sábado, 5 de março de 2016

Aprender a fazer novas perguntas, a questionar tudo


LIÇÃO 65

Minha única função é a que Deus me deu.

1. A ideia para hoje reafirma teu compromisso com a salvação. Ela também te lembra de que não tens nenhuma função diferente desta. Estes dois pensamentos são obviamente necessários para um compromisso total. A salvação não pode ser o único objetivo que manténs, enquanto ainda nutrires outros. A completa aceitação da salvação como tua única função envolve necessariamente duas fases; o reconhecimento da salvação como tua única função e o abandono de todas as outras metas que inventas para ti mesmo.

2. Esta é a única maneira pela qual podes assumir teu lugar legítimo entre os salvadores do mundo. Esta é a única maneira a partir da qual podes dizer com propriedade: "Minha única função é a que Deus me deu". Esta é a única maneira pela qual podes achar a paz de espírito.

3. Hoje, e nos próximos dias, reserva de dez a quinze minutos para um período de prática mais longo, no qual tentas compreender e aceitar o que a ideia para o dia, de fato, significa. A ideia de hoje te oferece saída para tudo o que consideras serem tuas dificuldades. Ela coloca em tuas próprias mãos a chave da porta para a felicidade, que fechas para ti mesmo. Ela te dá a resposta para toda busca que fazes desde que o tempo teve início.

4. Tenta, se possível, empreender os períodos prolongados de prática diária mais ou menos no mesmo horário a cada dia. Tenta também definir este horário com antecedência e, então, ser tão fiel a ele quanto possível. O objetivo disto é organizar teu dia de forma que reserves tempo para Deus tanto quanto para os objetivos e metas corriqueiros que buscarás. Isto é parte do treinamento disciplinar de longo alcance de que tua mente necessita, a fim de que o Espírito Santo possa usá-la de modo coerente para o objetivo que Ele compartilha contigo.

5. Nos períodos de prática mais longos, começa pela revisão da ideia para o dia. Em seguida, fecha os olhos, repete a ideia para ti mesmo mais uma vez e observa a tua mente com bastante cuidado para captar quaisquer pensamentos que passem por ela. Em primeiro lugar, não faças nenhuma tentativa de te concentrares apenas nos pensamentos afins à ideia para o dia. Em lugar disso, tenta descobrir cada pensamento que surgir para se opor a ela. Observa cada um enquanto ele chega a ti, com o menor envolvimento ou interesse possível, descartando-os um a um, ao dizeres a ti mesmo:

Este pensamento reflete uma meta que
me impede de aceitar minha única função.

6. Depois de algum tempo, será mais difícil achar pensamentos de intromissão. Experimenta, porém, continuar por cerca de um minuto mais, para tentar captar alguns dos pensamentos vãos que escaparam a tua atenção antes, mas não te canses nem recorras a um esforço indevido para fazê-lo. Em seguida, dize a ti mesmo:

Que minha função verdadeira seja escrita
para mim neste espaço em branco.

Não é necessário que uses exatamente estas palavras, mas tenta obter a sensação de estar disposto a deixar que tuas ilusões de metas sejam substituídas pela verdade.

7. Finalmente, repete a ideia para hoje mais uma vez e dedica o tempo restante do período de prática a tentar concentrar tua atenção na importância dela para ti, no alívio que sua aceitação te trará ao resolver teus conflitos de uma vez por todas, e no quanto queres realmente a salvação apesar de tuas próprias ideias tolas em contrário.

8. Nos períodos de práticas mais breves, que devem ser empreendidos ao menos uma vez por hora, utiliza esta forma para a aplicação da ideia de hoje:

Minha função é a que Deus me deu.
Eu não quero e não tenho nenhuma outra.

Fecha os olhos algumas vezes ao praticar isto e outras mantém-nos abertos e olha a tua volta. É o que vês que mudará por completo quando aceitares inteiramente a ideia de hoje.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 65

"Minha única função é a que Deus me deu."

Tomara soubéssemos de verdade isso que a lição nos diz e aceitássemos o desafio que é reconhecer que não temos nenhuma outra função que não aquela que nos é dada por Deus. Mesmo que ainda não saibamos qual é ela, mesmo que não a compreendamos, quando formos apresentados a ela. E, com certeza, mais dia, menos dia, seremos.

Qual é, pois, esta função?

Há que se mergulhar o mais profundamente possível no silêncio, em direção ao mais íntimo em nós mesmos, para chegar à aceitação de que só seremos de fato felizes quando nos decidirmos a assumir o papel que nos cabe na salvação do mundo. E qual é este papel?

Vejamos como a lição diz isso:

A ideia para hoje reafirma teu compromisso com a salvação. Ela também te lembra de que não tens nenhuma função diferente desta. Estes dois pensamentos são obviamente necessários para um compromisso total. A salvação não pode ser o único objetivo que manténs, enquanto ainda nutrires outros. A completa aceitação da salvação como tua única função envolve necessariamente duas fases; o reconhecimento da salvação como tua única função e o abandono de todas as outras metas que inventas para ti mesmo.

