quinta-feira, 11 de abril de 2019

Para curar nossa percepção equivocada? As práticas!


LIÇÃO 101

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

1. Continuaremos, hoje, com o tema da felicidade. Esta é uma ideia fundamental para se compreender o que a salvação significa. Tu ainda acreditas que ela pede sofrimento como penitência por teus "pecados". Isto não é verdade. No entanto, tens de pensar que é, enquanto acreditares que o pecado é real e que o Filho de Deus pode pecar.

2. Se o pecado for real, então a punição é justa e não se pode escapar dela. Desta forma, não se pode comprar a salvação a não ser pelo sofrimento. Se o pecado for real, então a felicidade tem de ser ilusão, pois ambos não podem ser verdadeiros. Os pecadores só garantem morte e dor e é isto que eles pedem. Pois eles sabem que isto os espera e os buscará e os achará em algum lugar, em algum momento, de alguma forma que saldará a dívida que têm para com Deus. Em seu medo, eles querem escapar d'Ele. E, não obstante, Ele os perseguirá e eles não podem escapar.

3. Se o pecado for real, a salvação tem de ser dor. A dor é o custo do pecado e não se pode jamais escapar do sofrimento, se o pecado for real. A salvação tem de ser temida, pois ela matará, ainda que lentamente, e levará tudo embora antes de conceder o benefício agradável de morte a vítimas que são pouco mais do que ossos antes que a salvação fique saciada. Sua ira é ilimitada, impiedosa, mas inteiramente justa.

4. Quem buscaria punição tão cruel? Quem não fugiria da salvação e não tentaria abafar a Voz que a oferece de todas as formas que pudesse? Por que alguém tentaria aceitar Sua oferta? Se o pecado for real, sua oferta é a morte, e distribuída de maneira cruel para corresponder aos desejos perversos dos quais o pecado nasceu. Se o pecado for real, a salvação se transforma em teu inimigo implacável, a maldição de Deus sobre ti, que crucificas o Filho d'Ele.

5. Tu precisas dos períodos de prática hoje. Os exercícios ensinam que o pecado não é real e que tudo o que acreditas que tem de vir do pecado nunca acontecerá, porque não tem nenhuma causa. Aceita a Expiação com uma mente aberta, que não acalenta nenhuma crença duradoura de que transformaste o Filho de Deus em um demônio. O pecado não existe. Praticamos com este pensamento tantas vezes quanto pudermos hoje, porque ele é a base para a ideia de hoje.

6. A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita porque o pecado não existe, e o sofrimento é infundado. A alegria é justa e a dor é apenas um sinal de que te interpretas mal. Não temas a Vontade de Deus. Mas volta-te para ela confiante de que ela te libertará de todas as consequências que o pecado forjou com imaginação febril. Dize:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
O pecado não existe; não tem nenhuma consequência.

Deves começar assim teus períodos de prática e tentar, em seguida, mais uma vez, achar a alegria que estes pensamentos trarão a tua mente.

7. Dá estes cinco minutos alegremente para retirar a carga pesada que depositaste sobre ti mesmo com a crença insana de que o pecado é real. Escapa da loucura hoje. Tu estás na estrada da liberdade e agora a ideia de hoje traz asas para acelerar teu avanço, e esperança para ires ainda mais depressa em direção à meta esperada da paz. O pecado não existe. Lembra-te disto hoje e dize a ti mesmo sempre que puderes:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
Esta é a verdade porque o pecado não existe.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 101

"A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita."

Acreditas de verdade na ideia que a lição te oferece mais uma vez para as práticas de hoje? Queres mesmo acreditar nela? Alguém de nós, de fato, acredita nesta ideia? Será que há alguém no mundo todo que acredite mesmo, pra valer, nesta ideia?

Se, de fato, acreditasses, não viverias tantos conflitos em tua vida. Não haveria nenhum conflito. Se, de fato, algum de nós acreditasse, viver seria uma coisa muito mais simples e experimentaríamos somente a alegria e a felicidade constante em todos os momentos de nossa vida. 


A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

Acreditas nisto, ou acreditas na separação? Acreditando que estás separado de Deus, acreditas, no corpo, no ego e no sistema de pensamento que ele trouxe ao mundo, que nos trouxe ao mundo e que cria, constrói e mantém este mundo, acreditando que há alguma coisa verdadeira nele. O sistema de pensamento de ego é um sistema que precisa do corpo, da dor, da mágoa, do sofrimento, do ressentimento, do pecado, da culpa, da crença na separação e de todas as formas de conflito para se manter. 

É disso que trata a lição hoje desde seu começo:

Continuaremos, hoje, com o tema da felicidade. Esta é uma ideia fundamental para se compreender o que a salvação significa. Tu ainda acreditas que ela pede sofrimento como penitência por teus "pecados". Isto não é verdade. No entanto, tens de pensar que é, enquanto acreditares que o pecado é real e que o Filho de Deus pode pecar.

