quarta-feira, 3 de abril de 2024

Nada, nem o mundo, se interpõe entre nós e Deus

 

LIÇÃO 94

Eu sou como Deus me criou.

1. Continuamos, hoje, com a única ideia que traz a salvação completa, a única declaração que torna todas as formas de tentação ineficazes, o único pensamento que torna o ego mudo e inteiramente desfeito. Tu és como Deus te criou. Os sons deste mundo estão em silêncio, as cenas deste mundo desaparecem e todos os pensamentos que este mundo já teve são eliminados para sempre por esta única ideia. Aqui a salvação se realiza. Aqui se restabelece a sanidade.

2. A luz verdadeira é força e força é inocência. Se continuas a ser como Deus te criou, tens de ser forte e a luz tem de estar em ti. Aquele Que garante tua inocência também tem de ser a garantia da força e da luz. Tu és como Deus te criou. As trevas não podem esconder a glória do Filho de Deus. Tu te encontras na luz, forte na inocência na qual foste criado e na qual permanecerás por toda a eternidade.

3. Hoje, dedicaremos mais uma vez os primeiros cinco minutos de cada hora de vigília à tentativa de sentir a verdade em ti. Começa estes momentos de busca com estas palavras:

Eu sou como Deus me criou.
Sou Seu Filho eternamente.

Tenta, agora, alcançar o Filho de Deus em ti. Este é o Ser que nunca pecou nem fez uma imagem para substituir a realidade. Este é o Ser que nunca abandonou Seu lar em Deus para andar pelo mundo de modo incerto. Este é o Ser que não conhece nenhum medo, nem poderia imaginar a perda ou o sofrimento ou a morte.

4. Não se pede nada de ti para alcançar esta meta, exceto que abandones todos os ídolos e auto-imagens; que vás além da lista de características, tanto boas quanto ruins, que atribuis a ti mesmo; e que aguardes, em expectativa silenciosa, pela verdade. O Próprio Deus promete que ela será revelada a todos que a pedirem. Estás pedindo agora. Não podes falhar, porque Ele não pode falhar.

5. Se não cumprires o requisito de praticar durante os primeiros cinco minutos de cada hora, lembra-te pelo menos de hora em hora:

Eu sou como Deus me criou.
Sou Seu Filho eternamente.

Dize a ti mesmo com frequência hoje que és como Deus te criou. E certifica-te de responder, a qualquer um que pareça te irritar, com estas palavras:

Tu és como Deus te criou.
Tu és Seu Filho eternamente.

Aplica todos os esforços, hoje, para fazer os exercícios de hora em hora. Cada um que fizeres será um passo gigantesco na direção de tua liberação e um marco no aprendizado do sistema de pensamento que este curso anuncia.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 94

Caras, caros,

A ideia para praticarmos hoje é esta:

"Eu sou como Deus me criou."

E é na direção desta descoberta, ou desta lembrança, que nossa jornada nos leva. Mais uma vez. Esta é a verdade a respeito de nós mesmos e de nós mesmas em que queremos de fato acreditar. Ou não é? Queremos de verdade abandonar o mundo e não depender de nada do que ele nos oferece? Aquilo por que ansiamos não é nada mais do que ficarmos livres de todo e qualquer desejo? Queremos aprender a deixar que o espírito de Deus viva sua vida por nós, em nós? Ou queremos continuar a viver pela metade a partir dos ensinamentos do mundo baseado no sistema de pensamento do ego?

Há que se refletir bem e responder a estas perguntas. Pois sabemos - algumas e alguns de nós -, no fundo de nossos corações, que só em Deus podemos encontrar a paz e a alegria completas. Esta é a Vontade de Deus para nós e é também a nossa vontade.

Eu sou como Deus me criou.

É por isso que podemos ficar certos de que é verdade o que a lição de hoje pede que pratiquemos novamente. É verdade o que ela diz para começo de conversa. Isto é:

Continuamos, hoje, com a única ideia que traz a salvação completa, a única declaração que torna todas as formas de tentação ineficazes, o único pensamento que torna o ego mudo e inteiramente desfeito. Tu és como Deus te criou. Os sons deste mundo estão em silêncio, as cenas deste mundo desaparecem e todos os pensamentos que este mundo já teve são eliminados para sempre por esta única ideia. Aqui a salvação se realiza. Aqui se restabelece a sanidade.

Quem quer o mundo? Quem deseja ter o que o mundo oferece? O que verdadeiramente o mundo oferece? Já não aprendemos que o mundo é só ilusão, sonho? Ou alguém em algum momento viveu no mundo o suficiente para receber dele alguma coisa que dure para sempre? Ou há alguém no mundo que pensamos conhecer que vive desde o início dos tempos e que vai viver até o fim dos tempos?

