sábado, 24 de dezembro de 2022

E se Deus só estivesse à espera de uma ligação tua?

 

14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nós é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

*

LIÇÃO 358

Nenhum pedido a Deus pode não ser ouvido nem
Deixado sem resposta. E posso ter certeza disso:
A resposta d'Ele é a única que quero realmente.

1. Só Tu, Que lembras o que realmente sou, lembras o que quero verdadeiramente. Tu falas por Deus e, por isso, Tu falas por mim. E aquilo que me dás vem do Próprio Deus. Então, meu Pai, Tua Voz também é minha e tudo o que quero é o que Tu me ofereces na forma exata que Tu escolhes que seja meu. Permite que eu me lembre de tudo o que não sei e deixa que minha voz silencie ao lembrar. Mas não me deixes esquecer de Teu Amor e de Teu cuidado, mantendo sempre Tua promessa a Teu Filho em minha mente. Não me deixes esquecer de que não sou nada, mas que meu Ser é tudo.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 358

A ideia que vamos praticar hoje chama a nossa atenção, mais uma vez, para o fato de que:

Nenhum pedido a Deus pode não ser ouvido nem
Deixado sem resposta. 

Quer dizer, não precisamos nem pedirpois basta que pensemos em algo para sermos atendidos/as, até mesmo bem antes de manifestarmos nosso desejo. Deus sabe, conhece, aquilo de que precisamos e nos dá tudo o que é necessário para vivermos a alegria que Ele quer para nós antecipadamente. Por isso é que podemos, cada um, ou cada uma, de nós, dizer, em sintonia com a lição:

E posso ter certeza disso:
A resposta d'Ele é a única que quero realmente.

Até mesmo quando o que recebemos a partir de um pedido que pensamos ter feito não se parece em nada com o que esperávamos obter por resultado, aquilo que, de fato, pedimos foi ouvido e o que recebemos é exatamente aquilo que precisávamos receber. Tanto é assim que uma das leis espirituais que se ensina na Índia, a segunda de quatro, reza [em toda e qualquer situação que se apresente]: 

Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.

Por quê?

Porque aquilo que pensamos desejar conscientemente nem sempre corresponde àquilo com que está sintonizada a energia de nossa intenção, do nosso desejo mais profundo, àquilo que sentimos. E é aquilo que sentimos, aquilo que está no mais fundo de nós como desejo muitas vezes até de modo inconsciente que faz materializar o que precisamos experimentar. 

É por isso que é interessante prestar toda a atenção de que somos capazes ao que dizemos, quando praticamos como nos orienta a lição: 

Só Tu, Que lembras o que realmente sou, lembras o que quero verdadeiramente. Tu falas por Deus e, por isso, Tu falas por mim. E aquilo que me dás vem do Próprio Deus. Então, meu Pai, Tua Voz também é minha e tudo o que quero é o que Tu me ofereces na forma exata que Tu escolhes que seja meu. Permite que eu me lembre de tudo o que não sei e deixa que minha voz silencie ao lembrar. Mas não me deixes esquecer de Teu Amor e de Teu cuidado, mantendo sempre Tua promessa a Teu Filho em minha mente. Não me deixes esquecer de que não sou nada, mas que meu Ser é tudo.

Isto é: Só Tu, o Eu Sou em mim, és quem sabe e lembra o que quero verdadeiramente.

E, agora, acho que vale a pena repetir a historinha que usei aqui no comentário dos últimos anos, adaptada de um livro chamado Orações, e que tem a ver com a ideia para as práticas de hoje.

Imagine que você mora em uma cidadezinha pequena deste país e que a vida não é um mar de rosas. Entre as coisas que o aborrecem há um buraco enorme, uma cratera, em frente a sua casa e as autoridades locais não deram a menor atenção a nenhum de seus pedidos para que o buraco fosse fechado.

Finalmente, no mais absoluto desespero e num acesso de raiva, você liga para a presidente. Para sua surpresa, a presidente atende! Você gagueja um pouco, mas explica o problema. A presidente não diz nada. E você, perturbado, desliga o telefone. Sem nenhuma expectativa.