Se o pecado for real, então a punição é justa e não se pode escapar dela. Desta forma, não se pode comprar a salvação a não ser pelo sofrimento. Se o pecado for real, então a felicidade tem de ser ilusão, pois ambos não podem ser verdadeiros. Os pecadores só garantem morte e dor e é isto que eles pedem. Pois eles sabem que isto os espera e os buscará e os achará em algum lugar, em algum momento, de alguma forma que saldará a dívida que têm para com Deus. Em seu medo, eles querem escapar d'Ele. E, não obstante, Ele os perseguirá e eles não podem escapar. 

Busquemos nos lembrar mais uma vez de um ensinamento antigo, que o Curso renova, ao afirmar, como já devíamos saber, que "todas as coisas cooperam para o bem". Vamos praticar uma ideia que pode nos dar a comprovação de que não sabemos nada, principalmente se ainda somos daqueles ou daquelas que acreditam que cabe a cada um de nós uma parcela de sofrimento e dor, como parte do aprendizado do mundo, que nos ensina ser preciso muito esforço para se alcançar a felicidade. E que ela só pode ser alcançada depois de muito sofrimento e de muita dor. É parte ainda das crenças do ego a ideia do sacrifício, como forma de se atingir a felicidade, de se chegar à alegria. E mais: o ego acredita que este mundo é verdadeiro e imperfeito e que nossa tarefa é a de mudá-lo para fazer dele um lugar de perfeição. Será? 


A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

No entanto, continua a lição:

Se o pecado for real, a salvação tem de ser dor. A dor é o custo do pecado e não se pode jamais escapar do sofrimento, se o pecado for real. A salvação tem de ser temida, pois ela matará, ainda que lentamente, e levará tudo embora antes de conceder o benefício agradável de morte a vítimas que são pouco mais do que ossos antes que a salvação fique saciada. Sua ira é ilimitada, impiedosa, mas inteiramente justa.

O desafio que a lição de hoje traz pede que enfrentemos o sistema de pensamento do ego e abandonemos de uma vez por todas a ideia de transformar o mundo, de melhorá-lo, de sacrifício, de culpa, de pecado e da necessidade de punição para qualquer coisa que tenhamos feito, façamos ou venhamos a fazer. Qualquer culpa que tenhamos, ou qualquer "pecado" - se ele existisse - que possamos ter cometido, está no passado. E o passado não existe, o Curso diz.

No presente, aqui e agora, somos incapazes de julgar, porque o ego desaparece. Seu sistema de pensamento deixa de existir e anulamos tudo o que depende do tempo e do espaço, que só existem para atender o modo de pensar do ego.A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

Mas a vontade do ego para mim é a morte, mesmo à custa de sua existência. Isso não revela a insanidade de seu modo de pensar. A quem queres dar ouvidos: ao ego que fala em nome da ilusão e te condena por toda e qualquer ação ou pensamento, ou à Voz que fala por Deus e te diz que és Seu Filho muito amado em quem Ele se compraz?

O ego reserva a punição da morte aos culpados, com o argumento de que nada, a não ser a morte pode salvar. E, para o ego, todos somos culpados. Quem vai nos salvar, então?  A lição pergunta:

Quem buscaria punição tão cruel? Quem não fugiria da salvação e não tentaria abafar a Voz que a oferece de todas as formas que pudesse? Por que alguém tentaria aceitar Sua oferta? Se o pecado for real, sua oferta é a morte, e distribuída de maneira cruel para corresponder aos desejos perversos dos quais o pecado nasceu. Se o pecado for real, a salvação se transforma em teu inimigo implacável, a maldição de Deus sobre ti, que crucificas o Filho d'Ele.

É por isso que, a lição continua:

Tu precisas dos períodos de prática hoje. Os exercícios ensinam que o pecado não é real e que tudo o que acreditas que tem de vir do pecado nunca acontecerá, porque não tem nenhuma causa. Aceita a Expiação com uma mente aberta, que não acalenta nenhuma crença duradoura de que transformaste o Filho de Deus em um demônio. O pecado não existe. Praticamos com este pensamento tantas vezes quanto pudermos hoje, porque ele é a base para a ideia de hoje.

De fato, precisamos da ideia que praticamos hoje. Ela é a expressão de nossa vontade verdadeira, que é a mesma de Deus. Se pararmos para pensar e refletir profundamente acerca da ideia que o Curso oferece para as práticas deste dia, não há como não chegar à conclusão de que, na verdade, não temos nem meios nem instrumentos para classificar, sem incorrer em julgamento, nada do que nos acontece, nem nada do que acontece no mundo, que, aliás, como o Curso ensina, não existe.

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.

Reconhecer a verdade por detrás das palavras desta lição é o que vai nos fazer entender por que razão o Curso diz a certa altura que não precisamos fazer nada. Não no sentido de que podemos cruzar os braços e deitar em uma rede vendo a vida passar, mas no sentido de que, uma vez que não sabemos o que é melhor para nós e que não há como sermos capazes de julgar absolutamente nada do que aparentemente acontece, tudo o que precisamos é aprender a entregar ao espírito divino em nós, aceitando o que quer que se apresente como resultado de uma escolha que fizemos - conscientes dela ou não.