O mundo, e tudo o que ele oferece, é como um véu que busca esconder de nós o tesouro mais precioso. O ego, invenção do mundo, uma falsa imagem de nós mesmos e de nós mesmas, nos quer fazer crer que podemos viver separados e separadas de Deus, da Fonte de verdade, do amor, da pureza, da alegria e da paz. Tenta fazer isso buscando nos convencer de que podemos macular a inocência em que fomos criados e criadas, que podemos transformar em trevas a luz de que somos portadores.

É por isso que a lição ensina:

A luz verdadeira é força e força é inocência. Se continuas a ser como Deus te criou, tens de ser forte e a luz tem de estar em ti. Aquele Que garante tua inocência também tem de ser a garantia da força e da luz. Tu és como Deus te criou. As trevas não podem esconder a glória do Filho de Deus. Tu te encontras na luz, forte na inocência na qual foste criado e na qual permanecerás por toda a eternidade.

O ego quer interpor o mundo entre Deus e nós. O ego quer se interpor entre o Ser que somos com Deus, n'Ele. E busca no fazer acreditar que a imagem que ele quer que façamos de nós é real e que não podemos ser como Deus nos criou. Caso o fôssemos poderíamos transformar o mundo da noite para o dia. Eis aí mais uma de suas artimanhas: a tentativa de nos fazer crer que há alguma coisa a ser transformada no mundo, a tentativa de nos envolver em uma cruzada para tornar o mundo um lugar melhor para se viver. 

"Não há mundo", o Curso declara a certa altura. Mas quem, de fato, acredita nisto? A grande maioria de nós, seres humanos, ainda acredita e se esforça, ou pensa que há que se esforçar, para buscar trazer ao mundo uma situação que reflita a justiça de Deus, trazer a ele a abundância, a igualdade para todas as pessoas, imaginando ser possível modificar os estados mentais de uns e outros e de umas e outras. 

Não é! 

Cada um de nós só pode trabalhar pela transformação em si mesmo. Cada uma de nós, do mesmo modo, só pode trabalhar com a possibilidade de transformação em si mesma. O mundo não tem nada que queiramos a oferecer. E só quando nos convencermos, isto é, aceitarmos esta premissa como expressão da verdade acerca do significado do mundo, é que vamos ser capazes de olhar para dentro de nós mesmos - e de nós mesmas - para encontrar aí, a força e a inocência necessárias para mostrar o mundo a luz que trazemos, a luz que somos, por sermos ainda como Deus nos criou. 

Eu sou como Deus me criou.

É esta ideia que me dá a certeza de que não há nada a ser modificado nem em mim, nem no mundo. Pois o mundo só existe e precisa ser modificado para os olhos do ego, para a interpretação que ele faz de tudo o que aparentemente acontece neste mundo. Na verdade, "não há mundo", como eu disse acima, a partir do que o Curso ensina. Não há nada fora de mim, não há nada fora de nenhum e de nenhuma de nós, a não ser na projeção que fazemos daquilo que nos vai pelo interior.

As tentativas todas do ego de se interpor entre mim e Deus ou de interpor um mundo, este mundo, ou qualquer mundo entre mim e Deus, estão fadadas ao fracasso. Pois:

Eu sou como Deus me criou.

E, a partir desta verdade eterna, sei que não há nada, nem o mundo, que possa se interpor entre Deus e eu, entre Deus e nós - entre Deus e cada um ou cada uma de nós e entre Ele e todos e todas nós. Continuamos a ser como Ele nos criou. Toda ideia de separação é apenas parte de uma grande fantasia, uma ilusão em que acreditamos quando pensamos ser possível uma existência - qualquer que ela seja -  separada de Deus. Isto é a mesma coisa que acreditar que podemos viver separados ou separadas de nós, mesmo daquilo que pensamos ser. Ou daquilo que, de fato, somos.

É por isso que precisamos colocar toda a atenção de que somos capazes nas instruções que a lição de hoje nos oferece para as práticas. E também nas práticas. São elas que vão nos devolver a consciência de nossa verdadeira Identidade. É a prática da ideia de hoje que pode anular, de uma vez por todas, todas as nossas fantasias e apagar e limpar todos os equívocos que nos fazem pensar em nós mesmos e em nós mesmas como separados uns dos outros e separadas umas das outras e de Deus. 

Vamos voltar a esta ideia mais vezes no decorrer das práticas, porque entendê-la, reconhecer nela a verdade a nosso próprio respeito e aceitá-la, para viver a experiência do mundo a partir dela, vai nos levar a alcançar a salvação para nós mesmos, para nós mesmas e para o mundo. 

Às práticas, pois!

terça-feira, 2 de abril de 2024

Atenção e compromisso: o que a consciência pede

 

LIÇÃO 93

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.

1. Tu pensas ser o lar do mal, das trevas e do pecado. Pensas que, se alguém pudesse perceber a verdade acerca de ti, ficaria repugnado e fugiria de ti como de uma cobra venenosa. Pensas que, se aquilo que é a verdade acerca de ti te fosse revelado, serias acometido de um horror tão intenso que te precipitarias para a morte pela tua própria mão, por ser impossível continuar a viver depois de ver isso.

