sexta-feira, 4 de abril de 2025

Não há nada que se possa interpor entre Deus e eu

 

LIÇÃO 94

Eu sou como Deus me criou.

1. Continuamos, hoje, com a única ideia que traz a salvação completa, a única declaração que torna todas as formas de tentação ineficazes, o único pensamento que torna o ego mudo e inteiramente desfeito. Tu és como Deus te criou. Os sons deste mundo estão em silêncio, as cenas deste mundo desaparecem e todos os pensamentos que este mundo já teve são eliminados para sempre por esta única ideia. Aqui a salvação se realiza. Aqui se restabelece a sanidade.

2. A luz verdadeira é força e força é inocência. Se continuas a ser como Deus te criou, tens de ser forte e a luz tem de estar em ti. Aquele Que garante tua inocência também tem de ser a garantia da força e da luz. Tu és como Deus te criou. As trevas não podem esconder a glória do Filho de Deus. Tu te encontras na luz, forte na inocência na qual foste criado e na qual permanecerás por toda a eternidade.

3. Hoje, dedicaremos mais uma vez os primeiros cinco minutos de cada hora de vigília à tentativa de sentir a verdade em ti. Começa estes momentos de busca com estas palavras:

Eu sou como Deus me criou.
Sou Seu Filho eternamente.

Tenta, agora, alcançar o Filho de Deus em ti. Este é o Ser que nunca pecou nem fez uma imagem para substituir a realidade. Este é o Ser que nunca abandonou Seu lar em Deus para andar pelo mundo de modo incerto. Este é o Ser que não conhece nenhum medo, nem poderia imaginar a perda ou o sofrimento ou a morte.

4. Não se pede nada de ti para alcançar esta meta, exceto que abandones todos os ídolos e auto-imagens; que vás além da lista de características, tanto boas quanto ruins, que atribuis a ti mesmo; e que aguardes, em expectativa silenciosa, pela verdade. O Próprio Deus promete que ela será revelada a todos que a pedirem. Estás pedindo agora. Não podes falhar, porque Ele não pode falhar.

5. Se não cumprires o requisito de praticar durante os primeiros cinco minutos de cada hora, lembra-te pelo menos de hora em hora:

Eu sou como Deus me criou.
Sou Seu Filho eternamente.

Dize a ti mesmo com frequência hoje que és como Deus te criou. E certifica-te de responder, a qualquer um que pareça te irritar, com estas palavras:

Tu és como Deus te criou.
Tu és Seu Filho eternamente.

Aplica todos os esforços, hoje, para fazer os exercícios de hora em hora. Cada um que fizeres será um passo gigantesco na direção de tua liberação e um marco no aprendizado do sistema de pensamento que este curso anuncia.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 94

Caras, caros,

Hoje, o Curso nos oferece a seguinte ideia para as práticas:

"Eu sou como Deus me criou."

Comecemos, pois, a explorá-la.

É na direção desta descoberta, ou desta lembrança, que nossa jornada nos leva. Mais uma vez. Esta é a verdade a respeito de nós mesmos e de nós mesmas em que queremos de fato acreditar. Queremos de verdade abandonar o mundo e não depender de nada do que ele nos oferece. Aquilo por que ansiamos não é nada mais do que ficarmos livres de todo e qualquer desejo. Queremos aprender a deixar que o espírito de Deus viva sua vida por nós, em nós. Pois sabemos, no fundo de nossos corações, que só em Deus podemos encontrar a paz e a alegria completas. Esta é a Vontade de Deus para nós e é também a nossa vontade.

Eu sou como Deus me criou.

É por isso que podemos ficar certos de que é verdade o que a lição de hoje pede que pratiquemos novamente. É verdade o que ela diz para começo de conversa. Isto é:

Continuamos, hoje, com a única ideia que traz a salvação completa, a única declaração que torna todas as formas de tentação ineficazes, o único pensamento que torna o ego mudo e inteiramente desfeito. Tu és como Deus te criou. Os sons deste mundo estão em silêncio, as cenas deste mundo desaparecem e todos os pensamentos que este mundo já teve são eliminados para sempre por esta única ideia. Aqui a salvação se realiza. Aqui se restabelece a sanidade.

Quem quer o mundo? Quem deseja ter o que o mundo oferece? O que verdadeiramente o mundo oferece? Já não aprendemos que o mundo é só ilusão, sonho? Ou alguém em algum momento viveu no mundo o suficiente para receber dele alguma coisa que dure para sempre?

O mundo, e tudo o que ele oferece, é como um véu que busca esconder de nós o tesouro mais precioso. O ego, invenção do mundo, uma falsa imagem de nós mesmos e de nós mesmas, nos quer fazer crer que podemos viver separados e separadas de Deus, da Fonte de verdade, do amor, da pureza, da alegria e da paz. Tenta fazer isso buscando nos convencer de que podemos macular a inocência em que fomos criados e criadas, que podemos transformar em trevas a luz de que somos portadores. Não podemos!

É por isso que a lição ensina:

A luz verdadeira é força e força é inocência. Se continuas a ser como Deus te criou, tens de ser forte e a luz tem de estar em ti. Aquele Que garante tua inocência também tem de ser a garantia da força e da luz. Tu és como Deus te criou. As trevas não podem esconder a glória do Filho de Deus. Tu te encontras na luz, forte na inocência na qual foste criado e na qual permanecerás por toda a eternidade.

O ego quer interpor o mundo entre Deus e nós, o que não é possível porque o que nós somos é a mesma coisa que Deus é. Não há pois como nada se interpor entre Deus e Deus (nós). O ego quer se interpor entre o Ser que somos com Deus, n'Ele. E busca nos fazer acreditar que a imagem que ele quer que façamos de nós é real e que não podemos ser como Deus nos criou. Caso o fôssemos poderíamos transformar o mundo da noite para o dia. Eis aí mais uma de suas artimanhas: a tentativa de nos fazer crer que há alguma coisa a ser transformada no mundo, a tentativa de nos envolver em uma cruzada para tornar o mundo um lugar melhor para se viver. Que mundo?

