quinta-feira, 26 de março de 2020

O ego crê que o plano dele é melhor do que o de Deus


LIÇÃO 86

São estas as ideias para a revisão de hoje:

1. (71) Só o plano de Deus para a salvação funcionará.

Não faz sentido, para mim, procurar a salvação de forma descontrolada. Eu a vi em muitas pessoas e em muitas coisas, mas, quando quis alcançá-la, ela não estava lá. Eu estava errado a respeito de onde ela está. Eu estava errado a respeito do que ela é. Não empreenderei mais nenhuma busca inútil. Só o plano de Deus para a salvação funcionará. E me alegrarei porque o plano d'Ele não pode fracassar nunca.

2. Estas são algumas formas sugeridas para a aplicação desta ideia de modo específico:

O plano de Deus para a salvação me salvará de minha percepção disto.
Isto não é nenhuma exceção no plano de Deus para a minha salvação.
Que eu só perceba isto à luz do plano de Deus para a salvação.

3. (72) Guardar mágoas é um ataque ao plano de Deus para a salvação.

Guardar mágoas é uma tentativa de provar que o plano de Deus para a salvação não funcionará. No entanto, só plano d'Ele funcionará. Por esta razão, ao guardar mágoas estou jogando para fora de minha consciência minha única esperança de salvação. Não quero mais frustrar meus maiores interesses deste modo insano. Quero aceitar o plano de Deus para a salvação e ser feliz.

4. Aplicações específicas desta ideia poderiam ter estas formas:

Quando olho para isto estou escolhendo entre uma percepção equivocada e a salvação.
Se eu perceber razão para mágoas nisto, não verei razão para minha salvação.
Isto pede salvação, não ataque.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 86

Continuamos, neste segundo período de revisão que o Curso nos oferece, a voltar nosso olhar, dia a dia, para duas lições dentre as que praticamos recentemente. 

E como eu já disse antes, isto é sempre, a cada dia, uma nova oportunidade para que aceitemos os desafios que elas nos oferecem, se já não o fizemos no primeiro momento em que elas se apresentaram ou ainda na primeira vez em que entramos em contato com a ideia, e para que aceitemos também o milagre que cada uma traz, se nos dispusermos a praticá-las com toda a atenção de que somos capazes.

As que vamos explorar hoje são:

"Só o plano de Deus para a salvação funcionará."

e

"Guardar mágoas é um ataque ao plano de Deus para a salvação."

Comecemos por reconhecer e aceitar a verdade eterna que há por detrás da primeira das ideias que revisamos. Isto é, é só o plano de Deus para a salvação que pode funcionar, pois nada do que fazemos a partir da crença de que podemos estar ou ficar separados d'Ele dá certo. Nada do que fazemos, ou pensamos poder fazer, separados de Deus pode nos levar a experimentar a alegria e a paz de espírito que Ele quer para nós.

É em função disso que a lição pede para praticarmos assim: 

Não faz sentido, para mim, procurar a salvação de forma descontrolada. Eu a vi em muitas pessoas e em muitas coisas, mas, quando quis alcançá-la, ela não estava lá. Eu estava errado a respeito de onde ela está. Eu estava errado a respeito do que ela é. Não empreenderei mais nenhuma busca inútil. Só o plano de Deus para a salvação funcionará. E me alegrarei porque o plano d'Ele não pode fracassar nunca.

Em geral, acreditamos que alguma coisa fora de nós pode nos salvar ou nos ferir e matar. Uma pessoa, um emprego, uma posição social, um cargo "importante", ganhar na loteria, encontrar a pessoa certa no lugar certo, uma atividade, um governo e tantas outras coisas. Nada disso funciona de verdade, pois tudo aquilo que esperamos encontrar no mundo nos escapa pelos dedos quando o alcançamos. Todo o objetivo que estabelecemos, uma vez alcançado, pede que estabeleçamos outro, pede que busquemos ir além. Nada no mundo pode, de fato, nos dar a paz duradoura, a alegria sem fim, a não ser o divino e a sintonia com ele no interior de nós mesmos. Nenhum plano que façamos acerca de nada neste mundo pode nos salvar. 