Isto equivale a dizer que tudo o que fazemos com um objetivo diferente - isto é, pensando que podemos ter um objetivo diferente - do da salvação é apenas um tipo de distração. Uma distração que visa a adiar o momento de tomarmos a decisão pelo Céu. No entanto, como o Curso ensina: enquanto não escolheres o Céu, estás no inferno e no sofrimento.

Minha única função é a que Deus me deu.

É exatamente isso que a lição diz a seguir:

Esta é a única maneira pela qual podes assumir teu lugar legítimo entre os salvadores do mundo. Esta é a única maneira a partir da qual podes dizer com propriedade: "Minha única função é a que Deus me deu". Esta é a única maneira pela qual podes achar a paz de espírito.

Se reconhecemos e aceitamos que a Vontade de Deus para nós é a mesma que nossa vontade para nós mesmos, não há como negar que é na alegria que encontramos a paz de espírito. E só podemos achar a alegria duradoura quando vivemos, se não na certeza, na confiança de que o plano de Deus para a salvação é o único que pode dar certo e que, é claro, todos e cada um de nós somos partes importantes nesse plano.

Tanto é assim que há um ponto no texto em que lemos: o Próprio Deus é incompleto sem mim.

Minha única função é a que Deus me deu.

Repetindo o que eu já disse outras vezes, não é a busca de respostas que vai nos levar à meta. O que precisamos fazer, na verdade, é aprender a fazer as perguntas certas. Aprender a fazer as perguntas que nos ofereçam os desafios necessários para que nos movamos em direção à tomada de decisão. Aprender a fazer novas perguntas a cada instante, questionando tudo o que o mundo e seu sistema de pensamento nos oferece como resposta. E mais do que apenas isso, aprender a esperar para ouvir a resposta no silêncio. Porque, como o Curso ensina também, é muito fácil distinguir se a voz que ouvimos é a do ego ou é a Voz por Deus: o ego sempre fala primeiro. Há que se ir mais fundo então, se quisermos de fato ouvir a Voz por Deus.

Já pensaram o que aconteceria, se não tivéssemos nenhuma pergunta mais a fazer?

É por isso que o Curso ensina, como lembrou Tara Singh, que não é necessário compreender. Mas há que se praticar. Há que se buscar aplicar as ideias que as lições nos oferecem. É aplicação delas em cada momento de nossa vida, em cada situação, em cada novo encontro com as pessoas, que vai nos convencer a olhar de modo diferente para tudo e para todos.

É como a lição diz, por exemplo:

... A ideia de hoje te oferece saída para tudo o que consideras serem tuas dificuldades. Ela coloca em tuas próprias mãos a chave da porta para a felicidade, que fechas para ti mesmo. Ela te dá a resposta para toda busca que fazes desde que o tempo teve início.

Mas isso vai depender de aceitares o que de fato significa a ideia para as práticas deste dia. Vai depender também de estares disposto a seguir o restante das orientações que o Curso dá para as práticas e de te comprometeres honesta e sinceramente a lembrar de aplicar a ideia ao teu dia.

Minha única função é a que Deus me deu.

As práticas com esta ideia podem fazer com que nos demos conta de que, em geral, nossas ações e pensamentos no mundo não são nada mais do que um modo de esconder de nós mesmos quem de fato somos. Nesta brincadeira de pensar e agir no mundo como se ele de fato existisse e tivesse algum valor, somos levados a crer que há alguma coisa que precisa ser mudada. Algo que pode ser melhorado. Às vezes, em nós mesmos, às vezes, nos outros e muitas vezes no mundo. Mas quem, a não ser o ego, pode imaginar que é possível melhorar a Criação?

E quem, a não ser o ego, quer compreender o mundo e buscar respostas para os acontecimentos e situações? Só o ego, cuja atividade é apenas a de disfarçar aquilo que vemos para nos convencer a acreditar que há alguma coisa de valor no mundo, quer compreender. Só o ego acredita que há algo de valor neste mundo. Algo que possamos querer. Algo fora de nós mesmos que possa nos levar a alegria, que possa nos dar a paz. Mas, lembremo-nos, não há nada fora.

O que acontece na maioria das vezes é que, ao embarcarmos em uma linha de pensamento, buscando soluções para problemas que enfrentamos pessoalmente ou que pensamos que outras pessoas enfrentam, não percebemos que é esta mesma linha de pensamento em que embarcamos que nos impede de manter presente a ideia que a lição nos pede para praticarmos hoje. Como ela mesmo diz para refletirmos a respeito de determinados pensamentos, quando nos pomos a observá-los: 

Este pensamento reflete uma meta 
que me impede de aceitar minha única função.

Não é assim que se apresentam a nós muitos dos problemas com que temos de lidar? Não é assim que eles se perpetuam em nossa experiência, como se não houvesse uma forma de viver que não envolvesse lidar com milhares de problemas diferentes.

Todos são o mesmo. E derivam do único problema que, de fato, precisamos resolver: a crença na separação.

E isso se faz com a busca da consciência da Presença de Deus em nós. Ele é o Único Poder. Não há nada fora  d'Ele, assim como não há nada fora de nós. Tudo aquilo para que olhamos é apenas a materialização de nossos pensamentos como que numa tela de cinema. E o melhor de tudo é que o filme a que assistimos só pode ter um final para todos nós à luz da consciência do divino: a alegria completa e perfeita.

