sábado, 4 de maio de 2013

A certeza de Presença em nós é suficiente


LIÇÃO 124

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

1. Hoje vamos dar graças mais uma vez por nossa Identidade em Deus. Nosso lar está salvo, a proteção em tudo o que fazemos está garantida, o poder e a força estão disponíveis para nós em todos os nossos empreendimentos. Não podemos fracassar em nada. Tudo o que tocamos se reveste de uma luz brilhante que abençoa e cura. Em unidade com Deus e com o universo, seguimos nosso caminho regozijando-nos com o pensamento de que o Próprio Deus vai conosco aonde formos.

2. Quão santas são nossas mentes! E tudo o que vemos reflete a santidade no interior da mente em unidade com Deus e consigo mesma. Quão facilmente os erros desaparecem e a morte dá lugar à vida eterna. Nossas pegadas brilhantes indicam o caminho para a verdade, pois Deus é nosso Companheiro enquanto andamos pelo mundo por algum tempo. E aqueles que vêm para nos seguir reconhecerão o caminho porque a luz que carregamos fica para trás, embora ainda continue conosco enquanto caminhamos.

3. O que recebemos é nossa dádiva eterna para aqueles que nos seguem e para aqueles que foram antes ou ficaram algum tempo conosco. E Deus, Que nos ama com amor igual àquele em que fomos criados, sorri para nós e nos oferece a felicidade que demos.

4. Hoje não duvidaremos do Amor d'Ele por nós, nem questionaremos Sua proteção e Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem sentido pode se interpor entre nossa fé e nossa consciência da Presença d'Ele. Somos um com Ele hoje em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Pensamentos d'Ele; nossos olhos veem a beleza d'Ele em tudo o que olhamos. Hoje vemos apenas o amoroso e o amável.

5. Nós o vemos nas aparências de dor e a dor abre caminho para a paz. Nós o vemos nos desvairados, nos tristes e nos aflitos, nos solitários e medrosos, que são devolvidos à tranquilidade e à paz de espírito em que foram criados. E o vemos nos moribundos e também nos mortos, devolvendo-os à vida. Vemos tudo isto porque o vimos primeiro em nós mesmos.

6. Nenhum milagre pode jamais ser negado àqueles que sabem que são um com Deus. Nenhum dos pensamentos deles deixa de ter o poder para curar todas as formas de sofrimento em qualquer pessoa, em tempos idos e em tempos ainda por vir, tão facilmente quanto naqueles que andam ao lado deles agora. Os pensamentos deles são intemporais e independentes, tanto da distância quanto do tempo.

7. Nós nos unimos a esta consciência quando dizemos que somos um com Deus. Pois nestas palavras dizemos também que estamos salvos e curados; que, como consequência, podemos salvar e curar. Aceitamos, e agora queremos dar. Pois queremos conservar as dádivas que nosso Pai deu. Hoje vamos nos experimentar na unidade com Ele, para que o mundo possa compartilhar nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência o mundo se liberta. Ao negarmos nossa separação de nosso Pai, o mundo se cura junto conosco.

8. Que a paz esteja contigo hoje. Assegura tua paz praticando a consciência de que és um com teu Criador, assim como Ele é um contigo. Em algum momento hoje, quando parecer melhor, dedica meia hora à ideia de que és um com Deus. Esta é nossa primeira tentativa de um período longo para o qual não damos nenhuma regra nem palavras específicas para orientar tua meditação. Confiaremos na Voz de Deus para falar como Ele achar melhor hoje, certos de Ele não falhará. Fica com Ele nesta meia hora. Ele fará o resto.

9. Teu benefício não será menor se acreditares que não acontece nada. Podes não estar pronto para aceitar o ganho hoje. Porém, em algum momento, em algum lugar, ele virá a ti, e não deixarás de reconhecê-lo quando ele despertar com convicção em tua mente. Esta meia hora será emoldurada em ouro e cada minuto será como um diamante disposto em volta do espelho que este exercício te oferecerá. E verás a face de Cristo sobre ele, num reflexo da tua.

10. Talvez hoje, talvez amanhã, verás tua própria transfiguração no espelho que esta meia hora sagrada te oferecerá para veres a ti mesmo. Quando estiveres preparado, tu a encontrarás aí, no interior de tua mente, e esperando para ser encontrada. Lembrarás, então, da ideia à qual deste esta meia hora conscientemente agradecido de que nenhum tempo foi melhor empregado.

11. Talvez hoje, talvez amanhã, olharás para este espelho e compreenderás que a luz inocente que vês te pertence; a beleza pura para a qual olhas é a tua própria beleza. Considera esta meia hora como tua dávida para Deus, na certeza de que o que Ele devolverá será uma sensação de amor que não podes entender, uma alegria profunda demais para compreenderes, uma visão santa demais para os olhos do corpo verem. E, ainda assim, podes ter certeza de que algum dia, talvez hoje, talvez amanhã, compreenderás, apreenderás e verás.

12. Acrescenta mais jóias à moldura dourada que segura o espelho oferecido a ti hoje, repetindo para ti mesmo de hora em hora:

Que eu me lembre de que sou um com Deus, na unidade com
todos os meus irmãos e com meu Ser, em santidade e paz eternas.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 124


"Que eu me lembre de que sou um com Deus."

Lembrar-me de que sou um com Deus só pode fazer com que eu continue a dar graças, como pedia a lição de ontem. E preciso dar graças sem parar por tudo o que recebo de Deus a todo instante, quando me ponho em sintonia com a Voz que fala por Ele em mim.

É isso que vamos fazer novamente com a lição de hoje. Vejamos:

Hoje vamos dar graças mais uma vez por nossa Identidade em Deus. Nosso lar está salvo, a proteção em tudo o que fazemos está garantida, o poder e a força estão disponíveis para nós em todos os nossos empreendimentos. Não podemos fracassar em nada. Tudo o que tocamos se reveste de uma luz brilhante que abençoa e cura. Em unidade com Deus e com o universo, seguimos nosso caminho regozijando-nos com o pensamento de que o Próprio Deus vai conosco aonde formos.

No entanto, não basta termos a vaga impressão de termos ouvido dizer que Deus vai conosco aonde formos. É preciso que busquemos a consciência de Sua Presença em nós a todo instante. Precisamos estar "ligados". Ficar "ligados" na Presença de Deus, ou o fato de Ele ser onipresente, onisciente e onipotente, não vai nos servir de nada.