Porém, na manhã seguinte, olha pela janela e - incrível! - há vários caminhões na sua rua. Um exército de engenheiros e operários trabalha para consertar a rua. A presidente levou a sério seu apelo e mandou suas tropas para ajudá-lo.

É isso o que significa ter suas orações atendidas.

Exceto pelo fato de que Deus é infinitamente mais poderoso do que a presidente. E pode fazer muito mais do que apenas tapar um buraco para você. Ele pode alterar - e altera a cada instante - todo o curso de toda a existência para atender a um pedido seu. Mas você precisa ter em mente que a única coisa que, de fato, quer com todas as suas forças é a resposta d'Ele, a atenção d'Ele. Fazer da Vontade d'Ele a sua. Tê-Lo em primeiro lugar.

E, como diz o livro - e o Curso também -, é bem mais fácil falar com Deus do que com a presidente. Deus está sentado ao lado do telefone esperando apenas que você faça a ligação. Esperando que você entre na sintonia d'Ele.

As práticas não são nada mais do que uma forma de fazê-la.

Quem quer ter seus pedidos atendidos nesta véspera de Natal, e em todos os dias do ano que se aproxima?

Ao telefone! Ops, quero dizer, às práticas! 

Não é a mesma coisa?


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

"Quando quiseres só amor, é só isso que verás."

 

14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nos é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

*

LIÇÃO 357

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

1. O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:


"Olha para a inocência e sê, tu, curado.

*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 357

É preciso, para começarmos as práticas de hoje, que devotemos toda a nossa atenção, mais uma vez, à ideia que as vai orientar. Uma ideia que deve e vai servir de guia e orientação para tudo o que vamos fazer durante este dia. 

Primeiro, não há - pelo menos acho que não, a esta altura - como duvidar de que: 

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

Sabemos que, na verdade, não há nada a pedir, porque tudo o que é do Pai-Mãe-Deus nos pertence. E sabemos também que, a partir do ensinamento do Curso, só nos falta aquilo que não damos. O que nos aprisiona não é nada além da ideia de que nos falta alguma coisa, o que nos leva ao apego. 

É por isso que precisamos entrar em sintonia com o que nos diz a lição de hoje, como forma de tomarmos consciência de que é o perdão, reflexo da verdade, que vai nos libertar e libertar o mundo inteiro. Pois:

O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:


"Olha para a inocência e sê, tu, curado."

Lembrando-os(as) do que escrevi no comentário dos anos anteriores a esta mesma lição, Stephen Mitchell, a quem já citei várias vezes, escreve em um de seus livros:

"O reino de Deus é como um tesouro enterrado num campo; é como uma pérola de grande valor; é como voltar para casa. Quando o encontramos, encontramos a nós mesmos, tornamo-nos donos de uma riqueza infinitamente mais valiosa do que qualquer sonho, e nos apercebemos de que podemos aguentar perder tudo mais no mundo, até mesmo (se preciso for) alguém a quem amamos mais do que a própria vida."

Isto, em meu modo de ver, é a mesma coisa que dizer que encontrar o reino de Deus é encontrar a verdade a nosso próprio respeito, que é também a verdade de que Jesus fala como sendo o meio pelo qual seremos libertados/as, pois, conhecendo a verdade, conhecemos Deus.

É a isso que se refere a ideia para as práticas de hoje. É isso que precisamos aprender, reconhecer, aceitar e pôr em prática em nossa experiência neste mundo de sentidos e formas, para sermos capazes de desenvolver e usar um novo modo de olhar para o mundo. E para tudo o que aparentemente há nele, como nos diz também Daniel Lima, de quem já lhes falei também, no seguinte poema que se  intitula: 


Barcarola da Vida

Sei que é só meu o de dentro;
se é de fora não é meu,
pois tudo faz-se-me estranho
se o amor não o torna eu.