Não pensamos nisto o tempo todo, instados e instadas pelo ego? Que seria tão bom viver num mundo no qual houvesse justiça, fraternidade, igualdade de oportunidades, um mundo onde não houvesse racismo, doenças, e que, mais dias menos dia, vamos ter de fazer alguma coisa para que este mundo melhore.

Ora, "Não há mundo", o Curso declara a certa altura. Mas quem, de fato, acredita nisto? A grande maioria de nós, seres humanos, ainda acredita e se esforça, ou pensa que há que se esforçar mais, muito, para buscar trazer ao mundo uma situação que reflita a justiça de Deus, trazer a ele a abundância, a igualdade entre todos, imaginando ser possível modificar os estados mentais de uns e outros. 

Não é! 

Cada um  e cada uma de nós só pode trabalhar pela transformação em si mesmo, em si mesma. O mundo não tem nada que queiramos a oferecer. Nem queremos nada do que ele oferece, pois tudo o que há nele é apenas ilusão. E só quando nos convencermos disso, isto é, quando aceitarmos esta premissa como expressão da verdade acerca do significado do mundo, é que vamos ser capazes de olhar para dentro de nós mesmos e de nós mesmas para encontrar aí, a força e a inocência necessárias para mostrar o mundo a luz que trazemos, a luz que somos, por sermos ainda como Deus nos criou. 

Eu sou como Deus me criou.

É esta ideia que me dá a certeza de que não há nada a ser modificado nem em mim, nem no mundo. Pois o mundo só existe e precisa ser modificado para os olhos do ego, para a interpretação [leia-se julgamento] que ele faz de tudo o que aparentemente acontece neste mundo. Na verdade, "não há mundo", como eu disse acima, e como o Curso ensina. Não há nada fora de mim, não há nada fora nem de nenhum nem de nenhuma de nós, a não ser na projeção que fazemos daquilo que nos vai pelo interior. O que é a mesma coisa que dizer que não há nada fora de Deus.

As tentativas todas do ego de se interpor entre mim e Deus ou de interpor um mundo, este mundo, ou qualquer mundo entre mim e Deus, estão fadadas ao fracasso. Pois:

Eu sou como Deus me criou.

E, se eu sou como Deus me criou, sou também o que Ele é, Deus. A partir desta verdade eterna, sei que não há nada, nem o mundo, que possa se interpor entre Deus e eu, entre Deus e nós - entre Deus e cada um e cada uma de nós e entre Ele e todos e todas nós. Pois como vimos há bem pouco, não existe Deus e eu, ou Deus e nós. Só existe Deus. Por isto é que continuamos a ser como Ele nos criou. Nós só podemos ser o que Deus é. N'Ele, com Ele, nunca separados ou separadas. Toda ideia de separação é apenas parte de uma grande fantasia, uma ilusão em que acreditamos quando pensamos ser possível uma existência - qualquer que ela seja -  separada de Deus. Isto é a mesma coisa que acreditar que podemos viver separados ou separadas de nós mesmos, de nós mesmas.

É por isso que precisamos colocar toda a atenção de que somos capazes nas instruções que a lição de hoje nos oferece para as práticas. E também nas práticas. São elas que vão nos devolver a consciência de nossa verdadeira Identidade. É a prática da ideia de hoje que pode anular, de uma vez por todas, todas as nossas fantasias e apagar e limpar todos os equívocos que nos fazem pensar em nós mesmos como separados uns dos outros, e em nós mesmas como separadas umas das outras e de Deus. 

Vamos voltar a esta ideia mais vezes no decorrer das práticas, porque entendê-la, reconhecer nela a verdade a nosso próprio respeito e aceitá-la, para viver a experiência do mundo a partir dela, vai nos levar a alcançar a salvação para nós mesmos e para o mundo. 

Às práticas, pois!

quinta-feira, 3 de abril de 2025

A consciência chega pelo compromisso, pela atenção

 

LIÇÃO 93

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.

1. Tu pensas ser o lar do mal, das trevas e do pecado. Pensas que, se alguém pudesse perceber a verdade acerca de ti, ficaria repugnado e fugiria de ti como de uma cobra venenosa. Pensas que, se aquilo que é a verdade acerca de ti te fosse revelado, serias acometido de um horror tão intenso que te precipitarias para a morte pela tua própria mão, por ser impossível continuar a viver depois de ver isso.

2. Estas são crenças estabelecidas de forma tão firme que é difícil te ajudar a perceber que elas estão embasadas no nada. Que cometes erros, é óbvio. Que procuras a salvação de maneiras estranhas; que estás enganado, que enganas e tens medo de fantasias tolas e de sonhos perversos; e que reverencias ídolos feitos de pó -, tudo isto é verdadeiro de acordo com o que acreditas agora.

3. Hoje, vamos questionar isto, não a partir do ponto de vista daquilo que pensas, mas a partir de um ponto de referência muito diferente, a partir do qual tais pensamentos inúteis não têm significado. Estes pensamentos não estão de acordo com a Vontade de Deus. Ele não compartilha contigo estas crenças bizarras. Isto é suficiente para provar que eles estão errados, mas tu não percebes que isto é verdade.

4. Por que não ficarias em êxtase ao te ser assegurado que todo o mal que pensas que fizeste nunca foi feito, que todos os teus pecados não são nada, que és tão puro e santo quanto foste criado e que a luz e a alegria e a paz habitam em ti? Tua imagem de ti mesmo não pode se opor à Vontade de Deus. Tu pensas que isto é a morte, mas é a vida. Pensas que estás destruído, mas estás salvo.

