sábado, 11 de janeiro de 2014

É só tua gratidão que vai mostrar a beleza do viver


LIÇÃO 11

Meus pensamentos sem significado* me mostram
um mundo sem significado.

1. Esta é a primeira ideia que temos que está relacionada a uma fase fundamental do processo de correção: a inversão do modo de pensar do mundo. Parece que o mundo determina o que percebes. A ideia de hoje apresenta o conceito de que teus pensamentos determinam o mundo que vês. Alegra-te, de fato, por praticar a ideia em sua forma inicial, pois nesta ideia tua liberação está assegurada. A chave para o perdão está nela.

2. Deve-se empreender os períodos de prática da ideia de hoje de um modo um pouco diferente dos anteriores. Começa com os olhos fechados e repete a ideia para ti mesmo lentamente. Em seguida, abre os olhos e olha ao teu redor, perto e longe, para cima e para baixo - para qualquer lugar. Durante o minuto aproximado a ser passado usando a ideia, repete-a para ti mesmo simplesmente, seguro de fazê-lo sem pressa e sem nenhuma sensação de urgência ou esforço.

3. Para fazer estes exercícios com o máximo benefício, os olhos devem se mover de uma coisa para outra de forma razoavelmente rápida, uma vez que não devem se demorar em nada em particular. As palavras, no entanto, devem ser usadas de uma forma calma, até mesmo vagarosamente. A apresentação a esta ideia, em particular, deve ser praticada do modo mais casual possível. Ela contém a base para a paz, para o relaxamento e para a liberdade que estamos tentando alcançar. Ao concluíres os exercícios, fecha os olhos e repete a ideia para ti mesmo lentamente mais uma vez.

4. Três períodos de prática provavelmente serão suficientes. Todavia, se houver pouca ou nenhuma inquietude e uma inclinação a fazer mais, pode-se empreender até cinco períodos. Não se recomenda mais do que isso.
______________________
*NOTA DE TRADUÇÃO: A expressão sem significado, do original meaningless, também poderia ser traduzida por sem sentido, sem prejuízo do significado/sentido do texto original, em meu modo de entender. Em outros contextos também se pode pensar em traduzir meaningless por inútilinsignificante.

*

COMENTÁRIO:

Bem, do mesmo modo que lhes disse no ano passado - aos que já estavam por aqui conosco -, acabaram-se os comentários, a exploração das lições por Tara Singh, na forma que compartilhei com vocês até ontem. Vamos ter saudade, não? Resta-nos, porém, a partir dos milagres que experimentamos em nossas práticas até aqui, buscar explorar por nós mesmos a lição de hoje, e continuar as explorações das demais dia a dia, na medida em que elas se forem apresentando.

Que lhes parece?

Comecemos, então, mais uma vez, por devotar toda a nossa atenção ao que diz a ideia para as nossas práticas de hoje: 

Meus pensamentos sem significado me mostram um mundo sem significado.

Pensemos por um momento a respeito da verdade que isto pode nos revelar.

Não é óbvio, a partir do que praticamos até aqui que, se os pensamentos que temos não significam coisa alguma - e são eles que criam e constroem nossa experiência neste mundo -, o mundo que vemos, portanto, não pode mesmo ter nenhum significado?

A lição diz:


Esta é a primeira ideia que temos que está relacionada a uma fase 
fundamental do processo de correção: a inversão do modo de pensar do mundo.

Ora, se queremos viver num mundo que tenha algum significado, para podermos ser a manifestação do divino, para sermos capazes de cumprir nosso objetivo e função de estender a Vontade de Deus, por sermos "partes da Consciência Una na qual as mentes estão unidas", vamos precisar, sem sombra de dúvida, praticar. Isto é, aplicar as palavras da verdade eterna que o Curso nos oferece e inverter o modo de pensar do mundo.


Parece que o mundo determina o que percebes. A ideia de hoje apresenta 
o conceito de que teus pensamentos determinam o mundo que vês.

O contrário é que é verdadeiro. Isto é, é bem diferente do que costumamos pensar, não é? Pensamos, de modo geral, que aquilo que acontece em nossas vidas tem sua causa fora de nós. Quer dizer, pensamos que Fulano ou Sicrano nos fazem algo de bom ou aprontam alguma coisa ruim para nós, algo que nos magoa e fere. Mas isso não é verdade.Tudo o que experimentamos vem de nós. De nós mesmos. De cada um de nós individualmente. Na verdade, somos nós que escolhemos o que queremos experimentar. Em todos os instantes e em todas as circunstâncias de nossas vidas.

E então? Como ficamos? 

Às práticas?

*

Repito aqui também uma última observação relacionada aos comentários das dez lições anteriores. Ao finalizar o capítulo do livro de onde retirei e traduzi os comentários, Tara Singh faz um alerta e um pedido de atenção ao que podemos fazer com o Curso, a partir de nosso contato com ele. Creio que pode nos ajudar a aprofundar a reflexão de hoje e das que virão, bem como nos levar ao que ele chama de "momento decisivo". Entre outras coisas, ele diz que é só a gratidão que pode nos mostrar a beleza [um lado positivo e sadio] do viver. 

