-me, então, meu Pai, olhar para dentro e achar Tua garantia de que minha inocência se mantém; Tua Palavra permanece inalterada em minha mente, Teu Amor ainda habita em meu coração.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 336

A ideia que vamos praticar mais uma vez hoje deve servir para nos abrir os olhos, a mente e o coração para o fato de que nunca houve um momento em que nos tenhamos separado de Deus. Conforme o Curso ensina, as mentes são unidas. E o que pode nos permitir ver isso é o perdão. Ou como a ideia para as práticas diz:

O perdão me permite saber que as mentes são unidas. 

Não existem pensamentos privados. As ideias não deixam sua fonte. E a união das mentes não autoriza a pensar que existem várias mentes diferentes, uma em cada corpo, que se comunicam entre si. Não é assim! Na verdade, todos nós nos valemos de uma ligação a uma só Mente, a qual estamos conectados o tempo todo, quer conscientes disso ou não. É mais ou menos como a Matrix, que o filme mostra. 

Mesmo a mente, com "m" minúsculo, a do ego, é uma só para todos nós, aparentemente habitantes deste mundo, que pensamos ser o mesmo para todos, mas que não é, por mais que a crença na separação nos impeça de reconhecer isso. E é por isso que não existem pensamentos privados. 

Aquilo que tememos, a partir da sintonia com o sistema de pensamento do ego, que descubram de nós, que pode nos revelar, ou revelar o que pensamos ("Como sou egoísta, como sou descuidado, como sou odioso, e por aí a fora"), é o mesmo que o "outro", ou "outra" pensa. Seja este outro, ou esta outra, quem for. Existe uma unidade entre todos nós, que a maior parte do tempo não somos capazes de ver, de perceber.

Por que, então, não nos damos conta disso? Por que não experimentamos, na prática, a unidade, ou só a experimentamos em raros e fugazes instantes, a que o Curso chama de "instante santo"?

Porque estamos por demais habituados, treinados e automatizados pela crença na separação, que o ego e o mundo do ego promovem o dia inteiro, todos os dias. E porque, repetindo, como observa Guimarães Rosa, em geral, "... vivemos, de modo incorrigível, distraídos das coisas mais importantes".

Isto é, cedemos aos apelos do falso eu e nos perdemos em um mundo de coisas e pessoas aparentemente separadas, às quais atribuímos características e valores diferentes a partir de nossa percepção equivocada de umas e outras. Criticando, julgando e condenando. 

Daí, a necessidade das práticas com a ideia de hoje para podermos reconhecer, aprender e aceitar que:

O perdão é o meio designado para o fim da percepção. O conhecimento se restabelece depois que: primeiro, a percepção se modifica para, em seguida, dar lugar àquilo que permanece para sempre além de seu mais profundo alcance. Pois imagens e sons podem servir, no máximo, para despertar a memória que está além de todos eles. O perdão varre as distorções e abre o altar escondido à verdade. Seus lírios refletem a luz para o interior da mente e a chamam para voltar e olhar para dentro, para encontrar aquilo que ela procura fora inutilmente. Pois aí, e só aí, se restabelece a paz de espírito, pois essa é a morada do Próprio Deus.

E, voltando ao que eu já disse antes a este respeito, se pensarmos bem, mais dia, menos dia, havemos todos de chegar à conclusão de que as mentes são unidas, ainda que por caminhos diferentes. Ou será que algum de nós tem consciência do momento em que deixamos de perceber, de saber, que "as mentes são unidas"? Em que momento passamos a acreditar na ideia de separação? 

No mínimo, podemos pensar que em algum momento de nossa experiência neste mundo fomos convidados a olhar para alguma coisa e considerá-la melhor ou pior do que outra, deixando de vê-la como parte de um todo harmônico, no qual as partes são todas neutras e desempenham apenas o papel que lhes cabe.

É claro, repito, que este mundo de aparências em que acreditamos estar, e que cremos ser real e verdadeiro, nos oferece uma avalanche de informações e de coisas, e de provas de sua realidade - separada -, que muitas vezes nos atordoa e exige um esforço sobre-humano até para respirar de forma tranquila e pensar de forma clara.

