quinta-feira, 10 de julho de 2025

Espíritos de luz, alegria, amor e paz é o que somos

 

LIÇÃO 191

Eu sou o Próprio Filho santo de Deus.

1. Eis aqui tua declaração de independência da escravidão do mundo. E aqui o mundo inteiro também é liberado. Tu não percebes o que fizeste ao dares o mundo o papel de carcereiro do Filho de Deus. O que ele poderia ser senão perverso e amedrontado, assustado com sombras, punitivo e violento, destituído de todo bom senso, cego e louco de ódio?

2. O que fazes para que teu mundo seja este? O que fazes para ser isto o que vês? Nega tua própria Identidade e é isto que fica. Olhas para o caos e declaras que ele é tu mesmo. Não há nenhuma visão que deixe de testemunhar isto para ti. Não há nenhum som que não fale da fragilidade dentro e fora de ti; nenhum ar que respires que não pareça te levar para mais perto da morte; nenhuma esperança que tenhas que não se desfaça em lágrimas.

3. Nega tua própria Identidade e não fugirás da loucura que levou a este pensamento estranho, não natural e arrepiante que zomba da criação e ri de Deus. Nega tua própria Identidade e investes violentamente sozinho contra o universo, sem um amigo; uma minúscula partícula de pó contra as legiões de teus inimigos. Nega tua própria Identidade e olhas para o mal, para o pecado e para a morte e observas o desespero arrebatar cada pedacinho de esperança de tuas mãos, não te deixando nada a não ser o desejo de morrer.

4. No entanto, o que é isto exceto uma brincadeira que fazes, na qual a Identidade pode ser negada? Tu és como Deus te criou. Acreditar em tudo o mais que não nesta única coisa é loucura. Todos se libertam neste único pensamento. Nesta única verdade todas as ilusões desaparecem. Neste único fato afirma-se a inocência para que ela seja parte de todas as coisas para sempre, o núcleo central da existência delas e sua garantia de imortalidade.

5. Mas deixa a ideia de hoje encontrar um lugar entre os teus pensamentos e te elevarás muito acima do mundo e de todos os pensamentos mundanos que o mantêm prisioneiro. E a partir deste ponto de segurança e liberdade voltarás e o libertarás. Pois aquele que pode aceitar sua verdadeira Identidade está salvo de verdade. E sua salvação é a dádiva que ele dá a todos, em gratidão Àquele Que indicou o caminho para a felicidade que mudou toda sua perspectiva do mundo.

6. Um único pensamento santo como este e estás livre; tu és o Próprio Filho santo de Deus. E com este pensamento santo aprendes também que libertaste o mundo. Tu não tens nenhuma necessidade de usá-lo de maneira cruel e, então, perceber esta necessidade perversa nele. Tu o libertas de sua prisão. Tu não verás uma imagem perturbadora de ti mesmo andando pelo mundo aterrorizada, com o mundo se retorcendo em agonia porque teus medos impuseram a marca da morte sobre seu coração.

7. Alegra-te hoje com a facilidade tamanha com que o inferno se desfaz. Só precisas dizer a ti mesmo:

Eu sou o Próprio Filho santo de Deus. Não posso
sofrer, não posso sentir dor; não posso sofrer perda,
nem deixar de fazer tudo o que a salvação pede.

E, neste pensamento, tudo o que olhas se transforma por completo.

8. Um milagre ilumina todas as cavernas escuras e antigas onde os ritos de morte ecoaram desde o início do tempo. Pois o tempo perde seu controle sobre o mundo. O Filho de Deus vem em glória para redimir os perdidos, para salvar os desamparados e para dar ao mundo a dádiva de seu perdão. Quem poderia ver o mundo como sombrio e pecaminoso, quando, enfim, o Filho de Deus chega novamente para libertá-lo?

9. Tu, que te percebes fraco e frágil, com esperanças inúteis e sonhos perturbadores, nascido para morrer, para chorar e sentir dor, ouve isto: todo o poder te foi dado na terra e no Céu. Não existe nada que não possas fazer. Tu jogas o jogo da morte, de estar desamparado, lamentavelmente preso à degradação em um mundo que não demonstra nenhuma misericórdia por ti. No entanto, quando lhe concederes misericórdia, a misericórdia dele brilhará sobre ti.

10. Deixa, então, o Filho de Deus despertar de seu sono e, ao abrir seus olhos santos, voltar mais uma vez para abençoar o mundo que ele criou. Ele começou no erro, mas terminará no reflexo de sua santidade. E ele não dormirá mais e nem sonhará com a morte. Une-te, então, a mim hoje. Tua glória é a luz que salva o mundo. Não detenhas mais a salvação. Olha para o mundo e vê aí o sofrimento. Teu coração não está disposto a trazer descanso a teus irmãos fatigados?

11. Eles têm de esperar tua própria liberação. Eles ficam presos até que estejas livre. Eles não podem ver a misericórdia do mundo até que a encontres em ti mesmo. Eles sentem dor até que negues o controle dela sobre ti. Eles morrem até aceitares tua própria vida eterna. Tu és o Próprio Filho santo de Deus. Lembra-te disto e todo mundo fica livre. Lembra-te disto é a terra e o Céu se tornam uma coisa só.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 191

Caras, caros,

Para começar, perguntemo-nos: quem eu sou? O que eu sou?

Que respostas já demos a estas perguntas, se alguma vez as fizemos? Lembram-se? 

Eu diria que são poucas e poucos dentre nós, ou dentre a maioria das pessoas do mundo, que sabem responder para si mesmas, para si mesmos, quem de fato pensam ser, o que de fato pensar ser. A grande maioria das pessoas se assustaria com a afirmação que a ideia para as práticas de hoje faz. Até porque quase todas as pessoas, pelos menos as criadas sob tetos judaico-cristãos, foram ensinadas que o único filho de Deus é uma pessoa a quem deram o nome de Jesus de Nazaré. A se acreditar nas histórias e lendas contadas naquele livro que se chama Bíblia.

Então, como responder às questões, quem sou? o que sou? Vejamos o que o ensinamento no diz.

"Eu sou o Próprio Filho santo de Deus."

Como já fizemos várias vezes antes, sempre que praticamos de forma honesta e sincera, colocando toda a nossa atenção na meta que o Curso oferece, hoje vamos aprender a declarar nossa própria independência da aparente e ilusória escravidão do mundo. Vamos, mais uma vez, estabelecer contato com a verdade acerca daquilo que somos e, deste modo, aprender a reconhecer e a aceitar nossa verdadeira identidade de Filho de Deus. 

Para tanto, comecemos por refletir acerca do que a lição pede que respondamos a partir do seguinte:

Eis aqui tua declaração de independência da escravidão do mundo. E aqui o mundo inteiro também é liberado. Tu não percebes o que fizeste ao dares o mundo o papel de carcereiro do Filho de Deus. O que ele poderia ser senão perverso e amedrontado, assustado com sombras, punitivo e violento, destituído de todo bom senso, cego e louco de ódio?