Para tanto, basta que aceitemos e pratiquemos e apliquemos a ideia da lição de hoje: 

Minha única função é a que Deus me deu. 

Às práticas?

sexta-feira, 4 de março de 2016

O mundo só recebe o perdão que dou a mim mesmo


LIÇÃO 64

Que eu não me esqueça de minha função.

1. A ideia de hoje é apenas outra maneira de dizer: "Não me deixes cair em tentação". A finalidade do mundo que vês é a de ocultar tua função de perdão e a de te oferecer uma justificativa para esquecê-la. É a tentação de abandonar a Deus e a Seu Filho assumindo uma aparência física. É para isto que os olhos do corpo olham.

2. Nada daquilo que os olhos do corpo parecem ver pode ser qualquer coisa que não uma forma de tentação, uma vez que este foi o objetivo do corpo em si mesmo. No entanto, aprendemos que o Espírito Santo tem outra aplicação para todas as ilusões que inventas e que, por esta razão, Ele vê outro objetivo nelas. Para o Espírito Santo, o mundo é um lugar aonde tu aprendes a te perdoar por aquilo em que pensas como sendo teus pecados. Sob este ponto de vista, a aparência física da tentação vem a ser o reconhecimento espiritual da salvação.

3. Para rever nossas últimas lições, tua função aqui é a de ser a luz do mundo, um papel que te foi dado por Deus. É apenas a arrogância do ego que te leva a questionar isto e apenas o medo do ego que te induz a te considerares indigno da tarefa que te foi designada pelo Próprio Deus. A salvação do mundo aguarda teu perdão, porque por meio dele o Filho de Deus escapa, de fato, de todas as ilusões e, assim, de todas as tentações. Tu és o Filho de Deus.

4.  Só pela realização da função que Deus te deu serás feliz. Isto porque tua função é ser feliz pela aplicação do meio pelo qual a felicidade se torna inevitável. Não existe nenhuma outra forma. Por isto, cada vez que escolhes entre realizar ou não tua função, na verdade, escolhes entre ser feliz ou não.

5. Lembremo-nos disto hoje. Lembremo-nos disto pela manhã e novamente à noite, e ao longo do dia também. Prepara-te com antecedência para todas as decisões que tomarás, lembrando-te de que elas são, de fato, muito simples. Cada uma delas vai conduzir à felicidade ou à infelicidade. Pode realmente ser difícil tomar uma decisão tão simples? Não deixes que a forma da decisão te engane. A complexidade da forma não pressupõe a complexidade do conteúdo. É impossível que qualquer decisão sobre a terra possa ter um conteúdo diferente desta simples escolha. Esta é a única escolha que o Espírito Santo vê. Por isto, ela é a única escolha que existe.

6. Pratiquemos hoje, então, com estas ideias:

Que eu não me esqueça de minha função.
Que eu não tente substituir a de Deus pela minha.
Que eu perdoe e seja feliz.

Pelo menos uma vez hoje, dedica de dez a quinze minutos para refletir a respeito disto de olhos fechados. Pensamentos afins virão te ajudar, se te lembrares da importância vital de tua função para ti e para o mundo.

7. Nas aplicações frequentes da ideia de hoje ao longo do dia, dedica vários minutos a revisar estes pensamentos e, então, a pensar neles e em mais nada. Isto será difícil, particularmente no início, uma vez que não és perito na disciplina mental que isto exige. Podes precisar repetir: "Que eu não me esqueça de minha função" com frequência para ajudar a te concentrares.

8. Pede-se duas formas de prática nos períodos mais breves. Faze os exercícios, às vezes, de olhos fechados, tentando te concentrar nos pensamentos que estás usando. Outras, mantém os olhos abertos depois de revisar os pensamentos e, em seguida, olha devagar e aleatoriamente a tua volta dizendo a ti mesmo:

Este é o mundo que tenho por função salvar.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 64

"Que eu não me esqueça de minha função."

O que sou? Quem sou? Qual é minha função neste mundo? As últimas lições que praticamos começam por nos mostrar o que somos. Isto é, cada um de nós pode dizer sem medo de errar ou de parecer arrogante: Eu sou a luz do mundo.

Na condição de luz do mundo, minha função é perdoar o mundo. Mas me engano se penso que tenho de perdoar o mundo por alguma coisa que ele fez, ou por alguma coisa que alguém nele fez. Nada disso! O que tenho de perdoar se refere a meu modo equivocado de olhar para ele. É minha percepção do mundo que tem de ser perdoada. A certa altura o Curso ensina que só posso perdoar a mim mesmo. É isto, basicamente, que significa perdoar o mundo. Principalmente se ainda não me decidi a olhar para o mundo de modo diferente.


Que eu não me esqueça de minha função. 

O que isso quer dizer? Quer dizer que estou a maior parte do tempo distraído de mim mesmo. Distraído daquilo que sou na verdade, não sou capaz de perceber que, ao acreditar nas ilusões do mundo, estou tão somente reforçando a crença na separação.