5. O ser que fizeste não é o Filho de Deus. Por isto, este ser absolutamente não existe. E qualquer coisa que ele pareça fazer e pensar não significa nada. Ele não é nem ruim, nem bom. Ele é irreal, e nada mais do que isso. Ele não luta com o Filho de Deus. Ele não o fere, nem ataca sua paz. Ele não muda a criação nem transforma a inocência eterna em pecado e o amor em ódio. Que força pode possuir este ser que fizeste, se ele quer contradizer a Vontade de Deus?

6. Tua inocência é garantida por Deus. Isto tem de ser repetido vezes sem conta até ser aceito. É verdade. Tua inocência é garantida por Deus. Nada pode tocá-la ou mudar aquilo que Deus criou eterno. O ser que fizeste, mau e pecador, não tem significado. Tua inocência é garantida por Deus e a luz e a alegria e a paz habitam em ti.

7. A salvação pede apenas a aceitação de um único pensamento: - tu és como Deus te criou, não o que fizeste de ti mesmo. Seja qual for o mal que possas pensar que fizeste, tu és como Deus te criou. Sejam quais forem os erros que cometeste, a verdade acerca de ti é imutável. A criação é eterna e inalterável. Tua inocência é garantida por Deus. Tu és e serás para sempre exatamente como foste criado. A luz e a alegria e a paz habitam em ti porque Deus as colocou aí.

8. Em nosso períodos de exercícios mais longos hoje, que seriam mais proveitosos se feitos nos primeiros cinco minutos de cada hora de vigília, começa declarando a verdade acerca de tua criação:

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.
Minha inocência é garantida por Deus.

Em seguida, descarta tuas auto-imagens tolas e passa o resto do período de prática tentando experimentar o que Deus te dá, em lugar daquilo que decretas para ti mesmo.

9. Tu és aquilo que Deus criou ou aquilo que fizeste. Um único Ser é verdadeiro; o outro não existe. Tenta experimentar a unidade de teu único Ser. Tenta compreender o significado da Santidade d'Ele e do amor a partir do qual Ele foi criado. Tenta não atrapalhar o Ser que Deus criou como tu, escondendo Sua grandeza atrás dos ídolos minúsculos do mal e do pecado que fazes para substituí-Lo. Permite que Ele venha para aquilo que Lhe é Próprio. Eis-te aqui; Tu és Isto. E a luz e a alegria e a paz habitam em ti porque isto é verdade.

10. Tu podes não estar disposto ou até mesmo não ser capaz de utilizar os primeiros cinco minutos de cada hora para estes exercícios. Contudo, tenta fazê-lo quando puderes. Lembra-te ao menos de repetir estes pensamentos a cada hora:

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.
Minha inocência é garantida por Deus.

Em seguida, tenta dedicar pelo menos cerca de um minuto para fechar os olhos e perceber claramente que isto é uma declaração da verdade a teu respeito.

11. Se surgir uma situação que pareça ser perturbadora, dissipa rapidamente a ilusão do medo repetindo estes pensamentos mais uma vez. Se fores tentado a ficar com raiva de alguém, dize-lhe silenciosamente:

A luz e a alegria e a paz habitam em ti.
Tua inocência é garantida por Deus.

Hoje, podes fazer muito pela salvação do mundo. Hoje, podes fazer muito para te aproximar do papel que Deus estabelece para ti na salvação. E podes fazer muito, hoje, para trazer a tua mente a convicção de que a ideia para o dia é, de fato, verdadeira.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 93

Caras, caros,

Voltemos toda a atenção de somos capazes para as práticas com a ideia que o Curso nos oferece hoje.

"A luz e a alegria e a paz habitam em mim."

É possível acreditares que:

és "o lar do mal, das trevas e do pecado"? Acreditares que "se alguém pudesse perceber a verdade acerca de ti, ficaria repugnado e fugiria de ti como de uma cobra venenosa"? Pensares que, "se aquilo que é a verdade acerca de ti te fosse revelado, serias acometido de um horror tão intenso que te precipitarias para a morte pela tua própria mão, por ser impossível continuar a viver depois de ver isso"?

Se acreditas de fato nisto, que é o que o mundo, via sistema de pensamento do ego, ensina, então acreditas, sem sombra de dúvida, que estás separado, separada, de Deus. E te acreditas dividido, dividida, no mínimo, em dois seres: um propenso ao mal, outro com a mirada no bem.

No entanto, como ensina a lição:

Estas são crenças estabelecidas de forma tão firme que é difícil te ajudar a perceber que elas estão embasadas no nada. Que cometes erros, é óbvio. Que procuras a salvação de maneiras estranhas; que estás enganado, que enganas e tens medo de fantasias tolas e de sonhos perversos; e que reverencias ídolos feitos de pó -, tudo isto é verdadeiro de acordo com o que acreditas agora.

Não obstante, "a luz e a alegria e a paz habitam" em ti. Basta que questiones as crenças que fundamentam tua vida no ego, tua experiência neste mundo até o momento presente, para que um pouco de luz se faça e comeces a vislumbrar a verdade a teu respeito. 

Como a lição orienta:

Hoje, vamos questionar isto, não a partir do ponto de vista daquilo que pensas, mas a partir de um ponto de referência muito diferente, a partir do qual tais pensamentos inúteis não têm significado. Estes pensamentos não estão de acordo com a Vontade de Deus. Ele não compartilha contigo estas crenças bizarras. Isto é suficiente para provar que eles estão errados, mas tu não percebes que isto é verdade.

