segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Encontrar o reino de Deus é encontrar a si mesmo


LIÇÃO 357

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

1. O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:

"Olha para a inocência dele e sê, tu, curado."

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 357

É preciso, para começar as práticas de hoje, que devotemos toda a nossa atenção à ideia que vai orientar nossas práticas, que vai servir de guia e orientação para tudo o que vamos fazer durante este dia. 

Primeiro, não há - pelo menos acho que não, a esta altura - como duvidar de que: 

A verdade atende todo pedido que fazemos a Deus,
Respondendo, primeiro, com milagres e, em seguida,
Voltando a nós para ser ela mesma.

Sabemos que, na verdade, não há nada a pedir, porque tudo o que é do Pai-Mãe-Deus nos pertence. E sabemos também que, a partir do ensinamento do Curso, só nos falta aquilo que não damos. O que nos aprisiona não é nada além da ideia de que nos falta alguma coisa, que nos leva ao apego. 

É por isso que precisamos entrar em sintonia com o que nos diz a lição de hoje, como forma de tomarmos consciência de que é o perdão, reflexo da verdade, que vai nos libertar e libertar o mundo inteiro. Pois:

 O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e assim escapar da prisão em que penso viver. Teu Filho santo me é mostrado, primeiro em meu irmão, depois em mim. Tua Voz me instrui pacientemente a ouvir Tua Palavra e a dar do mesmo modo que recebo. E, quando eu olhar para Teu Filho hoje, ouvirei Tua Voz me instruindo a achar o caminho para Ti, da forma que Tu indicaste que o caminho seja:

"Olha para a inocência dele e sê, tu, curado."

Lembrando do que escrevi no comentário do ano passado, Stephen Mitchell, que já citei várias vezes, escreve em um de seus livros:

"O reino de Deus é como um tesouro enterrado num campo; é como uma pérola de grande valor; é como voltar para casa. Quando o encontramos, encontramos a nós mesmos, tornamo-nos donos de uma riqueza infinitamente mais valiosa do que qualquer sonho, e nos apercebemos de que podemos aguentar perder tudo mais no mundo, até mesmo (se preciso for) alguém a quem amamos mais do que a própria vida."

Isto, em meu modo de ver, é a mesma coisa que dizer que encontrar o reino de Deus é encontrar a verdade a nosso próprio respeito, que é também a verdade de que Jesus fala como sendo o meio pelo qual seremos libertados, pois, conhecendo a verdade, conhecemos Deus.

É a isso que se refere a ideia para as práticas de hoje. É isso que precisamos aprender, reconhecer, aceitar e pôr em prática em nossa experiência neste mundo de sentidos e formas, para sermos capazes de desenvolver e usar um novo modo de olhar para o mundo. E para tudo o que aparentemente há nele, como nos diz também Daniel Lima, num poema intitulado Barcarola da Vida:

Sei que é só meu o de dentro;
se é de fora não é meu,
pois tudo faz-se-me estranho
se o amor não o torna eu.

Mas vai-se passando a vida,
as horas chegando ao fim:
e há mundos novos que esperam
surgir através de mim.

Há mundos novos possíveis,
de graça, força e paixão
de emoções jamais sentidas,
que só por mim nascerão.

(...)

Mas que fazer, se me esbarro
na dor dos limites meus,
no espaço e tempo do corpo,
que não me deixa ser Deus?

(...)

Meu Deus, o infinito é longe,
mas perto do meu desejo.

Às práticas? 
 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Livrando-nos dos conceitos equivocados da religião


LIÇÃO 356

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

1. Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 356

Li muito tempo atrás, numa revista Playboy, uma entrevista com a Madona, em que ela dizia que ninguém passa impunemente por uma educação religiosa nos moldes da judaico-cristã. Daí a necessidade de um trabalho mais intenso para podermos nos livrar dos conceitos caros ao catolicismo, entre eles o do pecado. Ou a ideia, inventada por um Santo Agostinho em crise de meia idade, de que todo o sofrimento por que aparentemente passamos no mundo só podia se dever a "um pecado original". Isto é, um pecado que "teríamos" todos desde antes do nascimento, apenas pelo fato de nascermos para este mundo de ilusões. 

É preciso, pois, que busquemos sempre mais, e cada vez com a maior atenção de que somos capazes, criar e desenvolver em nós a consciência de que:

Doença é só outro nome para pecado.
Cura é só outro nome para Deus.
Deste modo, o milagre é um chamado a Ele.

como nos diz a ideia para as práticas de hoje. Aliás, alegria é também sinônimo de cura e de Deus, uma vez que o Curso ensina que "curar é devolver a alegria".

