terça-feira, 7 de janeiro de 2014

"Nada do que pertence ao tempo tem significado."


LIÇÃO 7

Eu vejo só o passado.

1. É particularmente difícil acreditar neste ideia a princípio. Porém, ela é a base lógica para todas as anteriores. Ela é a razão pela qual nada do que vês significa coisa alguma. 
Ela é a razão pela qual dás a todas as coisas que vês todo o significado que têm para ti. 
Ela é a razão pela qual não entendes nada do que vês.
Ela é a razão pela qual teus pensamentos não significam nada, e a razão pela qual eles são como as coisas que vês. 
Ela é a razão pela qual tu nunca estás transtornado pelo motivo que imaginas.
Ela é a razão pela qual tu estás transtornado porque vês algo que não existe.

2. É muito difícil mudar ideias antigas a respeito do tempo, porque tudo aquilo em que acreditas está radicado no tempo e depende de não aprenderes estas ideias novas a respeito dele. No entanto, é justamente por isso que precisas de ideias novas acerca do tempo. Esta primeira ideia a respeito do tempo não é, de fato, tão estranha quanto pode parecer de início.

3. Olha para uma xícara, por exemplo. Tu vês uma xícara ou simplesmente revês tuas experiências passadas de pegar um xícara, de estar com sede, de beber de uma xícara, de sentir a borda de uma xícara contra teus lábios, de tomar o café da manhã e assim por diante? Tuas reações estéticas à xícara não são também baseadas em experiências passadas? De que outra forma saberias se esse tipo de xícara se quebraria ou não se a deixasses cair? O que sabes a respeito dessa xícara exceto aquilo que aprendeste no passado? Tu não tens nenhuma ideia do que essa xícara é, a não ser pelo teu aprendizado passado. Então, tu a vês realmente?

4. Olha ao teu redor. Isso é igualmente verdadeiro a respeito de qualquer coisa para a qual olhes. Reconhece isso aplicando a ideia de hoje indistintamente para o que quer que capte teu olhar. Por exemplo:

Eu vejo só o passado neste lápis.
Eu vejo só o passado neste sapato.
Eu vejo só o passado nesta mão.
Eu vejo só o passado naquele corpo.
Eu vejo só o passado naquele rosto.

5. Não te demores em nenhuma coisa em particular, mas lembra-te de não omitir nada de modo específico. Olha rapidamente para cada sujeito e, em seguida, passa para o seguinte. Três ou quatro períodos de prática, que durem aproximadamente um minuto cada, serão suficientes.

*

COMENTÁRIO:

Começo a introduzir o comentário de Tara Singh para esta lição, agradecendo os comentários das colegas Lena e Eliane à lição 5. 

Grato a Lena por ela nos lembrar de que é sempre a gratidão que nos aproxima uns dos outros e de Deus, e que pode permitir que olhemos para cada lição como uma nova oportunidade de escolher viver o Céu na terra, viver a paz, o amor e a alegria, que são o estado natural do Filho de Deus.

Quanto à pergunta de Eliane, o que dizer? Para o UCEM os pensamentos que temos normalmente não são os nossos verdadeiros pensamentos. O mundo de aparências que vemos não existe senão como projeção daquilo que trazemos internamente.

Nossos verdadeiros pensamentos são aqueles que temos com Deus. Pensamentos dos quais a maior parte do tempo não temos ciência. O Curso não diz nada a respeito da arte, mas olhando amorosamente para todas as manifestações humanas, creio que podemos dizer que o artista não faz nada mais do que exprimir aquilo que o pensamento que ele pensa com Deus o leva a exprimir.

Talvez por isso possamos interpretar a frase de Matisse citada como sendo o reconhecimento inconsciente de que a cabeça do artista - Matisse, no caso - buscava exprimir a luz que o pensamento de Deus lhe permitia ver. Obrigado, Eliane, por compartilhar e dividir conosco suas intuições. Acho que a lição de hoje também traz algumas respostas a sua questão.   

Vamos, pois, hoje, mais uma vez, para nos aproximarmos da ideia para as práticas com um olhar mais tranquilo, dar novamente nossa atenção ao que nos diz Tara Singh em seu texto:

Explorando a LIÇÃO 7


"Eu vejo só o passado."

Isto deve verdadeiramente te atingir. Não leias mais. Dá espaço a ti mesmo.

Eu vejo só o passado.

À medida que lhe dás atenção começas a reconhecer a verdade disto. Descobres, por exemplo, que não podes te livrar do que pensas a respeito de uma pessoa, bem ou mal. Então, não podes vê-lo ou vê-la.

Não fiques apenas lendo. Descobre se isso é verdade. Perceberás que, se não podes te livrar de tua opinião acerca de alguém, Eu vejo só o passado é um fato.

Vamos agora um pouco mais fundo. Descobrimos que vemos só o passado, não vemos o presente de modo algum. Como podemos nos ligar ao presente se estamos sempre no passado? Nosso saber é do passado, nossas mágoas são do passado, nossa gratidão é do passado. Como podemos saber o que é gratidão, se vivemos no passado? Então há muito a se explorar, não é mesmo? Já fomos desafiados, e mal começamos a ler a lição.