O que fazes para que teu mundo seja este? O que fazes para ser isto o que vês? Nega tua própria Identidade e é isto que fica. Olhas para o caos e declaras que ele é tu mesmo. Não há nenhuma visão que deixe de testemunhar isto para ti. Não há nenhum som que não fale da fragilidade dentro e fora de ti; nenhum ar que respires que não pareça te levar para mais perto da morte; nenhuma esperança que tenhas que não se desfaça em lágrimas. 

Ainda somos como Deus nos criou e, por mais que a crença em uma separação que nunca aconteceu venha a rondar nossas mentes, esta verdade não muda. Por isto, neste dia, tudo o que temos a fazer é permitir que a ideia que praticamos encontre seu lugar em nossos pensamentos e em nossa mente, substituindo todos os pensamentos equivocados do ego, para podermos nos elevar acima do mundo, e das coisas do mundo, e do valor que atribuímos a ele e a elas de maneira equivocada, confundindo-os, ou confundindo-as com o que somos.

Vejamos de que forma fazer isto, então:

Nega tua própria Identidade e não fugirás da loucura que levou a este pensamento estranho, não natural e arrepiante que zomba da criação e ri de Deus. Nega tua própria Identidade e investes violentamente sozinho contra o universo, sem um amigo; uma minúscula partícula de pó contra as legiões de teus inimigos. Nega tua própria Identidade e olhas para o mal, para o pecado e para a morte e observas o desespero arrebatar cada pedacinho de esperança de tuas mãos, não te deixando nada a não ser o desejo de morrer.

No entanto, o que é isto exceto uma brincadeira que fazes, na qual a Identidade pode ser negada? Tu és como Deus te criou. Acreditar em tudo o mais que não nesta única coisa é loucura. Todos se libertam neste único pensamento. Nesta única verdade todas as ilusões desaparecem. Neste único fato afirma-se a inocência para que ela seja parte de todas as coisas para sempre, o núcleo central da existência delas e sua garantia de imortalidade.

É preciso também que compreendamos que a ideia segundo a qual "Deus criou o homem a Sua imagem e semelhança" não quer dizer absolutamente nada, se pensarmos em nós mesmos e em nós mesmas apenas como corpos, em uma forma. O que somos: uma ideia - que é o que Deus é - não tem forma. Portanto, precisamos nos libertar do equívoco de pensar em Deus em uma forma humana, aquele velhinho de barbas brancas, sentado num trono num céu que é apenas fruto da imaginação ilusória do ego. À imagem e semelhança de Deus em que fomos criados quer dizer em espírito de luz, de alegria, de amor e de paz.

Assim:

... deixa a ideia de hoje encontrar um lugar entre os teus pensamentos e te elevarás muito acima do mundo e de todos os pensamentos mundanos que o mantêm prisioneiro. E a partir deste ponto de segurança e liberdade voltarás e o libertarás. Pois aquele que pode aceitar sua verdadeira Identidade está salvo de verdade. E sua salvação é a dádiva que ele dá a todos, em gratidão Àquele Que indicou o caminho para a felicidade que mudou toda sua perspectiva do mundo.

Um único pensamento santo como este e estás livre; tu és o Próprio Filho santo de Deus. E com este pensamento santo aprendes também que libertaste o mundo. Tu não tens nenhuma necessidade de usá-lo de maneira cruel e, então, perceber esta necessidade perversa nele. Tu o libertas de sua prisão. Tu não verás uma imagem perturbadora de ti mesmo andando pelo mundo aterrorizada, com o mundo se retorcendo em agonia porque teus medos impuseram a marca da morte sobre seu coração.

Como o Curso ensina e conforme está dito também acima: "Deus é uma ideia". E ele diz também que é até relativamente fácil compreendermos e aceitarmos que Deus é uma ideia. A dificuldade começa quando nos toca pensar, refletir, compreender e aceitar que nós, à semelhança de Deus, também somos -  cada um de nós, ou cada uma de nós é - apenas uma ideia. 

Por isso:

Alegra-te hoje com a facilidade tamanha com que o inferno se desfaz. Só precisas dizer a ti mesmo:

Eu sou o Próprio Filho santo de Deus. Não posso
sofrer, não posso sentir dor; não posso sofrer perda,
nem deixar de fazer tudo o que a salvação pede.

E, neste pensamento, tudo o que olhas se transforma por completo.

Um milagre ilumina todas as cavernas escuras e antigas onde os ritos de morte ecoaram desde o início do tempo. Pois o tempo perde seu controle sobre o mundo. O Filho de Deus vem em glória para redimir os perdidos, para salvar os desamparados e para dar ao mundo a dádiva de seu perdão. Quem poderia ver o mundo como sombrio e pecaminoso, quando, enfim, o Filho de Deus chega novamente para libertá-lo?

Então, fica fácil, bem mais fácil, entender que tudo o que o ego fez, ao se perceber "aparentemente" separado de Deus foi criar um deus à imagem e semelhança do corpo, com quem ele - o ego - se identifica. Não existe este deus [o do ego], a não ser para quem se acredita apenas um corpo. 

Chegamos ao fim da lição, pois, abrindo-nos para o que ela diz a seguir e dispondo-nos a praticar com ela o dia inteiro, certos da verdade que ela nos mostra a nosso próprio respeito. Assim:

Tu, que te percebes fraco e frágil, com esperanças inúteis e sonhos perturbadores, nascido para morrer, para chorar e sentir dor, ouve isto: todo o poder te foi dado na terra e no Céu. Não existe nada que não possas fazer. Tu jogas o jogo da morte, de estar desamparado, lamentavelmente preso à degradação em um mundo que não demonstra nenhuma misericórdia por ti. No entanto, quando lhe concederes misericórdia, a misericórdia dele brilhará sobre ti.

Deixa, então, o Filho de Deus despertar de seu sono e, ao abrir seus olhos santos, voltar mais uma vez para abençoar o mundo que ele criou. Ele começou no erro, mas terminará no reflexo de sua santidade. E ele não dormirá mais e nem sonhará com a morte. Une-te, então, a mim hoje. Tua glória é a luz que salva o mundo. Não detenhas mais a salvação. Olha para o mundo e vê aí o sofrimento. Teu coração não está disposto a trazer descanso a teus irmãos fatigados?

Eles têm de esperar tua própria liberação. Eles ficam presos até que estejas livre. Eles não podem ver a misericórdia do mundo até que a encontres em ti mesmo. Eles sentem dor até que negues o controle dela sobre ti. Eles morrem até aceitares tua própria vida eterna. Tu és o Próprio Filho santo de Deus. Lembra-te disto e todo mundo fica livre. Lembra-te disto é a terra e o Céu se tornam uma coisa só.

É isso, o aprendizado de como trazer o Céu à terra, que podemos aprender praticando a ideia de hoje. 

A elas?

quarta-feira, 9 de julho de 2025

O resultado de nossas escolhas é a vida que vivemos

 

LIÇÃO 190

Escolho a alegria de Deus em vez da dor.

1. A dor é uma perspectiva errada. Quando experimentada, sob qualquer forma, é uma prova de auto-engano. Ela não é absolutamente um fato. Não há nenhuma forma que ela tome que não desapareça se vista de forma correta. Pois a dor declara que Deus é cruel. Como isso poderia ser real sob qualquer forma? Ela é testemunha do ódio de Deus Pai por Seu Filho, da pecabilidade que Deus vê nele e do desejo louco de vingança e de morte de Deus.