2. Estas são crenças estabelecidas de forma tão firme que é difícil te ajudar a perceber que elas estão embasadas no nada. Que cometes erros, é óbvio. Que procuras a salvação de maneiras estranhas; que estás enganado, que enganas e tens medo de fantasias tolas e de sonhos perversos; e que reverencias ídolos feitos de pó -, tudo isto é verdadeiro de acordo com o que acreditas agora.

3. Hoje, vamos questionar isto, não a partir do ponto de vista daquilo que pensas, mas a partir de um ponto de referência muito diferente, a partir do qual tais pensamentos inúteis não têm significado. Estes pensamentos não estão de acordo com a Vontade de Deus. Ele não compartilha contigo estas crenças bizarras. Isto é suficiente para provar que eles estão errados, mas tu não percebes que isto é verdade.

4. Por que não ficarias em êxtase ao te ser assegurado que todo o mal que pensas que fizeste nunca foi feito, que todos os teus pecados não são nada, que és tão puro e santo quanto foste criado e que a luz e a alegria e a paz habitam em ti? Tua imagem de ti mesmo não pode se opor à Vontade de Deus. Tu pensas que isto é a morte, mas é a vida. Pensas que estás destruído, mas estás salvo.

5. O ser que fizeste não é o Filho de Deus. Por isto, este ser absolutamente não existe. E qualquer coisa que ele pareça fazer e pensar não significa nada. Ele não é nem ruim, nem bom. Ele é irreal, e nada mais do que isso. Ele não luta com o Filho de Deus. Ele não o fere, nem ataca sua paz. Ele não muda a criação nem transforma a inocência eterna em pecado e o amor em ódio. Que força pode possuir este ser que fizeste, se ele contradiria a Vontade de Deus?

6. Tua inocência é garantida por Deus. Isto tem de ser repetido vezes sem conta até ser aceito. É verdade. Tua inocência é garantida por Deus. Nada pode tocá-la ou mudar aquilo que Deus criou eterno. O ser que fizeste, mau e pecador, não tem significado. Tua inocência é garantida por Deus e a luz e a alegria e a paz habitam em ti.

7. A salvação pede apenas a aceitação de um único pensamento: - tu és como Deus te criou, não o que fizeste de ti mesmo. Seja qual for o mal que possas pensar que fizeste, tu és como Deus te criou. Sejam quais forem os erros que cometeste, a verdade acerca de ti é imutável. A criação é eterna e inalterável. Tua inocência é garantida por Deus. Tu és e serás para sempre exatamente como foste criado. A luz e a alegria e a paz habitam em ti porque Deus as colocou aí.

8. Em nosso períodos de exercícios mais longos hoje, que seriam mais proveitosos se feitos nos primeiros cinco minutos de cada hora de vigília, começa declarando a verdade acerca de tua criação:

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.
Minha inocência é garantida por Deus.

Em seguida, descarta tuas auto-imagens tolas e passa o resto do período de prática tentando experimentar o que Deus te dá, em lugar daquilo que decretas para ti mesmo.

9. Tu és aquilo que Deus criou ou aquilo que fizeste. Um único Ser é verdadeiro; o outro não existe. Tenta experimentar a unidade de teu único Ser. Tenta compreender o significado da Santidade d'Ele e do amor a partir do qual Ele foi criado. Tenta não atrapalhar o Ser que Deus criou como tu, escondendo Sua grandeza atrás dos ídolos minúsculos do mal e do pecado que fazes para substituí-Lo. Permite que Ele venha para aquilo que Lhe é Próprio. Eis-te aqui; Tu és Isto. E a luz e a alegria e a paz habitam em ti porque isto é verdade.

10. Tu podes não estar disposto ou até mesmo não ser capaz de utilizar os primeiros cinco minutos de cada hora para estes exercícios. Contudo, tenta fazê-lo quando puderes. Lembra-te ao menos de repetir estes pensamentos a cada hora:

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.
Minha inocência é garantida por Deus.

Em seguida, tenta dedicar pelo menos cerca de um minuto para fechar os olhos e perceber claramente que isto é uma declaração da verdade a teu respeito.

11. Se surgir uma situação que pareça ser perturbadora, dissipa rapidamente a ilusão do medo repetindo estes pensamentos mais uma vez. Se fores tentado a ficar com raiva de alguém, dize-lhe silenciosamente:

A luz e a alegria e a paz habitam em ti.
Tua inocência é garantida por Deus.

Hoje, podes fazer muito pela salvação do mundo. Hoje, podes fazer muito para te aproximar do papel que Deus estabelece para ti na salvação. E podes fazer muito, hoje, para trazer a tua mente a convicção de que a ideia para o dia é, de fato, verdadeira.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 93

Caras, caros,

Hoje, nossas práticas vão se dar a partir da ideia:

"A luz e a alegria e a paz habitam em mim."

