sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Tu pensas possível haver algo de neutro em tua vida?


LIÇÃO 17

Eu não vejo nenhuma coisa neutra.

1. Esta ideia é outro passo na direção da identificação de como causa e efeito operam realmente no mundo. Tu não vês nenhuma coisa neutra porque não tens nenhum pensamento neutro. É sempre o pensamento que vem primeiro, apesar da tentação de se acreditar que é o contrário. Não é deste modo que o mundo pensa, mas tens de aprender que é deste modo que tu pensas. Se não fosse assim, a percepção não teria nenhuma causa e seria, ela mesma, a causa da realidade. Em virtude de sua natureza altamente variável, isto é muito pouco provável.

2. Ao aplicares a ideia de hoje, dize a ti mesmo, de olhos abertos:

Eu não vejo nenhuma coisa neutra porque não tenho nenhum pensamento neutro.

Em seguida, olha a tua volta fixando teu olhar sobre cada coisa que observares por tempo suficiente para dizer:

Eu não vejo um(a) ____________ neutro(a), porque meus
pensamentos sobre ____________ não são neutros.

Poderias dizer, por exemplo:

Eu não vejo uma parede neutra, porque meus
pensamentos sobre paredes não são neutros.

Eu não vejo um corpo neutro, porque meus
pensamentos sobre corpos não são neutros.

3. Como de costume, é essencial não fazer nenhuma distinção entre o que acreditas ser animado ou inanimado, agradável ou desagradável. Independente daquilo em que possas acreditar, tu não vês nada que seja verdadeiramente vivo ou alegre. Isto é porque ainda não estás ciente de qualquer pensamento realmente verdadeiro e, portanto, realmente feliz.

4. Recomenda-se três ou quatro períodos específicos de prática e pede-se não menos do que três para o máximo aproveitamento, mesmo que experimentes resistência. No entanto, se experimentares, a duração do período de prática pode ser reduzida para menos do que o minuto aproximado que recomenda caso contrário.

*

COMENTÁRIO:
 
Explorando a LIÇÃO 17

Antes de nos aventurarmos na exploração da lição de hoje, gostaria de voltar à de ontem e fazer algumas observações que me ocorreram a partir das práticas com ela no dia 16. Desculpem-me os que acharem estas observações impertinentes e/ou longas demais. Em todo o caso, parece-me importante ressaltar a necessidade de que mergulhemos fundo nas práticas para perceber claramente em que ponto, e até que ponto, estamos nos auto-enganando, se elas não se revelam efetivas para as nossas experiências de todos os dias.

Assim é que, durante minhas práticas, a lição 16 me remeteu diretamente a uma conversa pessoal que tive com um amigo e também a uma mensagem que recebi dele, e que foi respondida alguns dias depois, na ocasião. Pensando nisso e também em todas as questões levantadas ao longo de todos esses anos de prática, por David e por Eliane e por outros colegas, e também pelas pertinentes observações compartilhados por nossa colega Cida, gostaria de registrar o seguinte. Lembrem-se de que, por enquanto, estamos falando da ideia para as práticas do dia de ontem.

Atenção! "Tudo o que vês é o resultado de teus pensamentos".

Quer dizer, tudo o que vês, tudo o que experimentas, todas as experiências que se apresentam em tua vida, na minha vida e na vida de todos e de cada um de nós, derivam diretamente daquilo que pensamos.

E não há exceção possível a isso.

Assim, a lição segue dizendo que nossos pensamentos não podem ser grandes ou pequenos. Ou são falsos, ou são verdadeiros.

É claro que entendemos que os pensamentos verdadeiros - aqueles que temos com Deus, n'Ele, seja o que for que Deus signifique para cada um de nós - nos trazem todas as experiências de alegria e de paz.

Por outro lado, os pensamentos falsos, quer dizer, aqueles pensamentos que temos a partir da crença na separação, são os responsáveis por tudo aquilo que experimentamos que não está vinculado à alegria e à paz. Ou seja, são os pensamentos falsos que constroem este mundo de problemas, de violência, de guerras, de escassez e morte, de doenças e de limitações de qualquer natureza.

É isso que vemos o Curso nos apresentar no segundo parágrafo dessa lição 16.

Por mais inconscientes, ou inconsequentes, que sejamos, lá, no fundo, somos capazes de reconhecer, às vezes até com algum receio, que não temos "pensamentos vãos". Como quando, por exemplo, desejamos que alguma coisa ruim aconteça a alguém e recebemos, de repente, a notícia de que a pessoa em questão sofreu um acidente, está passando por alguma dificuldade, ou até mesmo morreu.

Não há lá no fundo de nós uma espécie de remorso, de culpa, de medo que a responsabilidade pelo acontecido a ela seja nossa?

Mas podemos ficar tranquilos em relação a isto. Não é! Pois nada acontece a ninguém que não seja parte da vontade desse alguém. O exemplo é apenas para ilustrar a ideia de que nenhum de nossos pensamentos é "vão". Nunca!