É por isso que praticamos:

Só o plano de Deus para a salvação funcionará.

E como ele pode funcionar de forma fácil, rápida e eficiente? 

Pelo nosso reconhecimento da verdade, pela nossa decisão de abandonar todo e qualquer ataque e de nos livrarmos de toda e qualquer mágoa que possamos sentir em relação a qualquer pessoa ou coisa no mundo.

Pois,

Guardar mágoas é um ataque ao plano de Deus para a salvação.

É esta a segunda ideia que vamos praticar. É este o desafio que temos de aceitar: o de mudar nosso modo de olhar para o mundo e para as coisas do mundo para sermos capazes de perceber que tudo aqui é neutro. Nada nos pode magoar, a não ser nossos próprios pensamentos equivocados. Mesmo neste momento de aparente tensão social e política e de medo causado pela pandemia deste corona vírus, que se apresenta aos cidadãos e cidadãs deste lugar a conhecemos pelo nome de Brasil.

E as práticas nos pedem para reconhecer que:

Guardar mágoas é uma tentativa de provar que o plano de Deus para a salvação não funcionará. No entanto, só plano d'Ele funcionará. Por esta razão, ao guardar mágoas estou jogando para fora de minha consciência minha única esperança de salvação. Não quero mais frustrar meus maiores interesses deste modo insano. Quero aceitar o plano de Deus para a salvação e ser feliz.

Tudo o que vemos nas pessoas que se manifestam, em primeiro lugar, nas enraivecidas, nas que carregam e disseminam o ódio e pregam ou exercem a violência contra uns e outros não é nada mais nada menos do que mágoa. Uma ou mais mágoas que o ego esconde dos manifestantes todos estejam do lado em que estiverem, quando pregam a partir da crença na separação.

É o reconhecimento disto que pode nos levar à decisão de passarmos a empunhar apenas as bandeiras da paz, da alegria e do amor, e a abandonar de uma vez por todas o julgamento. Por reconhecermos que praticamente todos os planos que fazemos por nós mesmos, pensando-nos separados uns dos outros e de Deus, quase sempre nos levam até a beira de um abismo do qual temos muita dificuldade de voltar depois que chegamos lá, ao fundo do poço. 

Em geral, é só depois de chegarmos ao fundo do poço que, então,  vamos pensar na possibilidade - porque não vemos nenhuma outra saída nas sugestões do falso eu - de nos rendermos à ideia de voltar o olhar para dentro, para entrar em contato com o espírito em nós, para entregar a Deus aquilo que nos aflige, seja qual for o nome que damos àquela instância "espiritual" a que recorremos quando não temos mais para onde ir.

É aí que somos capazes de começar a perceber a verdade eterna que há por trás das palavras que nos traz a ideia das práticas:

Guardar mágoas é um ataque ao plano de Deus para a salvação.

Antes de chegarmos ao fundo do poço e de nos dispormos a aceitar como verdadeiras as ideias que o Curso nos oferece, quase todos tendemos a fincar pé em uma opinião, mesmo sem saber muitas vezes ao certo por que pensamos deste ou daquele modo. Outras tantas vezes também nos recusamos a ouvir o outro lado de uma questão apenas em razão de um sentimento de orgulho ferido, por medo de termos de reconhecer que o outro lado faz sentido e - caso não faça sentido -, sirva para explicar a razão para o acontecido, para o fato que nos magoou ou feriu nosso orgulho. Ou até mesmo para nos mostrar apenas outro modo de ver, um modo que pode apenas complementar a visão limitada que temos de tudo e de todos.

Em nossa ânsia por ter razão, guiados pelo ego, pensamos que sabemos o que é melhor para nós. O que é melhor para os que dividem suas vidas conosco e, num lance desenfreado de onipotência, pensamos saber o que é melhor para o mundo todo. Ah, Deus! Ora, pois, como Deus ousa não obedecer ao meu plano? Como Ele ousa acreditar que o plano d'Ele é melhor do que o meu? 