2. Tais projeções podem ser provadas? Elas podem ser qualquer coisa a não ser totalmente falsas? A dor é apenas uma testemunha dos equívocos do Filho acerca do que ele pensa ser. É um sonho de uma retaliação violenta a um crime que não poderia ser cometido, pois ataca aquilo que é totalmente inatacável. É um pesadelo de abandono por um Amor Eterno, que não poderia deixar o Filho a quem Ele criou no amor.

3. A dor é um sinal de que as ilusões reinam no lugar da verdade. Ela demonstra que Deus é negado, confundido com o medo, percebido como louco e visto como traidor de Si Mesmo. Se Deus é real, a dor não existe. Se a dor é real, Deus não existe. Pois a vingança não é parte do amor. E o medo, que nega o amor e utiliza a dor para provar que Deus está morto, mostra que a morte é vitoriosa sobre a vida. O corpo é o Filho de Deus, perecível pela morte, tão mortal quanto o Pai que ele assassinou.

4. Paz a tal insensatez! Chegou a hora de rir de tais ideias insanas. Não há nenhuma necessidade de se pensar nelas como crimes hediondos ou como pecados secretos com consequências funestas. Quem a não ser um louco poderia concebê-las como causa para qualquer coisa? Sua testemunha, a dor, é tão louca quanto elas e não deve ser mais temida do que as ilusões insanas que ela protege e tenta demonstrar que também têm de ser verdadeiras.

5. São só teus pensamentos que te causam dor. Nada fora de tua mente pode te ferir ou machucar de qualquer modo. Não há nenhuma causa além de ti mesmo que possa surgir e te trazer depressão. Ninguém, a não ser tu mesmo, te afeta. Não existe nada no mundo que tenha o poder de te deixar doente ou triste, ou fraco, ou frágil. Mas és tu quem tem o poder para dominar todas as coisas que vês, reconhecendo simplesmente o que és. Quando perceberes que todas as coisas são inofensivas, elas aceitarão tua vontade santa como sendo a delas. E, agora, aquilo que se via como amedrontador se torna uma fonte de inocência e de santidade.

6. Meu irmão santo, pensa nisto um instante: o mundo que vês não faz nada. Ele não tem absolutamente nenhum efeito. Ele simplesmente representa teus pensamentos. E vai mudar completamente quando optares por mudar teu modo de pensar e escolheres a alegria de Deus como aquilo que realmente queres. Teu Ser fica radiante nesta alegria santa, inalterado, invariável e constante para todo o sempre. E negarias a um cantinho de tua mente sua própria herança e a manterias como um hospital para a dor, um lugar doentio onde as coisas vivas têm de vir para morrer finalmente?

7. O mundo pode parecer te causar dor. E, no entanto, o mundo, como algo sem causa, não tem nenhum poder, para causar. Como um efeito, ele não pode produzir efeitos. Como uma ilusão, ele é o que desejares. Teus desejos vãos representam suas dores. Teus desejos estranhos trazem sonhos maus a ele. Teus pensamentos de medo o envolve no medo, enquanto em teu perdão benigno ele vive.

8. A dor é o pensamento do mal tomando forma e produzindo destruição em tua mente santa. A dor é o resgate que pagas alegremente para não seres livre. Na dor, nega-se a Deus o Filho que Ele ama. Na dor, o medo parece triunfar sobre o amor e o tempo substituir a eternidade e o Céu. E o mundo se torna um lugar cruel e amargo, onde o sofrimento governa e pequenas alegrias recuam diante do ataque violento da dor terrível que espera para pôr fim a toda alegria na amargura.

9. Depõe tuas armas e vem sem defesa para o lugar tranquilo onde, enfim, a paz do Céu mantém todas as coisas serenas. Renuncia a todos os pensamentos de perigo e de medo. Não permitas que nenhum ataque entre contigo. Depõe a espada cruel do julgamento que sustentas contra tua garganta e põe de lado os ataques destruidores com os quais buscas esconder tua santidade.

10. Aqui compreenderás que a dor não existe. Aqui a alegria de Deus te pertence. Este é o dia em que te é dado perceber claramente a lição que contém todo o poder da salvação. É esta: a dor é ilusão; a alegria, realidade. A dor é apenas sono; a alegria é despertar. A dor é engano; só a alegria é verdade.

11. E, assim mais uma vez fazemos a única escolha que em algum momento se pode fazer: escolhemos entre as ilusões e a verdade, ou entre a dor e a alegria, ou entre o inferno e o Céu. Deixemos que nossa gratidão para com nosso Professor encha nossos corações, à medida que ficamos livres para escolher a alegria em vez da dor, nossa santidade em lugar do pecado, a paz de Deus em vez do conflito e a luz do Céu no lugar da escuridão do mundo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 190

Caras, caros,

Sabemos já por termos ouvido muitas vezes que a vida é feita de escolhas, não é mesmo? No entanto, ainda há uma grande maioria de pessoas que não sabe disso. Ou por falhas em sua educação, ou por não terem acesso à educação, ou por se deixarem enganar por outras pessoas "espertas", que, para se aproveitar da ingenuidade dessas que não sabem que têm o poder de escolha, afirmam que elas têm de seguir a orientação que Deus lhes dá na Bíblia, obedecendo fielmente a tais orientações sob pena de irem parar no inferno.

Outras há que preferem não escolher, ou se enganam pensando que não escolher não é também uma escolha. Um problema bem complicado, não? Às vezes para fugir às consequências de escolher, às vezes para tentar fugir às responsabilidades que as escolhas trazem.

No entanto, "a vida é feita de escolhas". Sim, sim, é isto mesmo. Não existe uma vida vivida ao acaso, por mais que algumas pessoas tentem fugir. Na verdade, deixar de escolher é, como eu disse acima, uma escolha também. E, obviamente, as consequências de não escolher vão se apresentar. E, junto com elas, a responsabilidade da pessoa que optou por não escolher.

É tipo aquele dilema: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", não é mesmo? 

Agora, o melhor de se saber disso, é que este saber, esta consciência, nos dá a possibilidade de fazermos escolhas melhores, quando as que fizemos até aqui não nos puseram no caminho da alegria e da paz. É disso que as práticas com a ideia de hoje vai tratar.

"Escolho a alegria de Deus em vez da dor."

Lembram-se da lição de ontem? Ela diz, em seu quinto parágrafo, "o que queres ver? A chance te é dada. Aprende apenas e não deixes que tua mente se esqueça desta lei da visão: tu verás aquilo que sentes dentro de ti". 

Quer dizer, como já vimos outras vezes, a percepção só pode nos mostrar - e nos mostra sempre - aquilo que já tínhamos escolhido ver antes, e não o contrário. Sempre, sempre e sempre. Isto é a mesma coisa que dizer que não há nada fora, não é mesmo? Tudo o que vemos é apenas aquilo que trazemos dentro de nós mesmos e de nós mesmas.

É por isso que nunca é demais lembrar as quatro leis espirituais que se ensinam na Índia. Vamos fazê-lo mais uma vez hoje.

Lembram?