Mas vai-se passando a vida,
as horas chegando ao fim:
e há mundos novos que esperam
surgir através de mim.

Há mundos novos possíveis,
de graça, força e paixão
de emoções jamais sentidas,
que só por mim nascerão.

(...)

Mas que fazer, se me esbarro
na dor dos limites meus,
no espaço e tempo do corpo,
que não me deixa ser Deus?

(...)

Meu Deus, o infinito é longe,
mas perto do meu desejo. 

Isto é - lembram? - a mesma coisa que dizer como o Curso ensina: "quando quiseres só amor, é só isso que verás". Quer dizer, só depende de nós chegar a Deus, porque Ele não existe fora de nós, buscá-lo fora, nas coisas e pessoas e situações do mundo, é o grande equívoco. É para dentro que precisamos voltar nosso olhar. Qual é nosso maior desejo? Deus? Alguma coisa no mundo? O amor de alguém no, e do, mundo? Lembremo-nos, uma vez mais, de que aquele, ou aquela, que põe o reino em primeiro lugar obtém tudo, tudo, tudo aquilo de que precisa. E nada pode lhe faltar. Nunca, nunca, nunca!

Às práticas?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

O que há para ser corrigido é só nossa percepção

 

14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nos é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

*

LIÇÃO 356

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

1. Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 356

Como já lhes disse em comentário anterior, li muito tempo atrás, numa das edições da revista Playboy, creio que logo no início de sua publicação no Brasil, uma entrevista com Madona, em que, entre outras coisas a respeito de religião e/ou religiosidade e crença, ela dizia que ninguém passa impunemente por uma educação religiosa nos moldes da judaico-cristã. E ela se referia em primeiro lugar à culpa, que tal educação incute nas cabeças e mentes de quem a recebe. Isso quer dizer, óbvio, que ninguém sai ileso de tal educação. Uma vez aceite o que nos ensina a maioria dos preceitos religiosos cristãos [dos judaicos não sei] - para o catolicismo, cristianismo ocidental, ressalve-se -, ao nascer deixamos de ser inocentes. Pode? 

Pode um filho de Deus nascer do pecado? Nascer pecador, necessitar de um batismo ou de um ritual qualquer para ter de volta sua inocência? Uma inocência que, na verdade, nunca se perdeu, nunca se perde e nunca se perderá, porque não pode ser de nenhuma forma maculada por quaisquer pensamentos, atos ou omissões em nossa experiência de vida. E o ensinamento cristão não para por aí, acusa-nos a todos de assassinos, pois somos, segundo ele, os causadores da crucificação de Jesus. E mais, distorcendo a mensagem de Jesus, em seu tempo, que chegou até nós nos dias atuais, afirma que só ele é filho de Deus; o restante de nós é apenas um bando de bastardos. 

E muitos, muitos, mas muitos, são levados a acreditar nisso. E isso serve como pretexto para enriquecer milhares de padres, de pastores, de igrejas, que se proclamam representantes do Senhor, arautos da salvação e que cobram taxas, dízimos, ou parcelas mensais de seus fiéis para lhes oferecer um lugar no Paraíso. Ou para livrá-los dos demônios que, na maioria das vezes, só podem ser os próprios padres, ou pastores, ou as igrejas.


Que deus pode ser este que inventaram, que precisa de oferendas de dinheiro, de bens materiais, da construção de templos luxuosos, de mármore e de ouro, para dar a salvação a quem quer que seja? E um grande número de pessoas, um número enorme de pessoas mesmo, equivocadas, acorre diuturnamente aos cultos, às missas, às rezas, aos encontros, com medo por sua alma. 

Daí a necessidade de um trabalho cada vez mais intenso para a mudança de nossa forma de pensar. Para que sejamos capazes de nos livrar dos conceitos caros ao catolicismo e a outras formas de cristianismo: entre eles o do pecado. Ou a ideia, inventada por um Santo Agostinho em crise de meia-idade, de que todo o sofrimento por que aparentemente passamos no mundo só poderia se dever a "um pecado original". Isto é, um pecado que "teríamos" todos desde antes do nascimento, apenas pelo fato de "nascermos" para este mundo de ilusões. 