É possível acreditares que:

és "o lar do mal, das trevas e do pecado"? Acreditares que "se alguém pudesse perceber a verdade acerca de ti, ficaria repugnado e fugiria de ti como de uma cobra venenosa"? Pensares que, "se aquilo que é a verdade acerca de ti te fosse revelado, serias acometido de um horror tão intenso que te precipitarias para a morte pela tua própria mão, por ser impossível continuar a viver depois de ver isso"?

Se acreditas de fato nisto, que é o que o mundo, via sistema de pensamento do ego, ensina, então acreditas, sem sombra de dúvida, que estás separado, ou separada, de Deus. E te acreditas dividido, ou dividida, no mínimo, em dois seres: um propenso ao mal, outro com a mirada no bem.

No entanto, como ensina a lição:

Estas são crenças estabelecidas de forma tão firme que é difícil te ajudar a perceber que elas estão embasadas no nada. Que cometes erros, é óbvio. Que procuras a salvação de maneiras estranhas; que estás enganado, que enganas e tens medo de fantasias tolas e de sonhos perversos; e que reverencias ídolos feitos de pó -, tudo isto é verdadeiro de acordo com o que acreditas agora.

Não obstante, "a luz e a alegria e a paz habitam" em ti. Basta que questiones as crenças que fundamentam tua vida, tua experiência neste mundo até o momento presente, para que um pouco de luz se faça e comeces a vislumbrar a verdade a teu respeito. 

Como a lição orienta:

Hoje, vamos questionar isto, não a partir do ponto de vista daquilo que pensas, mas a partir de um ponto de referência muito diferente, a partir do qual tais pensamentos inúteis não têm significado. Estes pensamentos não estão de acordo com a Vontade de Deus. Ele não compartilha contigo estas crenças bizarras. Isto é suficiente para provar que eles estão errados, mas tu não percebes que isto é verdade.

E por quê? Porque ainda insistes em dar ouvidos ao ego, ao mundo, que te diz que há muitos problemas se apresentando no mundo, no país em que vives, nos países vizinhos do teu, e nos países distantes de todos os lugares do mundo, que o planeta está sendo devastado, que a violência está ficando cada vez pior, que as guerras não vão acabar nunca, que a pobreza e a fome e as doenças estão dizimando milhões de pessoas todos os dias, os problemas políticos e de corrupção no lugar onde vives e também em muitos outros - na maioria, quem sabe - lugares do mundo estão se agravando cada vez mais, os conflitos raciais e o ódio estão se espalhando, o fundamentalismo religioso está tornando cada vez maior o número de vítimas, e por aí vai.

O que faz com que isso tudo pareça real para ti? Teus pensamentos equivocados. O fato de acreditares que tal coisa é possível. Tua resistência à verdade de que este mundo é apenas sonho e ilusão e de que é apenas uma projeção do caos que trazes em teu interior. O fato de ainda acreditares que há alguma coisa de valor no mundo pela qual vale a pena lutar. Isto é engano. É auto-engano! Nenhuma luta vale a pena.

Aí a lição pergunta:

Por que não ficarias em êxtase ao te ser assegurado que todo o mal que pensas que fizeste nunca foi feito, que todos os teus pecados não são nada, que és tão puro e santo quanto foste criado e que a luz e a alegria e a paz habitam em ti? 

E ela mesma responde:

Tua imagem de ti mesmo não pode se opor à Vontade de Deus. Tu pensas que isto é a morte, mas é a vida. Pensas que estás destruído, mas estás salvo.

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.

E habitam em ti e habitam em todos nós, na medida em que temos consciência de nossa unidade com Deus. Na medida em que buscamos cumprir a parte que nos cabe no plano de Deus para a salvação, que é o único que funcionará, como já vimos.

Mas para isso precisamos das práticas. Precisamos descobrir que a divisão que pensamos existir em nós mesmos e em nós mesmas não é verdadeira. A imagem que fazemos de nós mesmos e de nós mesmas é apenas parte do sonho e não dura mais do que um instante quando confrontada com a verdade acerca do que somos em Deus, com Ele.

É a continuação da lição que afirma:

O ser que fizeste não é o Filho de Deus. Por isto, este ser absolutamente não existe. E qualquer coisa que ele pareça fazer e pensar não significa nada. Ele não é nem ruim, nem bom. Ele é irreal, e nada mais do que isso. Ele não luta com o Filho de Deus. Ele não o fere, nem ataca sua paz. Ele não muda a criação nem transforma a inocência eterna em pecado e o amor em ódio. Que força pode possuir este ser que fizeste, se ele contradiria a Vontade de Deus?