Seu texto diz o seguinte:

"Quero que saibas de uma coisa. Somente a bênção de teu contato com Um Curso em Milagres pode transformar completamente teu modo de ver. Não concluas que não podes mudar; tu já mudaste. Jamais serás o (a) mesmo(a). Por que não ficar agradecido(a)?

"Tua gratidão vai te mostrar um lado positivo e sadio da vida. Vai até mesmo acelerar tua subida na espiral. Uma vez que tenhas feito contato com a ação da Vida por detrás das aparências, vais começar a desfazer tudo o que a bloqueia.

"Tu não tens de acreditar em nada. Apenas sê responsável pelo desfazer de tua negatividade. Se tu te auto-sabotares, nunca confiarás. Uma vez que tens o Curso, podes te dar ao luxo de confiar.

"Como eu disse, devemos ter ansiado pela verdade durante milhares de anos. Organizações religiosas tendem a se degenerar em negócios ou em sistemas de crenças. Elas não se importam contigo de verdade. Por isso, Deus teve de agir diretamente para alcançar Seu Filho. Agora o Curso está em tuas mãos. Podes te inspirar com isso?

"No minuto em que fazes contato com o Curso, é impossível que não mudes. Vê o fato como fato e começa a desfazer. Para tanto, tens toda a ajuda que és capaz de aceitar."

*

Boas práticas a todos aqueles e aquelas que quiserem, de fato, mudar!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"Não há nada que teu perdão não possa fazer."


LIÇÃO 10

Meus pensamentos não significam nada.

1. Esta ideia se aplica a todos os pensamentos de que estejas ciente, ou dos quais te tornes ciente nos períodos de prática. A razão pela qual a ideia é aplicável a todos eles é que eles não são teus pensamentos verdadeiros. Fizemos esta distinção antes e a faremos novamente. Tu ainda não tens nenhuma base para comparação. Quanto tiveres, não terás nenhuma dúvida de que aquilo que acreditavas serem teus pensamentos não significava nada.

2. Esta é a segunda vez que usamos este tipo de ideia. Apenas a forma é ligeiramente diferente. Desta vez a ideia é apresentada com "Meus pensamentos" em lugar de "Estes pensamentos" e não se faz nenhuma ligação com as coisas ao teu redor de modo evidente. Agora a ênfase está na falta de realidade daquilo que pensas que pensas.

3. Este aspecto do processo de correção começou com a ideia de que os pensamentos de que estás ciente são sem significado, estão fora de ti em vez de estarem dentro e, em seguida, enfatizou-se sua condição de passados em lugar de sua condição de pensamentos presentes. Agora enfatizamos que a presença destes "pensamentos" significa que não estás pensando. Este é simplesmente outro modo de repetir nossa declaração anterior de que tua mente é, de fato, um espaço em branco. Reconhecer isto é reconhecer o nada, quando pensas que o vês. Como tal, este é o pré-requisito para a visão.

4. Fecha os olhos para estes exercícios e começa-os repetindo a ideia de hoje para ti mesmo bem devagar. Acrescenta em seguida:

Esta ideia ajudará a me liberar de tudo aquilo em que acredito agora.

Os exercícios, como antes, consistem em investigar tua mente em busca de todos os pensamentos disponíveis para ti, sem seleção ou julgamento. Tenta evitar qualquer tipo de classificação. De fato, se achares útil fazê-lo, poderias imaginar que estás vendo passar uma procissão estranha e sortida de pensamentos, que tem pouco ou nenhum significado pessoal para ti. À medida que cada um passa por tua mente, dize:

Meu pensamento sobre __________ não significa nada.
Meu pensamento sobre __________ não significa nada.

5. A ideia de hoje pode servir obviamente para qualquer pensamento que te aflija em qualquer momento. Além disso, recomenda-se cinco períodos de prática, cada um envolvendo não mais do que cerca de um minuto de exame mental. Não se recomenda que o tempo do período seja estendido, e ele deve ser reduzido para meio minuto ou menos, se experimentares desconforto. Lembra-te, porém, de repetir a ideia lentamente antes de aplicá-la de forma específica e também de acrescentar:

Esta ideia ajudará a me liberar de tudo aquilo em que acredito agora.

*

COMENTÁRIO:

Bem, embora o ditado diga que "tudo o que é bom dura pouco", podemos invertê-lo à luz do ensinamento do Curso e dizer: tudo o que é bom dura para sempre. Chegamos hoje, mais uma vez, à última das dez lições para as quais encontramos comentários no livro de Tara Singh. E estes comentários hão de durar par sempre, enquanto existirem pessoas dispostas a fazer os exercícios, a praticares as lições.

Espero, como disse também ano passado, que todos tenham tirado bastante proveito das reflexões que ele nos convidou a fazer lição por lição. E, mais uma vez, acreditando ser necessário manter por algum tempo esta forma de comentário, vou tentar, a partir de amanhã, algo parecido. 