Como a lição diz, "aquilo que dá origem à percepção de um mundo inteiro dificilmente pode ser chamado de vão".

E prossegue, como no primeiro parágrafo, dizendo que todo pensamento que nos ocorre coopera para que a verdade se apresente ou opera para a multiplicação das ilusões. Pois, de fato, podemos multiplicar o nada. Quer dizer, sempre que agimos a partir dos pensamentos falsos, estamos colaborando para que a ilusão se estabeleça e/ou se multiplique. Entretanto, não é possível estendermos o nada, apesar de sua multiplicação, pois todas as ilusões, como o Curso ensina, são uma só e estão vinculadas à crença na separação, que não é verdadeira e não existe.

E mais, indo agora para o que nos diz o terceiro parágrafo:

Se entendermos o que o Curso nos diz aí, se compreendermos, com o sentido de aceitar que o que ele diz é verdadeiro, seremos capazes de identificar nos pensamentos falsos que temos a fonte de todos os males que vemos no mundo. Todos os males, os problemas, as angústias, os medos e as doenças que se apresentam a nós, em nossas experiências.

É, então, possível percebermos por que razão o mundo se mostra a nós da forma como se mostra. Precisamos abandonar urgentemente, limpar em nós, os pensamentos falsos, para deixarmos de acreditar em guerras, catástrofes, naturais, ou não, violência, escassez, doenças, pecado e toda a lista de horrores que vemos vir até nós todos os dias.

Só nós somos os responsáveis por todas essas coisas que nos chegam. Porque damos crédito, acreditamos que essas coisas existem de verdade e não são apenas ilusões criadas pelos pensamentos falsos que temos.

Precisamos começar a aprender - e rapidamente, eu diria - a iluminar os cantos escuros de nossas mentes para afastar de lá os menores indícios de pensamentos de medo porque eles não são de fato sem importância, ou triviais. É preciso substitui-los por pensamentos verdadeiros, que nos levem a experimentar serenidade, amor, paz e alegria. Estas as características naturais dos filhos de Deus, que somos nós. Todos nós, e não apenas alguns eleitos, ou auto-denominados eleitos, escolhidos.

Precisamos substituir a crença na separação, construída a partir conceitos que nos dão os pensamentos falsos, pelo pensamento verdadeiro segundo o qual ainda somos como Deus nos criou. Nada do que façamos a partir dos pensamentos falsos é real. Eles só constroem ilusões.

Leiamos novamente lá na lição a parte citada do capítulo 21 com o título de A última questão sem resposta.

Ainda não está bem claro para algum de nós? O que queremos do Curso? O que queremos para nossa vida? Queremos de fato a visão constante, constância, ou nos contentamos com os altos e baixos que nos oferecem a percepção dos sentidos do corpo?

Já testamos, já pusemos em prática inúmeras vezes o poder de nosso desejo, embora nem sempre tenhamos nos dado conta de que foi ele - o nosso desejo - que trouxe até nós aquilo por que ansiávamos. Também não nos damos conta, em geral, de que mesmo aquilo de indesejável, ou desagradável, que vem até nós é fruto de nosso desejo. Neste caso, desejo transformado em medo. Porque medo é desejo, o Curso ensina.

Se, apesar de termos tentado de tudo mesmo, ainda não vivemos na alegria e na paz de Deus, não será porque, no fundo, bem lá no mais fundo de nós mesmos ainda mora um resquício de crença de que existe algum poder fora de Deus?

Examinemos nossa consciência, nossos pensamentos, nossas crenças com toda a honestidade de que somos capazes, para verificar se não estamos dando poder a algo, a alguma coisa que julgamos separada de Deus?

Paz e bem!

*


Voltemos, pois, agora nossa atenção para a lição de hoje. Ela também confirma tudo isso que está dito aí acima e ainda o comentário feito à lição 16, neste ano e em todos os anos anteriores. 

Continuemos, pois, a explorar a lição à moda de Tara Singh. Quer dizer, de modo parecido com a maneira que ele usou para comentar as dez primeiras, de que me vali nos últimos anos. Isso lhes parece bom? Ou já estão cansados de comentários tão longos? Ou só eu os acho longos? Lembrem-se de que a instrução básica é: o importante é a prática com a ideia da forma com que o Curso a oferece, do modo que o Curso orienta. A leitura, ou o uso, do comentário que adiciono aqui não é obrigatória. Por isso, por favor, se o comentário lhes parecer demais, deixem-no de lado. Voltem-se para a lição. 

Hoje ela é:

"Eu não vejo nenhuma coisa neutra."

E começa por dizer:

Esta ideia é outro passo na direção da identificação de como causa e efeito operam realmente no mundo. Tu não vês nenhuma coisa neutra porque não tens nenhum pensamento neutro.

