quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Abandonar o controle em favor do espírito em nós


LIÇÃO 233

Dou minha vida a Deus para que Ele a guie hoje.

1. Pai, hoje Te dou todos os meus pensamentos. Não quero ter nenhum. Dá-me Teus Próprios Pensamentos em lugar deles. Também Te dou todas as minhas ações para eu poder fazer Tua Vontade em vez de buscar objetivos que não podem ser alcançados e perder tempo com fantasias inúteis. Venho a Ti hoje. Recuarei e simplesmente Te seguirei. Sê, Tu, o Guia e eu o seguidor que não questiona a sabedoria infinita, nem o Amor cuja ternura não posso compreender, mas que é, não obstante, Tua dádiva perfeita para mim.

2. Hoje temos um único Guia para nos conduzir adiante. E, enquanto caminhamos juntos, daremos este dia a Ele sem nenhuma reserva sequer. Este é o dia d'Ele. E, por esta razão, é um dia de inúmeras dádivas e graças para nós.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 233

Este comentário repete de forma praticamente literal o comentário para esta lição postado no último ano. 

Uma das maiores dificuldades - e eu já disse isto antes - que enfrentamos à aproximação do ensinamento do Curso diz respeito àquilo a que chamamos de entrega. Isto é, à necessidade de aprendermos a abandonar qualquer tentativa de controle em favor do espírito em nós. Isto porque o falso eu, a quem o Curso chama de ego, é absolutamente resistente à ideia de abrir mão do controle, querendo nos convencer de que tem, de fato, algum controle sobre alguma coisa neste mundo de ilusão. 

Ora, ninguém, de verdade, tem nenhum controle sobre a ilusão, que se multiplica em miríades de formas sem que possamos fazer nada aparentemente para contê-la. Daí o insucesso se repetir para todos aqueles que tentam, de um modo ou de outro, controlar suas vidas e circunstâncias, e, muitas vezes, a vida dos que lhe são próximos. 

O próprio Curso, em texto sob o título de A atração do amor pelo amor, no décimo-segundo capítulo, fala disso da seguinte forma: 

Tu, que não podes nem ao menos controlar a ti mesmo, dificilmente deverias aspirar a controlar o universo. Mas olha para o que fazes dele e alegra-te por ele não ser verdadeiro.

Tudo o que o Curso nos ensina e pede é que nos deixemos guiar pelo divino em nós mesmos, pelo Espírito Santo, que é aquela parte de nós que está em contato permanente com Deus, e que sabe quem ou o que de fato somos. Isto é, Aquele que conhece nossa Identidade verdadeira, que não tem absolutamente nada a ver com aquilo que o falso eu nos diz.

E é apenas isto que vamos exercitar com a ideia para as práticas de hoje, porque, na verdade, conforme o Curso ensina, não precisamos fazer nada, desde que saibamos deixar a cargo de Deus - do divino em nós mesmos, que é nossa Identidade verdadeira -, tudo o que vamos viver a cada dia, a cada instante.

Às práticas? 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A atenção como forma de experimentar a Presença


LIÇÃO 232

Fica em minha mente, meu Pai, ao longo do dia.

1. Fica em minha mente, meu Pai, quando eu acordar e brilha sobre mim durante todo o dia hoje. Deixa que cada minuto seja um tempo em que habito Contigo. E não me deixes esquecer a cada hora de dar graças porque Tu permaneces comigo e vais estar sempre à disposição para ouvir meu chamado a Ti e a me atender. Quando a noite surgir, deixa que todos os meus pensamentos ainda sejam Teus e de Teu Amor. E deixa que eu durma na certeza de minha segurança, certo de Teu cuidado e na feliz consciência de que sou Teu Filho.

2. É assim que todos os dias deveriam ser. Pratica, hoje, o fim do medo. Tem fé n'Aquele Que é teu Pai. Confia todas as coisas a Ele. Deixa que Ele revele todas as coisas para ti e fica contente porque tu és o Filho d'Ele.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 232

Como já lhes disse antes, a partir das orientações de Joel Goldsmith em vários de seus livros, saber que Deus é onipresente, onisciente e onissapiente apenas de forma intelectual não resolve nada, não acrescenta, nem ajuda nada em nossa experiência. 