Espero também, como antes, poder contar com a ajuda de todos vocês para me dizerem como me saio e, claro, deixo a cargo do Espírito Santo a inspiração que vai me ajudar a escolher as palavras para falar das lições que virão.

Vamos, então, ao último dos comentários de Tara?


Explorando a LIÇÃO 10

"Meus pensamentos não significam nada."

O espaço que damos a qualquer coisa que lemos determina seu impacto sobre nós. Se lemos a lição de forma apressada, ela é apenas uma grande quantidade de palavras. Vês, nossas mentes estão sempre preocupadas. Isto é um fato.

Quando nos aproximamos de algo sagrado, precisamos fazer nossa parte em preparar um espaço, sentando-nos em silêncio por alguns instantes em primeiro lugar.

Curso insiste em que leiamos devagar, isto é, com atenção. A atenção pergunta: O que isto significa? O que me está sendo pedido para ver? O Curso pede que trabalhemos a lição com precisão, de forma objetiva. Sabemos o que isto significa? Alguma vez somos precisos? Se fizéssemos estas exigências a nós mesmos, seríamos responsáveis e sábios. Não mais seríamos vagos, indiferentes ou casuais. Cada lição oferece um desafio do qual nossa má vontade intrínseca quer fugir. Meus pensamentos não significam nada é um desafio e tanto.

Se meus pensamentos não significam nada, então porque tenho tanta certeza deles? Por que me afirmo? Por que defendo minha posição? Se meus pensamentos não significam nada, posso julgar o outro? Pergunta a ti mesmo. Fica com isto.

O primeiro parágrafo contém a essência da lição.


Esta ideia se aplica a todos os pensamentos
de que estejas ciente...

O que acontece agora? Ou percebes a verdade disto, a ignoras, ou discordas. Qual delas? Tu a ignoras. Como vais descobrir se a estás ignorando? Isto não é, também, um pensamento?


Esta ideia se aplica a todos os pensamentos
de que estejas ciente, ou de que te tornes
ciente no período da prática.

O período de prática pede que participes ativamente, que te tornes cientes dos pensamentos fugazes que cruzam tua mente.


A razão pela qual a ideia é aplicável a todos eles 
é que eles não são teus pensamentos verdadeiros.

Não são teus pensamentos verdadeiros? Estás inventando pensamentos que pensas agora que são verdadeiros?

Podes começar a questionar teus pensamentos a teu próprio respeito, a respeito das pessoas que conheces, das coisas que acontecem?

É muito difícil admitir que não conheces - não conheces a ti mesmo ou a quem quer que seja. Só a humildade admitiria isso. A humildade é uma dádiva preciosa que te é dada quando te apercebes de que teus pensamentos não significam nada.


Meus pensamentos não significam nada.

A razão pela qual a ideia é aplicável a todos eles 
é que eles não são teus pensamentos verdadeiros. 
Fizemos esta distinção antes e a faremos novamente. 
Tu ainda não tens nenhuma base para comparação.

Podemos parar e perceber o que significa comparação?

No nível da ilusão, tudo o que percebes são diferenças entre isto e aquilo. E esta dualidade está tanto dentro de ti, quanto fora. Ela é a fonte do conflito doloroso e completamente sem importância em tua vida. A partir da perspectiva da Realidade, não obstante, estas diferenças não são importantes.

O discernimento pode distinguir o pensamento verdadeiro do pensamento sem significado e, deste modo, pôr fim ao conflito. Os pensamentos sem significado estão sempre em conflito. Gostas de alguém num momento e no instante seguinte não gostas. Em função de uma única coisinha minúscula, mudas de ideia a respeito daquela pessoa e, então, teus sentimentos são feridos. O pensamento é a mãe do sentimento. Tu pensas que teus sentimentos são sempre verdadeiros quer o pensamento seja, quer não.


Tu ainda não tens nenhuma base para comparação. 
Quanto tiveres, não terás nenhuma dúvida de que aquilo 
que acreditavas serem teus pensamentos não significava nada.

Deixa-me te perguntar: "O que acontece quando te apercebes de que teus pensamentos não significam nada?" Se isto não for tua experiência real, ainda estarás acalentando pensamentos sem significado. Se for tua experiência real, dirás: "Eu me torno ciente." E eu te perguntaria: "Tu te tornas ciente de quê?" Poderias responder: "Meus pensamentos não significam nada."

Entretanto, se estiveres verdadeiramente ciente, percebes que teus pensamentos se baseiam em medo, insegurança e solidão. Tua consciência te apresenta a teu medo. Então, por um instante, a mesma consciência muda teu estado de ser do medo para o amor.

Esta mudança ocorre de fato somente quando colocas energia nela. Percebes que de uma forma básica teus pensamentos se baseiam no medo. É por isso que eles não significam nada. Mas existem também pensamentos verdadeiros - pensamentos de amor.

Podes pensar que aprendeste a diferença entre pensamento sem significado e pensamento verdadeiro, mas estás simplesmente substituindo um pensamento pelo outro? Podes perceber que tua forma de pensar ainda é sem significado? Tu simplesmente tiveste uma nova ideia. Vês como te enganas em pensar que aprendeste algo novo. Quando lhe dás significado, o pensamento sem significado se apresenta como verdadeiro.