Esta é uma relação que podemos fazer quase que de maneira óbvia, não é mesmo? Se nosso pensamento estiver sempre carregado de julgamento - e normalmente está -, se estiver funcionando como uma galeria de imagens na qual aprisionamos todas as pessoas e coisas que povoam nosso mundo, todas estas coisas e pessoas nunca serão neutras à luz de nossa percepção.

Percebem?

Lembremo-nos mais uma vez do exemplo da xícara, ou tomemos qualquer outro objeto "conhecido". O que sabemos dele, de fato, que não seja apenas a imagem que fizemos, ou a que desde muito cedo em nossa vida nos ensinaram a fazer? O que sabemos dele, do objeto, que não se refira tão somente à carga de "significado" - bom ou ruim - que depositamos sobre ele? Que não se relacione ao apego que temos a ele ou que não esteja ligado ao ódio, à aversão ou ao medo, ou a qualquer outra emoção que temos quando pensamos nele? 

Não lhes parece ser assim? O que nos leva, por exemplo, a colecionar objetos, coisas? Não há algumas coisas em nossa vida que nos parecem indispensáveis? E se são, a nosso modo de ver, indispensáveis, podem ser neutras?

Eu não vejo nenhuma coisa neutra.

Aí está a verdade eterna das palavras que o Curso nos oferece:

Tu não vês nenhuma coisa neutra porque não tens nenhum pensamento neutro. É sempre o pensamento que vem primeiro, apesar da tentação de se acreditar que é o contrário. Não é deste modo que o mundo pensa, mas tens de aprender que é deste modo que tu pensas. Se não fosse assim, a percepção não teria nenhuma causa e seria, ela mesma, a causa da realidade. Isto é muito pouco provável, em virtude de sua natureza muito inconstante.

O que podemos concluir, então, como já vínhamos adivinhando - se não chegamos a ser explícitos -, é que são os nossos pensamentos que determinam o que vemos. Ou, dito de outra forma, nós somos inteiramente responsáveis por tudo o que acontece no mundo, ou, melhor dizendo, por pelo menos tudo aquilo que chega a nossa consciência. E cada um de nós é responsável apenas por seu próprio mundo, é claro.

Isso nos leva, também - ou pelo menos deveria nos levar -, à conclusão de que assim como há um mundo para cada um de nós, não há razão para qualquer julgamento em nenhuma circunstância, pois não nos é possível, nem com todos os sentidos, nem com um sexto, sétimo ou oitavo sentidos, apreender a totalidade dos mundos que pensamos ver.

Eu não vejo nenhuma coisa neutra porque não tenho nenhum pensamento neutro.

É muito importante também que atentemos para a necessidade de não se fazer distinções entre os objetos e pessoas ou situações que escolhemos para a aplicação da ideia do exercício. Esta é uma recomendação que o Curso traz desde a introdução ao livro de exercícios. Ela é muito pertinente, porque, não sendo ainda capazes de abandonar por completo o julgamento, podemos pensar, iludidos pelo ego, que pode haver coisas ou pessoas que devam ou possam ser excluídas da prática.

Não há! 

Às práticas?

OBSERVAÇÃO: 

Repetindo uma vez mais: quem quiser um comentário que situe esta mesma ideia a partir de outro ângulo, para comparar o quanto, de fato, é verdadeira a ideia para as práticas de hoje, dê uma passadinha de olhos no comentário feito a esta mesma lição em 17 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Pensar é julgar na separação que só o ego crê existir


LIÇÃO 16

Eu não tenho nenhum pensamento neutro.

1. A ideia para hoje é um passo inicial para fazer desaparecer a crença de que teus pensamentos não têm nenhum efeito. Tudo o que vês é o resultado de teus pensamentos. Não há nenhuma exceção para este fato. Os pensamentos não são grandes ou pequenos, poderosos ou fracos. Eles simplesmente são verdadeiros ou falsos. Os verdadeiros criam a sua própria semelhança. Os falsos o fazem à deles.

2. Não existe nenhuma noção mais contraditória em si mesma do que a de "pensamentos vãos". Aquilo que dá origem à percepção de um mundo inteiro dificilmente pode ser chamado de vão. Todo pensamento que tens colabora com a verdade ou com a ilusão; ou ele estende a verdade ou multiplica ilusões. Tu, de fato, podes multiplicar o nada, mas não o estenderás ao fazê-lo.

3. Além do teu reconhecimento de que teus pensamentos nunca são vãos, a salvação pede que reconheças também que todo pensamento que tens ou traz paz ou guerra, ou amor ou medo. Um resultado neutro é impossível porque é impossível um pensamento neutro. Há uma tentação tão grande de rejeitar os pensamentos de medo como sem importância, triviais e como não merecedores de que te incomodes com eles, que é essencial que os reconheças a todos como igualmente destrutivos, mas igualmente irreais. Praticaremos esta ideia de muitas formas antes que verdadeiramente a compreendas.