Alguma vez já estiveste no presente? Pergunta a ti mesmo. Podes lembrar um instante de perigo - quando sentiste que te afogarias ou que serias picado por uma cascavel? Naquele instante estiveste no presente, não? Quando quase foste atropelado, tiveste de te mover rapidamente. Foi teu aprendizado da experiência do passado ou alguma outra habilidade que entrou em ação?

Na iminência do perigo tu apelas para uma inteligência que é independente do passado. É uma ação instantânea, mais veloz do que o pensamento, e imprevisível. Tu não sabes o que vais fazer.

Uma noite, depois do escurecer, eu estava caminhando com um amigo em Chandigarh, na Índia. Pisei numa naja. Pulei tão alto que só o capelo da naja bateu em meu calcanhar. Foi assim que fui salvo. Percebes quão rápido são teus reflexos? Tu ages! Não vais te perguntar: "Será que pisei num graveto? Isto é uma corda"?

Há também uma ação de Vida, criativa e involuntária, dentro de ti, que ajusta tua energia. Para entrar em contato com essa ação criativa, tens de trazer teu cérebro ao silêncio total. No silêncio, essa energia pode ser concentrada sempre que a orientares. Podes imaginar que alegria é ser criativo desta forma, estar inteiramente no presente? Tu ficas tão concentrado que o passado não te toca.

Eu vejo só o passado.

Tu e eu podemos descobrir isto diretamente. Á medida que te tornas sério a respeito da lição, gradualmente o questionamento interno começa: "Como posso estar no passado, se estou pensando a respeito de amanhã?" Mas isso é o passado também. Foi o passado que inventou o amanhã. O fato é que, de verdade, só vês o passado. Não podes sair disso; é como areia movediça. Mesmo querendo sair dele é o passado.

Tu tens de chegar a um desejo ardente. Tens de chegar ao momento decisivo.

Eu vejo só o passado.

É particularmente difícil acreditar neste ideia a princípio. Porém, ela é a base lógica para todas as anteriores. Ela é a razão pela qual nada do que vês significa coisa alguma. 

Ela é a razão pela qual dás a todas as coisas que vês todo o significado que têm para ti.


Ela é a razão pela qual não entendes nada do que vês.

Ela é a razão pela qual teus pensamentos não significam nada, e a razão pela qual eles são como as coisas que vês.

Ver só o passado te limita. Condicionado e controlado pelo hábito, não estás vivo para presente. Não há nada de novo naquilo que fazes, hoje ou em qualquer momento de tua vida. Sentes o tormento desta condição?

Toda a ajuda do Céu te envolverá, se estiveres decidido a aplicar a lição de hoje neste dia mesmo.

Eu vejo só o passado.
Ela é a razão pela qual tu nunca estás transtornado pelo motivo que imaginas.

Ela é a razão pela qual tu estás transtornado porque vês algo que não existe.

Podes imaginar isso? Estás transtornado porque só vês o passado. Alguma vez estás, ou quem quer que seja, no presente? No presente, ninguém jamais faz nada.errado. Como podes castigar outra pessoa? As razões que pensas ter para ficares transtornado são razões do passado.

Seremos iguais aos animais? Os animais, com seus instintos, vivem no passado. Por que razão nós, seres humanos, queremos viver no passado, se podemos viver no presente que não é contaminado pelo passado? Não queremos andar no presente porque estamos presos a nossos gostar e desgostar, porque amamos nossos hábitos.

É muito difícil mudar ideias antigas a respeito do tempo...

Curso diz "muito difícil". Encontrei, em minha vida, duas extensões de Deus e ambas me disseram a mesma coisa: "As pessoas raramente, se alguma vez, mudam." Por isso, a fim de mudar, temos realmente de colocar todo o nosso coração nisso.

 É muito difícil mudar ideias antigas a respeito do tempo, porque tudo aquilo em que acreditas está radicado no tempo...

Se realmente víssemos que nossas crenças estão radicadas no tempo, isso nos perturbaria de forma tão profunda e nos tornaria tão infelizes que arderíamos de desejo para escapar. Como podemos ler esta lição e não chegarmos ao momento decisivo? Com nossas mentes no passado, nunca conheceremos o bem, o amor, Deus, justiça, auto-confiança, ou gratidão; nunca conheceremos o Curso.

Agora a lição nos instrui:

Olha para uma xícara, por exemplo. Tu vês uma xícara ou simplesmente revês tuas experiências passadas...  O que sabes a respeito dessa xícara exceto aquilo que aprendeste no passado? Tu não tens nenhuma ideia do que essa xícara é, a não ser pelo teu aprendizado passado. Então, tu a vês realmente?

Dá um lápis a um aborígene. É provável que ele o jogue fora! Nada no passado dele lhe diz que o lápis tem valor. Ele pode mostrar algum interesse por aquela coisa macia em uma das pontas e pela tira de metal que a prende porque nunca viu coisa parecida.