Eu sei o que quero. Sei o que é melhor para mim. E sei também o que é melhor para o mundo todo. Por que as pessoas não me dão ouvidos e resolvem se comportar de um modo que não tem nada a ver com o que seria melhor para mim - e obviamente melhor para elas, a partir de minha forma de ver as coisas? 

Não é assim que agimos, quando optamos por não dar ouvidos ao que a Voz por Deus nos sussurra aos ouvidos? Não é isso que estamos dizendo, quando contestamos um acontecimento, uma experiência, uma pessoa, uma situação que se nos apresenta? Um fato, um desastre, um acidente que chega ao nosso conhecimento? Uma pessoa que não corresponde a nossas expectativas? 

Precisamos, uma vez mais, porque nunca é demais, voltar às quatro leis espirituais que se aprende na Índia, tê-las em mente e buscar pô-las em prática, apelar a elas, em todos os momentos. 

Lembram-se de quais são elas?

1. A pessoa que vem é a certa.
2. Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.
3. Quando você começa algo, é o momento certo.
4. Quando uma coisa termina, acaba realmente. 

Manter isto em mente e aplicar as situações que surgem em nosso dia-a-dia é, sem dúvida, praticar, reconhecer e aceitar as duas ideias da lição de hoje:

Só o plano de Deus para a salvação funcionará.

Guardar mágoas é um ataque ao plano de Deus para a salvação.

Às práticas?

quarta-feira, 25 de março de 2020

Não é possível buscar, achar ou perder a verdade


LIÇÃO 85

A revisão de hoje abrangerá estas ideias:

1. (69) Minhas mágoas escondem a luz do mundo em mim.

Minhas mágoas me mostram o que não existe e escondem de mim o que quero ver. Reconhecendo isto, para que quero minhas mágoas? Elas me mantêm nas trevas e escondem a luz. Mágoas e luz não podem combinar, mas luz e visão têm de estar unidas para eu ver. Para ver, tenho de abandonar as mágoas. Eu quero ver, e este será o meio pelo qual serei bem-sucedido.

2. Formas específicas para esta ideia poderiam ser feitas destas maneiras:

Que eu não use isto como uma barreira à visão.
A luz do mundo limpará tudo isto com seu brilho.
Não tenho nenhuma necessidade disto. Eu quero ver.

3. (70) Minha salvação vem de mim.

Hoje reconhecerei onde está minha salvação. Ela está em mim porque aí está sua Fonte. Ela não deixa sua Fonte e por isto não pode deixar minha mente. Não procurarei por ela fora de mim mesmo. Ela não é encontrada fora e, em seguida, trazida para dentro  Mas, de dentro de mim, ela alcançará o que está além, e tudo o que vejo refletirá apenas a luz que brilha em mim e em si mesma.

4. Estas formas da ideia são adequadas para aplicações mais específicas:

Que isto não me tente a procurar minha salvação fora de mim.
Eu não deixarei que isto se intrometa com minha consciência da Fonte de minha salvação.
Isto não tem nenhum poder para afastar de mim a salvação.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 85

Repito, de certo modo quase completamente, o comentário feito em anos passados a esta lição.

Mesmo tendo-se sempre em mente que não é possível estabelecer uma escala de importância, isto é, não é possível classificar como de maior ou menor importância qualquer uma das ideias que praticamos [até porque já em seu início, com os Princípios dos Milagres, o ensinamento sustenta que não há ordem de dificuldades em milagres, nem um é maior ou menos do que o outro e todos são o mesmo, e se devem ao amor, que é a força que os possibilita], uma vez que uma apenas delas praticada de forma honesta e sincera, e entendida inteiramente é suficiente para nos levar à salvação, creio que as ideias que revisamos hoje estão entre as mais significativas que já praticamos até aqui.

São elas, como vemos:

"Minhas mágoas escondem a luz do mundo em mim."

E

"Minha salvação vem de mim."

