domingo, 13 de setembro de 2020

É sempre a favor da ilusão que o ego - o falso eu - fala

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ela verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

*

LIÇÃO 257

Que eu me lembre de qual é meu propósito.

1. Se eu esquecer de minha meta só posso ficar confuso, inseguro do que sou e, deste modo, incoerente em minhas ações. Ninguém pode servir a metas contraditórias e servir bem a elas. E não pode servir sem uma angústia profunda e sem uma depressão muito grande. Por isso, vamos nos decidir a lembrar daquilo que queremos hoje, a fim de podermos unificar nossos pensamentos e ações de forma coerente para realizar apenas aquilo que Deus quer que realizemos neste dia.

2. Pai, o perdão é o meio escolhido por Ti para a nossa salvação. Permite que não nos esqueçamos hoje de que não podemos ter nenhuma vontade a não ser a Tua. E, por isso, nosso propósito também tem de ser o Teu, se quisermos alcançar a paz que Tu desejas para nós.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 257

Lembrando-nos mais uma vez de que propósito [finalidade, fim, objetivo, sentido de vida] pode ser sinônimo de meta e do que vimos e praticamos na lição de ontem, ouçamos o que nos diz Wayne Dyer, como forma de identificar se estamos indo em direção à meta, ou não:

"Um sinal seguro de que te deslocaste para as as frequências [de vibrações] mais lentas e mais baixas e de que deixaste para trás o espírito é o fato de estares sentindo menos alegria e felicidade. Se não estás radiante de alegria e cordialidade, se estás rabugento e agressivo, se estás tendo dificuldade em sorrir e em ser jovial, então uma coisa é certa: tu não conheces Deus" [:a meta, e não estás cumprindo teu propósito].

Pois como ele diz ainda:

"Avançar em direção ao propósito [à finalidade] em tua vida é como banhar-se na alegria: uma maneira simples de ascender às frequências [vibratórias] mais rápidas do espírito. Abraham Maslow descreveu a escada da autorrealização como a ascensão das necessidades básicas de comer, beber e se abrigar para o sentimento de que pertencemos a algo e de apreciação da beleza.No alto da pirâmide da autorrealização há uma sensação profunda de finalidade e de significado em nossa vida. É aí que experimentamos a alegria espiritual. O tempo desaparece e entramos em comunhão com nosso aspecto mais elevado, ou com aquilo [que se pode chamar] de consciência de Deus. Aqui, no ápice da pirâmide, a alegria é nosso companheira constante.

"Este estado de felicidade depende exclusivamente da qualidade dos teus pensamentos. Significa desligar-te de tuas preocupações a respeito de como és visto pelas pessoas ao teu redor, significa desapegar-te dos resultados que produzes e, em vez disso, mergulhar todo o teu ser nas atividades de tua vida. Significa recusar-te a perseguir a felicidade, levando, isto sim, a felicidade a tudo o que empreenderes. Em resumo, encontras a alegria perfeita quando não lutas por ela e, sim, quando compreendes que ela está dentro de ti.

"A noção de finalidade não tem a ver com o que tu fazes ou com tirar as férias ideais. Ela não se realiza por nada ou por ninguém externo a ti. Encontras a tua finalidade quando estás disposto a suspender teu ego, sabendo que estás ligado a Deus eternamente, e a submeter a mente pequenina à mente maior. A verdadeira alegria de viver está em permitir que as energias mais elevadas guiem tua vida. Nesse estado de consciência, tu não precisas nunca perguntar qual é teu propósito [ou finalidade] ou como encontrá-lo. Em lugar disso, tu sentes que há sentido em tudo o que fazes e levas esse tipo de alegria a todos que encontras. Não importa se estás tirando as ervas daninhas do teu jardim, lendo um romance, tirando a neve da entrada de tua casa, compondo tua própria sinfonia, ou meditando no silêncio de teu quarto. Tu serás o portador da alegria porque estás em harmonia, e não em conflito, com Deus. E a ironia está em que vais descobrir que a maneira mais segura de entrar nesse estado prazeroso de sentido interior é passá-lo adiante." 