A ideia que vamos praticar hoje ensina também que cura é um dos nomes de Deus, e que basta dizer o Nome d'Ele para que voltemos a encontrar nossa Identidade de filhos n'Ele e com Ele. Basta dizer Seu Nome para reconhecer Seu Filho, no Ser em nós, Aquele Que somos na verdade em Deus. Basta dizer o Nome de Deus para adentrarmos em Seu Reino, que é também a nossa casa, o nosso lar verdadeiro. 

A ideia para as práticas de hoje fala ainda da doença como outro nome para o pecado, que o Curso ensina não existir. Haverá uma contradição aí? Não, não creio. O que acontece é que, em geral, quando o Curso fala no pecado, ele quer apenas se referir ao único problema que precisamos resolver, que é a crença na separação. 

Assim, qualquer doença que percebemos só pode ser também parte da ilusão que criamos e construímos por nos acreditarmos separados. Na unidade com Deus, nosso estado verdadeiro, não pode existir doença. É um equívoco, portanto, rezar para que alguém se cure de qualquer doença, tanto de acordo com o Curso, quanto com Joel Goldsmith. Tudo o que é preciso fazer é nos voltarmos para a unidade de que pensamos nos ter separado. Isto significa dizer ainda, em conformidade também com o ensinamento do ho'oponopono, que a única coisa que precisa ser corrigida é nossa percepção equivocada. 

Ou ainda, dizer, com certeza, em afinidade com as práticas deste dia:

Pai, Tu prometeste que nunca deixarias de responder a nenhum chamado que Teu Filho pudesse fazer a Ti. Não importa aonde ele esteja, qual pareça ser seu problema, nem aquilo que ele acredita ter se tornado. Ele é Teu Filho e Tu o atenderás. O milagre reflete Teu Amor e, por isso, o atende. Teu Nome substitui todos os pensamentos de pecado e quem é inocente não pode sentir dor. Teu Nome responde a Teu Filho, porque chamar Teu Nome é apenas chamar o próprio nome dele. 

Ou, mais ainda, tomar consciência de que, como diz Ken Wilber, se estivermos olhando para o mundo e vendo nele quaisquer problemas, coisas, pessoas ou situações que nos incomodem, deprimam, enfureçam, que nos deixem inquietos ou temerosos, precisamos mudar nosso modo de olhar. 

Às práticas?

sábado, 21 de dezembro de 2013

Por que esperar para aceitar a Palavra de Deus?


LIÇÃO 355

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quando aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

1. Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 355

A ideia que vamos praticar hoje é mais do que simplesmente auto-explicativa. Ela é um facho de luz, que possui claridade e brilho ímpares. Uma luz que remete claramente à ideia de que só nós podemos nos decidir pela felicidade que dura para sempre, pela paz, pela alegria e pelos milagres. E aceitar a Palavra de Deus é a única decisão que temos de tomar, que pode nos levar ao autoconhecimento, a Deus, à experiência de uma paz e uma alegria que não têm fim, a uma capacidade de oferecer e fazer acontecerem todos os milagres necessários para a experiência da alegria e da paz completas e perfeitas que são a Vontade de Deus para todos e para cada um de nós. Ou como dizemos, em sintonia com a lição que praticamos:

Não há fim para toda a paz e a alegria
E para todos os milagres que darei,
Quanto aceitar a Palavra de Deus. Por que não hoje?

Por que não?

Conforme o Curso ensina, Deus é uma ideia, e só podemos reforçar a fé em Deus pelo compartilhar o que somos na unidade com Ele. Vivendo o Eu Sou que compartilhamos com Ele, que é o que somos.

A dificuldade para tanto está no fato de que ainda é difícil para cada um de nós compreender, acreditar e aceitar que, assim como Deus, nós também somos apenas uma ideia [a ideia de cada um a respeito de si mesmo]. A vida que aparentemente vivemos neste mundo não tem nada a ver com a vida que é vida verdadeiramente.

Por que esperar, então, para aceitar a Palavra de Deus, que pode nos pôr em contato com a vida, que é expressão do divino apenas? Expressão da alegria e da paz que não têm em fim.