Vês que o pensamento em que acreditas te impede de perceber claramente teu pensamento verdadeiro? Se vês, então, o pensamento verdadeiro, que não conhecias antes, te alivia e te liberta.

Curso diz:


Tu ainda não tens nenhuma base para comparação. 
Quanto tiveres, não terás nenhuma dúvida de que aquilo 
que acreditavas serem teus pensamentos não significava nada.

A mudança acontece por confiares em teu pensamento para receber a ajuda que o pensamento verdadeiro oferece.

Teu coração pula de alegria porque alguma coisa que nunca conheceste antes quer te ajudar a chegar à consciência? Esta é a bênção da lição. Ela não é um ensinamento; é uma energia diferente. É a energia do Céu te ajudando. Recebeste esta dádiva? Perseverarias em fazer espaço para recebê-la?


Os exercícios, como antes, consistem em investigar tua mente 

em busca de todos os pensamentos disponíveis para ti, sem seleção 
ou julgamento. Tenta evitar qualquer tipo de classificação. De fato, 
se achares útil fazê-lo, poderias imaginar que estás vendo passar 
uma procissão estranha e sortida de pensamentos, que tem pouco 
ou nenhum significado pessoal para ti. À medida que cada um passa 

por tua mente, dize:

Meu pensamento sobre __________ não significa nada.

Não temos nenhuma rixa com os pássaros, as árvores, ou o rio que corre. Nossa única dificuldade se refere às pessoas.

Há sempre alguém a respeito de quem estás total e fanaticamente convencido de que ele [ou ela] te causou mal. Passam-se os anos e tua lembrança daquela ofensa nunca perde a força. E quando o Cursote pede para pensares em alguém de quem realmente não gostas, um nome te vem à cabeça instantaneamente. Dirias que teus pensamentos acerca daquela pessoa são sem significado?

Esta pode ser a lição que vai curar aquela mágoa? Estarias disposto a dissipar tua aversão? Poderias dar algum espaço à questão, a fim de ficares liberado da dor que ela provoca?

Fecha os olhos. Senta em silêncio e lembra-te da pessoa que pensas ter te enganado ou ferido. Pensa naquela pessoa. Observa que ele, ou ela, não está presente. Descobre que é só tua opinião o fato de que ele, ou ela, é ruim. Vê se és capaz de te permitires receber a ajuda que a lição promete. O que aconteceria então?

Deixa-me dizer de outro modo. Tu estás pedindo ao Espírito Santo para te ajudar a ficar livre de tua mágoa. Agora precisas descobrir se tua prece é verdadeira ou se ela é só uma ideia.

Começa a descobrir o modo com que tua mente funciona. É só uma ideia tua a de que queres ser liberado ou é tua intenção verdadeira? Talvez descubras que não queres ser liberado. O que é, de verdade, isso que não queres? Minha explicação disso toma tempo, mas tua experiência real pode ser imediata. Podes saber se queres ou não liberado realmente.

Qual é a diferença entre aceitares a ajuda e te convenceres de que perdoaste o outro? Se acreditares que perdoaste aquela pessoa sem a ajuda do Céu, estás equivocado. Teu "perdão" é só uma crença sem sentido.

Mas, se aceitaste a ajuda, a diferença é óbvia. Teu amor vai imediatamente até aquela pessoa. Imediatamente. Verás que ela percebe de modo equivocado exatamente como tu percebes de modo equivocado. Já não há mais culpa em tua mente; tampouco vês a outra pessoa como culpada. O passado acaba. Olhas amavelmente para a pessoa. E tua liberação não é uma crença. Recebeste a ajuda, e a ajuda é o amor que dás.

O perdão oferece tudo o que queres [referência à lição 122]. E não há nada que teu perdão não possa fazer. Se perdoaste uma pessoa, podes receber ajuda para perdoar outra. Mas nunca tomarás o crédito para ti mesmo - que tu o fizeste. Serás grato porque o amor de Deus flui através de ti.  


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Aprenderás a ser honesto para contigo mesmo?


LIÇÃO 9

Eu não vejo nada tal como é agora.

1. Esta ideia, obviamente, resulta das duas anteriores. Mas, embora possas ser capaz de aceitá-la intelectualmente, é improvável que ela signifique alguma coisa para ti por enquanto. Contudo, neste ponto a compreensão não é necessária. De fato, o reconhecimento de que não compreendes é um pré-requisito para desfazer tuas ideias falsas. Estes exercícios se ocupam da prática, não da compreensão. Tu não precisas praticar aquilo que já compreendes. Na verdade, visar à compreensão e pressupor que já a tens seria andar em círculos.

2. É difícil para a mente não treinada acreditar que aquilo que ela parece retratar não existe. Esta ideia pode ser bastante assustadora e pode encontrar resistência ativa sob inúmeras formas. No entanto, isso não impede sua aplicação. Não se pede nada mais do que isso para estes exercícios ou quaisquer outros. Cada pequeno passo afastará um pouco as trevas e a compreensão finalmente virá para iluminar cada canto da mente que tenha ficado livre dos escombros que o escureciam.