Para se chegar a tal modo de ver e de pensar, repetindo o que eu já disse outras, muitas, vezes é preciso ter-se em mente, como o Curso ensina, a todo instante, que nunca reagimos às coisas do mundo, às pessoas ou situações, mas, sim, à interpretação que fazemos dessas coisas, pessoas ou situações. Pois a visão dos olhos do corpo, e da percepção dos sentidos, é intrinsecamente julgadora.

Ora, interpretar, sem uma visão integral, sem acesso a todos os dados e informações relativas à situação, pessoa ou coisa em questão, é apenas julgar de forma parcial. Não somos capazes de julgar, pois, na forma, a partir dos dados registrados pelos sentidos apenas, e por impressões sujeitas à dúvida, e de informações incompletas, nosso julgamento está fadado ao erro.

Assim, repetindo em parte comentários anteriores, um exemplo de uma visão mais coerente e reveladora de nossa incapacidade de julgar talvez seja a do jagunço Riobaldo, no Grande Sertão: Veredas, quando diz: "o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão". O que significa dizer também que a criação está se fazendo a todo momento, é sempre nova. Ou que o mundo está sendo re-criado cada vez que olho para ele.

Isto nos traz de volta ao mote da alegria, que, aliás, conforme já sabemos também, é o que pode nos dar a indicação segura de que estamos em Deus, ou no caminho em direção à descoberta, ou lembrança d'Ele, em nós mesmos. Quando, por quaisquer razões, nos afastamos da alegria, que é a condição natural do Filho de Deus, estamos claramente dando ouvidos à voz do falso eu, o ego, que sempre fala em favor da ilusão, em favor da separação e vibramos na frequências mais lentas e mais baixas, distantes do espírito. 

Às práticas?

sábado, 12 de setembro de 2020

Razões pelas quais estabelecer Deus como meta

 

4. O que é o pecado?


1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ela verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

*

LIÇÃO 256

Deus é a única meta que tenho hoje.

1. Aqui, o caminho para Deus passa pelo perdão. Não há nenhum outro caminho. Se o pecado não tivesse sido nutrido pela mente, que necessidade haveria de se encontrar o caminho para o lugar aonde estás? Quem ainda estaria inseguro? Quem poderia estar em dúvida acerca de quem é? E quem ainda continuaria adormecido em nuvens carregadas de dúvidas acerca da santidade daquele a quem Deus criou inocente? Aqui só podemos sonhar. Mas podemos sonhar que perdoamos aquele em quem todo pecado permanece impossível, e é isto que escolhemos sonhar hoje. Deus é nossa meta; o perdão é o meio pelo qual nossas mentes voltam, enfim, a Ele.

2. E, por isto, Pai nosso, queremos vir a Ti pelo caminho que Tu designaste. Não temos nenhuma meta a não ser ouvir Tua Voz e achar o caminho que Tua Palavra sagrada indica para nós.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 256

Como já lhes disse outras vezes antes, há, no final do capítulo 17, três textos, subcapítulos, subtítulos, que, a meu modo de ver, escancaram todo o ensinamento do Curso, para quem tiver ouvidos para ouvir e olhos para ver, e ler. O primeiro deles se intitula "Estabelecer a meta". E é a partir dele que penso podermos, mais uma vez, aprofundar a reflexão para as práticas da ideia que o Curso nos oferece para hoje.

E podemos nos perguntar, uma vez que o Curso ensina que tudo neste mundo, inclusive o próprio mundo, é apenas ilusão, por que estabelecer alguma meta. Ora, é claro que é para eu chegar ao resultado desejado, para eu reconhecer que o caminho que faço pode e vai me levar aonde desejo ir. 

Agora, uma vez que tudo no mundo, seja ele o ilusório, seja ele o espiritual e real, é fluido, é importante ter-se em mente que a meta estabelecida não pode ser rígida, pois não sabemos de que forma Deus - a meta - vai se apresentar em nossa vida no instante seguinte. 