É preciso, pois, que busquemos sempre mais, e cada vez com a maior atenção de que somos capazes, criar e desenvolver em nós a consciência de que

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

como nos diz a ideia para as práticas de hoje. Aliás, alegria é também sinônimo de cura e de Deus, uma vez que o Curso ensina que "curar é devolver a alegria".

A ideia que vamos praticar mais uma vez hoje ensina também que cura é um dos nomes de Deus, e que basta dizer o Nome d'Ele para que voltemos a encontrar nossa Identidade de filhos n'Ele e com Ele. Basta dizer Seu Nome para reconhecer Seu Filho, no Ser em nós, Aquele Que somos na verdade em Deus. Basta dizer o Nome de Deus para adentrarmos em Seu Reino, que é também a nossa casa, o nosso lar verdadeiro. 

A ideia para as práticas de hoje fala ainda da doença como outro nome para o pecado, algo que o Curso ensina não existir. Haverá uma contradição aí? Não, não creio. O que acontece é que, em geral, quando o Curso fala no pecado, ele quer apenas se referir ao único problema que precisamos resolver, que é a crença na separação. 

Assim, qualquer doença que percebemos só pode ser também parte da ilusão que criamos e construímos por nos acreditarmos separados/as. Na unidade com Deus, nosso estado verdadeiro, não pode existir doença. É um equívoco, portanto, rezar para que alguém se cure de qualquer doença, tanto de acordo com o Curso [isso seria dar realidade a uma ilusão], quanto com Joel Goldsmith. Tudo o que é preciso fazer é nos voltarmos para a unidade de que pensamos nos ter separado. Isto significa dizer ainda, em conformidade também com o ensinamento do ho'oponopono, que a única coisa que precisa ser corrigida é nossa percepção equivocada. 

Ou ainda, dizer, com certeza, em afinidade com as práticas deste dia:

Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele. 

Ou, mais ainda, tomar consciência de que, como diz Ken Wilber, se estivermos olhando para o mundo e vendo nele quaisquer problemas, coisas, pessoas ou situações que nos incomodem, deprimam, enfureçam, que nos deixem inquietos/as ou temerosos/as, precisamos mudar nosso modo de olhar. Pois, para o olhar correto - o crístico -, o que vemos tem apenas de nos informar.

Às práticas?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

A gente carece é de acordar do encanto do mundo

 

14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nos é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

*

LIÇÃO 355

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quando aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

1. Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 355

A ideia que vamos praticar hoje é mais do que simplesmente autoexplicativa. Ela é um facho de luz, que possui claridade e brilho ímpares. Uma luz que remete claramente à ideia de que só nós - cada um e cada uma de nós no tempo que melhor nos aprouver - podemos nos decidir pela felicidade que dura para sempre, pela paz, pela alegria e pelos milagres. 

E de que forma?

Aceitando a Palavra de Deus - em nós, porque Deus só pode existir em nós, conosco, dentro de cada um e de cada uma de nós -, que é a única decisão que temos de tomar, que pode nos levar sempre em direção ao autoconhecimento, a Deus, à experiência de uma paz e de uma alegria que não têm fim, a uma capacidade de oferecer e fazer acontecerem todos os milagres necessários para a experiência da alegria e da paz completas e perfeitas que são a Vontade de Deus para todos, todas, para cada um e para cada uma de nós. Ou como dizemos, em sintonia com a lição que praticamos:

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quanto aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

Por que não?

Conforme o Curso ensina, Deus é uma ideia, e só podemos reforçar a fé em Deus pelo compartilhar o que somos na unidade com Ele. Vivendo o Eu Sou que compartilhamos com Ele, que é o que somos.