3. Estes exercícios, para os quais três ou quatro períodos de prática são suficientes, envolvem olhar ao redor de ti e aplicar a ideia do dia a qualquer coisa que vejas, lembrando-te da necessidade de aplicação que não faça distinções e da regra essencial de não excluíres nada. Por exemplo:

Eu não vejo esta máquina de escrever tal como ela é agora.
Eu não vejo este telefone tal como ele é agora.
Eu não vejo este braço tal como ele é agora.

4. Começa com as coisas mais próximas de ti e depois estende o alcance para fora:

Eu não vejo aquele cabide de casacos* tal como ele é agora.
Eu não vejo aquela porta tal como ela é agora.
Eu não vejo aquele rosto tal como ele é agora.

5. Salienta-se mais uma vez que, embora não se deva tentar uma inclusão total, tem-se de evitar qualquer exclusão específica. Certifica-te de que és honesto para contigo mesmo ao fazer esta distinção. Podes ser tentado a escondê-la.

*Nota de Tradução: Vide nota à tradução da lição conforme publicação em 9 de janeiro de 2010. 

*

COMENTÁRIO:

Eis-nos aqui mais uma vez, hoje, a nos prepararmos de novo para as práticas de mais uma lição. A nona. E para quem está conosco desde o início das postagens deste blogue pela quinta vez. Neste ano, assim como o fiz no ano passado, estou me valendo dos comentários feitos por Tara Singh, em um capítulo de um de seus livros, para as primeiras dez lições do Curso. Vamos ao de hoje?

David, ainda estás conosco? Quem mais?

Tara Singh finaliza seu comentário chamando a atenção para o fato de que precisamos ser honestos para com nós mesmos, uma responsabilidade que a lição se encarrega de nos dar. Aprenderás a ser honesto para contigo mesmo hoje?


Explorando a LIÇÃO 9

"Eu não vejo nada tal como é agora."

Olhamos para todas as coisas por meio de imagens do pensamento, que mantêm o passado vivo. Essas imagens não são reais porque o que é real é real agora mesmo. Preocupadas com pensamentos do passado, nossas mentes alimentam ilusões sem fim. Não estamos no presente. Se estivéssemos no presente - neste momento - não seríamos capazes de dar nome a qualquer coisa. Quando isolamos e damos nome a uma flor, por exemplo, não a vemos. Quando se "vê" alguma coisa no presente, ela nos liga à eternidade.

Uma flor não poderia existir se, por milhões de anos não tivesse chovido, se não houvesse o ar e a luz do sol. Quantas folhas prepararam o solo à volta dela. Uma flor pode nos ligar à própria criação deste planeta. Ele é uma alegre expressão do eterno, da força criativa. Não está limitada pelo tempo.

Mas nós não podemos experimentar a totalidade no presente porque estamos presos no passado. O que poderia ser pior?

Por quantos séculos lutamos para saber disso! Afinal, percebemos que o tempo é uma ilusão. Não o tempo cronológico, mas o tempo psicológico - a ilusão de que amanhã eu vou "conseguir".

Então, como mudamos todos os nossos conceitos? É útil sermos apenas honestos acerca de nossas ilusões. A verdadeira gratidão é realmente a chave. Não precisamos fazer nada.

Neste mundo, lutamos para conseguir um diploma e para achar um meio de sobreviver, por isso pensamos que temos de lutar para nos tornarmos espirituais. É possível que nossa educação nos tenha tornado medíocres, que nossos esforços pela sobrevivência pessoal sejam perversos? Ficamos excitados com nossas, assim chamadas, realizações. Mas que valor têm as realizações, se não conhecemos nossa infinitude? Estamos aqui para abençoar o mundo, não nos estabelecemos para a satisfação de "carências".

Todas as coisas que se referem à personalidade e ao tempo trazem a luta consigo. "Ver" de verdade, ou a clareza, não envolve nenhuma luta porque dissipa a personalidade e nos liberta do tempo. Apresenta-nos a nossa própria eternidade.

Cada uma das lições do Curso oferece a visão verdadeira. Uma frase dá início ao processo e, lá pelo fim da lição, podemos chegar à Expiação e à serenidade. Quando isso não acontece, não a lemos.

O processo começa pela diminuição da autoridade do cérebro sobre nós. Quando pensamos na lição no meio de nossas vidas diárias, nós nos libertamos das pressões do tempo. Tornamo-nos verdadeiramente sensíveis e gratos. Então, a única arte que existe é a arte de viver.


Eu não vejo nada tal como é agora.

Esta ideia, obviamente, resulta das duas anteriores.

Eu vejo só o passado.

e

Minha mente se preocupa com pensamentos do passado.

Como apreendemos, de fato, estas lições? Devíamos estar nos desenvolvendo com cada lição em um processo diário de desfazer. O Curso é uma alegre aventura:


Eu não vejo nada tal como é agora.