É preciso trazê-Lo à consciência pela prática de buscar a Presença do divino em nós, em nosso dia-a-dia, em todos os momentos. Todos os dias.

Isto é, do mesmo modo que já lhes disse antes também, a partir do que ensina Wayne Dyer, não devemos, nem podemos pensar em Deus como um ser, como uma pessoa. 

Não, não e não!

Precisamos tê-lo em mente como uma Presença, uma Presença que está constante e permanentemente conosco, uma Presença que nos abrange e completa, à qual nós também completamos. 

De acordo com o que o Curso ensina, em dois momentos. Na lição: Deus vai comigo aonde eu for. E no texto que nos aconselha a pensar a respeito de nossa própria grandeza com a ideia: O próprio Deus é incompleto sem mim.  

É em razão disto, entre outras coisas, que a lição de hoje, assim como todas e cada uma delas, e suas práticas buscam nos levar em direção à atenção. A atenção que devemos dar a tudo o que se apresenta a nossa experiência, como forma de perceber o divino a partir de nosso próprio interior.

Para tanto, é preciso que fiquemos "ligados" a todas as impressões, a todas as sensações que se apresentem a nossos sentidos. É preciso também ficarmos "ligados" às impressões e sensações decorrentes do sexto sentido, que todos temos: a intuição. Um sentido a que poderíamos chamar de "razão" [da forma que o Curso define razão], pois diretamente relacionado à parte em nós que está em contato permanente com a Presença, com o espírito em nós.

É preciso ainda que tomemos a decisão de consentir que o divino se apresente e fique conosco o dia todo. Mesmo que nos distraiamos. Basta pedirmos. Nosso pedido será atendido, desde que estejamos, de fato, dispostos a entregar nosso dia ao espírito, para podermos caminhar na luz, abandonando, nem que seja apenas neste dia, ou em alguns momentos dele - os que lembrarmos -, todas as formas de escuridão.

Na verdade, a ideia que praticamos mais uma vez hoje é apenas para que nos lembremos de permitir que Deus fique em nossa mente de um modo que faça com que nos sintamos cientes da Presença d'Ele, uma vez que Ele nunca está distante nem separado de nós. Somente nossa percepção e nossa distração podem tentar - e, muitas vezes, conseguir - nos convencer do contrário. Se quisermos experimentar, de fato, os efeitos da Presença, é preciso que busquemos nos manter conscientes dela, com toda a disposição e com toda a atenção de que somos capazes. 

Às práticas?

terça-feira, 19 de agosto de 2014

As práticas nos devolvem a lembrança de Deus


2. O que é a salvação?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que por fim encontrarás teu caminho até Ele. Ela não pode senão ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos que nasceram no tempo também findarão. A Palavra de Deus é dada a cada mente que pensa ter pensamentos separados e substituirá esses pensamentos de conflito pelo Pensamento de paz.

2. O Pensamento de paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que sua mente pensou em guerra. Antes não havia necessidade de tal Pensamento porque a paz era dada sem opositores e simplesmente existia. Mas, quando a mente se divide, surge uma necessidade de cura. Por esta razão o Pensamento que tem o poder de curar a divisão se tornou uma parte de cada fragmento da mente que ainda era uma só, mas que deixou de reconhecer sua unidade. Naquele momento ela não se conhecia e pensava que sua própria Identidade estava perdida.

3. Salvação é desfazer no sentido de que, deixando de apoiar o mundo, ela não faz nada. Deste modo, ela abandona as ilusões. Por não apoiá-las, ela deixa simplesmente que elas se reduzam a pó suavemente. E, agora, revela-se o que elas escondiam; um altar ao santo Nome de Deus, sobre o qual está escrita a Palavra d'Ele, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e a lembrança de Deus logo atrás.

4. Vamos entrar neste lugar diariamente para passarmos algum tempo juntos. Aqui compartilhamos nosso último sonho. É um sonho no qual não há tristeza, pois ele contém um indício de toda a glória que Deus nos dá. A relva irrompe do solo agora, as árvores começam a brotar e os pássaros vêm viver em seus galhos. A terra renasce com nova perspectiva. A noite acaba e chegamos juntos à luz.