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

É esta a ideia para as práticas. É esta a ideia que pode nos deixar "ligados" a Deus, que pode devolver a santidade, que nunca perdemos, a nossas mentes e permitir que a Presença de Deus atue em nossa vida em todos os momentos.

A lição continua:


Quão santas são nossas mentes! E tudo o que vemos reflete a santidade no interior da mente em unidade com Deus e consigo mesma. Quão facilmente os erros desaparecem e a morte dá lugar à vida eterna. Nossas pegadas brilhantes indicam o caminho para a verdade, pois Deus é nosso Companheiro enquanto andamos pelo mundo por algum tempo. E aqueles que vêm para nos seguir reconhecerão o caminho porque a luz que carregamos fica para trás, embora ainda continue conosco enquanto caminhamos.

O que recebemos é nossa dádiva eterna para aqueles que nos seguem e para aqueles que foram antes ou ficaram algum tempo conosco. E Deus, Que nos ama com amor igual àquele em que fomos criados, sorri para nós e nos oferece a felicidade que demos.


São as práticas desta lição que vão permitir que aprendermos a receber, aceitar e integrar em nossa mente todas as dádivas a que temos direito como Filhos. Para aprendermos a ir além da mente e chegar à alma, ao espírito, que é a Identidade que compartilhamos com Deus, dê-se a Ele o nome que nos pareça mais apropriado. 

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

As práticas a que nos dedicamos a cada dia funcionam como uma espécie de busca arqueológica do Espírito em nós, para usar uma expressão similar à de Ken Wilber em seu livro Psicologia Integral, referindo-se aos níveis de desenvolvimento da consciência.

Diz ele, a certa altura do livro, que "como costuma acontecer, quanto mais fundo exploramos o nosso interior, mais longe vamos. Na extraordinária arqueologia do Espírito, quanto mais profundo for o nível, mais amplo será o abraço - o interior que o leva mais além".

É aí, no interior, neste abraço amplíssimo, que vamos encontrar a unidade com Deus. E na lição, que diz:


Hoje não duvidaremos do Amor d'Ele por nós, nem questionaremos Sua proteção e Seu cuidado. Nenhuma ansiedade sem sentido pode se interpor entre nossa fé e nossa consciência da Presença d'Ele. Somos um com Ele hoje em reconhecimento e lembrança. Nós O sentimos em nossos corações. Nossas mentes contêm os Pensamentos d'Ele; nossos olhos veem a beleza d'Ele em tudo o que olhamos. Hoje vemos apenas o amoroso e o amável.

Nós o vemos nas aparências de dor e a dor abre caminho para a paz. Nós o vemos nos desvairados, nos tristes e nos aflitos, nos solitários e medrosos, que são devolvidos à tranquilidade e à paz de espírito em que foram criados. E o vemos nos moribundos e também nos mortos, devolvendo-os à vida. Vemos tudo isto porque o vimos primeiro em nós mesmos.


E vemos tudo isto porque o vimos primeiro em nós mesmos. É em nós mesmos que tudo começa, e é em nós mesmos que toda a ilusão tem fim. Basta:

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

É quando mergulhamos cada vez mais fundo em nós mesmos que podemos chegar à compreensão daquilo de que nos fala Ken Wilber, ao dizer:

 "... quando olhamos para as profundezas do interior da mente, para a região mais íntima do eu, quando a mente se torna muito, muito tranquila, e procuramos escutar com muito cuidado, nesse Silêncio infinito, percebemos que a alma começa a sussurrar e que a sua voz, macia como uma pluma, nos conduz muito além do que a mente seria capaz de imaginar, além de qualquer coisa que a racionalidade poderia tolerar, além de qualquer coisa que a lógica conseguiria suportar. Em seus gentis sussurros estão as mais lânguidas sugestões de amor infinito, vislumbres de uma vida que o tempo esqueceu, lampejos de uma felicidade que não precisa ser mencionada, uma intersecção infinita na qual os mistérios da eternidade insuflam vida no tempo mortal, na qual o sofrimento e a dor se esqueceram de como pronunciar os seus próprios nomes, essa quieta e secreta intersecção do tempo e da eternidade, uma intersecção chamada de alma".

Eis aí o milagre que a lição reserva para os que percebem sua unidade com Deus. Ou como a lição diz:


Nenhum milagre pode jamais ser negado àqueles que sabem que são um com Deus. Nenhum dos pensamentos deles deixa de ter o poder para curar todas as formas de sofrimento em qualquer pessoa, em tempos idos e em tempos ainda por vir, tão facilmente quanto naqueles que andam ao lado deles agora. Os pensamentos deles são intemporais e independentes, tanto da distância quanto do tempo.

Nós nos unimos a esta consciência quando dizemos que somos um com Deus. Pois nestas palavras dizemos também que estamos salvos e curados; que, como consequência, podemos salvar e curar. Aceitamos, e agora queremos dar. Pois queremos conservar as dádivas que nosso Pai deu. Hoje vamos nos experimentar na unidade com Ele, para que o mundo possa compartilhar nosso reconhecimento da realidade. Em nossa experiência o mundo se liberta. Ao negarmos nossa separação de nosso Pai, o mundo se cura junto conosco.

Nunca é demais repetir que as práticas deste dia - assim como a de outro dia qualquer -, feitas de forma honesta e sincera, com toda a disposição de que somos capazes, oferecem a possibilidade do reconhecimento, da compreensão, do aprendizado, da visão e da experiência do Ser, do contato com o Espírito, nossa Identidade verdadeira, que é a direção a que nos leva a busca desenvolvimento da consciência. Isso pode acontecer hoje mesmo talvez. Talvez amanhã. Não importa! Pois a certeza da Presença em nós é suficiente para o estágio em que nos encontramos. E, sem dúvida, também é suficiente para reforçar nossa disposição de continuar.

Que eu me lembre de que sou um com Deus.

Não percamos, pois, a oportunidade de continuar a exercitar, como orienta a lição, a ideia de que somos um com Deus, de viver com esta ideia e de pô-la em prática em nossos dias, para percebermos que, de fato, não há nada que não possamos fazer a partir da consciência de nossa unidade com o divino. Nem de que haja qualquer coisa que nos possa provocar qualquer temor. 



sexta-feira, 3 de maio de 2013

O segredo para uma vida feliz é a gratidão


LIÇÃO 123

Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.

