segunda-feira, 22 de junho de 2026

Nem Deus nos pode ajudar, sem a nossa permissão

 

LIÇÃO 173

Deus é só Amor e, por isto, eu também.

1. (155) Recuarei e permitirei que Ele mostre o caminho.
Deus é só Amor e, por isto, eu também.

2. (156) Caminho com Deus em perfeita santidade.
Deus é só Amor e, por isto, eu também.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 173

Caras, caros,

É preciso já, a esta altura, que tenhamos tomado consciência de que a crença na separação que nos oferece o sistema de pensamento do ego não nos dá nada, a não ser a ilusão que se multiplica em miríades de formas e não nos leva a lugar nenhum.

Precisamos abandonar as pretensões do ego, sua vontade ilegítima de onipotência, seus desejos de se fazer Deus de se colocar como real em nossas vidas. Ele não é real. Ele não é Deus. Ele, na verdade, não existe. É necessário que aprendamos a abdicar de qualquer necessidade de controle a que ele - o ego - nos convida para permitir que o divino em nós mostre o caminho, para aprendermos ou reaprendermos a sanidade e andarmos com Deus em nossa perfeita santidade.

É isso que vamos praticar com as ideias que revisamos hoje.

"Deus é só Amor e, por isto, eu também."

São as ideias [Recuarei e permitirei que Ele mostre o caminho.] e [Caminho com Deus em perfeita santidade.] que revisamos mais uma vez nesta prática, envolvendo-as também na ideia de que Deus é só Amor e, por isto, eu também.

Na prática, o que estas ideias podem fazer por nós, uma vez mais, é mostrar-nos a importância da entrega. Isto é, como o Curso ensina, não precisamos fazer nada, se aprendermos a entregar ao divino tudo aquilo que nos cabe decidir e fazer, além, é claro, de tudo aquilo que não queremos. E, mais do que entender que não precisamos fazer nada, também é necessário que aprendamos - e que aprendamos bem aprendido - a não atrapalhar o plano de Deus para cada um e cada uma de nós. Apesar de isso não ser possível, por mais que o ego tente nos convencer do contrário.

Não sabemos nada, não temos capacidade para decidir nada com base em nossa percepção e em nossos sentidos. Daí a necessidade de recuarmos e de permitirmos que Deus, em nós, faça o que há para ser feito. Do mesmo modo, mesmo quando não estamos cientes disso, caminhamos com Deus em perfeita santidade.

É interessante, importante, porém, imperativo até, eu diria, que busquemos nos tornar conscientes da Presença de Deus em nossa vida, em nossos dias, em nossos caminhos. Caso contrário Ela, a Presença, não pode nos valer de nada. Sem nossa permissão, isto é, sem o nosso consentimento, nem Deus pode fazer nada por nós, uma vez que temos o mesmo poder que Ele/Ela. Ora, sabemos até da Física que se estuda neste mundo que duas forças de igual tamanho e contrárias se anulam. 

O poder que nos foi dado com o livre arbítrio ninguém pode desafiar, nem mesmo o Próprio Deus. Se Ele/Ela o fizesse, não teríamos, então, o dito livre arbítrio. O poder que é d'Ele/Ela e, que por ser d'Ele/Ela também é nosso, de cada um e de cada uma de nós, não pertence, todavia, à falsa imagem que fazemos de nós mesmos e de nós mesmas. Ele só se apresenta para cada um e cada uma que precisa dele quando alinhado à Vontade de Deus para nós, que, via de regra, é a nossa própria vontade também.

Podemos pensar que sabemos o que fazer, aonde ir e o que queremos, a partir do que nos diz o falso eu - o ego do Curso. Entretanto, tudo o que alcançamos até agora não nos trouxe, nem de longe a satisfação, ou a alegria, nem a paz  que julgávamos que alcançaríamos ao conseguir determinada realização. Ou alguém já chegou à plena satisfação, à paz e à alegria completas e perfeitas a partir das escolhas feitas pelo ego? 

Não? 

Por quê? 

Porque, na verdade, é óbvio para quem, de fato, quiser ver que ainda funcionamos no mundo pensando que estamos separados e separadas de Deus. Preocupados e preocupadas com o passado, um tempo que não existe mais, ou com o futuro, um tempo que ainda não existe.

Precisamos aprender, e ter sempre em mente, na medida do possível, que tudo o que podemos fazer é apenas o que fazemos agora, neste momento, no presente. Do mesmo modo, Goldsmith, falando da natureza de Deus afirma que "o que Deus não está fazendo agora mesmo não o poderá fazer nunca e ninguém o pode levar a fazê-lo". 

Ele diz que "nunca houve um tempo em que Deus não existisse e, mesmo da limitada perspectiva do olhar humano, isso significa que também nunca haverá um tempo [em] que Deus vai deixar de existir. Desta convicção nasce a consciência de que Deus é eterno. Da mesma forma não há nenhum lugar em que Deus não exista".

Em sintonia com a primeira das ideias que revisamos, Goldsmith diz que "quem compreende a natureza de Deus não pode nunca lhe pedir coisa alguma. Sabe que Deus só pode doar a Si Mesmo e este dom é suficiente para todas as nossas necessidades. Um Deus diferente deste é uma fábula inventada pelos homens". 

De novo: atenção, muita atenção: 

Um Deus diferente d'Aquele que só pode doar a Si Mesmo não passa de uma fábula inventada pelos homens, que não podem existir fora d'Ele/Ela.

Assim é que podemos pensar e praticar também a segunda das ideias para a revisão de hoje, com a convicção de que tudo o que podemos fazer é nos permitirmos caminhar com Deus "em perfeita santidade", uma vez que, como já vimos em lição anterior, Deus vai conosco aonde formos. Entretanto, é preciso que autorizemos, que queiramos sentir e viver a experiência da Presença. Precisamos dar nosso completo e total consentimento a Deus. Se não manifestarmos nossa concordância, recuando em nosso desejos baseados no sistema de pensamento do ego, nem Deus pode nos ajudar. 

Ás práticas?

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