Por que nunca nos perdemos na maravilha das coisas? Por que não achamos em nós a originalidade para olhar para uma coisa no presente? Podemos permitir que a rosa nos apresente ao todo, à totalidade da criação? A rosa não está separada do sol ou do orvalho. Em um único instante ela pode nos apresentar à força vital do presente.

No presente - em um lapso de tempo infinitamente breve - quantos pássaros voam de um galho a outro? Quantos peixes se lançam daqui para lá? Quantas batidas o coração dá neste espaço de tempo? Quanta energia!

Ficamos felizes na medida da atenção que damos a alguma coisa. Eu atravesso a rua só para ver uma rosa. Vi uma rosa particularmente bela, cor de açafrão, no pé de um arbusto com muitos espinhos. Tinha um perfume delicioso.

Quão extraordinário que a terra possa produzir tal rosa. A beleza da terra se exprime nas flores. Como elas surgem? Quem poderia imaginar em transformar folhas caídas em solo para nutrir coisas vivas? É um ciclo que continua eternamente.

"Eu vejo só o passado neste sapato."
"Eu vejo só o passado naquele corpo."

Eu dou significado ao corpo em termos daquilo que sei que o corpo pode fazer. No entanto, para alguma coisa ter significado real, ela tem de pertencer à Realidade. A Realidade está além do tempo; ela não muda. Por isso todas essas coisas - o lápis, o sapato, o corpo - não têm nenhum significado.

Para estar no presente, temos de abandonar o passado. Abandonar é nossa dificuldade desde o início do tempo.   É o único problema; não há nenhum outro. Estar no presente é bem simples uma vez que reconheçamos que só vemos o passado. Mas nós o tornamos complicado. Dizemos: "Tenho de pensar a respeito"; desta forma, permanecemos no passado.

É nossa responsabilidade perceber que nós continuamos o passado, e que nós temos de pôr fim a ele. Para conhecermos nossa infinitude, precisamos desfazer o passado. Ninguém pode desfazer o passado sem a ajuda do Espírito Santo. Quando descobrimos que precisamos da ajuda d'Ele e a invocamos, a ação do Espírito Santo põe fim ao passado e ao futuro e nos traz ao presente.

Certifica-te de que tens a capacidade de receber e de prestar atenção na ajuda do Espírito Santo; do contrário, não a peças. Perderás a fé e teu pedido se tornará um ritual. Normalmente pedimos ajuda sem a capacidade de receber; nós o fazemos simplesmente como uma obrigação. Mas, sob a obrigação, continua a existir um anseio profundo que, em primeiro lugar, nos trouxe ao Curso.

Quando pedires ajuda ao Espírito Santo, fica em silêncio por um instante e vê realmente se a queres ou se estás apenas tentando te convencer. Certifica-te de que estás atento. Descobre, então, se estavas. Se não estavas, descobre que foste desonesto.

Nalgum lugar em cada um de nós há um anseio por um professor. Se reconheceres o Curso, vais percebê-lo como a resposta a tua prece. Agora, quando pedires ajuda, tens a capacidade de receber. E tu o lês de modo diferente.

Precisamos chegar à paixão para deixar para trás tudo o que está radicado no tempo, pois nada do que pertence ao tempo tem significado. Uma vez que percebas claramente a verdade disso, tu és um santo. E a terra não é a mesma com um santo sobre ela.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

As bênçãos e as Forças do Universo são nossas


LIÇÃO 6

Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.

1. Os exercícios com esta ideia são muito parecidos aos anteriores. Novamente, é necessário dar nome tanto à forma de transtorno (raiva, medo, preocupação, depressão e assim por diante) quanto à fonte percebida de forma muito específica para qualquer aplicação da ideia. Por exemplo:

Eu estou com raiva de _______ porque vejo algo que não existe.
Eu estou preocupado com _______ porque vejo algo que não existe.

2. A ideia de hoje é útil para a aplicação a qualquer coisa que pareça te transtornar e, para este fim, pode ser usada com proveito ao longo do dia. No entanto, os três ou quatro períodos de prática pedidos devem ser precedidos de mais ou menos um minuto de busca mental, como antes, e pela aplicação da ideia a cada pensamento de transtorno descoberto na busca.

3. Mais uma vez, se resistires a aplicar a ideia a alguns pensamentos de transtorno mais do que a outros, lembra-te dos dois avisos expressos na lição anterior:

Não há nenhum transtorno pequeno. Todos eles
perturbam minha paz de espírito do mesmo modo.

E:

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar
as outras. Então, para os objetivos destes exercícios, vou
considerá-las todas como a mesma.

*

COMENTÁRIO:

Vamos hoje continuar a exploração das lições que o Curso nos apresenta para as práticas, orientados mais uma vez por Tara Singh, para uma reflexão um pouco mais profunda do que habitualmente. Para questionarmos de que forma estamos nos aproximando do Curso e das lições. Vamos lá, então?


Explorando a LIÇÃO  6

"Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe."

Se ficamos transtornados porque vemos alguma coisa que não existe, devemos estar reagindo a alguma coisa que projetamos. O transtorno está em nós. Em razão de ele estar em nós, só nós podemos lidar com ele.