Embora possas ser capaz de aceitá-la intelectualmente, é improvável que ela signifique alguma coisa para ti por enquanto. Contudo, neste ponto a compreensão não é necessária. De fato, o reconhecimento de que não compreendes é um pré-requisito para desfazer tuas ideias falsas. Estes exercícios se ocupam da prática, não da compreensão.

Se apenas aprendemos a lição intelectualmente, não somos transformados por ela. É exatamente como na escola - aprendemos de livros e repetimos o que aprendemos num exame. A simples memorização nunca vai além do cérebro.

O auto-conhecimento não é intelectual. Nunca saberemos quem somos enquanto defendermos a intelectualidade e a desonestidade. Reconhecer isto pode vir a transformar nossas vidas! Infelizmente, em lugar de chegar à honestidade, nós nos tornamos evasivos. Justificamos nossas ações ou nos tornamos confusos.

Podemos perceber que intelectualizamos nosso comportamento? Por exemplo, se dizemos que vamos ligar para um amigo e não o fazemos, oferecemos justificativas para não termos ligado. Não percebemos o fato de que não nos importamos.

Todo incidente é um espelho no qual podemos ver a nós mesmos. Se não quisermos desvendar nosso isolamento, egoismo e reações, então não somos honestos. E, para desfazê-los, precisamos ver as coisas como elas são. Caso contrário, a correção não acontece. Negamos a dádiva da lição e desperdiçamos as oportunidades para desfazer quando confiamos na intelectualidade.

Podemos desfazer a aparência da intelectualidade? Temos de treinar nossas mentes para perceber a falsidade de nossas pressuposições e conclusões. A mente pode ser treinada para ser tão incorruptível, tão vigilante, que nada do passado possa penetrar.

Curso diz que a compreensão não é necessária neste ponto. Nosso nível atual de compreensão é apenas intelectual, por isso não nos incomodemos com ele. O Curso dá ênfase à prática, em vez disso. Ele diz, com efeito: "A prática é a porta de entrada. Passa pela porta, não pela janela".

O que está implícito, então, na prática da lição?

Tu não precisas praticar aquilo que já compreendes. Na verdade, visar à compreensão e pressupor que já a tens seria andar em círculos.

É difícil para a mente não treinada acreditar que aquilo que ela parece retratar não existe. Esta ideia pode ser bastante assustadora e pode encontrar resistência ativa sob inúmeras formas. No entanto, isso não impede sua aplicação.

A lição diz que, em razão de nossas mentes não serem treinadas, a prática é necessária. Por isso, a prática tem de ter algo a ver com o treinamento da mente. Nossa prática é, no entanto, apenas uma forma de atividade? Até mesmo admitir que ela é seria enganador, se admissão fosse apenas intelectual. Perceber isto, em si mesmo, é a ação. No instante em que questionas a intelectualidade e o perceber, acontece um milagre. Tu não és mais a mesma pessoa. Só precisamos ser honestos para perceber nossos enganos.

Uma mente que é treinada para sair do pensamento - mesmo que por uma ínfima fração de segundo - declara a existência da consciência. O pensamento não tem nenhum poder na presença da consciência. Se pusermos todo o nosso coração em nossas práticas, o processo de despertar começa. Mas atenção dividida não vai funcionar. É auto-engano.

A vida é mais forte do que a personalidade. Por que razão dotamos a personalidade de tanto poder? Podemos escapar de nossa escravidão a ela e ser gratos. Então, tornamo-nos criativos - o velho morre e o novo nasce.


Cada pequeno passo afastará um pouco as trevas e a compreensão finalmente virá para iluminar cada canto da mente que tenha ficado livre dos escombros que o escureciam.

A consciência não é intelectual; ela desfaz tudo o que nasce do pensamento e do medo. Só nossa visão põe fim à atividade. Honestidade para com nós mesmos é a luz. Não temos nenhuma outra responsabilidade além da de sermos honestos para com nós mesmos. Então, somos uma bênção sobre a terra.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Reconhecer a verdade que pode mudar tua vida


LIÇÃO 8

Minha mente se preocupa com pensamentos do passado.

1. Esta ideia  é claro, é a razão pela qual vês só o passado. Ninguém vê coisa alguma realmente. O que alguém vê é apenas seus pensamentos projetados para fora. A preocupação da mente com o passado é a causa da concepção equivocada do tempo de que sofre tua visão. Tua mente não pode apreender o presente, que é o único tempo que existe. Por isso, ela não pode entender o tempo e não pode, de fato, entender nada.

2. O único pensamento totalmente verdadeiro que alguém pode ter acerca do passado é que ele não está aqui. Pensar a seu respeito de qualquer modo é, portanto, pensar em ilusões. Muito poucos perceberam claramente o que, de fato, retratar o passado ou prevenir-se para o futuro traz como consequência. Na verdade, quando faz isso, a mente está vazia, pois não está de fato pensando a respeito de nada.

3. O objetivo dos exercícios de hoje é começar a treinar tua mente a reconhecer quando ela não está pensando em absoluto. Enquanto ideias irrefletidas preocuparem tua mente a verdade fica bloqueada. Reconhecer que tua mente está simplesmente vazia, ao contrário de acreditar que ela está cheia de ideias verdadeiras, é o primeiro passo para abrir caminho para a visão.