O fato de nenhuma das ideias ter mais importância do que qualquer uma das outras tem relação direta com os princípios dos milagres [vide acima também], que estão logo no início do texto do Curso e fazem parte do primeiro capítulo. Em particular com aquele princípio que diz que não há ordem de dificuldades em milagres, uma vez que todos são o mesmo e todos são expressões máximas do amor. Na verdade, os milagres acontecem como expressões naturais do amor. E, em si mesmos, não têm importância. "A única coisa que importa é a Fonte deles." O amor. O que somos na verdade.

O milagre verdadeiro é o amor que os inspira.

Como vimos nas ideias que revisamos ontem, "o amor não guarda mágoas". É por isso que temos de perceber a verdade eterna que há por trás da primeira das ideias que praticamos hoje. Isto é: 

Minhas mágoas escondem a luz do mundo em mim.

Se estou magoado, ou se estou guardando mágoas deixei-me cegar pela ilusão, pela crença na separação, ao acreditar ser verdadeira a ideia de que o outro pode me atacar e ferir. A partir daí, não sou capaz de ver a luz do mundo, nem nele, nem em mim. Minhas mágoas a escondem.

É por isso que praticamos conforme a lição orienta:

Minhas mágoas me mostram o que não existe e escondem de mim o que quero ver. Reconhecendo isto, para que quero minhas mágoas? Elas me mantêm nas trevas e escondem a luz. Mágoas e luz não podem combinar, mas luz e visão têm de estar unidas para eu ver. Para ver, tenho de abandonar as mágoas. Eu quero ver, e este será o meio pelo qual serei bem-sucedido.

Aquilo que pensamos a respeito das ideias que as lições nos oferecem para as práticas tem a ver apenas com a sensibilidade de cada um, que, à vezes, faz com que uma ideia em particular, e não outra, em determinado momento, facilite nossa caminhada em direção a nós mesmos. Entretanto, como é a orientação do Curso, precisamos nos aproximar sempre de cada ideia como se fosse a primeira vez, para recebermos de forma mais fácil o milagre que cada uma delas nos reserva.

É também assim que vamos nos aproximar da segunda das ideias das práticas da lição de hoje:


Minha salvação vem de mim.

Ora, a verdade do que somos está presente aonde quer que estejamos. É por esta razão que o livro diz que "a procura da verdade não é senão a busca honesta de tudo aquilo que obstrui a verdade", que "não pode ser perdida, nem buscada, nem achada". Ela é como a sombra do homem que vai com ele aonde ele for.

Buscar a salvação aonde, então? Fora de nós? No mundo? Em alguém, em alguma coisa? Não! Há que se reconhecer onde está a salvação. E é isto que vamos fazer neste dia, em sintonia com o que nos diz a lição: 

Hoje reconhecerei onde está minha salvação. Ela está em mim porque aí está sua Fonte. Ela não deixa sua Fonte e por isto não pode deixar minha mente. Não procurarei por ela fora de mim mesmo. Ela não é encontrada fora e, em seguida, trazida para dentro  Mas, de dentro de mim, ela alcançará o que está além, e tudo o que vejo refletirá apenas a luz que brilha em mim e em si mesma.

Assim, se seguirmos a orientação do Curso, vamos poder perceber de forma clara e cristalina que as mágoas são, sem sombra de dúvida, algo - uma ilusão que construímos em nossa mente - que busca obstruir a verdade, porque as mágoas não nos deixam ver a verdade por detrás de qualquer situação com que estejamos lidando. Elas, na verdade, escondem a luz do mundo em nós [a primeira ideia] e a impedem de iluminar a situação, pondo fim à separação que aparentemente vemos.

Quanto à segunda ideia - e estou me repetindo -, também é fácil perceber que, diferentemente do que o mundo nos ensina, a salvação depende sempre apenas de nós mesmos, de cada um de nós mesmos fazendo o papel que lhe cabe, cumprindo aquilo que escolheu para si. Não importa o que outros pensem, ou digam, ou façam. Quer dizer, cada um de nós é responsável apenas por sua própria salvação. E, como consequência de minha própria salvação, dá-se a salvação do mundo inteiro, uma vez que não há nada fora de mim, não há nada fora de nós, de acordo com o ensinamento. 