Todas as razões que damos para nosso transtorno não são verdadeiras porque pertencem ao passado. Sempre que voltamos ao passado vemos apenas isso - a memória de outra pessoa, acontecimento ou situação a que podemos culpar. Mas não há nenhum "outro" no presente.

Podemos morrer para o ontem? A ação de cada lição de Um Curso em Milagres traz todos os ruídos do ontem ao presente e os silencia. Chegamos à paz. A questão é sempre interna.


Os exercícios com esta ideia são muito parecidos aos anteriores. Novamente, é necessário dar nome tanto à forma de transtorno (raiva, medo, preocupação, depressão e assim por diante) quanto à fonte percebida de forma muito específica para qualquer aplicação da ideia.

Curso diz para ser específico. Podemos experimentar e descobrir por nós mesmos o quanto ser específico e correto nos dá mais energia? A força de palavras precisas é que elas não podem ser desfeitas. Mais que isso, elas dissipam tanto o passado quanto o futuro. Quando somos realmente precisos, somos, então, capazes de conhecer alguma coisa além do conhecimento relativo, além de nossos gostar e desgostar, além do reino de nossos transtornos.

Lemos agora:   

Por exemplo: Eu estou com raiva de _______ porque vejo algo que não existe.


O que a lição quer dizer com Por exemplo...? Quer dizer que não é suficiente apenas repetir a lição sem fazer os exercícios. Temos de encontrar tempo para praticar realmente a lição.

Isto não é tão difícil e, no entanto, pensamos que é. Estamos muito excitados e ocupados com outras coisas. Ou somos indiferentes e preguiçosos.

Estamos tentando, com a ajuda do Curso, trazer a lembrança de Deus a nossas vidas. Quanto a lembrança de Deus está viva em nós, nós nos tornamos eternos. Todas as coisas que, no tempo, tentam nos distrair são levada e dissipadas e somos trazidos à pureza. Podemos, então, dizer ao tempo: "Tu não podes me controlar, eu sou uma pessoa diferente".

Nosso trabalho verdadeiro é descobrir o que nos impede de fazer a lição de um modo bem completo.Este auto-conhecimento não precisa nos tornar indefesos; ele deve despertar nossa confiança.

A lição continua:

Eu estou preocupado com _______ porque vejo algo que não existe.

A ideia de hoje é útil para a aplicação a qualquer coisa que pareça te transtornar e, para este fim, pode ser usada com proveito ao longo do dia.

Tu podes estar dizendo: "O que o Curso pensa, que eu não tenho mais nada a fazer hoje? Eu fiz a lição pela manhã, isso não é suficiente"? Nós não temos tempo para a lição. Nossa raiva, depressão e preocupação nos mantêm ocupados. Somos tão relutantes para fazer a correção interna que nem ao menos perguntamos o que é correção.


Os três ou quatro períodos de prática pedidos devem ser precedidos de mais ou menos um minuto de busca mental, como antes, e pela aplicação da ideia a cada pensamento de transtorno descoberto na busca.

Um minuto de busca mental é um longo tempo para uma pessoa preguiçosa. Preferimos tomar um tiro na perna. Quão resistentes nós somos!

Ao praticar a lição, estamos tentando ampliar os intervalos de silêncio entre os nossos pensamentos. Se estivermos ansiosos, os intervalos se estreitam e nossos pensamentos enchem o espaço como um enxame de abelhas. Mas, à medida que começamos a relaxar, os intervalos de silêncio entre os nossos pensamentos se expande de modo muito natural. É possível quebrar o encanto do pensamento. Então nossas palavras se tornam profundas.

Vamos descobrir a pureza do espaço não tocado pelo pensamento. Um dia não haverá nada que possa nos tirar de lá. Nós simplesmente iremos para o pensamento, completaremos o que quer que seja que o pensamento tenha de fazer, e voltaremos para o "nosso lugar" - o reconhecimento de que somos eternos. Aqui, na terra, fazemos o que é preciso ser feito, mas voltamos para o Céu para ficarmos à vontade.

Agora a lição diz:

Se resistires a aplicar a ideia a alguns pensamentos de transtorno mais do que a outros, lembra-te dos dois avisos expressos na lição anterior:

Não há nenhum transtorno pequeno. Todos eles
perturbam minha paz de espírito do mesmo modo.

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar
as outras. Então, para os objetivos destes exercícios, vou
considerá-las todas como a mesma.

Não há pequenos transtornos.

Nosso cérebro exagera a irritação de um transtorno do mesmo modo que nos arranhamos quando sentimos a coceira. Ver simplesmente que exageramos e promovemos o transtorno é tudo o que precisamos fazer. Não precisamos reprimir nossas sensações ou saber qualquer coisa a mais. Esta consciência é uma ação impessoal.

Observa que o Curso dá ênfase à paz de espírito. Precisamos olhar para qualquer coisa que nos perturbe e nos prive da paz. A menos que estejamos em paz - que é nosso estado natural -, não haverá paz no mundo. Nós somos responsáveis pela continuidade da corrida armamentista, pela guerra, por todas as coisas que acontecem no mundo exterior.