4. Os exercícios para hoje devem ser feitos de olhos fechados. Isso porque, de fato, não podes ver nada e é mais fácil reconhecer que, não importa quão vivamente possas retratar um pensamento, não estás vendo nada. Com o menor envolvimento possível, investiga tua mente por cerca de um minuto, como de costume, observando apenas os pensamentos que encontras aí. Cita cada um deles pela imagem ou tema central que contenha e passa ao seguinte. Começa o período de prática dizendo:

Parece que estou pensando sobre ____________ .

5. Em seguida, cita cada um de teus pensamentos de modo específico, por exemplo:

Parece que estou pensando sobre [ nome de uma
pessoa], sobre [nome de um objeto], sobre [nome
de uma emoção],

e assim por diante, concluindo, no final do período de exame da mente com:

Mas minha mente se preocupa com pensamentos do passado.

6. Isso pode ser feito quatro ou cinco vezes durante o dia, a menos que aches que te irrita. Se achares o exercício difícil, duas ou três vezes são suficientes. Contudo, podes achar útil incluir, no próprio exame da mente, tua irritação, ou qualquer emoção que a ideia de hoje possa causar.

*

COMENTÁRIO:

Continuando nossa exploração das lições a partir do que ensina Tara Singh, como no ano passado, hoje vamos voltar nossa atenção para o que ele nos diz a respeito da lição de número oito. Estão prontos? Então, vamos!

Explorando a LIÇÃO 8


"Minha mente se preocupa com pensamentos do passado."

O título [a ideia] desta lição te faz parar? O que acontece quando o lês? Pensas que ele é verdadeiro? Não verdadeiro? Faz diferença de qualquer modo? Tua concordância ou discordância não é só uma ideia?

Quando concordas [com] ou discordas de uma ideia, percebes que não te acontece nada. Vês quão irrelevantes as ideias são? 

Um milagre acontece se percebes de forma clara que ideias não têm nenhum significado.

Quando permanecemos no nível das ideias, não acontece nenhum milagre. Ou nós nos condenamos, ou ficamos entusiasmados e dizemos: "Vou conseguir isto de verdade!" Nós nos sentimos culpados ou ótimos. Mas ambas [as sensações] são reações. Não seria mais sábio perceber que ideias fundamentalmente não nos mudam? Ideias são abstratas. Se percebes isto, então, por um instante tua mente fica livre do passado.

Nenhum milagre acontece, quando te condenas: "Sim, eu sei que sou terrível." Podes descobrir que vens encontrando defeitos em ti mesmo há anos. Mas Deus te criou. Que direito tens de encontrar uma imperfeição em ti mesmo?

No vilarejo, em Punjab, na Índia, onde nasci, diz-se que apenas um tolo bate no bezerro, quando a vaca não dá leite.Isto significa dizer quão loucas são tuas opiniões a teu próprio respeito. Como todas as ideias, elas são insanas.

Tu continuas a te censurar: "Eu deveria ver minha perfeição." Isso também é um erro. Enquanto gerares ideias, continuarás a cometer erros. Faze algo a respeito das ideias e deixa-te ficar em paz. Quando questionas tuas ideias, tu és como Deus te criou. Estás questionando as interpretações que contaminam a humanidade há séculos. Este questionamento, sem o menor esforço, te liberta da autoridade da percepção equivocada - provavelmente pela vez primeira.

Percebes agora que a questão é o pensamento?

Ideias e pensamentos são a mesma coisa. Nossas mentes ficam preocupadas com eles. Aplicar esta lição quer dizer que sempre que tua mente ficar preocupada, tu não analisas teu pensamento ou nem mesmo tentas fazer alguma coisa a respeito dele. A própria consciência te corrige. Tu sabes que qualquer coisa que te preocupe te cega e desvia tua energia. Ela te põe de volta no sono do esquecimento. Agora, sabendo que a consciência é o meio para a correção, estás preparado para a vida.

Se não fores vigilante, o pensamento se insinua. O Curso admite isto. Tua energia flutua; tu ficas distraído ou cansado. Mas, no instante em que a lição vem à lembrança, e dás a ela tua atenção e energia, um milagre desfaz teu pensamento. Assim, enquanto a ideia está lá, o milagre também está. É fácil alcançar o Doador. A energia do milagre te libera da preocupação. Tu reconheces que aquilo que te absorvia não é mais importante.

Tu reconheces mais, que, enquanto estiveres preocupado, estás no passado, esquecido do presente.

 A preocupação da mente com o passado é a causa da concepção equivocada do tempo de que sofre tua visão. Tua mente não pode apreender o presente, que é o único tempo que existe. Por isso, ela não pode entender o tempo e não pode, de fato, entender nada.

Quando fazes a lição, tua compreensão é apenas uma ideia ou recebes um milagre? Tuas perguntas refletem um interesse em ir mais fundo, além da compreensão? Sem este interesse, tua própria compreensão é uma preocupação. Tu tens de enfrentar a ti mesmo para chegar ao momento decisivo.