4. Ao aplicares a ideia para hoje, examina tua mente por cerca de um minuto de olhos fechados e busca efetivamente não deixar passar nenhum pensamento "minúsculo" que possa ser capaz de frustrar o exame. Isto é bastante difícil até te acostumares. Descobrirás que ainda é difícil para ti não fazer distinções irreais. Todo pensamento que te ocorrer, independentemente das qualidades que atribuas a ele, é um sujeito adequado para a aplicação da ideia de hoje.

5. Nos períodos de prática, repete primeiro a ideia para ti mesmo e, depois, à medida que cada um passar por tua mente, mantêm-no na consciência enquanto dizes a ti mesmo:

Este pensamento sobre _________ não é um pensamento neutro.
Aquele pensamento sobre _________ não é um pensamento neutro.

Como de costume, utiliza a ideia de hoje sempre que tomares consciência de um pensamento em particular que desperte inquietação. Para esta finalidade, sugere-se a seguinte forma:

Este pensamento sobre ________ não é um pensamento neutro,
porque eu não tenho nenhum pensamento neutro.

6. Recomenda-se quatro ou cinco períodos de prática, se os achares relativamente fáceis. Se experimentares alguma tensão, três serão suficientes. A duração do período dos exercícios também deve ser reduzida se houver desconforto.

*

COMENTÁRIO:


Explorando a LIÇÃO 16

"Eu não tenho nenhum pensamento neutro."

Vamos prosseguir nossa exploração das lições cientes de que não estamos sós. Por isso, podemos ficar certos de que a experiência da alegria vai ser uma companhia constante a partir de determinado ponto das práticas. 

A lição que vamos explorar hoje tem por objetivo dissipar a crença segundo a qual os pensamentos que temos não exercem nenhum efeito no mundo, como informa já de saída a primeira frase do primeiro parágrafo.

Não é verdade que acreditamos poder pensar o que quisermos a respeito de quem quer que seja por termos quase que um tipo de certeza de que nada do que pensamos pode atingir ninguém ou pode ter qualquer efeito sobre qualquer coisa no mundo? Não é este o fundamento sobre o qual se baseia nossa ânsia por julgar, por falar - bem ou mal - de pessoas, de homens e de mulheres, de situações, de política, de economia, de futebol, de comportamento, ou de qualquer tema que nos passe pela cabeça?


Eu não tenho nenhum pensamento neutro.

A lição começa:

A ideia para hoje é um passo inicial para fazer desaparecer a crença de que teus pensamentos não têm nenhum efeito. Tudo o que vês é o resultado de teus pensamentos. Não há nenhuma exceção para este fato.

Já não aconteceu com vocês de estarem pensando em alguém e esse alguém se materializar em sua frente? Quer, de fato, pessoalmente, quer por uma ligação telefônica, uma mensagem no computador, uma notícia num jornal ou revista, ou mesmo no rádio ou na televisão? Ou de pensarem em alguma coisa e essa coisa aparecer em sua frente, surgindo aparentemente do nada?


Eu não tenho nenhum pensamento neutro.

Tudo o que vês é o resultado de teus pensamentos. 

Não há nenhuma exceção para este fato.

Ao final do capítulo vinte-e-um do texto, o Curso, sob o tema, A última questão sem resposta, chama a atenção para o seguinte:

A alegria não pode ser percebida, exceto pela visão constante. E a visão constante só pode ser dada àqueles que desejam constância. O poder do desejo do Filho de Deus continua a ser a prova de que aquele que se percebe impotente está equivocado. Deseja o que quiseres e o verás e pensarás que é real. Todo pensamento tem apenas o poder de libertar ou matar. E nenhum pensamento pode deixar a mente de quem o pensa, ou deixar de ter efeito sobre ele.

Pensemos, então, por alguns instantes, a respeito do poder de nossos pensamentos. O poder de nossos desejos, que, às vezes, chega a nos assustar. Será isso o que nos amedronta tanto: saber-nos portadores do mesmo poder de Deus? É isso que não queremos reconhecer e aceitar: o fato de que podemos, sim, mudar o mundo, salvar-nos e salvá-lo? Basta, para tanto que mudemos nosso modo de pensar. Melhor dizendo, basta que deixemos de julgar. Basta decidirmos abandonar qualquer tipo de julgamento para termos acesso a nossos pensamentos verdadeiros. Aqueles que temos com Deus.

No livro "O 13º Apóstolo", de Deepak Chopra, há um momento em que um dos protagonistas recebe a instrução de matar Deus. E o que significa matar Deus? Significa, penso, assumir o poder que é nosso por direito. Entender que, de fato, da mesma forma que Deus, somos nós que criamos o mundo a partir de nossos pensamentos.

Assim, matar Deus significa matar todos as ilusões, imagens e ideias equivocadas que recebemos desde sempre a respeito de Deus, para chegar ao ponto zero, que é desistir de ser protegido, desistir da ânsia de amar, da crença nesta vida ilusória como algo precioso, para chegar a nossos pensamentos verdadeiros, para chegar à certeza de que

Eu não tenho nenhum pensamento neutro.