O ser que fizeste não existe... Ele não é o Filho de Deus. Não foi criado à imagem e semelhança de Deus. Foi feito num sonho em que pensaste poder ficar separado, ou separada, de Deus, de tua Fonte. Não podes! Não é possível. Não existe Deus e tu e eu... Não! Tudo o que existe é Deus. E Deus só cria a Sua imagem e semelhança.

O que podes ser então? O que pensas que Deus teria a dizer a respeito do que és, do que é Seu Filho?

Tua inocência é garantida por Deus. Isto tem de ser repetido vezes sem conta até ser aceito. É verdade. Tua inocência é garantida por Deus. Nada pode tocá-la ou mudar aquilo que Deus criou eterno. O ser que fizeste, mau e pecador, não tem significado. Tua inocência é garantida por Deus e a luz e a alegria e a paz habitam em ti.

A salvação pede apenas a aceitação de um único pensamento: - tu és como Deus te criou, não o que fizeste de ti mesmo. Seja qual for o mal que possas pensar que fizeste, tu és como Deus te criou. Sejam quais forem os erros que cometeste, a verdade acerca de ti é imutável. A criação é eterna e inalterável. Tua inocência é garantida por Deus. Tu és e serás para sempre exatamente como foste criado. A luz e a alegria e a paz habitam em ti porque Deus as colocou aí.

Tua inteira atenção e teu compromisso total com as orientações que a lição oferece para as práticas são essenciais para que experimentes a consciência da Presença de Deus em teu dia. Para que essa Presença te acompanhe e abra teus caminhos ao longo do dia, ao longo de toda a tua vida. Para que saibas interiormente a verdade a teu respeito a partir do que a lição ensina:

Tu és aquilo que Deus criou ou aquilo que fizeste. Um único Ser é verdadeiro; o outro não existe. Tenta experimentar a unidade de teu único Ser. Tenta compreender o significado da Santidade d'Ele e do amor a partir do qual Ele foi criado. Tenta não atrapalhar o Ser que Deus criou como tu, escondendo Sua grandeza atrás dos ídolos minúsculos do mal e do pecado que fazes para substituí-Lo. Permite que Ele venha para aquilo que Lhe é Próprio. Eis-te aqui; Tu és Isto. E a luz e a alegria e a paz habitam em ti porque isto é verdade.

Às práticas?

segunda-feira, 1 de abril de 2024

A vontade e o poder de que dispomos são ilimitados

 

LIÇÃO 92

Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

1. A ideia para hoje é uma extensão da anterior. Tu não pensas na luz em termos de força e nas trevas em termos de fraqueza. Isto porque tua ideia do que significa ver está presa ao corpo e a seus olhos e cérebro. Deste modo, acreditas que podes alterar o que vês colocando pedacinhos de vidro diante de teus olhos. Isto está entre as muitas crenças mágicas que vêm de tua convicção de que és um corpo e de que os olhos do corpo podem ver.

2. Tu também acreditas que o cérebro do corpo pode pensar. Se ao menos compreendesses a natureza do pensamento, só poderias rir desta ideia louca. É como se acreditasses que seguras o palito de fósforo que acende o sol e lhe dá todo o seu calor; ou que tens o mundo bem preso em tuas mãos até o libertares. Isto, não obstante, não é mais tolo do que acreditar que os olhos do corpo podem ver; o cérebro pode pensar.

3. É a força de Deus em ti que é a luz em que vês, assim como é com a Mente d'Ele que pensas. A força d'Ele nega tua fraqueza. É tua fraqueza que vê com os olhos do corpo, perscrutando de um lado para outro nas trevas para ver sua própria semelhança; o pequeno, o fraco, o doente, e o moribundo, os necessitados, o impotente e o amedrontado, o triste, o pobre, o faminto e o infeliz. Estes são vistos por olhos que não podem ver e não podem abençoar.

4. A força ignora estas coisas vendo além das aparências. Ela mantém seu olhar sereno sobre a luz que está alem delas. Ela se une à luz da qual é parte. Ela vê a si mesma. Ela traz a luz na qual teu Ser aparece. Nas trevas tu percebes um ser que não existe. A força é a verdade acerca de ti; a fraqueza é um ídolo venerado e adorado de forma falsa a fim de que a força possa ser afastada para que as trevas reinem no lugar em que Deus determinou que houvesse luz.

5. A força vem da verdade; e brilha com a luz que sua Fonte lhe dá; a fraqueza reflete as trevas de seu autor. Ela é doente e olha para a doença, que é igual a si mesma. A verdade é um salvador que só pode desejar a felicidade e a paz para todos. Ela dá sua força em quantidade ilimitada a todos que pedirem. Ela percebe que a falta em qualquer um seria uma falta em todos. E assim ela dá sua luz para que todos possam ver e se beneficiar como um só. Sua força é compartilhada, a fim de poder levar a todos o milagre no qual eles se unirão em intenção e no perdão e no amor.