1. A pessoa que vem é a certa.
2. Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.
3. Toda vez que você iniciar é o momento certo.
4. Quando algo termina, acaba realmente.

E por que lembrar destas leis? Porque penso que elas, de certo modo, facilitam a compreensão de todas as ideias que praticamos nestes últimos dias e facilitam também as práticas com a ideia de hoje. E de que forma?

Simplificando o entendimento do fato de que "tu não precisas fazer nada". Isto é, basta que não atrapalhemos o desenrolar do plano de Deus para a salvação, atulhando-o de empecilhos, de senões e de "e se?". Simplificando a compreensão de que sempre podemos escolher outra vez, ou olhar de modo diferente para toda e qualquer pessoa, coisa ou situação que se apresente a nossa experiência.

Voltando ainda à lição de ontem, é bom atentarmos também para o que ela diz em seu sétimo parágrafo. Todo ele. Leiam-no mais uma vez, por favor, ainda que apenas como parte da prática de hoje. E reflitam no seguinte:

"Teu papel é simplesmente permitir que se removam suavemente, para sempre, todos os obstáculos que interpões entre o Filho e Deus, o Pai." Isto é a mesma coisa que o Curso diz em sua introdução, quando afirma que seu objetivo é remover de nossa consciência os obstáculos que nos impedem de ver a presença do amor.

Repetindo: o que acontece, em geral, é que queremos entender as coisas de maneira racional e lógica, a partir do que nos aconselha o sistema de pensamento do mundo. Isto é, é sempre só o ego que quer compreender. O Ser em nós sabe, conhece. E se nos deixarmos guiar e orientar por ele podemos ir de olhos fechados. Sempre. É possível deixar de lado todos os sentidos, toda a lógica. Afinal, se olharmos atentamente para o mundo, sem o julgamento de nossa percepção, há alguma coisa sequer que a lógica de nosso intelecto possa explicar? 

Por que não? 

Porque este lado racional e lógico é do ego e depende da percepção. A consciência que temos das escolhas que fazemos nunca percebe o quadro completo. O que ela pensa ver é tão somente sempre uma pontinha do iceberg. A maioria das vezes não temos a menor consciência dos processos que se desencadeiam em nosso interior, a partir de uma fala, de um gesto, de uma lembrança, de um olhar, de um sorriso, de um cheiro, de uma canção ouvida em algum lugar, nalgum momento. 

Aquilo que aprendemos há muito tempo, e que pensávamos ter esquecido, fica registrado como uma memória e está pronto a se manifestar à primeira oportunidade. Daí a necessidade da prática dos exercícios. Daí a necessidade da Expiação. Daí a necessidade da atenção que devemos dar a qualquer coisa que aparentemente contrarie nossos desejos conscientes. Ela bem pode ser resultado de uma escolha que não sabemos ter feito. De um programa obsoleto que ficou implantado em nossa memória e não foi apagado, deletado, como pensávamos que fora.

Mas mais importante que tudo isto é aprendermos a acolher quaisquer pessoas, situações e experiências que se apresentem, entendendo que elas sempre se apresentam para atender a uma escolha nossa, mesmo quando não temos consciência dela, assim como nos ensinam a leis da espiritualidade da Índia.

Às práticas?

terça-feira, 8 de julho de 2025

Nossa ligação com Deus se dá na alegria e na paz

 

LIÇÃO 189

Sinto o Amor de Deus em mim agora.

1. Há uma luz em ti que o mundo não pode perceber. E com os olhos dele tu não verás esta luz, pois estás cego pelo mundo. No entanto, tens olhos para vê-la. Ela existe para que a vejas. Ela não foi posta em ti para ser mantida oculta de tua vista. Esta luz é um reflexo do pensamento que praticamos agora. Sentir o Amor de Deus em ti é ver o mundo de maneira nova, brilhando em inocência, vivo em esperança e abençoado com perfeita pureza e amor.

2. Quem poderia sentir medo em um mundo tal como este? Ele te acolhe, alegra-se porque vieste e canta teus louvores enquanto te mantêm a salvo de toda forma de perigo e de dor. Ele te oferece um lar aconchegante e benigno onde passar algum tempo. Ele te abençoa ao longo de todo o dia e vigia durante a noite qual guardião silencioso de teu sono sagrado. Ele vê a salvação em ti e protege a luz em ti, na qual vê sua própria luz. Ele te oferece suas flores e sua neve, em agradecimento por tua benevolência.

3. Este é o mundo que o Amor de Deus revela. Ele é tão diferente do mundo que vês pelos olhos sombrios de malícia e de medo que um prova que o outro é falso. Só um pode ser absolutamente verdadeiro. O outro é totalmente sem significado. Um mundo no qual o perdão brilha sobre todos as coisas e a paz oferece sua luz bondosa a todos é inconcebível para aqueles que veem um mundo de ódio que surge do ataque, pronto para vingar, assassinar e destruir.

4. Porém, o mundo de ódio é igualmente invisível e inconcebível para aqueles que sentem o Amor de Deus em si. O mundo deles reflete a tranquilidade e a paz que brilha neles; a bondade e a inocência que os envolve; a alegria com que olham para fora a partir dos infinitos mananciais de alegria interior. Eles olham para o que sentem interiormente e veem seu reflexo seguro em todos os lugares.

5. O que queres ver? A escolha te é dada. Mas aprende e não deixes tua mente se esquecer desta lei da visão: tu verás aquilo que sentes em teu interior. Se o ódio encontrar um lugar em teu coração, vais perceber um mundo amedrontador  preso de modo cruel entre os dedos ossudos e afiados da morte. Se sentires o Amor de Deus dentro de ti, olharás para um mundo de misericórdia e amor.

6. Hoje, ultrapassamos as ilusões, enquanto buscamos achar aquilo que é verdadeiro em nós e sentir sua ternura todo-envolvente, seu Amor que nos sabe tão perfeitos quanto ele próprio, sua visão que é a dádiva que seu Amor nos concede. Aprendemos o caminho hoje. Ele é tão certo quanto o próprio Amor, para o qual ele nos transporta. Pois sua simplicidade evita as ciladas que só servem para esconder as tolas complexidades do aparente raciocínio lógico do mundo.

7. Faze simplesmente isto: fica quieto e põe de lado todos os pensamentos acerca do que és e do que Deus é; todos os conceitos que aprendeste a respeito do mundo; todas as imagens que tens de ti mesmo. Esvazia tua mente de tudo o que ela pensa que é falso ou verdadeiro, ou bom ou mau, de todo pensamento que ela julga digno e de todas as ideias das quais ela se envergonha. Não te prendas a nada. Não tragas contigo um único pensamento que o passado tenha ensinado, nem uma só crença que tenhas aprendido alguma vez antes a respeito de qualquer coisas. Esquece este mundo, esquece este curso e vem com mãos totalmente vazias para teu Deus.

8. Não é Ele Quem conhece o caminho para ti? Tu não precisas saber o caminho para Ele. Tua parte é simplesmente permitir que todos os obstáculos que interpuseste entre o Filho e Deus Pai sejam calmamente retirados para sempre. Deus fará Sua parte em uma resposta alegre e imediata. Pede e receberás. Mas não faças exigências, nem indiques para Deus a estrada pela qual Ele deveria aparecer para ti. A maneira de alcançá-Lo é apenas deixar que Ele seja. Pois deste modo tua realidade também se manifesta.