Às práticas?

ADENDO:

Talvez vocês tenham estranhado o fato de eu ainda não ter falado a respeito da pandemia do corona vírus pelo mundo e do fato de ela já ter casos registrados no Brasil e de ser no Estado de São Paulo, onde estamos, o maior número de casos registrados no país.

Se vocês estiverem bem lembrados de algumas coisas importantes a respeito das quais já conversamos aqui, hão de lembrar da historinha que contei certa vez a respeito de Madre Tereza que, convidada para se juntar a um movimento CONTRA alguma coisa, declinou do convite, dizendo que ela só se juntaria a algo A FAVOR de alguma coisa, jamais CONTRA, porque tudo aquilo contra que lutamos só cresce com nossa luta, a partir dela. Isto é, como diz o ditado, "tudo aquilo a que se resiste persiste". Ou dizendo de outra forma, não há como eliminar qualquer coisa de nossa consciência ou de nossa experiência, se nos apegamos a ela, por medo ou por qualquer outra razão.

Uma das lições do Curso, das mais importantes, se é que se pode dizer que alguma é mais importante do que qualquer outra, diz o seguinte: "Se me defendo, sou atacado". Por quê? Porque nada pode nos atacar a não ser nossos próprios pensamentos. Tudo o que acontece em nossa vida é resultado direto de nosso sistema de pensamento, de nossas crenças. Assim, não há como fugir das experiências pelas quais somos destinados a passar, como eu já disse tantas outras vezes, porque fomos nós que as escolhemos, conscientes disso ou não. Somos nós que escolhemos tudo o que se apresenta em nosso dia a dia. Em nossa vida.

Por isso, neste momento, só posso lhes dizer, à luz do que penso ter aprendido com os ensinamentos do Curso, que não precisamos nos preocupar, não precisamos ter medo, mas precisamos, ao mesmo tempo, ter todo o cuidado com nossos pensamentos, a nosso próprio respeito e a respeito de todos os que dividem nosso mundo conosco, próximos ou distantes.E precisamos nos prevenir, seguindo as orientações dadas pelos profissionais de saúde e pelos que se ocupam de tentar reduzir o ritmo do contágio no país, de forma a não criar, como na Itália, um colapso do sistema de saúde. As orientações estão disponíveis em inúmeros pontos na internet, assim não vou oferecer aqui nenhum link, nem nenhuma orientação que já não tenha sido oferecido desde que esta situação se apresentou.

Dou-lhes, porém, o link de um vídeo que também compartilhei no facebook há uns dias, que talvez sirva para a reflexão acerca de alguns de nossos hábitos, resultados de nosso sistema de crença, que podem ter sido causa da situação que se apresenta. Quantos de nós estarão dispostos a mudar de hábitos a repensar sua forma de viver e atuar no planeta para salvaguardar a própria vida e favorecer toda e qualquer forma de vida no planeta?

Quaisquer questões que vocês possam vir a ter a respeito de como se posicionar diante de uma crise como esta à luz do ensinamento do Curso, por favor, fiquem à vontade para trazê-la, para que a gente possa discutir, conversar sobre elas. 

Paz e bem!

Cuidem-se!

Abaixo o link:

https://youtu.be/tJwWfqOhI4g
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terça-feira, 24 de março de 2020

Deletar mágoas que possam existir em nossa mente


LIÇÃO 84

Estas são as ideias para a revisão de hoje:

1. (67) O amor me criou igual a si mesmo.

Eu existo na semelhança de meu Criador. Não posso sofrer, não posso experimentar perda e não posso morrer. Eu não sou um corpo. Quero reconhecer minha realidade hoje. Não vou adorar nenhum ídolo nem fortalecerei meu próprio auto-conceito para substituir meu Ser. Eu existo na semelhança de meu Criador. O amor me criou igual a si mesmo.