Em lugar de inventar causas e tentar mudar o mundo - e, por consequência, ampliar a tensão e o atrito - por que não vimos nós mesmos à  paz? Esta é a única ação verdadeira que podemos empreender. É quando ficamos frustrados, somos ambiciosos ou estamos insatisfeitos que queremos inventar causas. Quando tu e eu estamos em paz, estendemos essa paz a tudo à volta de nós.

Enquanto nos fazemos cegos com transtornos projetados, negamos a nós mesmos a visão da Realidade. Temos de nos decidir a pôr um fim no passado para chegar ao novo.

Quanto maior espaço e vagar dermos a nossa leitura do Curso, maior a chance que temos de receber seu Verdadeiro Conhecimento. De início, resistimos, porque somos criaturas do hábito. Mas podemos nos decidir a despertar a consciência em nós, que os sentidos do hábito de nosso corpo não podem ignorar totalmente. Isso é o começo da honestidade na vida.

Um Curso em Milagres chega como uma dádiva de Deus a Seu Filho, para despertá-lo do sono do esquecimento. Se estamos decididos a despertar, temos as bênçãos e as Forças do Universo por trás de nós.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Como vais achar a paz dentro de ti sem as lições?


LIÇÃO 5

Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

1. Esta ideia, como a anterior, pode ser usada com qualquer pessoa ou acontecimento que penses estar te causando dor. Aplica-a de modo específico a qualquer coisa que acredites ser a causa de teu transtorno, usando a descrição da sensação em quaisquer termos que te pareçam exatos. O transtorno pode parecer ser medo, preocupação, depressão, ansiedade, raiva, ódio, ciúme, ou ter inúmeras formas todas as quais serão percebidas como diferentes. Isso não é verdade. Entretanto, até aprenderes que a forma não importa, cada uma é um sujeito adequado para os exercícios do dia. Aplicar a ideia a cada uma delas separadamente é o primeiro passo para o reconhecimento de que, em última instância, elas são todas a mesma.

2. Quando utilizares a ideia de hoje para uma causa percebida como específica de um transtorno em qualquer forma, usa tanto o nome da forma com que vês o transtorno quanto a causa a que tu o atribuis. Por exemplo:

Eu não estou com raiva de __________ pela razão que imagino.
Eu não estou com medo de __________ pela razão que imagino.

3. Mas, novamente, isso não deve substituir os períodos de prática em que primeiro examinas tua mente em busca das "fontes" do transtorno no qual acreditas e as formas de transtorno que pensas resultarem delas.

4. Nestes exercícios, mais do que nos anteriores, podes achar difícil não fazer distinções e evitar conferir a alguns sujeitos peso maior do que a outros. Talvez ajude se antes dos exercícios declarares:

Não há nenhum transtorno pequeno. Todos eles
perturbam minha paz de espírito do mesmo modo.

5. Em seguida, examina tua mente em busca de qualquer coisa que esteja te angustiando, independente de quanta aflição, muita ou pouca, imagines que isso esteja causando.

6. Também podes te descobrir menos disposto a aplicar a ideia de hoje a algumas fontes de transtorno percebidas do que a outras. Se acontecer isso, pensa primeiro no seguinte:

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar
as outras. Então, para os objetivos destes exercícios, vou
considerá-las todas como a mesma.

7. Em seguida, investiga tua mente por não mais do que cerca de um minuto e tenta identificar algumas forma diferentes de transtorno que estejam te perturbando, independente da importância relativa que possas dar a elas. Aplica a ideia para hoje a cada uma delas, usando tanto o nome da fonte do transtorno conforme o percebes quanto o da sensação do modo com que o experimentas. Outros exemplos são:

Eu não estou preocupado com __________ pela razão que imagino.
Eu não estou desanimado com __________ pela razão que imagino.

Três ou quatro vezes durante o dia é suficiente.

*

COMENTÁRIO:

E então? Prontos mais uma vez? Tara Singh continua a ter muito a nos ensinar a respeito da forma como devemos nos aproximar das lições, para que elas sejam proveitosas ao máximo e para nos mostrar de que modo podemos fazer as mudanças necessárias para nos tornarmos mensageiros de Deus, exemplos vivos da salvação do mundo. 

É como nos diz Cida - obrigado, Cida, por comentar, em seu comentário à lição de ontem. Há que praticar e praticar. Só assim poderemos ter alguns vislumbres da verdade do que somos. Acordar do pesadelo em que aparentemente vivemos, e que não é real.

Mas tudo depende sempre de nossa decisão de dar o primeiro passo. E de continuar a caminhar. Alertas. Abertos a tudo e sem nos apegarmos a nada.

É hora pois de irmos, de novo, para uma nova lição:

Explorando a LIÇÃO 5

"Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino."

Esta lição pode nos liberar de toda depressão, tristeza e dor.

Novas energias se apresentam que nos tornam mais receptivos à bênção que o Curso traz a nossas vidas. A consciência desta bênção nos ajuda a perceber de forma clara que nunca estamos transtornados pela razão que imaginamos. Por isso, não precisamos nunca ficar transtornados por qualquer coisa exterior.