Por que não dizer, pois, como a lição orienta?:

Por que eu deveria esperar, meu Pai, pela alegria que Tu me prometeste? Pois Tu manterás a Palavra que deste a Teu Filho em exílio. Tenho certeza de que meu tesouro me espera e de que só preciso estender a mão para achá-lo. Ele está muito próximo. Não preciso esperar nem mais um instante para ficar em paz para sempre. É a Ti que escolho e minha Identidade junto Contigo. Teu Filho quer ser Ele Mesmo e Te conhecer como seu Pai e Criador, e como seu Amor.

É a partir da aceitação de nós mesmos como apenas ideia que podemos aprender e exercitar a doação de nós mesmos de forma completa sem medo de perder coisa alguma, para só ganhar, pura e simplesmente. Pois não há nada a perder. E, como já lhes disse, citando o jagunço Riobaldo, aceitar-nos como ideia, é saber, como ele parece saber, quando diz que:

Tem horas ... que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto. As pessoas, e as coisas, não são de verdade!

E mais:

O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não saber!

Não lhes parece, então, que basta abandonarmos tudo aquilo que nos afasta da alegria e nos mantém presos no transe hipnótico de um mundo que não é de verdade para vivermos a alegria e a paz sem fim que é nosso direito de filhos de Deus?

Por que esperar? 

Às práticas?

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Estar em Cristo é experimentar e viver a graça


LIÇÃO 354

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

1. Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d"Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim?

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 354

Estar em Cristo, com Cristo, é experimentar a graça. Ou como diz o Curso, no sétimo capítulo, a respeito do estado de graça: "A graça é o estado natural de todo Filho de Deus. Quando ele não está em estado de graça, está fora de seu ambiente natural e não funciona bem. (...) Um Filho de Deus só é feliz quando sabe que está com Deus".

É isso que vamos aprender e vivenciar com a ideia para as práticas de hoje, em que dizemos, para começar:

Cristo e eu estamos juntos na paz
E na clareza de objetivo. E n'Ele
Está Seu Criador, assim como Ele está em mim.

Ou não podemos nos considerar seres da graça, que vivem pela e para a graça, a partir da consciência de que somos todos um e mesmo Filho, na Unidade com a Essência do Amor, que é o que somos?

Só a partir dessa consciência, ou da certeza de que podemos encontrá-la em nós mesmos, é que podemos dizer, como pede que digamos a lição:

Minha unidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além do alcance do tempo e inteiramente livre de qualquer lei que não a Tua. Não tenho nenhuma identidade a não ser Cristo em mim. Não tenho nenhum objetivo a não ser o d"Ele Mesmo. E Ele é igual a Seu Pai. Deste modo eu também tenho de ser um Contigo assim como Ele. Pois quem é Cristo senão Teu Filho tal qual Tu O criaste? E o que sou a não ser o Cristo em mim?

Sempre que calamos e nos deixamos envolver pelo silêncio, permitindo que a mente se esvazie de pensamentos de separação, vivemos a experiência da unidade. E podemos ter a experiência do Eu Sou, que é o que somos em Deus, na experiência da consciência do Cristo.

É a consciência desta unidade que vai permitir que vivamos o Eu Sou e que vai nos deixar dizer, como o evangelista: "já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim". Ou que vai nos levar ao estado em que vamos ser capazes de, como aconselha, Joel Goldsmith em seus livros, deixar que Deus viva a nossa vida por nós. 

Por e para isso praticamos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Vamos nos encher de gratidão para celebrar o Natal?


LIÇÃO 353

Meus olhos, minha língua, minhas mãos, meus pés têm
Uma única finalidade hoje: serem oferecidos a Cristo
Para serem usados para abençoar o mundo com milagres.

1. Pai, hoje dou tudo o que é meu a Cristo, para ser usado de qualquer maneira que sirva melhor ao objetivo que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu temos um objetivo comum. Assim, o aprendizado quase chega ao fim estabelecido para ele. Trabalho com Ele mais um instante para atender a Seu objetivo. Em seguida me abandono em minha Identidade e reconheço que Cristo não é senão o meu Ser.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 353

A ideia para as práticas de hoje está relacionada àquilo a que chamamos de amor. E também está relacionada àquilo a que o ensinamento chama de entrega, e que se pode considerar a única forma verdadeira de amor. Isto é, o entregar-se à vida, ao si-mesmo, ao outro, que é extensão e complemento do si-mesmos, ao Ser, ao Espírito Santo, a Deus, é que é viver, de fato, na prática, o que sabemos e falamos do amor na teoria. É só a partir dessa consciência que podemos dizer, entregando-nos por inteiro:

Meu olhos, minha língua, minhas mãos, meus pés têm
Uma única finalidade hoje: serem oferecidos a Cristo
Para serem usados para abençoar o mundo com milagres.