Assim, é que muito mais do que certezas, uma meta como essa vai, sim, oferecer uma quantidade enorme de dúvidas. Dúvidas, porém, que apenas vão nos levar a repensar as escolhas que fizemos e fazemos a cada momento, a cada experiência que se apresentar. Dúvidas que vão servir para alimentar a certeza de que escolher Deus, o divino em nós, como meta é o que vai nos fazer seguir em frente apesar de toda a insegurança que tivermos de enfrentar.

Assim é que estabelecer Deus como a única meta vai te garantir a certeza de que:

Estás eternamente ligado a Deus.
Tu és uma criação divina.
Não desejas mais ter medo de tua própria divindade.
Teu desempenho em qualquer atividade no mundo 
não precisa se adequar ao padrão de nenhuma outra pessoa para seres amado.

Deus, a divindade em ti, te ama incondicionalmente, mesmo que ainda não sejas capaz de perceber isto.
Tu não precisas estar livre de erros.
Tu és amado sempre.
Tu não precisas ganhar nenhuma competição que tenhas escolhido como forma de viver.
Tu és amado independentemente de quaisquer resultados, que alcances ou não alcances, de qualquer contagem.

Todas as razões que adotaste para odiares a ti mesmo são resultado da rígida convicção de que teu ego é a força dominante em tua vida.
Teu ego, e não tu - o que és na verdade -, acredita que és o que fazes, o que tens ou o que os outros pensam de ti.
Teu ego, e não tu - o que és na verdade -, acredita que estás separado de tudo, inclusive de Deus.
É por isso que o ego está sempre te julgando e te comparando com os outros.
Quando não te mostras à altura da expectativa do ego, é ele que te incita a sentires desprezo por ti mesmo.

Depois, ele te aconselha a passares em revista quantas vezes falhaste e te convence a odiares a ti mesmo por essas situações que "ele" - o ego - percebe como fracassos.

Na condição de ser espiritual, tu não precisas ter nenhum desempenho especial.
Não precisas te comparar com ninguém.
Não precisas vencer qualquer competição e nem sequer competir.
Teu valor está subentendido, é um elemento conhecido.

Tu és parte de Deus, da unidade n'Ele.
Estás sempre ligado a Ele.
Mesmo quando aparentemente não tens consciência disso.
Lembra-te sempre desta verdade a teu respeito quando alguma coisa quiser te desviar do caminho do amor.
Perdoa a ti mesmo e estarás apenas semeando o amor em tua vida.
O amor por ti mesmo, por Deus é por tudo e por todos.
Isto é uma solução espiritual para qualquer problema que possa se apresentar em tua vida.

Isto é o que podemos experimentar quando, como orienta o Curso, elegemos Deus como meta.

Às práticas? 

OBSERVAÇÃO: O texto que lhes dou hoje, novamente, e de novo, outra vez, por comentário à lição foi inspirado pela leitura do oitavo capítulo do livro There's a spiritual solution to every problem [Há uma solução espiritual para cada problema], de Wayne D. Dyer, que foi publicado no Brasil com o título: Para todo problema há uma solução, deixando de lado, na tradução, a palavra mais importante: "espiritual", o que, em meu modo de entender, fez diminuir enormemente a riqueza contida no título original. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Queremos ter razão ou ser felizes afinal de contas?

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ele verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

*

LIÇÃO 255

Escolho passar este dia na paz perfeita.

1. Não me parece que posso escolher ter apenas paz hoje. E, não obstante, meu Deus me garante que Seu Filho é como Ele Mesmo. Que neste dia eu tenha fé n'Aquele Que diz que sou o Filho de Deus. E permita que a paz que escolho para ser minha hoje testemunhe a verdade daquilo que Ele diz. O Filho de Deus não pode ter nenhuma preocupação e tem de permanecer na paz do Céu para sempre. Em Nome d'Ele dedico o dia de hoje a encontrar aquilo que meu Pai quer para mim, aceitando-o como meu e dando-o a todos os Filhos de meu Pai junto comigo.

2. E, por isto, meu Pai, quero passar este dia Contigo. Teu Filho não Te esqueceu. A paz que Tu deste a ele ainda está em sua mente, e é lá que eu escolho passar o dia de hoje.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 255

O livro texto do Curso afirma, em um de seus pontos, conforme já lhes disse anteriormente que o conteúdo de qualquer ilusão particular do ego não tem importância. Mas ressalta que, mesmo assim, a correção de qualquer ilusão é útil em um contexto específico. Porque as ilusões do ego são bastante específicas, embora a mente seja abstrata por natureza.