Este reconhecimento é o primeiro passo para mudarmos o modo de pensar a respeito do mundo e de tudo o que acontece nele. Depois de reconhecer, o passo seguinte é acolher, receber o que se apresenta, e agradecer por ele se ter apresentado seja na forma que for. A partir daí, podemos escolher novamente, tendo em vista que a Vontade de Deus e a nossa são a mesma: a felicidade perfeita. 

Ou como a lição ensina:

A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita porque o pecado não existe, e o sofrimento é infundado. A alegria é justa e a dor é apenas um sinal de que te interpretas mal. Não temas a Vontade de Deus. Mas volta-te para ela confiante de que ela te libertará de todas as consequências que o pecado forjou com imaginação febril. Dize:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
O pecado não existe; não tem nenhuma consequência.

Deves começar assim teus períodos de prática e tentar, em seguida, mais uma vez, achar a alegria que estes pensamentos trarão a tua mente.

Uma vez revelada a Vontade de Deus para cada um e para todos nós, a partir desta lição, podemos nos tranquilizar na certeza de que "não há nada a temer". Tudo o que podemos, e precisamos, fazer é entregar-nos ao espírito e esperar, praticando, e praticando, e praticando para chegar à cura de nossa percepção equivocada, que é para onde as práticas levam. Mais dia, menos dia, há, então, de se revelar a nós que a própria busca é desnecessária, uma vez que, como o Curso ensina, já "somos aquilo que buscamos".

Emprestemos, por fim, toda a nossa atenção, toda a nossa honestidade, toda a nossa sinceridade para o que nos orienta a fazer a lição. Empenhemo-nos para achar, por ser o que mais queremos, a sintonia perfeita que existe entre nossa vontade e a Vontade de Deus para nós, que aprendemos hoje qual é. Atenção:

Dá estes cinco minutos alegremente para retirar a carga pesada que depositaste sobre ti mesmo com a crença insana de que o pecado é real. Escapa da loucura hoje. Tu estás na estrada da liberdade e agora a ideia de hoje traz asas para acelerar teu avanço, e esperança para ires ainda mais depressa em direção à meta esperada da paz. O pecado não existe. Lembra-te disto hoje e dize a ti mesmo sempre que puderes:

A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.
Esta é a verdade porque o pecado não existe. 

Às práticas?

PS: Fiquei sem internet e sem computador desde domingo, dia 7, até ontem, quando o serviço se estabilizou, mas eu não estava em casa. Daí o atraso na postagem desta lição e de seu comentário, pelo que peço que me desculpem os/as que costumam acessar o blogue para suas lições nos primeiros momentos do novo dia.

Paz e bem!


quarta-feira, 10 de abril de 2019

As práticas: um experimento com o rigor científico


LIÇÃO 100

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

1. Da mesma forma que o Filho de Deus completa seu Pai, também teu papel nele completa o plano de teu Pai. A salvação tem de anular a crença louca em pensamentos e corpos separados, que conduzem a vidas separadas, que seguem caminhos separados. Uma única função compartilhada por mentes separadas as une em um único objetivo, pois cada uma delas é igualmente essencial a todas.

2. A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita. Por que deverias escolher ir contra a Vontade d'Ele? O papel que Ele reservou para tu assumires na realização de Seu plano te é dado para que possas voltar à condição que Ele quer. Este papel é tão essencial ao plano d'Ele quanto para a tua felicidade. Tua alegria tem de ser total para permitir que o plano d'Ele seja compreendido por aqueles a quem Ele te envia. Eles verão sua função em tua face resplandecente e ouvirão o chamado de Deus por eles em teu riso feliz.

3. Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Sem tua alegria, a alegria d'Ele fica incompleta. Sem teu sorriso, o mundo não pode ser salvo. Enquanto estiveres triste, a luz que o Próprio Deus designou como o meio para salvar o mundo fica opaca e sem brilho e ninguém ri porque todo riso só pode ecoar o teu.

4. Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Do mesmo modo que tua luz aumenta cada luz que brilha no Céu, também tua alegria na terra invoca todas as mentes para que abandonem suas tristezas e tomem seu lugar a teu lado no plano de Deus. Os mensageiros de Deus são alegres e a alegria deles cura a tristeza e o desespero. Eles são a prova de que Deus quer a felicidade perfeita para todos que aceitarem como suas as dádivas de seu Pai.

5. Não nos permitiremos ficar tristes hoje. Pois, se o fizermos, deixaremos de assumir o papel que é essencial ao plano de Deus, bem como para nossa visão. A tristeza é o sinal de que queres desempenhar outro papel, em lugar daquele que te foi designado por Deus. Desta forma, deixas de mostrar ao mundo quão grande é a felicidade que Ele quer para ti. E, assim, não reconheces que ela é tua.