6. A fraqueza, que olha nas trevas, não pode ver um propósito no perdão e no amor. Ela vê todos os outros diferentes de si mesma e não vê nada no mundo que queira compartilhar. Ela julga e condena, mas não ama. Ela permanece nas trevas para se esconder e sonha que é forte e conquistadora, uma vitoriosa sobre as limitações que, na escuridão, apenas crescem até atingir proporções enormes.

7. Ela tem medo e ataca e odeia a si mesma, e as trevas cobrem tudo o que ela vê, tornando seus sonhos tão amedrontadores quando ela própria. Aqui não há nenhum milagre, mas apenas ódio. Ela se separa do que vê, enquanto que a luz e a força se percebem como uma só. A luz da força não é a luz que vês. Ela não varia nem pisca, nem se apaga. Ela não muda da noite para o dia e de volta às trevas até que a manhã surja outra vez.

8. A luz da força é confiável, certa como o amor, eternamente alegre por se dar, porque não pode se dar senão para si mesma. Ninguém pode pedir em vão para compartilhar de sua vista e ninguém que penetre em sua morada pode sair sem um milagre diante de seus olhos, e sem a força e a luz habitando em seu coração.

9. A força em ti te oferecerá a luz e guiará tua visão para que não te demores nas sombras inúteis que os olhos do corpo provêm para o auto-engano. Força e luz se unem em ti e, onde elas se encontram, teu Ser fica pronto para te abraçar como àquilo que é Próprio d'Ele Mesmo. É este o ponto de encontro que tentamos achar e no qual descansar hoje, pois a paz de Deus está aonde teu Ser, o Filho d'Ele, espera agora para Se encontrar mais uma vez e ser um só.

10. Vamos dar vinte minutos duas vezes hoje para nos juntarmos a esta reunião. Deixa-te levar a teu Ser. A força d'Ele será a luz na qual a dádiva da visão te é dada. Abandona, então, a escuridão por um momento hoje e praticaremos ver na luz, fechando os olhos do corpo e pedindo que a verdade nos mostre como achar o ponto de encontro do ser com o Ser, no qual luz e força são a mesma coisa.

11. Praticaremos deste modo pela manhã e à noite. Depois do encontro da manhã, utilizaremos o dia na preparação do momento em que, à noite, nos encontraremos de novo em confiança. Vamos repetir com a maior frequência possível a ideia para hoje e reconhecer que estamos sendo apresentados à visão e conduzidos, para longe das trevas, na direção da luz onde só se pode perceber milagres.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 92

Caras, caros,

Para as práticas de hoje, o Curso nos traz um complemento, uma extensão, à ideia das práticas de ontem. É o seguinte:

"Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa."

Esta ideia quer - e vai - revelar uma vez mais, para quem ainda não sabe, que luz e força são a mesma coisa. E quem de nós sabe disso? 

Como a lição anterior mostrou, é na luz que vemos milagres. A ideia para as práticas de hoje complementa e estende o alcance da lição de ontem. Daí a necessidade de que escolhamos a luz. Mas quem a quer escolher?

Quem dentre nós, de fato, quer a luz? Como diz a lição:

A ideia para hoje é uma extensão da anterior. Tu não pensas na luz em termos de força e nas trevas em termos de fraqueza. Isto porque tua ideia do que significa ver está presa ao corpo e a seus olhos e cérebro. Deste modo, acreditas que podes alterar o que vês colocando pedacinhos de vidro diante de teus olhos. Isto está entre as muitas crenças mágicas que vêm de tua convicção de que és um corpo e de que os olhos do corpo podem ver.

Todos vocês devem se lembrar de uma lição anterior: Eu quero que haja luz. Por mais incrível que pareça, é simples assim. Só depende de nossa decisão. A força está na nossa decisão, assim como a luz. Aliás, tudo depende apenas de nossa decisão. Inclusive a nossa salvação e, por extensão, a salvação do mundo. No entanto, a lição diz:

... acreditas que o cérebro do corpo pode pensar. Se ao menos compreendesses a natureza do pensamento, só poderias rir desta ideia louca. É como se acreditasses que seguras o palito de fósforo que acende o sol e lhe dá todo o seu calor; ou que tens o mundo bem preso em tuas mãos até o libertares. Isto, não obstante, não é mais tolo do que acreditar que os olhos do corpo podem ver; o cérebro pode pensar.

É a força de Deus em ti que é a luz em que vês, assim como é com a Mente d'Ele que pensas. A força d'Ele nega tua fraqueza. É tua fraqueza que vê com os olhos do corpo, perscrutando de um lado para outro nas trevas para ver sua própria semelhança; o pequeno, o fraco, o doente, e o moribundo, os necessitados, o impotente e o amedrontado, o triste, o pobre, o faminto e o infeliz. Estes são vistos por olhos que não podem ver e não podem abençoar.

Mas não é só quando reconhecemos o problema que ele pode ser resolvido? Quando vamos reconhecê-lo? Até quando vamos adiar a tomada de decisão? Até quando vamos escolher permanecer tateando nas trevas, com medo da luz? 

Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

A escolha é sempre de cada um e de cada uma de nós. E é por isso que ela é sempre individual. Isto é, nada nem ninguém a pode influenciar, mesmo quando acreditamos que foi este ou aquele fator, esta ou aquela pessoa que nos levou a escolher determinada experiência ou viver determinada situação em nossa vida. 

Ou como diz o livro que eu lia num dos anos passados no momento em que preparava este comentário para postagem:

"Ninguém pode jamais prevalecer sobre os outros! A ideia de prevalecer sobre os outros é uma ilusão... um preconceito da velha humanidade conflituosa, predatória.. perdedora...".

Mesmo quando nos encontramos sob a influência de um grupo, por fazermos parte dele, as escolhas a serem feitas cabem a cada um e a cada uma. E têm de ser respeitadas, sob a pena de o grupo não se manter coeso, ou de aqueles e aquelas de nós que pensarem ter suas vontades desrespeitadas terem de deixar o grupo. Ou pensamos que livre arbítrio significa o quê? Pois conforme a orientação da lição:

A força ignora estas coisas vendo além das aparências. Ela mantém seu olhar sereno sobre a luz que está além delas. Ela se une à luz da qual é parte. Ela vê a si mesma. Ela traz a luz na qual teu Ser aparece. Nas trevas tu percebes um ser que não existe. A força é a verdade acerca de ti; a fraqueza é um ídolo venerado e adorado de forma falsa a fim de que a força possa ser afastada para que as trevas reinem no lugar em que Deus determinou que houvesse luz.

A força vem da verdade; e brilha com a luz que sua Fonte lhe dá; a fraqueza reflete as trevas de seu autor. Ela é doente e olha para a doença, que é igual a si mesma. A verdade é um salvador que só pode desejar a felicidade e a paz para todos. Ela dá sua força em quantidade ilimitada a todos que pedirem. Ela percebe que a falta em qualquer um seria uma falta em todos. E assim ela dá sua luz para que todos possam ver e se beneficiar como um só. Sua força é compartilhada, a fim de poder levar a todos o milagre no qual eles se unirão em intenção e no perdão e no amor.

Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

De acordo com o texto intitulado A herança do Filho de Deus, as leis de Deus existem para a nossa proteção, e, mesmo quando O negamos, aquilo que experimentamos ainda é para a nossa proteção, pois o poder de nossa vontade não pode ser diminuído sem a intervenção de Deus contra ele [contra o poder de nossa vontade, o que levaria Deus a investir, na verdade, contra Sua Própria Vontade e contra Seu Próprio Poder]. 

Porém,  se em algum momento tal coisa acontecesse, ficaria caracterizado o fim do livre arbítrio. Mas, uma vez que Deus não é um ditador todo-poderoso, ainda de acordo com o texto, não é Vontade d'Ele qualquer limitação ao nosso poder. Ele nem mesmo se opõe a qualquer uma de nossas vontades, ainda que saiba que estamos querendo muito pouco. Limitando nosso desejo à forma, é como se disséssemos: "Eu não tenho necessidade de tudo. É só esta pequena coisinha que quero e ela será tudo para mim".

Onde está a força de uma escolha assim? Em que a podemos comparar com a força de Deus? Se a Vontade de Deus é que tenhas tudo, por que escolhes menos do que tudo? Vê-se que estamos nas trevas mesmo. Não é possível ver milagres nas trevas. Precisamos nos aproximar da luz. Escolhê-la.

Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

Em função disso é que cabe a cada um de nós escolher o que quer viver, sabendo que nunca há nenhuma razão para culpar ou responsabilizar Deus ou qualquer outra pessoa pelo que vivemos, a não ser para uma percepção equivocada. É, portanto, escolha de cada um viver ou a experiência de um mundo ilusório cheio de equívocos e de coisas assustadoras, horríveis, más, ou a experiência de um mundo no qual todos podem viver um "sonho feliz" e tudo o que se vê são os milagres que o amor mostra, a partir do perdão que oferecemos a tudo e a todos. Mas igualmente ilusório. Pelo menos enquanto tivermos a necessidade da percepção e dos sentidos.

Seguir com toda a atenção possível as instruções da lição deste dia, pode nos levar à luz e a ver os milagres que ela traz consigo. 

Às práticas?

ADENDO:

Caros, caras,

Este texto foi escrito no dia 28 de março de 2020, após a prática da lição 88 no oitavo dia da segunda revisão. Resolvi editá-lo um pouco e mantê-lo após a postagem do comentário da lição de hoje, porque, apesar de aparentemente a forte ameaça que representou o vírus no ano em questão já se ter dissipado, o que foi registrado aqui ainda é algo para se pensar, para se refletir. Algo que pode nos levar a buscar perceber claramente onde nos encontramos e o que estamos fazendo de nossas vidas, após a pandemia, de que serviram nossas práticas durante aquele período, a que estão servindo agora nossas práticas, se é que estão servindo de alguma coisa.