O que isto quer dizer? Quer dizer que tudo o que o ego vê, embora pareça concreto, é apenas a projeção de seu sistema de pensamento. Isto é, tudo o que a percepção pode mostrar a partir dos sentidos é apenas uma forma particular de ilusão que depende daquilo que escolhemos pensar a respeito do mundo e das coisas e pessoas do mundo.

Dizendo de outra forma, a partir do que nos ensina o Curso, em geral - para não dizer nunca -, não reagimos aos fatos, mas apenas à interpretação que fazemos dos fatos via ego. E é essa interpretação que pode, por vezes, nos afastar da paz e da alegria, que são - ou deveriam ser - nosso estado natural.

Mas podemos perfeitamente escolher não interpretar nada. Isso significa deixar o mundo em paz. Deixar a vida em paz. Deixar em paz todas as pessoas e todas as coisas do mundo. Olhar para tudo com um olhar amoroso, neutro, e permitir que cada coisa e pessoa siga seu curso, faça no seu ritmo, seja o que é, sem querer que nada seja diferente do que é.

É na direção de uma escolha deste tipo que nos encaminha a ideia que praticamos mais uma vez hoje. Alguém disse outro dia em algum texto que li, que não podemos acreditar em Deus e, ao mesmo tempo, ter dúvidas. Da mesma forma, não podemos acreditar em Deus e não viver em paz, não viver na alegria. Paz e alegria são a Vontade Deus para nós. Mas precisamos nos perdoar [o Curso diz que precisamos aceitar a Expiação para nós mesmos, o que significa voltar a acreditar que ainda somos como Deus nos criou, puros e inocentes, incapazes de pecado de tipo algum] por acreditarmos, às vezes - muitas vezes? -, que podemos estar separados de Deus, e, por consequência, daquilo que somos. Não podemos!

Por isso é que podemos ficar tranquilos e praticar a ideia que o Curso nos oferece para os treinos de hoje na certeza e na confiança de que o melhor que fazemos é escolher entregar nosso dia a Deus, ser neste dia, e em todos os que virão, apenas um instrumento a partir do qual a Presença Se manifesta e vive. Deixar que Deus viva a nossa vida por nós.

Afinal, como o Curso pergunta, queremos ter razão ou ser felizes?

Às práticas?

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Limpeza do corpo e da mente: orientações práticas

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ele verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

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LIÇÃO 254

Que todas as vozes que não A de Deus se calem em mim.

1. Pai, hoje quero ouvir só a Tua Voz. Quero vir a Ti no silêncio mais profundo para ouvir Tua Voz e receber Tua Palavra. Não tenho nenhuma prece a não ser esta: venho a Ti para Te pedir a verdade. E a verdade é só Tua Vontade, que quero compartilhar Contigo hoje.

2. Hoje não permitimos que nenhum pensamento do ego guie nossas palavras ou ações. Quando tais pensamentos surgirem, recuaremos suavemente e olharemos para eles e, em seguida, os abandonaremos. Não queremos o que eles trariam consigo. E, por isto, não escolhemos mantê-los. Eles estão em silêncio agora. E, no silêncio, abençoado por Seu Amor, Deus fala conosco e nos conta de nossa vontade, uma vez que escolhemos nos lembrar d'Ele.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 254

A ideia que vamos praticar hoje pede que voltemos a falar de Yogananda, como já o fizemos antes. Pois o que ele diz em determinado ponto de um de seus livros é o eco perfeito do que o Curso pede que exercitemos neste dia. Vejam [leiam, ouçam] com toda a atenção de que são capazes:

"Deus é o sussurro no templo de tua consciência e a luz da intuição. Tu sabes quando estás agindo errado. Todo o teu ser te diz, e essa sensação é a voz de Deus. Se não O escutas, Ele fica calado. Mas quando despertares da ilusão e quiseres agir corretamente, Ele te guiará." 