Já pensaram quão diferente seria nossa vida se todos os dias, ao acordar para as práticas, pudéssemos dizer com todas as letras e realizar de todo o coração o propósito que a ideia de hoje nos propõe? 

Na verdade, como só nos movemos em Deus, mesmo não tendo consciência disso, nós nos movemos o tempo inteiro no amor, que é também o que somos em Deus, com Ele. Por isso é que tudo o que fazemos, e que fazemos a partir da sintonia com o Ser em nós, mesmo que não estejamos consciente de que o fazemos com o Ser, é no amor que fazemos. E precisamos ser gratos por isso o tempo inteiro. 

Neste tempo de celebração de que nos aproximamos, e que nos prepara para o renascer do Cristo em nós, no Natal simbólico da criança divina, nada melhor do que nos prepararmos, cheios da mais pura gratidão de que somos capazes, para dar tudo o que temos a Cristo, dizendo com a lição:

Pai, hoje dou tudo o que é meu a Cristo, para ser usado de qualquer maneira que sirva melhor ao objetivo que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu temos um objetivo comum. Assim, o aprendizado quase chega ao fim estabelecido para ele. Trabalho com Ele mais um instante para atender a Seu objetivo. Em seguida me abandono em minha Identidade e reconheço que Cristo não é senão o meu Ser.

Muitas vezes não sabemos manifestar nossa gratidão. Achamos que um muito obrigado é pouco e, na falta de palavras melhores, mais grandiosas e eloquentes, acabamos por não dizer nada. Porém, quando agradecemos estamos emprestando nossa bênção ao mundo, à pessoa ou pessoas a quem agradecemos. Estamos, ao mesmo tempo, reconhecendo nossa ligação com o divino, aceitando esta ligação e contribuindo para que o mundo todo apague a crença na separação.

Não estamos separados, na verdade. Nem uns dos outros e nem de Deus. As distâncias que "aparentemente" nos separam devem-se apenas a escolhas que fizemos - ou fazemos - e que são só ilusórias, uma vez que, como o Curso ensina, a comunicação se dá sempre entre as mentes, e não entre corpos. 

Às práticas?

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Há duas formas diferentes de olhar para o mundo


LIÇÃO 352

Julgamento e amor são opostos. Todas
As tristezas do mundo vêm de um deles. Do outro,
Porém, vem a paz do Próprio Deus.

1. O perdão olha apenas para a inocência e não julga. Eu venho a Ti a partir disso. O julgamento vai colar meus olhos e me deixar cego. Mas o amor, refletido aqui no perdão, me lembrará que Tu me deste um caminho para encontrar Tua paz mais uma vez. Quando sigo por esse caminho, sou livre. Tu não me deixas sem consolo. Tenho em mim tanto a lembrança de Ti, quanto Aquele Que me leva a ela. Pai, hoje quero ouvir Tua Voz e achar Tua paz. Pois quero amar minha própria Identidade e achá-La na lembrança de Ti.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 352

Hoje, a ideia que vamos praticar mostra claramente a diferença que há em se olhar para uma pessoa, para uma situação, para uma experiência, com o olhar amoroso do Espírito Santo e se olhar para tudo isto - ou mesmo para o mundo inteiro, ou ainda para qualquer aspecto dele, grande ou pequeno - com os olhos julgadores do falso eu - o ego. Um destes olhares nos leva à alegria e à paz. O outro nos afasta delas. E da felicidade. Por quê?

Porque, como diz a lição:

Julgamento e amor são opostos. Todas
As tristezas do mundo vêm de um deles. Do outro,
Porém, vem a paz do Próprio Deus. 

Repetindo, então, a pergunta que abriu os comentários a esta lição em anos anteriores: 

"Se a felicidade é uma escolha, então, por que alguém escolheria outra coisa que não a felicidade?" (Jill Bolte Taylor, no livro A Cientista que Curou seu Próprio Cérebro).

A resposta a esta pergunta nos dá a dimensão do quanto estamos alienados de nós mesmos nas situações comuns, em nossas experiência diárias, nos encontros com os outros ao longo de nossas vidas. Pois são raros aqueles de nós que acreditam de fato que a felicidade é uma escolha. A maioria ainda acha que existe algo, alguém ou alguma coisa no mundo que pode nos dar a felicidade. Estou enganado? 