5. Daqui oferecemos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção de nosso júbilo é o aviso para todo o mundo de que a liberdade voltou, de que o tempo está quase no fim e de que o Filho de Deus só tem de esperar mais um instante até que seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo para que absolutamente só o Céu exista.

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LIÇÃO 231

Pai, eu quero apenas me lembrar de Ti.

1. Pai, o que posso buscar a não ser Teu Amor? Talvez eu pense que busco alguma outra coisa; alguma coisa à qual dei muitos nomes. No entanto, Teu Amor é a única coisa que busco ou já busquei. Pois não há, verdadeiramente, nada mais que eu possa querer encontrar. O que mais eu poderia desejar a não ser a verdade acerca de mim mesmo?

2. Esta é tua vontade, meu irmão. E compartilhar esta verdade comigo e também com Aquele Que é nosso Pai. Lembrar d'Ele é o Céu. É isto que buscamos. E é só isto que nos será dado achar.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 231

Recebemos agora uma vez mais a segunda das instruções que vão orientar as práticas das ideias contidas nesta segunda parte do Livro de Exercícios, cujo objetivo é nos levar à percepção verdadeira. Isto é, à percepção do mundo que tem por filtro o olhar amoroso do Espírito Santo em nós. A segunda das instruções como vemos é, assim: O que é a salvação? É esta instrução que vai orientar os próximos dez passos de nossa caminhada.

O primeiro deles é a prática com a ideia para hoje, que vem para revelar nosso anseio mais profundo. Um anseio que, em geral, não sabemos definir e que se manifesta sempre que não nos sentimos satisfeitos com qualquer coisa que o mundo nos ofereça, por mais interessante ou grandiosa que ela seja.

Aquela sensação de insatisfação, aquele sentimento que nos traz a impressão de que estamos deslocados no lugar em que estamos, por vezes, nada mais é do que a saudade de casa. É a saudade do divino, com quem perdemos o contato e a sintonia, envolvidos pelas atividades e atribulações de um mundo que exige cada vez mais que nos escondamos de nós mesmos. Ou que escondamos uns dos outros aquilo que nos vai pela alma.

Para encontrar a memória de Deus, que é a lembrança do que somos de fato, a memória de nossa Identidade verdadeira é que praticamos hoje, e dia após dia.

Às práticas?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ao tomarmos a decisão pela paz já a encontramos


LIÇÃO 230

Agora quero buscar e achar a paz de Deus.

1. Fui criado na paz. E, na paz, continuo. Não cabe a mim modificar o meu Ser. Deus, meu Pai, é tão misericordioso que, quando me criou, Ele me deu a paz eterna. Agora eu peço apenas para ser o que sou. E isso me pode ser negado, se é verdadeiro para sempre?

2. Pai, busco a paz que Tu me deste em minha criação. O que foi dado então tem de estar aqui agora, pois minha criação se deu à parte do tempo e ainda continua além de toda mudança. A paz em que Teu Filho nasceu em Tua Mente brilha aí inalterada. Eu sou como Tu me criaste. Eu só preciso Te chamar para descobrir a paz que Tu deste. Foi Tua Vontade que a deu a Teu Filho.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 230

Nossas práticas hoje se fazem mais uma vez com uma ideia que trata, como já disse outras vezes, do óbvio. Mas daquele óbvio que só se torna óbvio a partir da tomada de decisão pelo Céu, neste caso, a paz de Deus. Isto é, no momento em que tomamos a decisão de buscar a paz de Deus, já a achamos, pois ela nunca está longe. Ao contrário, ela está muito, mas muito, muito, mais perto do que pensamos. Pois basta apenas nossa decisão para que ela se apresente a nossa experiência. Ou como diz o Curso, "se queres a paz, ensina a paz para aprendê-la". 

A paz de Deus está diretamente relacionada à alegria, ao amor, à felicidade. E tudo isto, por sua vez, está inteiramente à disposição de todos e de cada um de nós, desde que tomemos a decisão. É por isto que, talvez, valha a pena voltarmos mais uma vez ao comentário feito a esta lição em anos passados. Para, quem sabe, acharmos mais uma oportunidade para aprender que, de fato, não sabemos nada e que tudo o que precisamos aprender é apenas o óbvio.