[Observação: Apesar de o ensinamento do Curso afirmar que o erro, na verdade, não existe, ele ainda existe como possibilidade no sistema de pensamento do ego, o falso eu. Daí, quando ouvimos nossa intuição, a voz do divino interior, dizer que o que vamos fazer é errado, é apenas porque ainda nos julgamos, ainda acreditamos que há uma coisa certa a se fazer, um ideal - que é só do ego. Ou, para lembrar o que Dito disse a seu irmão Miguilim: só podemos pensar que uma coisa que se faz é bem-feita ou mal-feita, enquanto ainda não a fizemos. Uma vez feitas, todas as coisas são bem-feitas. São, cada uma delas é, a seu tempo, a única coisa que se poderia ter feito.] 

Nunca é demais repetir também as orientações práticas que nos dão os mestres a fim de ficarmos atentos para ouvir a Voz por Deus, deixando que se cale todo o ruído e que se dissipe toda a estática barulhenta do falso eu, que quer nos impedir de chegar ao silêncio no qual podemos ouvir o sussurro, que é Deus no templo de nossa consciência, como diz e quer Yogananda acima.

Aproveitemos pois, para rever parte de um comentário anterior, que trouxe uma orientação prática para a limpeza da mente e do corpo, no descanso noturno do sono, de acordo com texto que traduzi do livro Christ in You [Cristo em Ti], de autor anônimo, publicado pela primeira vez em 1909, e que está em perfeita sintonia com o que praticamos. 

Diz o seguinte:

"Esta noite, quando fores descansar, não permitas que os sentidos sugiram fraqueza ou cansaço; em lugar disto, deixa que tua camada espiritual dentro e fora te envolva e fortaleça, até ficares consciente da vitória espiritual antes de dormires. Teu corpo inteiro será renovado por este batismo santo e teu despertar pela manhã será um triunfo e uma alegria. O efeito disto é uma limpeza da mente e do corpo. Muito se faz durante as horas de sono e de escuridão. Rezamos para que tu possas verdadeiramente dizer: 'Desperto ou dormindo, eu ainda estou Contigo'. Pára de te preocupar." 

Yogananda, se vocês estiverem lembrados, também oferece uma orientação parecida, ao dizer que podemos ficar livres dos efeitos de ações e pensamentos passados tendo uma mente forte e o coração puro, e sugere que: quando quaisquer perturbações oriundas de ações e pensamentos passados infestarem tua vida, vai dormir, pois no sono subconsciente, ficas livre. 

Isto é a mesma coisa que nos diz a lição de hoje quando nos pede para praticar com a ideia: Que todas as vozes que não A de Deus se calem em mim, não lhes parece?

Às práticas?

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Eu Sou o Que Sou! Como esclarecer este mistério?

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ele verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

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LIÇÃO 253

Meu Ser é o soberano do universo.

1. É impossível que qualquer coisa não solicitada por mim mesmo venha a mim. Mesmo neste mundo, sou eu que governo meu destino. Aquilo que eu desejo é o que acontece. O que não acontece é aquilo que eu não quero que aconteça. Tenho de aceitar isto. Pois deste modo sou levado, para além deste mundo, até minhas criações, filhas de minha vontade, no Céu, onde meu Ser sagrado habita com elas e com Aquele Que me criou.

2. Tu és o Ser a Quem criaste Filho, que cria como Tu Mesmo e que é Um Contigo. Meu Ser, que rege o universo, é apenas Tua Vontade em união perfeita com minha própria vontade, que só pode oferecer a aceitação alegre da Tua, para que ela possa se estender para Si Mesma.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 253

Vamos repetir ainda uma vez o comentário feito a esta lição em anos anteriores?

Acho que vale a pena. O que acham?

Um texto extraído do ensinamento milenar conhecido como Upanishad, talvez seja suficiente para trazer mais luz à ideia que praticamos hoje, e que nos revela o mistério do Eu Sou o Que Sou. É do Taittiriya Upanishad e diz o seguinte:

Maravilha! Maravilha! Maravilha!
Sou alimento! Sou alimento! Sou alimento!
Eu me alimento! Eu me alimento! Eu me alimento!