6. Hoje tentaremos compreender que a alegria é nossa função aqui. Se estás triste, teu papel não é cumprido e, assim, todo o mundo fica privado da alegria, junto contigo. Deus te pede que sejas feliz, para que o mundo possa ver o quanto Ele ama Seu Filho e não quer que nenhuma tristeza surja para diminuir a alegria dele; nenhum medo o assalte para perturbar sua paz. Tu és o mensageiro de Deus hoje. Tu trazes a felicidade d'Ele a todos para quem olhas; a paz d'Ele para todos que olham para ti e veem a mensagem de Deus em teu rosto feliz.

7. Vamos nos preparar para isto hoje; em nosso períodos de prática de cinco minutos, sentindo a felicidade despontar em nós de acordo com a Vontade de nosso Pai e com a nossa. Começa os exercícios com o pensamento que a ideia de hoje contém. Compreende claramente, então, que teu papel é ser feliz. É só isto que se pede de ti ou de qualquer um que queira toma seu lugar entre os mensageiros de Deus. Pensa no que isto significa. De fato, estavas errado em tua crença de que se pede algum sacrifício. Tu só recebes de acordo com o plano de Deus e nunca perdes ou te sacrificas ou morres.

8. Tentemos agora achar essa alegria que confirma para nós e para o mundo inteiro a Vontade de Deus para nós. É tua função achá-la e achá-la agora. Vieste para isto. Permite que este seja o dia em que serás bem-sucedido! Olha bem fundo dentro de ti sem desanimar com todos os pensamentos insignificantes e metas tolas por que passas enquanto te elevas para encontrar Cristo em ti.

9. Ele estará lá. E tu podes alcançá-Lo agora. O que poderias preferir ver em lugar d'Aquele Que espera que possas vê-Lo? Que pensamento insignificante tem poder para te impedir? Que meta tola pode te afastar do sucesso se Aquele Que te chama é o Próprio Deus?

10. Ele estará lá. Tu és essencial ao plano d'Ele. Tu és o mensageiro d'Ele hoje. E tens de achar aquilo que Ele quer que dês. Não te esqueças da ideia para hoje nos intervalos entre os períodos de prática de cada hora. É teu Ser Que te chama hoje. E é a Ele que respondes, cada vez que dizes a ti mesmo que és essencial ao plano de Deus para a salvação do mundo.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 100

"Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação."

Eis-nos aqui outra vez - mais uma - chegando ao marco dos 100 dias. Cem dias, cem lições. 

Em um dos anos passados, ao tempo em que preparava este comentário estava lendo um livro de D. Patrick Miller, Living with Miracles [Vivendo com os Milagres, numa tradução livre]. Patrick é o jornalista que escreveu, há alguns anos, "A história completa do Curso em Milagres", um livro muito interessante, e que ele já reescreveu com novo título - Understanding A Course in Miracles [Entendendo Um Curso em Milagres - ou Para entender Um Curso em Milagres] -, mas que ainda não foi traduzido. Living with Miracles, o primeiro citado, era um livro novo para mim, também sem tradução. Ele conta no livro sua experiência de mais de 25 anos como estudante do Curso. E é uma maravilha o que ele tem a dizer a respeito das mudanças que aconteceram em sua vida a partir do contato com o Curso. E, claro, também das que podem acontecer na nossa.

Digo isto apenas para salientar um fato a respeito do qual não damos a devida atenção a maior parte do tempo. No entender de Patrick, as lições fazem parte de uma verdadeira experiência científica. Pois como pede/orienta a introdução ao livro de exercícios, o/a estudante não tem de acreditar nas ideias que pratica, pode até ter certa resistência a algumas delas ou rejeitar outras com veemência. Não tem importância. Tudo o que se pede é que ele, ou ela, as pratique conforme a orientação. Nada mais do que isso. Os resultados é que vão revelar se a ideia, ou ideias, é/são verdadeira(s). Isso é, sim, sem dúvida, um experimento que segue o rigor da ciência.

Assim, dito isto, e voltando a falar deste nosso novo centésimo dia de práticas conjuntas, há que se dizer que a ideia para as práticas de hoje traz de novo consigo o desafio de nos afirmarmos, de nos aceitarmos, de, de fato, nos entendermos, como essenciais ao plano de Deus para a salvação, diferentemente do que o ego quer pensemos a nosso próprio respeito. 

Vamos aceitar o desafio e reconhecer a importância de nosso papel? Vamos reconhecer e aceitar o milagre que advém disso: saber que ainda somos como Deus nos criou e que Ele conta conosco para a realização de Seu plano? Pois, como o texto diz a certa altura, precisamos saber que "o Próprio Deus é incompleto sem mim". 

Aliás, mais do que apenas saber disso, precisamos viver na certeza e na confiança de que tudo o que fazemos fazemos em Deus, com Ele. E que não há nada diferente que possamos fazer além daquilo que nos cabe fazer como filhos de Deus, salvadores do mundo.