1. Sejamos gratos hoje. Chegamos a atalhos mais suaves e a estradas mais planas. Não há nenhum pensamento de voltar atrás e nenhuma resistência inflexível à verdade. Continua a existir um pouco de indecisão, algumas pequenas objeções e um pouco de hesitação, mas podes muito bem ser grato por teus ganhos, que são muito maiores do que imaginas.

2. Agora, um dia dedicado à gratidão acrescentará o benefício de alguma compreensão da extensão verdadeira de todos os ganhos que conseguiste; as dádivas que recebeste. Alegra-te hoje em gratidão amorosa, teu Pai não te entrega a tua própria sorte, nem te deixa vagar sozinho no escuro. Sê grato por Ele te salvar do ser que pensaste ter feito para tomar o lugar d'Ele e de Sua criação. Dá-Lhe graças hoje.

3. Dá-Lhe graças porque Ele não te abandona e porque Seu Amor permanecerá brilhando em ti para sempre, eternamente imutável. Agradece também por seres imutável, pois o Filho que Ele ama é tão imutável quanto Ele Próprio. Sê grato por estares salvo. Alegra-te por teres um papel a cumprir na salvação. Sê grato por teu valor transcender enormemente tuas dádivas desprezíveis e julgamentos mesquinhos daquele a quem Deus designou como Seu Filho.

4. Hoje, em gratidão, elevamos nossos corações acima do desespero e erguemos nossos olhos agradecidos que não olham mais para baixo, para o pó. Entoamos a canção de agradecimento hoje, em louvor ao Ser que Deus quer que seja nossa Identidade verdadeira n'Ele. Hoje sorrimos para todos que vemos e caminhamos com passos leves enquanto vamos fazer o que nos é designado fazer.

5. Não vamos sozinhos. E damos graças porque em nossa solidão um Amigo vem nos falar da Palavra salvadora de Deus. E graças te sejam dadas por ouvi Lo. Sua Palavra é insondável se não for ouvida. Ao agradeceres a Ele, os agradecimentos também são teus. Uma mensagem não ouvida não salvará o mundo, por mais poderosa que possa ser a Voz que fala, por mais amorosa que possa ser a mensagem.

6. Graças sejam dadas a ti, que ouviste, pois vens a ser o mensageiro que leva a Voz d'Ele contigo e permite que Ela ecoe por todo o mundo. Recebe os agradecimentos de Deus hoje enquanto Lhe dás graças. Pois Ele quer te oferecer as graças que dás, já que Ele recebe tuas dádivas com gratidão e as devolve mil vezes e cem mil vezes maiores do que foram dadas. Ele abençoará tuas dádivas compartilhando-as contigo. E, então, o poder e a força delas aumentam, até encherem o mundo de alegria e gratidão.

7. Recebe os agradecimentos d'Ele e oferece a Ele o teu durante quinze minutos duas vezes hoje. E vais perceber claramente a Quem ofereces os agradecimentos e a Quem Ele agradece enquanto tu agradeces a Ele. Esta meia hora sagrada dada a Ele te será devolvida na proporção de anos para cada segundo; poder para salvar o mundo eras mais rapidamente por teus agradecimentos a Ele.

8. Recebe os agradecimentos d'Ele e compreenderás quão amorosamente Ele te guarda em Sua Mente, quão profundo e ilimitado é Seu cuidado por ti, quão completa é Sua gratidão a ti. Lembra-te de pensar n'Ele de hora em hora e dá-Lhe graças por tudo o que Ele deu a Seu Filho, para que ele possa se elevar acima do mundo lembrando de seu Pai e de seu Ser.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 123



"Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim."

O segredo de uma vida feliz, alegre, na qual a paz de espírito está sempre presente, é a gratidão. E disto que a lição de hoje vai nos falar. Começando assim:


Sejamos gratos hoje. Chegamos a atalhos mais suaves e a estradas mais planas. Não há nenhum pensamento de voltar atrás e nenhuma resistência inflexível à verdade. Continua a existir um pouco de indecisão, algumas pequenas objeções e um pouco de hesitação, mas podes muito bem ser grato por teus ganhos, que são muito maiores do que imaginas.

Em geral, somos mal-agradecidos. As expectativas que colocamos nas pessoas, nas situações, no mundo, na maior parte das vezes não são atendidas da forma que gostaríamos que fossem. Agradecemos, mas pensando que o presente poderia ser melhor, que a dádiva poderia ter sido maior. Isto é, praticamente nada nos satisfaz no mundo. O ego quer sempre mais.

Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.


Ora, agradecer pode ser considerado uma prática espiritual. E há, de fato, filosofias, doutrinas, que adotam o agradecimento como sua prática específica. Já imaginaram o quanto nossa vida seria diferente se fôssemos capazes de dizer "Obrigado!" por toda qualquer coisa que nos acontecesse?

É isto que a lição quer que pratiquemos hoje:


Agora, um dia dedicado à gratidão acrescentará o benefício de alguma compreensão da extensão verdadeira de todos os ganhos que conseguiste; as dádivas que recebeste. Alegra-te hoje em gratidão amorosa, teu Pai não te entrega a tua própria sorte, nem te deixa vagar sozinho no escuro. Sê grato por Ele te salvar do ser que pensaste ter feito para tomar o lugar d'Ele e de Sua criação. Dá-Lhe graças hoje.

A capacidade de dizer "Obrigado!" a qualquer pessoa ou situação que se apresente seria suficiente para mudar toda a nossa percepção das coisas, das pessoas e de tudo no mundo. A gratidão, aprendida e aplicada, bastaria para mudar por completo o mundo, pois faria mudar o modo de olharmos para ele.


Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.

Em geral, como disse, somos - a maioria de nós - mal-agradecidos, quer por descuido ou desatenção, quer propositadamente por não nos sentirmos muito à vontade com o sentimento de gratidão, ou por nos sentirmos diminuídos quando recebemos um favor ou ajuda de quem quer que seja. Na verdade, dizemos muitas vezes que nem sabemos como agradecer. No entanto, a bem da verdade, basta dizer "Obrigado!"

Esquecemo-nos, no entanto, a maior parte do tempo de que Deus nos dá tudo. Ele nos dá Sua graça. E não nos pede nada em troca. É por isso que a lição nos orienta:


Dá-Lhe graças porque Ele não te abandona e porque Seu Amor permanecerá brilhando em ti para sempre, eternamente imutável. Agradece também por seres imutável, pois o Filho que Ele ama é tão imutável quanto Ele Próprio. Sê grato por estares salvo. Alegra-te por teres um papel a cumprir na salvação. Sê grato por teu valor transcender enormemente tuas dádivas desprezíveis e julgamentos mesquinhos daquele a quem Deus designou como Seu Filho.