É isso que vamos aprender a evitar com as práticas da lição de hoje. Ela começa assim:

A ideia de hoje é apenas outra maneira de dizer: "Não me deixes cair em tentação". A finalidade do mundo que vês é a de ocultar tua função de perdão e a de te oferecer uma justificativa para esquecê-la. É a tentação de abandonar a Deus e a Seu Filho assumindo uma aparência física. É para isto que os olhos do corpo olham.

O que vemos, de fato, além da aparência física? E o que é a aparente materialidade das coisas para as quais dirigimos nosso olhar neste mundo? Apenas uma forma de olharmos para uns e outros e percebê-los separados, diferentes do que somos. Será? Não será isso apenas uma cortina de fumaça para esconder de nós a verdade a nosso próprio respeito? 


Que eu não me esqueça de minha função.

O que é Deus para nós, se damos tanta importância ao corpo que, aparentemente, nos separa d'Ele? Por que damos tanta importância às formas da ilusão? A que tipo de tentação preferimos dar ouvidos, relegando o Ser em nós ao esquecimento?

Vejamos o que a lição diz:

Nada daquilo que os olhos do corpo parecem ver pode ser qualquer coisa que não uma forma de tentação, uma vez que este foi o objetivo do corpo em si mesmo. No entanto, aprendemos que o Espírito Santo tem outra aplicação para todas as ilusões que inventas e que, por esta razão, Ele vê outro objetivo nelas. Para o Espírito Santo, o mundo é um lugar aonde tu aprendes a te perdoar por aquilo em que pensas como sendo teus pecados. Sob este ponto de vista, a aparência física da tentação vem a ser o reconhecimento espiritual da tentação.

Não há maior engano em nosso modo de pensar do que acreditar que em algum momento podemos nos separar de Deus. Um corpo, uma forma, não pode nos separar de Deus, pois Deus é a essência do que somos. Sem Ele, ou longe d'Ele, não existimos. Ele nos deu o Espírito Santo para que a comunicação perfeita entre nós não possa ser interrompida.

Para o Espírito Santo o mundo inteiro e tudo o que há nele serve apenas para ensinar a nos perdoarmos por tudo aquilo que pensamos serem nossos pecados. Precisamos reconhecer, pois, que a aparência física pela qual somos tentados é o sinal espiritual da própria salvação. Não resistir ao mal é não lhe conferir nenhum poder. E é este reconhecimento que pode nos nos liberar de toda e qualquer tentação. É este reconhecimento que pode fazer com que nos lembremos de nossa função. 


Que eu não me esqueça de minha função.

É da nossa capacidade de lembrar da função que nos pôs aqui onde pensamos estar que depende a salvação do mundo. Nossa salvação também depende de nos lembrarmos de nossa função.

A lição continua:

... tua função aqui é a de ser a luz do mundo, um papel que te foi dado por Deus. É apenas a arrogância do ego que te leva a questionar isto e apenas o medo do ego que te induz a te considerares indigno da tarefa que te foi designada pelo Próprio Deus. A salvação do mundo aguarda teu perdão, porque por meio dele o Filho de Deus escapa, de fato, de todas as ilusões e, assim, de todas as tentações. Tu és o Filho de Deus.

Só pela realização da função que Deus te deu serás feliz. Isto porque tua função é ser feliz pela aplicação do meio pelo qual a felicidade se torna inevitável. Não existe nenhuma outra forma. Por isto, cada vez que escolhes entre realizar ou não tua função, na verdade, escolhes entre ser feliz ou não.

Não há nenhuma outra forma de realizarmos nossa função a não ser reconhecendo que a Vontade de Deus e a nossa são a mesma. Deus quer que vivamos a experiência de alegria perfeita e completa, bem como a experiência da paz completa e perfeita.

Para tanto é preciso que aceitemos o papel de luz do mundo. Somos dignos dele. E é o perdão que vai nos fazer ver isso. Quando nos perdoarmos pelos equívocos feitos pela ideia que temos de nós mesmos separados de Deus, vamos ser capazes de reconhecer que o mundo é apenas uma ilusão e não existe e que, por isso, não há nada que possa nos separar daquilo que somos em Deus, com Ele. 


Que eu não me esqueça de minha função.

Decidamo-nos hoje a seguir as orientações que a lição nos dá e a aplicá-la a tudo e a todos em nosso dia para reconhecermos a luz do mundo em nós e para oferecermos, a partir dela, o perdão de que o mundo precisa para sua salvação. O perdão que o mundo só pode receber se o dermos a nós mesmos.

É esta tomada de decisão que vai nos levar ao ponto a que se refere a lição deste modo:

Lembremo-nos disto hoje. Lembremo-nos disto pela manhã e novamente à noite, e ao longo do dia também. Prepara-te com antecedência para todas as decisões que tomarás, lembrando-te de que elas são, de fato, muito simples. Cada uma delas vai conduzir à felicidade ou à infelicidade. Pode realmente ser difícil tomar uma decisão tão simples? Não deixes que a forma da decisão te engane. A complexidade da forma não pressupõe a complexidade do conteúdo. É impossível que qualquer decisão sobre a terra possa ter um conteúdo diferente desta simples escolha. Esta é a única escolha que o Espírito Santo vê. Por isto, ela é a única escolha que existe.