9. E assim, hoje, não escolhemos o caminho pelo qual vamos a Ele. Mas escolhemos, sim, deixar que Ele venha. E descansamos com esta escolha. E, em nossos corações tranquilos e mentes abertas, Seu Amor marcará o caminho para si mesmo. Aquilo que não foi negado certamente existe, se for verdadeiro, e pode ser alcançado com certeza. Deus conhece Seu Filho e conhece o caminho para ele. Ele não precisa que Seu Filho Lhe mostre como achar Seu caminho. Seu Amor brilha e se reflete a partir de seu lar interior através de toda porta aberta e ilumina o mundo em inocência.

10. Pai, não conhecemos o caminho para Ti. Mas chamamos e Tu nos respondes. Nós não atrapalharemos  Os caminhos para a salvação não são os nossos, pois Te pertencem. E é em Ti que os procuramos. Nossas mãos estão abertas para receber Tuas dádivas. Não temos nenhum pensamento separado de Ti e não damos valor a nenhuma crença acerca do que somos ou de Quem nos criou. Teu é o caminho que queremos encontrar e seguir. E pedimos apenas que Tua Vontade, que também é a nossa, seja feita em nós e no mundo, para ele se torne uma parte do Céu agora. Amém.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 189

Caras, caros,

Enquanto aceitarmos as limitações que nos impõe o sistema de pensamento do ego, não perceberemos de forma clara que é possível estabelecer uma ligação com o divino em nós. Quer dizer, esta ligação nunca deixa de existir, nós é que não a percebemos porque ocupadas, ocupados, com tudo o que o ego nos diz que temos de fazer para encontrar a alegria e a paz neste mundo.

O ego nos indica inúmeros caminhos sem nos avisar que seu objetivo é sempre nos afastar da alegria e da paz, oferecendo-nos migalhas de satisfação e prometendo que chegaremos à felicidade quando atendermos a todas as suas exigências absurdas.

É claro que isso não vai acontecer nunca no tempo linear ilusório que o ego nos dá para viver. Não há tempo, na verdade, para alcançarmos as metas do ego, pois elas nunca acabam. Por isso é que tão logo logramos alcançar um objetivo, o ego nos convida a ir além, e além, e além...

Ora nossa ligação com Deus é permanente e nunca se desfaz, a menos que estejamos convencidas, convencidos, de que o que o ego nos propõe pode levar a algum lugar. Por isso é que precisamos restabelecer nosso vínculo indissolúvel com o divino, experimentando a paz e a alegria, que fazer calar a voz de ego em nós pode nos dar. Para isso praticamos a ideia de hoje.

"Sinto o Amor de Deus em mim agora."

Como eu já disse tantas outras vezes antes, a ideia para as práticas de hoje nos remete diretamente a um ponto específico do livro texto, ao ponto em que ele que trata de "causa e efeito", na página 33. Um ponto que nos diz de forma muito clara que não vigiamos nossos pensamentos com cuidado e atenção suficientes. Aliás, muitos e muitas de nós ainda acreditam que somos os nossos pensamentos e que sem eles não é possível viver, o que é um enorme equívoco. 

De acordo com o texto, estamos permanentemente dispostos e dispostas a reclamar do medo, apesar de persistirmos em amedrontar a nós mesmos e a nós mesmas. O texto chama também nossa atenção para o fato de não estarmos habituados, nem habituadas, ao pensamento da mente disposta ao milagre, a mente que abandona o medo. 

É em razão disto que o Curso nos oferece os exercícios, pela lição de cada dia, pois, como o texto diz, uma mente que não é capaz de exercer vigilância sobre seus pensamentos não pode ajudar na tarefa de salvação do mundo, pois, distraída de si mesma, acredita que alguma coisa fora dela pode amedrontá-la. 

Daí é que surgem todos os conflitos que aparentemente vivemos neste mundo. O Curso ensina, contudo, que tanto os milagres quanto o medo vêm dos pensamentos. Basta, portanto, que nos mantenhamos vigilantes sobre nossos pensamentos para sermos capazes de escolher os milagres que afastam o medo, mesmo que apenas durante um breve intervalo de tempo, enquanto dura nossa vigilância.

Vocês conseguem perceber a relação entre o texto e a ideia que vamos praticar hoje? Ele tem também, ao mesmo tempo, relação direta com a ideia que praticamos ontem, que dizia: "aqueles que buscam a luz estão apenas cobrindo seus olhos". Pois "a luz está neles agora", do mesmo modo que está em cada um e cada uma de nós o tempo todo, ainda que a grande maioria de nós não tenha consciência disto a maior parte do tempo.

Na verdade, tudo está relacionado àquilo que queremos acreditar que seja a Vontade de Deus para nós. Se acreditamos que a Vontade de Deus e a nossa própria vontade são a mesma, podemos tranquilamente inferir que, quando estamos fazendo aquilo que nos sentimos inspirados e inspiradas a fazer e que nos põe em contato com uma alegria quase indizível e nos deixa inteiramente em paz, estamos, de fato, cumprindo nosso papel no plano de Deus para a salvação. Pois são a alegria e a paz que nos ligam a Deus. 

Quando estamos em sintonia com o divino não há nenhum conflito e podemos verdadeiramente sentir o Amor de Deus dentro de nós. E fora também. Pois tudo o que nos sentimos inclinados e inclinadas a fazer é estender o amor que sentimos.

É, pois, para aprender a escolher a Vontade de Deus, mantendo vigilância sobre nossa mente e pensamentos, que praticamos. 

Às práticas?

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Só aqui e agora a Vontade de Deus pode se realizar

 

LIÇÃO 188

A paz de Deus brilha em mim agora.

1. Por que esperar pelo Céu? Aqueles que buscam a luz estão apenas cobrindo seus olhos. A luz está neles agora. A iluminação é apenas um reconhecimento, não uma mudança em absoluto. A luz não é do mundo, porém tu que podes carregar a luz em ti também és um estranho aqui. A luz veio contigo de teu lar de origem e ficou contigo porque é tua. Ela é a única coisa que trazes contigo d'Aquele Que é tua Fonte. Ela brilha em ti porque ilumina teu lar e te conduz de volta ao lugar de onde ela veio e aonde estás em casa.

2. Esta luz não pode ser perdida. Por que esperar para encontrá-la no futuro ou acreditar que ela já se perdeu ou nunca existiu? Ela pode ser vista tão facilmente que os argumentos que provam que ela não existe são ridículos. Quem pode negar a presença daquilo que vê em si mesmo? Não é difícil olhar para dentro, pois toda a luz começa aí. Não há nenhuma visão, seja de sonhos ou de uma Fonte mais verdadeira, que não seja uma sombra daquilo que se vê a partir da visão interior. Aí a percepção começa e aí ela termina. Ela não tem nenhuma fonte a não ser esta.