Todos nós temos uma habilidade ou clareza chamada "razão" que pode corrigir nossas percepções equivocadas ou reações. De acordo com as Leis Eternas,a função da razão certa é corrigir o erro. A razão certa quer nos mostrar que apenas nossas interpretações equivocadas podem nos transtornar.

Imagina que estejas com ciúme, com raiva ou com medo.Neste instante, se puderes dizer: "Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino", poderias permanecer transtornado? Certamente não. Estas palavras te libertariam porque representam o Pensamento Absoluto.

Tu podes aceitar isso intelectualmente, mas espera até te envolveres em uma situação de estresse. A última coisa que vais dizer é: "Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino". Tu preferes o transtorno à paz de espírito.

Temos de descobrir a causa do transtorno e a razão pela qual atribuímos o transtorno àquela causa.  

Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

É sempre alguma coisa externa que nos transtorna e nos causa dor, não é? No entanto, se a dor está em nós, como podemos culpar algo de fora? Por que não perceber simplesmente que nós estamos transtornados? A lição começa:

Esta ideia ... pode ser usada com qualquer pessoa ou acontecimento que penses estar te causando dor.

Então, há pessoas, situações e acontecimentos divertidos e aprazíveis, e há aqueles que nos causam dor.

Aplica-a de modo específico a qualquer coisa que acredites ser a causa de teu transtorno, usando a descrição da sensação em quaisquer termos que te pareçam exatos.

O Curso diz para aplicar de modo específico. Alguma vez fomos específicos em nossas vidas? Somos vagos e indefinidos a maior parte das vezes. Nossas mentes incertas nunca são factuais ou exatas. Para fazer a correção interna, precisamos chegar à precisão.

Até aprenderes que a forma não importa, cada uma [forma] é um sujeito adequado para os exercícios do dia. Aplicar a ideia a cada uma delas separadamente é o primeiro passo para o reconhecimento de que, em última instância, elas são todas a mesma.

Tu e eu temos a tarefa de reconhecer que estas sensações - ansiedade, depressão, ciúme, medo - são todas a mesma.Podemos perceber que todas elas fazem exatamente a mesma coisa? Elas nos transtornam.

Quando utilizares a ideia de hoje para uma causa percebida como específica de um transtorno em qualquer forma, usa tanto o nome da forma com que vês o transtorno quanto a causa a que tu o atribuis. Por exemplo:

Eu não estou com raiva de __________ pela razão que imagino.

Digamos que eu esteja com raiva de Connie, porque ela não faz a contabilidade direito. Se eu disser a mim mesmo: "Não se preocupe Connie, vou pedir a Sandi para fazê-lo", não há nenhuma correção. Meu medo de perda e minha falta de confiança ainda estão em mim. Eu estou com raiva porque de fato estou com medo da perda.

Eu não posso manter esta forma de transtorno e abandonar as outras.

Quão relutantes somos para chegar ao pensamento objetivo. Damos mais valor a nosso transtorno do que à paz de espírito. Podemos perceber que qualquer coisa que pensemos é uma reação? Como chegamos ao pensamento objetivo que é distinto e preciso? Ser correto é essencial. Quando somos precisos e corretos, dissolvemos a casualidade e a falta de discernimento que causa nosso aborrecimento.

Por que culpar o outro? É o ego que culpa.O Espírito Santo vê apenas a santidade da criação de Deus.

Curso insiste repetidamente que invoquemos o Espírito Santo. Temos qualquer intenção de fazê-lo? A função do Espírito Santo, cujo pensamento é diferente do nosso, é corrigir-nos. Mas não estamos interessados em ser corrigidos. Nós verdadeiramente não queremos abandonar a pressão de nossas vidas diárias. Não daremos cinco minutos à lição. Podemos perceber isto de forma clara? Isto seria uma descoberta surpreendente.

Em seguida, investiga tua mente por não mais do que cerca de um minuto e tenta identificar algumas forma diferentes de transtorno que estejam te perturbando, independente da importância relativa que possas dar a elas. Aplica a ideia para hoje a cada uma delas, usando tanto o nome da fonte do transtorno conforme o percebes quanto o da sensação do modo com que o experimentas. Outros exemplos são:

Eu não estou preocupado com __________ pela razão que imagino.
Eu não estou desanimado com __________ pela razão que imagino.

Pratica isto. Só o fato de dares espaço a ti mesmo te ajuda a sair da pressão que impuseste a ti mesmo. Esta lição desperta a iniciativa de dissipar as ilusões. Tu nunca cederias aos transtornos da depressão ou da auto-indulgência se mantivesses vivo o puro espírito deste lição.

Perda, apego, ressentimento e medo - não são todos invenções nossas? Não é complicado ou difícil; é extremamente simples. Nós ficamos transtornados por nossos pensamentos que não significam coisa alguma. Ficamos transtornados porque vivemos a partir do pensamento, e porque a paz de Deus não tem nenhuma importância para nós. Não estamos decididos a ver.