Comecemos, pois, para início de conversa, a refletir a respeito do que a lição oferece para as práticas de hoje:

Da mesma forma que o Filho de Deus completa seu Pai, também teu papel nele completa o plano de teu Pai. A salvação tem de inverter a crença louca em pensamentos e corpos separados, que conduzem a vidas separadas, que seguem caminhos separados. Uma única função compartilhada por mentes separadas as une em um único objetivo, pois cada uma delas é igualmente essencial a todas.

Lembremo-nos de que vimos ontem que salvação e perdão são a mesma coisa. E lembremo-nos também de que é o perdão a nós mesmos que pode fazer com que compreendamos quão essencial é nosso papel no plano de Deus. É preciso que sejamos capazes de inverter o modo de pensar do mundo. A separação não existe, não pode existir, nem nunca poderá.

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

É a crença na separação que criou este mundo, como um lugar em que aprisionamos a nós mesmos em corpos destinados à dor, ao sofrimento, à escassez, à perda, à violência, às guerras e à morte. Não é isso que Deus quer para Seu Filho, não é esta a Vontade de Deus para nós, como diz a lição:

A Vontade de Deus para ti é a felicidade perfeita. Por que deverias escolher ir contra a Vontade d'Ele? O papel que Ele reservou para tu assumires na realização de Seu plano te é dado para que possas voltar à condição que Ele quer. Este papel é tão essencial ao plano d'Ele quanto para a tua felicidade. Tua alegria tem de ser total para permitir que o plano d'Ele seja compreendido por aqueles a quem Ele te envia. Eles verão sua função em tua face resplandecente e ouvirão o chamado de Deus por eles em teu riso feliz.

Ou como diz Joel Goldsmith em um de seus livros:

"O amor é a única razão de viver. Parece estranho, mas é verdade. Não existe outro motivo para se permanecer na terra, senão a oportunidade de amar, e quem quer que já tenha experimentado isto sabe que não existe alegria como a do amor: nenhuma alegria se compara à de compartilhar, conceder, compreender e dar, coisas que não passam de sinônimos de amor."

É por esta razão que estamos aqui. É por esta razão que:

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

É pelo amor, pelo perdão e pela alegria que vou ser capaz de cumprir meu papel. Para tanto é preciso que reconheçamos, aceitemos e pratiquemos o que a lição traz, vendo-nos como ela pede que nos vejamos. Assim:

Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Sem tua alegria, a alegria d'Ele fica incompleta. Sem teu sorriso, o mundo não pode ser salvo. Enquanto estiveres triste, a luz que o Próprio Deus designou como o meio para salvar o mundo fica opaca e sem brilho e ninguém ri porque todo riso só pode ecoar o teu.

Tu, de fato, és essencial ao plano de Deus. Do mesmo modo que tua luz aumenta cada luz que brilha no Céu, também tua alegria na terra invoca todas as mentes para que abandonem suas tristezas e tomem seu lugar a teu lado no plano de Deus. Os mensageiros de Deus são alegres e a alegria deles cura a tristeza e o desespero. Eles são a prova de que Deus quer a felicidade perfeita para todos que aceitarem como suas as dádivas de seu Pai.

E mais:

Não nos permitiremos ficar tristes hoje. Pois, se o fizermos, deixaremos de assumir o papel que é essencial ao plano de Deus, bem como para nossa visão. A tristeza é o sinal de que queres desempenhar outro papel, em lugar daquele que te foi designado por Deus. Desta forma, deixas de mostrar ao mundo quão grande é a felicidade que Ele quer para ti. E, assim, não reconheces que ela é tua.

A esta altura já devemos ser capazes de compreender a importância de nossas práticas. Nestes cem dias que praticamos juntos - e a maioria, acredito, mais do que uma vez -  já aprendemos que, mesmo não sendo ainda capazes de uma total e completa dedicação, as práticas nos oferecem um vislumbre do Céu na terra. Isto porque já conseguimos ver, ainda que por breves instantes de cada vez, a centelha divina em nós, que é a mesma que podemos ver no(s) outro(s). Já provamos a alegria e a paz que as lições e suas práticas trazem consigo. E testemunhamos o milagre que há em cada uma, quando aceitamos o desafio que cada uma delas oferece. Este desafio hoje é aceitar que:

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

O milagre vai depender da honestidade e da sinceridade que dedicarmos às práticas. Pois:

Hoje tentaremos compreender que a alegria é nossa função aqui. Se estás triste, teu papel não é cumprido e, assim, todo o mundo fica privado da alegria, junto contigo. Deus te pede que sejas feliz, para que o mundo possa ver o quanto Ele ama Seu Filho e não quer que nenhuma tristeza surja para diminuir a alegria dele; nenhum medo o assalte para perturbar sua paz. Tu és o mensageiro de Deus hoje. Tu trazes a felicidade d'Ele a todos para quem olhas; a paz d'Ele para todos que olham para ti e veem a mensagem de Deus em teu rosto feliz.