O que mais queremos, se já temos tudo? O mais pode querer alguém que já tem tudo? É claro que passamos a maior parte do tempo considerando que somos uns miseráveis, que nos falta isso ou aquilo, e que nossa vida poderia ser muito mais feliz e completa, se pudéssemos ser assim ou assado. Mas o que nos impede de ser o que queremos ser? Deus? Não, Deus, não, certamente. Quem ou o que será então? Se você pensou que é o ego, acertou. E quem inventou o ego e a separação? Deus? Não, não! Com certeza não!


Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim. 

A lião continua:


Hoje, em gratidão, elevamos nossos corações acima do desespero e erguemos nossos olhos agradecidos que não olham mais para baixo, para o pó. Entoamos a canção de agradecimento hoje, em louvor ao Ser que Deus quer que seja nossa Identidade verdadeira n'Ele. Hoje sorrimos para todos que vemos e caminhamos com passos leves enquanto vamos fazer o que nos é designado fazer.

Não vamos sozinhos. E damos graças porque em nossa solidão um Amigo vem nos falar da Palavra salvadora de Deus. E graças te sejam dadas por ouvi Lo. Sua Palavra é insondável se não for ouvida. Ao agradeceres a Ele, os agradecimentos também são teus. Uma mensagem não ouvida não salvará o mundo, por mais poderosa que possa ser a Voz que fala, por mais amorosa que possa ser a mensagem.

É disso que precisamos saber. É nisso que precisamos colocar nossa atenção. Toda a atenção de que somos capazes. Precisamos aprender a entoar "a canção de agradecimento, hoje, em louvor ao Ser que Deus quer que seja nossa Identidade verdadeira n'Ele", e que é a nossa Identidade verdadeira, pois o que Deus quer é o que é. 

Pensemos um pouquinho. Será que podemos mesmo ser diferentes do que Deus quer que sejamos? E, se somos o Seu Filho, quem é este que vive a vida miserável que pensamos viver, com medo, doente, assustado, magoado, ferido, carente, insatisfeito, infeliz, cansado de lutar com tanta dificuldade que "encontra" no mundo?


Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.

É mais do que tempo de escutarmos e darmos atenção à Voz que fala por Deus em nós e deixarmos de dar ouvidos ao que nos diz o falso eu, esta imagem que fizemos de nós mesmos para lidar com este mundo de ilusões. Pois só assim vamos nos colocar na posição de receber a graça que Deus nos dá. A graça de que a lição fala assim:


Graças sejam dadas a ti, que ouviste, pois vens a ser o mensageiro que leva a Voz d'Ele contigo e permite que Ela ecoe por todo o mundo. Recebe os agradecimentos de Deus hoje enquanto Lhe dás graças. Pois Ele quer te oferecer as graças que dás, já que Ele recebe tuas dádivas com gratidão e as devolve mil vezes e cem mil vezes maiores do que foram dadas. Ele abençoará tuas dádivas compartilhando-as contigo. E, então, o poder e a força delas aumentam, até encherem o mundo de alegria e gratidão.

É esta a verdade que há no que nos diz a lição de hoje. Uma lição que podemos considerar, como eu já disse antes, uma oração de graças. Uma oração verdadeira, a que agradece em lugar de pedir. E é isto que as práticas enfatizam: a necessidade de agradecermos a Deus por tudo o que recebemos, reconhecendo que Ele nos dá sempre tudo aquilo que pedimos, mesmo quando não sabemos o que pedir, ou mesmo quando aparentemente aquilo que recebemos não é aquilo que pensamos que gostaríamos de receber.


Agradeço a meu Pai por Suas dádivas para mim.

A gratidão por tudo o que recebemos, seja o que for, é a melhor maneira de que podemos nos valer para aceitar as dádivas que Deus nos dá. Ela também é o meio pelo qual temos acesso a novas escolhas, quando o que recebemos não parece ser o que pedimos. 

É a gratidão que pode nos levar à compreensão do papel que nos cabe no plano de Deus para a salvação. E ainda é ela que nos oferece uma forma prática de nos tornarmos mensageiros de Deus, portadores da graça, pelo reconhecimento e pela aceitação da condição de Filhos de Deus.

Lembremo-nos também de que "dar e receber são a mesma coisa", ao praticarmos como a lição diz:


Recebe os agradecimentos d'Ele e oferece a Ele o teu durante quinze minutos duas vezes hoje. E vais perceber claramente a Quem ofereces os agradecimentos e a Quem Ele agradece enquanto tu agradeces a Ele. Esta meia hora sagrada dada a Ele te será devolvida na proporção de anos para cada segundo; poder para salvar o mundo eras mais rapidamente por teus agradecimentos a Ele.

Quando somos capazes de sentir gratidão por tudo o que se apresenta em nossa vida, adquirimos a certeza de que podemos mudar nossas escolhas sempre que necessário. Quando somos capazes da gratidão, apesar de toda indecisão e de todas as pequenas objeções e hesitações, resquícios de nosso aprendizado do mundo, já não oferecemos mais uma resistência férrea à verdade e podemos, sem sombra de dúvidas, aprender a agradecer por tudo o que recebemos depois de termos decidido aceitar nosso papel no plano de Deus para a salvação. Começamos a compreender melhor. 

É a possibilidade deste aprendizado que a lição de hoje nos oferece para finalizar:

Recebe os agradecimentos d'Ele e compreenderás quão amorosamente Ele te guarda em Sua Mente, quão profundo e ilimitado é Seu cuidado por ti, quão completa é Sua gratidão a ti. Lembra-te de pensar n'Ele de hora em hora e dá-Lhe graças por tudo o que Ele deu a Seu Filho, para que ele possa se elevar acima do mundo lembrando de seu Pai e de seu Ser. 

Às práticas?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A salvação que buscamos só se dá pelo perdão


LIÇÃO 122

O perdão oferece tudo o que quero.

1. O que poderias querer que o perdão não pode dar? Queres paz? O perdão a oferece. Queres felicidade, uma mente serena, uma clareza de objetivos e uma sensação de valor e de beleza que transcenda o mundo? Queres atenção e segurança e o calor da proteção garantido para sempre? Queres uma serenidade que não possa ser perturbada, uma bondade que não possa jamais ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão completo que não possa nunca ser perturbado?