Mas também é fato de que desde a Antiguidade, os filósofos lidam com a ideia de que a percepção que nos oferece os sentidos não é um guia confiável. Do mesmo modo que nos diz o Curso, Heráclito, filosofo que viveu há cerca de 500 anos antes de Cristo, já dizia que "o conhecimento sensível [isto é, o conhecimento aparente daquilo que se percebe pela via dos sentidos] é enganador e deve ser separado pela razão". 

Ora, isto é o mesmo que dizer que não podemos confiar nas percepções do corpo, nem acreditar na separação aparente de corpos. Ou na separação das mentes, ou mesmo em sua divisão. É só nos sonhos da ilusão deste mundo que podemos acreditar em mentes divididas. Mesmo quando o Curso nos diz que nossa mente se dividiu após a dita separação ou "queda", ele só nos diz isto para chamar a atenção para o fato de que nunca houve a separação. 

Por isso podemos dizer tranquilamente, como orienta a lição de hoje: 

Possa o perdão varrer meus sonhos de separação e de pecado na paz. Deixa-me, então, meu Pai, olhar para dentro e achar Tua garantia de que minha inocência se mantém; Tua Palavra permanece inalterada em minha mente, Teu Amor ainda habita em meu coração.

Às práticas?

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A escolha do que se quer viver pertence a cada um


LIÇÃO 335

Escolho ver a inocência de meu irmão.

1. O perdão é uma escolha. Nunca vejo meu irmão tal qual ele é, pois isso está muito além da percepção. O que vejo nele é apenas o que quero ver, porque isso representa o que quero que seja a verdade. É só a isso que reajo, não importa o quanto eu pareça ser impelido por acontecimentos externos. Escolho ver aquilo que quero ver e é isso, e apenas isso, que vejo. A inocência de meu irmão me mostra que quero ver minha própria inocência. E eu a verei, se escolher ver meu irmão em sua luz santa.

2. O que poderia devolver a memória de Ti para mim, exceto ver a inocência de meu irmão? A santidade dele me lembra de que ele foi criado um comigo e igual a mim mesmo. Nele encontro meu Ser e em Teu Filho encontro também a memória de Ti.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 335

Talvez seja conveniente, e sirva de alguma ajuda, como fizemos nos últimos quatro anos, porque já nos aproximamos do final de mais um destes que medimos por um calendário de dias, recapitular algumas ideias de lições que, a meu ver, têm algo a acrescentar a nossa reflexão com as práticas da ideia de hoje. Recapitulo, pois, apesar de alguma pequenas mudanças, inclusive o título dado à postagem no ano passado. Vejamos, então: 

Escolho ver a inocência de meu irmão.

Vamos pois, mais uma vez, recapitular os comentários anteriores a esta mesma lição e as ideias que, acredito, podem nos levar a aprofundar a reflexão e, ao mesmo tempo, oferecer exemplos bem claros da coerência do ensinamento. E, desde já, como também fiz anteriormente, peço-lhes mais uma vez que me perdoem se o comentário parecer demasiado longo. Fiquem, por favor, só com a lição e com as práticas da ideia, se lhes parecer melhor.

A primeira delas é a ideia da lição 22, lembram?: O que eu vejo é uma forma de vingança. De acordo com o que aprendemos na lição 312, "a percepção vem depois do julgamento". Isto é, só depois que damos um nome à coisa, ou atribuímos um valor ou uma qualidade à pessoa para quem olhamos, é que as vemos. E as vemos de um modo que representa aquilo que queremos que seja a verdade a respeito delas, tanto das pessoas quanto das coisas, ou das situações por que passamos ou vemos alguém passar.

A segunda é a da lição 34: Eu poderia ver paz em vez disso. A prática desta ideia juntamente com a da ideia de hoje serve para reforçar em nossa consciência a ideia de que, conforme o Curso afirma: Existe outro modo de olhar para o mundo. E para todas as coisas e pessoas que existem no mundo. Um modo que pode nos devolver a segurança, a serenidade, a paz e a alegria, que são nossa herança natural.

A terceira das ideias que me ocorre como forma de aprofundar e estender as práticas da ideia da lição de hoje é a da lição 138: O Céu é a decisão que tenho de tomar. Cabe aqui nos perguntarmos - cada um de nós para si mesmo - "o que é o Céu para mim"?