Praticamos naquele dia com a ideia que nos dizia que "a luz veio" e também a que afirmava não estarmos sujeitos "a nenhuma lei a não ser às de Deus". 

No período de nossas vidas, naquele tempo, em que nos pusemos de quarentena, em isolamento social para não sermos dominados, dominadas, subjugados, subjugas, mortos e mortas [nossos corpos], por um vírus, conseguimos (?), conseguiremos (?) ver a luz?

Ora, o vírus veio. E, mesmo assim, pareceu-nos possível dizer, naquele instante, que não estamos sujeitos a nenhuma lei a não ser às de Deus, não é mesmo? Parece-nos, hoje, possível dizer isto?

O vírus veio. E a luz? Será o vírus a luz? Serão as leis do vírus similares às leis de Deus?

Talvez o vírus e as leis que vêm dele, de sua presença entre nós, façam com que possamos parar por alguns instantes para perceber claramente o que o Curso quer dizer quando afirma que não há mundo, ou que este mundo, assim como o vemos, a partir dos sentidos do ego - a falsa imagem de Deus e de nós mesmos e de nós mesmas que construímos - é neutro.

Os vírus, o de então e todos os outros que se apresentam, não tomam partido, são neutros também. E claro que, de acordo com as projeções - as estatísticas e os números divulgados depois confirmaram - o número maior de mortos se dará (deu-se) entre os pobres, mas não por escolha do vírus, ou de Deus, e sim por escolha nossa, de nossos governantes ou de nosso modo de viver.

É nossa forma de vida, de utilização do planeta e de sua exploração e do esgotamento de seus recursos, da exploração de outros e outras de nós, seja por que meio for, seja da forma que for, que dá condições para que situações como aquela e todas as que vivemos agora emerjam, se concretizem em nossa experiência.

É nossa falta de compaixão, nossa incapacidade de repartir, de dividir o pão, que coloca a grande maioria das pessoas no mundo em situação de penúria, de pobreza extrema e de saúde precaríssima, nas piores condições possíveis e imagináveis de vida.

Há como mudar isso?

Sim! E não!

Sim, para aqueles e aquelas de nós que já entenderam a neutralidade do mundo, sua inexistência como realidade verdadeira. Quer dizer, para aqueles e aquelas de nós que já se perdoaram e perdoaram o mundo, por perceberem que ele não é nada senão a projeção daquilo que trazemos dentro de nós mesmos, de nós mesmas. E, sabendo disso, resolveram projetar sobre o mundo apenas uma imagem de luz, oferecendo ao mundo, e a tudo nele, apenas seu amor, sua compaixão, sua alegria e seu perdão. 

Lembremo-nos! Começando pelo perdão a nós mesmos e a nós mesmas, que este é o único perdão de que o mundo necessita. Pois não há outro modo de perdoar o mundo, a não ser nos perdoando. Para libertá-lo de tudo o que pensamos que ele é, como ensina também uma das lições que veremos adiante.

E não!

Não há como mudar este estado de coisas, porque à grande maioria das pessoas que povoa o mundo não foi dada a consciência de que o mundo em que vive é sua escolha. Não lhes foi dito em tempo algum e nem lhes será dito nalgum momento qualquer no futuro que elas podem escolher o mundo em que podem viver. Fazer as pessoas sabedoras de que elas têm escolha, que podem escolher, não interessa aos "poderosos do mundo", ao "donos do dinheiro, das riquezas e do poder" do mundo.

É por esta razão, entre outras, que, diz-se, Jesus afirmou que pobres e doentes vão existir sempre.

Assim como Deus é apenas uma ideia, o vírus que tratamos como ameaça à vida de milhares, quiçá milhões, de pessoas, é também uma ideia tão somente. Lembram-se de que falei há pouco da lição que diz: "se me defendo, sou atacado", quando me referi pela primeira vez a este momento, a este assunto?

O que aquela lição tem a ensinar, a meu modo de ver, é que não há nada que nos possa atacar, a não ser nossos próprios pensamentos, nossa crença, como o Curso também ensina.

A lição, portanto, para a qual devemos voltar nossa atenção a todo momento é outra. É aquela que afirma que "não há nada a temer". O medo, como já se disse vezes sem fim, é um péssimo conselheiro.

Por quê?

Porque o medo é do ego, que não existe na verdade. Tememos por nosso corpo, por sua morte. Mas não somos corpos, como vimos na lição de ontem. O que somos, em verdade, não tem nada a ver com corpos, por mais que o ego e seu sistema de crenças tente nos convencer disso.

Cuidem-se! Cuidemo-nos uns dos outros. Cuidemos de nossa sanidade, a partir de nossa santidade, de nossa inocência. Somos a luz do mundo. Busquemos iluminá-lo e não nos entreguemos às trevas.

Paz e bem!