2. O perdão te oferece tudo isto, e mais. Ele brilha nos teus olhos quando despertas e te dá a alegria com a qual enfrentar o dia. Ele conforta tua fronte enquanto dormes e descansa sobre tuas pálpebras para que não tenhas nenhum sonho de medo e de mal, de maldade e de ataque. E, quando despertas novamente, ele te oferece outro dia de felicidade e de paz. O perdão te oferece tudo isto, e mais.

3. O perdão permite que se levante o véu que esconde a face de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos que não perdoam. Ele te permite reconhecer o Filho de Deus e purifica tua memória de todos os pensamentos inúteis para que a lembrança de teu Pai possa surgir no limiar de tua mente. O que haverias de querer que o perdão não pode dar? Que dádiva a não ser estas são dignas de se buscar? Que valor imaginário, que efeito insignificante ou promessa passageira, que nunca será mantida, pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?

4. Por que buscarias uma resposta diferente do que a resposta que responderá a tudo? Eis aqui a resposta completa, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disposição para ouvir, a uma aplicação menor do que incompleta e a uma confiança tendenciosa. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás outra em seu lugar.

5. O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar e também não pode falhar. Sê grato por ele continuar a ser exatamente como Ele o planejou. Ele está constantemente diante de ti como uma porta aberta, com um chamado caloroso e acolhedor desde o umbral, convidando-te a entrar e a ficar à vontade aonde é o teu lugar.

6. Eis aqui a resposta! Queres ficar do lado de fora enquanto o Céu inteiro te espera no lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Receberás do mesmo modo que dás. Não há nenhum plano para a salvação do Filho de Deus a não ser este. Vamos nos regozijar hoje por isto ser verdade, pois aqui temos uma resposta, clara e simples, além do engano em sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo tece com teias frágeis desaparecem diante do poder e da autoridade desta afirmação extremamente simples da verdade.

7. Eis aqui a resposta! Não te afastes novamente em perambulações sem objetivo. Aceita a salvação agora. Ela é a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor a uma mente que recebe como seu aquilo que Deus dá. Deus quer que a salvação seja recebida hoje e que as dificuldades de teus sonhos não escondam mais de ti sua inutilidade.

8. Abre os olhos hoje e olha para um mundo feliz de segurança e de paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Ele se ergue em serenidade para saudar teus olhos abertos e para encher teu coração de profunda tranquilidade enquanto verdade antigas, sempre recém-nascidas, surgem na tua consciência. O que lembrarás, então, não pode ser descrito jamais. Contudo, teu perdão o oferece a ti.

9. Lembrando-nos das dádivas que o perdão oferece, empreendemos nossa prática hoje com esperança e fé que este será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscamos hoje com fervor e alegria, cientes de que trazemos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu para o inferno que fizemos, mas aonde não queremos mais permanecer.

10. Damos um quarto de hora alegremente pela manhã e à noite à busca na qual se garante o fim do inferno. Começa com esperança, pois chegamos a um ponto de mutação no qual a estrada se torna mais fácil. E agora o caminho que ainda temos a percorrer é curto. De fato, estamos perto do final estabelecido para o sonho.

11. Mergulha na felicidade quando começares estes períodos de prática, pois eles oferecem as recompensas infalíveis de perguntas respondidas e daquilo que tua aceitação da resposta traz. Hoje te será dado sentir a paz que o perdão oferece e a alegria que o erguer do véu estende para ti.

12. O mundo se desvanecerá até desaparecer diante da luz que receberás hoje e verás surgir outro mundo que não terás nenhuma palavra para retratar. Agora caminhamos diretamente para a luz e recebemos as dádivas que estão armazenadas para nós desde o início dos tempos à espera do dia de hoje.

13. O perdão oferece tudo o que queres. Hoje todas as coisas que queres te são dadas. Não deixes que tuas dádivas desapareçam ao longo do dia, enquanto voltas mais uma vez para enfrentar um mundo de mudanças passageiras e de tristes aparências. Conserva tuas dádivas com clareza em tua consciência enquanto percebes o imutável no coração do mutável; a luz da verdade atrás das aparências.

14. Não fiques tentado a permitir que tuas dádivas escapem e sejam levadas ao esquecimento, mas mantém-nas em tua mente de forma decidida com tua tentativa de pensar nelas pelo menos durante um minuto à passagem de cada quarto de hora. Lembra-te de quão preciosas são estas dádivas com este lembrete, que tem o poder para mantê-las em tua consciência ao longo do dia:

O perdão oferece tudo o que quero.
Aceito isto como verdadeiro hoje.
Recebo as dádivas de Deus hoje.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 122


"O perdão oferece tudo o que quero."

A ideia que a lição de hoje oferece para as práticas complementa e estende a ideia que praticamos ontem e traz consigo mais uma oportunidade para o aprendizado, na prática, de que só o perdão pode nos oferecer tudo o que queremos. 

Basta colocarmos todo o foco de nossa atenção para o que a lição diz:

O que poderias querer que o perdão não pode dar? Queres paz? O perdão a oferece. Queres felicidade, uma mente serena, uma clareza de objetivos e uma sensação de valor e de beleza que transcenda o mundo? Queres atenção e segurança e o calor da proteção garantido para sempre? Queres uma serenidade que não possa ser perturbada, uma bondade que não possa jamais ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão completo que não possa nunca ser perturbado?


O perdão te oferece tudo isto, e mais. Ele brilha nos teus olhos quando despertas e te dá a alegria com a qual enfrentar o dia. Ele conforta tua fronte enquanto dormes e descansa sobre tuas pálpebras para que não tenhas nenhum sonho de medo e de mal, de maldade e de ataque. E, quando despertas novamente, ele te oferece outro dia de felicidade e de paz. O perdão te oferece tudo isto, e mais.

O perdão permite que se levante o véu que esconde a face de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos que não perdoam. Ele te permite reconhecer o Filho de Deus e purifica tua memória de todos os pensamentos inúteis para que a lembrança de teu Pai possa surgir no limiar de tua mente. O que haverias de querer que o perdão não pode dar? Que dádivas a não ser estas são dignas de se buscar? Que valor imaginário, que efeito insignificante ou promessa passageira, que nunca será mantida, pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?