Tu valorizas a paz de espírito? Ela é de primeira importância para ti? A única paz que existe é a paz de Deus. Não há nenhuma paz no nível do ego ou da personalidade. E, para estarmos com a Vontade de Deus - com o Conhecimento Absoluto -, precisamos trazer nossas mentes a esta paz. Mas isso é a única coisa que evitamos - chegar à paz.

Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

Esta lição te apresenta a milagres que dissipam o engano. No instante em que percebes que nunca estás transtornado pela razão que imaginas, um espaço puro, intocado pelo pensamento, te é dado. Tu valorizarias tanto essa pureza que nunca voltarias ao pensamento; desejarias ficar sempre com aquele instante de eternidade.

Verias então o quanto os motivos sempre te distraem dele; o quanto o medo te mantém ocupado, o quanto a ambição e o desejo te guiam. Podes perceber que os motivos nunca te permitem ser quem realmente és?

Hoje é o dia para utilizar a energia e a vibração desta lição para acabar com todos os transtornos. Aplicá-la simplificará tua vida.

Um dia apenas é tudo o que é preciso. Uma vez aprendida verdadeiramente a lição, tu a compreendes para sempre porque ela não tem a ver com o pensamento.

Lê a lição com carinho. Liberta-te de todo transtorno. Se não o fizeres, como vais achar a paz dentro de ti?

sábado, 4 de janeiro de 2014

Confias mais nas palavras do Curso ou nas tuas?


LIÇÃO 4

Estes pensamentos não significam nada. São como
as coisas que vejo neste quarto [nesta rua,
desta janela, neste lugar].

1. Diferentemente dos anteriores, estes exercícios não começam com a ideia para o dia. Nestes períodos de prática, começa por observar os pensamentos que cruzam tua mente por cerca de um minuto. Em seguida aplica a ideia a eles. Se já estiveres ciente de pensamentos infelizes, usa-os como sujeitos para a ideia. Entretanto, não escolhas apenas os pensamentos que pensas serem "maus". Descobrirás, se te treinares a olhar para teus pensamentos, que eles representam uma mistura tal que, de certa forma, nenhum deles pode ser chamado "bom" ou "mau". É por esta razão que eles não significam nada.

2. Ao escolheres os sujeitos para a aplicação da ideia de hoje, pede-se a habitual especificidade. Não tenhas medo de usar tanto pensamentos "bons" quanto "maus". Nenhum deles representa teus pensamentos verdadeiros, que estão sendo cobertos por eles. Os "bons" são apenas sombras do que está além, e sombras tornam a visão difícil. Os "maus" são bloqueios à visão e tornam impossível ver. Tu não queres nem um, nem outro.

3. Este é um exercício muito importante e será repetido de vez em quando de forma um pouco diferente. O objetivo aqui é o de te treinar para os primeiros passos na direção da meta de separar o que não tem significado daquilo que é significativo. É uma primeira tentativa no propósito de longo alcance do aprendizado de perceberes o sem significado como fora de ti e o significativo dentro. É também o início do treinamento de tua mente para reconhecer o que é o mesmo e o que é diferente.

4. Ao usares teus pensamentos para a aplicação da ideia para hoje, identifica cada pensamento pela imagem ou pelo acontecimento central que ele contém, por exemplo:

Este pensamento sobre __________ não significa nada.
É como as coisas que vejo neste quarto [nesta
rua, e assim por diante].

5. Podes também utilizar a ideia para um pensamento particular que reconheças como prejudicial. Esta prática é útil, mas não é um substituto para os procedimentos mais aleatórios a serem seguidos para os exercícios. Contudo, não examines tua mente por mais do que um minuto aproximadamente. Tu ainda és inexperiente demais para evitar a tendência de te tornares inutilmente preocupado.

6. Além disso, uma vez que estes exercícios são os primeiros deste tipo, podes achar particularmente difícil a suspensão do julgamento em relação aos pensamentos. Não repitas estes exercícios mais do que três ou quatro vezes durante o dia. Voltaremos a eles mais tarde.

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COMENTÁRIO:

E, então, o que me dizem de explorar mais uma vez estas primeiras lições a partir dos textos de Tara Singh? Como lhes disse no ano passado, relutei um pouco antes de me decidir postá-los por pensar que vocês pudessem achá-los muito longos para um comentário. Espero que não. De qualquer modo, vamos a mais um deles hoje, pois não?


Explorando a LIÇÃO 4

Estes pensamentos não significam nada. São como 
as coisas que vejo neste quarto [nesta rua,
desta janela, neste lugar].

Quero compartilhar algo contigo - algo muito profundo. Mas me pergunto se o receberás. Se não tiveres "ouvidos para ouvir", a única coisa que ouvirás é tua própria opinião. O que anseio por compartilhar está além da opinião, até mesmo além do pensamento. É algo que se pode comunicar pelo pensamento, mas que não pode ser recebido pelo pensamento.

O que significa receber? Receber é aproveitar a energia da verdade no mesmo instante em que ela é compartilhada, e trazê-la imediatamente à aplicação para o resto de nossas vidas. Mas nós acreditamos em aprender. Aprender significa adiar. "Vou aprender agora e aplicarei mais tarde. "É assim que nós criamos o tempo.