Os pensamentos não são grandes ou pequenos, poderosos ou fracos. Eles simplesmente são verdadeiros ou falsos. Os verdadeiros criam a sua própria semelhança. Os falsos o fazem à deles.

Ora, então, na verdade, nossos pensamentos são a origem de tudo o que vemos. E podemos chegar à visão da verdade, se escolhermos ficar com os pensamentos verdadeiros.

Ou, como é mais comum, podemos ver apenas um mundo de ilusões, criado pelos pensamentos falsos que temos ao nos ligarmos ao sistema de pensamento do ego, que se vê separado de tudo e de todos. E que tenta nos convencer de que podemos, acreditando-nos separados, pensar sem julgar. Não podemos. Na separação em que o ego acredita existir, pensar é julgar.

A lição continua:


Não existe nenhuma noção mais contraditória do que a de "pensamentos vãos". Aquilo que dá origem à percepção de um mundo inteiro dificilmente pode ser chamado de vão. Todo pensamento que tens colabora com a verdade ou com a ilusão; ou ele estende a verdade ou multiplica ilusões. Tu, de fato, podes multiplicar o nada, mas não o estenderás ao fazê-lo.

Assim, não existe a menor possibilidade de que qualquer pensamento seja, de fato, "vão". Mesmo aqueles que pensamos bobos têm efeito. Podemos não perceber de imediato, mas, mais dia, menos dia, algo se apresenta a nossa experiência como resultado de algum pensamento "bobo" que não fomos capazes de identificar como equivocado em nossa mente.

As crenças  que trazem as experiências que escolhemos viver, inconscientes a maior parte das vezes, resultam de pensamentos, emoções e sensações que vamos armazenando na mente sem perceber para poder limpar.

Se pensarmos em um computador, por exemplo, sabemos que há que limpar periodicamente o conteúdo que se acumulou em seu disco rígido, sob o risco de ele parar de funcionar ou de passar a funcionar de modo precário. Da mesma forma, precisamos trazer à consciência aqueles conteúdos do inconsciente que nos impedem de acessar a alegria, a serenidade e a paz de espírito, que nos permitem atuar no mundo de forma sadia.


Eu não tenho nenhum pensamento neutro.

Peço-lhes, pois, que deem o máximo de atenção possível ao terceiro parágrafo desta lição:


Além do teu reconhecimento de que teus pensamentos nunca são vãos, a salvação pede que reconheças também que todo pensamento que tens ou traz paz ou guerra, ou amor ou medo. Um resultado neutro é impossível porque é impossível um pensamento neutro. Há uma tentação tão grande de rejeitar os pensamentos de medo como sem importância, triviais e como não merecedores de que te incomodes com eles, que é essencial que os reconheças a todos como igualmente destrutivos, mas igualmente irreais. Praticaremos esta ideia de muitas formas antes que verdadeiramente a compreendas.

A prática e a aplicação da ideia às pessoas, coisas ou situações, vão provar sua veracidade, se de fato escolhermos aceitar o desafio que lição de hoje nos propõe. 

Às práticas? 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

O que vemos no mundo é só julgamento e aparência

LIÇÃO 15

Meus pensamentos são imagens que faço.

1. É em razão de os pensamentos que pensas que pensas aparecerem como imagens que não os reconheces como nada. Tu pensas que os pensas e, por isto, pensas que os vês. É deste modo que teu "ver" foi feito. Esta é a função que dás aos olhos de teu corpo. Não é ver. É construir imagens. Toma o lugar de ver, substituindo a visão por ilusões.

2. Esta ideia introdutória ao processo de construção de imagens que chamas de ver não fará muito sentido para ti. Tu começarás a compreendê-la quanto vires pequenas bordas de luz em torno dos mesmos objetos familiares que vês agora. Isto é o começo da visão verdadeira. Podes ter certeza de que a visão verdadeira virá rapidamente quando isso acontecer.

3. Conforme prosseguirmos, poderás ter muitos "episódios de luz". Eles poderão assumir muitas formas diferentes, algumas das quais bastante inesperadas. Não tenhas medo deles. Eles são sinais de que estás abrindo os olhos finalmente. Eles não perdurarão, porque simplesmente simbolizam a percepção verdadeira e não estão relacionados ao conhecimento. Estes exercícios não vão te revelar o conhecimento. Mas prepararão o caminho para ele.

4. Ao praticares a ideia para hoje, primeiro repete-a para ti mesmo e, depois, aplica-a a qualquer coisas que vires à volta de ti, utilizando o nome dela e deixando que teus olhos descansem sobre ela enquanto dizes:

Este(a) _______ é uma imagem que faço.
Aquele(a) ________ é uma imagem qu faço.

Não é necessário incluir um número grande de sujeitos específicos para a aplicação da ideia de hoje. É necessário, porém, continuar a olhar para cada sujeito enquanto repetes a ideia para ti mesmo. A ideia deve ser repetida bem lentamente a cada vez.