3. A paz de Deus brilha em ti agora e se estende ao mundo inteiro desde o teu coração. Ela pára para acariciar toda coisa viva e deixa nelas uma bênção que permanece para todo o sempre. Aquilo que ela dá tem de ser eterno. Ela retira todos os pensamentos do efêmero e do sem valor. Ela traz renovação a todos os corações cansados e ilumina todas as visões à medida que passa. Todas as suas dádivas são dadas a todos e todos se unem para dar graças a ti que dás e a ti que recebes.

4. O brilho em tua mente lembra o mundo daquilo que ele esqueceu e o mundo, do mesmo modo, te devolve a lembrança. A salvação se irradia de ti com dádivas incomensuráveis, dadas e devolvidas. O Próprio Deus agradece a ti, o doador da dádiva. E, em Sua bênção, a luz em ti brilha de modo mais claro, somando-se às dádivas que tens para oferecer ao mundo.

5. A paz de Deus nunca pode ser contida. Aquele que a reconhece em si mesmo tem de dá-la. E os meios para dá-la estão em sua compreensão. Ele perdoa porque reconhece a verdade em si. A paz de Deus brilha em ti agora, e em todas as coisas vivas. Na tranquilidade ela é reconhecida universalmente. Pois aquilo para que olha tua visão interior é tua percepção do universo.

6. Senta calmamente e fecha os olhos. A luz dentro de ti é suficiente. Só ela tem o poder para te dar a dádiva da visão. Exclui o mundo exterior e deixa que teus pensamentos voem para a paz interior. Eles conhecem o caminho. Pois pensamentos honestos, imaculados pelo sonho de coisas do mundo exterior a ti mesmo, se tornam os mensageiros santos do Próprio Deus.

7. Estes pensamentos tu pensas com Ele. Eles reconhecem seu lar. E apontam para sua Fonte, Onde Deus Pai e Filho são um. A paz de Deus brilha neles, mas eles têm de permanecer contigo também, pois nasceram em tua mente, da mesma forma que a tua nasceu na de Deus. Eles te conduzem de volta à paz, de onde vieram apenas para te lembrar como tens de voltar.

8. Eles atendem à Voz de teu Pai quando te recusas a escutar. E eles te pedem com insistência e de forma paciente que aceites Sua Palavra como aquilo que és, em vez de fantasias e sombras. Eles te lembram de que és o co-criador de todas as coisas que vivem. Pois do mesmo modo que a paz de Deus brilha em ti, ela tem de brilhar sobre elas.

9. Hoje praticamos chegar mais perto da luz em nós. Tomamos nossos pensamentos inconstantes e os levamos delicadamente de volta ao lugar em que eles se alinham com todos os pensamentos que compartilhamos com Deus. Não deixaremos que eles se desviem. Deixamos a luz dentro de nossas mentes orientá-los a virem para casa. Nós os traímos, ordenando que se afastassem de nós. Mas agora pedimos que voltem e os limpamos de desejos estranhos e de anseios confusos. Devolvemos a eles a santidade de sua herança.

10. Deste modo, nossas mentes se recuperam com eles e reconhecemos que a paz de Deus ainda brilha em nós e, a partir de nós, em todas as coisas vivas que compartilham nossa vida. Nós perdoaremos a todas, absolvendo o mundo inteiro daquilo que pensávamos que ele fez a nós. Pois somos nós que fazemos o mundo do modo que o queremos. Agora escolhemos que ele seja inocente, livre de pecado e aberto à salvação. E depositamos sobre ele nossa bênção salvadora, ao dizermos:

A paz de Deus brilha em mim agora.
Que todas as coisas brilhem sobre mim nesta paz,
e que eu as abençoe com a luz em mim.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 188

Caras, caros,

Conforme já vimos no ensinamento o único tempo que existe de fato é o presente. Quer dizer, aqui e agora. Todas as questões que temos em relação ao tempo se referem apenas à ilusão de que existiu um tempo antes deste que estamos vivendo: o passado, que, como a palavra diz, já passou, e à de que além deste tempo que vivemos haverá um tempo ainda por vir: o futuro, que só existe como expectativa ilusória de que há algo que precisamos fazer para ir adiante.

O fato de acreditarmos em um tempo linear, que se desloca num espaço que não sabemos definir qual é, complica enormemente as possibilidade que temos de viver plenamente. Por quê? Porque quando não estamos pensando em alguma coisa que "aconteceu" e, por isso, não vivemos o momento de modo pleno, estamos distraídos, distraídas, fantasiando o que gostaríamos que viesse a acontecer daqui a pouco, amanhã, depois, num tempo que ainda não existe.

Como o Curso afirma, quando não estamos com a mente no passado, nos a colocamos no futuro. E não vivemos, não saboreamos, não aproveitamos nada, ou praticamente nada, do presente, o único tempo em que de fato podemos viver.

É também a isto que se relacionam as práticas com a ideia que temos para este dia.

"A paz de Deus brilha em mim agora."

Hoje, vamos explorar mais uma vez a ideia que quer nos levar à tomada da decisão de acabar com a espera pelo Céu. Uma ideia que quer que nos conscientizemos de que não há necessidade de nenhuma espera, se, de fato, queremos viver o Céu na terra. O que causa a aparente demora e adia o momento em que vamos reconhecer que a Vontade de Deus e a nossa são a mesma é nossa falta de convicção. E só nossa falta de convicção que nos impede de tomar a decisão de uma vez por todas. 

Interessante é notar que, quando falamos a respeito do tempo - pensando que é possível adiar qualquer ação -, estamos apenas reforçando nossa crença em um tempo linear, que não existe a não ser na ilusão. Um tempo a que nos referimos como passado, presente e futuro, que se sobrepõem um ao outro, mas que aparentemente existem de forma independente e separada, como já vimos antes aqui.

Na verdade, conforme o Curso afirma, o único tempo que existe é o presente, o agora, e o agora, o presente, é o tempo que mais se assemelha à eternidade. Aliás, a eternidade só pode se comparar ao presente. Assim, podemos perceber que tudo o que acontece só pode acontecer no tempo certo, e que tudo está no lugar certo em todos os momentos em que olharmos para o mundo, pois não há como ser de outra forma.

O ensinamento nos autoriza a pensar, salvo engano de interpretação - e me corrijam, por favor, se eu estiver vendo de forma equivocada -, que não há atrasos na vida. Tudo acontece a seu tempo, no tempo certo, o tempo inteiro [lembremo-nos da terceira e da quarta leis espirituais que se ensina na Índia: Quando você começa alguma coisa, é o momento certo; e quando alguma coisa acaba, termina de fato]. 

Por isso, se alguma coisa ainda não aconteceu, ela não aconteceu simplesmente porque não era sua hora de acontecer. Ou alguém ainda pode ter dúvida disso? E se alguma coisa que algum ou alguma de nós vive ainda não terminou, é porque ela ainda não está acabada. Quer dizer, se não acabou é porque ainda não aprendemos com ela tudo o que ela queria nos ensinar. Ou porque ainda não aprendemos com ela tudo o que escolhemos aprender, pois ela só se apresentou porque a pedimos, mesmo que não tenhamos consciência disso o tempo todo. 