E quando vivemos experiências que deixam qualquer sombra de alegria e de felicidade para trás, nós julgamos, a nós mesmos, a tudo e a todos e o julgamento cola nossos olhos e nos deixa cegos. 

Por isso precisamos praticar como nos orienta a lição:

O perdão olha apenas para a inocência e não julga. Eu venho a Ti a partir disso. O julgamento vai colar meus olhos e me deixar cego. Mas o amor, refletido aqui no perdão, me lembrará que Tu me deste um caminho para encontrar Tua paz mais uma vez. Quando sigo por esse caminho, sou livre. Tu não me deixas sem consolo. Tenho em mim tanto a lembrança de Ti, quanto Aquele Que me leva a ela. Pai, hoje quero ouvir Tua Voz e achar Tua paz. Pois quero amar minha própria Identidade e achá-La na lembrança de Ti.

Se vocês estiverem bem lembrados - os que acompanham estas postagens há já algum tempo, compartilhei aqui, em anos anteriores, a resposta que dei a uma moça, cuja mensagem me perguntava que diferença o Curso havia feito em minha vida, de que forma ele tinha me encaminhado na direção da alegria ou da felicidade e da paz.

E vocês hão de lembrar, também, é claro, que o que eu disse a ela foi que, na verdade, o Curso veio apenas confirmar aquilo que eu sempre soube "dentro de mim". Isto é, o Curso veio confirmar a informação intuída de dentro de que não há nada fora de mim que possa me fazer mais ou menos feliz ou infeliz.

Tudo é escolha! E é sempre um "eu" quem escolhe. Agora, precisamos estar atentos para reconhecer a quem se alinha o "eu" que escolhe por nós. Se ele se alinha ao "Eu Sou", que é o que verdadeiramente somos, está alinhado à Fonte da alegria e pode ter a alegria como ponto de partida para toda e qualquer experiência que vai se apresentar a ele neste mundo.

Por outro lado se o "eu" que escolhe por nós está alinhado ao "ego" - o falso eu, a imagem de nós mesmos que construímos a partir da crença em uma separação de Deus que não existe -, as escolhas vão nos levar sempre na direção de mais ilusão, do reforço da crença na separação.

As práticas são instrumentos que servem para nos ajudar a identificar quem escolhe conosco. Se nosso ponto de partida for a alegria, então, podemos ter certeza de que escolhemos nos afastar do julgamento e, como a lição ensina, reconhecemos que o julgamento é que é o responsável por todas as tristezas do mundo. E precisamos aprender a evitá-lo de todas as maneiras possíveis. 

Às práticas?

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Eis aqui a revelação de nossa identidade verdadeira


14. O que sou?

1. Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

2. Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nós é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade.

4. São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita.

5. Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus.

*

LIÇÃO 351

Meu irmão inocente é meu guia para a paz.
Meu irmão pecador é meu guia para a dor.
E verei aquele que eu escolher ver.

1. Quem é meu irmão a não ser Teu Filho santo? E, se eu o vir como pecador, eu me declaro um pecador, não um Filho de Deus; só e sem amigos em um mundo assustador. Porém, esta percepção é uma escolha que faço e que posso abandonar. Eu também posso ver meu irmão inocente, como Teu Filho santo. E, com esta escolha, vejo minha inocência, meu Consolador e Amigo eterno a meu lado e meu caminho seguro e desimpedido. Escolhe por mim, então, meu Pai, por meio de Tua Voz. Pois só Ele oferece juízo em Teu Nome.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 351

Chegamos hoje, mais uma vez, à última das instruções especiais para as práticas deste ano. A instrução: O que sou?, que vai dar unidade às lições e ideias que vamos aprender e praticar nestes próximos dez dias, antes das lições finais. Vamos explorá-la um pouco, junto com a lição. 

A instrução que o Curso traz serve para nos lembrar de que, para responder de forma correta e verdadeira à questão: O que sou?, precisamos ter consciência de que Eu Sou é o nome de Deus, a confirmação de que fomos criados à imagem e semelhança d'Ele. Então, precisamos dizer, como a instrução afirma, que: 

Eu sou o Filho de Deus, perfeito e curado e inteiro, que brilha no reflexo de Seu Amor. Em mim, a criação d'Ele é santificada e tem a vida eterna assegurada. Em mim, o amor se completa, o medo é impossível e a alegria se estabelece sem oposição. Eu sou o lar sagrado do Próprio Deus. Eu sou o Céu onde o Amor d'Ele habita. Eu sou Sua Própria Inocência sagrada, pois em minha pureza habita a Própria Pureza de Deus.