Mesmo quando aquela vozinha interna em nós convida a manter o rancor, a cultivar a mágoa e o ressentimento, o perdão ainda vai ser o único meio de chegarmos à paz, à alegria e à felicidade. Já aprendemos que por mais doce que nos pareça o sabor da vingança, ela sempre deixa as marcas amargas da infelicidade, da insatisfação e da culpa, que nos roubam a paz de espírito.


O perdão oferece tudo o que quero.

Como o Curso ensina, tudo o que vemos fora é apenas uma projeção daquilo que existe dentro de nós. Por isso é possível compreendermos que não há nada a se perdoar fora de nós. É só a nós mesmos que precisamos perdoar. É só nossa percepção equivocada que precisa de perdão. Sempre. Não importa o que aparentemente tenha acontecido. Pois já sabemos de nossa responsabilidade em relação a tudo o que acontece.

Não há nenhum lugar fora de nós mesmos aonde buscar respostas. A lição continua. E pergunta:


Por que buscarias uma resposta diferente do que a resposta que responderá a tudo? Eis aqui a resposta completa, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disposição para ouvir, a uma aplicação menor do que incompleta e a uma confiança tendenciosa. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás outra em seu lugar.

De acordo com Frederic Luskin, em seu livro O poder do perdão, é possível nos perdoarmos "quando entendemos que, mesmo em relação a nossas próprias ações, não temos total controle. Ninguém é perfeito [na forma, enquanto se acredita separado do divino e dos outros]. Todos cometemos erros. Todos tomamos decisões equivocadas e agimos a partir de informações insatisfatórias [e incompletas, uma vez que não temos nunca como perceber o quadro inteiro em qualquer situação]. Ser humano significa falhar em algumas coisas e fazer [o que aparentemente é o] mal a outras pessoas [mesmo quando a nossa intenção é a melhor]. [Atentemos para o fato de que] A necessidade de ser perfeito é uma regra não-executável. [Não querer fazer com que ninguém sofra nunca] é uma regra não-executável. Precisar ser bem-sucedido sempre é uma regra não-executável. Ser humano [ ou ter a consciência de que se é humano é exatamente o que] nos permite oferecer o perdão a nós mesmos"...

A salvação que buscamos só precisa ser buscada na ilusão que pensamos viver. Na verdade, não há salvação possível porque não há ninguém a ser salvo. Isto é, todos já estamos salvos. Daí  a lição dizer o seguinte:


O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar e também não pode falhar. Sê grato por ele continuar a ser exatamente como Ele o planejou. Ele está constantemente diante de ti como uma porta aberta, com um chamado caloroso e acolhedor desde o umbral, convidando-te a entrar e a ficar à vontade aonde é o teu lugar.

Eis aqui a resposta! Queres ficar do lado de fora enquanto o Céu inteiro te espera no lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Receberás do mesmo modo que dás. Não há nenhum plano para a salvação do Filho de Deus a não ser este. Vamos nos regozijar hoje por isto ser verdade, pois aqui temos uma resposta, clara e simples, além do engano em sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo tece com teias frágeis desaparecem diante do poder e da autoridade desta afirmação extremamente simples da verdade.

Eis aqui a resposta! Não te afastes novamente em perambulações sem objetivo. Aceita a salvação agora. Ela é a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor a uma mente que recebe como seu aquilo que Deus dá. Deus quer que a salvação seja recebida hoje e que as dificuldades de teus sonhos não escondam mais de ti sua inutilidade.

Abre os olhos hoje e olha para um mundo feliz de segurança e de paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno. Ele se ergue em serenidade para saudar teus olhos abertos e para encher teu coração de profunda tranquilidade enquanto verdade antigas, sempre recém-nascidas, surgem na tua consciência. O que lembrarás, então, não pode ser descrito jamais. Contudo, teu perdão o oferece a ti.


Isto é tudo o que precisamos fazer: abrir os olhos, abrirmo-nos por inteiro para ver "um mundo feliz de segurança e de paz". Pois:

O perdão oferece tudo o que quero.

Para alcançarmos a percepção clara da verdade que há na ideia que praticamos, precisamos nos lembrar de seguir, com toda a atenção e do modo mais honesto e sincero de que somos capazes, as orientações que a lição nos dá para as práticas de hoje. Começando com:


Lembrando-nos das dádivas que o perdão oferece, empreendemos nossa prática hoje com esperança e fé que este será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscamos hoje com fervor e alegria, cientes de que trazemos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu para o inferno que fizemos, mas aonde não queremos mais permanecer.

É esta ideia que, mais do que simplesmente nos oferecer uma nova oportunidade para a compreensão de que a salvação que buscamos só se dá pelo perdão, se oferece como uma maneira prática de experimentarmos um Deus Vivo dando sentido a nossas vidas. Nem é preciso que recorramos à mente, ao intelecto, ou à razão. Basta querermos, de fato, a experiência do perdão para incorporá-la em nossos dias.


O perdão oferece tudo o que quero.

É possível se obter resultados práticos imediatos e visíveis tão logo nos dediquemos aos exercícios, quer para perdoar a nós mesmos por quaisquer equívocos em nossa mente, quer para oferecer o perdão a quem quer que se apresente em nossa mente aprisionado por uma imagem equivocada que fazemos dele, ou dela, julgando-o, ou a ela, menos digno(a) do que o Filho de Deus.

Seguindo o roteiro que a lição oferece em seus parágrafos finais, certamente vamos experimentar a paz e a tranquilidade que resultam de abandonarmos toda a carga de culpa e de medo que carregamos, que desapareceram a partir do perdão que oferecemos a nós mesmos, a tudo e a todos no mundo inteiro.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A paz interior só pode brotar do perdão


LIÇÃO 121

O perdão é a chave para a felicidade.

1. Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave para o sentido em um mundo que parece não fazer nenhum sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem te ameaçar a cada esquina e trazer incerteza para todas as tuas esperanças de encontrar serenidade e paz em algum momento. Nisto, todas as perguntas são respondidas; nisto, finalmente, garante-se o fim de toda incerteza.

2. A mente que não perdoa está cheia de temor e não oferece nenhum espaço para que o amor seja ele mesmo; nenhum lugar em que ele possa estender suas asas em paz e se elevar acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, não tem esperança de descanso e de alívio da dor. Ela sofre e habita no sofrimento, perscrutando no escuro, sem ver, mas certa do perigo que a espreita lá.