5. Embora obviamente não sejas capaz de aplicar a ideia a um número muito grande de coisas durante o minuto aproximado de prática que se recomenda, tenta tornar a seleção o mais aleatória possível. Se começares a te sentir inquieto, menos do que um minuto será suficiente para os períodos de prática. Não faças mais do que três períodos de aplicação da ideia para hoje, a menos que te sintas inteiramente à vontade com ela, e não ultrapasses quatro. Todavia, a ideia pode ser aplicada conforme a necessidade ao longo do dia.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 15

"Meus pensamentos são imagens que faço."

Parece-lhes claro este título para a lição de hoje? Já lhes passou pela cabeça que nossos pensamentos, na verdade, não têm forma, não têm significado? Eles se apresentam como imagens que vamos aprendendo ao longo de nossas vidas, Imagens a que damos nome e separamos do todo. Imagens que mudam o tempo todo. E que mudam ao sabor do que sentimos, ao sabor de nosso humor e das coisas e situações que aparentemente se apresenta a nós.

Lembram-se da sétima lição? Aquela que nos chama a atenção para o fato de que só vemos o passado. Há lá um exemplo que pode servir para ilustrar também a ideia que praticamos hoje. Um exemplo que nos pede para olhar para uma xícara e questionar o que sabemos a respeito dela no presente, aqui e agora. Um exemplo que nos leva a concluir que tudo o que pensamos saber da xícara é apenas o que aprendemos dela no passado. Não a vemos verdadeiramente. Não sabemos o que ela é. E isso vale para tudo.

Meus pensamentos são imagens que faço.

É assim que nossa memória registra as coisas, pessoas e situações que experimentamos: com imagens do passado. No presente não podemos fabricar imagens porque vivemos a unidade com tudo o que nos rodeia. Não há tempo, não há espaço, não há um "eu" para ver, sentir, tocar, cheirar ou provar. Também não há um "eu" que duvide do que vê. Há só sintonia, comunhão, comunicação perfeita.

O que é ver, então, para nós? Quem pode garantir que o que vemos é real? Os pensamentos que temos não significam coisa alguma, assim como as coisas que pensamos ver. Nossa mente só se preocupa com pensamentos do passado e não somos capazes de ver nada tal como é agora, neste exato momento.

O que a lição nos diz a respeito? Vejamos o primeiro parágrafo:
 
É em razão de os pensamentos que pensas que pensas aparecerem como imagens que não os reconheces como nada. Tu pensas que os pensas e, por isto, pensas que os vês. É deste modo que teu "ver" foi feito. Esta é a função que dás aos olhos de teu corpo. Não é ver. É construir imagens. Toma o lugar de ver, substituindo a visão por ilusões.
 
Ela também diz a seguir, no segundo parágrafo, que esta ideia pode não fazer sentido para nós, de início. Para nenhum de nós, que acreditamos no que nos mostram os sentidos. Mas diz ainda que vamos começar a entendê-la melhor a partir do momento em que virmos pequenas réstias de luz circundando os mesmos objetos que vemos agora, e que nos são familiares - imagens do passado. A partir daí começaremos a ter contato com a verdadeira visão.

Podemos dizer, metaforicamente, que começar a ver a luz em torno dos objetos, pessoas e situações a que estamos acostumados, significa apenas que começamos a perceber que, na verdade, os olhos do corpo não podem mesmo ver. Eles se limitam a registrar as imagens de um passado que já não existe.

Do mesmo modo, os outros sentidos de que somos dotados não são úteis para a apreensão do mundo real, da Realidade, uma vez que eles, a exemplo da visão, dependem dos pensamentos que não tem significado, que aprendemos no - e do - mundo. Tudo no mundo é julgamento e aparência. Isto é, o que vemos no mundo é só julgamento e aparência. Tudo o que vemos, tocamos, ouvimos, cheiramos ou provamos está ligado ao passado, a pensamentos e imagens, impressões, sons, aromas e sabores que não existem a não ser em nossa memória, em nossa mente.
 
Meus pensamentos são imagens que faço.

Peguemos, por exemplo, uma fotografia. Uma fotografia de algum tempo atrás de alguém que "conhecemos bem". Não importa quem. Uma fotografia daquela pessoa de um tempo em que ainda não a conhecíamos. Como podemos dizer que ela é a mesma pessoa que pensamos conhecer hoje? Como ela mesma pode dizer isso? Ao vê-la numa foto anterior muitas vezes somos levados a pensar que não é possível que ela já tenha tido a aparência que a fotografia nos mostra. Onde está a verdade? Na pessoa que julgamos conhecer? Na fotografia?
 
Meus pensamentos são imagens que faço.