No minuto em que pões a lição em segundo lugar, escolhes permanecer no passado. Quando decides "fazê-la mais tarde", tornaste tua rotina algo de primeira importância. Rotinas existem para a sobrevivência de "mim e meu". Em tua rotina não vês nada do presente. Quanto estás centrado em ti mesmo, tu te privas de qualquer outra coisa que não sejam as imagens do teu cérebro.

Minha mente se preocupa com pensamentos do passado.

Uma vez que entendas isto, podes te surpreender no hábito do pensamento. O milagre desfaz teu pensamento no instante em que te tornas consciente. Logo vais amar a consciência que renova tua vida mais do que a preocupação fatigante do pensamento.

A consciência não exige esforço. Ela muda teus valores e te liberta do passado. Transformado, ficas alegre e agradecido para sempre.

O ser humano estende a Vontade de Deus apenas quando está no presente, livre da ilusão do tempo. A descoberta de tua própria má-vontade para chegar a tua Realidade te levará a desafiar a ti mesmo. Ver o fato como fato é o milagre que dá a energia.

O único pensamento totalmente verdadeiro que alguém pode ter acerca do passado é que ele não está aqui. Pensar a seu respeito de qualquer modo é, portanto, pensar em ilusões. Muito poucos perceberam claramente o que, de fato, retratar o passado ou prevenir-se para o futuro traz como consequência. Na verdade, quando faz isso, a mente está vazia, pois não está de fato pensando a respeito de nada.

Enquanto ideias irrefletidas preocuparem tua mente a verdade fica bloqueada. Reconhecer que tua mente está simplesmente vazia, ao contrário de acreditar que ela está cheia de ideias verdadeiras, é o primeiro passo para abrir caminho para a visão.

Os problemas todos não são do passado? Trazemos nossos problemas do passado ao presente; por isso nunca conhecemos o presente, que é impessoal, ilimitado e vital. Só conhecemos problemas. J. Krishnamurti disse: "Não há nenhum problema separado da mente".

Se fosses sincero, dirias: "Eu estou sempre no passado. Para acordar desse sono do esquecimento, tenho de ficar atento.Mas não posso ficar atento. Minha mente está em outro lugar. Estou preocupado o dia inteiro. Tem de haver algo significativo a que eu possa dedicar minha atenção. Se eu tivesse um interesse, então, eu estaria no presente."

Esta descoberta te traria grande felicidade.

Interesse e atenção são os primeiros passos essenciais para te levar a uma ação criativa, em que podes estender a Vontade de Deus.

Se teu interesse é algo significativo, despertarás a sabedoria e as capacidades verdadeiras que trouxeste contigo para expressares ao nascer. Estenderás tua natureza Divina sobre a terra. Teu interesse e a energia dela [de tua natureza Divina] te trarão ao presente e à expressão intrínseca do significativo. Tu nasceste com um  objetivo e com uma função. Tu és parte da Consciência Una à qual as mentes estão unidas.

Desperdiçamos nossa energia com bobagens. Todos os dias bilhões de vidas e bilhões de toneladas de recursos da terra são utilizados para produzir coisas sem valor. Como podemos contribuir com este desperdício? O que acontece com a humanidade - com cada um de nós?

Ainda existe alguém que escute? Nossa preocupação com o passado se tornou tão destrutiva que não há ninguém a quem possamos comunicar nossa Unidade. Aonde há "tu e eu" não há comunicação. Mas não tornes isto pessoal ou começarás a criticar o outro ou a a condenar a ti mesmo. A compreensão genuína é o trampolim para algo mais profundo.

Podes perceber o horror e o perigo de estar o dia inteiro preocupado com pensamentos do passado e com coisas que envolvem apenas parte de tua atenção? Tua "compreensão" disto é apenas um conceito. Na condição de uma ideia, ela não tem força vital. Tu não és em nada diferente de antes. Ver isto verdadeiramente, porém, te desperta para a sanidade.

Tudo o que fazemos na ausência da atenção total é uma mentira. Só o que é eterno é Real. O Curso nos oferece as palavras eternas do Conhecimento Verdadeiro, e não podemos ouvi-las. Descobrir isto vai nos dar uma chacoalhada na direção da responsabilidade. Enquanto formos irresponsáveis, não podemos conhecer gratidão ou reconhecimento. Se nos falta interesse, as escrituras não têm importância, professores verdadeiros não têm importância. Nada importa.

Minha mente se preocupa com pensamentos do passado.

Esta lição é uma chama brilhante na escuridão da noite do mundo da separação. Há uma luz e uma paz em apenas ler o título. Percebemos que nunca saímos do ontem. Tampouco estamos vivos para a eternidade de nosso próprio ser - a luz da criação. Somos falsos para com nós mesmos.

O sábio traz as ilusões à verdade e as dissipa. Ele vê o falso como falso. E, então, ele percebe que aquilo de que não gosta fora de si mesmo é o que ele é. Ele lida consigo mesmo, sabendo que sua Realidade não pode ser ameaçada.

Reconhecer a verdade da lição de hoje vai mudar tua vida.