2. Talvez aches estas formas específicas úteis para a aplicação da ideia:

Que eu não veja uma ilusão de mim mesmo nisto.
Ao olhar para isto, que eu me lembre de meu Criador.
Meu Criador não criou isto da forma como o vejo.

3. (68) O amor não guarda mágoas.

Mágoas são completamente estranhas ao amor. Mágoas atacam o amor e mantêm sua luz escondida. Se eu guardo mágoas, estou atacando o amor e, por isto, atacando meu Ser. Meu Ser, deste modo, se torna estranho para mim. Estou decidido a não atacar meu Ser hoje, para poder me lembrar de Quem sou.

4. Estas formas específicas para a aplicação desta ideia seriam úteis:

Isto não é razão para negar meu Ser.
Eu não usarei isto para atacar o amor.
Que isto não me tente a atacar a mim mesmo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 84

Revisamos hoje mais duas ideias de nossas práticas recentes. Nova oportunidade para aceitar o desafio que a lição propõe e para desfrutar do milagre que ela oferece.

As ideias são as seguintes:

"O amor me criou igual a si mesmo."

E:

"O amor não guarda mágoas."

Eis aí o que significa viver a partir da crença de que somos filhos de Deus e de que ainda somos tal qual Ele nos criou.

O amor me criou igual a si mesmo.

Tudo o que Deus é é também o que somos. Como poderia ser diferente, se fomos criados a Sua imagem e semelhança? É isso que a lição quer que saibamos, quer que nos lembremos quando nos pede para praticar a partir disso:

Eu existo na semelhança de meu Criador. Não posso sofrer, não posso experimentar perda e não posso morrer. Eu não sou um corpo. Quero reconhecer minha realidade hoje. Não vou adorar nenhum ídolo nem fortalecerei meu próprio auto-conceito para substituir meu Ser. Eu existo na semelhança de meu Criador. O amor me criou igual a si mesmo.

Só quando não acreditamos nisso é que podermos reforçar a crença na separação e pensar que há qualquer coisa de verdadeira no mundo ilusório criado pela a imagem que fizemos de nós mesmos, ao nos julgamos separados de Deus.

Nada do que o mundo nos diga pode ser verdadeiro. O ego só pode sobreviver e tentar perpetuar sua pretensa existência buscando nos convencer de que os conflitos que vemos no mundo são reais. 

Ele tenta nos fazer crer que o(s) outro(s) existe(m) de foma diferente da nossa e quer nos atacar para manter sua posição de poder no mundo, seja ela qual for. É por isso que a estratégia do ego se baseia em guardar mágoas. As mágoas dão realidade ao ataque que pensamos que o outro fez. E nos fazem acreditar que ele, de fato, está separado de nós.

No entanto:

O amor não guarda mágoas.

É isso que a lição de hoje nos diz. É disso que precisamos nos convencer, ou estaremos negando nossa semelhança ao Criador.

É por isso que precisamos ouvir o que a lição nos diz. Pois quando pensamos estar atacando alguém fora de nós, na verdade, apenas negamos nosso Ser, conforme a lição ensina:

Mágoas são completamente estranhas ao amor. Mágoas atacam o amor e mantêm sua luz escondida. Se eu guardo mágoas, estou atacando o amor e, por isto, atacando meu Ser. Meu Ser, deste modo, se torna estranho para mim. Estou decidido a não atacar meu Ser hoje, para poder me lembrar de Quem sou.

Estaremos de fato decididos a abandonar o ataque e a separação, anulando toda e qualquer mágoa que porventura ainda exista em nossa mente com as práticas de hoje? 

Um adendo: 

A partir da leitura recente de Marco Zero, um livro relativamente novo de Joe Vitale a respeito do Ho'oponopono, é preciso que saibamos e que aceitemos conscientemente a ideia de assumir toda a responsabilidade por absolutamente tudo o que nos chegue à consciência. E purificar, limpar, curar, tudo aquilo que nos afasta da alegria, que mina nossa paz de espírito.