3. A mente que não perdoa está dilacerada pela dúvida, confusa acerca de si mesma e de tudo o que vê; amedrontada e com raiva, fraca e violenta, com medo de seguir adiante, com medo de ficar, com medo de acordar ou de ir dormir, com medo de qualquer som e com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pelo escuro e ainda mais aterrorizada com a aproximação da luz. O que a mente que não perdoa pode perceber a não ser sua condenação? O que ela pode ver exceto a prova de que todos os seus pecados são reais?

4. A mente que não perdoa não vê nenhum erro, mas apenas pecados. Ela olha para o mundo com olhos cegos e grita estridentemente quando vê suas próprias projeções se erguerem para atacar sua paródia lamentável da vida. Ela quer viver, mas deseja estar morta. Ela quer o perdão, mas não vê nenhuma esperança. Ela quer uma saída, mas não pode conceber nenhuma porque vê o pecado em todos os lugares.

5. A mente que não perdoa está em desespero, sem perspectiva de um futuro que possa oferecer qualquer coisa a não ser mais desespero. Porém, considera seu julgamento do mundo irreversível, e não percebe que condenou a si mesma a este desespero. Ela pensa que não pode mudar, porque o que vê testemunha que seu julgamento está correto. Ela não pergunta porque pensa que sabe. Ela não questiona, segura de que está correta.

6. O perdão é conquistado. Ele não é inerente à mente, que não pode pecar. Uma vez que o pecado é uma ideia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem de ser aprendido por ti, mas de um Professor diferente de ti mesmo, Que representa o outro Ser em ti. Por meio d'Ele tu aprendes como perdoar o ser que pensas que fizeste e permites que ele desapareça. Deste modo, devolves tua mente unificada Àquele Que é teu Ser e Que jamais pode pecar.

7. Toda mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade de ensinares a tua própria mente como se perdoar. Cada uma delas espera liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando pelo Céu aqui e agora. Ela não tem nenhuma esperança, mas tu te tornas a esperança dela. E, na condição de esperança dela, tu, de fato, te tornas tua própria esperança. A mente que não perdoa tem de aprender com o teu perdão que ela está salva do inferno. E, à medida que ensinas a salvação, tu aprenderás. Contudo, todo o teu ensinamento e todo o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para te mostrar o caminho.

8. Hoje praticamos aprender a perdoar. Se estiveres disposto, podes aprender hoje a pegar a chave da felicidade e a usá-la em teu próprio benefício. Dedicaremos dez minutos pela manhã e outros dez à noite, para aprender como oferecer o perdão e também como recebê-lo.

9. A mente que não perdoa não acredita que dar e receber são a mesma coisa. No entanto, tentaremos aprender que eles são a mesma coisa pela prática do perdão a alguém em quem pensas como sendo um inimigo e a alguém que consideras um amigo. E, enquanto aprendes a vê-los como um só, estenderemos a lição a ti mesmo e veremos que a saída deles incluía a tua.

10. Começa os períodos de prática mais longos pensando em alguém de quem não gostas, que parece te irritar ou te causar desgosto caso tenhas de encontrá-lo; alguém a quem desprezas vivamente ou a quem simplesmente tentas ignorar. Não importa a forma que tua raiva toma. É provável que já o tenhas escolhido. Ele servirá.

11. Agora fecha os olhos e vê-o em tua mente, e olha para ele por um momento. Tenta perceber alguma luz nele em algum lugar; um pequeno raio que nunca notaste. Tenta achar uma pequena centelha de alegria brilhando através do retrato desagradável que manténs dele. Olha para este retrato até veres uma luz em algum lugar nele e tenta, em seguida, permitir que esta luz se estenda até envolvê-lo e tornar o retrato bonito e bom.

12. Olha para esta percepção transformada por um momento e volta tua mente para aquele a quem chamas de amigo. Tenta transferir para ele a luz que aprendeste a ver em torno de teu "inimigo" anterior. Percebe-o agora como mais do que amigo para ti, pois nesta luz a santidade dele te mostra teu salvador, salvo e capaz de salvar, curado e íntegro.

13. Deixa, então, que ele te ofereça a luz que vês nele e permite que teu "inimigo" e teu amigo se unam para te abençoar com o que deste. Agora és um só com eles e eles contigo. Agora estás perdoado por ti mesmo. Ao longo de todo o dia, não te esqueças do papel que o perdão desempenha para trazer a felicidade a todas as mentes que não perdoam, a tua entre elas. Dize a ti mesmo a cada hora:

O perdão é a chave para a felicidade.
Despertarei do sonho de que sou mortal,
falível e pecador, e saberei que sou o Filho perfeito de Deus.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 121


"O perdão é a chave para a felicidade."

Que maravilha, não? Retomar a caminhada, após uma revisão, que termina com o descanso em Deus e a garantia de que ainda és como Deus te criou, e descobrir a chave para a felicidade disponível assim de modo tão simples e fácil.

Ou não lhes parece fácil perdoar? Por quê? Nem sabendo que tua felicidade depende apenas do perdão que ofereces, a ti mesmo, a tudo e a todos e ao mundo inteiro, te sentes impelido a praticar o perdão de forma indiscriminada? Não?

E se soubesses, compreendesses no mais íntimo de ti mesmo, que só podes perdoar a ti mesmo? Só tens de perdoar a ti mesmo? Ou como diz Gil, na letra de sua música 'Drão": "não há o que perdoar, por isso é que de haver mais compaixão".

Sim, sim, "não há o que perdoar" e só tens de perdoar a ti mesmo, quando tua percepção equivocada te mostra algo que te fere e magoa, mas que, na verdade, não existe, a não ser como invenção de teu julgamento, da interpretação equivocada que fizeste de algo que algum semelhante disse ou fez.

Não te parece que fica mais fácil oferecer o perdão, quando sabemos que é só a nós mesmos que precisamos perdoar? E que só podemos perdoar ilusões, porque a verdade é simplesmente e não há nada a se perdoar naquilo que é.

Ou achas que tens de perdoar o sol por ser sol? A luz por ser lua? A luz por ser luz?

O perdão é a chave para a felicidade.