Pratiquemos hoje, então, com estas ideias:



Que eu não me esqueça de minha função.
Que eu não tente substituir a de Deus pela minha.
Que eu perdoe e seja feliz.

Pelo menos uma vez hoje, dedica de dez a quinze minutos para refletir a respeito disto de olhos fechados. Pensamentos afins virão te ajudar, se te lembrares da importância vital de tua função para ti e para o mundo.

Sempre escolhemos entre felicidade e infelicidade. Qualquer escolha que façamos que nos afaste da alegria e nos tire a paz prova que escolhemos errado. A alegria deve ser nosso estado natural. Que dificuldade pode haver para fazer a escolha?

Nossa atenção às últimas orientações da lição é vital para que sejamos capazes de lembrar de nossa função a cada momento do dia, em cada situação e em toda circunstância que pareça nos tentar.

Às práticas?

quinta-feira, 3 de março de 2016

Cada desejo traz consigo o poder para realizá-lo


LIÇÃO 63

A luz do mundo leva a paz a todas as mentes pelo meu perdão.

1. Quão santo és tu, que tens o poder de levar a paz a todas as mentes! Quão abençoado és tu, que podes aprender a reconhecer o meio para permitir que isso se dê por teu intermédio! Que objetivo poderias ter que te trouxesse felicidade maior?

2. Tu és, de fato, a luz do mundo com tal função. O Filho de Deus confia em ti para sua redenção. Ela é tua para dares a ele, pois ela te pertence. Não aceites nenhum objetivo sem importância ou desejo insignificante em seu lugar ou te esquecerás de tua função e abandonarás o Filho de Deus no inferno. Este não é nenhum pedido à toa que se faz a ti. Pede-se que aceites a salvação para que, por ser tua, possas oferecê-la.

3. Reconhecendo a importância deste papel, seremos felizes em lembrar dele muitas vezes hoje. Começaremos o dia reconhecendo-o e encerraremos o dia com o pensamento nele em nossa consciência. E, ao longo de todo o dia, repetiremos isto tantas vezes quanto pudermos:

A luz do mundo leva a paz a todas as mentes pelo meu perdão.
Eu sou o meio que Deus escolheu para a salvação do mundo.

4. Se fechares os olhos, é provável que aches mais fácil deixar que pensamentos afins venham a ti no minuto ou dois que deves dedicar à reflexão a respeito disto. Não esperes, no entanto, por tal oportunidade. Não se deve perder nenhuma chance para reforçar a ideia de hoje. Lembra-te de que o Filho de Deus confia em ti para a sua salvação. E Quem senão teu Ser tem de ser Seu Filho? 
  
*
  
COMENTÁRIO: 
  
Explorando da LIÇÃO 63

"A luz do mundo leva a paz a todas as mentes pelo meu perdão."

Confúcio disse: "Em vez de maldizer o mundo, acenda uma vela". Se abrirmos bem os olhos, veremos que não há nada do que reclamar. Ou há?

Pensemos por um instante no que nos pede a lição para praticarmos. 

Se pensarmos bem, vamos perceber que tudo aquilo que está faltando em nossa vida, como o Curso ensina, tem a ver com algo que não estamos querendo dar. É só aquilo que negamos ao mundo que nos falta. Falta-nos paz? O que precisamos fazer para obtê-la? Estendê-la, oferecendo o perdão desde o mais íntimo de nós. Não há outro lugar para buscar a paz senão em nós mesmos.

Vejamos se a lição nos diz onde encontrá-la:

Quão santo és tu, que tens o poder de levar a paz a todas as mentes! Quão abençoado és tu, que podes aprender a reconhecer o meio para permitir que isso se dê por teu intermédio! Que objetivo poderias ter que te trouxesse felicidade maior?

Ora, não é à felicidade que aspiramos? Não é na alegria que nos sentimos completos? A felicidade e a alegria completas e perfeitas estão a nossa espera, à disposição, no reconhecimento de nossa santidade, no reconhecimento da santidade de tudo e de todos no mundo. Uma vez reconhecida a santidade, podemos dizer como a letra da música de Gilberto Gil: "não há o que perdoar, por isso é que há de haver mais compaixão".

E a lição diz mais a respeito da forma de se aprender isso:

Tu és, de fato, a luz do mundo com tal função. O Filho de Deus confia em ti para sua redenção. Ela é tua para dares a ele, pois ela te pertence. Não aceites nenhum objetivo sem importância ou desejo insignificante em seu lugar ou te esquecerás de tua função e abandonarás o Filho de Deus no inferno. Este não é nenhum pedido à toa que se faz a ti. Pede-se que aceites a salvação para que, por ser tua, possas oferecê-la.

Se somos de fato a luz do mundo e nossa função é o perdão, não há porque duvidarmos de que somos capazes e dignos de oferecer a luz e o perdão a tudo e a todos. Como diz o Manual do Messias, de Richard Bach, de seu livro Ilusões:

Nunca lhe dão um desejo
sem também lhe darem o poder de realizá-lo.
Você pode ter de trabalhar por ele, porém.