Meu nome não morrerá, não morrerá, não morrerá!

Fui o primeiro a nascer no primeiro dos mundos,
Antes mesmo dos deuses, do ventre da eternidade!
Quem me doa a outrem é quem mais me possui!
Eu, que sou alimento, alimento-me de quem de mim se alimenta!
O mundo a mim pertence!

Aquele que sabe disso brilha como o sol.

Assim é o mistério!.

Não lhes parece que isso esclarece também a fala atribuída a Jesus, segundo o Evangelho de João: "Antes de Abraão, eu sou"!

Às práticas?

terça-feira, 8 de setembro de 2020

De que modo reconhecemos nossa real identidade?

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ela verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?


*
LIÇÃO 252

O Filho de Deus é minha Identidade.

1. Meu Ser é mais santo do que todos os pensamentos de santidade que concebo agora. Seu cintilar e sua pureza perfeita são muito mais brilhantes do que qualquer luz para a qual já olhei. Seu amor é ilimitado e tem uma intensidade que abarca todas as coisas em si, na calma da certeza imperturbável. Sua força não vem dos impulsos apaixonados que movem o mundo, mas do Amor infinito do Próprio Deus. Quão mais distante deste mundo meu Ser tem de estar e, não obstante, quão perto de mim e quão próximo de Deus.

2. Pai, Tu conheces minha Identidade verdadeira. Revela-A agora para mim que sou Teu Filho, para que eu possa despertar para a verdade em Ti e saber que o Céu me é devolvido.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 252

Hoje, a ideia que vamos praticar mais uma vez procura nos devolver a verdadeira identidade que pensamos perdida, a partir do momento em que passamos a dar ouvidos ao ego - o falso eu -, de que fala o Curso, que quer que nos acreditemos separados de Deus, e quer nos fazer crer que existimos de forma separada uns dos outros.

Como eu já disse tantas outras vezes antes, de acordo com este ensinamento sobre o qual nos debruçamos e cujas práticas buscam nos ensinar a verdade acerca de nós mesmos, isto não é verdade! Podemos encontrar nossa verdadeira identidade quando, em resposta à pergunta: "Quem sou?", nos reconhecermos filhos de Deus. Quando reconhecermos que a ideia de separação é falsa e que, na verdade, vivemos a unidade permanente com Deus e com todos aqueles que povoam o mundo e que são, juntamente conosco, o Filho de Deus, a Filiação, como ensina o Curso, na unidade com o Pai.

O Curso ensina que somos incompletos sem Deus e que Ele, por Sua vez, também é incompleto sem nós, sem qualquer um de nós, por menor que seja que nos consideremos. Tanto é assim que a certa altura do texto há uma passagem que convida a nos lembrarmos da frase: O Próprio Deus é incompleto sem mim., nos momentos em que nos sentirmos apreensivos, amedrontados e experimentando uma sensação de pequenez e de baixa auto-estima.

O Filho de Deus é minha Identidade. É nossa verdadeira Identidade. Esta é a ideia que praticamos hoje. É para reconhecer, acolher e aceitar esta ideia a respeito de nós mesmos, daquilo que somos, na verdade, que se destinam nossas práticas, as de hoje e a de todos os dias. É este o modo pelo qual reconhecemos nossa real identidade.

Às práticas?

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

A experiência da paz só pode ser dada pela alegria

 

4. O que é o pecado?

1. Pecado é insanidade. Ele é o meio pelo qual a mente é levada à loucura e busca deixar que ilusões tomem o lugar da verdade. E, por estar louca, a mente vê ilusões aonde a verdade deveria estar e aonde ela verdadeiramente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois o que há para os inocentes quererem ver? Que necessidade eles têm da visão, da audição e do tato? O que querem ouvir ou tentar compreender? De qualquer modo, o que perceberiam? Perceber não é conhecer. E a verdade só pode se satisfazer com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento que a mente criou, em seus esforços para se enganar. A finalidade dele é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, em função disso, o corpo serve para lutar por um objetivo diferente. O que ele busca agora é escolhido pelo objetivo que a mente aceita como substituto para a meta do auto-engano. A verdade, tanto quanto as mentiras, pode ser sua meta. Neste caso, os sentidos, de preferência, buscarão testemunhas para aquilo que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões, que representam apenas coisas imaginárias, resultantes de pensamentos que não são verdadeiros. Eles são a "prova" de que aquilo que não tem nenhuma realidade é verdadeiro. O pecado prova que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E que o Próprio Deus perdeu o Filho que Ele ama, ficando apenas com a corrupção para completar a Si Mesmo, com Sua Vontade derrotada pela morte para sempre, com o amor morto pelo ódio e com a paz a não existir mais.