Somos sempre nós que atraímos aquilo que vamos experimentar. Conscientes disso ou não. E guardar mágoas, em sintonia com o que ensinam o ho'oponopono e o Curso, apenas reforça programas passados em nossa mente e impede o acesso ao novo. Impede o contato com a pureza original do Ser, que é nossa verdadeira Identidade.

O que a maioria de nós pensa que faz é apenas agir mas, pode-se dizer, o que fazemos, de fato, a maior parte do tempo nem sequer chega perto do significado de agir, e sim de reagir. Reagimos às pessoas, às ideias de outros, a pensamentos diferentes dos nossos, às posições de outros, que não sejam iguais às nossas, às condições de vida que temos e às condições de vida de outros, reagimos a velhos programas, a dados antigos e também reagimos a dados novos, a novos programas. Na verdade, neste caso, é melhor dizer que não estamos, de fato vivendo, mas apenas reagindo à vida em todas as formas com que ela se apresenta.

Não estamos sendo inspirados, nem nos deixamos inspirar, quer dizer, não nos deixamos guiar pelo espírito em nós. Não deixamos espaço em nossos dias, em nossa mente, para voltarmos à ligação e ao contato com o Divino. Preferimos cultivar as mágoas e alimentar os hábitos novos e antigos, para justificar o julgamento que fazemos de tudo e de todos.

As práticas diárias das lições e as práticas com as frases do ho'oponopono [lembram-se de quais são elas?: Sinto muito! Me perdoa, por favor. Obrigado! Eu te amo.] servem para nos auxiliar a fazer a limpeza dos programas, para purificar nossos pensamentos e permitir que a inspiração seja o motor de nossas ações. Se continuarmos a fazer esta limpeza, esta purificação todos os dias, de forma constante, poderemos chegar lá.

E chegar lá, no entanto, é apenas uma forma de dizer, de reconhecer e entender, aceitando que já estamos lá, que sempre estivemos e sempre estaremos, que não há como sair de Deus, porque não há como sairmos de nós mesmos, a não ser em momentos de loucura, de insanidade ou de inconsciência, de dissociação. Por quanto tempo ainda vamos nos manter inconscientes de que somos partes do divino e que o que somos é muito mais do que isso que aparentemente vivemos na forma a partir dos sentidos?

Às práticas?

segunda-feira, 23 de março de 2020

Só na alegria se pode chegar à expressão do divino


LIÇÃO 83

Vamos revisar estas ideias hoje:

1. (65) Minha única função é a que Deus me deu.

Eu não tenho nenhuma função a não ser aquela que Deus me deu. Este reconhecimento me libera de todo conflito, porque ele significa que eu não posso ter metas contraditórias. Com um único objetivo, estou sempre certo do que fazer, do que dizer e do que pensar. Todas as dúvidas têm de desaparecer, quando eu reconheço que minha única função é a que Deus me deu.

2. Aplicações mais específicas desta ideia podem tomar estas formas:

Minha percepção disto não altera minha função.
Isto não me dá uma função diferente da que Deus me deu.
Que eu não use isto para justificar uma função que Deus não me deu.

3. (66) Minha felicidade e minha função são a mesma coisa.

Todas as coisas que vêm de Deus são a mesma. Elas vêm da Unidade e têm de ser recebidas como uma só. Cumprir minha função é minha felicidade porque ambas vêm da mesma Fonte. E eu tenho de aprender a reconhecer o que me faz feliz, se quiser achar a felicidade.

4. Algumas formas úteis para a aplicação específica desta ideia são:

Isto não pode separar minha felicidade de minha função.
A unidade de minha felicidade e de minha função permanece inteiramente inalterado por isto.
Nada, inclusive isto, pode justificar a ilusão da felicidade.

*

COMENTÁRIO: 

Explorando a LIÇÃO 83

A lição de hoje pede, de novo, que voltemos nossa atenção para duas ideias extremamente importantes em nossa jornada de busca do autoconhecimento, que é o objetivo que o Curso nos propõe.

A primeira delas é:

"Minha única função é a que Deus me deu."