E por quê? Porque ainda insistes em dar ouvidos ao ego, ao mundo, que te diz que há muitos problemas se apresentando no mundo, no país em que vives, nos países vizinhos do teu, e nos países distantes, de todos os lugares do mundo, que o planeta está sendo devastado, que a violência está ficando cada vez pior, que as guerras não vão acabar nunca, que a pobreza e a fome e as doenças estão dizimando milhões de pessoas todos os dias, os problemas políticos e de corrupção no lugar onde vives e também em muitos outros lugares do mundo - na maioria, quem sabe? - estão se agravando cada vez mais, os conflitos raciais e os de gênero e o ódio estão se espalhando, o fundamentalismo religioso está tornando cada vez maior o número de vítimas, e por aí vai. 

E, agora, desde que já entramos no quinto ano dessa tal pandemia do vírus da Covid-19, que tem matado e continua a matar gentes aos montes em todos ou quase todos os lugares do mundo, mesmo que as notícias não estejam sendo divulgadas, por precaução talvez, por medo de levar as pessoas ao pânico? 

O que faz com que isso tudo pareça real para ti? Teus pensamentos equivocados. O fato de acreditares que tal coisa é possível. Tua resistência à verdade de que este mundo é apenas sonho e ilusão e de que é apenas uma projeção do caos que trazes em teu interior. O fato de ainda acreditares que há alguma coisa de valor no mundo pela qual vale a pena lutar. Isto é engano. É auto-engano! Nenhuma luta vale a pena.

Aí a lição pergunta:

Por que não ficarias em êxtase ao te ser assegurado que todo o mal que pensas que fizeste nunca foi feito, que todos os teus pecados não são nada, que és tão puro e santo quanto foste criado e que a luz e a alegria e a paz habitam em ti? 

E ela mesma responde:

Tua imagem de ti mesmo não pode se opor à Vontade de Deus. Tu pensas que isto é a morte, mas é a vida. Pensas que estás destruído, mas estás salvo.

A luz e a alegria e a paz habitam em mim.

E habitam em ti e habitam em todos e todas nós, na medida em que temos consciência de nossa unidade com Deus. Na medida em que buscamos cumprir a parte que nos cabe no plano de Deus para a salvação, que é o único que funcionará, como já vimos.

Mas para isso precisamos das práticas. Precisamos descobrir que a divisão que pensamos existir em nós mesmos, em nós mesmas, não é verdadeira. A imagem que fazemos de nós mesmos e de nós mesmas é apenas parte do sonho - um pesadelo, na verdade, para a maioria - e não dura mais do que um instante quando confrontada com a verdade acerca do que somos em Deus, com Ele.

É a continuação da lição que afirma:

O ser que fizeste não é o Filho de Deus. Por isto, este ser absolutamente não existe. E qualquer coisa que ele pareça fazer e pensar não significa nada. Ele não é nem ruim, nem bom. Ele é irreal, e nada mais do que isso. Ele não luta com o Filho de Deus. Ele não o fere, nem ataca sua paz. Ele não muda a criação nem transforma a inocência eterna em pecado e o amor em ódio. Que força pode possuir este ser que fizeste, se ele contradiria a Vontade de Deus?

O ser que fizeste não existe... Ele não é o Filho de Deus. Não foi criado à imagem e semelhança de Deus. Foi feito num sonho em que pensaste poder ficar separado, separada, de Deus, de tua Fonte. Não podes! Não é possível. Não existe Deus e tu e eu... Não! Tudo o que existe é Deus. Melhor dizendo, só Deus existe. O resto é ilusão. E Deus só cria a Sua imagem e semelhança.

O que podes ser então? O que pensas que Deus teria a dizer a respeito do que és, do que é Seu Filho?

Tua inocência é garantida por Deus. Isto tem de ser repetido vezes sem conta até ser aceito. É verdade. Tua inocência é garantida por Deus. Nada pode tocá-la ou mudar aquilo que Deus criou eterno. O ser que fizeste, mau e pecador, não tem significado. Tua inocência é garantida por Deus e a luz e a alegria e a paz habitam em ti.

A salvação pede apenas a aceitação de um único pensamento: - tu és como Deus te criou, não o que fizeste de ti mesmo. Seja qual for o mal que possas pensar que fizeste, tu és como Deus te criou. Sejam quais forem os erros que cometeste, a verdade acerca de ti é imutável. A criação é eterna e inalterável. Tua inocência é garantida por Deus. Tu és e serás para sempre exatamente como foste criado. A luz e a alegria e a paz habitam em ti porque Deus as colocou aí.

Tua inteira atenção e teu compromisso total com as orientações que a lição oferece para as práticas são essenciais para experimentares a consciência da Presença de Deus em teu dia. Hoje e em todos os dias que ainda virão. Para que essa Presença te acompanhe e abra teus caminhos ao longo do dia, ao longo de toda a tua vida. Para que saibas interiormente a verdade a teu respeito a partir do que a lição ensina:

Tu és aquilo que Deus criou ou aquilo que fizeste. Um único Ser é verdadeiro; o outro não existe. Tenta experimentar a unidade de teu único Ser. Tenta compreender o significado da Santidade d'Ele e do amor a partir do qual Ele foi criado. Tenta não atrapalhar o Ser que Deus criou como tu, escondendo Sua grandeza atrás dos ídolos minúsculos do mal e do pecado que fazes para substituí-Lo. Permite que Ele venha para aquilo que Lhe é Próprio. Eis-te aqui; Tu és Isto. E a luz e a alegria e a paz habitam em ti porque isto é verdade.

Às práticas?