E é para isso que as práticas e as aplicações das ideias das lições servem: para que realizemos os desejos que estão lá no mais fundo de nós mesmos e que têm a ver com a descoberta do divino em nós. 

Como a lição orienta, a forma de praticar é usar a ideia tanto quanto possível ao longo dia, dizendo, sempre que nos lembrarmos e buscando lembrar o maior número de vezes de que sejamos capazes:

A luz do mundo leva a paz a todas as mentes pelo meu perdão.
Eu sou o meio que Deus escolheu para a salvação do mundo.

É isto, enfim, que vai nos levar ao reconhecimento da luz em nós mesmos. É isto que vai nos levar a aceitar o perdão para nós mesmos. E é isto que vai nos devolver à condição natural de pureza, de inocência, de alegria e de paz do Filho de Deus.

Um último ponto ainda para o qual voltar a atenção:

Se fechares os olhos, é provável que aches mais fácil deixar que pensamentos afins venham a ti no minuto ou dois que deves dedicar à reflexão a respeito disto. Não esperes, no entanto, por tal oportunidade. Não se deve perder nenhuma chance para reforçar a ideia de hoje. Lembra-te de que o Filho de Deus confia em ti para a sua salvação. E Quem senão teu Ser tem de ser Seu Filho? 

Às práticas? 

OBSERVAÇÃO: Este comentário repete praticamente todo o comentário feito a esta lição no ano passado, inclusive no título da postagem.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A ideia que vai nos levar a abandonar o julgamento


LIÇÃO 62

O perdão é minha função como a luz do mundo.

1. É o teu perdão que levará o mundo das trevas à luz. É o teu perdão que te permite reconhecer a luz na qual vês. O perdão é a demonstração de que tu és a luz do mundo. A verdade acerca de ti mesmo volta a tua memória por meio de teu perdão. Por isso, tua salvação está em teu perdão.

2. As ilusões a teu respeito e a respeito do mundo são a mesma. É por isso que todo perdão é uma dádiva para ti mesmo. Por teres negado tua Identidade pelo ataque à criação e a seu Criador, tua meta é descobrir quem és. Agora estás aprendendo a lembrar da verdade. Para tanto, o ataque tem de ser substituído pelo perdão, a fim de que os pensamentos de vida possam substituir os pensamentos de morte.

3. Lembra-te de que em cada ataque invocas tua própria fraqueza, enquanto que cada vez que perdoas invocas a força de Cristo em ti. Não começas, então, a compreender o que o perdão fará por ti? Ele eliminará toda sensação de fraqueza, de tensão e de fadiga de tua mente. Ele afastará todo medo, e culpa e dor. Ele devolverá a tua consciência a invulnerabilidade e o poder que Deus deu a Seu Filho.

4. Alegremo-nos por começar e terminar este dia praticando a ideia de hoje e por usá-la tão frequentemente quanto possível ao longo do dia. Ela ajudará a tornar o dia tão feliz para ti quanto Deus quer que sejas. E ajudará tanto aqueles a tua volta quanto aqueles que parecem estar distantes no espaço e no tempo a compartilharem esta felicidade contigo.

5. Tantas vezes quanto puderes, fechando os olhos, se possível, dize a ti mesmo hoje:

O perdão é minha função como a luz do mundo.
Quero cumprir este papel para poder ser feliz.

Em seguida dedica um ou dois minutos a refletir a respeito de teu papel e da felicidade e da liberação que ele te trará. Deixa que pensamentos afins venham livremente, pois teu coração reconhecerá estas palavras e a consciência de que elas são verdadeiras está em tua mente. Se tua atenção se desviar, repete a ideia e acrescenta:

Quero me lembrar disto porque quero ser feliz.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 62

"O perdão é minha função como a luz do mundo."

De que me serve saber que "eu sou a luz do mundo"? Já imaginaram o tamanho da responsabilidade que recai sobre meus ombros descobrir, reconhecer e aceitar que sou a luz do mundo? A que função dever servir a luz do mundo?

É o que vamos ver com as práticas da lição de hoje:

É o teu perdão que levará o mundo das trevas à luz. É o teu perdão que te permite reconhecer a luz na qual vês. O perdão é a demonstração de que tu és a luz do mundo. A verdade acerca de ti mesmo volta a tua memória por meio de teu perdão. Por isso, tua salvação está em teu perdão.

Quando aprendemos, lá atrás, com a prática, e aplicamos em nossa vida a ideia que nos pedia para escolher ver de modo diferente, estávamos nos preparando para reconhecer que somos nós que vamos tirar o mundo das trevas. O mundo mudou quando escolhemos olhar para as coisas de modo diferente, não mudou?

É isso que vai acontecer também se aplicarmos a ideia de hoje a nossa vida e a nosso dia-a-dia, de forma a abolir quaisquer equívocos que estejam atrapalhando nossa visão, que estejam nos impedindo de ver um mundo à luz do perdão que oferecemos, primeiramente a nós mesmos, para nos livrarmos dos equívocos de nossa percepção que, antes mesmo de ver, julga, e, num segundo momento, ao mundo inteiro por entender que o mundo só pode ser o que é, em cada momento que olhamos para ele. E que ele só pode mudar na medida mesma em que mudarmos nosso modo de olhar para ele, nossa forma de pensar a seu respeito.