A dificuldade para tanto está no fato de que ainda é difícil para alguns e algumas de nós - a maioria, pode-se dizer - compreender, acreditar e aceitar que, assim como Deus, nós também somos apenas uma ideia [a ideia de cada um, ou de cada uma, a respeito de si mesmo, e que na maioria das vezes é uma ideia equivocada porque baseada no sistema de pensamento do ego, o falso eu, e das evidências dadas pelos sentidos, que também são parte do sistema de pensamento equivocado do ego]. A vida que aparentemente vivemos neste mundo não tem absolutamente nada a ver com a vida que é vida verdadeiramente.

Por que esperar, então, para aceitar a Palavra de Deus, que pode nos pôr em contato com a vida, que é expressão do divino apenas? Expressão da alegria e da paz que não têm em fim.

Por que não dizer, pois, como a lição orienta?:

Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.

É a partir da aceitação de nós mesmos/as como apenas ideia que podemos aprender e exercitar a doação de nós mesmos/as de forma completa sem medo de perder coisa alguma, para só ganhar, pura e simplesmente. Pois não há nada a perder. E, como já lhes disse, citando o jagunço Riobaldo, aceitar-nos como ideia, é saber, como ele parece saber, quando diz que:

Tem horas ... que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto. As pessoas, e as coisas, não são de verdade!

Quer dizer, precisamos acordar do encanto do mundo, que é só ilusório. E mais, diz ele ainda:

O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!

Não lhes parece, então, que basta abandonarmos tudo aquilo que nos afasta da alegria e nos mantém presos/as no transe hipnótico de um mundo que não é de verdadeiro para vivermos a alegria e a paz sem fim que é nosso direito de filhos de Deus?

Por que esperar? 

Às práticas? 


OBSERVAÇÃO: Este comentário reproduz, com alguns pequenos acréscimos e alterações, quase que integralmente o comentário feito a esta mesma lição nos últimos anos, inclusive no título da postagem.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

O estado natural de filhas e filhos de Deus é a graça

 

14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nós é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

*

LIÇÃO 354

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

1. Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d'Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim.


*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 354

Estar em Cristo, com Cristo, é experimentar a graça. Ou como diz o Curso, no sétimo capítulo, a respeito do estado de graça: "A graça é o estado natural de todo Filho de Deus. Quando ele não está em estado de graça, está fora de seu ambiente natural e não funciona bem. (...) Um Filho de Deus só é feliz quando sabe que está com Deus".

É isso que vamos buscar aprender a vivenciar mais uma vez com a ideia para as práticas de hoje, em que dizemos, para começar:

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

Ou não podemos nos considerar seres da graça, que vivem pela e para a graça, a partir da consciência de que somos todos um e mesmo Filho, na Unidade com a Essência do Amor, que é o que somos?

Só a partir dessa consciência, ou da certeza de que podemos encontrá-la em nós mesmos/as, é que podemos dizer, como pede que digamos a lição:

Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d'Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim?

Sempre que fazemos calar o ego e nos deixamos envolver pelo silêncio, permitindo que a mente se esvazie de pensamentos de separação, vivemos a experiência da unidade. E podemos ter a experiência do Eu Sou, que é o que somos em Deus, na experiência da consciência do Cristo.

É a consciência desta unidade que vai permitir que vivamos o Eu Sou e que vai nos deixar dizer, como o evangelista: "já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim". Ou que vai nos levar ao estado em que vamos ser capazes de, como aconselha Joel Goldsmith em seus livros, deixar que Deus viva a nossa vida por nós. 

Por e para isso praticamos. 

Às práticas?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Não há separação entre nós, nem entre nós e Deus

 

14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nós é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

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LIÇÃO 353

Meus olhos, minha língua, minhas mãos, meus pés têm
Uma única finalidade hoje: serem oferecidos a Cristo
Para serem usados para abençoar o mundo com milagres.

1. Pai, hoje dou tudo o que é meu a Cristo, para ser usado de qualquer maneira que sirva melhor ao objetivo que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu temos um objetivo comum. Assim, o aprendizado quase chega ao fim estabelecido para ele. Trabalho com Ele mais um instante para atender a Seu objetivo. Em seguida me abandono em minha Identidade e reconheço que Cristo não é senão o meu Ser.