Nas práticas de hoje desta ideia vamos encontrar tudo aquilo de que precisamos para dar significado à vida que vivemos, ao mundo aparentemente caótico em que pensamos viver. A verdade é que as lutas em que nos empenhamos para sobreviver num corpo, neste mundo, são todas injustificadas. Não têm significado, porque enquanto ainda acreditarmos que é preciso lutar por algo, contra algo ou alguém, não será possível chegar à paz. Pacificar o mundo exige a paz interior, que só pode brotar do perdão que oferecemos a nós mesmos, por não sermos capazes de ver de modo diferente a maior parte de o tempo. É por isso que a lição ensina:

Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave para o sentido em um mundo que parece não fazer nenhum sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem te ameaçar a cada esquina e trazer incerteza para todas as tuas esperanças de encontrar serenidade e paz em algum momento. Nisto, todas as perguntas são respondidas; nisto, finalmente, garante-se o fim de toda incerteza.

E mesmo que a incerteza se apresente ao longo dos dias que ainda vamos viver esta experiência no corpo e nos sentidos, o perdão nos pode garantir que nossa segurança está apenas em Deus. N'Ele descansamos, pois ainda somos como Ele nos criou.

A mente que não perdoa está cheia de temor e não oferece nenhum espaço para que o amor seja ele mesmo; nenhum lugar em que ele possa estender suas asas em paz e se elevar acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, não tem esperança de descanso e de alívio da dor. Ela sofre e habita no sofrimento, perscrutando no escuro, sem ver, mas certa do perigo que a espreita lá.


A mente que não perdoa está dilacerada pela dúvida, confusa acerca de si mesma e de tudo o que vê; amedrontada e com raiva, fraca e violenta, com medo de seguir adiante, com medo de ficar, com medo de acordar ou de ir dormir, com medo de qualquer som e com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pelo escuro e ainda mais aterrorizada com a aproximação da luz. O que a mente que não perdoa pode perceber a não ser sua condenação? O que ela pode ver exceto a prova de que todos os seus pecados são reais?

A mente que não perdoa não vê nenhum erro, mas apenas pecados. Ela olha para o mundo com olhos cegos e grita estridentemente quando vê suas próprias projeções se erguerem para atacar sua paródia lamentável da vida. Ela quer viver, mas deseja estar morta. Ela quer o perdão, mas não vê nenhuma esperança. Ela quer uma saída, mas não pode conceber nenhuma porque vê o pecado em todos os lugares.

A mente que não perdoa está em desespero, sem perspectiva de um futuro que possa oferecer qualquer coisa a não ser mais desespero. Porém, considera seu julgamento do mundo irreversível, e não percebe que condenou a si mesma a este desespero. Ela pensa que não pode mudar, porque o que vê testemunha que seu julgamento está correto. Ela não pergunta porque pensa que sabe. Ela não questiona, segura de que está correta.

Os quatro parágrafos acima, retirados da lição, descrevem a experiência que todos nós temos, quando nos deixamos envolver pelo modo de pensar do ego - o falso eu, com quem nos identificamos em nossa experiência de corpos no mundo das formas e dos sentidos -, pela maneira de pensar do mundo, que busca segurança onde não se pode achar nenhuma e busca a salvação no único lugar onde ela não pode ser encontrada: no mundo e nas coisas do mundo.

A incerteza, a insegurança e os medos que aprendemos desde a mais tenra infância a partir dos ensinamentos do mundo são frutos de interpretações equivocadas que fazemos do mundo, das pessoas e coisas do mundo e da busca de uma segurança que jamais poderemos obter do mundo e no mundo. Na verdade, segundo Alan Watts, "a insegurança é o resultado da tentativa de se obter segurança". Ainda, segundo ele, "a salvação e a razão consistem no reconhecimento mais radical de que não há meio de nos salvarmos", uma vez que como o Curso ensina, já estamos salvos, sempre estivemos e sempre estaremos. A aparente necessidade de salvação e segurança brota de uma identificação equivocada com o corpo e com tudo o que é impermanente. 

O perdão é a chave da felicidade.

O ponto mais importante talvez de se praticar a ideia de hoje, que vai permitir que entremos em contato, que reconheçamos e aceitemos a verdade por detrás dela, está no seguinte:

O perdão é conquistado. Ele não é inerente à mente, que não pode pecar. Uma vez que o pecado é uma ideia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem de ser aprendido por ti, mas de um Professor diferente de ti mesmo, Que representa o outro Ser em ti. Por meio d'Ele tu aprendes como perdoar o ser que pensas que fizeste e permites que ele desapareça. Deste modo, devolves tua mente unificada Àquele Que é teu Ser e Que jamais pode pecar.

Do mesmo modo que aprendemos a percepção e construímos por meio dela o ego a partir do qual vivemos a experiência dos sentidos neste mundo de aparências, podemos aprender que, como ensinam as primeiras lições, o mundo não contém nada que realmente queiramos. Nada do que o mundo oferece pode nos dar a alegria e a paz, que são a Vontade de Deus para nós.

Assim, é óbvio que podemos conquistar também o perdão. A mente, na verdade, não pode pecar. É apenas a percepção equivocada que nos leva a interpretar uma experiência qualquer como um erro, que precisa ser corrigido, ou como um pecado, que precisa de perdão. O pecado, como a lição diz, é algo que ensinamos a nós mesmos, via ego. O perdão, embora também possa ser aprendido, não o pode ser a partir do ego. Para aprendê-lo é preciso que nos voltemos para o divino interior, para o Espírito Santo em nós, que é o único Professor que nos pode ensinar o perdão.

O perdão é a chave da felicidade.

Esta a ideia que praticamos hoje, como forma de obter a cura para todos os nossos males e para todos os males do mundo. É importante, pois, que a pratiquemos de todo o coração, com toda a alma e com a maior atenção possível. Pois é só aprendendo a importância de se fazer do perdão uma prática diária que vamos ser capazes de ter acesso à paz ilimitada, sem obstáculos, sem medos, sem dúvidas.

Precisamos aprender com as práticas desta ideia que:

Toda mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade de ensinares a tua própria mente como se perdoar. Cada uma delas espera liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando pelo Céu aqui e agora. Ela não tem nenhuma esperança, mas tu te tornas a esperança dela. E, na condição de esperança dela, tu, de fato, te tornas tua própria esperança. A mente que não perdoa tem de aprender com o teu perdão que ela está salva do inferno. E, à medida que ensinas a salvação, tu aprenderás. Contudo, todo o teu ensinamento e todo o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para te mostrar o caminho.

Não percamos, então, a oportunidade que a lição de hoje nos oferece. Vamos seguir com toda a atenção de que somos capazes o restante das instruções para passarmos o dia a oferecer o perdão, a nós mesmos, a tudo e a todos os que se apresentarem em nosso caminho.

Às práticas?