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Só depende de nossa decisão viver na força e na luz

 

LIÇÃO 92

Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

1. A ideia para hoje é uma extensão da anterior. Tu não pensas na luz em termos de força e nas trevas em termos de fraqueza. Isto porque tua ideia do que significa ver está presa ao corpo e a seus olhos e cérebro. Deste modo, acreditas que podes alterar o que vês colocando pedacinhos de vidro diante de teus olhos. Isto está entre as muitas crenças mágicas que vêm de tua convicção de que és um corpo e de que os olhos do corpo podem ver.

2. Tu também acreditas que o cérebro do corpo pode pensar. Se ao menos compreendesses a natureza do pensamento, só poderias rir desta ideia louca. É como se acreditasses que seguras o palito de fósforo que acende o sol e lhe dá todo o seu calor; ou que tens o mundo bem preso em tuas mãos até o libertares. Isto, não obstante, não é mais tolo do que acreditar que os olhos do corpo podem ver; o cérebro pode pensar.

3. É a força de Deus em ti que é a luz em que vês, assim como é com a Mente d'Ele que pensas. A força d'Ele nega tua fraqueza. É tua fraqueza que vê com os olhos do corpo, perscrutando de um lado para outro nas trevas para ver sua própria semelhança; o pequeno, o fraco, o doente, e o moribundo, os necessitados, o impotente e o amedrontado, o triste, o pobre, o faminto e o infeliz. Estes são vistos por olhos que não podem ver e não podem abençoar.

4. A força ignora estas coisas vendo além das aparências. Ela mantém seu olhar sereno sobre a luz que está alem delas. Ela se une à luz da qual é parte. Ela vê a si mesma. Ela traz a luz na qual teu Ser aparece. Nas trevas tu percebes um ser que não existe. A força é a verdade acerca de ti; a fraqueza é um ídolo venerado e adorado de forma falsa a fim de que a força possa ser afastada para que as trevas reinem no lugar em que Deus determinou que houvesse luz.

5. A força vem da verdade; e brilha com a luz que sua Fonte lhe dá; a fraqueza reflete as trevas de seu autor. Ela é doente e olha para a doença, que é igual a si mesma. A verdade é um salvador que só pode desejar a felicidade e a paz para todos. Ela dá sua força em quantidade ilimitada a todos que pedirem. Ela percebe que a falta em qualquer um seria uma falta em todos. E assim ela dá sua luz para que todos possam ver e se beneficiar como um só. Sua força é compartilhada, a fim de poder levar a todos o milagre no qual eles se unirão em intenção e no perdão e no amor.

6. A fraqueza, que olha nas trevas, não pode ver um propósito no perdão e no amor. Ela vê todos os outros diferentes de si mesma e não vê nada no mundo que queira compartilhar. Ela julga e condena, mas não ama. Ela permanece nas trevas para se esconder e sonha que é forte e conquistadora, uma vitoriosa sobre as limitações que, na escuridão, apenas crescem até atingir proporções enormes.

7. Ela tem medo e ataca e odeia a si mesma, e as trevas cobrem tudo o que ela vê, tornando seus sonhos tão amedrontadores quando ela própria. Aqui não há nenhum milagre, mas apenas ódio. Ela se separa do que vê, enquanto que a luz e a força se percebem como uma só. A luz da força não é a luz que vês. Ela não varia nem pisca, nem se apaga. Ela não muda da noite para o dia e de volta às trevas até que a manhã surja outra vez.

8. A luz da força é confiável, certa como o amor, eternamente alegre por se dar, porque não pode se dar senão para si mesma. Ninguém pode pedir em vão para compartilhar de sua vista e ninguém que penetre em sua morada pode sair sem um milagre diante de seus olhos, e sem a força e a luz habitando em seu coração.

9. A força em ti te oferecerá a luz e guiará tua visão para que não te demores nas sombras inúteis que os olhos do corpo provêm para o auto-engano. Força e luz se unem em ti e, onde elas se encontram, teu Ser fica pronto para te abraçar como àquilo que é Próprio d'Ele Mesmo. É este o ponto de encontro que tentamos achar e no qual descansar hoje, pois a paz de Deus está aonde teu Ser, o Filho d'Ele, espera agora para Se encontrar mais uma vez e ser um só.

10. Vamos dar vinte minutos duas vezes hoje para nos juntarmos a esta reunião. Deixa-te levar a teu Ser. A força d'Ele será a luz na qual a dádiva da visão te é dada. Abandona, então, a escuridão por um momento hoje e praticaremos ver na luz, fechando os olhos do corpo e pedindo que a verdade nos mostre como achar o ponto de encontro do ser com o Ser, no qual luz e força são a mesma coisa.

11. Praticaremos deste modo pela manhã e à noite. Depois do encontro da manhã, utilizaremos o dia na preparação do momento em que, à noite, nos encontraremos de novo em confiança. Vamos repetir com a maior frequência possível a ideia para hoje e reconhecer que estamos sendo apresentados à visão e conduzidos, para longe das trevas, na direção da luz onde só se pode perceber milagres.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 92

"Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa."

Caras, caros,

Esta ideia, já a partir de seu enunciado, quer - e vai - revelar uma vez mais, para quem ainda não sabe, que luz e força são a mesma coisa. E quem de nós sabe disso? 

Como a lição anterior mostrou, é na luz que vemos milagres. A ideia para as práticas de hoje complementa e estende o alcance da lição de ontem. Daí a necessidade de que escolhamos a luz. Mas quem de nós a quer escolher?

Quem dentre nós, de fato, quer a luz? Como diz a lição:

A ideia para hoje é uma extensão da anterior. Tu não pensas na luz em termos de força e nas trevas em termos de fraqueza. Isto porque tua ideia do que significa ver está presa ao corpo e a seus olhos e cérebro. Deste modo, acreditas que podes alterar o que vês colocando pedacinhos de vidro diante de teus olhos. Isto está entre as muitas crenças mágicas que vêm de tua convicção de que és um corpo e de que os olhos do corpo podem ver.