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COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 353

A ideia para as práticas de hoje está relacionada àquilo a que chamamos de amor, sem nem ao menos saber bem do que falamos, quando pensamos ou falamos nisso ou disso. E também está relacionada àquilo a que o ensinamento chama de entrega, que é o que se pode considerar a única forma verdadeira de amor. Isto é, o entregar-se à vida, ao si-mesmo, à si-mesma, ao outro, à outra, que é extensão e complemento do si-mesmo, ou da si-mesma, ao Ser, ao Espírito Santo, a Deus, é que é viver, de fato, na prática, o que sabemos e falamos do amor na teoria. É só a partir dessa consciência que podemos dizer, entregando-nos por inteiro:

Meu olhos, minha língua, minhas mãos, meus pés têm
Uma única finalidade hoje: serem oferecidos a Cristo
Para serem usados para abençoar o mundo com milagres.

Já pensaram quão diferente seria nossa vida se todos os dias, ao acordar para as práticas, pudéssemos dizer com todas as letras e realizar de todo o coração o propósito a que a ideia de hoje nos convida? 

Na verdade, como só nos movemos em Deus, mesmo não tendo consciência disso, nós nos movemos o tempo inteiro no amor, que é também o que somos em Deus, com Ele/Ela. Por isso é que tudo o que fazemos, e que fazemos a partir da sintonia com o Ser em nós, mesmo que não estejamos consciente de que o fazemos com o Ser, é no amor que fazemos. E precisamos ser gratos, gratas, por isso o tempo inteiro. 

Neste tempo de celebração de que nos aproximamos, e que nos prepara para o renascer do Cristo em nós, no Natal, o nascimento simbólico da criança divina, nada melhor do que nos prepararmos, cheios da mais pura gratidão de que somos capazes, para dar tudo o que temos a Cristo, em nós mesmos, a nós mesmas, dizendo com a lição:

Pai, hoje dou tudo o que é meu a Cristo, para ser usado de qualquer maneira que sirva melhor ao objetivo que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu temos um objetivo comum. Assim, o aprendizado quase chega ao fim estabelecido para ele. Trabalho com Ele mais um instante para atender a Seu objetivo. Em seguida me abandono em minha Identidade e reconheço que Cristo não é senão o meu Ser.

Muitas vezes não sabemos manifestar nossa gratidão. Achamos que um "muito obrigado"ou "muito obrigada", é muito pouco e, na falta de palavras melhores, mais grandiosas e eloquentes, acabamos por não dizer nada. Porém, quando agradecemos estamos emprestando nossa bênção ao mundo, à pessoa ou pessoas a quem agradecemos. Estamos, ao mesmo tempo, reconhecendo nossa ligação com o divino, aceitando esta ligação e contribuindo para que o mundo todo apague a crença na separação. 

E, quando pensamos em agradecer de forma sincera, reconhecendo que o outro/a outra apenas nos faz ver aspectos de nós mesmos/as que não conhecíamos antes, ou de que não tínhamos ciência, isto já é agradecimento. O gesto, quando feito de coração, é importante, mas não menos importante do que a intenção do gesto, pois, se, por alguma razão, qualquer que seja ela, o gesto não se concretiza, o universo registra a intenção e o que recebemos vem como resultado daquilo que demos, pois dar e receber são a mesma coisa, conforme já aprendemos. 

Na verdade, não estamos, não somos separados/as. Nunca estivemos nem fomos, nem nunca estaremos ou ficaremos. Nem uns dos outros, umas das outras, e nem de Deus. As distâncias que "aparentemente" nos separam devem-se apenas a escolhas que fizemos - ou fazemos - e que são só ilusórias, uma vez que, como o Curso ensina, a comunicação se dá sempre entre as mentes, e não entre corpos. Ou seja, a separação não existe.

Às práticas?