Nada, nada, nada, mas nada mesmo em nossa experiência de fazedores de imagens se sustenta. Nenhuma das imagens que fazemos pode sobreviver. "Tudo muda o tempo todo no mundo", como diz Lulu Santos na canção. Nenhuma das imagens que vemos é real. Podemos escolher milhares de maneiras diferentes para testar a ideia que o Curso nos oferece para as práticas de hoje e vamos concluir, em relação a todas elas, que esta ideia é verdadeira.

Ela pode nos conduzir imediatamente à experiência da liberdade, fazendo-nos deixar para trás todo e qualquer apego que tenhamos a quaisquer coisas no mundo. Também pode nos libertar do apego a pessoas e situações que acreditamos serem as mais importantes em nossa vida.

Ela pode, igualmente, nos conduzir ao vislumbre de uma experiência do amor de Deus, ou como quer que chamemos aquela energia vital que nos anima, pois nos permite perceber que as pessoas, as coisas e situações de nossas vidas são prisioneiras de imagens que fazemos. Se quisermos, pois, experimentar a liberdade, libertar o mundo e tudo o que pensamos haver nele, a ideia de hoje pode nos fazer aplicar o que diz a canção de Sting: "If you love somebody, set them free", o que significa dizer em tradução livre: "Se amas alguém, liberta-o", ou ainda, "Se amas alguém, dá-lhe liberdade, deixa-o(a) livre".

Às práticas?

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

O mundo que criamos não tem nada a ver com Deus


LIÇÃO 14

Deus não criou um mundo sem significado*.

1. A ideia para hoje é, evidentemente, a razão pela qual é impossível um mundo sem significado. Aquilo que Deus não criou não existe. E tudo o que existe existe tal qual Ele o criou. O mundo que vês não tem nada a ver com a realidade. Ele é de tua própria autoria e não existe.

2. Os exercícios para hoje devem ser praticados de olhos fechados do início ao fim. O período de exame mental deve ser curto, um minuto no máximo. Não faças mais do que três períodos de prática com a ideia de hoje, a menos que os aches agradáveis. Se achares, será porque compreendes realmente para que servem.

3. A ideia para hoje é outro passo no aprendizado de abandonar os pensamentos que escreves no mundo e ver a Palavra de Deus em lugar deles. Os passos iniciais nesta troca, que pode verdadeiramente ser chamada de salvação, podem ser bem difíceis e até bem dolorosos. Alguns deles te conduzirão diretamente ao medo. Não serás abandonado aí. Irás muito além disso. Nosso rumo é em direção à segurança e à paz perfeitas.

4. De olhos fechados, pensa em todos os horrores do mundo, que passam por tua mente. Cita cada um à medida que te ocorre e, em seguida, nega sua realidade. Deus não o criou e, portanto, ele não é real. Dize, por exemplo:

Deus não criou aquela guerra e, portanto, ela não é real.
Deus não criou aquele acidente aéreo e, portanto, ele não é real.
Deus não criou aquela calamidade [especifica] e, portanto, ela não é real.

5. Os sujeitos adequados para a aplicação da ideia de hoje também podem incluir qualquer coisa que tenhas medo que te aconteça ou a qualquer pessoa com quem estejas preocupado. Em cada caso, cita a "desventura" de forma bem específica. Não uses termos genéricos. Por exemplo, não digas "Deus não criou a doença", mas "Deus não criou o câncer", ou ataques cardíacos, ou o que quer que desperte medo em ti.

6. Isto para que olhas é teu repertório pessoal de horrores. Estas coisas são parte do mundo que tu vês. Algumas delas são ilusões compartilhadas e outras são partes de teu inferno pessoal. Não importa. Aquilo que Deus não criou só pode estar em tua própria mente separado da d'Ele. Por isso, não tem nenhum significado. Em reconhecimento deste fato, conclui os períodos de prática repetindo a ideia de hoje:

Deus não criou um mundo sem significado.

7. A ideia para hoje pode, obviamente, ser aplicada a qualquer coisa que te perturbe durante o dia, à parte dos períodos de prática. Sê muito específico ao aplicá-la. Dize:

Deus não criou um mundo sem significado. Ele
não criou [especifica a situação que está te
perturbando] e, portanto, isto não é real.

______________________
*NOTA DA TRADUÇÃO: Continua a valer a observação feita para as lições 11 e 12.


*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 14

Hoje, vamos explorar mais uma vez a lição de número 14, que nos traz para as práticas a seguinte ideia:

"Deus não criou um mundo sem significado."

E é claro que todos somos capazes de entender que a ideia a que vamos dedicar nossa atenção hoje é complementar à ideia praticada ontem, não é mesmo?

Como a lição diz, logo no início:

A ideia para hoje é, evidentemente, a razão pela qual é impossível um mundo sem significado. Aquilo que Deus não criou não existe. E tudo o que existe existe tal qual Ele o criou. O mundo que vês não tem nada a ver com a realidade. Ele é de tua própria autoria e não existe.

Pronto! Eis aí a explicação para todas as ilusões de que pensamos precisar para viver. Nós as inventamos todas. Da mesma forma que inventamos e construímos o mundo a partir de nossos pensamentos sem significado.