É isso que vai trazer de volta a nossa lembrança a verdade do que somos, que vai nos re-apresentar a nossa identidade verdadeira de Filhos de Deus.

A lição continua:

As ilusões a teu respeito e a respeito do mundo são a mesma. É por isso que todo perdão é uma dádiva para ti mesmo. Por teres negado tua Identidade pelo ataque à criação e a seu Criador, tua meta é descobrir quem és. Agora estás aprendendo a lembrar da verdade. Para tanto, o ataque tem de ser substituído pelo perdão, a fim de que os pensamentos de vida possam substituir os pensamentos de morte.

Lembram-se de que já lhes falei que tudo o que dizemos do outro diz respeito também e principalmente a nós mesmos. É bem verdadeiro o ditado: "Quando Pedro fala de João, na verdade, Pedro fala de Pedro, e não de João".

Já aprendemos também que são nossos pensamentos de ataque, os julgamento que fazemos, de nós mesmos, dos outros e de tudo e de todos, que nos impedem de viver a paz de espírito e a alegria que Deus quer que vivamos. Ora, quando ataco o outro, eu o ataco porque quero negar sua identidade de Filho de Deus e, ao fazê-lo, nego também a mim mesmo a possibilidade de reconhecer e aceitar minha identidade verdadeira. É por isso que preciso aprender a substituir o ataque pelo perdão.

Indo ainda um pouquinho mais adiante com a lição:

Lembra-te de que em cada ataque invocas tua própria fraqueza, enquanto que cada vez que perdoas invocas a força de Cristo em ti. Não começas, então, a compreender o que o perdão fará por ti? Ele eliminará toda sensação de fraqueza, de tensão e de fadiga de tua mente. Ele afastará todo medo, e culpa e dor. Ele devolverá a tua consciência a invulnerabilidade e o poder que Deus deu a Seu Filho.

Percebem a verdade eterna por detrás das palavras da lição? Veem o desafio que ela apresenta? É preciso que aceitemos o desafio e pratiquemos com a ideia que vai nos levar a abandonar o julgamento e o ataque. Só assim abriremos espaço para que o milagre que a lição traz se apresente: o fim de qualquer sensação de fraqueza, de tensão e de fadiga em nossa mente. A eliminação do medo de uma vez por todas, que fará desaparecer a culpa e qualquer tipo de dor. São os pensamentos de ataque que aceitamos que ferem nossa invulnerabilidade. Desistindo deles, podemos trazer de volta à consciência todo o poder que Deus nos dá.

Voltemos nossa atenção para as orientações finais da lição e tomemos a decisão de praticar a ideia de hoje e de aplicá-la tanto quanto pudermos com toda a honestidade e compromisso de que somos capazes. É isso que vai fazer toda a diferença para cada um de nós e para o mundo inteiro. 

Às práticas?

terça-feira, 1 de março de 2016

É só a luz em ti que pode te levar à decisão de ver


LIÇÃO 61

Eu sou a luz do mundo.

1. Quem é a luz do mundo senão o Filho de Deus? Esta, então, é simplesmente uma declaração da verdade acerca de ti mesmo. É o contrário de uma declaração de orgulho, de arrogância ou de auto-engano. Ela não descreve teu próprio auto-conceito. Ela não está relacionada a nenhuma das características com as quais dotas teus ídolos. Ela se aplica a ti tal como foste criado por Deus. Ela simplesmente declara a verdade.

2. Para o ego, a ideia de hoje é o epítome da auto-exaltação. Mas o ego não compreende a humildade e a confunde com auto-humilhação. A humildade consiste em aceitar teu papel na salvação e em não assumires nenhum outro. Não é humildade teimar que não podes ser a luz do mundo se esta é a função que Deus estabeleceu para ti. É só a arrogância que pode afirmar que esta função não pode ser para ti, e a arrogância é sempre do ego.

3. A humildade verdadeira pede que aceites a ideia de hoje porque é a Voz de Deus que te diz que ela é verdadeira. Este é um passo inicial na aceitação de tua função verdadeira na terra. É um passo gigantesco para assumires teu lugar legítimo na salvação. É uma afirmação indiscutível de teu direito a ser salvo, e um reconhecimento do poder que te é dado para salvar outros.

4. Vais querer pensar a respeito desta ideia tantas vezes quanto possível hoje. Ela é a resposta perfeita a todas as ilusões e, por isso, a toda tentação. Ela traz à verdade todas as imagens que fazes de ti mesmo e te ajuda a ir em paz, aliviado e seguro de teu objetivo.

5. Deve-se empreender tantos períodos de prática quantos possíveis hoje, embora cada um deles não precise exceder um ou dois minutos. Deves começá-los dizendo a ti mesmo:

Eu sou a luz do mundo. Esta é minha única função.
É por esta razão que estou aqui.

Pensa, em seguida, nestas declarações por um breve momento, de preferência de olhos fechados se a situação permitir. Deixa que alguns pensamentos afins venham a ti e repete a ideia, se tua mente se desviar do pensamento central.