Vejamos, pois, algo que deveria ser óbvio para todos nós e que, no entanto, ainda não o é para muitos. Está registrado em livro de Vilma Guimarães Rosa, como uma das preciosidades que seu pai, João Guimarães Rosa, lhe passou, entre muitas outras, por ser "místico, espiritualista" e por cultivar a fé como elemento de ajuda, em sua busca de resposta aos muitos porquês que se apresentam na vida. Foi registrado como "Caminho para a Felicidade" e diz o seguinte:

"Conserve o seu coração livre do ódio e a sua mente livre da ansiedade. 
Viva simplesmente, espere pouco e dê muito. 
Encha a sua vida com amor. 
Espalhe a luz. 
Esqueça-se [de si, no sentido que o ego dá ao que cada um de nós é: corpos, personalidades] e pense nos outros. 
Faça o que gostaria lhe fizessem. 
Não fale mal de ninguém. 
Critique [apenas] os seus próprios atos, fazendo cuidadoso exame de suas ações diárias.

"Experimente isso por uma semana e se surpreenderá.

"Faça cada manhã antes de iniciar suas tarefas diárias."

Eis aí o que buscamos [e precisamos] aprender a fazer para buscar e achar a paz de Deus. 

Às práticas?

domingo, 17 de agosto de 2014

É o espírito que nos assemelha a Deus, não o corpo


LIÇÃO 229

O Amor, que me criou, é o que sou.

1. Busco minha própria Identidade e A encontro nestas palavras: "O Amor, que me criou, é o que sou". Agora não preciso buscar mais. O Amor venceu. Ele esperou tão calmamente minha volta para casa que não vou mais me desviar da face santa de Cristo. E aquilo que vejo me afirma a verdade da Identidade que busquei perder, mas que meu Pai mantém a salvo para mim.

2. Pai, meus agradecimentos a Ti pelo que sou; por manteres minha Identidade intocada e inocente em meio a todos os pensamentos de pecado que minha mente tola inventou. E obrigado a Ti por me salvar deles. Amém.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 229

Vamos praticar mais uma vez uma ideia que pode, se assim o quisermos, devolver a todos e a cada um de nós a Identidade verdadeira. Enfim, uma ideia que nos oferece a todos mais uma oportunidade para o aprendizado - melhor seria dizer, talvez, a lembrança -, daquilo que, na verdade, somos. Aquilo que sempre fomos e que nunca deixaremos de ser. 

Lembrando em parte um comentário de anos anteriores: "Tal pai, tal filho", não é assim que dizemos neste mundo, para ressaltar a semelhança entre uma pessoa e seu pai? Vocês acham que poderia ser diferente em se tratando de Deus e de Seu Filho? É só na ilusão que somos levados por um falso eu - o ego - a pensar que, de alguma forma, em algum momento, podemos nos separar do Pai, ou pensar em Deus, Pai-Mãe, como alguém muito diferente daquilo que somos.

E, para concluir também como em anos anteriores, se o DNA de Deus - caso Ele tenha algum - é só amor, por que o nosso seria diferente? É para aprender isso que praticamos hoje. Para nos tranquilizarmos com a certeza de que é verdade que nossa criação se deu "à imagem e semelhança" de Deus e que continuamos a ser tal como fomos criados. 

Lembrando-nos de que "à imagem e semelhança" de Deus não tem absolutamente nada a ver com aquilo que pensamos de nós mesmos enquanto corpos, forma, sentidos, mente ou percepção. O que nos assemelha a Deus é o fato de nossa verdadeira Identidade ser "espírito", como praticamos em uma das lições da primeira parte do livro.

Às práticas?

sábado, 16 de agosto de 2014

Para se corrigir a confusão entre mágica e milagre


LIÇÃO 228

Deus não me condena. Eu também não.

1. Meu Pai conhece minha santidade. Negarei o conhecimento d'Ele para acreditar naquilo que Seu conhecimento torna impossível? Aceitarei como verdadeiro aquilo que Ele declara ser falso? Ou aceitarei Sua Palavra como aquilo que sou, uma vez que Ele é meu Criador e Aquele Que conhece a verdadeira condição de Seu Filho?