Entretanto, praticar isto, e reconhecer que o mundo é uma forma de auto-engano - um engano de que, equivocados, pensamos ser vítimas -. é abrir as portas para a tomada de decisão de assumir a responsabilidade por nós mesmos, por nossas vidas, pela nossa salvação e pela salvação do mundo. É abrir-nos para a necessidade de mudarmos nosso modo de olhar para o mundo, e para tudo o que há nele.

A lição continua:

A ideia para hoje é outro passo no aprendizado de abandonar os pensamentos que escreves no mundo e ver a Palavra de Deus em lugar deles. Os passos iniciais nesta troca, que pode verdadeiramente ser chamada de salvação, podem ser bem difíceis e até bem dolorosos. Alguns deles te conduzirão diretamente ao medo. Não serás abandonado aí. Irás muito além disso. Nosso rumo é em direção à segurança e à paz perfeitas.

Deus não criou um mundo sem significado.

Deus não criou aquela guerra e, portanto, ela não é real.

Voltando aos fatos que foram notícia no passado recente, Deus não criou nenhum daqueles daqueles atentados de já tivemos notícias - como aquele que vitimou os cartunistas na França, há poucos anos. Deus não criou o atentado perpetrado pela menina-bomba na Nigéria, nem criou a violência policial contra as pessoas que se manifestam aqui, ou em outro lugar qualquer do mundo, em favor de mudanças. Deus também não é responsável pela morte dos índios dos últimos dias. Ou pela violências contra homo-afetivos, mulheres, negros e negras, ou contra as pessoas que não concordam com o poder que se estabeleceu no país desde o início do ano que passou. Tudo isso, portanto, não é real.

Atualizando um pouco mais as notícias, Deus não criou o atentado de três anos atrás na Turquia, na Alemanha. Não foi Deus que matou ou fez morrer de câncer o cantor-ator David Bowie. Também não foi Deus o responsável pelo "acidente", que já se podia prever, da Samarco, que deixou inúmeras pessoas desabrigadas e provocou uma catástrofe ecológica em Minas Gerais, que se estendeu até o Espírito Santo. Também não foi Deus que provocou o acidente em Brumadinho. Deus também não foi, nem é, o responsável pela chacina nos presídios privados no Amazonas e em Roraima, ou por aquele de alguns anos no Carandiru. Tampouco foi Deus que ordenou a morte daquele general no Irã, o que pode tornar possível uma guerra entre os Estados Unidos e seus aliados contra o Irã e os países que o apoiam. 

Da mesma forma, Deus não criou a doença terminal, o câncer, a Aids ou qualquer outra condição que roube a vida do ser humano. Deus não criou a depressão, ou a síndrome do pânico, ou fez com que um de nós, ou muitos de nós, padecêssemos por nos sentirmos privados das condições necessárias à manutenção da vida, à sobrevivência. Isso tudo também, por conseguinte, não é real. Nem o desemprego. Nem a corrupção.

Podemos até imaginar uma lista bem maior do que a que nos sugere a lição para descrever o que ela chama de "teu repertório pessoal de horrores", mas, no fundo, no fundo, sabemos que nenhum deles faz parte da criação de Deus. Sabemos que Deus não criou um mundo sem significado. Nós, sim.

Mesmo aqueles que, muitas vezes, falam em nome de Deus para justificar atos que não sejam de amor, sabem, no fundo, que estão se enganando e aumentando assim o repertório das ilusões que, na verdade, não existem. Pois não existe nada que não tenha sido criado por Deus. E tudo o que Deus cria é eterno.

Podemos voltar à primeira lição e perguntar a nós mesmos, como o fez Tara Singh, em seu comentário nos  últimos anos: será que algum de nós pode dizer palavras que sejam verdadeiras hoje? Daqui a dez anos? Daqui a cem anos?

Todavia, independentemente do que qualquer um de nós faça hoje, daqui a dez anos, daqui a cem anos, ou daqui a um tempo que não sejamos capazes de medir, as palavras de verdade eterna que o Curso oferece vão continuar a dizer:

"Deus não criou um mundo sem significado." 

Espero que esta postagem também sirva para abrir os olhos de todos os que frequentam este espaço, mesmo daqueles que não se manifestam em comentários, e também daqueles e daquelas que compartilham seu modo de ver o mundo e de se relacionar com o ensinamento e, a partir dele, com o mundo. 

É isto que precisamos praticar. É isto que precisamos aplicar em nossas vidas a partir de agora. Principalmente a partir deste ano novo, que nos traz a promessa de muita dor, pela falta de visão, de empatia, de sensibilidade, de humanidade e de flexibilidade, dos governantes que assumiram seus cargos no início do ano passado e já demonstraram durante este período que objetivos têm, com medidas extremamente vis em relação às minorias, aos pobres, aos que não se enquadram no padrão estabelecidos por quem se acredita superior a todos..

Às práticas?