6. Certifica-te tanto de começar quanto de terminar o dia com um período de prática. Deste modo, despertarás com um reconhecimento da verdade acerca de ti mesmo, tu a reforçarás ao longo do dia, e voltarás a dormir enquanto reafirmas tua função e teu único objetivo aqui. Estes dois períodos de prática podem ser mais longos do que os outros, se os achares proveitosos e quiseres estendê-los.

7. A ideia de hoje vai muito além das perspectivas mesquinhas do ego a respeito do que és e de qual é teu propósito. Na condição de um portador da salvação, isto é obviamente necessário. Este é o primeiro de vários passos gigantescos que daremos nas próximas semanas. Tenta começar a construir um alicerce firme para estes avanços. Tu és a luz do mundo. Deus construiu sobre ti Seu plano para a salvação de Seu Filho. 
  
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COMENTÁRIO: 

Explorando a LIÇÃO 61

Começas, começamos, uma nova etapa nas práticas a partir de hoje. Comecemos juntos mais uma vez. Deixa-me ver de que forma é melhor e mais fácil nos aproximarmos da verdade eterna que a lição de hoje contém. Melhor, talvez, exploremos juntos as possibilidades, os desafios e os milagres que a aplicação da ideia de hoje oferece. Podemos?

Vejamos então:

Quem é a luz do mundo senão o Filho de Deus? Esta, então, é simplesmente uma declaração da verdade acerca de ti mesmo. É o contrário de uma declaração de orgulho, de arrogância ou de auto-engano. Ela não descreve teu próprio auto-conceito. Ela não está relacionada a nenhuma das características com as quais dotas teus ídolos. Ela se aplica a ti tal como foste criado por Deus. Ela simplesmente declara a verdade.

Já passaste, passamos, pela primeira etapa que ensina a descartar alguns dos ensinamentos equivocados do mundo para abrir espaço para a Verdade que o Curso quer saibas a teu respeito. Eis aí o que ele diz. Eis aí o que és, na verdade: a luz do mundo, o Filho de Deus. 

E o Filho de Deus não pode ser arrogante, orgulhoso. Ele também não se deixa enganar pelo que lhe diz o ego, que busca fazer com que ele se acredite separado de Deus Pai e separado de seus irmãos todos.

No entanto, este não é exatamente o conceito que fazes de ti não é mesmo? Pelo menos não a maior parte do tempo. Será que em algum momento pensas em ti como sendo a luz do mundo?

Não? Por que será? Não será porque:

Para o ego, a ideia de hoje é o epítome da auto-exaltação?

Entretanto

... o ego não compreende a humildade e a confunde com auto-humilhação. 

Não é ao ego que deves dar ouvidos. Lembras-te de que praticamos ontem mesmo que é possível ouvir a Voz de Deus durante todo o dia? E essa Voz que vai te ensinar o que é a verdadeira humildade. Assim:

 A humildade [verdadeira] consiste em aceitar teu papel na salvação e em não assumires nenhum outro.

Mais: ouvir a Voz por Deus vai permitir que compreendas que:

Não é humildade teimar que não podes ser a luz do mundo se esta é a função que Deus estabeleceu para ti. É só a arrogância que pode afirmar que esta função não pode ser para ti, e a arrogância é sempre do ego.

Sim, sim, a arrogância verdadeira é te fingires impotente. É te colocares em uma posição que, aparentemente, te torna incapaz de reconhecer o poder que Deus te dá para que sejas a salvação do mundo, para que sejas a luz do mundo. A verdadeira humildade está naquilo que a lição diz em seguida:

A humildade verdadeira pede que aceites a ideia de hoje porque é a Voz de Deus que te diz que ela é verdadeira. Este é um passo inicial na aceitação de tua função verdadeira na terra. É um passo gigantesco para assumires teu lugar legítimo na salvação. É uma afirmação indiscutível de teu direito a ser salvo, e um reconhecimento do poder que te é dado para salvar outros.

Abre-te, portanto, hoje mais uma vez para ouvir a Voz por Deus, que te oferece a Verdade a teu respeito a partir das palavras que a lição te traz. E, depois de ouvires a Voz pela leitura das orientações que ensinam a melhor maneira de praticar, fica atento para o que a lição diz antes de concluíres as práticas.

A ideia de hoje vai muito além das perspectivas mesquinhas do ego a respeito do que és e de qual é teu propósito. Na condição de um portador da salvação, isto é obviamente necessário. Este é o primeiro de vários passos gigantescos que daremos nas próximas semanas. Tenta começar a construir um alicerce firme para estes avanços. Tu és a luz do mundo. Deus construiu sobre ti Seu plano para a salvação de Seu Filho.

É a aplicação desta ideia e de tudo o que está relacionado à Verdade eterna que ela te oferece a teus dias e a tua vida que vão fazer toda a diferença em tuas escolhas, que vão te levar a decidir de uma vez por todas a ver de modo diferente. E, principalmente, a te veres de modo diferente. A partir da luz que vais descobrir em ti mesmo. Pois por mais que te enganes e penses que o ego quer o teu bem é só a luz em ti que pode te levar à decisão de ver. Todas as decisões que tomas sob a orientação do ego não te levam a lugar nenhum. 

Às práticas?