A segunda: 


"Minha felicidade e minha função são a mesma coisa."

Estas ideias devem servir para reforçar em nós a certeza de que não há nenhuma separação entre o que somos e o que nos cabe fazer para cumprir nosso papel na salvação. Mais até: para aprendermos que só podemos ser felizes cumprindo a função que Deus nos dá. 

Aliás, isto é algo que me parece bastante óbvio. Mas, como o Curso ensina, uma das grandes dificuldades que temos é justamente a de lidar com o óbvio. Ele muitas vezes nos parece simples demais, fácil demais, para ser a verdade a nosso próprio respeito. Todos dizemos que somos filhos de Deus. Quem acredita? Quem age no mundo, quem vive como se fosse realmente?

Não seria, de fato, muito mais fácil viver neste mundo e passar por todas as experiências que se apresentam a nós, se acreditássemos que só podemos ser felizes vivendo aquilo que é a Vontade de Deus para nós? Por que será que pensamos que Deus tem para nós uma função que não somos capazes de cumprir?

Na verdade:

Eu não tenho nenhuma função a não ser aquela que Deus me deu. Este reconhecimento me libera de todo conflito, porque ele significa que eu não posso ter metas contraditórias. Com um único objetivo, estou sempre certo do que fazer, do que dizer e do que pensar. Todas as dúvidas têm de desaparecer, quando eu reconheço que minha única função é a que Deus me deu.

Mais: 

Não lhes parece muito interessante pensar quão mais simples é viver a alegria, mesmo neste mundo, quando vivemos a partir da certeza de que nossa função e nossa felicidade são a mesma coisa?

Isso significa dizer que ser feliz é cumprir a função que nos cabe na salvação. E como se faz isso?

Não se faz, como o Curso ensina, "tu não precisas fazer nada", a não ser reconhecer que ainda és como Deus te criou e que nada do que aparentemente vives na ilusão deste mundo que crê em uma separação que não existe pode macular tua inocência ou tua pureza.

Isto é a mesma coisa que dizer que:

Todas as coisas que vêm de Deus são a mesma. Elas vêm da Unidade e têm de ser recebidas como uma só. Cumprir minha função é minha felicidade porque ambas vêm da mesma Fonte. E eu tenho de aprender a reconhecer o que me faz feliz, se quiser achar a felicidade.

É isto. As ideias que vamos praticar não são nada mais do que a expressão da verdade que trazemos dentro de nós, mesmo sem reconhecê-la a maior parte do tempo, por mais que isso possa soar estranho. Ou não lhes parece óbvio que o único papel que nos cabe no mundo - viver e demonstrar a alegria - é aquele que nos foi dado por Deus - a primeira das ideias? 

Quem dentre nós já não teve, experimentou, um vislumbre da alegria que se apresenta a nossa experiência, quando nos sentimos plenos e completos por fazer aquilo que representa o que somos e que se revela na extensão do amor que dedicamos ao que fazemos. Isto é, quando nos encontramos imersos em uma paz infinita e indizível, que advém do experimentar a profunda comunhão com tudo e todos, a que o Curso chama de "instante santo".

Quanto à segunda delas, pode-se dizer que, a partir do que eu disse acima a respeito da primeira, nada mais fácil de reconhecer a verdade eterna que a ideia nos oferece. Pois só podemos ser felizes, quando cumprimos nossa função no mundo, seja ela qual for. 

É claro, também, para todos e para cada um de nós, que já passamos por experiências que nos afastaram da alegria, da felicidade e da paz. Experiências que nos levaram a exercer um papel que não nos cabia. Fazer alguma coisa que não fazia sentido para nós. Ou vocês não sabem do que falo?

Daí a necessidade de voltarmos toda a atenção de que somos capazes às práticas de forma honesta e sincera, para reconhecermos que é só na alegria que alcançamos a expressão do divino em nós e é também apenas quando vivemos nossas experiências no mundo a partir da alegria que estamos cumprindo a função que nos cabe no plano de Deus para a salvação.

Às práticas?