Não seria viver o Céu, olhar para meu irmão ou irmã, seja qual for a forma com que ele, ou ela, se apresente, e ver apenas sua inocência, isto é, ver nele, ou nela, apenas a manifestação do divino? Há como se experimentar isso? Há! - diz o Curso. Mas temos de tomar a decisão e mantê-la, "no matter what", quer dizer, não importa o que aconteça. Não importa que obstáculos se interponham entre nossa decisão e o necessário para cumprir o compromisso que assumimos ao tomá-la.

E aqui entra a quarta das ideias relacionadas à de hoje para recapitulação. É a da lição 152: O poder de decisão é meu. Aí já não há mais como fugir. É preciso que reconheçamos que não vivemos o Céu apenas porque ainda não nos decidimos por isso. Mais: esta ideia nos ensina também não haver ninguém, a não ser a nós mesmos, a quem responsabilizar. Ninguém é culpado de nada. O que acontece apenas é que ainda não tomamos a decisão. Devemos nos culpar por isso? Não! Muitas vezes não sabemos como fazê-lo. Muitas vezes pensamos que já a tomamos, mas as experiências se apressam a nos mostrar coisas diferentes do Céu. São as práticas diárias que podem nos ajudar, sem dúvida -, e muito.

A última das ideias, então, que gostaria que revíssemos, para finalizar este comentário, é a da lição 253: Meu Ser é o soberano do universo. E aqui, creio, cabe até voltar às primeiras frases desta lição específica. Que são as seguintes:

É impossível que qualquer coisa não solicitada por mim mesmo venha a mim. Mesmo neste mundo, sou eu que governo meu destino. Aquilo que eu desejo é o que acontece. O que não acontece é aquilo que não quero que aconteça.

Dito isto, resta nos voltamos para as práticas com a ideia de hoje: Escolho ver a inocência de meu irmão. E a lição começa dizendo, ainda que de modo diferente, a mesma coisa que nos dizem as lições que trouxemos de volta à lembrança: 

O perdão é uma escolha

Isto é, somos nós - cada um de nós a sua própria maneira -, e apenas nós, que podemos decidir aquilo que queremos viver. E isto é livre arbítrio. 

E continua:

Nunca vejo meu irmão tal qual ele é, pois isso está muito além da percepção. O que vejo nele é apenas o que quero ver, porque isso representa o que quero que seja a verdade. É só a isso que reajo, não importa o quanto eu pareça ser impelido por acontecimentos externos. Escolho ver aquilo que quero ver e é isso, e apenas isso, que vejo. A inocência de meu irmão me mostra que quero ver minha própria inocência. E eu a verei, se escolher ver meu irmão em sua luz santa.

É por isso que, por mais que queiramos, em determinadas ocasiões, não podemos abrir mão de nossa responsabilidade por qualquer coisa que se apresente a nossa consciência. Pois ninguém, mas ninguém mesmo, pode escolher ou decidir por nós, a não ser quando, equivocados, entregamos a outro o poder que nos pertence por direito. E, mesmo assim, temos de assumir a responsabilidade por aquilo que o outro fez com o poder que lhe demos.

Só teremos de volta, porém, o poder que nos pertence, quando tivermos de volta a memória de Deus em nós. Com ela poderemos desfrutar de tudo o que nos pertence como filhos d'Ele.  quando formos capazes de tomar a decisão de perdoar o mundo e ver a inocência do filho de Deus, e de entregar a Ele toda a nossa vida, dizendo, como orienta a lição:

O que poderia devolver a memória de Ti para mim, exceto ver a inocência de meu irmão? A santidade dele me lembra de que ele foi criado um comigo e igual a mim mesmo. Nele encontro meu Ser e em Teu Filho encontro também a memória de Ti.

Vamos, então, aprofundar a reflexão acerca do que queremos? Acerca do que estamos fazendo para chegar lá? Até quando vamos apelar para o auto-engano, dizendo a nós mesmo que estamos fazendo tudo o que podemos? Que não conseguimos fazer mais? Lembremo-nos daquela instrução que diz que "não consigo" é sinônimo de "não quero". 

Às práticas?