Eis aí, pois, nossa identidade revelada. A verdadeira. Aquela que, em geral, não podemos ver porque imersos na ilusão dos sentidos e das formas do mundo. 

E a instrução diz mais acerca do momento a que chegamos no aprendizado com as lições:

Agora nossa necessidade de palavras está quase no fim. Porém, nos últimos dias deste ano, que oferecemos a Deus juntos, tu e eu, encontramos um propósito singular que compartilhamos. E, assim, tu te uniste a mim de modo que o que sou tu também és. As palavras não podem descrever a verdade do que somos. No entanto, podemos perceber claramente nossa função aqui e as palavras podem falar dela e, também, ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós. 

Então, resta-nos aprender a calar e a fazer silêncio, mergulhar no silêncio, deixando que ele nos envolva por inteiro, para experimentarmos o contato com aquilo que somos, além de quaisquer palavras. Só assim vamos poder ouvir a Voz por Deus em nós dizer que:

Nós somos os portadores da salvação. Aceitamos nosso papel de salvadores do mundo, que é redimido pelo nosso perdão conjunto. E, por isso, este perdão, nossa dádiva, nós é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não buscamos uma função que esteja além do portão do Céu. O conhecimento voltará quando tivermos cumprido nosso papel. Nosso único interesse é dar boas vindas à verdade. 

Do mesmo modo que praticamos há dois dias deixar que a nossa visão fosse transformada, transcendida, pela visão de Cristo, que pode ver todas as coisas sem julgá-las, é desta visão que temos de nos valer para permitir que o mundo seja redimido. Como a instrução diz: 

São nossos os olhos pelos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todo pensamento de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a Voz por Deus declarar a inocência do mundo. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unidade que alcançamos, chamamos todos os nossos irmãos, pedindo-lhes que compartilhem nossa paz e tornem nossa alegria perfeita. 

É ainda esta instrução que assegura que aquilo que sou é mais do que apenas um Ser que se manifesta em um corpo. O que sou, na verdade, não pode ser sozinho, apenas pode ser na Unidade que abrange a tudo e a todas as formas de vida em um abraço amoroso que é o abraço do Próprio Deus. 

É por isso que a instrução diz:

Nós somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e que, ao levar Sua Palavra a todos aqueles que Ele nos envia, aprendem que ela está inscrita em nossos corações. E, deste modo, mudamos nossa forma de pensar a respeito do objetivo para o qual viemos e ao qual buscamos atender. Trazemos boas novas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora ele está livre. E, quando vir o portão do Céu aberto diante de si, ele entrará e desaparecerá no Coração de Deus. 

Nós, e não eu. Mas um nós que é o que sou, quando aberto a todas as manifestações da vida em sua diversidade. Pois enquanto este eu-nós não se reconhecer como o Filho de Deus, reconhecendo também o Filho em cada uma das pessoas que povoam o mundo, ele ainda está se acreditando separado. Tal qual diz a ideia para as práticas de hoje:

Meu irmão sem pecado é meu guia para a paz.
Meu irmão pecador é meu guia para a dor.
E verei aquele que eu escolher ver.

Não lhes parece que isso deixa absolutamente claro que viver a alegria, a paz, o amor e a felicidade depende apenas de uma escolha que só nós - cada um de nós - pode fazer? Pois como a lição pergunta:

Quem é meu irmão a não ser Teu Filho santo? E, se eu o vir como pecador, eu me declaro um pecador, não um Filho de Deus; só e sem amigos em um mundo assustador. Porém, esta percepção é uma escolha que faço e que posso abandonar. Eu também posso ver meu irmão inocente, como Teu Filho santo. E, com esta escolha, vejo minha inocência, meu Consolador e Amigo eterno a meu lado e meu caminho seguro e desimpedido. Escolhe por mim, então, meu Pai, por meio de Tua Voz. Pois só Ele oferece juízo em Teu Nome.

É disso que as práticas tratam: de chamar nossa atenção para o fato de que cada um de nós escolhe de que forma quer ver o mundo. E, por consequência, tudo o que ele vive e experimenta está diretamente ligado àquilo que ele escolheu. Ao mesmo tempo, as práticas servem para nos lembrar de que podemos mudar nossas escolhas sempre que elas nos afastem da alegria, da condição natural do Ser que somos, na verdade, para nos mergulhar em um mundo de trevas e escuridão assustadores. 

Às práticas?