"A alegria é nossa função aqui." E a alegria passa pela aceitação do papel que Deus reserva a cada um de nós. A alegria depende de nossa disposição para o perdão. E o perdão nos salva. Pois "salvação e perdão são a mesma coisa". Já não experimentamos a alegria que há em perdoar? Quem ainda não se sentiu como que nas nuvens, depois de ter conseguido perdoar uma ofensa que pensava que alguém lhe tinha feito? Por que isso acontece? Porque só podemos perdoar a nós mesmos pelo julgamento que fizemos do que o outro fez. O outro não fez nada de errado, foi nossa percepção que interpretou o que o outro fez como ofensivo.

Shakespeare já dizia isso pela fala de Hamlet: "As coisas, em si mesmas, não são nem boas nem más; é o pensamento que as torna deste ou daquele jeito". É por isso que uma lição recente nos dizia: "Minha salvação depende de mim". De quem mais dependeria? Se preciso ser salvo, tenho de querer ser salvo. E no instante em que manifesto minha vontade de ser salvo já estou. É também por isso que:

Meu papel é essencial ao plano de Deus para a salvação.

É crucial que pratiquemos de modo sincero e honesto, acreditando que o milagre virá, se seguirmos as orientações que a lição traz. Fiquemos atentos ao que ela nos diz a respeito de como praticar e atentemos também às palavras. Mais: atentemos para o que ela diz além das palavras. É certo que seremos bem-sucedidos hoje.

Tudo o que buscamos a cada lição e a revelação, a re-descoberta, o encontro com o Ser que verdadeiramente somos. Um Ser de Deus. Um ser em Deus. Um ser com Deus. Um Ser que só pode se completar na unidade com seu Criador. Nossa perseverança nos torna dignos de receber o milagre. A meta está garantida. O caminho está sendo preparado, aplainado para que possamos caminhar com leveza. 

Às práticas?

terça-feira, 9 de abril de 2019

Manter-te em contato com a felicidade é tua função


LIÇÃO 99

A salvação é minha única função aqui.

1. Salvação e perdão são a mesma coisa. Ambos pressupõem que algo saiu errado, alguma coisa da qual é preciso ser salvo, perdoado; algo errado que necessita de mudança corretiva, alguma coisa separada ou diferente da Vontade de Deus. Deste modo, ambos os termos pressupõem uma coisa impossível mas que, não obstante, aconteceu, tendo por consequência um estado de conflito percebido entre o que existe e o que nunca poderia existir.

2. Agora, verdade e ilusão são iguais, pois ambas aconteceram. O impossível vem a ser a coisa pela qual precisas perdão, salvação. Agora, a salvação se torna a fronteira entre a verdade e a ilusão. Ela reflete a verdade porque é o meio pelo qual podes escapar das ilusões. No entanto, ela ainda não é a verdade porque ela desfaz o que nunca foi feito.

3. Como poderia, de alguma forma, haver um ponto de convergência em que se pode conciliar terra e Céu dentro de uma mente em que ambos existem? A mente que vê ilusões pensa que elas são reais. Elas existem no sentido de que são pensamentos. E, no entanto, elas não são reais porque a mente que tem estes pensamentos está separada de Deus.

4. O que une a mente e os pensamentos separados à Mente e aos Pensamentos que são um só para sempre? Que plano poderia manter inviolada a verdade, apesar de reconhecer a necessidade que as ilusões trazem e oferecer o meio pelo qual elas se desfazem sem ataque e sem nenhum toque de dor? O que, a não ser um Pensamento de Deus, poderia ser este plano, pelo qual se ignora o que nunca foi feito e se esquecem os pecados que nunca foram reais?

5. O Espírito Santo mantém este plano de Deus exatamente como o recebeu d'Ele dentro da Mente de Deus e em tua própria mente. Ele está separado do tempo pelo fato de que sua Fonte é intemporal. No entanto, ele opera no tempo em razão de tua crença de que o tempo é real. Inabalável, o Espírito Santo olha para o que vês; para o pecado e a dor e a morte, para a angústia e a separação e a perda. Mas Ele sabe que uma única coisa ainda tem de ser verdadeira, Deus ainda é Amor e esta não é a Vontade d'Ele.

6. Este é o Pensamento que traz as ilusões à verdade e as vê como aparências atrás das quais está o imutável e o certo. Este é o Pensamento que salva e que perdoa, porque não deposita nenhuma fé naquilo que não é criado pela única Fonte que conhece. Este é o Pensamento cuja função é salvar por te dar a função dele como a tua própria. A salvação é tua função com Aquele a Quem o plano foi dado. Agora tu estás encarregado deste plano juntamente com Ele. Ele tem apenas uma resposta para as aparências, independente de sua forma, seu tamanho, sua profundidade ou qualquer característica que elas pareçam ter:

A salvação é minha única função aqui.
Deus ainda é Amor e esta não é a Vontade d'Ele.