2. Pai, eu estava equivocado em relação a mim mesmo porque deixei de perceber claramente a Fonte de onde vim. Não deixei aquela Fonte para entrar em um corpo e para morrer. Minha santidade continua a ser uma parte de mim, da mesma forma que sou parte de Ti. E meus erros acerca de mim mesmo são sonhos. Hoje eu os abandono. E fico pronto para receber apenas Tua Palavra por aquilo que sou verdadeiramente.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 228

Na última quinta-feira, praticamos a ideia que nos levava a afirmar, como um desejo que queremos que se realize ou como uma meta que escolhemos para nós mesmos, que nosso lar nos espera e que nos apressamos em direção a ele. Uma prática que afirmava que podemos desistir do mundo tão logo queiramos, sem precisar morrer, o que significaria ter de enfrentar o Juízo Final, de que todos, ou quase todos, têm muito medo.

Ora, o Curso nos oferece um texto que fala a respeito do verdadeiro significado do Juízo Final. Um texto onde se lê: "Uma das formas pelas quais podes corrigir a confusão entre mágica e milagre é lembrar que não criaste a ti mesmo". Isto é, só confundimos magia e milagre quando nos deixamos enganar pelo sistema de pensamento do falso eu - o ego -, que é apenas uma imagem de nós mesmos, uma personagem de que nos valemos para andar no mundo. Imagem esta construída a partir da crença na separação.

O texto diz ainda: "O Juízo Final é uma das ideias mais ameaçadoras em teu sistema de pensamento". Mas apenas porque não o compreendes de verdade. E, em seguida: "O julgamento não é um atributo de Deus". E eis aí a sintonia com a ideia para nossas práticas de hoje: Deus não me condena. Eu também não. Mas este "eu" que não me condena não é certamente o ego, Ele é a Identidade que compartilhamos com Deus, na unidade com Ele. É em função disto - e do fato de que o ego, na verdade, não existe - que podemos ficar tranquilos e aceitar com alegria o fato de que Deus não condena. Nem a mim, nem a qualquer um de nós. 

Leituras que fizemos nos últimos dias nos grupos de estudo do Curso, dentro do capítulo A Justiça de Deus, nos levam a concluir, em perfeita sintonia com a ideia para as práticas de hoje, que podemos pensar na "justiça de Deus" como aquilo a que chamamos de livre arbítrio. Isto é, todos e cada um de nós temos a mais completa e perfeita liberdade para fazer o que quer que queiramos fazer, em qualquer lugar, em qualquer tempo, sem que Deus nos condene por isso. É apenas o ego que julga poder ser o árbitro de nossas ações e das ações de todos aqueles com quem dividimos a percepção deste mundo em que aparentemente vivemos. 

É só o ego que se julga onipotente, com poder para dizer o que é melhor para nós e para o mundo. Lembremo-nos, porém, que o ponto de partida para o julgamento do ego é tão somente a percepção. E a percepção não é senão a escolha daquilo que queremos ver, ouvir, tocar, cheirar ou provar. Assim é que, em primeiro lugar, julgamos. Só percebemos depois, como consequência ou resultado de nossa escolha, ou julgamento.

A ideia para as práticas deste dia, ainda dentro do tema O que é o perdão?, conforme eu disse também nos comentários de anos anteriores, nos fala, entre outras coisas, de nossa santidade e do conhecimento que Deus tem da verdade a nosso respeito, a respeito de cada um de nós. Um conhecimento que Ele compartilha com cada um de nós, com nossa verdadeira Identidade.

Voltando ainda ao texto revelador do verdadeiro significado de Juízo Final, vamos encontrar a razão pela qual não podemos também nos condenar, a segunda parte da ideia para as práticas de hoje. Ele diz que o Juízo Final está, geralmente, associado a um procedimento que Deus toma, mas que, na verdade, ele é um procedimento que vamos empreender com nossos irmãos, sob a orientação de Jesus - não o homem, mas o Cristo - a Voz que ditou o texto a Helen. 