Todos e todas vocês devem se lembrar de uma lição anterior: Eu quero que haja luz. Por mais incrível que pareça, é simples assim. Assim como tudo o que nos acontece é resultado de nossa escolha, ver a luz, trazer a luz a nossa vida, a nossos dias e ao mundo todo, só depende de nossa decisão. Acontece da mesma forma que diz a lenda/mito da criação: Deus quis, tomou a decisão, e disse: "Faça-se a luz!" E a luz se fez. Tanto a força quanto a luz se encontram na nossa decisão. Aliás, repetindo, reforçando, tudo depende apenas de nossa decisão. Inclusive a nossa salvação e, por extensão, a salvação do mundo. 

A lição, no entanto, diz:

... acreditas que o cérebro do corpo pode pensar. Se ao menos compreendesses a natureza do pensamento, só poderias rir desta ideia louca. É como se acreditasses que seguras o palito de fósforo que acende o sol e lhe dá todo o seu calor; ou que tens o mundo bem preso em tuas mãos até o libertares. Isto, não obstante, não é mais tolo do que acreditar que os olhos do corpo podem ver; o cérebro pode pensar.

É a força de Deus em ti que é a luz em que vês, assim como é com a Mente d'Ele que pensas. A força d'Ele nega tua fraqueza. É tua fraqueza que vê com os olhos do corpo, perscrutando de um lado para outro nas trevas para ver sua própria semelhança; o pequeno, o fraco, o doente, e o moribundo, os necessitados, o impotente e o amedrontado, o triste, o pobre, o faminto e o infeliz. Estes são vistos por olhos que não podem ver e não podem abençoar.

Mas não é só quando reconhecemos o problema que ele pode ser resolvido? Quando vamos reconhecê-lo? Até quando vamos adiar a tomada de decisão? Até quando vamos escolher permanecer tateando nas trevas, com medo da luz? 

Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

A escolha, a decisão, é sempre de cada um e de cada uma de nós. E é por isso que ela é sempre individual. Isto é, nada nem ninguém - nem mesmo Deus, ou o diabo - a pode influenciar, mesmo quando acreditamos que foi este ou aquele fator, esta ou aquela pessoa que nos levou a escolher determinada experiência ou situação em nossa vida. 

Ou como diz o livro que eu lia há alguns anos no momento em que preparava este comentário para postagem:

"Ninguém pode jamais prevalecer sobre os outros! A ideia de prevalecer sobre os outros é uma ilusão... um preconceito da velha humanidade conflituosa, predatória... perdedora..."

Mesmo quando nos encontramos sob a influência de um grupo, por fazermos parte dele, as escolhas a serem feitas cabem a cada um, a cada uma. Sempre. E têm de ser respeitadas, sob a pena de o grupo não se manter coeso, ou de aqueles, ou aquelas, de nós que pensarem ter suas vontades desrespeitadas terem de deixar o grupo. Ou pensamos que livre arbítrio significa o quê? Pois conforme a orientação da lição:

A força ignora estas coisas vendo além das aparências. Ela mantém seu olhar sereno sobre a luz que está além delas. Ela se une à luz da qual é parte. Ela vê a si mesma. Ela traz a luz na qual teu Ser aparece. Nas trevas tu percebes um ser que não existe. A força é a verdade acerca de ti; a fraqueza é um ídolo venerado e adorado de forma falsa a fim de que a força possa ser afastada para que as trevas reinem no lugar em que Deus determinou que houvesse luz.

A força vem da verdade; e brilha com a luz que sua Fonte lhe dá; a fraqueza reflete as trevas de seu autor. Ela é doente e olha para a doença, que é igual a si mesma. A verdade é um salvador que só pode desejar a felicidade e a paz para todos. Ela dá sua força em quantidade ilimitada a todos que pedirem. Ela percebe que a falta em qualquer um seria uma falta em todos. E assim ela dá sua luz para que todos possam ver e se beneficiar como um só. Sua força é compartilhada, a fim de poder levar a todos o milagre no qual eles se unirão em intenção e no perdão e no amor.

Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

De acordo com o texto intitulado A herança do Filho de Deus, no Curso, as leis de Deus existem para a nossa proteção, e, mesmo quando O negamos, aquilo que experimentamos ainda é para a nossa proteção, pois o poder de nossa vontade não pode ser diminuído sem a intervenção de Deus contra ele [contra o poder de nossa vontade, o que levaria Deus a investir, na verdade, contra Sua Própria Vontade e contra Seu Próprio Poder]. 

Porém, se em algum momento tal coisa acontecesse, ficaria caracterizado o fim do livre arbítrio. Mas, uma vez que Deus não é um ditador todo-poderoso, ainda de acordo com o texto, não é Vontade d'Ele qualquer limitação ao nosso poder. Ele nem mesmo se opõe a qualquer uma de nossas vontades, ainda que saiba que estamos querendo muito pouco, quase nada, para quem tem direito a tudo. Limitando nosso desejo à forma, é como se disséssemos: "Eu não tenho necessidade de tudo. É só esta pequena coisinha que quero e ela será tudo para mim".

Onde está a força de uma escolha assim? Em que a podemos comparar com a força de Deus? Se a Vontade de Deus é que tenhas tudo, por que escolhes menos do que tudo? Vê-se que estamos nas trevas mesmo. Não é possível ver milagres nas trevas. Precisamos nos aproximar da luz. Escolhê-la.
 
Vê-se milagres na luz, e luz e força são a mesma coisa.