Assim, entender que algo pode acontecer fora do tempo certo - isto é, antes ou depois do momento em que acontece - apenas atesta o equívoco de  nossa percepção a respeito do tempo. É como se diz comumente - e de forma equivocada - de alguém, [ou de nós mesmos e de nós mesmas, às vezes], que ele (ou ela) estava no lugar errado na hora errada. Ora, isso é impossível. Sempre estamos no lugar certo e na hora certa, aonde quer que estejamos. É só lá que podemos estar. No lugar certo, seja ele o que for. Na hora que for.

Repetindo algo que eu já disse antes, o Curso nos afiança que seu ensinamento não está além do aprendizado imediato, a menos que acreditemos que "a Vontade de Deus leva tempo" para se realizar. E acreditar nisto significa apenas que preferimos adiar o reconhecimento de que tudo o que somos e vivemos, na verdade, é parte da Vontade de Deus. Fora da Vontade d'Ele/Ela só podemos experimentar ilusões. Pois a Vontade de Deus sempre se realiza num tempo fora do tempo [linear, ilusório], que é o presente: o aqui e agora, seja o momento que for.

Referindo-se à prática do instante santo, o texto nos assegura de que "o instante santo é este instante e todos os instantes". É, em razão disto, aquele que quisermos que seja. Cabe a nós a tomada da decisão de quando ele será, e não podemos trazê-lo à consciência enquanto não o quisermos de verdade. Assim como não podemos materializar em nossa vida nada que não esteja em nossos pensamentos.

De certa forma, entendo que a lição de hoje começa dizendo a mesma coisa de outro modo. Isto é, que não há necessidade de esperarmos pelo Céu, podemos vivê-lo agora e em qualquer instante em que decidirmos aceitar para nós, como nossa vontade em sintonia com o divino em nós, que tudo o que desejamos é viver o Céu em nossas vidas. Cabe-nos apenas tomar esta decisão. Por que não agora? Por quanto tempo ainda pensamos poder adiar a tomada de decisão? Quanto ainda acreditamos que há para se aprender com a experiência da ilusão? Há, de fato, alguma coisa que a ilusão nos possa ensinar? 

As pessoas que buscam a luz apenas cobrem os olhos, pois a luz está em nós o tempo todo. Ou seja, não existe uma situação em que estejamos afastados, ou afastadas, da luz e nem um instante que não seja santo, mesmo que na ilusão de mundo que construímos ou inventamos pensemos haver coisas não santas, devidas à escuridão.

As práticas, como digo constantemente e como o Curso diz, podem - e vão - nos ensinar isto. 

A elas?

sábado, 5 de julho de 2025

Apenas quem acredita na ilusão precisa compreender

 

LIÇÃO 186

A salvação do mundo depende de mim.

1. Eis aqui a afirmação que um dia afastará toda a arrogância de todas as mentes. Eis aqui a ideia da humildade verdadeira, que não defende nenhum papel como o teu próprio papel a não ser aquele que te foi dado. Ela te oferece a aceitação de um papel designado para ti, sem insistir em outro. Ela não julga teu papel adequado. Ela apenas reconhece que a Vontade de Deus se faz tanto na terra quanto no Céu. Ela une todas as vontades na terra no plano do Céu para salvar o mundo, devolvendo-o à paz do Céu.

2. Não lutemos com nosso papel. Nós não o criamos. Ele não é ideia nossa. O meio pelo qual ele será cumprido perfeitamente nos foi dado. Tudo o que se pede que façamos é que aceitemos nossa parte na verdadeira humildade e que não neguemos com arrogância auto-enganadora que somos dignos. Temos a força para fazer o que nos é dado fazer. Nossas mentes são perfeitamente adequadas para assumir o papel que nos foi designado por Aquele Que nos conhece bem.

3. A ideia de hoje pode parecer bastante séria até que percebas seu significado. Tudo o que ela diz é que teu Pai ainda Se lembra de ti, que és Seu Filho. Ela não pede que sejas diferente do que és de nenhuma forma. O que a humildade poderia pedir a não ser isto? E o que a arrogância poderia negar senão isto? Hoje não recuaremos de nossa obrigação sob o motivo ilusório de que a modéstia é ultrajada. É o orgulho que negaria o Chamado do Próprio Deus.

4. Abandonamos toda a falsa humildade hoje para podermos escutar a Voz de Deus nos revelar o que Ele quer que façamos. Não duvidaremos de nossa aptidão para a função que Ele nos oferecerá. Teremos certeza apenas de que Ele conhece nossos poderes, nossa sabedora e nossa santidade. E, se Ele acredita que somos dignos, então somos. É só a arrogância que julga de outro modo.

5. Há um e somente um caminho para se liberar da prisão que teu plano de provar que o falso é verdadeiro te traz. Aceita, no lugar dele, o plano que não fizeste. Não julgues teu valor para ele. Se a Voz de Deus te garante que a salvação necessita de tua parte e que o todo depende de ti, fica certo de que é verdade. O arrogante tem de se agarrar às palavras, com medo de ir além delas para experimentar o que poderia desacreditar sua atitude. Os humildes, no entanto, estão livres para ouvir a Voz que lhes diz o que eles são e o que fazer.

6. A arrogância inventa uma imagem de ti mesmo que não é real. É esta imagem que treme e foge em pânico quando a Voz por Deus te assegura que tens o poder, a sabedoria e a santidade para ultrapassar todas as imagens. Tu não és fraco como a imagem de ti mesmo é. Tu não és ignorante e desamparado. O pecado não pode manchar a verdade em ti e o sofrimento não pode chegar perto do lar santo de Deus.

7. Tudo isto a Voz por Deus te diz. E, quando Ele fala, a imagem treme e busca atacar a ameaça que ela não conhece, sentindo suas bases se desintegrarem. Abandona-a. A salvação do mundo depende de ti e não deste monte de pó inútil. O que ele pode dizer ao Filho de Deus? Por que ele precisa se preocupar com isto de alguma forma?

8. E, assim, achamos nossa paz. Aceitaremos a função que Deus nos deu, pois todas as ilusões se baseiam na estranha crença de que podemos criar outra por nós mesmos. Os papéis que criamos para nós mesmos são inconstantes e parecem mudar do desconsolo à felicidade extasiante do amor e de amar. Podemos rir ou chorar e saudar o dia com boas vindas ou com lágrimas. Nossa verdadeira forma de ser parece mudar à medida que experimentamos milhares de alterações de humor e nossas emoções, de fato, nos elevam às alturas ou nos arremessa violentamente ao chão em desespero.

9. Este é o Filho de Deus? Deus poderia criar tamanha instabilidade e chamá-la de Filho? Ele, Que é imutável, compartilha Suas características com Sua criação. Todas as imagens que Seu Filho parece criar não têm nenhum efeito naquilo que ele é. Elas atravessam sua mente como folhas varridas pelo vento, que formam um padrão por um instante, se separam para se agrupar novamente, e desaparecerem  Ou como miragens, surgindo do pó, sobre um deserto.

10. Estas imagens irreais se irão e deixarão tua mente desanuviada e serena, quando aceitares a função que te foi dada. As imagens que criaste só dão origem a metas contraditórias, temporárias e vagas, incertas e ambíguas. Quem poderia ser constante em seus esforços ou orientar sua forças e energias concentradas em direção a metas como estas? As funções que o mundo preza são tão incertas que mudam dez vezes por hora nos casos mais seguros. Que esperança de benefício pode se basear em metas como estas?