4. Os sonhos de um louco são amedrontadores e o pecado parece, de fato, aterrorizar. E, no entanto, aquilo que o pecado percebe é apenas uma brincadeira infantil. O Filho de Deus pode fingir que se tornou um corpo, presa do mal e da culpa, com nada mais do que uma vida curta que termina com a morte. Mas seu Pai reluz sobre ele o tempo todo e o ama com um Amor infinito, que suas simulações não podem mudar em absoluto.

5. Até quando, ó Filho de Deus, sustentarás a brincadeira do pecado? Não é melhor abandonar estes brinquedos infantis de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar a casa? Hoje, talvez? Não existe nenhum pecado. A criação é imutável. Ainda queres adiar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho de Deus, até quando?

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LIÇÃO 251

Não preciso de nada a não ser da verdade.

1. Busquei muitas coisas e achei o desespero. Agora busco uma só, pois nela está tudo o que preciso e a única coisa de que preciso. Eu não precisava, e nem sequer queria, nada do que busquei antes. Eu não reconhecia minha única necessidade. Mas agora percebo que só preciso da verdade. Nela todas as necessidades são satisfeitas, todos os anseios findam, todas as expectativas são, enfim, realizadas e os sonhos acabam. Agora tenho tudo o que poderia precisar. Agora tenho tudo o que poderia querer. E, agora, por fim, me encontro em paz.

2. E damos graças por esta paz, Pai nosso. Tu nos devolveste aquilo que negamos a nós mesmos e é só isso que queremos de verdade.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 251

Hoje, mais uma vez, vamos praticar a partir da quarta das instruções especiais para orientar nosso treino nos próximos dez dias a contar deste. A instrução que vai unificar nossas práticas agora é: O que é o pecado? E, se vocês estiverem bem lembrados e dispostos, de fato, a seguir a orientação do Curso, é preciso voltarmos a ela, à instrução, todos os dias antes de usar a ideia para as práticas do dia. Para tanto, e visando a facilitar suas/nossas práticas, vou republicá-la antes de cada uma das lições desta série, como o fiz para as anteriores.

A verdade, de que fala o Curso, é Deus, é o amor, a justiça, a liberdade, a paz e a alegria. E, se prestarmos bastante atenção a tudo o que se passa em nossa vida, dia a dia, vamos notar que só a alegria nos deixa em paz, só em liberdade ficamos felizes. Nada que nos limite, nada que nos ponha numa situação de carência, de dor, de medo, de sofrimento, e assim por diante, pode nos dar a paz e nos deixar serenos ou tranquilos. É o contrário que acontece em situações assim. A paz desaparece instantaneamente.

Por isso, vamos aproveitar novamente o que diz Paramahansa Yogananda no livro Onde Existe Luz

"Felicidade verdadeira, felicidade duradoura só existe em Deus, 'Aquele a quem quando se tem, nada que [se] venha a obter é maior'. Nele está a única segurança, o único abrigo, a única salvação para todos os nossos temores. Você não tem qualquer outra segurança no mundo, qualquer outra liberdade. A única liberdade verdadeira está em Deus."  

É por isso que Jesus - entre os muitos sábios e mestres de todos os tempos -, a partir dos registros que chegaram até nós, dizia em sua passagem pelo mundo: "Eu sou a verdade e a vida" e "A verdade vos libertará". Isto é, é por isso que o Curso nos convida a dizer também, como ele disse, "eu sou a luz do mundo".

É para aprender a viver só isto que praticamos.