Diz mais: que o Juízo Final, em vez de ser um castigo de que nos julgamos merecedores, é uma cura final, pois nada mais é do que a devolução da mente certa a cada um de nós. Ele é, em última instância, um processo de avaliação correta. Quer dizer, a partir do momento em que voltarmos a ter a mente certa - a que não percebe nem acredita em separação -, seremos capazes de compreender o que tem valor e o que não tem. Isto nos dará a capacidade de fazer as escolhas a partir da razão, que nada mais é do que aquela parte em nós que está em contato permanente com a Luz, com o divino. E, pela razão, vamos escolher acreditar que Deus não condena. Nem nós.

É para compreender e aceitar a verdade disto que praticamos hoje.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Alinhar-se ao Curso e estabelecer a meta da verdade


LIÇÃO 227

Este é meu instante santo de liberação.

1. Pai, é hoje que fico livre, porque minha vontade é Tua. Pensei atender a outra vontade. Porém não existe nada do que pensei separado de Ti. E sou livre porque estava equivocado, e não afetei de modo algum minha própria realidade com minhas ilusões. Agora desisto delas e as abandono aos pés da verdade, para serem eliminadas para sempre de minha mente. Este é meu instante santo de liberação. Pai, sei que minha vontade é una com a Tua.

2. E, assim, hoje, ficamos cientes de nossa volta alegre ao Céu, que, de fato, nunca deixamos. O Filho de Deus abandona seus sonhos neste dia. O Filho de Deus volta novamente para casa neste dia, liberado do pecado e coberto de santidade com sua mente correta devolvida a ele finalmente.

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COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 227

Em texto do Curso que lemos nos grupos recentemente aprendemos que: 

O perdão é para todos. Mas quando ele está em todos, está completo e todas as funções deste mundo estão completas com ele. Então, o tempo não mais existe. Entretanto, enquanto ainda se está no tempo, há muito a se fazer. E cada um tem de fazer o que lhe cabe, pois o plano todo depende da parte de cada um. 

Este texto, é claro, a meu modo de ver, abre as portas todas para a tomada de decisão de que lhes falei nos comentários feitos a esta lição em anos anteriores, e que vou reprisar a partir daqui. Vejam, por favor, se não é já chegada a hora de se pensar em tomar a decisão pelo Céu, de se alinhar com o ensinamento e de se estabelecer, em conjunto com ele - e com todos os que vivem no mundo conosco -, a meta da verdade.,

Hoje, mais uma vez, vamos praticar a ideia que leva ao aprendizado que se refere à tomada de decisão. Como já perguntei antes, em que momento devemos tomar a decisão? Em que momento fazer a escolha pelo Céu? Será que podemos deixar para depois, daqui a pouco, amanhã. Um dia, talvez, quem sabe? 

Lembremo-nos de algo que eu disse há pouco. De acordo com Einstein, "as coisas só acontecem quando algo se move". E conforme a terceira lei espiritual que se ensina na Índia, "sempre que você começar algo, é o momento certo". A pergunta é, então, até quando vamos adiar a tomada de decisão? Até quando vamos nos contentar em viver uma vida de auto-enganos, percebendo-nos como vítimas de um mundo cruel, impiedoso, que não nos oferece nada?

Como lhes tenho dito ao longo destas práticas neste tempo todo, de acordo com o que nos diz o ensinamento, o único tempo que existe é o presente. Só podemos ser livres agora. No momento em que escolhemos sê-lo, no instante em que tomamos efetivamente a decisão de ser livres. Não há outro tempo, nem outro lugar. 

Na verdade, nós - todos e cada um de nós - só possuímos o agora, o momento presente, e é nele - neste agora, precisamente - que Deus está. É o único lugar em que Ele pode estar. Agora. Aqui. Neste momento presente. E só aqui e agora podemos, de fato, tomar a decisão.

O lugar em que nos encontramos é sempre o lugar certo. E o que nos acontece é sempre a única coisa que poderia ter acontecido, lembrando-nos de mais uma das leis espirituais da Índia. Quando tomamos a decisão de viver a experiência do mundo, no mundo, a partir daquilo de mais santo que sabemos existir em nós, do divino em nós, nada mais pode nos impedir de sermos livres.

É para aprender que é este o instante de nossa liberação que praticamos. Pois, na verdade, reforçando, só existe este instante e ele é tão santo quanto cada um de nós é santo.

Às práticas?