11. Em amoroso contraste, tão certo quanto é a volta do sol a cada manhã para dissipar a noite, a verdadeira função que te foi dada se destaca clara e totalmente não ambígua. Não há nenhuma dúvida acerca de sua validade. Ela vem d'Aquele Que não conhece nenhum erro e Sua Voz tem certeza de Suas mensagens. Elas não mudarão nem entrarão em conflito. Todas apontam para uma só meta e uma meta que podes atingir. Teu plano pode ser impossível, mas o de Deus não pode fracassar nunca porque Ele é a sua Fonte.

12. Faze conforme a Voz de Deus te orienta. E se Ele te pede uma coisa que parece impossível, lembra-te de Quem é que pede e de quem faria a negativa. Considera isto então: quem tem mais probabilidade de estar certo? A Voz que fala pelo Criador de todas as coisas, Que conhece todas as coisas exatamente como são, ou uma imagem distorcida de ti mesmo, confusa, desnorteada, incoerente e insegura de tudo? Não deixes que esta voz te oriente. Ouve, em seu lugar, uma Voz segura, que te fala de uma função que te foi dada por teu Criador, Que Se lembra de ti e pede com insistência que te lembres d'Ele agora.

13. Sua Voz serena está chamando do conhecido para o desconhecido. Ele quer te consolar, embora Ele não conheça nenhuma tristeza. Ele quer fazer uma restituição, embora Ele seja completo; uma dádiva para ti, embora Ele saiba que tu já tens tudo. Ele tem Pensamentos que atendem a toda necessidade que Seu Filho percebe, embora Ele não as veja. Pois o Amor tem de dar e o que é dado em Nome d'Ele assume a forma mais útil em um mundo de formas.

14. Estas são as formas que não podem enganar jamais, porque elas vêm da Própria Ausência de Formas. O perdão é uma forma terrena de amor, que, assim como é no Céu, não tem nenhuma forma. Porém, dá-se aqui o que é necessário aqui do modo que for necessário. Desta forma tu podes cumprir tua função até mesmo aqui, embora ainda seja muito mais o que o amor vai significar para ti, quanto a ausência de formas for restabelecida para ti. A salvação do mundo depende de ti, que podes perdoar. Esta é tua função aqui.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 186

Caras, caros,

Vocês já se deram conta da importância que têm no mundo, mesmo neste mundo de ilusões? E por que a pergunta? Porque em geral todas e todos nós nos consideramos seres insignificantes, cujo poder individual não serve nem para mover uma palha, no plano de Deus para o que deve ser o mundo real.

Na verdade, não é bem assim. Cada uma e cada um de nós é parte complementar fundamental do divino, do todo. E o todo só pode ser todo quando todas as suas partes têm a mesma importância. Assim, mesmo que não nos consideremos capazes de qualquer salvação, nem sequer para nós mesmas, ou para nós mesmos, o fato é que somos. Capazes e importantes. Muito. E a salvação do mundo depende, sim, da salvação de cada uma de nós, de cada um de nós.

É disso que vamos tratar com as práticas da ideia que o ensinamento nos oferece para este dia.

"A salvação do mundo depende de mim."

Quantos, ou quantas, dentre nós já se aperceberam de que a ideia que vamos praticar hoje é, de fato, a mais pura expressão da verdade? Só eu posso salvar o mundo, se acredito na mensagem atribuída historicamente a Jesus por todas as religiões que o adotaram como salvador, e trazida mais uma vez ao mundo pela Voz à qual se atribui a autoria deste Curso. O mesmo vale para quem acredita na mensagem que, segundo a história, ele nos deixou há mais de dois mil anos. Ou não nos lembramos de que, de acordo com os registros - verdadeiros ou não - que chegaram até nós, ele disse que tudo o que ele fez cada um e cada uma de nós pode fazer igual e melhor?

Além do mais há que se considerar que o Curso ensina que "não há nenhum mundo", a não ser aquele que nós mesmos e nós mesmas construímos com nossos pensamentos e ações, acreditando ser possível uma existência separada de Deus.

Mais! Basta que acreditemos na veracidade da afirmação do Curso de que não existe nada fora de nós, para se criar em nós a certeza interior de que o mundo que existe aparentemente só existe como expressão daquilo que trazemos dentro de cada um de nós mesmos, dentro de cada uma de nós mesmas. E é isso mesmo o que diz Elio D'Anna em seu livro A Escola dos Deuses, para quem se deu ao trabalho de lê-lo, conforme a recomendação que fiz algum tempo atrás.

É preciso que nos conscientizemos de que isso também é verdade para todos e todas nós, uma vez que tudo o que vemos, ouvimos, cheiramos, tocamos, provamos, pensamos ou sentimos não é nada a não ser extensão ou projeção daquilo mesmo que há dentro de cada um, de cada uma, de todos e de todas ao mesmo tempo. Isto é, o mundo que vemos é um mundo diferente para cada um e para cada uma de nós, que olhamos para ele. Mais ainda, ele é um mundo diferente a cada instante em que olhamos para ele. E ele é, para cada um e cada uma de nós, apenas o fruto das crenças que desenvolvemos ao longo do tempo que aparentemente passamos aqui. É assim que ele se mostra a cada um e a cada uma, a sua maneira, com uma percepção própria, fundada nos equívocos particulares dos sentidos individuais, e na visão própria de cada um, ou de cada uma, que serve apenas para confirmar aquilo em que cada um e cada uma de nós acredita.

Por isso posso repetir sem susto o que já disse nos comentários dos últimos anos: ainda bem que a lição de hoje apresenta uma ideia que nos pede para relevar as formas, todas as formas, sem exceção, uma vez que cada um e cada uma de nós em seu próprio mundo aprende de acordo com sua capacidade inerente de ouvir e entender - entender, aqui, no sentido de aceitar e seguir a orientação que o Curso oferece - a ideia que pratica. E para cada um, ou cada uma, ela se apresenta da forma que lhe for mais conveniente, da forma lhe seja mais fácil e melhor de reconhecer, compreender e aceitar. 

Lembremo-nos sempre, pois, de que compreender só é, de fato, compreender, quando é sinônimo de aceitar. E também de que não há necessidade de compreender a partir do que sabemos intelectualmente, uma vez que tudo o que sabemos via intelecto, só pode se referir - e, de fato, só se refere mesmo - à ilusão. Quer dizer, só tem necessidade de compreensão aquele, ou aquela, que acredita, ou que quer acreditar, que pode haver qualquer realidade na ilusão.

Fiquemos atentos e atentas, portanto, ao que nos diz a lição de hoje acerca da necessidade de assumirmos o papel que nos cabe na salvação do mundo. Lembremo-nos de que, se Deus nos garante que temos todo o poder, toda a sabedoria e toda a santidade e inocência necessárias para levar a cabo a tarefa, é porque, de fato, temos. 

É importante lembrar ainda que assumir este papel significa também assumir cem por cento a responsabilidade pela cura do mundo que construímos com nossos pensamentos, palavras, atos e omissões, como já lhes disse em vários comentários anteriores. 

Às práticas?