7. Tu, que ainda farás milagres, certifica-te de praticar bem a ideia para hoje. Tenta perceber a força naquilo que dizes, pois estas são palavras nas quais está tua liberdade. Teu Pai te ama. Todo o mundo de dor não é Vontade d'Ele. Perdoa a ti mesmo pelo pensamento de que Ele quis isto para ti. Deixa, então, que o Pensamento com o qual Ele substitui todos os teus erros penetre nos lugares sombrios de tua mente que teve os pensamentos que nunca foram a Vontade d'Ele.

8. Esta parte pertence a Deus, assim como o resto. Ela não tem seus pensamentos solitários e os torna reais ao escondê-los d'Ele. Deixa a luz entrar e não verás nenhum obstáculo para aquilo que Ele quer para ti. Revela teus segredos para Sua luz benigna e vê quão radiante esta luz ainda brilha em ti.

9. Pratica o Pensamento d'Ele hoje e deixa que Sua luz descubra e ilumine todos os pontos sombrios e brilhe através deles para uni los ao resto. É a Vontade de Deus que tua mente seja uma só com a d'Ele. É a Vontade de Deus que Ele tenha um único Filho. É a Vontade de Deus que tu sejas Seu único Filho. Pensa nestas coisas ao praticares hoje e começa a lição que aprendemos hoje com esta instrução no caminho da verdade:

A salvação é minha única função aqui.
Salvação e perdão são a mesma coisa.

Em seguida, volta-te para Aquele Que compartilha tua função aqui e deixa que Ele te ensine o que precisas aprender para deixar todo o medo de lado e conhecer teu Ser como o Amor que não tem nenhum oposto em ti.

10. Perdoa todos os pensamentos que querem contrariar a verdade de tua completude, unidade e paz. Tu não podes perder as dádivas que teu Pai te deu. Tu não queres ser outro ser. Tu não tens nenhuma função que não seja de Deus. Perdoa a ti mesmo pelo que pensas que fizeste. Perdão e salvação são a mesma coisa. Perdoa o que fazes e estás salvo.

11. Há uma mensagem especial para hoje que tem o poder de eliminar todas as formas de dúvida e de medo de tua mente para sempre. Se fores tentado a acreditar que elas são verdadeiras, lembra-te de que aparências não podem se opor à verdade que estas palavras poderosas contêm:

A salvação é minha única função aqui.
Deus ainda é Amor e isto não é Vontade d'Ele.

12. Tua única função te diz que tu és único. Lembra-te disto entre os momentos em que dás cinco minutos para serem partilhados com Aquele Que compartilha o plano de Deus contigo. Lembra-te:

A salvação é minha única função aqui.

Deste modo depositas o perdão em tua mente e permites que todo o medo seja posto de lado tranquilamente, a fim de que o amor possa achar seu lugar legítimo em ti e te mostrar que tu és o Filho de Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 99

"A salvação é minha única função aqui."

Eis aqui, com esta lição, mais uma oportunidade para aprendermos qual é nossa função neste mundo. A única que temos. E o que é salvação?

É a lição que explica, para começar:

Salvação e perdão são a mesma coisa. Ambos pressupõem que algo saiu errado, alguma coisa da qual é preciso ser salvo, perdoado; algo errado que necessita de mudança corretiva, alguma coisa separada ou diferente da Vontade de Deus. Deste modo, ambos os termos pressupõem uma coisa impossível mas que, não obstante, aconteceu, tendo por consequência um estado de conflito percebido entre o que existe e o que nunca poderia existir.

O que pode ter saído errado? Aquilo de que falamos antes, o mundo, desde que aparentemente chegamos aqui, prepara nosso condicionamento ao sistema de pensamento do ego, para que nos ocupemos apenas de tudo o que se refere à ilusão, com o objetivo de nos afastar da verdade a respeito do que somos.

Se não nos damos tempo para voltar o olhar para o interior de nós mesmos, dificilmente vamos perceber que estamos, na ilusão, nos afastando cada vez mais da alegria, da felicidade e da paz de espírito, acossados que somos pelos compromissos com as coisas do mundo.

A salvação é minha única função aqui.

Mais dia, menos dia, quando menos esperarmos vamos ver se tornar verdadeiro o que a lição diz:

Agora, verdade e ilusão são iguais, pois ambas aconteceram. O impossível vem a ser a coisa pela qual precisas perdão, salvação. Agora, a salvação se torna a fronteira entre a verdade e a ilusão. Ela reflete a verdade porque é o meio pelo qual podes escapar das ilusões. No entanto, ela ainda não é a verdade porque ela desfaz o que nunca foi feito.

A salvação não é a verdade porque só desfaz o que nunca foi feito. É importante levar isso em conta. Pois nada daquilo que fazemos, ou pensamos fazer, tem nada a ver com a realidade. É nossa mente dividida que nos faz pensar que podemos mudar alguma coisa no que somos. Não podemos. Tudo o que podemos fazer é apenas reconhecer que vivemos um sonho. Uma ilusão que não parece ter fim. E queremos ver realidade no sonho. 