Em função disso é que cabe a cada um e a cada uma de nós escolher o que quer viver, sabendo que nunca há nenhuma razão para culpar ou responsabilizar Deus ou qualquer outra pessoa pelo que vivemos, a não ser para uma percepção equivocada. É, portanto, escolha de cada um e de cada uma viver ou a experiência de um mundo ilusório cheio de equívocos e de coisas assustadoras, horríveis, más, ou a experiência de um mundo no qual todos e todas podem viver um "sonho feliz" e tudo o que se vê são os milagres que o amor mostra, a partir do perdão que oferecemos a tudo, ao mundo, a todos e a todas. Mas igualmente ilusório. Pelo menos enquanto tivermos a necessidade da percepção e dos sentidos.

Seguir com toda a atenção possível as instruções da lição deste dia, pode nos levar à luz e a ver os milagres que ela traz consigo. 

Às práticas?

terça-feira, 1 de abril de 2025

Não têm nada a ver com a luz as ilusões e as mentiras

 

LIÇÃO 91

Vê-se milagres na luz.

1. É importante lembrar que milagres e visão necessariamente combinam. Isto exige repetição, e repetição frequente. É uma ideia fundamental em nosso novo sistema de pensamento e na percepção que ele apresenta. O milagre sempre existe. A presença dele não é motivada por tua visão; sua ausência não é resultado de teu fracasso em ver. É apenas tua consciência de milagres que fica prejudicada. Tu os verás na luz; não os verás no escuro.

2. A luz, então, é vital para ti. Enquanto permaneceres nas trevas, o milagre continua a ser invisível. Deste modo, ficas convencido de que ele não existe. Isto decorre das premissas a partir das quais a escuridão nasce. A negação da luz leva ao fracasso em percebê-la. O fracasso em perceber a luz é perceber a escuridão. A luz, então, apesar de existir, é inútil para ti. Tu não podes usá-la porque sua presença é desconhecida para ti. E a aparente realidade das trevas torna sem sentido a ideia da luz.

3. Ser informado de que aquilo que não vês existe soa como loucura. É muito difícil ser convencido de que loucura é não ver o que existe e, em seu lugar, ver o que não existe. Tu não duvidas de que os olhos do corpo podem ver. Tu não duvidas de que as imagens que eles te mostram são a realidade. Tua fé está nas trevas, não na luz. Como se pode inverter isto? É impossível para ti, mas não estás sozinho nisto.

4. Teus esforços, por menores que possam ser, têm um forte apoio. Se ao menos percebesses de forma clara quão grande é esta força, tuas dúvidas desapareceriam. Hoje nos dedicaremos à tentativa de permitir que sintas esta força. Quando sentires em ti a força que coloca facilmente todos os milagres ao teu alcance não duvidarás. Os milagres que tua sensação de fraqueza escondem irromperão em tua consciência quando sentires a força em ti.

5. Três vezes hoje, reserva cerca de dez minutos para um momento de paz no qual tentas ultrapassar tua fraqueza. Isto se realiza de forma muito simples, à medida que informas a ti mesmo que não és um corpo. A fé se transfere para aquilo que tu queres e tu instruis tua mente de forma consoante. Tua vontade continua a ser teu professor e tua vontade tem toda a força para fazer o que deseja. Tu podes escapar do corpo se escolheres. Podes experimentar a força em ti.

6. Começa os períodos de prática mais longos com esta declaração das relações verdadeiras entre causa e efeito:

Vê-se milagres na luz.
Os olhos do corpo não percebem a luz.
Mas eu não sou um corpo. O que sou?

A pergunta com que esta declaração termina é necessária para nossos exercícios hoje. O que pensas ser é uma crença a ser desfeita. Mas o que és verdadeiramente tem de ser revelado a ti. A crença de que és um corpo, por ser um erro, exige correção. A verdade do que és convoca a força em ti para trazer a tua consciência o que o erro esconde.

7. Se não és um corpo, o que és? Precisas ficar ciente do que o Espírito Santo usa para substituir a imagem de um corpo em tua mente. Precisas sentir algo em que colocar tua fé, quando a retiras do corpo. Precisas de uma experiência real de alguma outra coisa, alguma coisa mais consistente e mais segura; mais digna de tua fé e que exista verdadeiramente.

8. Se não és um corpo, o que és? Pergunta isto com sinceridade e, depois, dedica vários minutos a permitir que teus pensamentos equivocados sejam corrigidos, para que seus opostos tomem o lugar deles. Dize, por exemplo:

Eu não sou fraco, mas forte.
Eu não sou impotente, mas todo-poderoso.
Eu não sou limitado, mas ilimitado.
Eu não sou indeciso, mas seguro.
Eu não sou uma ilusão, mas uma realidade.
Eu não posso ver nas trevas, mas na luz.

9. Na segunda fase do período de exercício, tenta experimentar estas verdades a teu próprio respeito. Concentra-te particularmente na experiência da força. Lembra-te de que toda sensação de fraqueza está associada à crença segundo a qual tu és um corpo, uma crença equivocada e que não merece nenhum crédito. Tenta retirar dela tua fé, ainda que só por um instante. Vais te acostumar a manter a fé naquilo que é mais digno em ti, à medida que avançamos.

10. Relaxa durante o restante do período de prática, confiante de que teus esforços, embora insuficientes, são plenamente apoiados pela força de Deus e de todos os Pensamentos d'Ele. É Deles que tua força virá. É por meio de Seu apoio vigoroso que sentirás a força em ti. Eles estão unidos a ti neste período de prática em que compartilhas um objetivo igual ao Deles Mesmos. É Deles a luz na qual verás milagres, porque a força Deles é tua. A força Deles vem a ser os teus olhos, para poderes ver.

11. Cinco ou seis vezes por hora, em intervalos razoavelmente regulares, lembra a ti mesmo de que é na luz que se vê milagres. Certifica-te também de combater a tentação com a ideia de hoje. Para esta finalidade particular, esta forma seria útil.