Estes pensamento não significam nada.

Uma afirmação surpreendente, não? O que é pensamento? Pergunta a ti mesmo. Nós o usamos por toda a nossa vida. Existe qualquer coisa que teu pensamento pode dizer que signifique alguma coisa? Precisamos perceber nossa irresponsabilidade, a forma com que usamos as palavras e as tornamos sem significado.

O pensamento é uma reação - favorável ou desfavorável, positivo ou negativo. Ou ele gosta, ou não gosta de uma pessoa, de um lugar ou atividade. Ele está preso a escolhas. O que o pensamento sabe além de declaração e defensiva?

Antes de nos tornarmos reativos ou confusos, por que não sermos honestos e reconhecer que nada do que nosso pensamento diz significa muito. São só palavras, não?

Agora que compartilhei, recebeste a verdade disto?

É possível para nós descobrir diretamente que pensamento é reação e que vida é ação? A própria descoberta disto é uma ação, pois a ação remove o pensamento e percebe o falso como falso. A ação pode dizer: Estes pensamentos não significam nada.

Aplicar Um Curso em Milagres exige integridade e convicção. Nós raramente exigimos isto de nós mesmos. Mudar é muito difícil para nós. De fato, mudar é a coisa mais difícil na vida. Se, numa geração, uma pessoa muda, essa geração é uma geração afortunada. Parece que não temos a gana necessária pela verdade; não queremos, de fato, mudar. Nós queremos fazer coisas; queremos nos melhorar. Por que nos falta a paixão para aplicar o que o Curso sugere?


Começa por observar os pensamentos que cruzam tua mente por cerca de um minuto.

Quantos pensamentos te ocorreram? Dezenas, certo? Não há um só instante em que fiques livres deles. Mas o minuto em que os observas pode revelar o padrão de tua vida porque aquele minuto é o que tua vida é.

O que acontece quando começas a prestar atenção a teus pensamentos? Descobres que o pensamento te leva para longe de ti mesmo, ele te liga ao exterior, ele sempre se refere a alguma coisa. A consciência, por outro lado, te traz para mais perto de ti mesmo e te mostra como pensas. A ação da consciência é muito mais forte do que a ação do pensamento, pois a consciência é uma luz a que não se pode enganar. A consciência percebe o falso como falso.

A consciência não "faz" nada. Ela simplesmente diz: "Olha, o que estás fazendo é falso." Podes reconhecer o falso como falso, sem fazer nada a respeito? Se puderes, a ação está em curso. Perceber o falso como falso te liberta dele. Tu não fazes mais parte dele. Entretanto, apenas repetir estas palavras e pensar que as aprendeste não é ser livre.

Se nos enganamos com o "aprendizado", no final, a força do Curso está perdida para nós.

O pensamento promove a atividade; a ação da consciência desfaz a atividade. A consciência descobre que somente a Vontade de Deus não é falsa. Perceber realmente a falsidade da vida pessoal te traz à inocência. Quando a inocência diz: "Eu não sei", na verdade, está dizendo: "O pensamento não sabe". A partir dessa liberdade, nasce uma nova expressão.

A observação de teu próprio pensamento desperta o discernimento. Então, o "conhece-te a ti mesmo" vem a ser.


Descobrirás, se te treinares a olhar para teus pensamentos, 
que eles representam uma mistura tal que, de certa forma, 
nenhum deles pode ser chamado "bom" ou "mau". É por 
esta razão que eles não significam nada.

Agora podes questionar a autoridade que dás ao pensamento. Ele te governa; ele explora e manipula toda a tua vida. Agora sabes qual é o problema. E tua observação do problema te torna sério.

A lição continua para dizer que esses nem ao menos são teus pensamentos verdadeiros.


Não tenhas medo de usar tanto pensamentos "bons" 
quanto "maus". Nenhum deles representa teus 
pensamentos verdadeiros, que estão sendo cobertos por eles.

Os pensamentos que passam por tua mente pertencem à personalidade. Os pensamentos da personalidade não significam nada. Uma vez que percebas isto, eles ficam fora do caminho

Tu não tens de fazer nada acerca dos pensamentos verdadeiros; eles já estão presentes. Os pensamentos verdadeiros são aqueles que pensas com Deus. Eles vêm do espírito.

Aprender, compreender e saber vêm do pensamento da personalidade. Eles não significam coisa alguma. A clareza dentro de ti que remove o pensamento é real.

Tu virás a conhecer teus pensamentos verdadeiros se deres a ti mesmo a dádiva do silêncio. Tu dás um passo na direção de recebê-los ficando atento. Quando estás atento, os pensamentos que não significam nada começam a desaparecer. E, automaticamente, tu te tornas receptivo a teus pensamentos verdadeiros.

Tudo o que tens de fazer é chegar ao silêncio e observar a glória e a santidade de sua ação impessoal. O silêncio de apresenta à eternidade, que é sempre pura, sempre imaculada.

Que bênção teres nascido no tempo de Um Curso em Milagres, ter em tuas mãos a chave do Céu. Agora, confiarás mais nas palavras do Curso do que nas tuas?