A salvação é minha única função aqui.

A lição continua:

Como poderia, de alguma forma, haver um ponto de convergência em que se pode conciliar terra e Céu dentro de uma mente em que ambos existem? A mente que vê ilusões pensa que elas são reais. Elas existem no sentido de que são pensamentos. E, no entanto, elas não são reais porque a mente que tem estes pensamentos está separada de Deus.

O que une a mente e os pensamentos separados à Mente e aos Pensamentos que são um só para sempre? Que plano poderia manter inviolada a verdade, apesar de reconhecer a necessidade que as ilusões trazem e oferecer o meio pelo qual elas se desfazem sem ataque e sem nenhum toque de dor? O que, a não ser um Pensamento de Deus, poderia ser este plano, pelo qual se ignora o que nunca foi feito e se esquecem os pecados que nunca foram reais?

Não estamos separados de Deus. É impossível que fiquemos separados d'Ele. Não existimos separados d'Ele. Não existe nada separado d'Ele. Ele é que sou. Tudo o que Deus tem é meu.

Ao aceitar meu papel no plano de Deus para a salvação, assumi um compromisso de buscar ouvir a Voz por Deus. E é o Espírito Santo em mim que vai me orientar e me guiar na direção da verdade, a meu próprio respeito, a respeito da realidade e de Deus: a única Realidade.

Na prática:

O Espírito Santo mantém este plano de Deus exatamente como o recebeu d'Ele dentro da Mente de Deus e em tua própria mente. Ele está separado do tempo pelo fato de que sua Fonte é intemporal. No entanto, ele opera no tempo em razão de tua crença de que o tempo é real. Inabalável, o Espírito Santo olha para o que vês; para o pecado e a dor e a morte, para a angústia e a separação e a perda. Mas Ele sabe que uma única coisa ainda tem de ser verdadeira, Deus ainda é Amor e esta não é a Vontade d'Ele.

Este é o Pensamento que traz as ilusões à verdade e as vê como aparências atrás das quais está o imutável e o certo. Este é o Pensamento que salva e que perdoa, porque não deposita nenhuma fé naquilo que não é criado pela única Fonte que conhece. Este é o Pensamento cuja função é salvar por te dar a função dele como a tua própria. A salvação é tua função com Aquele a Quem o plano foi dado. 

Quando nos pensamos separados de Deus, esquecemos de que, na verdade, estamos em casa em Deus, "sonhando com o exílio". Esquecemos que somos perfeitamente capazes de despertar para a realidade. Mas isso depende de nossa decisão. E o Curso diz que vamos nos lembrar da unidade no instante em que a desejarmos totalmente.

A lição nos desafia a praticar para que o plano se realize assim:

Agora tu estás encarregado deste plano juntamente com Ele. Ele tem apenas uma resposta para as aparências, independente de sua forma, seu tamanho, sua profundidade ou qualquer característica que elas pareçam ter:

A salvação é minha única função aqui.
Deus ainda é Amor e esta não é a Vontade d'Ele.

É isto que precisamos praticar de forma sincera e honesta, acreditando nas palavras que traduzem a verdade eterna da lição, que ensina qual é a única função que nos cabe cumprir neste mundo. E a lição pede que pratiquemos bem a ideia de hoje. Que tentemos perceber a força que há naquilo que dizemos:

... pois estas são palavras nas quais está tua liberdade. Teu Pai te ama. Todo o mundo de dor não é Vontade d'Ele. Perdoa a ti mesmo pelo pensamento de que Ele quis isto para ti. Deixa, então, que o Pensamento com o qual Ele substitui todos os teus erros penetre nos lugares sombrios de tua mente que teve os pensamentos que nunca foram a Vontade d'Ele.

Esta parte pertence a Deus, assim como o resto. Ela não tem seus pensamentos solitários e os torna reais ao escondê-los d'Ele. Deixa a luz entrar e não verás nenhum obstáculo para aquilo que Ele quer para ti. Revela teus segredos para Sua luz benigna e vê quão radiante esta luz ainda brilha em ti.

Voltemos, pois, toda a nossa atenção às instruções que a lição dá acerca do modo de praticar e busquemos fazer com que as palavras que dizemos soem verdadeiras para transformar nossa experiência neste mundo em uma experiência do Céu. Isto é possível, se reconhecermos e aceitarmos que:

A salvação é minha única função aqui. 

Pratiquemos, então, para compreender claramente que cumprir nossa função significa entrar em contato com a felicidade, ficar em contato com a alegria e com a paz, condições naturais do Filho de Deus. Para conseguir isso, é necessário aprendermos a oferecer apenas o perdão, a nós mesmos, a todos e a tudo no mundo e ao próprio mundo. Ao fazermos isto, também oferecemos e recebemos a salvação, para nós mesmos e para o mundo inteiro. 

Às práticas?