Vê-se milagres na luz.
Que eu não feche meus olhos por causa disto.

*

COMENTÁRIO:

Explorando a LIÇÃO 91

Caras, caros,

Retomemos nossa jornada depois de nosso período de revisão. Para tanto comecemos a exploração da ideia para as práticas de hoje com alguns questionamentos a respeito da ilusão e da mentira.

Apesar de hoje se comemorar o dia da mentira, ou o dia dos bobos, conforme as tradições e hábitos das pessoas em vários lugares do mundo, o que vamos fazer aqui, ao praticar, não tem nada a ver com as mentiras. Também não tem nada a ver com as ilusões. Buscamos apenas a verdade a nosso próprio respeito, a respeito da vida e do que somos. 

É por isso que vamos retomar mais uma vez nossa caminhada na direção de nós mesmos, de nós mesmas. Que o período de revisão não interrompeu. Ao contrário. Ele apenas nos deu mais fôlego, mais instrumentos para continuarmos a busca. Da luz em nós mesmos e em nós mesmas. Da consciência da Presença da Luz do divino em nós mesmos e em nós mesmas.

Continuemos, pois!

Depois da última revisão, em sintonia com o que nos oferece o Curso, vamos buscar novas maneiras de continuar a desaprender o que o mundo, via sistema de pensamento do ego, insiste em nos ensinar acerca da necessidade de nos vermos separados e separadas e capazes de julgar o melhor para nós, para as outras pessoas todas e para o mundo. 

Para tanto, de acordo com um livro que li há algum tempo, em perfeita harmonia com o que nos diz o ensinamento, precisamos ter a coragem e a disposição de tomar a decisão de abandonar tudo aquilo que "os pais, os educadores, os mestres de infortúnios e os profetas das desgraças [nos impuseram]. Deles aprendemos a ter a mentalidade de vítimas, a entrar na aflição, na pobreza e na doença. (...) Deles aprendemos os milhares de modos de morrer. Dos primórdios da civilização, mediante um contágio entre gerações, milhões de homens [e mulheres] submetidos[as] a um sono hipnótico, aprenderam a acreditar cegamente na carência e no limite". 

E é para que deixemos de acreditar nas carências e nos limites, que o ego diz serem nossa realidade, que as práticas de todos os dias se fazem necessárias.

Pois isto, a crença em carências e limites, na verdade, nos deixou nas trevas. E vamos continuar lá, enquanto escolhermos dar ouvidos ao ego e a seu sistema de pensamento. Um sistema que constrói e sustenta este mundo de ilusões. Nunca chegaremos a ver nenhum milagre com base no que ele ensina. Pois:

Vê-se milagres na luz.

É isto que vamos praticar com a lição de hoje, aceitando o desafio de abandonar as trevas para nos acercarmos da luz, querendo descobri-la e vê-la em nós mesmos e em nós mesmas e em todas as pessoas que povoam o mundo particular em que vivemos.  Pois, como a própria lição diz:

É importante lembrar que milagres e visão necessariamente combinam. Isto exige repetição, e repetição frequente. É uma ideia fundamental em nosso novo sistema de pensamento e na percepção que ele apresenta. O milagre sempre existe. A presença dele não é motivada por tua visão; sua ausência não é resultado de teu fracasso em ver. É apenas tua consciência de milagres que fica prejudicada. Tu os verás na luz; não os verás no escuro.

Assim, a ideia que praticamos hoje vem trazer mais segurança ao nos ajudar a combinar a visão aos milagres. Se, presentemente, pensamos nos ver no escuro, não fazemos nada mais do que dar forma a ilusões a nosso próprio respeito. Ilusões que nem de longe representam o que somos de fato. Ilusões que não têm nada a ver com a visão e muito menos com a luz.

Por isso, como a própria lição diz, é vital que nos voltemos para a luz, decididos a ver de modo diferente, como já aprendemos. Só assim vamos poder ver os milagres. Eles são naturais. E quando não acontecem é porque alguma coisa deu errado. Ou porque não estamos olhando para o mundo a partir da luz. Vejamos:

A luz, então, é vital para ti. Enquanto permaneceres nas trevas, o milagre continua a ser invisível. Deste modo, ficas convencido de que ele não existe. Isto decorre das premissas a partir das quais a escuridão nasce. A negação da luz leva ao fracasso em percebê-la. O fracasso em perceber a luz é perceber a escuridão. A luz, então, apesar de existir, é inútil para ti. Tu não podes usá-la porque sua presença é desconhecida para ti. E a aparente realidade das trevas torna sem sentido a ideia da luz.

E mais:

Ser informado de que aquilo que não vês existe soa como loucura. É muito difícil ser convencido de que loucura é não ver o que existe e, em seu lugar, ver o que não existe. Tu não duvidas de que os olhos do corpo podem ver. Tu não duvidas de que as imagens que eles te mostram são a realidade. Tua fé está nas trevas, não na luz. Como se pode inverter isto? É impossível para ti, mas não estás sozinho nisto.

E, mesmo que ainda não percebamos, nossos..

... esforços, por menores que possam ser, têm um forte apoio. Se ao menos percebesses de forma clara quão grande é esta força, tuas dúvidas desapareceriam. Hoje nos dedicaremos à tentativa de permitir que sintas esta força. Quando sentires em ti a força que coloca facilmente todos os milagres ao teu alcance não duvidarás. Os milagres que tua sensação de fraqueza escondem irromperão em tua consciência quando sentires a força em ti.

Não vamos perder tempo então. Dediquemos toda a atenção de que somos capazes às instruções que a lição de hoje oferece, para podermos desfrutar do milagre que a luz vai nos mostrar. 

Às práticas?